Renascer

As vezes a vida da gente fica meio bagunçada e tudo parece estar caminhando para o lado errado, então você acha que não pode piorar e vem o destino te mostrar que pode piorar sim!

Ou talvez a vida não estivesse tão ruim e era você que não percebia todas as coisas boas que possuía até que toma uma rasteira daquelas e começa a acordar. Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo!

Eu não estava em um momento bom. Muitas inquietações, problemas para resolver, começava a sentir falta de um amor… e outras coisas que me tiravam a paz. Era um momento ruim.

Então começou o que mudaria a minha vida para sempre…

No dia 21 de setembro de 2015, fui diagnosticada com um linfoma não-hodgkin, mais conhecido como aquele câncer que acomete o sistema linfático. Não foi uma descoberta rápida… até chegar nesse parecer médico eu vivi dias tensos.

Eu sei que gera curiosidade sobre como e onde apareceu, se fiz cirurgia, se estava no início e se tem cura. Vou contar tudo, de forma resumida!

Começou com um sangramento que continuava depois que a menstruação ia embora. Era como se eu menstruasse o mês todo. A minha ginecologista, Dra. Ilka Seixas, descobriu que não era nada no útero, mas sim no colo do útero. Havia algo lá, que a princípio parecia um mioma.

A primeira biópsia deu negativa para câncer, mas como foi feita no consultório, ela achou melhor fazer outra onde eu seria sedada em um centro cirúrgico, pois a ressonância apontava para neoplasia, ou seja, uma situação tumoral de 8,6cm.

Mesmo com todos os exames levantando a suspeita, eu só teria certeza com o resultado da biópsia. Até o laudo ficar pronto, foram quase 30 dias… dias em que eu não dormia, não comia e nada me fazia tirar esse pensamento da cabeça: e se for câncer, o que será de mim?

Finalmente, o resultado ficou pronto e eu fui levar até o médico que faria a cirurgia para a “retirada do mioma”, já que a minha ginecologista não é cirurgiã. Chegando lá, ainda achando que eu não tinha perfil para ter câncer, que essa doença só vem para quem tem um ritmo de vida muito louco ou que sente dores em algum lugar, afinal eu não tinha NENHUM sintoma, além desse sangramento e que logo estaria tudo resolvido, respirei e fui saber o que acontecia.

Mas contrariando todas essas minha hipóteses ridículas, o Dr. Alfredo Brito, de uma forma muito sensível e com uma compaixão que saltava aos olhos, me deu o veredito: o tumor é maligno!

Eu já chorei muitas vezes na minha vida, mas nunca um choro veio tão de dentro, tão das entranhas como aquele. Entrei num estado de transe onde as minhas pernas não paravam de tremer, nem as lágrimas de caírem. Não gritei, não fiz escândalo como muitos pacientes fazem ao saber da doença, saí educadamente do consultório, peguei o carro e guiada por Deus, consegui chegar na minha casa.

Ao chegar, me joguei no chão e não tinha força pra nada, só sabia que precisava marcar um oncologista urgente. Levei um tempo para escolher quem eu avisaria primeiro na minha família. Como dar uma notícia dessas? Logo eu que sempre quero poupar as pessoas que amo das coisas ruins. Nesse momento doía mais contar à eles, do que ter câncer. Enfim, liguei para os mais próximos e eles se encarregaram de contar para os outros.

Só então comecei a recuperar um pouco da lucidez e controlar o choro. Era hora de ligar para um médico e procurar um tratamento, mas eu não sabia nem por onde começar… tudo me assustava muito, foi então que liguei para a minha amiga Paula Dultra.

Paulinha já teve câncer de mama, lutou, venceu e hoje é um anjo na vida de muitas pessoas que recebem esse diagnóstico, mostrando que a doença não é sentença de morte e que há muita ignorância ainda em relação à isso. Ela tem o blog Mão na Mama onde compartilha a sua experiência e ajuda muitas pessoas alertando para o diagnóstico precoce.

Eu liguei e em dez minutos ela estava na minha casa. Foi o primeiro abraço que recebi no momento mais difícil da minha vida, o primeiro ombro que chorei e foi ela que começou a me mostrar que o câncer não era um bicho com tantas cabeças como eu achei que era.

