Depois de escrever sobre a emoção no post… Cumprindo a promessa de mostrar para vocês o vídeo da emocionante volta rápida no circuito do GP Bahia de Stock Car. De um lado, o piloto, do outro, o repórter fascinado feito criança no parque de diversões. É só dar play! Ahhh, e uma dica: confere se o volume tá alto! Sem o ronco do motor não tem graça!
Volta rápida, agora em vídeo
Quebrando jejum na Bahia
Como já virou costume, prova emocionante no GP Bahia de Stock Car. A chuva caiu com força no CAB e a corrida começou com quase uma hora de atraso, por motivos de segurança. E depois de muitos pegas, batidas no muro, rodadas e parada para troca de pneus, Ricardo Maurício venceu a prova, com Rubens Barrichelo na cola, em segundo no seu primeiro pódio na categoria, e Thiago Camillo em terceiro.
Mesmo com a pista seca, os três primeiros não trocaram os pneus de chuva e se deram bem. Átila Abreu, que marcou a pole position e ia bem no início da disputa, resolveu fazer a troca e não conseguiu mais recuperar todas as posições.
A prova do baiano Patrick Gonçalves, único piloto correndo em casa, terminou cedo. Com pouco mais de 17 minutos de corrida o baiano perdeu o controle do carro, foi no muro, não voltou mais para a disputa e provocou a primeira entrada do carro de segurança, que ainda voltou por duas vezes para a pista.
Vencedor em Salvador, Ricardo Maurício saiu de um jejum de quase três anos sem vencer. A última vitória do piloto havia acontecido na Corrida do Milhão de 2010. Para ele, dois fatores foram decisivos na vitória: continuar com os pneus de chuva e a entrada do carro de segurança. “O último safety car foi o que fez eu ganhar a corrida, pois os outros estavam bem rápidos. Foi a primeira corrida de rua que venci, e é bom demais vencer novamente”, disse Ricardo.
Depois de conquistar o primeiro pódio na Stock Car, Rubens Barrichello lembrou e agradeceu a torcida que o acompanha desde os tempos de Fórmula-1. “Queria agradecer a torcida que sempre esteve comigo. Meu final de semana foi formidável. Eu esperava ser competitivo, mas realmente não dava para imaginar que seria assim”.
Confira os 10 primeiros colocados do GP Bahia
1. Ricardo Maurício
2. Rubens Barrichello
3. Thiago Camilo
4. Cacá Bueno
5. Átila Abreu
6. Max Wilson
7. Nonô Figueiredo
8. Marcos Gomes
9. Sérgio Jimenez
10. Luciano Burti
E aí, já esteve a mais de 200km/h?!
Dizem que tem coisas que as palavras não conseguem explicar. Eu concordo. Mas quem disse que a gente não pode tentar?! Vou tentar descrever como é a sensação de, pela primeira vez na vida, entrar num carro da Stock Car e dar uma volta rápida no Circuito do Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. Prometo ser breve, só não tanto quanto o episódio. 
O convite veio da equipe Mobil Super Pioneer Racing (já aproveito para agradecer) e aceitei feito formiga indo atrás de doce, ou macaco correndo atrás de banana, tanto faz. Em alguma viagem ou outra feita de carro, devo ter passado dos 120, 130 quilômetros por hora, mas agora a coisa ia subir, e muito! Na volta rápida, é claro, a velocidade não é a mesma de uma corrida, por questões de segurança. Mas o carro passou fácil, fácil dos 200. E o repórter ali do lado, com a adrenalina em alta, alegre feito criança. A equação era simples: quanto maior a velocidade, maior a euforia. Sensacional!
O ronco do motor é um negócio que para quem gosta da velocidade fica difícil segurar o arrepio. No meio dessa emoção, não há espaço para medo. A vontade era só curtir a aventura.
Deu pra entender porque os pilotos gostam tanto da etapa de Salvador. É uma pista muito dinâmica. Colava no banco nas retas, a parte mais emocionante e veloz, e o muro alí, do lado. Nas curvas, nada de baixa velocidade, o cinto segura o tranco, mas a cabeça acompanha o movimento das curvas fechadas. Imaginei o que sofrem os pilotos, que passam quase uma hora naquele balanço.
