Por que “Sim”? Por que “Não”?

Mesmo conseguindo argumentar a favor, não acho que Rubens Barrichello deva amarrar as luvas. Chegou, enfim, a hora do veterano guiar um carro, seja em qual for a categoria, tendo o prazer como finalidade maior. No entanto, é claro que nem todos pensam assim, com direitos e argumentos. O que justificaria, então, Barrichello continuar pilotando? Por quê seria a hora de parar? Em cinco afirmações…

Fica Rubinho

1 – O piloto, como ele mesmo diz, é um apaixonado pelo automobilismo. Então, se gosta tanto do que faz, tem mesmo que aproveitar as novas oportunidades, como na Indy.

2 – Depois de 19 anos de carreira na F-1, agora Barrichello pode aproveitar os últimos anos como piloto e apostar em um novo projeto. Ele não tem nada a perder.

3 – Se sair dessa forma do automobilismo, dispensado de uma equipe, o piloto pode deixar a má impressão de que declinou de tal forma na carreira até não ter mais chances de continuar competindo. Não é uma boa maneira de parar.

4 – O Brasil vive uma fase de carência de pilotos em grandes categorias. Rubinho na Indy seria mais um brasileiro a levar a bandeira do país para grandes corridas.

5 – Mesmo já beirando os 40, a experiência e a vontade de Barrichello ainda podem lhe render algum título fora da Fórmula 1

É melhor parar…

1 – Perder a vaga na Williams já foi um desgaste de imagem mais que suficiente. Forçar a continuidade em outra categoria pode diminuir ainda mais o que o piloto já conquistou

2 – Assumir alguma outra atividade no automobilismo, não necessariamente pilotando, seria mais interessante e não afastaria o piloto de um universo que ele afirma gostar tanto

3 – Ir pra Indy só pra não parar de correr é um risco muito grande. As corridas, principalmente nos circuitos ovais, são muito perigosas

4 – Pelo que representa para o automobilismo brasileiro, Barrichello não precisa dessa postura que parece estar “mendigando” um lugar pra correr

5 – No automobilismo não há mais o que Rubinho mostrar. Tem que assumir isso e parar mesmo.


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Nas curvas das cifras

Entra ano, sai ano, a história não muda. Período de intertemporada na Fórmula 1, assim como em outros esportes, é tempo de especulação, boatos e, em alguns casos, muito poucas confirmações. Dois pilotos brasileiros vivem uma novela que saiu de 2011 e entrou em 2012. Para onde vão Bruno Senna e Rubens Barrichello? Talvez quando você estiver lendo essa postagem a resposta já tenha surgido, mas nas entrelinhas do episódio vemos a F-1 mostrando seu lado “máquina de fazer dinheiro”.

Não acredito que a categoria seja uma exceção dentro do esporte, onde o dinheiro fala mais alto. Futebol, basquete, golf, tênis… todos estes são esportes que movimentam filas de cifras em suas negociações. Neles, junto com a bola, rola muito dinheiro. Mas diferente de outros esportes, no automobilismo não é “quanto vale o atleta” ou quem paga mais por ele, mas quanto ele tem para “oferecer”.


A Williams, com a qual Senna e Barrichello estão enrolados, é um bom exemplo para discutir o assunto. Um de seus pilotos é o venezuelano Pastor Maldonado, este já foi confirmado para 2012. Marcou 1 ponto, contra 4 de Barrichello. Nenhum deles fez grande coisa, mas no saldo das pistas, se apenas isso valesse, a vaga garantida teria outra nacionalidade.

Maldonado não foi nenhum fiasco na equipe, mas o lugar cativo tem sobrenome: PDVSA. A petrolífera venezuelana injeta recursos na equipe e quer seu representante por lá para continuar com o patrocínio. E ponto. Para o lugar que resta, aumentaram as chances de Bruno Senna. A AT&T, até então principal patrocinadora da equipe, encerrou contrato no final de 2011. Outra companhia telefônica, a Embratel, pode resolver ocupar o lugar de principal parceiro comercial e fincar o pé de Senna no acelerador do segundo carro. Se isso acontecer, os patrocínios de Barrichello seriam insuficientes para continuar na disputa.