Foi ela também que marcou o médico, que foi comigo no dia da consulta e que me deu muita motivação para encarar a doença. Obrigada, minha amiga!

Bom, depois de todo desespero foi que descobri que eu não tinha um câncer de colo de útero, mas sim um linfoma não-hodgkin que por acaso se instalou ali. Não precisei fazer cirurgia, pois meus órgãos, inclusive o útero, estavam saudáveis e o tratamento seria a quimioterapia.

A primeira etapa foi os exames que iriam checar as minhas funções para ver se eu aguentaria o tranco. Ecocardiograma, Ressonância de abdome e tórax, PET Scan e uma biópsia da medula, que pela graça de Deus, não foi infiltrada.

Eu estava pronta para receber a bomba milagrosa e então no dia 14 de outubro fiz a primeira das seis sessões de químio previstas pelo médico.

Gente, não é fácil… cada quimioterapia é diferente, afinal existem mais de 100 tipos de câncer, mas certamente, nenhuma delas é muito simples. Mas também não é como ouvimos por aí e cada paciente é único, não adianta ficar comentando experiências alheias, pois cada um reage de uma forma. Eu não vomitei, não tive enjôos, dores, mas fiquei muito, muito, muito fraca.

Mesmo com todo o incômodo do processo, sou grata por não ter tido complicações e ter respondido bem ao tratamento. Internei duas vezes com febre, mas só por causa da imunidade que caía muito e me causava neutropenia febril (queda das células de defesa do sangue), aí tem que internar para evitar qualquer infecção. Fiquei careca, mas diante de tudo, isso é o que menos importa. Agora imaginem vocês que já tava puxado arrumar um bofe quando eu tava com cabelo, calcule agora que estou com essa cabeça de kiwi! Mas vamos em frente!

No dia 27 de janeiro fiz a última químio dos seis ciclos programados e no dia 26 de fevereiro, mais conhecido como o dia mais feliz da minha vida, o meu médico me informou pela leitura do pet scan que o tratamento teve um resultado excelente e que não havia mais o tumor.

Agora vou começar as sessões de radioterapia para fechar o tratamento. A radio dá a margem de segurança para que não fique nenhum “restinho” da doença. Obviamente, a partir de agora sempre serei acompanhada pelo meu médico e farei revisões nos períodos estabelecidos, esse acompanhamento é essencial para manter a saúde.

Sabe gente… em nenhum momento eu perguntei à Deus “por que eu?”. Se Ele me deu essa carga é por ter propósitos maiores na minha vida e saber o que vou aprender com tudo isso.

E dentre as várias lições que aprendi,  compartilho essas com vocês:

- Sem fé e oração, qualquer caminhada fica bem difícil. É maravilhoso poder contar com Deus!

- Nunca descuide do seu corpo e da sua saúde, esteja atento a tudo.

- Valorize cada minuto da sua vida, a começar pelo fato de poder respirar (eu passei três meses com falta de ar)

Ninguém atravessa sozinho um momento desses e eu posso dizer que fui muito abençoada, pois encontrei anjos que me cercaram de cuidado e amor.

Agradeço à Deus por não me desamparar nunca, por fazer a minha fé ser grande, mesmo quando ela parece pequena e à Nossa Senhora, mãe que não me abandona.

Não tenho como citar aqui nesse post, todos os parentes e amigos que estiveram junto comigo nesse momento tão delicado. Foram muitos, graças à Deus! E os que se afastaram é porque foi essa a forma que o destino me fez enxergar que não eram amigos tão verdadeiros assim.

Mas não posso deixar de mencionar aqui a equipe médica que cuidou e cuida de mim. Eu me tratei (e continuo sendo acompanhada) na Clínica AMO e indicarei esse lugar maravilhoso, para quantos precisarem.

Metade da minha força e confiança de que tudo daria certo, veio do meu hematologista, Dr. ALEX PIMENTA. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria ter um médico tão competente, cuidadoso e sensível. Ele me fez acreditar na cura, desde o primeiro dia que nos vimos, não me prometendo o que não podia, mas me dando segurança ao explicar e narrar como seria o tratamento. Não tenho a menor dúvida de que a missão dele aqui na terra era a de ser médico mesmo… Ah! Se todos fossem assim. Obrigada, Dr. Alex! Meu eterno carinho e gratidão à você!!!!

