Como explicar?

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Ed Sheeran

 

Como explicar que sonhei com voc√™ essa noite e que ao sair de casa, pela manh√£, liguei o r√°dio em qualquer FM e a primeira m√ļsica que ouvi foi aquela que me lembra voc√™?

Como explicar essa falta de tudo que não tivemos, essa necessidade de querer falar com você todos os dias?

Como explicar se não posso falar? Como gritar se ninguém pode ouvir o que tem aqui nesse coração irresponsável?

Como explicar ter milhares de pessoas no mundo e eu me apaixonar pela mais complicada, por aquela que n√£o h√° a menor possibilidade ou chance de estar ao meu lado?

Como explicar que algu√©m √© o meu n√ļmero, que foi feito pra mim, mas n√£o est√° nos meus bra√ßos?

Como explicar que tento esquecer, tento n√£o pensar, tento n√£o querer, mas a nossa m√ļsica n√£o deixa? Como agora quando ela toca enquanto te desenho na mente e escrevo tudo isso.

Como explicar que você foi feito pra mim, mas trocaram os endereços e outra pessoa pegou o pacote? Como desfazer esse mal entendido e te ver, finalmente, entrando pela minha porta?

Como explicar eu olhar tantas vezes para essa foto que temos juntos e em todas elas pensar em formas diferentes de te dizer “eu te amo”?

Como explicar tanta saudade? Como?

 


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Se eu pudesse me dar um conselho

Se eu pudesse voltar no tempo e me dar alguns conselhos, muita coisa poderia ser diferente. Tantas burradas seriam evitadas, muitas pessoas nem se aproximariam e outras eu teria guardado pra sempre.

Eu me diria, principalmente, para continuar com a mesma ingenuidade de acreditar no ser humano. Juro. Eu me daria esse conselho que n√£o serve pra muita coisa, mas √© que quando voc√™ come√ßa a perceber a maldade dos cora√ß√Ķes que te pisam e magoam, fica tudo t√£o cinza. Se deixar que isso nos contamine, nunca mais vamos acreditar em ningu√©m. Ent√£o eu me aconselharia a continuar tentando.

Certamente me jogaria alguns baldes de √°gua fria ou me daria belisc√Ķes para acordar todas vezes que fosse cair no mesmo erro. Talvez me xingasse de tonta, maluca ou coisas piores. Mas tamb√©m estaria pronta para me estender a m√£o nos momentos em que a dor fosse muito forte.

O principal conselho que me daria, seria para n√£o acreditar no que pessoas negativas tem a dizer. Aqueles ditos ‚Äúamigos‚ÄĚ que tem sempre um problema para as minhas solu√ß√Ķes, aqueles homens que cruzaram o meu destino sem nada acrescentar e insistiam em me colocar pra baixo e me tratar com descaso. Ah, esse conselho seria precioso pois me pouparia tantas tristezas e arranh√Ķes na autoestima.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu me olharia nos olhos e diria: vai ser difícil encontrar alguém bacana, mas não aceite qualquer coisa apenas para suprir carências. Não se encante com palavras falsas em voz de veludo.

Eu me pegaria pela m√£o e mostraria quanto tempo perdi tentando agradar e fazer feliz quem jamais se importou comigo.

Seria um papo muito interessante. A minha vers√£o do passado t√£o boba e rom√Ęntica, com a minha vers√£o atual quase nada boba e ainda rom√Ęntica.

Por fim, me diria que mesmo quebrando a cara muitas vezes, me decepcionando ou sofrendo, o meu coração continua disposto a amar e não se tornou uma parede impenetrável.

As pessoas só te transformam, para o bem ou para o mal, se você deixar. E eu só absorvi as coisas boas. Cicatrizes a gente sempre tem algumas, mas elas servem apenas para ajudar construir a sua história e não para serem o ponto principal.

Mas se eu pudesse voltar no tempo e me dar tantos conselhos, que gra√ßa teria evitar sorrisos, paix√Ķes, arrepios, emo√ß√Ķes… mesmo que depois algumas l√°grimas tenham rolado?

Que graça teria um mundo previsível? A gente entra no jogo do amor pra ganhar, mas as vezes perder também é um bom caminho.

Ainda bem que conselho só se dá à quem pede. Definitivamente, jamais me pediria algum.

 


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Só sei que sinto

Se voc√™ quiser pode ler o texto ouvindo:¬†James Morrison – Please Don’t Stop The Rain

 

Não é desespero para ter alguém, é só uma vontade grande, imensa, que quase não cabe em mim, de viver um amor leve, recíproco, daqueles que faz a gente fechar os olhos só de lembrar o rosto da pessoa.

