Panorama do Mercado – Ltb no Comando – ‏ 11/05/13

A cautela ganhou da euforia e tivemos uma semana de realização para bolsa brasileira. Voltamos a descolar das bolsa internacionais que tiveram valorização e o Ibovespa fechou o período em queda de -0,62%.

Nos EUA, o mercado continua dando sinais que a economia está em trajetória positiva, os indicadores acionários permanecem em máxima histórica. O mesmo acontece na Europa, com destaque para Alemanha e Inglaterra.

No Brasil, as ações da OGX tem sido destaque e permanece andando em alta freqüência, a montanha russa está ligada. No cenário econômico, na ausência de dados positivos, parece que o mercado continua deixando o país em segundo plano. Estamos ainda mais afastados do desempenho das bolsas mundiais.

Para semana que se inicia, nos EUA, na sexta-feira termina o prazo para elevar o teto da dívida americana. Apesar de longe do radar, essa decisão pode trazer alguma volatilidade adicional ao mercado. Na Zona do Euro, teremos a divulgação do PIB.  No Brasil, acontece a divulgação de balanços de 62 empresas, com destaque para: Banco do Brasil, Bradespar e Ultrapar.

 

 

O que Fazer  

A LTB que vem guiando os preços serviu mais uma vez como resistência do Ibovespa. Depois de chegar na linha o indicador recuou para os 55 mil pontos. Diante do cenário, reafirmamos o comentário da semana anterior: enquanto acima dos suporte dos 52,5 mil pontos, o risco está sob controle. Caso o mesmo seja perdido, a situação volta a ficar difícil. Na outra ponta, caso a LTB seja rompida, um rali de alta deve guiar os preços até os 58 mil pontos. No meio desse intervalo, temos um suporte mais frágil no patamar dos 54,5 mil pontos.

Quem está líquido, novas entradas, com segurança, somente no rompimento da LTB. 

Quem gosta de correr riscos, a proximidade do suporte pode ser utilizada para montar posições com STOP curto nos 52,5 mil pontos e objetivo nos 58 mil.

PS: Em virtude de viagem não teremos o Panorama na próxima semana. Para acompanhar nossos comentários nesse período, acessem o Blog do Investidor no Ibahia. Bons Investimentos,

 
Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – Testando a Ltb

Tivemos a segunda semana seguida de recuperação para a bolsa brasileira. Os compradores assumiram o comando e o Ibovespa terminou o período em alta de +2,28%. Dessa vez, nossa bolsa acompanhou o bom humor das bolsas internacionais que também tiveram valorização na semana.

Na Europa, o destaque foi a decisão do Banco Central Europeu que reduziu a taxa de Juros na Zona do Euro para 0,5%, menor patamar histórico. O objetivo da decisão é estimular a economia do Velho Continente. Nos EUA, a divulgação de dados positivos em relação ao mercado de trabalho incentivou a euforia do mercado. O relatório de emprego mostrou a criação de 165 mil vagas, acima dos 155 mil projetados pelo mercado e dos 138 mil apresentados no mês passado.

No Brasil, a produção industrial apresentou alta de 0,7%, abaixo do esperado pelo mercado. Todavia, o bom humor externo colaborou com o desempenho positivo da Bovespa nessa semana. Depois de encerrado o quarto mês de 2013, esse é o primeiro momento que nossa bolsa começa a acompanhar mais de perto o movimento dos pares internacionais. Pode ser que o mercado esteja começando a acreditar que apesar da condição interna desfavorável, a economia local vai se beneficiar com a melhora da perspectiva externa.

Para a semana que se inicia, a temporada de divulgação de balanços deve contar com a apresentação do resultado de pelo menos 50 empresas. Além disso, dados relativos a inflação no Brasil e na China devem ser destaque.

 

O que Fazer  

Os preços continuaram o movimento de alta e foram testar a LTB (ver gráfico). Esse é um patamar onde será tomada uma importante decisão, caso a LTB seja rompida, o rali de alta deve continuar pelo menos até os 58 mil pontos. Caso a mesma seja respeitada, aumenta o risco de realização. Todavia, o cenário permanece positivo para os compradores enquanto os preços estiverem acima do suporte dos 52,5 mil pontos.

Quem ficou líquido, novas entradas só devem ocorrer se o rompimento da LTB for confirmada.

Quem seguiu o Panorama e fez entradas em grandes empresas como Petr4, já teve a oportunidade de comemorar bons resultados.

