Panorama do Mercado – 14-05-2012

Tivemos a terceira semana seguida de queda para a bolsa brasileira. Na segunda-feira, os investidores até ensaiaram uma recuperação mas, a partir de terça-feira, os vendedores entraram em ação e o Ibovespa terminou o período em queda de 2,26%. Em praticamente todos os pregões a volatilidade foi altíssima com a montanha russa oscilando entre altas e baixas bem distantes.

No Brasil, o IPCA teve alta de 0,64% em abril. Esse movimento não era esperado e deve trazer ainda mais volatilidade. O Banco Central tem feito um trabalho de redução da SELIC sustentado no controle da inflação. Caso a mesma comece a subir, como o Autoridade Monetária vai passar a agir? Essa dúvida deve guiar o mercado até a próxima reunião do Copom. Para quem procura proteção e quer tentar lucrar com esse movimento, os Títulos do Tesouro atrelados ao IPCA (NTN-B) representam uma boa oportunidade.

No cenário internacional, a eleição do presidente socialista na França foi destaque no início da semana. O mercado especula sobre as mudanças no país e teme que o Banco Central Frances reduza o apoio ao BCE. Ainda no velho continente, a Espanha nacionalizou o seu quarto maior banco. Para completar o comentário, nos EUA o JP Morgan anunciou um prejuízo de U$ 2 bil, o que chamou atenção do mercado fazendo com que a SEC anunciasse uma fiscalização ao mesmo.

Para a semana que se inicia na ausência de grandes indicadores o mercado deve ficar atento ao balanço das empresas, no Brasil, a Petrobrás que postergou a divulgação dos dados, prometeu o novo anuncio para terça-feira.

 

O que Fazer

Conforme anunciamos no Panorama anterior, a LTB (Linha de Tendência de Baixa – Ver Gráfico) continuou guiando o mercado e os preços testaram o objetivo identificado anteriormente no patamar de 60 mil pontos. Nesse momento, vamos esperar a definição do mercado, para traçar um novo objetivo para o Ibovespa. Vale lembrar que os 60 mil pontos representam um suporte importante.

Quem seguiu a orientação e montou operação de venda a descoberto, está na hora de fechar a operação, garantir o ganho e esperar novas oportunidades de entrada.

Quem está comprado e não acionou o STOP, vale a pena acompanhar de perto o mercado. A perda dos 59 mil pontos abre espaço para novas quedas.

Quem só consegue operar na compra e gosta do risco, pode-se abrir novas entradas nesse patamar de suporte com o STOP nos 59 mil pontos e objetivo nos 61,5 mil.

 

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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Valor de Mercado – 10-05-2012

Nesse comentário tentarei responder o email de um leitor que nos questionou  sobre o desempenho das ações da Petrobras. O mesmo não conseguia entender como uma empresa aparentemente tão sólida e vigorosa pode ter suas ações tão desvalorizadas na bolsa. (De janeiro de 2010 até hoje as ações preferenciais da empresa já acumulam perdas superiores a 30%. Saindo de R$ 33 para R$ 20 nesse período). Acredito que essa também seja uma uma dúvida muito comum dos investidores.

Primeiramente vale a pena lembrar que um ação é um título que garante ao detentor uma parcela da empresa. Para definir o valor de mercado de uma empresa, basta multiplicarmos o valor de uma ação pela totalidade de ações que a companhia tem. No caso da Petrobras, utilizando os dados divulgados na Bovespa, verificamos que a situação atual é a seguinte:

Tabela 1 (Valor de mercado da Petrobras) Fonte: www.bmfbovespa.com.br

De acordo com a tabela 1, o valor de mercado da Petrobras atualmente está em R$ 269 bilhões de reais. Esse valor é calculado levando em conta o preço que as ações estavam sendo negociadas em 10/05. Ainda assim a dúvida persiste, por que o mercado está negociando as ações a esse valor? O que leva os investidores negociarem as ações a esse preço?