Uma emoção e sensação sem igual. O melhor: as duas retas em alta velocidade, com o motor roncando no ouvido. O pior: a volta é rápida em todos os sentidos. Você fica na vontade de mais quando o trajeto, em pouco mais de um minuto, é completado. Agora é esperar o vídeo, que será enviado pela Mobil Super Pioneer Racing, e ver na cara do repórter o que ele disse por aqui.
Bate papo com Patrick Gonçalves, o baiano da Stock
Depois de participar do treino classificatório e marcar a 29º posição entre os 34 carros que largam no GP Bahia de Stock Car 2013, o único baiano entre os pilotos que participam da etapa, Patrick Gonçalves, bateu um papo exclusivo com o Aerofólio. Ele fala da sensação de correr em casa, da mudança da Mini Challenge para a Stock Car, dos planos para 2013 e ainda diz o que vê de melhor na corrida em casa.
Aerofólio – Você estava acostumado às vitórias na Mini Challenge, foi bicampeão lá, e no ano passado mudou de categoria, tendo de começar lá de trás. Como está sendo esse processo?
Patrick Gonçalves – Essa mudança foi um passo muito grande. Desde que mudei de categoria até agora foram nove corridas – sete em 2012 e duas esse ano. Ainda é pouco. Mudou o carro, então muda tudo, são carros bem diferentes. Por estar correndo entre os melhores pilotos, me sinto muito realizado e acho que estou evoluindo muito bem na categoria.
Como estão as perspectivas para o restante da temporada? Participará de todas as corridas?
Tenho contrato fechado até a oitava etapa. Então depois daqui, mais quatro corridas garantidas. A partir daí vamos ver como ficam os patrocínios, para depois continuar correndo.
Este ano você é o único baiano no grid. Como é a sensação de ter grande parte da torcida a seu favor? E a responsabilidade?
É uma sensação muito boa correr aqui. Essa é a minha Corrida do Milhão. A pressão que sinto aqui é um pressão positiva, e uma torcida e não cobrança. Além de ser uma corrida especial para todos os pilotos, é muito especial para mim.
O Circuito do CAB é um dos poucos do calendário onde a torcida fica tão perto da pista. Isso faz diferença para o piloto?
Faz muita diferença para o piloto. Apesar do barulho do carro, a gente sente a vibração da galera. Falando disso, eu sempre me lembro quando fui campeão da Mini Challenge, quando o carro passava a torcida levantava e gritava meu nome.
O que torna a prova de Salvador especial, que deixa os pilotos na expectativa de correr aqui?
O Circuito é muito especial. É uma mistura. Tem curvas velozes, retas de alta velocidade, uma parte travava… Tudo isso num circuito de rua, e assim: cercado pelo público.
Um recado para a torcida baiana…
Vamos acelerar no GP Bahia com muito dendê. Essa torcida é meu combustível. Vamos mostrar que de lento o baiano não tem nada!
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O que é que a baiana tem?!
O GP Bahia de Stock Car, na sua quinta edição, acontece neste final de semana, dias 18 e 19 de maio, e os pilotos da categoria estão perto de se reecontrar mais uma vez com uma de suas provas favoritas. Presente nas quatro edições realizadas no circuito de rua do Centro Administrativo da Bahia (CAB), o piloto Nonô Figueiredo já conhece bem a pista e na conversa com o Aerofólio atestou “o que é que a baiana tem”. 
Pode não ter torso de seda, brinco de ouro ou bata rendada, como cantou Carmem Miranda, mas a prova realizada na Terra de Todos os Santos tem seus atrativos para quem está dentro e fora do carro. “Salvador sempre é uma corrida especial. Também pelo fato de ser um circuito de rua, é uma corrida que todo mundo acaba tendo uma ansiedade maior. Como todas as corridas, a gente fica na expectativa”, disse Nonô, que corre pela Mobil Super Pioneer Racing.
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Com as muretas de proteção tão próximas e o circuito com partes de alta e baixa velocidade, Nonô explica que o grande desafio dos pilotos é não errar em nenhuma das voltas. “Você não consegue pegar um ponto da pista e dizer que esse é o melhor ponto, ou o mais difícil. Você nao pode errar, tua margem pra erros é quase zero”, decretou o paulista.
