Procura-se um coração

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Kelly Clarkson РBreakaway

 

Se alguém aí souber de um coração tão bobo quanto o meu, me avise.

Quero perguntar à ele se é só em mim que o amor quer criar raízes ou se existem outros terrenos férteis como o meu.

Vou perguntar se ele tamb√©m confia, se entrega, quer construir um ‚Äún√≥s‚ÄĚ ou se tudo isso n√£o passa de loucura do meu romantismo.

Preciso entender, se s√≥ eu acho que √© poss√≠vel viver um amor que seja capaz de trazer muito mais felicidade que ang√ļstia ou se isso √© utopia e apego.

Vou querer saber se a expectativa que nos faz sorrir mais fácil, precisa sempre resvalar em frustração ou se em algum momento ela será não só superada, mas correspondida.

Quero saber se √© normal querer algu√©m que me olhe de um jeito que seja s√≥ meu, que goste de rir de besteiras, falar coisas s√©rias e rid√≠culas, acordar no meio da noite e dizer ‚Äúeu te amo‚ÄĚ… e fazer todas as coisas clich√™s que a paix√£o nos permite.

Preciso saber se esse coração também acredita que é possível existir sinceridade nas palavras do outro ou se estaremos sempre nos decepcionando, relendo velhas mensagens e percebendo que tudo não passou de um engano.

Eu preciso achar um coração bobo como o meu!

Talvez ele consiga entender a vontade que tenho de cuidar, proteger e amar quem estiver ao meu lado.

Talvez ele não me critique por ter construído um muro de dificuldades, para evitar que pessoas superficiais se aproximassem de mim.

Talvez ele j√° tenha sofrido tanto quanto o meu e diga por onde devo ir ou o que fazer.

Talvez confirme que ficar sozinha é mais confortável que me decepcionar e enganar tantas vezes.

Ou talvez me diga que tenho que continuar tentando, arriscando, ainda que as vezes chorando.

Procura-se, desesperadamente, um coração tão bobo quanto o meu.

S√≥ ele vai poder me provar que n√£o sou uma insana portadora de ilus√Ķes, ali√°s desde quando amar sem se entregar, √© amar?

Preciso saber se posso seguir assim sem medo ou se estou sozinha em um mundo onde n√£o existem mais cora√ß√Ķes como o meu… bobos e cheios de amor.

 


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Ci√ļme nos olhos dos outros √© teoria, do outro lado √© agonia

Dia desses um leitor do blog, muito querido, me perguntou (e me pediu para escrever) sobre o que eu achava do ci√ļme. Confesso que depois de um bom tempo sem me permitir sentir ou pensar sobre isso, foi um pouco dif√≠cil come√ßar a expor as minhas considera√ß√Ķes sobre este sentimento que, por muito pouco, n√£o se tornou o oitavo pecado capital.

O ci√ļme √© doentio, aprisiona, incomoda e faz sofrer quem sente e quem √© v√≠tima, j√° diriam os defensores da liberdade.

O ci√ļme √© medo de perder, quem ama sempre sente e √© estranho quem diz n√£o sentir, defenderiam os mais passionais e v√≠timas constantes dele.

A questão se tornou tão séria e mal vista, que até os que sentem, começaram a disfarçar, sufocar, dizer que não sentem apenas para não serem vistos como seres à margem da sociedade.

√Č quase certo que na luta pelo preconceito ainda vamos encontrar, junto √†s placas de ‚Äúabaixo a homofobia‚ÄĚ, ‚Äúabaixo o racismo‚ÄĚ, a n√£o menos importante ‚Äúabaixo os ciumentos‚ÄĚ.

Existem graus nocivos de controle. Algumas pessoas n√£o dominam a ira, n√£o pensam duas vezes em brigar, expor e humilhar o parceiro, chamando de ci√ļme o que na minha opini√£o parece mais com falta de controle emocional ou psicol√≥gico, como queiram.