Agradeço também à toda equipe de hematologia, em especial à Dr. Vitor Hugo, #melhorpessoa que me dava alta nas minhas internações… aos anjos disfarçados de enfermeiros que me cuidavam na quimioterapia (Viviane, Paola, Cristiano, Leandro, Jamile, Georgia, Marcio). Obrigada à todos os profissionais da Clínica AMO… dos meninos da portaria até aos outros médicos queridos que me atenderam, à Marcela psicóloga linda, à Roberta e Graziela da nutrição… se todos os pacientes com câncer pudessem ser tratados na AMO, certamente, a caminhada seria muito mais carinhosa e feliz.

Obrigada à minha família, sem a qual eu não chegaria até aqui, em especial aos meus tios Nalva, Ivo e minha mãe (meus anjos), aos amigos que se mostraram verdadeiramente amigos, à empresa que trabalho pelo total e incondicional apoio, obrigada à Netflix por não me deixar pirar quando eu precisava de distrações. Obrigada à você que se deu ao trabalho de ler esse post até aqui… isso é sinal que de alguma forma, o seu carinho chega até à mim.

Hoje sou outra pessoa e sem nenhuma modéstia, aceito o título de GUERREIRA, pois ninguém que passa por um câncer, merece ser reconhecido de outra forma.

Nesse período em que me tratava, algumas datas comemorativas foram bem atípicas… passei a meia noite do dia de Natal e do Reveillon, ajoelhada, rezando e isso não foi nenhum sacrifício, passei o dia do meu aniversário fazendo a quinta sessão da químio e passei dias quentes desse verão sem ver o mar. O tratamento tá acabando e eu estou aqui careca, com a pele detonada, fraca, branquela, mas agora que tudo passou, posso dizer que nunca estive mais feliz do que hoje e não posso reclamar de NADA apenas AGRADECER!

Esse post também é para justificar a minha ausência aqui no blog e agradecer à todos que sentiram falta e me mandaram mensagens pedindo textos. Logo a rotina por aqui voltará ao normal.

Muito amor pra vocês!

Liz

“Nenhum mal irá resistir, os mares irão se abrir, quando a boca de Deus declarar milagres nesse lugar”

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Um amor para lembrar

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Yellow

 

Todo mundo tem um amor que vai marcar pra vida inteira. Se ainda não tem, vai ter!

Não importa se foi vivido ou apenas alimentado no seu coração solitário.

Não importa se foi uma história feliz ou cheia de desastrosas tentativas.

Não importa se fez você crescer, aprender ou se te levou para o fundo do poço.

Sempre vai haver aquele amor que você nunca vai esquecer.

Não depende do tempo que essa pessoa ficou na sua vida. Você pode até ter vivido algumas histórias longas e pouco relevantes, mas aquele que durou seis meses talvez marque mais que o que durou seis anos. Também pode ser o contrário.

Esse amor você vai lembrar sempre.

Seja com saudade, seja com medo de viver uma relação igual para não sofrer novamente, seja quando ouvir aquela velha canção que marcou a história ou seja só para continuar alimentando ódio e mágoa sem sentido.

Esse amor, muitas vezes será um escudo que você vai usar para se proteger de outros vacilos, lembrando o quanto sofreu na época, vai usar até como álibi para explicar o seu medo de amar de novo.

Esse amor pode ser aquele assunto que nunca vai se esgotar quando velhos amigos sentarem em uma mesa de bar e você contar com alegria a vitória de ter esquecido aquela pessoa que parecia nunca sair do seu pensamento.

Novos relacionamentos virão, novas pessoas vão despertar paixões, novas experiências serão vividas, mas aquele amor… aquele velho amor que significou tanto, continuará lá em algum canto empoeirado.

Alguns não terão a menor possibilidade de renascerem e outros sufocados pelo tempo, cobertos pelas desculpas e conformismo ficarão só esperando uma gotinha de esperança para voltarem com toda força.

Não importa em que época esse amor aconteceu.

Pode ter sido o primeiro amor da escola ou da faculdade, pode ter sido aquele que você jurava que não fazia seu tipo e acabou sendo o que mais te completou, pode ser aquele que chegou quando você esperava e que foi embora quando você mais precisava, pode até ter sido um amor de carnaval. Não importa.

Aí dentro de você, sempre haverá um amor que nunca será esquecido.