O processo de avaliação de uma empresa é bastante complexo e exige uma diversidade de análises que levam em consideração os fatores abaixo

a)      Fatores macroeconômicos e estruturais – Nesse ítem é feito uma avaliação de diversas variáveis como taxa de juros, crescimento econômico, liquidez internacional, etc

b)      Fatores estruturais e relativos a concorrência no setor – Para definir o grau de competitividade e as margens do setor são avaliadas questões como acesso a fornecedores, poder de barganha dos compradores, existência de produtos substitutos, existência de novos entrantes e grau de concorrência na industria.

c)       Características específicas da firma – Quais os pontos fortes e diferenciais da empresa, quais os projetos e a avaliação de resultado que a empresa vai ter nos próximos meses e anos.

Esse é um processo que exige o conhecimento de diversas áreas como Contabilidade, Economia, Administração e Estratégia, poucos conseguem levantar dados precisos para estruturar uma formação de preço complexa. Esse trabalho fica por conta de bancos, fundos de investimentos e grandes investidores. Mas, no dia a dia da bolsa, acompanhando as oscilações dos preços das ações alguns investidores tentam encontrar argumentos para defender suas decisões e terminam apresentando argumentações parciais e equivocadas sobre esse processo.

Voltando a pergunta do leitor, é muito comum o investidor se questionar por que empresas de grande porte tem suas ações desvalorizadas, os itens acima servem para mostrar que a definição do preço de uma ação sofre influencia clara de fatores que fogem do controle da empresa. O desempenho da economia, as mudanças governamentais e até uma ação do concorrente podem produzir uma mudança brusca e rápida do preço das ações de uma companhia.

No caso da Petrobras, para tentar explicar a forte desvalorização das ações nos últimos anos, podemos citar que, mesmo a empresa permanecendo sólida e com grande perspectiva de futuro. No curto prazo porém, a dramática situação econômica internacional, as mudanças políticas sofridas com a chegada do Governo Dilma e a necessidade gigante de investimento para a efetivação do Pré-sal tem afetado diretamente o preço de suas ações. Ou seja, por conta desses fatores, no curto prazo o mercado tem sido muito cruel com os investidores da maior empresa brasileira. Ainda assim, o alento que levantamos para os acionistas dessa companhia é que, no longo prazo, a expectativa é que em algum momento o cenário melhore, os projetos comecem a dar resultado e a maior empresa brasileira volte a dar alegria aos seus nvestidores.

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – 07-05-2012

Em mais uma semana marcada pela volatilidade, o Ibovespa até tentou subir, mas a sexta-feira foi marcada por uma forte realização e o principal índice brasileiro terminou o período em queda de -1,41%.

Nos EUA, os indicadores de emprego mostraram fraqueza e até a bolsa americana que vinha apresentando desempenho positivo perdeu força e terminou o período em realização de -1,44%.  Como a situação da Europa não apresentou melhorias e a economia da China continua se deteriorando, o movimento de venda prevaleceu nas bolsas mundiais.

No Brasil, O Governo apresentou novidades para a Poupança. Conforme antecipamos no Panorama anterior, as mudanças abrem espaço  para a continuidade da redução da SELIC. Ao que parece, o Banco Central permanece interessado em estimular a atividade econômica utilizando para isso a redução do juros e do Spread bancário.

O mês de maio começou agitado, o sinal vermelho foi acesso e o risco está muito alto. Nesse momento, vale a pena lembrar para os investidores o famoso bordão sobre essa época do ano, sell in may and go away!!!

Para a semana que se inicia, alem de ficar atento aos  indicadores da China e dos EUA. Vale apena acompanhar de perto o balanço do Pão de Açúcar, Marcopolo e principalmente da Petrobras que teve uma semana muito negativa para suas ações.