Esse tipo de rea√ß√£o comumente associada ao ci√ļme, √© deplor√°vel, sem sentido ou prop√≥sito e acredito que erra mais quem se submete e n√£o d√° um basta em rela√ß√Ķes constru√≠das nesse alicerce de grilh√Ķes e algemas.

Do outro lado da hist√≥ria, est√£o aqueles que cultivam o medo que vem junto com o amor… aquela sensa√ß√£o de inseguran√ßa √† menor amea√ßa de perder quem est√° ao seu lado.

O fato √© que √© dif√≠cil ou raro, n√£o sentir ‚Äúnada‚ÄĚ. Olhar quem voc√™ ama e achar normal se essa pessoa quiser sair sozinha sempre, passar dias longe e dar o mesmo tipo de carinho para voc√™ e v√°rias pessoas… sem distinguir ou mostrar que voc√™ √© mais especial.

Da mesma forma que nem sempre é bom ouvir ou sentir que o outro não se importa muito. Perceber que o parceiro lhe deixa solto demais, sem nenhuma preocupação.

Na real, o que acho mesmo, √© que sentir ci√ļmes √© p√©ssimo… ser v√≠tima de um ci√ļme excessivo √© p√©ssimo, ver que o outro n√£o se importa com voc√™, √© p√©ssimo e deixar de se importar tamb√©m √© p√©ssimo, pois √© sinal de que, talvez, o sentimento tenha acabado.

N√£o sei se √© um problema t√£o grande como pintam, o fato de sentir aquele ciuminho bobo, quando se est√° em um relacionamento. Desde que voc√™ n√£o seja prejudicado por ele, nem prejudique ningu√©m. Alguns at√© classificam o ci√ļme como term√īmetro. Se ainda sentem, gostam! Mas quando j√° n√£o se incomodam e ele nem aparece, √© sinal que acabou. N√£o concordo muito, mas respeito!

De qualquer forma, se chegar em um ponto que machuque ou tire o centro, a tranquilidade, aí não dá. A paz interior é impagável e nada que a ameace, valerá a pena, para nenhum dos lados.

 

 


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Terminamos o seu namoro em 30 segundos

Ontem, uma amiga me marcou no link de uma mat√©ria que falava de um site especializado em ‚Äúterminar relacionamentos‚ÄĚ, a partir de R$15,00. Existe mesmo. √Č um site americano, ent√£o se a pessoa que voc√™ quer terminar, n√£o souber ingl√™s, n√£o vai ajudar muito. Caso queiram conhecer, √© s√≥ clicar aqui.

Mas fiquei imaginando uma versão desse negócio, aqui no Brasil, na Bahia, em Salvador. Pior, na sua caixa de texto ou em uma ligação inesperada.

Imagine você que em uma sexta-feira a tarde, você está feliz pois vai encontrar a criatura e começar um final de semana a dois, quando de repente, não mais que de repente, o seu celular toca.

Cliente: Al√ī

Empresa: Boa tarde! √Č a senhora Maria?

Cliente: Sim. Quem fala?

Empresa: Aqui √© Oduvaldo da empresa ‚ÄúDeu ruim pra voc√™‚ÄĚ e quer√≠amos lhe encaminhar uma mensagem encomendada pelo seu namorado, que na verdade est√° deixando de ser neste exato momento.

Cliente: Como? O que? Isso é um trote?

Empresa: Não, senhora! Nós somos uma empresa séria. E a partir de agora, lhe falarei a mensagem, ok?

Cliente: T√° bom. Pode falar.

Empresa: Segue: ‚ÄúOi Mom√īzi‚ÄĚ

Cliente: Epa! Que intimidade é essa?

Empresa: Senhora, é que ele pediu para lhe chamar pelo apelido que ele usa.

Cliente: Ah t√°…

Empresa: Por favor, n√£o me interrompa mais: ‚ÄúMom√īzi, eu sei que voc√™ acha que t√° tudo bem entre n√≥s, mas na verdade, n√£o est√°. Eu t√ī super-hiper-mega nem a√≠ pra voc√™ e j√° engatei at√© uma pega√ß√£o com a colega do meu curso. Espero que voc√™ entenda esse meu momento e seja feliz. Beijo. Moz√£o.‚ÄĚ

Cliente: (em prantos) Eu n√£o posso acreditar que o Flavinho fez isso comigo.

