Mulheres difíceis ou homens sem noção?

Ontem eu conversava com um amigo que não via há um tempinho e ao falarmos sobre relacionamentos, perguntei se ele estava com alguém, quando recebi a resposta: “tô panhano uma aí”. Oi?

A gente mal se acostumou com o “ficando” e já estamos escorregando dignidade abaixo para o “panhano”? Inacreditável!

No mundo dos relacionamentos e aqui me refiro, mais especificamente, ao mundo dos solteiros, vivemos a era do “agora é assim”. Fiquei com fulano, transamos e ele sumiu… agora é assim. Não existe mais essa de namorar, o que rola é ficar (ou panhar)… agora é assim. O cara mal me conhecia e já pediu uma foto dos meus peitos no whatsapp… agora é assim.

E nessa conformidade, vamos caminhando para achar tudo normal. É fato que estamos mais preparados para encarar as novas formas de se relacionar e com isso, abrimos precedentes que, por vezes, se transformam em abismos, afinal existem os que confundem entender com aderir.

Antes que a turma da patrulha exalte os ânimos, vou logo ressaltando que sim, felizmente, existem exceções, ok?

Continuando…

São tantas histórias surreais que ouço de amigas, leitoras e que acontecem comigo também, que juro que as vezes espero Bial interromper com aquelas poesias e finalizar a brincadeira dizendo: “Querida! Seu tempo nesse mundo de maluco acabou… vem ser feliz aqui fora”. Não tá fácil não, gente. Me classifiquem, caso oportuno, de exagerada ou até careta, mas algumas coisas ficam difíceis de aceitar, embora eu até entenda.

Há alguns meses, eu falava no programa da rádio sobre suruba e das pessoas que curtiam essa prática. Abordei o tema de uma maneira geral, sem emitir nenhuma opinião pessoal ou juízo de valor. Quando o programa acabou, um cara me mandou um inbox perguntando se eu queria participar de uma suruba, com ele. Veja bem… eu entendo quem gosta, respeito e não tenho o menor preconceito, mas daí a ele achar que tinha liberdade para me convidar e que vou atrelar-me a uma, são metros de distância.

Na verdade, o que vem acontecendo é que os homens ouviram durante muito tempo que as mulheres gostam e cobram sinceridade, então resolveram atender esse desejo, o problema é que confundiram sinceridade com falta de bom senso.

O cara é comprometido, tem foto do perfil abraçadinho com a namorada e manda inbox pedindo seu whatsapp, afinal ele está sendo sincero pois não nega que tem alguém, mas quer você. O moço só tem interesse em transar e acha que é lindo ir logo mandando um textão, antes até de dar um beijo na menina, dizendo “bem, se você quiser se divertir posso te levar a loucura e posso te mostrar muitas coisas na cama e bla bla bla”, que mal há nisso, né? O fofo está sendo tão sincero.

Por favor! Isso nunca foi sinceridade, isso é indelicadeza. Existem formas bem mais educadas de contextualizar seus desejos e fetiches… ou então trate assim, apenas quem você já conhece e sabe que tem interesse nisso, ou seja, dê a sua rapadura pra quem tem dente (isso é um ditado popular, não estou chamando ninguém de banguelo).

Esses caras são da turma do Sem Noção Futebol Clube. Confundem as coisas e ainda ficam chateadinhos se a mulher for enfática e dizer que não quer. Pois é, ainda temos que administrar as crises emocionais destes seres lindos e queridos, mas que se passam em alguns momentos.

Por outro lado, os homens também desabafam as suas agruras. Dizem que as mulheres estão exigentes demais, pois só querem homens com beleza e dinheiro. Reclamam que as meninas só gostam de cafajestes e desprezam os bem intencionados, que sequer dão conversa se o cara não estiver no nível boy magia e que esnobam quando são valorizadas. Será?

Não sei! Os homens podem responder isso melhor que eu. A questão aqui não é dizer quem vacila ou acerta mais, eu quero falar mesmo é de respeito. Deixar claro o que se quer, é nobre sim e conta ponto, mas saber como dizer isso e como conduzir, faz toda a diferença. Respeitar o outro é essencial.