Você pode levar dias, semanas, meses ou até anos sem falar o nome, sem ter notícias dessa pessoa, sem lembrar a história, mas quando menos esperar, esse amor vem à memória.

Você vai se permitir parar por alguns minutos e lembrar dos detalhes do rosto da pessoa, se perguntar o que ela pode estar fazendo naquele exato momento ou até mesmo desejando um vodu para espetar o rim da criatura, mas o fato é que esse amor do passado, nunca será esquecido.

Não pense que você é um fraco incapaz de apagar uma história que ficou lá atrás, é que algumas pessoas atravessam a nossa vida deixando uma tinta mais forte e marcas mais desenhadas.

É esse amor que você vai enxergar sempre no último gole da taça de vinho e vai beber mais para que ele desapareça, mesmo sabendo que no fundo, você não quer que ele se apague.

Esse amor, é aquele lugar que você sempre volta em dias ruins, só pra lembrar que é capaz de superar.

Ainda que você tenha rasgado todas as fotografias, a memória continuará intacta.

Esse amor vai te acompanhar pra sempre e não adianta lutar contra isso.

Você pode até ter saído da relação, mas esse amor que acabou ou adormeceu, nunca sairá de você.

 


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Só queria saber

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Joss Stone

 

Eu queria muito saber o que você pensa quando olha pra mim.

Será que percebe o sorriso trêmulo que aparece instantaneamente quando te vejo?

Eu queria muito saber o que você pensa enquanto eu falo.

Será que percebe que estou me concentrando para não atropelar as palavras com o nervosismo?

Eu queria muito saber em qual grau de burrice você me classifica.

Será que percebe as besteiras que eu digo para disfarçar a ansiedade que ataca ao te ver? É como se a pouca inteligência que tenho, evaporasse na sua presença.

Eu queria muito saber o que você pensa quando está muito perto de mim e eu viro o rosto para não encarar os seus olhos.

Será que percebe que é medo de me entregar? Medo de deixar os meus sentimentos transbordarem pelos olhos?

Eu queria muito saber o que você pensa enquanto fico inquieta sem saber o que fazer com as mãos, sem saber como sorrir, sem saber se estou usando algum tipo de roupa que te agrada, sem saber se consegui disfarçar as olheiras com o corretivo.

Será que você repara alguma dessas coisas em mim?

Eu queria muito saber o que você acha da minha cara de boba… olhando enquanto você fala coisas que mal estou ouvindo, mas decorando a tua boca.

Será que percebe e pensa “essa é mais uma que cedeu aos meus encantos”?

Eu queria muito saber se nas poucas vezes que senti a sua respiração mais acelerada, foi por causa da minha presença.

Será que eu te desperto algum sentimento?

Eu queria muito saber até quando você vai perturbar tanto a minha concentração e invadir os meus pensamentos.

Até quando esse amor que não é platônico, (é catatônico) vai me consumir?

Até quando você me enlouquecendo?

Até quando eu resistindo?

Eu queria muito saber.

 

 


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É hora de seguir sem você

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: There She Goes

 

Sabe essa paciência que eu tenho com as suas idas, vindas, desculpas esfarrapadas e inconstância? Em algum momento ela vai acabar e eu vou embora.

Sabe essas mensagens carinhosas que te envio e você responde horas ou dias depois, quando quer e bem entende? Em algum momento elas vão parar de chegar e eu vou embora.

Sabe essas noites que fico escutando todos os seus problemas, as suas crises, traumas e depois de passar horas ouvindo, ainda te faço sorrir e esquecer tudo? Em algum momento essas noites não existirão mais e eu vou embora.

Sabe esse meu olhar que te admira, a minha boca que te chama, as coisas que faço para te agradar e manter por perto? Tudo isso vai acabar e eu vou embora.

Não é um aviso, nem chantagem… é só cansaço.

Eu tentei tanto, quis tanto que a gente desse certo, que você percebesse que no fundo gosta de mim. Muita gente diz que o que tiver que ser será e eu quis tanto que fosse.

Mas depois de tantas tentativas, de tanto tempo priorizando você e esquecendo de mim, tantas noites inquietas desejando o teu corpo, tantas vezes que precisei do teu carinho e não encontrei… o mais cruel de tudo foi perceber quanto tempo perdi esperando.