Empresa: Senhora, eu pe√ßo que se acalme para anotar o n√ļmero do protocolo, caso queira ligar e pedir que esta mensagem seja falada, novamente.

Cliente: (continua em prantos) Tá. Tem alguma versão escrita pra você me mandar um print?

Empresa: Não! Ele optou pelo pacote simples. Ligação e mensagem escrita é mais caro.

Cliente: Miser√°vel, m√£o de vaca, insens√≠vel, filho de uma p…

Empresa: Senhora? N√£o gostaria de nos contratar para passarmos esta mensagem para ele?

Cliente: N√£oooo! Quero que ele v√° pro inferno… e voc√™ tamb√©m.

Empresa: Ok! A ‚ÄúDeu ruim pra voc√™‚ÄĚ agradece a sua aten√ß√£o e se coloca √† disposi√ß√£o para qualquer coisa que precisar… foras, retomadas, pedidos de desculpas e cart√£o C&A, caso ainda n√£o tenha. Boa noite e bom final de semana.

 

Minha gente, a situa√ß√£o √© cr√≠tica! √Č claro que devem existir vers√Ķes carinhosas e clich√™s usadas pelo site, mas isso n√£o melhora o absurdo que √© um tipo de servi√ßo como este, na minha opini√£o.

Quem não tem coragem de se expressar, de falar o que sente em nenhuma das etapas do relacionamento, deve achar esse negócio, o máximo.

Quanto a n√≥s, que ainda acreditamos na sinceridade e respeito, continuemos da maneira tradicional mesmo… aquela de terminar olhando no olho, sabe? F√°cil n√£o √©, mas √© muito mais nobre.

 

 


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Só as vezes

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Boyce Avenue РFind Me

 

As vezes eu acho que o teu olhar quando cruza com o meu, √© diferente… especial.

Mas só as vezes.

Eu tento não olhar muito pra tua boca enquanto você fala, porque as vezes parece que ela também tem a mesma vontade que a minha.

Mas só as vezes.

Sempre que você chega mais perto para mostrar ou olhar alguma coisa que tenho nas mãos, acho que as vezes é só pra encostar a tua pele na minha.

Mas só as vezes.

Todo o tempo que conversamos e emendamos um assunto no outro para que as nossas palavras n√£o cessem, parece que √© s√≥ para n√£o chegar a hora de dizer ‚Äút√ī indo‚ÄĚ.

Mas só as vezes.

Eu queria n√£o achar o teu rosto t√£o lindo, o teu jeito t√£o doce, o teu sorriso t√£o, deliciosamente, desconcertante… e as vezes parece que n√£o posso lutar contra isso.

Mas só as vezes.

De todas as coisas que te ouço dizer o tempo todo, onde nada tem a ver com a gente, onde nada me interessa ou importa muito, as vezes você diz alguma frase boba que parece ser pra mim e é tão bom!

Mas só as vezes.

Não há nenhuma insinuação, não há nenhuma possibilidade, não há nenhuma chance, só que as vezes parece que tem.

Mas só as vezes.

Eu sou cheia de certezas incontestáveis e nunca deixo que elas caiam por terra, embora as vezes você me faça esquecer muitas delas.

Mas só as vezes.

Penso que preciso me afastar e n√£o alimentar essas expectativas bobas que fazem o nosso dia ficar mais bonito, porque isso as vezes parece infantil e inconsequente.

Mas só as vezes.

As vezes eu quero que aconteça, as vezes eu quero que a minha boca nunca conheça o gosto da tua, as vezes eu quero gritar que te quero e noutras me calar pra sempre.

Mas só as vezes.

Eu costumo confiar no fluxo da vida, nos caminhos que o destino traça e sei que tudo tem seu tempo.

Então é isso.

Entre n√≥s, o que tiver que ser ser√°… mas as vezes eu queria tanto que fosse!