Essa vontade é tão forte que parece até uma certeza. Quando ando nas ruas, quando ouço Chico, quando vejo uma cena de amor em algum filme que emociona. Tudo me faz sentir a saudade desconhecida de quem eu espero chegar.

√Č incr√≠vel como parece t√£o certo e t√£o incerto.

Sinto como se esse amor estivesse pronto pra mim e ao mesmo tempo não faço a menor ideia de onde ele esteja. Será que já conheço ou será que nunca vi?

O coração quer ter calma e esperar a hora certa, mas há uma urgência em pegar a felicidade pela mão e sair por aí vivendo tudo que ainda não sentimos.

√Č como se eu j√° tivesse ido aos lugares certos, mas sem a pessoa certa.

√Č como se aquela montanha no meio do mato fosse ganhar outro cheiro e outras cores, com esse amor do meu lado.

√Č como se eu j√° estivesse com as malas prontas, s√≥ esperando ele cruzar o port√£o do embarque… E que ele, depois de ter corrido como um louco por outros caminhos, desviado de obst√°culos, dores e perdas, vai chegar ofegante at√© a mim e em um √ļnico abra√ßo sentiremos que era isso que faltava.

Quando o tempo fecha eu penso que a chuva talvez o traga, quando o vento √© forte eu penso ser um pren√ļncio da sua chegada, quando o sol nasce bem forte e me envolve, imagino que √© para me mostrar como ser√° a presen√ßa dele. Cheia de luz.

Não sei explicar, só sei que sinto esse amor como se ele estivesse pronto para germinar, crescer, voar, somar. Não me pergunte como, quando e onde, só sei que sinto.

 


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Expectativa: mocinha ou vil√£?

Oi gente!

Para quem perdeu a live de hoje, segue o vídeo do nosso bate papo.

Todas as quartas, eu entro ao vivo l√° na reda√ß√£o do iBahia para falar sobre algum assunto relacionado a paquera. O tema hoje foi “Expectativas”. Ser√° que elas s√£o t√£o ruins assim? Ou ser√° que n√≥s √© que queremos sempre ser atendidos nos nossos desejos? Assista e mande a sua opini√£o tamb√©m.

A participação linda e especial é de Rafael Sena.

Beijos

 


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Dicionariando

RESPIRAR: Aquilo que a gente faz para encontrar respostas teoricamente ‚Äúcertas‚ÄĚ, para o que se queria responder com o cora√ß√£o, mas o outro pode se ofender.

RESPEITO: Aquilo que as pessoas exigem, mas nem sempre s√£o capazes de devolver.

ATENÇÃO: Aquilo que muitos cobram, mas não se dão ao trabalho de ouvir, entender o que acontece na sua vida ou se importar com ela.

PACIÊNCIA: Aquilo que se espera de você para suportar brincadeiras de mau gosto, respostas frias, descaso, mas que quase ninguém está disposto a ter quando você não está nos seus melhores dias.

SEUS ERROS, DEFEITOS E VACILOS: Aquilo que as pessoas jamais comentam na sua frente, mas perdem horas falando para terceiros.

IRONIA: Aquilo que as pessoas usam achando que você é burro o suficiente para não entender, mas na real elas que não são inteligentes o suficiente para saber usar.

CANSA√áO: Aquilo que chega quando voc√™ esgota toda a cota de boa vontade para lidar com situa√ß√Ķes pequenas e ego√≠stas.

TEMPO: Aquilo que é precioso demais para ser desperdiçado com quem deixa te amar porque queria que você fosse perfeito.

 


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O que eu achava do amor

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Love is Not A Fight

 

Eu achei que o amor fosse uma mistura de muita coisa. Que seria legal estar com alguém inteligente, mas que também seria possível rir de besteiras e falar merda depois de um dia estressante.

Pensei que estar sempre junto do outro fosse muito bom, mas que os períodos de recuo também fossem essenciais para nutrir a nossa essência.

Imaginei que amar era ver além do corpo, era desejar mais o que o outro é, do que o que ele tem.

Sonhei que amores precisavam ser amigos antes de mais nada, que admira√ß√£o precisava ser m√ļtua e essencial.

Achei também que confiança fosse condição sem a qual não se construísse uma relação e que mentiras não fizessem parte de uma convivência entre quem se ama.

