Estranho conhecido

Dizem que o pior estranho √© aquele que um dia voc√™ tanto conheceu…
Eu concordo!

O desconhecido pode te dizer palavras duras, tratar com frieza ou mostrar que você não significa nada e isso não vai te ferir.

Mas quando aquela pessoa que até dias atrás era doce e gentil faz essas mesmas coisas, a sua alma sente.

Voc√™ fica observando para ver o momento que aquele inv√≥lucro de metal frio e intranspon√≠vel vai se quebrar… e nada acontece.

Você acha que a doçura que conheceu vai aparecer na próxima frase e nenhuma palavra se despe da dureza.

√Č como se voc√™ estivesse dormindo e esperasse que tudo aquilo n√£o passasse de um pesadelo… que no pr√≥ximo momento voc√™ acordaria e encontraria a pessoa que conheceu de volta… mas o pesadelo continua.

Era algu√©m pr√≥ximo, amigo, amante, c√ļmplice, parceiro… agora √© distante, ausente… um estranho.

Tem gente que acredita que precisa mudar a personalidade para afastar o outro, para dizer que n√£o quer mais… quanta bobagem!

Mudar o jeito e se transformar em um desconhecido só vai mostrar que você nunca foi verdadeiro.

Concluir ciclos √© natural… ¬†faz parte da vida.

Como conduzir esse fim é o que vai mostrar quem você é.

 


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Quando a fila anda

Durante esses √ļltimos dias, a imagem acima circulou como um viral nas redes sociais.

Acho que pelo fato de escrever sobre relacionamento, recebi a foto de v√°rias pessoas pelo whatsapp e alguns me pediram para escrever sobre o tema que o quadro sugeria.

As mulheres se empolgaram com a revanche e os homens riram do possível cara que foi descartado.

Bom, para mim parece claro que essa troca de mensagens √© uma brincadeira e n√£o um print de alguma situa√ß√£o real, como muitos apostaram… isso √© algo dif√≠cil de acontecer, gente! E eu explico os motivos. Acompanhe:

1. O mais provável é que o moço estivesse dormindo e não ela.

2. Homem n√£o tem muito essa de ficar pirra√ßando ex… isso √© coisa de mulher.

3. Se o cara manda mensagem dizendo que quer voltar, certamente a mulher j√° n√£o sente mais nada por ele… √© a lei do universo… no in√≠cio ela quer e ele n√£o…. depois que ela sofre, esquece e j√° est√° na cama com outro, a√≠ sim ele toma esse tipo de atitude. Portanto, ela n√£o sentiria nada ao ler essa mensagem.

Mas digamos que a situa√ß√£o tenha sido real, caso ela ainda gostasse dele, mesmo depois da transa com o novo ficante, o pensamento ainda estaria no ex e os sentidos todos ligados no celular… se chegasse aquela mensagem, ela certamente daria um jeito de responder e ficaria t√£o feliz que inventaria alguma hist√≥ria para se livrar do cara que estava na cama.

Se n√£o gostasse mais, n√£o daria a menor import√Ęncia, nem mesmo pediria ao rapaz para dar aquela resposta. √ďbvio que existem exce√ß√Ķes e dentro delas, as vingativas que n√£o perdoam.

Mas via de regra, mulher quando esquece não tem nada que a faça voltar atrás.

Enfim, de qualquer maneira, foi engraçado imaginar uma situação como esta.

 


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Você rouba a minha atenção

Eu at√© tento, mas n√£o consigo me concentrar no que voc√™ diz…

Me considero uma pessoa focada, mas você vive distraindo a minha concentração.

Eu come√ßo a te ouvir, mas a√≠ a minha aten√ß√£o vai para a sua boca… para a forma que as palavras saem dela, para o jeito que a tua l√≠ngua toca os dentes e molha os l√°bios, ent√£o j√° me perco e nem sei mais o que voc√™ est√° falando.

Fa√ßo um esfor√ßo tremendo para me mostrar interessada nos assuntos banais que conversamos, mas em segundos eu j√° estou olhando nos seus olhos e vendo o mist√©rio que tem neles… √© como se deles sa√≠ssem mensagens que v√£o direto para o meu cora√ß√£o, acelerando os batimentos card√≠acos.

Quando voc√™ sorri, a√≠ √© que n√£o h√° a menor possibilidade de me concentrar em outra coisa… me pergunto se as pessoas ao redor tamb√©m acham aquele, o sorriso mais bonito do mundo.