 Bons Investimentos,

 
Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – Suporte confirmado – 27/04/13

Depois de começar a semana demonstrando recuperação, a realização de sexta-feira reduziu o ritmo e o Ibovespa teminou a semana em alta 0,6%.

No Cenário internacional, a divulgação do PIB americano foi o destaque. O avanço de 2,5% veio abaixo da espectativa do mercado, que esperava 2,8%, diminiundo a confiança dos investidores. É importante ficar atento a esse ponto pois, até o momento, a expectativa de recuperação economica dos EUA tem ajudado a sustentar a alta das bolsas americanas. Se essa percepção for alterada, o risco de uma mudança de direção aumenta. A bolsa brasileira, que já vem sofrendo, mesmo com esse cenário positivo, passa a ficar em uma situação perigosa.

No Brasil, o destaque veio do cenário coorporativo, a divulgação do resultado da Vale apresentou lucro de R$ 6,2 bilhões, maior que o esperado pelo mercado. A divulgação da Ata do Copom deu a entender que a Selic vai continuar subindo, mas o Banco Central, deixou a dúvida no ar e não se comprometeu com tal decisão. A continuidade da incerteza deve fazer com que a volatilidade do juros futuros e dos Títulos Públicos continue alta.

Para a semana que se inicia, teremos a reunião do FOMC para definir o futuro da política monetária nos EUA. O mercado espera entender os sinais sobre o futuro da política economica americana. Na Europa, o Banco Central também se une para definir o rumo da política monetária, o mercado está expeculaando uma possível queda dos juros.

O que Fazer

Depois de fazer fundo no suporte identificado nos Panoramas anteriores, o mercado fez um repique até a resistênia dos 55 mil pontos, concluindo o trade aberto na semana anterior. Nesse momento, ainda existe chance dos preços continuarem subindo, mas o mais provável é que uma realização aconteça, mesmo que seja pequena, antes de confirmar o início de uma recuperação. É importante destacar que os 52,5 mil pontos é o suporte que não pode ser perdido, enquanto a cima desse patamar o cenário é mais tranquilo, mas só volta a ficar positivo se romper a LTB.

Quem seguiu nosso Panorama e fez entradas na segunda, os preços já chegaram ao objetivo. É hora de voltar a ficar líquido e esperar novas oportunidades. Vale lembrar que a paciência é a melhor arma do trade.

A volatilidade que o mercado tem apresentado tem dado boas oportunidades para a montagem de uma carteira de longo prazo. Grandes empresas permanecem negociadas a preços atrativos: PETR4/ VALE5/ ITUB4/ GGBR4.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – 22-04-2013

Tivemos a terceira semana seguida de realização para bolsa brasileira. O Ibovespa manteve sua trajetória de baixa terminando o período em queda de -1,88%. Nem a alta de sexta-feira foi suficiente para tirar o indicador do vermelho.

Na Europa, a agência Fitch Ratings rebaixou a nota do Reino Unido para AA+, ante AAA. A Moody’s já tinha tomado decisão semelhante em fevereiro. A Fitch justificou a mudança citando um cenário econômico e fiscal mais fraco para o governo britânico, liderado atualmente pelos conservadores.  A Standard & Poor’s sinalizou que pode seguir o mesmo caminho e afirmou que tem ao menos 75% de chance de também promover o rebaixamento. Além disso, o índice acionário europeu teve queda de -2,4% na semana, pior resultado desde novembro, guiado por dados econômicos mais fracos da Alemanha.

No Brasil, o Copom elevou da taxa de juros em 0,25%. A decisão surpreendeu o mercado que estava esperando uma ação mais forte (alta de 0,50%) da autoridade monetária para conter o avanço dos preços. Além disso, a confirmação que dois membros do Banco central (BC) foram contra ao aumento da Selic reforça a ideia que o BC pode não estar tão preocupado com o controle inflacionário. O mercado ampliou a volatilidade e se ajustou rapidamente a decisão. Já na quinta-feira, as operações de DI futuro atingiram marca histórica de 6,69 milhões de contratos. As ações do setor bancário também reagiram negativamente e sofreram fortes perdas após a divulgação da nova taxa.

Na semana que se inicia, teremos a divulgação da ata da reunião do Copom, o mercado terá a chance de verificar com mais detalhes os motivos que conduziram os dirigentes a essa decisão. Nesse cenário de falta de previsibilidade, os investidores irão tentar refazer as previsões para os próximos movimentos do Banco Central, será um trabalho difícil. Além disso, nos EUA teremos a divulgação do PIB do primeiro trimestre de 2012. Na Ásia, acontece a reunião do Bank of Japan que irá avaliar os impactos das medidas de estimulo econômico (injeção de cerca de 1,4 trilhão de dólares na economia) realizadas no início do mês.