Nonô Figueiredo ainda avisou que a torcida, que em Salvador ficar muito perto da pista, pode esperar por grandes momentos na manhã de domingo (19). “Com certeza será uma grande corrida, com muitas ultrapassagens e até as batidas, que sempre acontecem todos os anos”. Perguntado sobre alguma crítica à única etapa nordestina no calendário, Nonô respondeu que não há do que reclamar. “Sempre há o que pode melhorar, mas isso se aplica a todos os circuitos da temporada”.
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‘Tropa de elite’ na Stock
Missão: reconstruir um carro da Stock Car uma noite antes da corrida
Local: Circuito de Tarumã/RS
Tempo máximo: 12 horas
Tropa escalada: 10 mecânicos
Resultado: missão dada é missão cumprida
A equipe Mobil Super Pioneer Racing, uma das que estarão no próximo final de semana – 18 e 19 de maio – no GP Bahia de Stock Car, passou por essa situação na última etapa do campeonato. Durante o treino classificatório, o piloto Nonô Figueiredo sofreu um acidente, com capotagem tripla, que deixou seu carro praticamente destruído. A dúvida, a partir daí, era se haveria condições do piloto alinhar no grid na manhã seguinte.
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“Por sorte não tivemos nenhum problema no chassi, mas todo o resto nós tivemos que refazer. A suspensão das quatros rodas, parte de freio, e a carenagem, principalmente nas parte que não podiamos trocar”, detalhou Thiago Meneguel, o chefe da equipe, que ainda estimou que o carro teve um estrago que comprometeu cerca de 70% da estrutura.
Foram pouco mais de 12 horas de trabalho, das 17h30 do sábado (27), até as 6h do domingo (28), dia da corrida, até que o carro voltasse a ter condições de ir para a pista. Segundo Thiago, o mesmo procedimento de reconstrução feito em condições normal, e sem a pressa de uma corrida no dia seguinte, levaria cerca de duas semanas. Mas nem tudo ficou da melhor forma.
“Teve muita coisa que teve que ir no improviso. Felizmente a parte da mecanica ficou muito boa e o comportamento do carro na corrida foi normal, faltaram só alguns detalhes”, explicou o chefe de equipe da Mobil Super. No GP de Tarumã, Nonô Figueiredo largou na última posição, por medida de segurança, e chegou ao final na 17ª colocação, somando quatro pontos.
Como a corrida já estava comprometida, a equipe usou o momento mais para testar o carro para a etapa baiana. Em Salvador, o carro de Nonô Figueiredo e do companheiro Átila Abreu estarão prontos para as emoções do circuito do Centro Administrativo da Bahia, na expectativa por muito pegas e ultrapassagens a poucos metros do muro.
Mineirinho da Finlândia
Certo e justo: Alonso foi a sensação do surpreendente GP da Espanha. O “surpreedente” aqui se deve não à bela vitória do Príncipe das Astúrias, nem ao pódio de Felipe Massa, mas ao fato de há muito não se ver uma corrida tão movimentada no circuito espanhol. Porém, pouco se fala de uma outra figura que anda feito ‘mineiro’, comendo pelas beiradas, e firme nas primeiras posições da tabela de classificação. Atenção para Kimi Raikkonen.
A mineirice do ‘homem de gelo’ se dá muito mais por estar fora do quarteto de equipes mais badaladas que por seu desempenho. Kimi tem sido o retrato da consistência nestas cinco primeiras provas do ano. Venceu a abertura da temporada na Austrália, ficou em sétimo na Malásia e depois daí se manteve inabalável no segundo lugar do pódio – China, Bahrein e Espanha. Pontuou em todas as corridas e fez quatro pódios. O resultado disso até agora é a vice-liderança do campeonato, apenas quatro pontos atrás de Vettel.
Vamos contar mais uma carta na manga do finlandês. Ele tem um dos carros mais equilibrados da temporada, com o trunfo de conservar os pneus praticamente como nenhum outro carro do grid até então. No GP da Espanha, Kimi passou maior parte do tempo com os pneus médios enquanto os adversários tinham pneus duros, mas nem por isso precisou para mais. Ponto para a Lotus. E por falar em pneus, as estrelas desse ano, o que tem sido a Mercedes?! Bem nos treinos e refém do desgaste exagerado nas corridas.
