Fim da Petrobrás?

A situação da Petrobrás está cada vez mais difícil, a drástica redução do preço do petróleo, que está sendo cotado abaixo dos U$ 60, tem influenciado negativamente os negócios da companhia.

No cenário externo, essa queda de preço tem sido influenciada tanto pela redução do consumo mundial da commodities, quando pelo aumento da produção de petróleo por parte dos EUA, maior consumidor mundial, que de 2006 até 2014 conseguiu elevar sua produção anual ao equivalente ao que é produzido anualmente no Irã, Iraque e Venezuela.

No cenário interno, os problemas de corrupção de Governança da Petrobras estão cada vez mais em evidência, prejudicando a operação de uma empresa que ampliou seu endividamento de forma brutal (superior a R$ 200 bilhões) nos últimos anos, em busca do sonho do Pré Sal. Atualmente a Petrobrás é considerada a empresa mais endividada do mundo.

O Futuro

Toda essa situação deixou a empresa praticamente quebrada, o pior ainda não aconteceu pois existe uma crença que o Governo pode interferir para salvar a empresa a qualquer momento. Diante disso, as expectativas para a empresa são muito negativas. Será preciso realizar mudanças imediatas na gestão, reduzir investimentos, vender ativos e modificar processos para restabelecer a ordem e tentar fazer a empresa se restabelecer.

Atualmente as ações preferências da empresa estão sendo negociadas a R$ 8,80, trata-se de uma desvalorização de -46% em relação ao final de 2013 e de -77% em relação a máxima histórica alcançada em 2008. É possível que aconteça uma recuperação? Claro que sim, mas pelo que se vê hoje o risco é muito alto e a probabilidade de novas quedas, parece ser maior que a de recuperação.

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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Panorama do Mercado – Queda forte

Tivemos uma semana muito negativa para a bolsa brasileira, o pânico tomou conta do mercado, levando o Ibovespa a uma forte realização de -7,68%.

No Brasil, mais uma vez a Petrobras adiou a divulgação do seu resultado. Trata-se de um fato histórico que evidencia as dificuldades vivenciadas pela maior empresa brasileira. Os investidores mostraram sua insatisfação com a companhia, levando as ações preferenciais a uma queda de -17,54% na semana. Além disso, a nova equipe econômica preparou um pacote que pretende ajustar as contas públicas em R$ 50 bilhões, a medida ainda precisa ser anunciada pela presidente.

No cenário externo, dados fracos da economia chinesa tem confirmado a redução da atividade no país asiático, fato que está contribuindo para desvalorização das commodities. O petróleo fechou abaixo de U$ 58, menor patamar em cinco anos. Nos EUA, as bolsas também tiveram uma semana de realização.

A queda de preço das commodities, aliado a falta de confiança do Governo Dilma e a crise da Petrobras estão projetando um 2015 muito difícil para a economia brasileira. Para sair dessa situação será necessário realizar mudanças reais e convincentes.

A semana que se inicia terá como destaque a reunião do Banco Central americano. Mas os investidores devem continuar atentos as notícias do mercado interno ligadas ao novo Governo Dilma e a Petrobrás.


O que Fazer

O suporte dos 51 mil pontos foi rompido, fazendo com que o Ibovespa acelerasse o movimento de queda. Conforme antecipamos no Panorama anterior, a tendência de baixa está no comando e os preços devem continuar caindo, em busca do próximo objetivo no suporte dos 45 mil pontos.

Quem segue o Panorama deve ter acionado o stop nos 53,5 mil pontos. Nesse momento, é hora de permanecer líquido esperando a mudança do cenário, que só vai ocorrer quando uma nova tendência de alta for montada.

Quem pretende continuar operando deve procurar oportunidades nas operações de venda a descoberto e trava de baixa. Em tendência de queda, a melhor estratégia continua sendo: subiu, vende!

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Dicas para começar os investimentos

Muitos investidores iniciam suas aplicações através dos bancos comerciais, tendo como principal fonte de informação os profissionais que atuam como gerentes bancários.

Esses profissionais são treinados e certificados pelo mercado financeiro, contudo, eles tem metas específicas de captação que são definidas pelo banco, fazendo com que muitas vezes, a aplicação seja direcionada para um determinado investimento, que nem sempre é o mais adequado para o perfil de cada um.