Se continuarmos aceitando tudo, achando que essa forma fria e direta de tratar as pessoas, é normal… que “agora é assim”, vai ficar difícil se relacionar e o inferno vai parecer mais organizado que essa bagunça aqui.

Algumas coisas Freud explica, outras nem ele teria paciência. Vamos melhorar!

 

 


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Quando tento te esquecer

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Creed – With Arms Wide Open

 

Quando tento te esquecer, lembro do que éramos, do que tínhamos e das nossas promessas que julgávamos excessivamente sólidas, mas que no primeiro temporal, ruíram.

Quando tento te esquecer, lembro de como sabíamos ser felizes e fazíamos isso da maneira mais natural possível… sendo nós, sem máscaras ou medos.

Quando tento te esquecer, lembro das indecências que você dizia no meu ouvido e me fazia derreter feito sorvete num sol de dezembro.

Quando tento te esquecer, lembro do quanto éramos bobos e quase infantis nas nossas brincadeiras, na mania que você tinha de se esconder todas as vezes que eu chegava em casa, só para me assustar.

Quando tento te esquecer, lembro do quanto dávamos valia ás pequenas coisas que para nós, tinham um significado enorme.

Quando tento te esquecer, lembro quantas vezes nos atrasamos para ir á algum lugar, só para nos entregarmos aos desejos da carne e aos felizes 37 minutos de luxúria, antes de sair.

Quando tento te esquecer, lembro que não tenho mais o sorriso para o qual eu sempre queria voltar.

Quando tento te esquecer, tenho saudade… de todos os seus pedacinhos, histórias e daquelas covinhas que aparecem no seu rosto, quando você sorri… saudade de quando eu cantava uma música qualquer do Cazuza e você ria me achando ridiculamente linda.

Quando tento te esquecer, lembro de você criticando a minha mania de comer bolo com queijo e depois fazendo a mesma coisa, dizendo que só queria “ver qual era a graça”.

Quando tento te esquecer, lembro da gente decidindo qual filme ver no cinema e sem maiores negociações, “escolhendo” o da minha preferência.

Quando tento te esquecer, me pergunto por qual motivo eu preciso fazer isso. Me pergunto porque esquecer o que só me fazia bem. Me pergunto quantos quilômetros de distância ainda faltam para chegar até esse esquecimento.

Quando tento te esquecer, lembro da tua boca, do teu toque, do teu beijo, do teu jeito de passar a mão pela nuca, da tua barba por fazer, dos teus braços me envolvendo e da gente dizendo que se amava de vez em vez.

Quando tento te esquecer, a única coisa que consigo fazer é lembrar… lembrar de tudo, do todo, de nós.

 


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Mr.Grey em capítulos… e imagens

Já faz um tempinho que assisti, mas alguns leitores pediram, então vai aqui a minha opinião sobre 50 tons de cinza – o filme!

Assim que anunciaram a produção do longa, começaram as especulações em torno de quem faria o papel do tão amado e desejado Christian Grey. O meu voto sempre foi para o Matt Bomer, mas ninguém ganhou a briga, afinal escolheram um ator que não esperávamos. Sinceramente, tenho certeza que na imaginação de cada leitor o Mr.Grey é muito mais lindo, mas em termos de beleza, o escolhido também não deixa a desejar.

O filme é rápido, muito rápido… pula alguns detalhes, mas é impecável em outros, inclusive em algumas falas do livro que não poderiam faltar. Na minha opinião, os livros são sempre melhores, mas nesse caso não me senti traída ou irritada pelo enredo que passou por pequenas e necessárias adaptações.

O ator Jamie Dornan que faz o Christian, é lindo sem economia. Tem o corpo malhado na medida perfeita, sem exageros. Ele arrepia todas as vezes que aparece sem camisa com a calça jeans bem baixa insinuando o início do paraíso. Não atua de uma maneira que mereça aplausos, em alguns momentos não convence muito, mas só reparei isso logo nos primeiros minutos, pois quando mergulhei e relembrei a história, comecei a achar tudo ótimo.

A atriz Dakota Johnson, como a Anastasia Steele, cumpre o seu papel que nunca me encantou muito. Mas a despeito daquela franja, que não me recordo de fazer parte da descrição no livro, gostei mais da Ana no filme. Acho que sou a única que não suportava as menções á tal da “deusa interior” e ficar livre disso no filme, me deixou muito feliz.