Na minha imaginação, cuidado e atenção seguiriam por todo o tempo, até mesmo quando não existisse mais sentimento.

Na forma que eu imaginava o amor, pedir desculpas não era tão difícil quanto pisar em um prego.

Achei que amar era escrever bilhetinhos, andar de m√£os dadas, correr na praia, comer pipoca vendo filme, guerra de travesseiros, tomar banho juntos, dormir agarradinho nos primeiros cinco minutos, dividir alegrias, problemas, estar focado na rela√ß√£o e n√£o levantando hip√≥teses de como seria voltar a ser solteiro, achei que amor era paz, porto seguro, m√ļsica, tes√£o, sexo a qualquer hora, ter no fim do dia aquele abra√ßo que voc√™ desejou o dia todo, viajar pra maior cidade do mundo ou para o meio do mato, sentir falta, sentir raiva mas s√≥ um pouquinho, poder contar tudo, mas tamb√©m ter segredinhos do bem, poder falar pelos cotovelos, mas tamb√©m ser respeitado quando calar. Eu pensei que amar fosse tanto, fosse tudo.

Sim, talvez seja uma vis√£o rom√Ęntica e iludida, mas em minha defesa, √© assim que eu sei amar, por isso achei que fosse regra.

E se voc√™ tamb√©m pensa tudo isso sobre o amor, pode estar se perguntando porque acho que estou errada. √Č que eu n√£o consigo mais enxergar essa cumplicidade no olhar das pessoas. A impress√£o que tenho √© que quase ningu√©m quer viver esses momentos e que o amor perdeu espa√ßo para a superficialidade.

Vai ser difícil deixar de acreditar em tudo o que o amor representa pra mim, mas o fato é que estou em uma das fases mais confusas que já vivi.

De um lado querendo me poupar das mesmas conhecidas decep√ß√Ķes.

Mas do outro, me sentindo completamente pronta para amar, como nunca estive antes.

Que o destino se encarregue, pois.

 

 


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Acabou a brincadeira

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Amy Winehouse

 

Dei agora de falar tudo na cara, sem filtro, sem pudor e as vezes sem noção. Passei muito tempo escondendo palavras de você, como quem guarda um cadáver no armário, por medo de que frases duras te afastassem de mim.

Parece até doença, mas era amor. Era amor mesmo antes de ser. Eu não sabia que era, mas você descobriu rapidinho e então se aproveitou da minha maneira letárgica de te esperar sempre, foi aí que me transformei no seu brinquedinho.

Aquele que ficava lá jogado na caixa e vez ou outra você se lembrava, pegava para brincar e depois jogava no assoalho. Cada descarte era uma porrada e em cada tombo, eu desmontava.

Depois de um tempo você voltava com aquele jeito chicobuarqueano de seduzir, me catava do chão, remontava as peças e eu, deixando a sanidade para trás, me aninhava em suas mãos.

√Č rid√≠culo, concordo. Mas quem nunca?

Sabe, eu poderia enumerar uma lista imensa de raz√Ķes que me fizeram te amar, mas dessa lista, acho que s√≥ lhe pertenciam de verdade, uns dois itens, todo o resto fui eu quem inventei. Eu te queria tanto que consegui transferir para o ser vazio que voc√™ √©, tudo o que eu sonhava encontrar em um grande amor.

Claro, você não tem culpa. Mas sempre se aproveitou muito bem desse meu amor cego e marginal.

N√£o posso dizer que te odeio e isso n√£o √© por gentileza, aprendi a rotular os sentimentos como eles, realmente, s√£o. Acontece que n√£o √© √≥dio mesmo, n√£o √© descaso, n√£o √© desprezo, n√£o √© m√°goa. √Č apenas… nada.

A cada vez que você atirava o brinquedinho, um pedacinho se partia. Tão pequeno que nem dava para perceber. As arestas começaram a quebrar e o que dava forma se perdeu. Até que um dia você não encontrou mais a mesma.

Uma hora a gente acorda e expulsa a estupidez. Cansei de estar a sua espreita.

Pode parecer pejorativo me colocar no papel de um ‚Äúbrinquedinho‚ÄĚ, mas √© que para mentes infantis como a sua, talvez seja mais f√°cil entender atrav√©s dessa analogia.

Em outras palavras, acabou a brincadeira.