Nesse sentido é muito importante se dedicar a educação financeira para questionar aos gerentes informações relevantes sobre os ativos apresentados. Nesse post apresentaremos três perguntas essenciais que precisam ser respondidas antes da escolha dos investimentos

a) Qual a rentabilidade esse produto tem apresentado?

Um dos principais argumentos de venda utilizado pelos gerentes é a rentabilidade passada, essa questão é muito importante, pois mostra como vêm se comportando o desempenho de determinado produto, mas vale lembrar que, retorno passado não representa desempenho futuro, então essa informação deve ser utilizada com bastante parcimônia.

b) Quais as taxas cobradas?

Dificilmente os gerentes apresentam essa informação, mas os bancos normalmente cobram taxa de administração e performance pelos seus produtos. Vale lembrar que a rentabilidade apresentada pelos bancos não leva em consideração as taxas cobradas e esses valores chegam a superar 2% ao ano, o que representa uma redução significativa do possível ganho.

c) Qual o grau de risco do produto?

Quanto mais alta a possibilidade de ganho é natural que o risco aumente, sendo necessário que o investidor tenha ciência dessa informação e possa comparar a rentabilidade de produtos similares.

d) Quanto tempo é necessário para ter o dinheiro de volta?

Algumas aplicações exigem um tempo extra para que o capital possa ser sacado, elevando o risco do investimento. Nesses casos o investidor precisa ter muita atenção e controle financeiro para que não precise sacar o recurso antecipadamente, tendo que pagar uma espécie de “multa” por isso.

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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Panorama do Mercado – No suporte

O mês de dezembro começou de forma negativa para a bolsa de valores, depois de uma semana de realização o Ibovespa terminou o período em queda de -4,99%

No Brasil, a divulgação do IPCA confirmou que a inflação ficou em 6,56%, em doze meses, ligeiramente acima do limite máximo da meta. Outro destaque importante da semana foi a aprovação no Congresso da redução da meta de superávit fiscal para 2014. Essa ação do Governo confirma a falta de planejamento e controle das contas públicas, a esperança é que a nova equipe econômica consiga reverter esse cenário.

Nos EUA, o aumento na criação de emprego mostrou que a economia americana continua forte. Na Europa, o presidente do BCE declarou que a autoridade monetária pode utilizar novas ações para estimular a economia em 2015.

Na semana que se inicia será divulgada a Ata da última reunião do Copom, o mercado deve continuar tentando entender como o Banco Central irá conduzir a política monetária.


O que Fazer

Depois de perder o suporte dos 55 mil, o Ibovespa acionou o Stop dos 53,5 mil e recuou rapidamente para o suporte de 51,5 mil pontos. Nesse momento a tendência de alta foi desfeita e o risco de novas quedas continua alto, principalmente caso os preços percam o patamar de 50,5 mil pontos.

Quem segue o Panorama deve ter acionado o Stop no patamar de 53,5 mil pontos.

Quem está disposto a correr risco, pode arriscar novas entradas no suporte de 51,5 com stop nos 50,5 e objetivo nos 54,5 mil pontos.

Quem está comprado, o Stop deve ser acionado na perda do 50,5 mil pontos, pois caso esse suporte seja perdido o ritmo da queda pode acelerar.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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A Selic e os Investimentos

Ontem, o Comitê de Política Econômica (Copom) intensificou o ritmo de ajuste e elevou a taxa Selic para 11,75%. Essa medida tem como objetivo tentar conter a inflação trazendo-a de volta para a meta de 4,5%.

O cenário de alta de juros é negativo para o consumo e o investimento, desestimulando também o crescimento econômico, que no caso brasileiro já anda muito baixo.

E o investidor com isso?

O cenário de alta de juros amplia a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto, ampliando a possibilidade de ganho para quem deseja utilizar dessa modalidade de investimento.

Vale conhecer um pouco mais do Tesouro Direto no vídeo institucional da BmfBovespa.

http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp

 

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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As tentações do consumo

No final do ano a tentação do consumo aumenta, nesse momento é importante ficar ainda mais atento aos gastos e elaborar um planejamento financeiro detalhado para evitar começar o ano novo no vermelho.

O primeiro passo do planejamento é elaborar uma projeção de receita levando em consideração o 13º salário e outros benefícios relacionados ao fim do ano.

O segundo passo está relacionado ao controle das despesas. Nesse quesito, vale lembrar que os custos fixas mensais continuarão existindo independente de outros gastos. Além disso é importante projetar os gastos variáveis, presentes, lembranças, amigos secretos e eventos podem consumir um bom pedaço da renda. Dessa forma, definir antecipadamente quanto se pode gastar em cada item é fundamental.