Hoje, depois de acordar, enquanto bebia uma xícara de café olhando pela janela, percebi que alguma coisa mudou dentro de mim. É como se eu não tivesse acordado só da noite anterior, mas como se dentro de mim acordasse uma vontade imensa de ser feliz.

E ser feliz, nesse momento, não inclui você. Não mais.

Eu fiz muito, tentei mais ainda e até acho que exista algum sentimento da sua parte. Mas sabe… pra mim é pouco e é por isso que vou embora.

Talvez você sinta falta, talvez perceba que eu sou uma mulher “do caralho”, como costuma dizer, talvez entenda que poderíamos ter construído uma história bacana, talvez me ligue na madrugada dizendo tudo isso, talvez descubra que eu te faço feliz.

Talvez…

Mas até lá, até a sua ficha cair, eu já estarei há muitos sentimentos de distância. Tomara que você aprenda que nem todas as pessoas vieram ao mundo para esperar você decidir o que quer.

No meu caso, o tempo expirou. Boa sorte nas suas outras tentativas!

 


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Separações

Como diria Nando Reis, “desculpe estou um pouco atrasado, mas espero que ainda dê tempo” de falar sobre o último filme publicitário de O Boticário, que gerou milhares de compartilhamentos, descontentamentos, aprovações e até processo.

Para quem não viu, posto o vídeo no final do post, mas basicamente o comercial fala de casais que estão se separando e no dia da audiência para assinar o divórcio, aí paaaah… as “ex” chegam lindas, produzidas e, claro, com a maquiagem do Boticário.

As feministas piraram, viram machismo. O resto do público ficou dividido entre achar o máximo ou até ruim. Aqui pra nós, se você curte filme romântico, me diga se não acha sensacional quando no filme “Sabrina”, a Júlia Ormond volta de Paris linda, sofisticada e confiante, deixando Harrison Ford e Greg Kinnear babando e apaixonados? Eu adoro!

Mas voltando ao comercial, na minha humilde opinião, não vi machismo. A questão ali era muito mais a vaidade feminina, mas não é nesse mérito que quero entrar. O ponto que vejo nesta campanha, talvez poucos enxergaram… não, eu não sou a diferentona, só analisei por um prisma que me tocou mais.

Nos depoimentos, os homens dizem, entre outras colocações, que “se acostumaram” com a presença das mulheres, para justificar a separação. Engraçado… eu me acostumei com a presença dos meus pais, dos meus irmãos, parentes, amigos que amo e nem por isso quero me afastar deles.

O que o roteiro resolveu esconder, parceiro, é que a separação só vem quando o amor acaba, pelo menos para uma das partes. Não é questão de “costume”, não é questão de um cabelo penteado ou um rosto maquiado. Se ama pela essência, pela alma, nunca só pela aparência física. Se assim fosse, seria fácil continuar com pessoas que julgamos perfeitas para uma vida, mas o nosso coração não quer mais ficar perto.

Não sei vocês, mas já terminei relacionamentos por não amar mais e com a maior tristeza, pois sabia que o cara era uma pessoa massa, um super companheiro, o genro que os meus pais queriam, o cara que iria ficar ao meu lado nos melhores e piores momentos, mas o coração não vê por esse lado.

Quando chega o fim, a pessoa pode vir com a melhor roupa, melhor maquiagem, melhor perfume, melhor sorriso e não vai abalar quem optou pelo ponto final.

Não foi por nada disso que alguém se apaixonou por você. Essa pessoa que ficou anos ao seu lado, te viu nos melhores ângulos e nos dias péssimos também, mas enquanto o amor existia, só importava o que você era. Muita gente adora criticar quando repara em um casal fora dos padrões hipócritas impostos pela sociedade… se o cara for lindo e a mulher não seguir a linha sarada, maquiada, escovada e turbinada, a primeira coisa que ouvimos é “não sei o que fulano viu em fulana”… pois é, viu o amor! Somos bem mais que um corpo, amores.

Claro que aparecer para o ex, linda e produzida, pode ser impactante, mas isso nunca fará um amor renascer, no máximo um flashback com um sexo selvagem e depois cada um para o seu lado. E quer saber? Se for para o cara ficar só pela maquiagem, que vá logo embora!