As trocas de e-mails, que todo mundo adora, acontecem poucas vezes, mas muito fiel ao que já sabemos. As cenas de sexo, são um caso a parte. Não vou falar aqui dos momentos passados no quarto vermelho da dor, afinal cada um tem a sua opinião sobre isso, mas os momentos do sexo baunilha (expressão usada no livro para o sexo “normal” entre Ana e Christian) são impecáveis!!!! Certifique-se que o ar condicionado do cinema seja bom, porque olhaaaa… dá calor! Não vou entrar em detalhes, pois muita gente ainda não viu e também não há muito o que falar da história, afinal todos já conhecem.

A trilha é sensacional! Me apaixonei por todas as músicas e embora tenha sentido falta de algumas que eram citadas no livro, acho que a escolha foi perfeita.

Mas seja quando o livro estourou e conquistou um universo de leitores ou agora com o lançamento do filme, tem sempre aquela frente que ataca o enredo/personagens como se estivéssemos idolatrando um estuprador. Ando um pouco cansada dessas críticas impregnadas de ódio, de alguns que se auto intitulam “intelectuais”. Preguiça dessas pessoas.

Para mim, o ponto central da história é o romance… a paixão dos dois. Se o que deu caldo foi o cara ser um sadomasoquista, ou mesmo se fosse um vampiro ou lobisomem, não me diz muita coisa. Não é um livro ou filme que vai fazer com que eu saia por aí procurando um homem pra me bater. Vamos combinar que já somos adultos, ok?

Não há nada na história que obrigue Ana a apanhar ou ceder aos caprichos do sedutor Grey. Ela cede porque quer. Tudo é consensual e embora muitos acreditem que ele usa o poder para persuadir e que ela aceita apenas para tentar muda-lo, há também quem enxergue por outro prisma, quem veja como uma história entre duas pessoas com interesses bem distintos, mas que se viram diante do amor e precisaram decidir entre o que mais importava… as diferenças ou o sentimento.

Particularmente, não curto as práticas BDSM, mesmo sem nunca ter experimentado. Não vejo como sentir prazer na dor, mas respeito os desejos de cada um. Tem gente que faz coisa muito mais estranha para se satisfazer, mas não vou entrar nesse assunto agora.

E, sabe? Eu me questiono quem não tem telhado de vidro, em se tratando de amor. Será que muitas vezes já não nos “violentamos” de forma cruel em alguma relação? E não estou falando de usar chicotes, cordas e algemas reais.

Outra questão muito levantada é o fato do cara ser um bilionário que tem mansão, carros, helicóptero e que sabe dar presentes para a moça. Se querem acreditar que o sucesso do personagem está nisso, beleza! Mas nós sabemos de muitos bilionários por aí que são esnobes, mal educados e que não se importam nem um pouco com as suas “namoradas”, mesmo as enchendo de presentes. Essas mulheres podem até continuar com eles por causa do dinheiro mesmo, mas duvido que se apaixonem. A história de 50 tons é bem diferente. O moço é rico, muito rico, mas é um lord, um homem encantador. Portanto, eu afirmo e reafirmo que AMOR não tem ligação com nada material. E se você acredita que amor é comprado com dinheiro, desculpa, mas volte cinco casas no tabuleiro e recomece a jogada aprendendo a amar. Não vou ser hipócrita e dizer que todo esse luxo não é bom. Sim, é ótimo!

Mas nem tudo o dinheiro compra. A frase é clichê, mas muito verdadeira.

Quem já leu, corre e vai assistir. Quem não leu, experimenta ir ver. Depois me conta o que achou!

Esse clip abaixo é de uma das músicas que mais gosto na trilha e que toca em uma das minhas cenas preferidas.

Laters, baby!

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Carnaval, paquera, gays e gandhys

Foi-se o tempo em que o carnaval era uma festa que rendia muitos paqueras para as mulheres. Se algumas sofriam pelo fato de precisar desviar dos beijos roubados, dos abraços inesperados e por ter que administrar os cinco peguetes que conheciam em uma mesma noite, hoje lembram disso e acrescentam a legenda “eu era feliz e não sabia”.