Ao lado do brasileiro mais jovem, ainda tem o empresário Eike Batista, um dos mais bem sucedidos do país. Ele tem dinheiro suficiente para se sentir à vontade de ir até o Twitter e dizer: “simples, ele vai correr pela Williams”, se referindo a Bruno Senna.

Sem entrar no mérito dos envolvidos, casos como esse deixam muito próximos limites entre o “bom piloto” e o “piloto bem patrocinado”. Algumas vezes as duas coisas podem coincidir, mas quando isso não acontece a necessidade das maquinas movidas a cifras fala mais alto.


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Já nasceu com asas

A dona da cena nos últimos dois anos na Fórmula 1 é uma jovem garota. Nasceu, já de berço pronto, em 2004,  e são apenas sete anos de existência como RBR. A antiga Jaguar, sucessora da também saudosa Stewart – aquela do carro branco, que Rubinho pilotou – foi comprada pelo magnata da indústria de bebidas Dietrich Mateschitz. É ele o dono da marca que anda prometendo “dar asas” pra quem beber o líquido da sua latinha. No automobilismo ele realmente criou algo capaz de “voar”.

Comparada às mais famosas e bem sucedidas companheiras de categoria, as mais que cinquentenárias Ferrari e McLaren, a RBR é uma criança, mas os segredos de seu sucesso não estão tão ocultos assim. Um deles se chama Adrian Newey. Um dos melhores projetistas que a categoria recebeu nos últimos anos.

Apesar de contratado em 2005, no primeiro ano que Newey colocou a mão, de fato, na máquina da RBR ajudou a levar a equipe para um bom quinto lugar no campeonato de construtores, em 2007. Dois anos depois, em 2009, a RBR terminaria o ano como vice-campeã de construtores, atrás apenas da então surpreendente Brawn GP. A evolução da equipe não é um mérito exclusivo do projetista, ainda assim o carro é como vemos graças a ele.

E por falar em 2009… Foi nesse ano também que a Red Bull Racing conquistou sua primeira pole position, primeira vitória e primeira dobradinha, todas elas, sabe com quem? Um garoto chamado Sebastian Vettel. Ele foi chamado da “filial” Toro Rosso e chegou na equipe, neste mesmo ano, mostrando a que veio. Nos dois anos seguintes fez nada mais que conquistar o título mundial e começar uma onda de quebra de recordes.

Por essas e outras, que ainda renderiam alguns parágrafos, é que a equipe chegou a 2011 quase impecável e implacável. Doses cavalares e “aladas” de dinheiro, é claro, mas também uma combinação de planejamento e, digamos, sorte em compor a equipe com nomes que tinham o faro para o sucesso. Ao menos tem sido assim até agora. 2012 vem aí.


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Quase “órfãos”

O GP Brasil vem aí, para encerrar a temporada. Só mesmo encerrar, pois apesar de ser o último ano, o circuito de Interlagos não será palco para grandes decisões. O vice-campeonato mundial é o único trunfo que estará em jogo em São Paulo. Ainda assim, pior que receber o campeonato com quase tudo resolvido será ver os pilotos brasileiros em um momento apagado na categoria, sem prometer grandes emoções ao brasileiros apaixonados pela velocidade.

A situação agora será bem diferente de 2008, melhor e mais recente lembrança de um Grande Prêmio do Brasil. Naquele ano Massa chegou brigando com Lewis Hamilton pelo título, venceu a corrida e só não levou a taça porque o inglês conseguiu uma ultrapassagem na última volta e chegou em quinto, um ponto à frente de Massa. Bem diferente de três anos atrás, o Massa desse ano briga contra a própria má fase – pra ser cordial – e para mostrar que continua merecendo um lugar na Ferrari.

Para outro brasileiro, uma alegria falta ao currículo: vencer em casa. Em nenhuma das 18 vezes em que correu em Interlagos Rubens Barrichello conseguiu vencer. Agora ele sequer tem segurança de afirmar que essa não será sua última corrida na carreira. Há quem diga que o GP Brasil é a despedida de Rubinho da F-1. O brasileiro não deve continuar na Williams e ainda não sabe qual será seu destino em 2012. Talvez seja mesmo a aposentadoria.