O que Fazer

Apesar de romper a LTB na quarta-feira, o mercado perdeu forca e os preços voltaram a respeitá-la. Nesse momento, o risco de realização continua muito alto, por isso, mantemos nosso cenário, tendo para Ibovespa o objetivo de 60 mil pontos

Quem seguiu nossa orientação e abriu venda a descoberto nos 61 mil pontos, ao que tudo indica, os preços estão indo para o objetivo, o que vai garantir um bom trade.

Quem ainda está comprado ou entrou no rompimento da LTB. O STOP deveria ter sido acionado na perda dos 60,8 mil pontos.

Quem quer continuar na ativa, as melhores operações estão no lado da venda. Sendo a estratégia do momento “subiu, vendeâ€.

 

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br

 


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Que Venha Maio – 03-05-2012

O mês de abril foi negativo para a Bolsa Brasileira. O Ãndice Bovespa principal referência do mercado terminou o período em queda de -5,02%. Na ponta oposta, o principal investimento do mês foi o ouro, com valorização de 5,33%, seguido de perto pelo Dólar com alta de 4,32%.

O mês foi marcado por uma expectativa maior de recessão na Europa e pela redução da atividade econômica no Brasil o que acarretou em mais um corte de 0,75% na taxa Selic.

No ano, o Ibovespa ainda acumula rentabilidade positiva, apresentando valorização de 9,99% (até 02-05). Fruto do bom desempenho nos meses de janeiro e fevereiro.

Esperamos que o mês de maio seja um divisor de águas importante para definir o desempenho do mercado acionário em 2012. Caso aconteça uma valorização mais forte, o espaço fica a aberto para um desempenho brilhante da bolsa brasileira no ano.

Por outro lado, caso o famoso bordão relacionado ao mês de maio se torne real, “sell in may and go away†(venda em maio e curta as férias)abre-se uma boa chance da realização continuar, transformando 2012 em mais um ano perdido para os investidores brasielieros.

Para quem acompanha o índice Bovespa e a atualização de nosso Panorama do Mercado, os pontos que devem ficar na mente do investidor são:

- 64 mil pontos – caso esse patamar seja rompido, abre a expectativa de rali de alta com objetivo nos 70 mil

- 61 mil pontos – caso esse patamar seja perdido e os preços sejam negociados abaixo desse patamar, reforçaremos o cenário de queda com objetivo no patamar de 58 mil.

Vale a pena acompanhar os próximos pregões de perto e movimentar a carteira em função das oscilações do mercado. Para conhecer um pouco mais sobre a profecia relacionada a maio, vale a pena ver mais detalhes na reportagem da exame.

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – 30-04-2012

Tivemos uma semana de alta volatilidade para a bolsa brasileira. Depois da forte queda apresentada na segunda-feira, os investidores foram as compras recuperando uma parte das perdas, mas ainda assim, o Ibovespa terminou o período em queda de 1,28%.

No Brasil, a ata do Copom sinalizou que a  taxa Selic ainda deve cair entre 0,25% e 0,50%, na próxima reunião programada para maio. Segundo o Banco Central, um dos entraves da continuidade da queda é o rendimento da poupança. Para solucionar essa situação, acreditamos que o Governo apresente um plano com modificações na principal aplicação do brasileiro, abrindo as portas para uma redução ainda maior do juros.

Na Europa, as notícias negativas continuaram, a Espanha que já estava em evidência, teve sua nota de crédito rebaixada pela Standars e Poor´s. No Reino Unido o PIB do primeiro trimestre veio negativo confirmando o início de uma recessão técnica. Nos EUA, apesar de alguns indicadores terem vindo abaixo do esperado, como o pedido de desemprego, a Bolsa continua sinalizando uma trajetória de alta.

Para a semana que se inicia, teremos o fechamento de abril, a expectativa é que o Ibovespa termine o mês em queda superior a 3%. No cenário coorporativo a temporada de divulgação de balanços vai continuar intensa. Os destaques são Ambev, Banco do Brasil, Gerdau, Ultrapar, Eletropaulo e Gol.