 

 


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Eu não sou quem você está procurando

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Everything Has Changed

 

Achei bacana aquele jeito de voc√™ se aproximar, co√ßando a barba e falando alguma besteira que me fez sorrir. Tamb√©m achei legal voc√™ ter me elogiado daquela maneira diferente falando da minha nuca, pouco usual em um planeta que cultua bundas, peitos e padr√Ķes est√©ticos estabelecidos.

Seu papo √© inteligente e divertido, eu ficaria muito mais tempo naquela noite se n√£o estivesse ansiosa para ir pra casa e acabar de ler o √ļltimo cap√≠tulo de Persuas√£o, da Jane Austen. Tudo bem que √© a terceira vez que leio e talvez tenha sido um pretexto para ir embora.

Mas ao sair dali sem levar as suas investidas adiante, o que quis dizer foi: eu n√£o sou quem voc√™ est√° procurando. Pode parecer grosseiro, mas √© apenas a forma mais direta de esclarecer. √Č que n√£o sou mais eu, entende? Eu explico. Na verdade n√£o sou mais aquela que se encantava com qualquer cara bonito que mostrasse interesse. Eu agora sou outra bem melhor, uma vers√£o mais interessante pra mim e n√£o para os outros.

Achei fofo voc√™ me pedir uma chance, mas volto a dizer: n√£o sou quem voc√™ est√° procurando. N√£o quero mensagens, chamegos, m√ļsica. N√£o quero. Tudo isso vai durar at√© voc√™ me levar pra cama algumas vezes e depois os nossos encontros v√£o se dissipar como bola de sab√£o no vento.

Depois que a palavra ‚Äúnamoro‚ÄĚ perdeu o emprego, ningu√©m mais leva nada a s√©rio. Eu at√© gosto e fa√ßo alguns freelas, vez ou outra, mas nem sempre o cora√ß√£o entende que √© tempor√°rio e fica l√° achando que pode haver alguma estabilidade.

Ent√£o ouve o meu conselho e pula fora porque n√£o sou MESMO quem voc√™ est√° procurando. N√£o quero mais ningu√©m acordando e catando rel√≥gio e camiseta embaixo da cama, indo embora sem que eu saiba que dia volta. At√© comprei em um banco de frases feitas o lema ‚Äún√£o-quero-mais-amar-sozinha‚ÄĚ. Esse √© o meu problema, entende? Eu me apaixono, eu amo. Se tem uma coisa que eu sei fazer √© amar. Comigo n√£o tem mis√©ria de sentimentos, eu tenho muito.

Se o amor é lugar comum, eu quero essa mesmice sem reclamar. Eu sou mulher de detalhes, vou amar até aquele sinal de nascença que tu tem no braço e quase ninguém vê. Eu amo tudo, por inteiro.

Eu sei sim que nada é perfeito, que amar envolve riscos e muitas vezes acaba. Mas amor pra mim sempre dá certo, mesmo quando ele fica só nas minhas poesias mal escritas.

Se sofro com os fins, n√£o tenho vergonha. N√£o choro na chuva para esconder as minhas l√°grimas, vejo cada uma delas que molha o meu rosto, como parte do que me torno a cada obst√°culo.

Acho que deixei claro, né? Não posso te dar uma chance por esses motivos que acabo de dizer.

Mas se tudo que declarei não te assustar, se despertar uma vontade maior e por consequência verdadeira, então eu posso repensar e dar uma chance, não para você, mas para nós. E aí tudo pode mudar.

 


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Era uma vez a paci√™ncia…

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Lenine

 

Quanto mais você se valoriza e tem consciência de quem é, mais difícil fica encontrar alguém que possa estar ao seu lado. Veja bem, ter alguém perto é fácil, mas ao lado é diferente. Dizem que é paradoxal estar tão bem na própria companhia e ao mesmo tempo desejar alguém pra estar ao lado, mas na minha pobre e vã filosofia, uma coisa não anula outra.

Acredito que o momento mais certo de viver um amor é, exatamente, quando você está apaixonado por si mesmo. Só assim vai saber que não está procurando em terceiros aquilo que não tem ou aquilo que gostaria de ter.

Envolvimentos que chegam por carência, compensação, vingança e pelo mais perigoso dos motivos: medo de ficar só, dificilmente serão sustentados por muito tempo.

Sabe qual é a melhor forma de entender quando você precisa de um amor e não de uma companhia? Basta prestar atenção no mais legítimo sintoma que surgirá: fim da paciência.