Mas o amor acaba, minha gente! Nem sempre ele é pra sempre e nem por isso quer dizer que não deu certo. Se enquanto durou vocês foram felizes, é o que importa. Nem todo mundo é capaz de abdicar de pequenas questões e implicâncias para olhar o todo e isso vai desgastando e fazendo o sentimento diluir. Mas não se engane, a culpa nunca é do costume ou da rotina. A inquietação está dentro de você e é lá que precisa ser resolvida.

Dizem que amor verdadeiro, não acaba. Confesso que não sei o que pensar sobre isso. Já vivi amores imensos, mas que precisei “matar” em mim, pois a outra parte não queria mais, já vivi momentos únicos, preciosos, onde sensações maravilhosas me tomavam o corpo inteiro e eu julgava ser pra sempre, mas acabou.

Na verdade, acho que a gente não deve se preocupar se é pra sempre ou até amanhã, mas amar com vontade, com entrega… um amor que vai além do que o  corpo oferece, um amor que não precise de maquiagem e que marque a sua história nas páginas felizes.

 

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Mais leve

Sempre que um ano estava próximo de acabar, eu começava um ritual de passagem. Na mala arrumava tudo o que queria levar para a virada e descartava aquilo que não faria diferença.

Mas nesse ciclo será diferente… a mala irá quase vazia!

Não vou levar a antiga e angustiante ansiedade que me cobrava os projetos e sonhos não realizados.

Ṇo quero levar nenhuma Рnenhuma mesmo Рexpectativa de nada. Nem das coisas, nem das pessoas e muito menos de mim.

As cobranças também não me seguirão. Chega de me exigir demais, de tentar ser melhor, de me crucificar por ser sincera e saber que as pessoas não são preparadas para conviver com a sinceridade, chega de vestir a roupa da Mulher Maravilha e querer resolver tudo sozinha, chega de me justificar para situações que não merecem o meu tempo.

Não vou levar novamente em bolsinhos nos cantos da mala, aquelas velhas mágoas do passado que tento resolver a cada ano, aquele perdão que tento me impor para pessoas que me sangraram a alma e deixaram sérias cicatrizes.

Não quero carregar comigo promessas que me fizeram sorrir, mas que no fundo sei que não passaram de mentiras.

Amores inacabados, mal resolvidos ou daqueles que vivem indo e vindo, serão deixados para trás… esse é um peso que também não levarei.

A mala está quase vazia, leve e sem dificuldade de carregar.

Será uma nova caminhada, um novo olhar, um novo sentido, novas sensações. Todos os anos nós nos prometemos mudanças, novas atitudes e novos sonhos, mas na real, isso não passa de metas fakes para não ficar de fora, afinal todos listam os seus desejos.

O que acontece mesmo é que ultrapassamos a barreira que separa um ano do outro, carregando as velhas questões que nos incomodam, os mesmos sentimentos ruins que tentamos nos livrar e as mesmas cansadas e repetidas ações que nos vestem tão bem.

Agora não mais! Tudo que não faz falta eu vou deixar. Na mala irá só a fé, a esperança e o amor!

A caminhada fica muito mais bonita quando não há peso nas costas.

Feliz 2016!

 


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Escolhas

 

Sem querer tirar o mérito e a necessidade das “ficadas” e dos encontros furtivos, mas se a questão for encontrar alguém para FICAR, as prioridades agora são outras…

Ontem a vontade era sair para as baladas, beijar na boca, passar a noite dançando e ouvindo besteira.

Hoje o desejo é que alguém se aproxime dizendo algo mais substancial que “e aí vai passar o carnaval aonde?”.

Ontem a tendência era usar o look mais sensual, ousar em um decote que arrastasse todos os olhares da noite, colecionar cantadas e elogios.

Hoje o desejo é que alguém veja além da aparência física, afinal é o que de mais verdadeiro há para se mostrar.

Ontem o frisson era realizar as fantasias sexuais programando noites quentes e surpresas eróticas.

Hoje a maior fantasia é ouvir um “eu te amo” depois de um sexo gostoso onde corpos e almas estejam presentes.

Ontem a agonia era não passar a sexta e o sábado a noite sem ninguém.

Hoje a necessidade mais latente é ter alguém que fique até o domingo de tarde e saia passeando de mãos dadas para fazer programações bobas, como tomar um sorvete.