O que Fazer

Na quarta-feira os preços chegaram ao objetivo dos 52,5 mil pontos. estabelecido nos Panoramas anteriores. A partir desse dia, os compradores entraram em ação ampliando a chance de um repique nos próximos pregões. Ainda assim, é importante lembrar que a tendência principal do mercado continua de baixa sendo guiada pela LTB (ver gráfico).

Quem permaneceu líquido, pode arriscar novas entradas nesse patamar com STOP nos 52 mil pontos e objetivo nos 55 mil.

Quem quer montar uma carteira de longo prazo, as ações de grandes empresas com o Vale, Itau e Petrobras estão sendo negociadas a preços atrativos, no médio longo prazo, a expectativa é de recuperação. Para reduzir o risco dessas entradas, o financiamento com opções é uma boa alternativa.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Segurança em Risco

Uma das principais opções para o investidor que busca proteção para o seu patrimônio financeiro é o Tesouro Direto. Essa é uma alternativa de investimento considerada de baixo risco que durante muito tempo garantiu ao investidor uma boa rentabilidade financeira com poucas oscilações.

Todo via, desde o ano passado e com maior intensidade a partir de março desse ano, os Títulos do Tesouro tiveram um aumento expressivo da volatilidade. Como exemplo, os títulos denominados NTNBs com prazos de vencimento mais longo tem apresentado uma volatilidade que chega a superar o Índice Bovespa.

O que isso significa

Significa que o investidor que deseja reduzir o risco de sua carteira e troca a rentabilidade pela segurança desses papéis, fica sujeito ao risco de uma aplicação que historicamente apresenta características de renda variável. Ou seja, no momento atual a busca proteção não é segura e pode levar o investidor a perdas consideráveis, assim como ocorre na bolsa.

Por que isso tem ocorrido

A mudança da conduta do Banco Central, que não tem deixado claro como será a condução da política econômica aumenta a incerteza do mercado que fica sem conseguir ter a previsibilidade necessária para realizar suas projeções e investimentos. Com isso, os preços dos ativos se movimentam rapidamente modificando a características dos investimentos.

Ontem, a Reunião do Copom, foi um exemplo claro dessa dificuldade de comunicação. O aumento da taxa Selic em 0,25% pegou os investidores de surpresa. Boa parte do mercado estava acreditando numa alta de 0,5%, essa falta de sincronia da autoridade monetária com o mercado, costuma trazer muitos prejuízos para os agentes. Quando isso ocorre, é comum o mercado reagir negativamente. Essa disputa não é nada saudável para economia nem para os investidores. O ambiente propício para o investimento se caracteriza pela credibilidade e confiança, algo que o Governo Dilma não está conseguindo transmitir.

Nesse cenário, nos resta orientar os investidores para manter a cautela e o equilíbrio. Como temos descrito no nosso Blog, a bolsa brasileira vem reagindo muito mal a tudo isso. O Ibovespa está apresentando um dos piores resultados do mundo em 2013. Os títulos de renda fixa, estão vagando sem rumo e direção. Enquanto não existir um alinhamento entre Governo e mercado, as situação deve permanecer difícil.

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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Panorama do Mercado – Volatilidade em alta – 13/04/13

Depois de começar a semana em forte alta, gerando uma expectativa positiva nos investidores, os vendedores entraram em ação, o Ibovespa perdeu o fôlego e terminou o período em queda de -0,16%. No ano, essa foi a 10ª semana negativa para a bolsa brasileira num total de 15.

Nos EUA, a Ata do Federal Reserve, mostrou que os seus membros estão divididos sobre o futuro da política monetária de compra de ativos. Um dirigente queria suspender a atual política imediatamente, outros no meio do ano e um terceiro grupo mais conservador, prega uma redução do ritmo de compras no final do ano, para interrompê-lo no começo de 2014. O ponto positivo foi que os dirigentes estão vendo o crescimento econômico avançar num ritmo melhor que o esperado

No Brasil, o IBC-Br (considerado como um sinalizador do PIB) recuou 0,52% em fevereiro. Está cada vez mais claro como o ritmo da nossa economia está lento. O afastamento da bolsa brasileira, em relação aos pares internacionais que permanecem em tendência de alta, reforça essa evidência.

Na semana que se inicia teremos a reunião do Copom. Boa parte dos analistas espera que o Banco Central mantenha a SELIC no mesmo patamar. Mas não seria surpresa se um aumento dos juros fosse anunciado na quarta-feira.