N√£o lembro de um palavra sequer do que voc√™ disse, mas sei exatamente como s√£o os tra√ßos do seu nariz, da sua boca… de como os seus cabelos repousam na nuca, do sorriso meio torto… Ah! Eu lembro de todos os seus detalhes…

N√£o h√° um acordo, talvez s√≥ algumas lembran√ßas… mas no nosso sil√™ncio existem promessas veladas que s√≥ n√≥s entendemos.

Desisto de pensar em qualquer outra coisa quando estou ao seu lado.

Enquanto o meu desejo não for atendido, preciso me desculpar mas nenhuma das amenidades que você disser fará sentido.

Estarei muito ocupada te observando… decorando o seu sorriso, a sua voz, a sua maneira de ser… o seu jeito educado, gentil… a maneira doce que me olha.

Voc√™ √© o culpado por desviar toda a minha aten√ß√£o das coisas menos importantes… e eu adoro isso!

 


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Sexo não é obrigação

Encontrar um relacionamento bacana, onde a pessoa também esteja disposta a encarar uma convivência legal e dividir momentos, todo mundo sabe que não está muito fácil.

Mas a cada dia que passa, a oferta para o sexo est√° maior… fica na seca quem quer, pois basta rolar a agenda e voc√™ vai encontrar algum cara ali que sempre quis e quer te comer.

Não à toa é a existência das PAs (Pica Amiga) que não me deixam mentir. Mas a função dessas criaturas, precisa ser melhor esclarecida, pois algumas coisas andam se perdendo nesses contatos frívolos e causando confusão.

Alguns homens acham que o fato de ter transado com a mulher algumas vezes, lhe d√° o direito de voltar a transar sempre que quiser e quando quiser… Gente! O sexo √© casual… casual, ok?

Poder√≠amos deixar algumas regras claras, afinal o combinado n√£o sai caro. Caso voc√™ tenha na sua conviv√™ncia esses ‚Äúamigos‚ÄĚque lhe tiram do sufoco, √© bom que eles entendam algumas coisas, do tipo:

Parceiro para transar não assina carteira. O melhor é não passar dos 3 primeiros meses de experiência. Mais que isso a relação se torna confusa.

Sexo n√£o √© obriga√ß√£o. Se voc√™ √© daqueles que quer marcar para transar com dia, hor√°rio e local estabelecido, n√£o tenha uma parceira amiga… garotas de programa funcionam melhor para obedecer esse cronograma. Ainda que n√£o haja compromisso, as coisas precisam ser naturais.

Sem ci√ļmes, mas que n√£o falte o respeito. Ficar comentando com a pessoa que est√° com voc√™ naquele momento, inclusive lhe dando prazer, que fulana de tal √© uma gracinha, uma gostosa e que voc√™ tem tes√£o por ela, n√£o √© legal, gentil ou educado.

Amizade ou sexo? Por favor, identifique se voc√™ sente tes√£o, atra√ß√£o, desejo pela pessoa ou se a encara como uma boa confidente… algu√©m com quem pode compartilhar ideias e pensamentos. Se for a segunda op√ß√£o, n√£o confunda as coisas transando com a criatura apenas como uma forma de retribui√ß√£o pela amizade. Mesmo sem envolvimento, tem que ter desejo.

N√£o burlar a regrinha universal. Que fique muito claro: n√£o importa se a pessoa que est√° com voc√™ √© pra sempre ou s√≥ por uma noite… trate com aten√ß√£o, carinho e n√£o como objeto. Paquerar outras pessoas na frente dela, sair de perto para falar no whatsapp com outras ficantes, n√£o √© legal. Seja inteiro… ainda que aquele seja o primeiro e √ļltimo encontro.

Bom sexo à todos!

 


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A hora de parar

Por que as vezes √© t√£o dif√≠cil dizer: ‚Äúchega‚ÄĚ?

Por que nos submetemos tanto, quando na verdade seria bem mais f√°cil dar um basta em tudo que nos oprime?

S√£o tantas rela√ß√Ķes doentias onde n√£o h√° sequer a possibilidade de mudan√ßa e ainda assim, continuamos ali… como se a simples presen√ßa do outro pudesse apagar tudo o que n√£o est√° bom.