Quem gosta da Fórmula 1 não vai deixar de comparecer a Interlagos por esses motivos, mas quem estiver lá poderá ver de perto a primeira vez de Bruno Senna correndo no Brasil. Ele que é o principal símbolo da renovação que o país precisa passar na Fórmula-1. Grandes ídolos nos mal-acostumaram a vibrar  e se emocionar com esse esporte, mas nos últimos anos não temos conseguido ir muito longe. Ficamos quase “órfãos” de um espetáculo na Fórmula-1 com as cores verde e amarela.


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E os 20 anos do quarentão?

Rubinho em 1995, quando corria pela Jordan

2011 é o 19º ano de Rubens Barrichello na Fórmula-1. Um dinossauro que mantém a marca de piloto mais experiente da categoria. Só não se sabe ao certo até quando. Acontece que o brasileiro de 39 anos não possui garantias de que terá oportunidade de completar os 20 de F-1. Ou melhor: talvez já saiba e não pode revelar ainda.

Na Williams, ao que tudo indica, é bandeira preta para Barrichello. Enquanto o dinheiro do petróleo venezuelano quase que grudou Pastor Maldonado no cockpit da equipe, Rubinho não tem a mesma bala na agulha e deve ser substituído em 2012. O mais cotado é Kimi Raikkonen, aquele mesmo que foi campeão na Ferrari em 2007 e largou os circuitos para correr rally. Ele seria um bom chamariz para mais patrocinadores, que são “a menina dos olhos”, e dos bolsos, de qualquer dono de equipe.

O grito de misericórdia para que as duas década de Fórmula 1 se consagrem parece estar direcionado para a Renault-Lotus. Mas aí sobram boatos. Há quem diga até que Barrichello já estaria de pré-contrato assinado, só esperando autorização e uma última conversa com a Williams para concretizar a negociação.

Há chances de que seja verdade. A equipe quer um piloto experiente para 2012, já que ainda não deve contar com Kubica, Barrichello é uma boa opção. A vaga para o piloto maisjovem ficaria entre Bruno Senna, Petrov e Romain Grosjean, campeão da GP2. No entanto, é bom lembrar que o que não falta em fim de temporada da F-1 são os boatos. Aparecem aos montes.

Massa com crédito – Enquanto isso pelos lados de Maranello tudo vai ficar como está. O chefão da Ferrari confirmou que continua com Alonso e Felipe Massa em 2012. Melhor para o brasileiro que garante mais um ano na equipe, mesmo depois de um ano em que rendeu muito abaixo do esperado. Por falar nisso, vale a pena conferir a “brincadeira” feita pelo UOL pra ter uma ideia do quanto Massa está em dívida com os bons resultados. Faz tempo…


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Que não seja em vão

Não acredito que o esporte precise de mártires. Mas direta ou indiretamente, quando um esportista perde a sua vida em uma disputa alguma lição deve ser aprendida. A despedida de Ayrton Senna deixou o Brasil órfão de um de seus maiores ídolos, em 1994, e desde lá nenhum outro piloto morreu em uma corrida da Fórmula 1. Mas na categoria logo ao lado, na Indy, um história muito triste e recente, quando há poucos dias Dan Wheldon foi vitimado em um acidente – para mim nada “espetacular” – numa prova em Las Vegas.

A Fórmula Indy não recebe minha atenção tal qual a Fórmula 1, mas uma pesquisa rápida me chamou atenção. Em 1996, dois anos depois da morte de Senna na F-1, o americano Scotty Bryton morreu em um treino para as 500 milhas de Indianápolis depois de bater a 370km/h. Em 2006, com apenas 26 anos, Tony Renna morreu também em um treino no circuito de Indianápolis. Menos de três anos depois – sim, três anos – o norte-americano Paul Dana perdeu a vida pilotando um Indy em um treino para a etapa de Homestead. Com Dan Wheldon, a triste lista soma quatro nomes nos últimos 15 anos. São muitas mortes em um curto período de tempo.