O terceiro passo deve levar em consideração a disciplina de seguir o orçamento projetado, essa é uma tarefa difícil diante das tentações de final de ano, mas é imprescindível  para não se descontrolar financeiramente.

Por fim, o início do ano começa com despesas extras,  como a matrículas escolares, impostos, etc. Ou seja, terminado o ano novo, será preciso guardar algo para as despesas do ano que se inicia e até mesmo para começar 2015 com novos investimentos.

 

Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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Panorama do Mercado – Rumo ao objetivo

Depois de começar a semana em queda, os compradores entraramem ação levando o Ibovespa a reduzir parte das perdas e terminar o período em queda de -2,53%. Já no mês de novembro, depois de enfrentar muita volatilidade, o principal índice da bolsa brasileira terminou em leve valorização de 0,07%.

No Brasil, finalmente a nova equipe econômica do Governo Dilma foi anunciada. Os nomes do Ministro da Fazenda (Joaquim Levy) e do Planejamento(Nelson Barbosa) já eram esperados pelo mercado. No cenário econômico a divulgação do PIB mostrou que a economia brasileira permanece em ritmo muito lento, contudo, o crescimento de 0,1% foi suficiente para tirar o país da recessão técnica. A divulgação do superávit primário mostrou que o Governo conseguiu um saldo positivo de R$ 3,7 bilhões em outubro, o resultado veio levemente acima do esperado.

Nos EUA, a revisão do PIB mostrou que a atividade avançou 3,9% no terceiro trimestre, o resultado surpreendeu as expectativas e confirma o momento positivo da maior economia mundial.  Na Europa, o mercado continua cogitando novas ações do Banco Central.

Temos constantemente apresentado o bom momento vivenciado pelas principais economias mundiais, nesse momento, cabe ao Governo brasileiro organizar o cenário interno para conseguir aproveitar melhor as oportunidades do cenário internacional.

Na semana que se inicia, o destaque será a reunião do Copom, o mercado já está cogitando que a Selic pode subir 0,5%. Nos EUA, o destaque é a divulgação do Livro Bege.

 


O que Fazer

Depois de uma semana de queda, o Ibovespa terminou o período no suporte de 55 mil pontos. Enquanto acima desse suporte, a tendência continua de alta e objetivo permanece nos 58 mil pontos.

Quem está comprado, deve manter o Stop em 53,5 mil e aguardar firme rumo ao objetivo dos 58 mil pontos.

Quem está de fora, enquanto a tendência de alta (Lta) for respeitada, o cenário permanecerá positivo.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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Panorama do Mercado РTend̻ncia de Alta

Tivemos uma semana de recuperação para a bolsa brasileira, o otimismo voltou  a tomar conta e o Ibovespa terminou o período em forte alta de +8,33%.

No Brasil, a expectativa em relação ao anuncio da nova equipe econômica ampliou a volatilidade do mercado. Muito se cogita sobre o nome do próximo Ministro da Fazenda, mas o Governo adiou o anuncio oficial. Ainda assim, o mercado mostrou-se otimista em relação possíveis mudanças, o que favoreceu a alta na bolsa e a queda do dólar. No cenário corporativo, as ações dos bancos foram beneficiadas pela redução das exigência do Banco Central nas operações de: crédito consignado, financiamento de veículos e empréstimos a pequenas empresas, o que aumentou a folga de capital das instituições financeiras.

No cenário externo, o Banco Central da China cortou a taxa de juros e anunciou que pode adotar novas ações para incentivar a atividade econômica, essa medida trouxe euforia para as ações da Vale. Na Zona do Euro, o Banco Central continua sinalizando que pode ampliar a injeção de recursos através da compra de títulos. Nos EUA, as principais bolsas permanecem em patamar de máxima histórica.

Na semana que se inicia, os investidores estarão atentos ao anúncio da equipe econômica e ao desenrolar da operação Lava Jato na Petrobras. Além disso, serão divulgados os dados do PIB brasileiro referente ao terceiro trimestre. No cenário externo, o destaque será a divulgação do PIB da Alemanha e Inglaterra.