O que Fazer

O mercado até que respeitou o suporte dos 54,5 mil pontos e tentou uma recuperação. Mas a tendência de baixa (LTB) mostrou que continua ativa e fez os preços terminarem mais uma semana em queda. Identificamos no gráfico uma acumulação de curto prazo, se a mesma for perdida, o Ibovespa continuará até o objetivo traçado na semana anterior, nos 52,5 mil pontos.

Quem gosta de correr risco, pode arriscar operações de Day trade enquanto os preços permanecerem congestionados entre os 54,5 e os 56,5 mil pontos.

Quem está líquido, o melhor a fazer é continuar esperando uma sinalização mais clara. Novas entradas, só devem acontecer no suporte dos 52,5 mil pontos, ou preferencialmente, quando a LTB for rompida.

Bons Investimentos,
Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Momento de Reflexão

A formação de poupança é um elemento fundamental para quem busca o sucesso financeiro. Para conseguir tal objetivo é necessário muito esforço e disciplina para fugir constantemente das armadilhas do consumo.

Todavia, para valer a pena, esse trabalho precisa ser recompensado. Ou seja, o ato de poupar no presente deve me trazer no futuro uma capacidade de compra maior que o valor atual.

Para que isso aconteça, cada centavo guardado deve ser aplicado em investimentos que tenham a rentabilidade, no mínimo, superior a inflação. É exatamente nesse ponto que reside o problema. O momento atual tem sido muito negativo para os investimentos financeiros. A tradicional Caderneta de Poupança tem apresentado rentabilidade real (descontada a inflação) negativa. As ações, já estão a mais de cinco anos num processo contínuo de desvalorização. Até os tradicionais CDBs e fundos de investimentos DIs , quando descontada as taxas, também não estão conseguindo apresentar o resultado desejado.

Esse é o cenário que o investidor está enfrentando no Brasil. As alternativas que tem apresentado boa rentabilidade são cada vez mais raras e demandam um cauteloso trabalho de seleção. O mercado só tem trazido boas recompensas para quem consegue garimpar e encontrar os melhores produtos.

Para quem está começando, ou já começou mas está amargando perdas, essa é uma tarefa muito difícil. Entender a dinâmica dos ativos e montar uma carteira de investimento saudável é trabalho de profissional. Por isso, o melhor a fazer é procurar um assessor de investimentos de confiança. Alguém que consiga fazer uma leitura mais clara do cenário, conheça os produtos do mercado e consiga montar uma alocação adequada ao perfil de risco de cada um. O tempo de facilidades, ficou para trás, pelo menos por enquanto, o momento agora é de reforçar os conhecimentos em educação financeira e firmar boas alianças para garantir bons resultados em tempos difíceis.


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Panorama do Mercado – Risco alto 06/04/13

Tivemos mais uma semana de queda para a bolsa brasileira. Os vendedores continuaram no comando e o Ibovespa terminou o período em queda de -2,31%.

Nos EUA, o relatório do trabalho mostrou que a economia criou 88 mil postos de trabalho em março, quantidade abaixo dos 192 mil projetados pelo mercado. Na Asia, a Corea do Norte intensificou as ameaças de iniciar uma guerra. As bolsas americanas, que vinham em constate alta, parece que sentiram as notícias negativas e o SP-500 recuou -1,01%.

No Brasil, a bolsa continua refletindo a desconfiança do mercado com o futuro econômico do país. No cenário Coorporativo as empresas “X” de Eike Batista foram destaque de baixa e estão sendo negociadas nas mínimas históricas, desde que abriram o capital.

Para a semana que se inicia teremos a Ata do FOMC nos Eua e a prévia do IGPM no Brasil. O desenrolar da situação da Ásia também deve chamar a atenção do mercado. Será que  alguem vai levar a sério as ameaças do Governo coreano?

 

O que Fazer

O suporte dos 55,5 mil pontos foi perdido e o mercado iniciou omovimento de realização com objetivo nos 52,5 mil pontos. A tendência de queda está em andamento e o risco  permanece bastante alto.

Quem está líquido é hora de permanecer esparando novas oportuidades.

Quem continua operando o day-trade é a melhor estratégia para esse tipo de cenário.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado – 01-04-2013

Depois de duas semanas seguidas de queda, o Ibovespa mostrou força e terminou o período em alta de 2,01% Ainda assim, o mês de março foi de realização e fechou em queda de -1,86%. O primeiro trimestre do ano também foi negativo para o mercado acionário apresentando desvalorização de -7,55%. Foi o pior primeiro trimestre desde 1995.