Os sentidos ficam em c√°rcere privado, uma cegueira seletiva consegue ocultar mentiras, enrola√ß√Ķes e incoer√™ncias… voc√™ se olha no espelho e se pergunta o que est√° fazendo ali… ou o que est√° faltando para abandonar esse barco que vai naufragar dentro de uns cinco minutos? Mas n√£o encontra as respostas.

N√£o importa o qu√£o independente e assertivo voc√™ seja, algumas rela√ß√Ķes parecem anestesiar as suas a√ß√Ķes e no meio dessa dorm√™ncia, n√£o h√° como soltar as amarras.

O discurso de que voc√™ deve estar sempre em primeiro lugar, se amar antes de qualquer pessoa ou que n√£o vale a pena sofrer por ningu√©m, parece n√£o fazer nenhum sentido quando se est√° preso em um emaranhado de situa√ß√Ķes que te impedem de raciocinar.

N√£o √© o tipo de rela√ß√£o que d√° a t√īnica da sua felicidade… √© o tipo de pessoa que voc√™ se envolve.

Tem gente que te traz alegria, paz… at√© sorte!

J√° outros, sugam o seu brilho… fazem voc√™ entrar em um mundo onde n√£o h√° verdade ou sinceridade… acabam fazendo voc√™ acreditar que se entregar n√£o √© certo e que romantismo √© coisa do passado.

Culpados? N√£o… de forma nenhuma!

Existem apenas ‚Äúrespons√°veis‚ÄĚ! Voc√™ √© o √ļnico respons√°vel por estar ou n√£o em situa√ß√Ķes como estas.

Cada um d√° o que tem… se voc√™ tem muito pra dar, n√£o se contamine por quem n√£o tem.

O rem√©dio est√° em uma receita muito simples e que funciona…

Respire, feche os olhos e sem medo, diga: CHEGA!

 

 


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Monogamia? Onde?

‚ÄúPrometo ser fiel, te amar e respeitar na alegria, na tristeza, na sa√ļde e na doen√ßa, todos os dias da nossa vida.‚ÄĚ

N√£o sei se os noivos ainda repetem essa frase nas cerim√īnias de casamento, mas caso repitam… n√£o devem prestar muita aten√ß√£o no contexto.

Esta promessa √© um tanto complexa e mesmo acreditando nas exce√ß√Ķes, a regra √© que ningu√©m vai conseguir cumprir o que foi dito ao padre.

A despeito de todas as teorias sobre a import√Ęncia da monogamia, eu vejo que na pr√°tica, as pessoas se distanciam dela de forma acelerada.

Não estou defendendo ou sendo contra, mas apenas constatando que ela não passa de um mito construído pela humanidade. Resolveram que era preciso instituir o direito à propriedade privada e então, criou-se a bandeira da monogamia.

Mas basta observar um pouco e nos deparamos com situa√ß√Ķes que provam a todo instante o fim do comprometimento com os parceiros.

Agora é comum até apresentar ficantes à ficantes, esposas à amantes e por aí vai.

Os que defendem o fim da monogamia, acreditam que √© poss√≠vel separar amor do sexo… transar com outra pessoa, n√£o √© trai√ß√£o, √© apenas tes√£o. O amor pelo parceiro continuar√° intacto… sem arranh√Ķes.

Ser√°? N√£o sei e ainda n√£o me sinto preparada para opinar sobre isso.

Mas o que me incomoda mesmo, √© a poesia que vamos perder… eu explico!

O que ser√° da m√ļsica brega e rom√Ęntica sem uma dor de corno bem sentida?

O que será dos garçons que ouvem as histórias tristes dos bêbados, quando o bar já está quase fechado e morrem de rir contando para os amigos no dia seguinte?

Como os poetas vão escrever seus versos tristes pela traição da mulher amada?

Se tudo ser√° liberado e ningu√©m √© de ningu√©m, n√£o h√° como sofrer por chifre, n√©? Poxa! Chateada… acabou o romance!

Enfim… o mundo est√° mudando a todo instante e os relacionamentos acompanham as tend√™ncias.

Resta saber se todos estão preparados (de verdade) para estas mudanças.

 

Ilustração: Carlos Latuff

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Status de relacionamento: não faço a menor ideia

H√° muitos e muitos anos, em um reino t√£o t√£o distante, era f√°cil saber qual o seu status de relacionamento. Era simples, f√°cil, claro e com poucas alternativas a serem escolhidas.

O mundo se dividia entre: solteiros e comprometidos!

Obviamente, na categoria dos comprometidos, havia uma divis√£o entre namorados, noivos, casados e amantes. Mas ainda assim, tudo era muito explicado.