Se trata não de uma exaltação a qualquer coisa, mas depois de Senna a F-1 demonstrou uma preocupação clara com a segurança dos pilotos. Quase revolucionou, em termos de segurança, os seus cockpits e já modificou circuitos ou partes deles com esse mesmo argumento. Não conheço a história da Indy, não sei ao certo as suas “regras” e precauções. Fato é que em muitos aspectos as duas categorias diferem. Mas em se tratando de automobilismo, não há argumento para cuidar menos da vida daqueles que levam os volantes.


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Unânime

Levar o campeonato mundial da Fórmula-1 com quatro corridas de antecedência já é, por si só, impressionante. Mas o alemão Sebastian Vettel, que é o mais jovem piloto a fazer muita coisa na categoria, consegue mais que isso. Ele não é só bicampeão. Mas em 2011 é um vencedor incontestável.

Esse título é muito mérito da RBR. A equipe que já estava muito bem no ano passado e apresentou um carro que se mostrou competitivo – e superior – desde o início da temporada. Mas isso não apaga o espetáculo que Vettel deu pra conquistar a taça. Nenhum outro piloto ou equipe se mostrou páreo para o menino de 24 anos. E se o carro bastasse, o lugar de Mark Webber seria mais em cima na tabela.

Saindo do Japão… são 15 corridas, 9 vitórias, 4 segundos lugares, 1 terceiro e 1 quarto. 114 pontos de vantagem para o segundo lugar e 130 para o companheiro, que guia a “mesma” máquina. Dá pra contestar? Não acho. Este foi um ano que desde o início não se imaginou outro vencedor. Vettel não deu espaço.

Fato é que a Alemanha pode comemorar. Mal saiu um papão de títulos outro surgiu com um fôlego que parece maior ainda. Vettel iniciou a carreira com a marca de ser o mais novo piloto em um evento oficial da F-1 e daí pra frente começou levar recordes abaixo, superando nomes que estão no mais alto escalão do que esse esporte já teve de bom. Não acho que seu nome já esteja nesse mesmo hall, é cedo. Mas assim como eles, ele já fez história.


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Dai a César o que é de Massa

Em tempos de campeonato praticamente decidido, um parêntese para abrir uma discussão. A questão é que observando o desempenho de Felipe Massa na Ferrari este ano só confirmo a impressão que Rubens Barrichello se tornou uma espécie de bode expiatório que paga por todas as penitências da crítica e da torcida quando a bandeira brasileira não vai muito bem na Fórmula-1.

Os tropeços de Rubens na Williams, que existem, sim, parecem pesar muito mais que a carência de boas corridas de Massa na escuderia italiana, que de fato não está em um de seus melhores anos, mas não pode oferecer apenas o que o seu brasileiro tem aproveitado em 2011.

Vejamos: 14 corridas passadas desde o início da temporada, Massa marcou 84 pontos, uma centena a menos que o companheiro de equipe. A melhor posição conquistada foi o quinto lugar. Nenhum pódio. De todas as corridas, em apenas duas Massa conseguiu melhorar sua posição de largada. Em quatro provas chegou na mesmo lugar em que saiu e nos outros oito GP’s Felipe Massa perdeu posições durante a disputa.

Uma análise rápida desses números mostra que o que o representante do Brasil em melhores condições na categoria tem feito está longe de ser o melhor que ele poderia ou o esperado pela torcida. Mesma torcida que em muitas oportunidades prefere direcionar suas alfinetadas e piadas um tanto depreciativas para quem não se encontra com a melhor das oportunidades de mostrar grande desempenho.

Não se trata de uma comparação entre os tempos ferraristas de Barrichello e Massa, até porque o panorama interno e externo mudou muito entre 2006, ano em que Rubinho deixou a escuderia vermelha e deu lugar a Felipe, e 2011. O mais velho tinha ninguém menos que Schumacher como companheiro e um contrato que podia modestamente ser classificado como injusto. Não havia espaço para outro vencedor que não o alemão, e os exemplos disso existem em número expressivo. Por duas vezes o vice-campeonato foi o máximo que a política da equipe o permitiu conquistar.