Os primeiros três meses de 2013 ficaram caracterizados pelo descolamento da bolsa brasileira dos principais pares internacionais. Enquanto o Ibovespa amargou um resultado negativo, os índices acionários americanos tiveram um excelente desempenho e estão terminando o período na máxima histórica, com ganhos acima de 10%.

Nesse trimestre, ficou claro que o Brasil deixou de ser foco dos investidores. O fraco desempenho da nossa economia, o avanço da inflação, a dificuldade de comunicação do Banco Central com o mercado e as intervenções Governamentais em diversos setores ajudaram a afastar os investidores internacionais do mercado brasileiro. Um outro fator que também pode estar influenciando esse processo é a especulação de que o país irá perder a nota de grau de investimento. Não é por a caso que o desempenho do mercado acionário brasileiro está entre os piores do mundo em 2013, só estamos a frente da Jamaica e do Chipre.

No cenário externo, nem a crise da Zona do Euro conseguiu tirar a confiança do mercado. A economia americana vem mostrando capacidade de recuperação e tem sinalizado que deve continuar crescendo. A China apesar de ter reduzido o ritmo tem mantido o sistema econômico sob controle.

Para o próximo trimestre, o horizonte continua conturbado, as projeções econômicas permanecem tímidas e a indefinição sobre a política de juros tem prejudicado a relação de confiança do BC com o mercado. Contudo, pode-se esperar que o bom humor do ambiente externo em algum momento ajude nossa economia. A bolsa brasileira já está num patamar muito baixo, precificando um cenário negativo. Sendo assim, qualquer melhora interna pode ser motivo para fazer as cotações se recuperarem rapidamente.

O que Fazer

Conforme antecipamos no Panorama anterior, o mercado confirmou o suporte nos 55,5 mil pontos e está tentando montar um repique. A tendência ainda é de baixa, mas o engolfo de alta montado na terça-feira amplia a expectativa de um rali até os 57,5 mil pontos. O Stop deve estar posicionado nos 54,5 mil pontos.

Quem seguiu a orientação e fez entradas no candle de reversão é hora de ir em busca do objetivo nos 57,5 mil pontos. O STOP deve estar nos 54,5 mil pontos e, para proteger os ganhos, uma realização parcial pode ser realizada nos 56,5 mil pontos.

Quem está de fora, operações de day trade são as mais recomendadas para esse momento.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Onde investir no segundo trimestre.

Nessa semana selecionamos uma pergunta de um leitor, que certamente é a dúvida de muitos investidores, para ser respondida em nosso Blog.

Quais as melhores alternativas de investimento para o segundo trimestre de 2013?

Esse é um questionamento difícil de ser respondido, pois sempre vai depender do perfil de risco de cada investidor. Ou seja, ela depende de quanto o investidor aceita perder para ir em busca de uma rentabilidade mais alta.

Quem investe em renda variável deve saber que logicamente está sujeito a um risco maior, pois pode terminar o período com um valor menor que a aplicação inicial. Já quem não aceita tal possibilidade e quer reduzir ao máximo a chance de ver seu capital ser reduzido deve realmente buscar o investimento em renda fixa.

Dito isso, podemos começar a traçar nossas perspectivas para o segundo semestre:

a) Para aqueles que desejam correr pouco risco, uma alternativa será realizar um investimento de renda fixa e aplicar seus recursos nos Títulos do Tesouro Direto atrelados a alta da SELIC. São as chamados (LFT). A expectativa do mercado é que o Banco Central inicie um período de alta de juros o que deve afetar positivamente a rentabilidade desses papéis.

b) Para aqueles que desejam e podem correr um pouco mais de risco, as ações continuam apresentando boas oportunidades. Papéis de grandes empresas (PETROBRAS, GERDAU, VALE) estão sendo negociados a preços atrativos e uma sinalização positiva no cenário econômico pode trazer boa rentabilidade para os investimentos. Vale lembrar mais uma vez que, o resultado desse tipo de investimento não dá para ser previsto e caso o cenário não se confirme o investidor pode ter que arcar com as perdas provocadas por uma variação negativa.

c) Para aqueles que querem ficar no meio termo, uma alternativa é mesclar os dois tipos de investimentos, direcionando um percentual da aplicação para cada uma das modalidades acima.

Além desses, vale ressaltar que outras alternativas de investimentos também estão acessíveis para os investidores, os Fundos Imobiliários, os Fundos Multimercados e as debêntures são opções para quem não deseja colocar todos ovos na mesma cesta.

Boa Páscoa e Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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