As vezes eu quero você sempre e sempre quero muitas vezes.

 

 


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Tipos de namoro

Se voc√™ tem aquele famoso rolo com algu√©m e n√£o sabe se √© namoro, amizade ou descara√ß√£o, agora o STJ te ajuda a definir isso… ou acabar de vez.

Hoje, no Jornal da Manh√£, o juiz Pablo Stolze, falou sobre a conhecida uni√£o est√°vel, que √© aquela em que h√° uma conviv√™ncia p√ļblica, cont√≠nua e duradoura, onde o casal, morando junto ou separado, divide bens e patrim√īnios, ainda que que n√£o tenha filhos.

Segure essa agora… o STJ resolveu definir como namoro qualificado, aquele relacionamento s√©rio, com planos para o futuro, mas que o casal ainda n√£o vive junto. Pois √©, de alguma forma, esta condi√ß√£o j√° pode ser considerada um compromisso.

Particularmente, eu acho que o STJ poderia classificar tamb√©m duas outras situa√ß√Ķes existentes que me incomodam muito e acho mais… acho que deveria atribuir alguma multa ou castigo para essas causas que nem Santo Antonio d√° jeito. S√£o elas:

Uni√£o inst√°vel: √© aquela que o rolo j√° dura uns dois anos e meio, existem altos e baixos… mais baixos que altos e ningu√©m diz a que veio. O cara some, sacaneia. A mulher perdoa e aceita de volta (o contr√°rio tamb√©m pode acontecer) e a√≠ n√£o se sai dessa esculhamba√ß√£o. As vezes uma rela√ß√£o dessa leva uns 10 anos e nem por isso h√° algum v√≠nculo, ent√£o entendam que o fator ‚Äútempo‚ÄĚ, n√£o caracteriza nada.

Namoro desqualificado: √© aquele que os dois pousam de casalzinho oficial, mas o cara come metade da cidade, a menina no fundo sabe de tudo, mas faz vista grossa para n√£o perder o bofe. Afinal, mais vale entrar de noiva na igreja para mostrar azamiga que conseguiu, do que se importar com uma meia d√ļzia de casos que o futuro marido tenha. (o contr√°rio tamb√©m pode acontecer).

No fim das contas, o STJ tá complicando pro lado das solteiras. Se os homens já não ligam no dia seguinte para não parecer compromisso, imagina se vão arriscar entrar em relacionamentos que já tem até registro em cartório?

Dif√≠cil, mores! Dif√≠cil…

 

Crédito: ilustração encontrada sem o crédito, se alguém souber, me avisa!

 


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N√£o sobrou nada

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Coldplay РThe Scientist

 

De tudo o que fomos, n√£o sobrou nada.

A história de amor épica e digna de um Oscar, terminou como um filminho ruim de algum cineasta frustrado e sem criatividade.

Terminou sem esperar e sem sentido, como se faltassem parágrafos de um capítulo que explicaria este fim sem graça e mal escrito.

Faltou tanta coisa!

Faltou o amor que nos juramos, os sorrisos, gestos e códigos que eram só nossos.

Faltou você de verdade, pois ali na minha frente, era um completo desconhecido.

Não sobrou nada. Nem o que havia de mais secreto na minha alma, pois até isso eu te dei.

Faltou uma m√ļsica que marcasse aquele momento, como havia em todos os outros que passamos juntos.

N√£o sobrou nada. Parece que tudo o que foi dito, n√£o tinha real import√Ęncia, afinal um amor n√£o acaba assim. Sempre sobra alguma coisa.

Nos apaixonamos quase no mesmo instante em que nos vimos.

As nossas noites perfeitas e as nossas conversas mal feitas que começavam, mas nunca terminavam.

O encaixe dos nossos corpos, como se tivessem sido feitos um para o outro.

Os nossos gemidos, gritos, gozos, suspiros, sussurros e silêncio.

As nossas risadas, o humor na hora certa e as ironias divertidas.