Eis que chegamos em dias atuais e as coisas mudaram e ficaram mais complicadas, aliás eu diria que mais bagunçadas.

Tudo come√ßou com a hist√≥ria dos ‚Äúficantes‚ÄĚ, ocorre que esta fac√ß√£o cresceu assustadoramente e dentro dela, milh√Ķes de subdivis√Ķes foram criadas.

Mas o que importa mesmo nessa bagunça toda, é não estabelecer rótulos!

Saia, viaje com a pessoa, durma junto, passe dez dias na mesma casa, mas não ouse dar nome à isso. Nada de detalhes!

Se mencionar qualquer possibilidade de comprometimento, os alertas de perigo s√£o acionados, a NASA entra em pane e aparece o Raul Gil falando ‚Äúpegue o seu banquinho e saia de mansinho‚ÄĚ.

A brincadeira é pegar sem se apegar, ficar quando quiser e desaparecer quando for conveniente.

Qualquer men√ß√£o ao estado civil que voc√™s se encontram, √© terminantemente proibida ou ent√£o corra o risco de ser estigmatizada como uma pessoa chata, que cobra, que n√£o sabe levar a vida e que estraga a conviv√™ncia com ‚ÄúDRs‚ÄĚ desnecess√°rias.

N√£o importa se voc√™ j√° se acostumou a falar todos os dias com a pessoa, se √© para ela que voc√™ tem contado as coisas boas e ruins que acontecem, se √© nela que voc√™ pensa quando sente saudades ou se a sintonia √© perfeita…

Dar nome √† esta situa√ß√£o caracteriza imaturidade e estar despreparado para encarar as rela√ß√Ķes modernas.

O engra√ßado √© que embora isto esteja se tornando normal, o que mais encontramos s√£o pessoas insatisfeitas com as indefini√ß√Ķes dos relacionamentos… querem saber o terreno onde est√£o pisando, querem uma certeza, m√≠nima que seja, que existe algum v√≠nculo e ent√£o o que estava bom, come√ßa a se tornar question√°vel.

Os n√≠veis de envolvimento mudaram, isso √© fato! E mesmo com tanta gente defendendo a liberdade sexual, no fundo ainda est√£o ligadas √† padr√Ķes antigos do amor rom√Ęntico.

Se isso é bom ou ruim? Não sei!

Só sei que ainda vai levar tempo para que todos compartilhem os mesmos objetivos nos relacionamentos.

Particularmente, n√£o acredito que os r√≥tulos possam melhorar ou piorar uma conviv√™ncia… o que interessa mesmo √© o respeito pelo outro.

O discurso universal √©: n√£o crie ‚Äúexpectativas‚ÄĚ, mas alimente a ‚Äúesperan√ßa‚ÄĚ de viver um grande amor.

E qual é mesmo a diferença entre expectativa e esperança? Alguém sabe me contar?

Quanto a voc√™ que est√° em d√ļvida se √© namoro, amizade, rolo ou coisa nenhuma, melhor se preocupar com situa√ß√Ķes que tenham resposta.

Como diria o Cumpadi Washington: ‚Äúsabe de nada, inocente‚ÄĚ!

 

 


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Você é uma poesia

Voc√™ √© pura poesia…

Quando sorri e esse sorriso te deixa com os olhinhos apertados.

Quando anda despretensiosamente pela casa, sem perceber que eu observo.

Quando dorme e se espalha pela cama.

Sua voz √© poesia…

Quando chama o meu nome.

Quando sussurra em meu ouvido coisas que me fazem arrepiar.

Quando canta no chuveiro uma m√ļsica pra mim.

Quando diz que me ama nos momentos mais inesperados.

Seu corpo √© poesia…

Quando suas m√£os me tocam.

Quando a sua boca consegue despertar em mim coisas que nunca senti.

Quando o seu beijo me faz querer pausar o tempo.

Quando a sua barba desliza pelo meu pescoço e me enlouquece.

Seu jeito √© poesia…

A forma carinhosa de me tratar.

O respeito e o cuidado que tem por mim.

A maneira sincera de conduzir os nossos sentimentos.

A atenção que tem em me ouvir e saber sobre o que sinto.

Voc√™ √© todo poesia…

Mas embora doce, traz rimas intempestivas, traços confusos e frases conflitantes.

E nada disso diminui a beleza do que você é, pois até a poesia mais perfeita, tem fragmentos imperfeitos.