Senhoras e senhores, o carnaval não é mais o mesmo! Na real, a festa momesca só mostra, de forma mais clara, o que vem acontecendo. Se antes aqui eram 9 mulheres para um homem, agora são 9 mulheres e um gay, todos em busca de um homem.

Fui alguns dias para a folia e a quantidade de homens se beijando que vi, me fez pensar que o fim da fila é mais distante do que imaginávamos. E o pior é que estamos perdendo os melhores, minha gente! É cada homem lindo indo para o outro lado que dá uma dor no coração feminino.

É bom que fique claro que a questão aqui não é homofobia. Não tenho nenhum preconceito e acho lindo os meninos se beijando. Estou apenas falando de inveja (confesso!) e concorrência. Isso é bem diferente.

A única coisa que me irrita são os que não sabem o que querem e ficam enganando a mulherada. Na verdade sabem, só não tem coragem de assumir… botar a cara no sol. Mas basta você observar de uma forma mais minuciosa o comportamento do rapaz e as fotos que o moço curte no instagram, para descobrir o que ele quer e não tem coragem de contar.

Mas voltando ao carnaval, além dos gays, tem aqueles malhados, maníacos pela forma física e adoradores do próprio corpo que se curtem tanto a ponto de só se preocuparem em tirar a camisa e mostrar o corpo esculpido. Não entendo muito isso… na certa fazem algum tipo de contato tântrico.

E já que estamos falando de homens no carnaval, não podemos esquecer a magia do tapete branco que invade a avenida: os gandhys.

Reza a lenda que um gandhy tem poder de seduzir apenas por estar vestido com aquela roupa, aquele turbante… que as mulheres enlouquecem ao ganhar um colar e devolver um beijo e que aquela alfazema embriaga qualquer coração.

Porra nenhuma!

Que me perdoem as exceções, mas o que a gente vê por aí é uma coisa bem diferente. Por acreditarem nesse “poder de sedução” que acham que tem, nos deparamos com certos gandhys mal educados, inconvenientes, sujos e molhando todo mundo com aquela alfazema que eles acham cheirosa, pensando que podem pegar a mulher que quiser. Me poupe!

É claro, que vez ou outra temos a sorte de encontrar um gandhy educado, cheiroso e que você daria até seu anel da Rommanel em troca de um colar. Mas não se animem! No meio daquela ruma de homem, só uns 10% entram nessa conta.

E aí que tirando os gays, os malhados que se bastam, os gandhys e os cordeiros (porque estão ocupados), não sobra muita coisa.

Olhando lá de cima de um camarote o que acontece, dentro e fora dos blocos, a situação é essa… e dentro do camarote também não é diferente. São 930 casais, 720 gays e 30 héteros solteiros disputados por 3.698 mulheres solteiras. (números fornecidos pelo lizbope, mas tem aquela margem de erro e tal…)

Pois bem, se você curte a folia, aproveite para se divertir, mas não aposte tanto naqueles amores de carnaval que existiam até pouco tempo atrás.

Com a concorrência acirrada que enfrentamos, já estaremos no lucro se quando acabar a festa ganharmos para o lado de cá, alguns que estavam indecisos.

Cabe acrescentar que, independente, de sairmos perdendo com a baixa nos nossos estoques, “consideramos justa toda forma de amor”.

 

 


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Ela está a fim de você ou só está sendo legal?

Recebi algumas mensagens de leitores pedindo para que eu falasse sobre esse tema e outro dia, um amigo também me sugeriu essa pauta, então vamos lá! Parece que paira no ar uma dúvida entre os homens, sobre o interesse da mulher, durante o período que eles se conhecem e ele não sabe se ela quer algo mais sério ou não.

Em bom português, podemos traduzir para: “Ela é legal ou tá te dando mole?”. Calma, meninos! Não é que a percepção de vocês esteja falhando, é que as mulheres complicam um pouco nesse sentido… só nesse!

A mulher pode jogar charme para você, por dois motivos… porque ela está interessada ou porque ela sabe que você está interessado. No primeiro caso, é para lhe conquistar, no segundo, é para fortalecer a autoestima dela, afinal é muito bom se sentir desejada e ela quer que você continue por muito tempo no papel do admirador.