N√£o sobrou nada…

Nem as repostas que eu queria, nem as perguntas que você não fez e nem a nossa mania de dizer menos do que deveríamos.

N√£o sobrou nada.

Talvez seja leviano dizer que de tudo que vivemos n√£o sobrou nada.

Mas é que sem o beijo, o cheiro, a presença consentida, a ausência sentida, sem as nossas pernas se cruzando, sem as nossas línguas sedentas um do outro, sem o teu abraço que tantas vezes protegeu o meu sono, não há mais nada.

A √ļnica coisa que voc√™ deixou, foi saudade.

O resto… n√£o sobrou nada.

 


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Eu quero fazer planos

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: DRU HILL РTHE LOVE WE HAD

 

Para! Encosta o carro agora e desliga esse GPS que nunca nos levou a lugar nenhum. Preciso falar com voc√™… me livrar do que est√° atravessado na minha garganta e tem que ser j√°, antes que eu me afogue em palavras n√£o ditas.

Nem adianta perguntar se eu n√£o posso esperar chegar no seu apartamento, porque n√£o… eu n√£o posso. Se n√£o falar agora, vou perder a coragem como j√° perdi tantas outras vezes.

Obrigada por ter parado! Prometo que n√£o vou me estender muito. S√≥ quero dizer que adorei o nosso jantar, como tenho adorado todo esse tempo que temos passado juntos… na verdade nem t√£o juntos assim. Nos encontramos em dias seguidos, a√≠ nos separamos por duas ou tr√™s semanas, a√≠ depois nos reencontramos e ficamos mais outras semanas colados um no outro e nessa brincadeira, o tempo de conviv√™ncia vai aumentando e o meu sentimento tamb√©m.

Acho massa esse papo, que voc√™ insiste em retomar, de que adora estar comigo, que somos ‚Äúleves‚ÄĚ, que temos uma sintonia incr√≠vel e que √© bacana deixar as coisas rolarem sem fazer planos… √© bem legal esse texto mesmo.

Fica lindo quando você fala porque qualquer coisa que você fala, fica linda saindo desses teus lábios vermelhinhos.

Mas olha… o que eu preciso te dizer √© que eu n√£o quero n√£o fazer planos com voc√™. Eu quero fazer, sim! Eu quero poder programar o pr√≥ximo final de semana, de ir com voc√™ nos anivers√°rios dos meus amigos e at√© viajar nas f√©rias de julho.

Estou farta de rela√ß√Ķes casuais de conveni√™ncia e com voc√™ isso nunca daria certo, pois a brincadeira do ‚Äúpegue e n√£o se apegue‚ÄĚ acabou pra mim na hora que me apaixonei… e isso j√° faz tempo.

N√£o quero mais disfar√ßar ou fingir que sou o tipo descolada que fica bem quando voc√™ vai embora. Porra nenhuma! Eu fico p√©ssima, na merda, atolada em uma saudade que me toma a respira√ß√£o. Quando voc√™ reaparece e liga, eu n√£o quero dizer ‚ÄúE a√≠? Quando nos vemos?‚ÄĚ eu quero dizer ‚ÄúE a√≠? Quando n√£o vamos mais nos separar?‚ÄĚ. Desculpa, mas se nesse jogo tem¬†fair play, aceite o que eu sinto tamb√©m.

Eu quero fazer os melhores e maiores planos com você. Não quero ser a garota que quando sai da tua casa, sai também da tua vida. Eu quero você fazendo parte de mim e eu sendo parte de você.

N√£o quero ser sua cara metade, quero ser sua inteira… sempre! E aos discursos modernos e pragm√°ticos defendendo que acabou o compromisso nas rela√ß√Ķes, o meu mais sincero foda-se. Teorias assim s√≥ podem ter sido criadas por quem nunca amou.

Eu não sei o que você quer, de fato, mas do que eu quero, tenho certeza. Sou assim, decidida e intensa. Não dava mais para levar a situação como se ela não me incomodasse.