Voc√™ √© uma poesia… que quero ler, reler, decorar, absorver e amar cada verso.



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Beijando um desconhecido

Ontem, o v√≠deo ‚ÄúFirst Kiss‚ÄĚ foi viral no youtube e nas redes sociais.

Tatia Pilieva, que tamb√©m √© blogueira, prop√īs √† 20 pessoas que beijassem, apaixonadamente, um desconhecido.

O desafio foi aceito e ela transformou em um curta. Muitos julgaram interessante e outros chegaram a dizer que esta é uma ideia já bem batida, aqui no carnaval de Salvador.

As rea√ß√Ķes dos casais, ap√≥s o beijo, n√£o variaram muito… todos pareciam t√≠midos e sorriam como uma forma de mascarar um pouco da vergonha e aud√°cia de realizar aquela experi√™ncia. Comportamentos compreens√≠veis pela falta de envolvimento.

Gostei desse v√≠deo, pelo simples fato dele mostrar que o beijo nem sempre √© valorizado como deveria. As imagens mostram que beijar n√£o √© ‚Äúqualquer coisa‚ÄĚ, como alguns pensam… √© √≠ntimo, quase tanto quanto sexo.

J√° escrevi aqui muitas vezes, sobre a import√Ęncia que acho que o beijo tem, embora alguns banalizem ou deem pouco valor.

Eu acredito no beijo como o in√≠cio de tudo… e n√£o falo s√≥ do primeiro encontro… falo sobre todos os outros encontros. Tem gente que n√£o gosta de beijar… beijar no sentido mais intenso… acha que selinho j√° √© suficiente… e selinho voc√™ pode dar em qualquer pessoa, “beijo‚ÄĚ, n√£o.

Beijar um desconhecido n√£o √© algo raro, voc√™ j√° pode ter feito isso em uma balada ou at√© mesmo no carnaval, como muitos associaram… fazer isso em frente √†s c√Ęmeras, √© que foi o diferencial.

Fico pensando se rolou qu√≠mica entre alguns daqueles casais… e se v√£o querer repetir a dose longe do studio. Ser√°?

Dizem que beijo √© o encontro… que s√≥ √© bom se houver um encaixe perfeito entre as duas pessoas… eu discordo! Acredito em pessoas que sabem ou n√£o sabem beijar… se bem que alguns ficam l√° na escala do meio termo.

Tem gente que esquece até como foi o sexo com alguém, mas se o beijo foi bom, essa pessoa será lembrada sempre.

Beijo tamb√©m √© conhecido como term√īmetro da rela√ß√£o… se voc√™ anda beijando pouco, se chega e n√£o beija ou se despede s√≥ com um selinho bobo, √© sinal de que o sentimento j√° est√° morno.

Hora de repensar… ou ent√£o beijar com vontade!

 

Para quem ainda n√£o viu o v√≠deo (se √© que algu√©m n√£o viu), segue a√≠…

 

 


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Ausências

Presen√ßa √© conforto! √Č ter sempre perto o sorriso, o abra√ßo, a conversa boa…
√Č n√£o precisar fechar os olhos para recordar o rosto, o cheiro e a forma de falar.

N√£o importa estarem grudadinhos ou n√£o… o que importa mesmo √© saber que est√£o pr√≥ximos.

A presença é sempre esperada e talvez por isso, muitas vezes cobrada.

Mas quando ela se torna rara e a aus√™ncia √© uma constante, o primeiro sintoma √© a saudade… uma saudade que incomoda, que quer ser atendida.

Depois de um certo tempo, a ausência faz a saudade aquietar. O gigantismo da necessidade, passa a ter um tamanho que não ocupa muito espaço.

A aus√™ncia insistente faz diminuir a vontade… esfria o desejo.

A ausência muito sentida, acaba se transformando em aceitação. Começa-se a ver o mundo sem a presença de quem até bem pouco tempo era importante e então acostuma-se.

Não há sentimento que resista a uma ausência contínua e isso não se refere, necessariamente, à ausência física.

Existem muitas formas de estar presente, principalmente, quando se est√° longe.

No momento que essa proximidade √© interrompida, a presen√ßa j√° n√£o √© mais pedida… e o outro j√° n√£o faz falta.

Sentimento precisa ser alimentado, cuidado… sem isso ele m√≠ngua… dissolve.

Paixão que não é abastecida, vai só até a página 5.

 


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