 

 

O que Fazer

Depois de respeitar o suporte dos 51 mil pontos, os preços subiram rapidamente rompendo a resistência dos 54,5 mil. Esse rompimento confirmou a formação de uma tendência de alta (ver Lta no gráfico), que ainda foi reforçada pelo rompimento da Ltb. Nesse momento, o Ibovespa tem como primeiro objetivo a resistência dos 58 mil pontos.

Quem está líquido, pode aproveitar do rali de alta com objetivo nos 58 mil e stop nos 53,5 mil.

Quem está de fora, o Ibovespa está dando sinais que o final de ano para os investidores deve ser positivo.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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A Petrobras e seus ensinamentos para o investidor

Diante de tantos escândalos a situação da Petrobras está cada vez mais difícil. Além das denúncias de corrupção,a companhia vem apresentando um endividamento muito elevado, acima de R$ 100 bilhões, segundo balanço do segundo trimestre de 2014. Para piorar a situação,o balanço do terceiro trimestre, que seria apresentado na sexta-feira foi adiado, ampliando as desconfianças sobre a situação da empresa.

A situação em números

O investidor que comprou ações da empresa no último dia de 2013 acreditando na valorização do papel, pagou em 30/12/13 o valor de R$ 16,05 pela ação preferencial(PETR4). Hoje, essa mesma ação está sendo negociada a R$ 12,55. Trata-se de uma perda significativa de -21,8%.

Esse resultado por si só já emotivo de angustia e afastamento por parte do investidor, contudo, vale lembrar que a situação é ainda pior, pois a maior parte dos investidores individuais da Petrobrás adquiriam as ações da empresa em 2008, quando os papeis da companhia estavam ainda mais valorizados, chegando a serem cotados a R$ 30,00. Ou seja, quem aplicou naquela época está amargando mais de 50% de perda em 6 anos de investimentos.

Para piorar, resta lembrar que esse cenário ainda não tem perspectiva melhoria, enquanto as investigações continuarem e novos acontecimentos forem ocorrendo é possível que a situação continue a se deteriorar.

O que fazer

Ao investidor cabe saber que a bolsa não é formada por apenas uma ação, mas por um vasto conjunto de empresas e por mais que a Petrobras tem apresentando um desempenho negativo, o mercado continua apresentando boas perspectivas de ganhos em grandes empresas como Itaú, Bradesco, Embraer, Kroton, etx. Cabe a cada um, avaliar as alternativas de investimentos disponíveis e lembrar que uma das máximas do mercado é: “não se deve colocar todos os ovos em uma cesta”, quem faz isso eleva bastante seu risco, estando sujeito a grandes perdas.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

 


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Panorama do Mercado – Risco Alto

Tivemos a segunda semana seguida de queda para a bolsa brasileira, a desconfiança continuou tomando conta do mercado, levando o Ibovespa a uma realização de -2,72%.

No Brasil, o Governo Dilma está tentando excluir a meta da superávit primário, essa medida trouxe ainda mais incerteza ao mercado quanto a condução da política econômica e a responsabilidade fiscal do governo. Se a promessa eleitoral era reconquistar a confiança, parece que o caminho está indo para outro lado. No cenário corporativo, o destaque foi o adiamento do leilão de abertura das ações da Petrobras na sexta-feira, trata-se de uma situação histórica para a maior empresa da bolsa brasileira.

No cenário externo, a China continua dando sinais de retração, o que pressiona para baixo o preço do minério de ferro. Na Zona do Euro o crescimento do PIB veio levemente acima do esperado, +0,8% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, ante expectativa de +0,7%. Nos EUA as principais bolsa continuam subindo e tiveram a quarta semana seguida de alta.

Na semana que se inicia, o mercado aguarda a divulgação do novo Ministro da Fazenda. A Petrobras, depois de adiar a divulgação do balanço, programou para segunda-feira a apresentação dos resultados operacionais. Nos EUA será divulgada a ata da última reunião do Fomc.

 

O que Fazer

Depois do movimento de queda, o Ibovespa voltou para o suporte de 51 mil pontos, podendo provocar algum repique. Contudo, caso esse patamar seja perdido, a realização deve se acelerar tendo como objetivo os 45 mil. Vale lembrar, que conforme antecipamos, a principal referência do mercado continua sendo a LTB.

Quem está líquido deve permanecer paciente esperando novas oportunidades. Enquanto a LTB estiver o comando o risco permanece muito alto.

Quem está comprado deve manter o stop deve estar nos 50,5 mil pontos.

Bons Investimentos,

Lucas Leal


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