Sendo bem sincera, n√£o importa se voc√™ agora sumir por medo de encarar os meus sentimentos. Falar tudo isso, j√° me deu coragem suficiente para seguir… com ou sem voc√™.

Era isso o que eu tinha pra falar. Vou ficar aqui nessa rua e você segue com as minhas palavras. Saio do seu carro agora, mas da sua vida só saio se você quiser.

Amanhã eu quero acordar fazendo planos de ser feliz. Só preciso saber se você estará neles ou não. Então pensa e me diz se continuo te amando ou viro a página, te esqueço e começo um novo capítulo.

 


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A história de amor de Mila e Vicente

‚ÄúTudo come√ßou h√° um tempo atr√°s, na ilha do sol…‚ÄĚ

Mas antes de come√ßar, Mila estava cansada de relacionamentos fracos, vazios e que n√£o chegavam a lugar algum. Mila tentava… se doava, investia, chegou at√© a se casar, mas voltava sempre ao ponto zero.

Ent√£o decidiu que n√£o queria mais amar. Ah! Que coisa trabalhosa esse sentimentozinho que deixa a gente frustrado, ocupa o cora√ß√£o, tira o foco e ainda faz sofrer! N√£o… ela n√£o queria mais.

Bastava algum cara com olhar mais interessado aparecer e perguntar o nome dela, que Mila se mandava e deixava o mo√ßo l√° falando sozinho. √Č, Mila pegava ar… menina decidida! Essa coisa de amar era para os fracos.

Passou um tempo at√© sem sair para as baladas, para n√£o ser paquerada e evitar chatea√ß√Ķes. Brigou com o cupido. Mandou a criatura ir embora de perto dela. Pegou uma malinha, enfiou os paninhos dele e despachou pra cantar em outra freguesia… nada de flechas atravessando o seu cora√ß√£o. Brincadeira mais sem gra√ßa essa.

E Mila se sentia livre… sem querer ningu√©m, sem esperar ningu√©m. Apenas vivendo o seu momento e cuidando do seu jardim.

Mas talvez, l√° no fundo, n√£o √© que ela n√£o quisesse mais amar. Talvez ela s√≥ quisesse um amor diferente. Aquele amor que trouxesse a paz que um cora√ß√£o partido tanto precisa, que causasse mais alegrias que dissabores… que fosse temporal, mas tamb√©m calmaria. S√≥ que Mila n√£o estava mais disposta a ficar procurando. E seguia…

Até que um dia, o cupido (que disse ter ido embora, mas não foi) saiu de casa, botou a cara no sol e seguiu Mila, sem que ela percebesse.

Era casamento do irm√£o dela. A cerim√īnia em uma praia, pedia que todos os convidados fossem de branco, no clima que um fim de tarde naquele lugar pedia. Mila era uma das madrinhas e entraria junto com todas as outras meninas, acompanhando a noiva. Enquanto os padrinhos, entrariam acompanhando o noivo.

Mas eis que de repente, decidiram que os padrinhos entrariam em casais e n√£o mais as mulheres separadas dos homens. Mila conhecia todo mundo, exceto dois amigos do irm√£o que ela nunca havia visto antes e foi justamente um deles, que o cupido… ops… digo, a cerimonialista, decidiu que entraria com Mila.

Estavam todos se posicionando para caminhar até o altar, mas o acompanhante de Mila, por algum motivo, não chegava até ela. As pessoas começaram a gritar o nome do rapaz, mas ele não respondia.

Foi quando Mila resolveu gritar também, fazendo a sua doce voz chegar aos ouvidos dele.

 

Mila: Vicenteee!!!!

Vicente: Aqui… (e foi se aproximando dela)

Mila: Vai me deixar esperando aqui sozinha?

Vicente: Não! Você nunca mais vai ter que esperar!

 

(não sei vocês, mas eu e o cupido choramos ao ler isso)

Depois da cerim√īnia, os dois conversaram, se olharam e parecia que todos os convidados da festa (e o cupido) torciam para que eles ficassem juntos. Foi nessa energia m√°gica, que os dois deram o primeiro beijo.

