Depois de duas semanas seguidas de queda, o Ibovespa mostrou força e terminou o perÃodo em alta de 2,01% Ainda assim, o mês de março foi de realização e fechou em queda de -1,86%. O primeiro trimestre do ano também foi negativo para o mercado acionário apresentando desvalorização de -7,55%. Foi o pior primeiro trimestre desde 1995.
Os primeiros três meses de 2013 ficaram caracterizados pelo descolamento da bolsa brasileira dos principais pares internacionais. Enquanto o Ibovespa amargou um resultado negativo, os Ãndices acionários americanos tiveram um excelente desempenho e estão terminando o perÃodo na máxima histórica, com ganhos acima de 10%.
Nesse trimestre, ficou claro que o Brasil deixou de ser foco dos investidores. O fraco desempenho da nossa economia, o avanço da inflação, a dificuldade de comunicação do Banco Central com o mercado e as intervenções Governamentais em diversos setores ajudaram a afastar os investidores internacionais do mercado brasileiro. Um outro fator que também pode estar influenciando esse processo é a especulação de que o paÃs irá perder a nota de grau de investimento. Não é por a caso que o desempenho do mercado acionário brasileiro está entre os piores do mundo em 2013, só estamos a frente da Jamaica e do Chipre.
No cenário externo, nem a crise da Zona do Euro conseguiu tirar a confiança do mercado. A economia americana vem mostrando capacidade de recuperação e tem sinalizado que deve continuar crescendo. A China apesar de ter reduzido o ritmo tem mantido o sistema econômico sob controle.
Para o próximo trimestre, o horizonte continua conturbado, as projeções econômicas permanecem tÃmidas e a indefinição sobre a polÃtica de juros tem prejudicado a relação de confiança do BC com o mercado. Contudo, pode-se esperar que o bom humor do ambiente externo em algum momento ajude nossa economia. A bolsa brasileira já está num patamar muito baixo, precificando um cenário negativo. Sendo assim, qualquer melhora interna pode ser motivo para fazer as cotações se recuperarem rapidamente.

O que Fazer
Conforme antecipamos no Panorama anterior, o mercado confirmou o suporte nos 55,5 mil pontos e está tentando montar um repique. A tendência ainda é de baixa, mas o engolfo de alta montado na terça-feira amplia a expectativa de um rali até os 57,5 mil pontos. O Stop deve estar posicionado nos 54,5 mil pontos.
Quem seguiu a orientação e fez entradas no candle de reversão é hora de ir em busca do objetivo nos 57,5 mil pontos. O STOP deve estar nos 54,5 mil pontos e, para proteger os ganhos, uma realização parcial pode ser realizada nos 56,5 mil pontos.
Quem está de fora, operações de day trade são as mais recomendadas para esse momento.
Bons Investimentos,
Lucas Leal
lucas@officeinvestimentos.com.br