Como eu disse, não existem dicas quentes para identificar se ela quer, pois muitas não são claras no que desejam e para piorar, existem certos “sintomas” que podem atrapalhar o entendimento de vocês, achando que a menina está na sua, quando não é verdade… então vou esclarecer aqui.

Troca de olhares: nem sempre quer dizer interesse. Ela pode ter percebido que você está olhando e corresponder, apenas para se sentir desejada.

Forma de chamar: se ela te chamou de “fofo”, isso é quase uma prova de que você está na friendzone… uma coisa é ela dizer que você foi fofo ou teve uma atitude fofa, mas expressões como “Oi, fofo”, “Bom dia, meu fofo”… caracteriza amizade. A menos que você já seja namorado, aí tudo bem! Outra forma de chamar que deixa mais do que clara a sua posição, é “Amigo”. Se ela mandou mensagem ou comentou alguma postagem sua como “Amigo lindo”, desista que desse mato não vai sair coelha.

Papos: se nas conversas ela falar muito do ex ou pedir conselhos amorosos, ela está te vendo como um ombro AMIGO. Entendeu, né? Pare de achar que o jeitinho dengoso e carinhoso dela é para te seduzir e levar pra cama… é apenas por você ser alguém que ela confia e que diz coisas que ela gosta de ouvir.

Saídas: aceitar tomar um café, comer uma pizza ou até ir ao cinema, não quer dizer muita coisa, além de que você é simpático e que ela quer te conhecer melhor. Pode até rolar um clima e ela se envolver, mas não vá contando com isso. Tudo pode acontecer, inclusive, nada!

O que eu posso revelar, é que quando a mulher quer, ela sempre dá um jeito de ser muito clara, mesmo sendo a mais tímida do mundo. Se deixar dúvida, não se iluda muito, pois certamente a moça não tem tanto interesse.

Se você se acha “o cara perfeito”, beleza! Mas ela pode não compartilhar da mesma opinião, então não fique desapontado se ela quiser apenas a sua amizade.

 


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Está faltando romance

Quem roubou o romance do mundo peço que, por favor, devolva!

Há indícios de que algumas poucas pessoas conseguiram guardar um tantinho dentro de si, mas está pouco. Esta reserva não poderá atender a todo mundo.

A brincadeira perdeu a graça para os sensíveis e românticos. Parabéns aos adeptos da objetividade fria e sem charme… vocês estão ganhando a partida!

Hoje, Romantismo não passa daquele movimento que ocorreu na Europa e na América, no século XIX… aquilo que alguns ainda precisam estudar para as provas do vestibular e Enem.

Não há mais o esforço para a conquista, não há mais etapas… aquele papel que em um passado remoto, era cumprido: conhece, paquera, beija em um dia, faz amor alguns dias depois, dá atenção no dia seguinte… não existe mais.

Uau! Quando terminei de escrever o parágrafo acima, me senti falando do amor no século XII. Enfim, continuando…

Agora tudo acontece no primeiro encontro, quase no primeiro contato. E caso alguma das partes, não queira levar tudo de maneira tão rápida, o outro já acha estranho… “que mulher chata”, “que cara devagar”.

Lembro que há um tempo, até as novelas eram diferentes ao tratarem as histórias de amor. Sempre fui muuuuito noveleira e o que mais me prendia nas tramas, era a torcida para que o mocinho e a mocinha ficassem juntos no final.

Antigamente (e não é tão antigamente assim, viu?), os protagonistas se conheciam, se apaixonavam, haviam milhares de desencontros e imprevistos até que acontecesse o primeiro beijo que, claro, era acompanhado de uma trilha linda que fazia todo mundo se encantar e querer viver aquela cena. Agora tudo mudou… os mocinhos se conhecem no início do primeiro capítulo e já transam no final desse mesmo capítulo.

Tá, eu sei! Vocês vão dizer que estou ultrapassada e que essa história de namorinho caiu da moda. Tudo bem! Eu sei que essa é a nossa realidade, mas está difícil me acostumar com ela.