O que Fazer

Conforme antecipamos no Panorama anterior, a Linha de Tendência de Baixa (Ver LTB no gráfico) continua guiando os preços rumo ao objetivo nos 60 mil pontos. Mas, durante essa semana um suporte foi confirmado no patamar de 61 mil pontos, o que pode representar o início de uma recuperação. Como ainda é cedo para acreditar na alta, por mais uma semana, manteremos para o Ibovespa o objetivo de 60 mil pontos. Só mudaremos essa posição caso o suporte ganhe força e os preços rompam o patamar de 63 mil pontos.

Para quem quer operar na venda, pode-se abrir novas posições de venda a descoberto na perda dos 61 mil pontos.

Para quem quer operar na compra, vale a pena acompanhar o mercado de perto e acionar o gatilho no rompimento da LTB.

Para quem opera no curto prazo, o mercado tem aberto boas posições de venda a descoberto cada vez que o Ibovespa testa a LTB.

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br

 


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Investimentos 2012 – 26-04-2012

Estamos vivendo um período de redução continuo das taxas de juros no Brasil. Se em 2011 o Juros básico do país chegou a superar os 12%. Esse ano, a Selic já caiu 2%, e atualmente a está em 9% ao ano, com boa chance de continuar caindo.

Para o investidor que faz de tudo para formar poupança e consegue juntar o capital mês a mês, isso significa que o rendimento das aplicações disponíveis no mercado fica cada vez maior.  Se durante muito tempo foi possível obter bons ganhos no país com aplicações consideradas de risco baixo, como poupança e renda fixa,a queda de juros praticamente elimina essa possibilidade. Pelo menos nesse quesito, podemos dizer que o Brasil está ficando mais civilizado.

Sendo assim, torna-se fundamental que o investidor conhecer as alternativas de investimentos disponíveis. De um modo geral, boa parte dos investidores buscam essas informações nos banco através dos gerentes. Porém, os principais bancos de varejo do Brasil, enfrentaram durante muitos anos um cenário de baixa competitividade em virtude de diversos fatores econômicos, ficando os mesmos condicionados a apresentar os produtos tradicionais como:

Poupança, CDB e Fundos De Investimentos DI ou Fundos de Investimentos Renda Fixa. O direcionamento para esses produtos já se transformou cultural e funcionou durante muito tempo. Afinal, nossa taxa Selic já foi maior que 20% ao ano. Todos esses produtos se caracterizavam por uma rentabilidade quase que previamente definida, sem levar para os investidores grandes sustos.

Nesse novo cenário, é fácil perceber que o sucesso desses produtos está praticamente comprometida. Com a nova perspectiva da Selic, fazer investimentos esperando uma remuneração líquida de 8% , para quem foi acostumado a ganhar mais de 20% ao ano, não é grandes coisas.

Então, nosso reforço ao leitore do nosso Blog é que está na hora de modificar a postura sobre investimentos, se o objetivo da aplicação for gerar bons retornos sobre o capital está na hora de conhecer as novidades (algumas nem tão novas assim) que o mercado está apresentando. O investimento em ações, já é uma realidade no Brasil a mais de 100 anos. Além disso, a procura por Fundos Imobiliários, Multimercados e Fundos de Ações, devem ser avaliados no momento de decidir o futuro dos investimentos.

A Educação Financeira é um conceito que não exige pressa, mas necessita de disciplina e continuidade. Aqueles que primeiro entenderam a importância desse conceito terão mais chances de alcançar o principal objetivo ao realizar uma aplicação financeira. Bom retorno no longo prazo.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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Panorama do Mercado – 23-04-2012

Depois de quatro semanas seguidas de queda, os vendedores deram um trégua fazendo com que o Ibovespa terminasse o período em alta de 0,63%

No Brasil, mais uma vez o Copom reduziu a taxa de juros, levando a Selic para o patamar de 9% ao ano. O movimento, apesar de esperado pelo mercado, mostra que o Banco Central (BC) continua atuando para acelerar a atividade econômica. A manutenção do Dólar acima de R$ 1,80 é mais um fator de estímulo.