E n√£o se separaram mais… casaram e at√© j√° completaram bodas de papel. S√£o almas que, g√™meas ou n√£o, precisavam se encontrar.

Estava no destino deles e mesmo Mila achando que n√£o queria mais amar, o amor provou pra ela que pode ser muito mais forte quando precisa chegar. Ela soube abrir o cora√ß√£o para este sentimento e Vicente cumpriu o que prometeu… nunca mais deixou Mila esperando.

Senhoras e senhores, por mais que os cora√ß√Ķes estejam cansados de esperar, procurar ou sofrer, √© certo que uma hora o amor chega. E, invariavelmente, chega quando menos se espera. Mila e Vicente mostraram isso para todos n√≥s.

Eles n√£o tem uma m√ļsica em especial, mas eu escolhi essa abaixo (depois da foto deles) para fechar o post, pois acho que eles encontraram, exatamente, o que a m√ļsica diz.

Achei essa história linda!

Vicente e Mila no momento em que se viram pela primeira vez

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5 vezes que você achou que era amor, mas era só cilada

Nem sempre se termina um relacionamento com todas as certezas necess√°rias. Vez ou outra fica aquela duvidazinha pairando e te fazendo pensar se tomou a decis√£o certa.

O fato √© que depois de um t√©rmino recente, muitas situa√ß√Ķes aparecem para colocar √† prova o seu sentimento e quase sempre confundir as emo√ß√Ķes. Listo aqui alguns desses momentos que podem fazer voc√™ querer voltar atr√°s… mas vai com calma!

1. Voc√™ acordou e parece que tudo come√ßou a dar errado. O despertador n√£o tocou, n√£o deu tempo de tomar caf√© e o chuveiro queimou. Achando pouco, enquanto a √°gua gelada cai nas suas costas, voc√™ come√ßa a pensar no ex… lembra que se ainda estivessem juntos, ele teria consertado o chuveiro e preparado o seu shake para adiantar. Ent√£o chora e sofre concluindo que fez uma grande besteira terminando e at√© pensa em mandar uma mensagem dizendo que se arrependeu, mas quando chega em casa no final do dia e v√™ que o zelador foi ajeitar o chuveiro e o seu banho ficou quentinho, nem lembra mais que estava em depr√™. Ou seja… era s√≥ de um encanador que voc√™ precisava.

2. Todas as noites voc√™ chora por n√£o receber mais as mensagens de boa noite que ele enviava. Acha que n√£o existe dor maior que aquela. Mas na √ļltima sexta, voc√™ foi apresentada √† um carinha que, muito interessado, come√ßou a enviar umas mensagens fofas e criativas durante o dia inteiro. A√≠ voc√™ vai pra cama sorrindo com o √ļltimo √°udio que ele mandou te chamando de linda e… epa! N√£o era voc√™ que andava molhando o travesseiro? Ah t√°! Era s√≥ car√™ncia.

3. No dia do t√©rmino voc√™ se sentiu aliviada! Se livrou dos 82kg que ele pesava e que parecia estar colado nas suas costas. Mas eis que algumas semanas depois, voc√™ encontra o mo√ßo com uma fulana em um bar e desmonta inteira ali mesmo. Pede para a amiga tirar voc√™ de perto daquela cena, o mais r√°pido poss√≠vel e vai pra casa se afogar em uma garrafa de vodka. Fica desesperada com a possibilidade de ser uma poss√≠vel namorada e come√ßa a mandar mensagem para o rapaz dizendo que se arrependeu e que ainda gosta dele. O fofo, que ainda morre de amores por voc√™, vai correndo ao seu encontro e diz que aquela mulher era uma amiga l√©sbica e que aceita retomar o namoro. Ent√£o voc√™ para, pensa e diz que se enganou e que n√£o quer voltar. Miga, n√£o faz isso que √© feio. Essa hist√≥ria de ‚Äún√£o quero pra mim e n√£o quero com ningu√©m‚ÄĚ, √© ego√≠sta demais. Deixa o rapaz ser feliz.