E nada contra transar, gente! Muito pelo contrário… muito mesmo! É que o romantismo faz falta e na minha opinião ele deveria existir até mesmo em um lance rápido.

As relações efêmeras acontecem e não há nada de mal em transar no primeiro encontro, afinal de contas o desejo quando chega, quer ser atendido. Mas, desculpa… só isso não é suficiente! Qualquer convite para sair, já vem acompanhado de insinuações de que a noite precisa ser completa. E se alguém não está disposto a transar, o outro fica chateadinho.

Não é radicalismo, mas ficar encontrando pessoas que só se interessam por sexo, fica puxado!

Está tudo muito mecânico e alguém resolveu estabelecer que precisa ser assim, só esqueceu de perguntar se as pessoas estão felizes com esta fórmula das novas relações. E se você estiver, beleza! Mas respeite quem não está na mesma vibe.

Me acusem de careta, boba, chata ou qualquer outra tradução, mas vou continuar em cruel abstinência do romantismo.

Procura-se, urgente, clínica de reabilitação para românticos incuráveis!!!

 


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De tanto amar

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Here with Me

 

De tanto amar, me dividi em metades.

Muitas delas de alegrias e outras tantas de saudade.

De tanto amar, mergulhei sem saber nadar.

Me atirei de cabeça e nem lembrei de respirar.

De tanto amar, confundi o sol e a lua, a chuva e as lágrimas.

Perdão com aceitação.

De tanto amar, vendei os olhos, tapei os ouvidos.

Perdi quase todos os sentidos.

De tanto amar, fui por trilhos inseguros, me arrisquei em precipícios.

E nem mesmo todas as quedas foram desperdícios.

De tanto amar, fui boba, ingênua, insana, ridícula.

E qualquer preocupação parecia minúscula.

De tanto amar, brinquei com as horas, congelei os minutos.

Fiz o tempo acreditar que ele nunca foi absoluto.

De tanto amar fui flor, canção, oceano, passarinho.

E um violão no cantinho.

De tanto amar vivi extremos, fui íntima da felicidade, vi a dor sem filtro.

E construí um coração pleno.

De tanto amar acreditei… no que via, no que não via.

No que lá estava e me alastrava.

De tanto amar cuidei, protegi, quis ouvir, acariciei, pintei minha boca de carmim.

As vezes até esqueci de mim.

De tanto amar questionei, me importei, fui porto seguro, rebelde, carente.

Quis que o mundo fosse só a gente.

De tanto amar aprendi a dividir, desaprendi o egoísmo.

E descobri o verdadeiro significado do altruísmo.

De tanto amar desejei, quis, lutei e ao te ver ir embora, quase me perdi.

Mas me achei a tempo de perceber que vez ou outra, amar também é desistir.

 

 

 


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4 inseguranças que os homens tem na primeira transa

Algumas mulheres acham que a grama dos homens é mais verde. Acreditam que só elas sofrem com as cruéis inseguranças em relação ao corpo ou ao seu desempenho sexual.

Mas não é bem assim não! Já diz o ditado que “pau que dá em Chico, também dá em Francisco”. Assim como nós, o lado de lá tem as suas fraquezas.

É bom deixar claro que estamos falando de homens que se preocupam com as suas parceiras. Os egoístas não se incomodam com essas coisas, só pensam no próprio prazer.

Enfim… todo mundo já conhece esses medinhos, mas ainda assim, vou listar e comentar alguns deles.

Tamanho do documento – O mundo muda, evolui, a ciência descobre a cura para muitos males, mas este assunto sempre será tratado em rodas de amigos… e de amigas. Não posso mentir e dizer que para algumas mulheres isso não importa… algumas curtem mesmo os tamanhos GG e XG. Mas isso não quer dizer que os ditos “normais” ou “pequenos” não tenham chance com elas. Na minha opinião, não vale ter o pinto grande e não saber usar… não adianta nada. Existem coisas muito mais importantes no ato sexual, que o tamanho do pênis.

Broxar – Esse medo sempre será o maior fantasma que um homem levará para a cama. A questão se faz mais presente, quando é o primeiro encontro… há sempre aquele receio de não conseguir comparecer, seja pelo nervosismo natural, seja por achar que a mulher é gostosa demais ou por achar que ela vai rir ou falar mal se o mocinho não subir. Nos encontros seguintes, esse medo pode até aparecer, mas fica por pouco tempo, afinal o casal já estará mais relaxado.