Destacamos nesse Panorama a atuação de Alexandre Tombini (Presidente do BC). Se no início do mandato, levantamos dúvidas da sua forma de atuação, o desenrolar da história tem mostrado que o mesmo vem acertando continuamente. O Cenário de redução dos juros está coerente com a realidade externa e o maior controle da inflação. Além disso, as medidas cambiais que tem sustentado o câmbio, ajudam a fortalecer a industria nacional.

Na Europa, a Espanha começa a ficar, cada vez mais, em evidência. Durante a semana, a inadimplência de créditos bancários do país atingiu maior valor desde 1994, além disso, o país Europeu teve dificuldade de negociar seus títulos no mercado. Nos EUA, a situação está se apresentando mais confortável, mesmo com alguns indicadores econômicos mostrando fraqueza, a bolsa americana conseguiu terminar a semana em alta.  Ao que parece, a maior economia do mundo tem colaborado positivamente para reduzir as tensões do cenário internacional.

Para a semana que se inicia, a Ata do Copom deve chamar a atenção dos investidores no Brasil. Além disso, a divulgação do resultado do Bradesco, Itaú e Vale serão acompanhados de perto pelo mercado.

O que Fazer

Apesar de apresentar uma semana de recuperação, o mercado deve encontrar muita dificuldade para continuar subindo. Ao chegar no patamar dos 63 mil pontos, os preços encontraram a Linha de Tendência de baixa (LTB – ver gráfico) que deve representar uma forte resistência. Nesse momento é ela que deve continuar guiando o Ibovespa até o objetivo anteriormente identificado no patamar de 60 mil pontos. Esse cenário ainda está mantido. Mas, caso a situação mude e os preços superem a barreira dos 63 mil, o cenário será desfeito.

Para quem opera na venda, o mercado abriu oportunidades de operação de venda a descoberto com objetivo nos 60 mil e STOP nos 64 mil pontos. Boa relação risco retorno.

Para quem está procurando montar posição, o melhor a fazer é esperar pacientemente novas oportunidades, as mesmas vão aparecer no rompimento dos 63 mil pontos ou caso a realização chegue nos 60 mil.

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br

 


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Agulha no palheiro – 19-04-2012

Depois de começar 2012 em alta, a partir de março desse ano, o mercado começou a perder força, os investidores foram para a venda e o Ibovespa já apresenta uma queda superior a 7% em relação ao maior valor negociado em 2012 (68257 pontos). Desde o pregão de 14-03 quando o mercado cravou a máxima do ano o movimento de queda vem fazendo parte do dia a dia da bolsa de valores.

Como já é de costume, em cenário de desvalorização, muitos investidores costumam pendurar as chuteiras e aguardam a situação melhorar para voltar a cuidar de suas aplicações.

Tenho dificuldade de acreditar que essa seja a melhor alternativa a ser adotada, como permanecemos ativos no mercado, independente do cenário que se apresenta, percebemos que a pró atividade e uma gestão cuidadosa da carteira é uma estratégia sempre mais eficiente.

Sustentamos nosso argumento apresentando empresas (de primeira linha) que continuam com desempenho positivo em 2012. Dentre esses ativos destaques para grandes empresas do segmento de consumo como Ambev (AMBV4), Souza Cruz (CRUZ3) e Pão de Açúcar (PCAR4), do segmento de energia como a Cemig (CMIG4) e ainda no setor de petroquímica e distribuição de combustíveis como o Grupo Ultra (UGPA4). Todas elas com valorização superior a 20% em 2012.