Voltando ao Kimi… a constância do cara já é quase histórica. Se chegar na zona de pontuação nos dois próximos GP’s (Mônaco e Canadá), ele se tornará o piloto mais regular da história da categoria, com uma sequência de 23 corridas finalizadas na zona de pontuação. A marca pertence a Schumacher, que tem 22.
A soma dos fatores dá um produto que leva a acreditar que nem só de Alonso e Vettel viverá a briga pelo título de 2013. Vejamos.
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Acarajé a 200 por hora!
Está chegando o final de semana mais esperado do ano na combinação automobilismo + Bahia. No dia 19 de maio acontece o GP Bahia de Stock Car, a quarta etapa do campeonato da principal categoria de corridas de carros do país. Além do domingo da corrida, a programação ainda conta com o sábado de treinos no circuito de rua do Centro Administrativo (CAB).
Para quem curte velocidade é um programa praticamente imperdível. Aí vão cinco bons motivos para justificar a ideia.
1 – É a única etapa das 11 etapas do campeonato disputada em solo nordestino. O que há de mais próximo é o GP de Brasília, disputado a quase 1.500 quilômetros da capital baiana.
2 – O Circuito do CAB é recordista em público. É o que tem a maior capacidade entre todos os do calendário: 49 mil pessoas. O autódromo Nelson Piquet, em Brasília, é o segundo, com 41 mil.
3 – Tem baiano na pista. Já premiado nacional e internacionalmente na Mini Challenge, Patrick Gonçalves é o representante da Bahia e vai correr em casa. O piloto já declarou que este ano tem mais experiência com a Stock e espera uma boa corrida, com um resultado melhor que a 17ª posição do ano passado.
4 – Aos curiosos ou adeptos da tietagem, tem um dos principais nomes brasileiros na história da Fórmula-1 no grid do GP Bahia. Será a segunda vez de Rubens Barrichello guiando no circuito do CAB. Além dele, outros ex-F1 como Luciano Burti e Ricardo Zonta também estão entre os pilotos da categoria.
5 – Como é um circuito com características de rua, a prova baiana exige ainda mais habilidade dos pilotos, as disputas por posição em alta velocidade, as curvas fechadas e o perigo de ir parar no muro não deixam a corrida ‘esfriar’.
Convincente?! (rs)
“Digam ao povo que fico”
Não foi um grito histórico às margens do riacho do Ipiranga, mas foi em território paulista que veio a ‘esperançosa’ afirmação de que nem o Brasil, nem São Paulo ficarão sem Grande Prêmio de Fórmula 1 a partir de 2014 (vide post anterior). No último final de semana o prefeito da maior cidade do país, Fernando Haddad, garantiu que Interlagos “fica” e seguirá no calendário da F1 pelo menos até 2020.
Segundo o prefeito, a assinatura do contrato acontecerá ainda no mês de maio e antes disso ele já havia enviado uma carta a Bernie Ecclestone, o homem que ‘manda’ na categoria, dando garantias de que a esperada reforma do circuito irá acontecer. Serão cerca de R$ 100 milhões investidos para deixar o circuito dentro dos padrões exigidos pela categoria. Para Haddad, o alto investimento pede um contrato de longo prazo.
Trocando em miúdos… não duvidei da “ameaça” de Ecclestone, mas o que não acredito é que a F-1 deixaria o solo brasileiro – o mesmo de Senna, Piquet e Fittipaldi – por esse impasse. Interessa a ambas partes continuar por aqui e o brado do chefão está mais para o empurrão que os responsáveis pela adequação do circuito precisavam para recolocar a reforma em pauta.
Se fala em crise de popularidade do esporte, principalmente no Brasil, que há muito tempo não tem um campeão mundial, mas isso é assunto pra outra discussão. Verdade é que dentro ou fora do nosso país a categoria sempre teve seu público cativo, e é mais coerente não duvidar que ele se renova. Afinal, não me lembro, e de fato nunca vi um GP Brasil com público abaixo do esperado. Pelas memoráveis corridas em Interlagos, que tudo se resolva.






