Ejaculação precoce – Se broxar é assustador para eles, a excitação desenfreada também pode ser. Alguns homens ficam tão afoitos no primeiro encontro, que não conseguem segurar o orgasmo e aí pinta essa insegurança antes de começar a transa: a temida ejaculação precoce. Se for uma coisa que aconteça vez ou outra, qualquer mulher vai entender, mas se for recorrente, é importante o rapaz consultar um médico e investigar os fatores biológicos e psicológicos que levam a isso.

Ela fingiu? – Os homens mais observadores e os mais inseguros, cultivam a preocupação de saber se conseguiu dar prazer (de verdade) ou não. Infelizmente, nesse ponto não há muito o que fazer, pois algumas mulheres, infelizmente, ainda fingem e acham que isso é legal. Se ela fingiu, dificilmente, o homem conseguirá descobrir. Mas vale ponto positivo para os que se importam com isso.

Todos temos as nossas inseguranças e da mesma forma que os homens atestam que as mulheres são bobas em se importarem com as celulites e gordurinhas na hora do sexo, as mulheres também sabem entender se algumas dessas situações mencionadas acontecerem.

Aquela história de que “a primeira impressão é a que fica”, não se aplica muito para a primeira transa, que neste caso, só melhora nos encontros seguintes. Isso não é um conselho, mas acho que o mais legal é relaxar e se entregar… de forma natural, tudo funciona melhor.

 

 


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Fomos escritos assim

Se quiser, você pode ler ouvindo: Broken Hearted Girl

 

Quem escreveu a nossa história, brincou com as linhas, misturou os verbos e fez poesia.

Adicionou o acaso, o romance, as alegrias e os parênteses que guardaram a dor.

Fomos prosa discorrida em palavras sem sintaxe, feitos só de simplicidade.

Fomos versos sem rima e sem cadência, mas havia nas nossas letras a mais perfeita congruência.

Em meio aos travessões, nos dissemos o que era preciso e nos parágrafos nos desordenamos pelo próprio risco.

Fomos pontos infinitos de interrogações nas tentativas de descobrir um ao outro.

Fomos muitas, milhares e inevitáveis exclamações que pontuaram a tradução de tantos sentimentos.

Nunca fomos frases feitas ou expressões cristalizadas, quem nos escreveu sabia muito bem que jamais fomos lugar comum.

As nossas aspas citavam apenas as músicas que permearam a nossa trama… antes, durante… e depois de uma briga quando pensávamos que “se voltar desejos ou se eles foram mesmo…”, valeria a pena continuar.

Mas então passamos para a falta de clareza e as construções sem nexo das frases que começaram a nos afastar.

Sem concatenar as ideias, fugimos do que nos inspirava… esquecemos que o tema era amar.

Passamos a ser hiatos… espaçamentos, linhas em branco e caneta sem tinta.

Ficamos retóricos e vazios de nós mesmos.

Em pouco tempo, a nossa história foi escrita em extensos capítulos, mas quando deixamos de ser sujeitos dos nossos predicados, houve um momento em que ela não passou de uma página borrada, sofridamente chegando nas trinta linhas.

Quem escreveu a nossa história, seguramente, não gosta das conclusões… soube construir o começo, desenvolveu muito bem o meio, mas perdeu a criatividade para narrar o fim.

Deixou reticências onde deveria ter um ponto final.

Deixou frases soltas onde era preciso um epílogo.

Quem escreveu a nossa história, na verdade sabia que não poderia decidir por nós.

Depois que o enredo cresce e toma forma, os personagens se agigantam e os sentimentos ficam indomáveis.

Quem escreveu sabia que nada é para sempre, mas que o tempo desse “para sempre”, quem decide são os agentes determinantes da história.

Quem decide até onde vai e como será o desfecho, somos nós.

E assim, sem papel pautado, para que as linhas não nos limitassem, escrevemos folhas em branco e fomos usando qualquer sentido, onde nenhuma palavra foi retida e os nossos desejos foram todos permitidos.