Chega a ser estranho perder essa caracter√≠stica que antes admitia tudo e n√£o se incomodava com coisas que hoje parecem inadmiss√≠veis, muitos at√© costumam dizer que o “grau de exig√™ncia‚ÄĚ ficou maior, mas eu chamo de impaci√™ncia mesmo. Fica insuport√°vel aguentar aqueles comportamentos bipolares de quem n√£o sabe o que quer ou ouvir desculpas desbotadas.

As vezes, tremor e mal estar podem lhe acometer só de olhar o que a criatura posta nas redes sociais. O exibicionismo costuma aumentar progressivamente a impaciência.

Encontros marcados por noites maravilhosas e manhãs depressivas onde não se reconhece quem estava com você, dá cansaço e preguiça. Sem chance!

Abrir m√£o de um bom jantar com amigos e um programa bacana s√≥ para estar na baladinha mais falada da cidade, mostrando o look e distribuindo sorrisos para o primeiro que se interessar, sorry… n√£o d√° mais!

Pessoas que ficam ‚Äúperto‚ÄĚ por uma noite ou no m√°ximo uma semana e depois desaparecem, fugindo, se escondendo, como se voc√™ estivesse obrigando ou mantendo a criatura presa, j√° ultrapassa o limite do rid√≠culo.

Ter algu√©m ao lado √© diferente… √© saber que a pessoa est√° por vontade e por voc√™. Pelas suas qualidades, pelos seus defeitos, pelas discord√Ęncias e fatos em comum. H√° a teoria de que para chegar at√© essa pessoa, √© preciso estar com v√°rias outras que n√£o fazem bem e que depois de v√°rias experi√™ncias desastrosas, se chegar√° ao encontro certo, mas eu discordo.

A busca insana por esse alguém é que faz o barco ir para qualquer direção.

Mas e aí? O que se deve fazer? Sentar e esperar que esse encontro casual com um grande amor aconteça?

Não sei. Não faço a menor ideia. Mas esperar não é ficar parado.

A √ļnica coisa que eu sei √© que essa paz de esp√≠rito √© muito boa, essa sensa√ß√£o de n√£o estar procurando nada e ao mesmo tempo esperando tudo o que vier de bom, deixa a alma leve e feliz.

E então, talvez depois da chuva ou numa manhã de quarta-feira ou no inverno ou na beira do mar, esse amor aconteça!

 


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Doeu em mim


De todos os preconceitos contra a mulher, o mais abjeto é acreditar que é possível ter acesso ao seu corpo, sem a sua permissão.

Não importa se é uma moradora de rua que mal sabe revidar um assédio, não importa se é uma drogada inconsciente, uma bêbada, uma deficiente física ou o tipo de roupa que ela esteja usando.

Ninguém tem direito a tocá-la sem o seu consentimento.

O estupro de uma garota por 30 ou 33 homens, é algo tão cruel que nos custa imaginar e acreditar que é real. Como não se chocar, se solidarizar e se colocar na pele dessa menina? Indiretamente, foi um estupro contra todas nós, sim. Nenhum caso é menos cruel que outro, mas esse podemos classificar como barbárie.

Todos os dias, de alguma forma, somos v√≠timas de preconceito… seja na brincadeira que o colega faz ao dizer que mulher s√≥ tem dois neur√īnios, seja quando algum ogro no tr√Ęnsito usa a cl√°ssica frase “s√≥ podia ser mulher”, seja no olhar do frentista quando voc√™ diz √† ele que sabe quando o √≥leo do carro precisa ser completado, seja no fato de ser tra√≠da e parecer normal, mas ao trair se tornar uma vagabunda.

N√£o sou feminista, mas apoio fortemente o movimento, gra√ßas √† ele muito espa√ßo j√° foi alcan√ßado e reconhecido. N√£o sou daquelas que se importa com cantadas na rua, mas nem por isso acho que elas devam existir. N√£o abaixo a cabe√ßa para homem que queira desmerecer o meu trabalho com piadinhas ou indiretas… esse √© um momento que n√£o fa√ßo quest√£o de ser polida.

Nenhum homem jamais ousou tocar em mim sem que eu permitisse, mas j√° senti isso na pele lendo relatos que recebi de leitoras contando que foram for√ßadas a transar, pelos pr√≥prios parceiros. Isso tamb√©m √© estupro! Fiz tudo que pude para que elas terminassem essas rela√ß√Ķes e fizessem den√ļncias.

N√£o podemos nos calar nunca!

Desde que soube desse caso tão trágico, não paro de sentir compaixão pela vítima, nojo desses criminosos e tristeza por viver em um mundo onde ainda é possível acordar com notícias assim.

 

 


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