4. N√£o rolou nenhum convite para fazer nada no final de semana. O cara que voc√™ conheceu na √ļltima quarta – e se empolgou toda – nem deu sinal de vida. Mas ao inv√©s de fazer qualquer outra coisa, voc√™ prefere lembrar do ex e que, se ainda estivessem juntos, estariam grudadinhos no sof√° nessa noite chuvosa e que ele sim, era um homem bacana e que n√£o te magoava, que nunca deixou de ligar, que sempre te tratou como uma rainha e… no meio desse devaneio de sofr√™ncia, chega um whatsapp do boy da quarta-feira chamando para tomar um vinho. Voc√™ corre com tanta empolga√ß√£o para se arrumar que esquece de terminar de sofrer pelo ex.

5. Voc√™ anda se dando t√£o mal nas √ļltimas paqueras que vive evocando o ex, como se ele fosse uma entidade. Repete v√°rias vezes para as amigas, para a fam√≠lia e at√© para o porteiro, que ningu√©m no mundo nunca vai te amar como o ex te amava. Que s√≥ ele era capaz de aceitar os seus defeitos e te amar incondicionalmente e que foi burra por ter terminado. Com esse pensamento, a √ļnica coisa que voc√™ pretende, √© justificar os foras que tem levado, pois no fundo sabe que n√£o quer mais o ex.

E nessas confus√Ķes sentimentais, voc√™ vai acreditando que √© amor, quando na verdade √© s√≥ o destino testando o que voc√™, realmente, sente.

Tem gente que termina, mas quer a alma do outro sempre ligada à sua. Tem gente que acumula coisas, já outros gostam de acumular pessoas.

N√£o amam mais, n√£o querem estar junto, mas confundem rotina e afinidade com amor.

N√£o, n√£o √© amor… √© uma cilada!

 

 


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Sobre o teu beijo

Se você quiser, leia ouvindo: Kiss me

 

Se eu pudesse te beijar hoje, começaria com um abraço, para o teu coração ficar bem perto do meu.

Beijaria tua nuca, enquanto o teu perfume invadiria os meus sentidos.
Depois eu passaria um tempo que n√£o se conta, sentindo a tua barba e brincando de morder o teu queixo.

Só então encostaria os meus lábios nos teus.

Se eu pudesse te beijar hoje, seria diferente de todas as outras vezes.
Seria melhor, seria mais forte, seria desejo, amor e saudade.

Se eu pudesse te beijar hoje, abriria m√£o de alguns sonhos, de perder 3kgs… e trocaria horas e horas em qualquer outro lugar do mundo, por esses poucos minutos.

Se eu pudesse te beijar hoje, aproveitaria esses minutos em teus bra√ßos para esquecer toda a dist√Ęncia que nos separou e todas as noites que chorei desejando esse mesmo beijo.

Se eu pudesse te beijar hoje, antes iria sussurrar no teu ouvido contando o quanto quis fazer isso em todo o tempo que não tive você.

Se eu pudesse te beijar hoje, desmarcaria qualquer compromisso, recusaria qualquer proposta por mais atraente que fosse e fecharia o acordo de n√£o me desgrudar do teu corpo.

Se eu pudesse te beijar hoje, perguntaria se voc√™ sentiu falta de mim da mesma forma que senti de voc√™… todos os dias.

Se eu pudesse te beijar hoje, esqueceria o mundo inteiro.

Eu s√≥ pediria ao tempo, como jamais pedi qualquer outra vez, que ele tivesse mais paci√™ncia em passar, que ao se aproximar de n√≥s, ele viesse em slow motion… que ficasse parado, congelado.

Se eu pudesse te beijar hoje, a √ļnica coisa que eu queria √© que n√£o tivesse hora pra acabar.
Se eu pudesse te beijar hoje, felicidade teria nome e se chamaria “tua boca”.

Se eu pudesse te beijar.
Hoje.
Em qualquer tempo.
Em qualquer lugar.
Beijaria com todas as velhas saudades e cheia de novos desejos.

 


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