O levantamentos dos dados serve para afirmar como a Bolsa é ampla e cheia de oportunidades. Independente do cenário que se apresenta. Mesmo em momentos difíceis e turbulentos, ainda assim é possível conseguir boa rentabilidade para o capital. Claro que quando a correnteza não está a favor, é necessário que o investidor tenha mais atenção e cuidado em cada movimentação é necessário avaliar cada empresa com mais detalhe e serenidade, podemos comparar o trabalho ao de procurar uma agulha no palheiro. O processo é lento e trabalhoso, é necessário ainda mais paciência e responsabilidade. Mas, para quem consegue realizar o objetivo e encontrar a agulha certa, o retorno no final da caminhada é muito gratificante.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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Divulgação de Balanços – 18-04-2012

As empresas de capital aberto, listadas em Bolsa têm a obrigação de divulgar trimestralmente como andam os resultados. È o momento de apresentar para os acionistas e o mercado em geral, como o negócio está sendo gerenciado.

Quem já começou, ou está iniciando as operações em bolsa, acompanhar e entender esses relatórios é uma tarefa importante. Vale a pena lembrar que quando compramos uma ação, nos tornamos sócios de uma companhia. A divulgação dos resultados é o melhor momento para saber como a nossa companhia está sendo gerenciada, quanto foi a venda, quanto foi o lucro do negócio daquele período.

Para quem quer conhecer mais sobre o resultado das empresas brasileiras, segue o calendário de divulgação de resultados para o primeiro semestre do ano. No quador abaixo temos as empresas que vão divulgar o resultado até 30/04.



Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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Panorama do Mercado – 16-04-2012

Essa foi uma semana de alta volatilidade para a bolsa brasileira. Depois de começar com três pregões de queda, na quinta-feira, o Ibovespa ensaiou um movimento de recuperação, mas na sexta-feira os vendedores voltaram mostrar força fazendo com que o índice terminasse o período com desvalorização de 2,49%.

No cenário internacional, o PIB da China do primeiro trimestre, apesar de ainda robusto, veio abaixo do esperado. O crescimento do país asiático foi de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos EUA, o Livro Bege confirmou que a economia americana se expandiu em ritmo moderado durante os meses de fevereiro e março.

Nos Brasil, além de seguir o mau humor das bolsas mundiais, a Bovespa foi influenciada pelo desempenho negativo do setor bancário. A pressão do Governo fez com que o Banco do Brasil e Caixa cortassem as taxas de juros das operações de empréstimos, pressionando com isso a cotação das ações dos grandes bancos privados. O mercado começa a esperar uma redução do resultado no setor.

Percebemos que a ambiente internacional voltou a ficar desconfortável para os investidores, aliado a isso, as medidas adotadas pelo Governo Dilma reforçam que a economia interna também está menos vigorosa. Tudo isso, ajuda a justificar o resultado do Ibovespa em abril.

Para a semana que se inicia, a temporada de divulgação de balanços ganha força e será mais um elemento para aumentar a volatilidade dos preços. Mas o destaque o principal destaque será a renuião do Copom que irá definir o futuro da SELIC.

 

O que Fazer

Logo no início da semana, a tendência de alta foi perdida (ver LTA gráfico) reforçando com isso o movimento de queda do Ibovespa. Conforme antecipamos no Panorama anterior, o objetivo dos preços está nos 60 mil pontos. A linha de tendência de baixa (Ver LTB gráfico) torna-se a principal referência do mercado, até que a mesma seja rompida, a estratégia passa a ser: “subiu, vendeâ€.

Para quem opera no curto prazo, as melhores operações estão do lado da venda. Trava de baixa e Venda a descoberto devem ser consideradas.

Para quem permanece comprado e não acionou o STOP nos 65 mil pontos, vale a pena ter cuidado, pois a perda dos 60 mil pode sinalizar uma realização ainda maior.

Bons Investimentos,

Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br

 


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