Felipe Massa conviveu com o império de Schumi apenas um ano. A partir de 2007, com Kimi Raikkonen e depois Fernando Alonso o peso entre 1º e 2º pilotos da Ferrari ficou bem diferente de poucos anos atrás. Não fosse assim a “quase conquista” de 2008 não teria acontecido. A conclusão é sua. De que lado devemos esperar melhores resultados? A cobrança está do lado certo?


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Aposta: do Japão não passa

Não tem mais jeito. A Fórmula 1 já tem seu campeão em 2011. Melhor dizendo, um bicampeão. Sebastian Vettel só confirma as previsões que se formaram desde o início da temporada e está com as duas mãos, bem firmes, por sinal, na taça do campeonato mundial. Sendo isto certo – para mim, é claro – a dúvida agora não é mais “quem”, mas “quando” isso acontece. Minha aposta é: não passa do Japão.

A próxima corrida será na bela e iluminada Cingapura, um cenário mais que adequado para o título, mas não acredito que tudo se decida por lá. Além de vencer, o que não é o mais difícil, Vettel precisaria contar com alguns dos seus rivais fora do pódio. Em 2010, Alonso fez a pole, volta mais rápida e venceu a corrida, então é forte candidato à vitória. No final das contas, a combinação favorável ao garoto da RBR é provável, mas como se trata de apostar, para ser certeiro (tentar, na verdade), arrisco dizer que é na Terra do Sol Nascente que o alemão vai comemorar o merecido título.

Chato, sem graça… não acho. Apesar de ser essa a reclamação de muitos – amigos, inclusive – ver um piloto dominando a temporada não me parece monótono ou nocivo à Fórmula 1 e seus espectadores mais assíduos. Essa categoria do automobilismo já viu muitos domínios. Pilotos vencendo quase todas as corridas no mesmo ano e sendo campeões absolutos. Não é a primeira vez. Talvez por não ser um brasileiro nesse papel o fato incomode alguns. Mas se fosse um brazuca? As reclamações seriam as mesmas?!

Vettel está irrepreensível este ano. Acredito até que bem melhor que no ano passado. Apesar de jovem, combina como poucos arrojo e inteligência na pilotagem. Mesmo liderando com folga o campeonato, não se arrisca demais quando está atrás. Já mostrou que é bom no ataque e tem habilidade pra se defender. A RBR, campeã de construtores (também é uma aposta), só melhorou a receita vitoriosa de 2010.

Agora é só esperar, curtir a velocidade e receber ou pagar pela aposta. Fechado?


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A hora é essa, Senna

Sabe aquela “chance de ouro”? É mais ou menos assim o que está acontecendo com Bruno Senna. Antes até do esperado, que só deveria acontecer no GP Brasil, o volante de Nick Heidfeld foi parar nas duas mãos do brasileiro, que carrega o peso de um sobrenome capaz de criar grandes expectativas. Ele começou bem. Aquele sétimo lugar no treino marcou um retorno em grande estilo, mostrando que pode surpreender. E é isso que os chefões da Renault-Lotus querem dele: boas surpresas.

Aquele toque em Alguersuari logo na primeira curva foi uma mistura de ansiedade e inexperiência. Mas os comandantes já deram o “perdão”, até porque o que Senna fez um dia antes foi suficiente para mostrar que a troca feita pela equipe poderia ter um saldo positivo. O esperado é que o mais recente brazuca no grid continue por lá até o final da temporada, mas apesar da torcida essa permanência precisa de bons resultados.

Bruno Senna está na quinta equipe do campeonato. A Renault-Lotus só fica atrás das quatro grandes escuderias e tem o claro objetivo de marcar pontos. Essa situação é bem diferente daquela em que Senna estava na última vez que foi titular na Fórmula-1. Se na Hispania ele sofria para terminar corrida, nesta nova oportunidade, os pontos, dados somente aos 10 primeiros, são o lugar pretendido.

Dizer que se trata de um “agora ou nunca” é beirar o exageiro, mas a Fórmula-1 não tem o histórico de ser uma categoria que dá terceiras e quartas chances aos seus visitantes que se afastam e voltam. Principalmente em equipes do grupo intermediário, a ousadia e o desempenho satisfatório se somam ao patrocinador para firmar um piloto em determinado time. Acredito que a hora do Senna – o sobrinho – é essa. Espero que seja mesmo.


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