Sem ficarmos presos ao passado, em tempo presente escrevemos o futuro.

Sem nós, sem pontos, sem notas de rodapé, sem “fim”… porque tudo o que foi bom, nunca morre… permanece no encantamento.

 


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Existe forma correta para terminar um relacionamento?

Ontem, chegou esse comentário abaixo em um texto antigo meu e quem acompanha o blog, sabe que eu sempre falo sobre os assuntos sugeridos através dos comentários, e-mails e inbox. Então vou atender aos pedidos do meu amigo que me pareceu sincero e cuidadoso com os seus relacionamentos, afinal está tentando entender e ser melhor. Adorei as suas sugestões e hoje vou falar de uma delas.

Então, vamos lá!

Terminar um relacionamento nunca foi uma tarefa fácil. Dificilmente uma relação termina pela vontade das duas partes, se assim fosse, viveríamos no melhor dos mundos, acabaria a sofrência e Pablo se aposentaria indo morar em alguma ilha particular. Mas a situação é mais complicada, jovem!

Algumas vezes você é a parte que quer terminar e em outras você é aquela que alguém quer exterminar. E aí é que a situação parece distinta, afinal cada um enxerga pelo seu ângulo. Quando você não ama mais, acha que o outro está confundindo as coisas, que precisa lhe deixar respirar e que está se tornando cansativo com todas as vãs tentativas de salvar a relação.

Mas quando você é a parte que será deixada, aí o outro é o egoísta, o que não valoriza os seus sentimentos, o que pisa no seu coração e que não se importa o mínimo se você está sofrendo.

Sim, meus amigos! Nós somos mesmo complicados.

Respondendo ao meu amigo, digo que não existe fórmula, regras ou receita de bolo para isso. Cada um sente de uma forma e a sua personalidade é o que definirá esta ação.

Apesar de não existir “passos corretos” para se terminar, vou pontuar algumas coisas que é bom lembrar ao tomar esta decisão.

Sinceridade: olha só, tão simples, né? Mas muita gente tem uma dificuldade tremenda de usar essa ferramenta. Enganam, enrolam e são incapazes de abrir o jogo e falar de forma cuidadosa que não estão felizes e não querem mais. Estas pessoas preferem fazer o joguinho do “vou bagunçar pra ser demitido por justa causa”. Sabe como é, né? Gente que começa a mudar o comportamento para que o outro tenha a responsabilidade de terminar. Não faça isso!

Saber ir embora: este é um detalhe importante. Não importa se a sua relação foi de 3 anos ou 3 dias, ter dividido intimidade com uma pessoa, já lhe dá uma importância na vida dela, portanto não a trate como um prato de comida que você pede para o garçom levar depois de ter se abastecido e juntado os talheres (me perdoem o trocadilho). O fato de você não querer mais, não está relacionado à ignorar e tratar mal o outro. Se o que houve foi bom, isso não impede de que uma amizade seja cultivada.

Palavras desnecessárias: algumas frases ficam muito lindas quando você pensa, mas isso falado e direcionado ao outro, pode ter um efeito devastador. Contenha-se e não fale o que nem de longe fará bem a quem estiver ouvindo. Exemplos: Espero que você encontre alguém legal, pois você merece ser feliz (Jura?? Fala sério!) / Acho que a gente pode ser amigo (Deixe isso apenas subentendido… não fale!) / O problema sou eu, não é você (Alguém ainda usa esse texto, gente? Interna!)

Respeito: isso é básico e comum a toda espécie humana, portanto não pode ser esquecido. Seja qual for a sua posição no jogo, no seu esquema tático não pode faltar respeito. É aquela história que repito sempre… não basta saber entrar na vida de uma pessoa, tem que saber sair, pois fatalmente é por esta última atitude que você será lembrado. Trate com respeito e mesmo que o outro tenha feito algo de ruim, não pague na mesma moeda.

 

É importante lembrar, que você não terá responsabilidade eterna pelo sofrimento da pessoa que ainda te ama ou precisará se penitenciar todos os dias por ter terminado. Depois de ter sido sincero e conduzido tudo com respeito, se o outro ainda reclamar, já não é problema seu!

 


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