Ontem não importava se quem chegasse ficaria um, dois ou três dias.

Hoje a rotatividade já não é interessante e a solidão por vezes parece até mais confortável.

Ontem havia o desespero de estar solteira.

Hoje há o medo de estar mal acompanhada.

Ontem qualquer mensagem pelo whatsapp gerava expectativas e sorrisos bobos.

Hoje é preciso mais que isso, é preciso ter o olhar e a sinceridade do toque.

Ontem tudo parecia normal… normal não ligar no dia seguinte, normal falar um dia com entusiasmo e com frieza no outro, normal aparecer só nos dias de semana, normal sumir…

Hoje normal é não aceitar migalhas, pedacinhos e conveniências.

Ontem a ideia era ter alguém que me fizesse feliz, que me completasse, que despertasse o melhor em mim.

Hoje a grande descoberta é que antes de ter alguém, preciso saber ser feliz sozinha, ser completa e cultivar o meu melhor.

Ontem a vontade era ter uma relação bacana.

Hoje continua sendo, mas não qualquer relacionamento morno e caído.

A partir de hoje e sempre, só vale se for por amor… amor recíproco!

 


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Marcas

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Amy Winehouse – Love Is A Losing Game

 

O tempo passou e até hoje não sei dizer se foi rápido ou devagar.

Mas da estação que te deixei, já não vejo nem sinal ao olhar para trás.

Mesmo depois de tudo, ainda me deparo com marcas que você me deixou. Algumas delas tão devastadoras que não atingiram só a minha alma, até o meu corpo sentiu.

Não é masoquismo, saudosismo ou qualquer outra tentativa de resgatar sua lembrança, mas infelizmente, ainda percebo esses sinais que você deixou em mim.

Contrariando o fluxo natural, não me arrependo de ter vivido a nossa história e até agradeço você ter passado pela minha vida.

Obrigada por me mostrar que quero distância de relacionamentos como o que tivemos.

Obrigada por ter me desvalorizado e me feito descobrir o quanto fui ridícula acreditando em você.

Obrigada por me fazer conhecer um coração frio e saber o quão valioso é todo o fogo que queima dentro do meu.

Obrigada por nunca ter me amado, pois assim descobri que amo sem esperar nada em troca.

Obrigada pelos abraços que você não me deu quando eu precisava de carinho, hoje eu sei que pessoas frias não entendem a importância desse gesto.

Obrigada por mentir, me trair e ainda me acusar de ciumenta neurótica, tudo isso me fez enxergar que bom caráter e integridade não nascem em todos os humanos.

Obrigada por se irritar e perder a paciência com as minhas “perguntas bobas”, com a minha forma de fazer questão de segurar a sua mão na rua, por não ter me defendido em momentos que precisei do seu apoio, todas essas coisas me fizeram entender que deve ser difícil ser uma pessoa nervosa, insensível e egoísta como você.

Obrigada por ter terminado comigo como se tivesse me conhecido um dia antes e não com o cuidado de quem passou anos ao meu lado. Foi cruel, mas serviu para me fortalecer a nunca mais ceder às suas tentativas de retorno.

Obrigada por ainda hoje continuar agindo como o mesmo cara volúvel e que não respeita quem está ao seu lado, isso me faz ver do que me livrei e respirar bem melhor.

Obrigada por todos os momentos bons que você me deu e não posso dizer que foram poucos.

Mas obrigada, principalmente, por me mostrar o tipo de homem que nunca mais quero na minha vida e no meu coração.

 

 


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Camisinha, por favor!

Na farmácia, uma mulher que vai transar pela primeira vez com o paquera que conheceu na noite passada, tenta comprar camisinha:

Mulher: Boa tarde, eu quero camisinhas.

Atendente: Qual tamanho, senhora?

Mulher: Hã? Tem tamanho?

Atendente: Sim… temos PP, P, M, G, Extra Grande, Desmarcados e Plásticos especiais para o caso de algum tamanho anormal.

Mulher: Entendi… bom, me dê tamanhos P, M e G. Posso tá enganada, mas ele não tem cara de Extra Grande.

Atendente: Ok! Qual sabor?

Mulher: Vixe! E tem sabor também?

Atendente: Sim. Temos côco, goiaba, tamarindo, abacaxi, nescau, frutas cítricas e também as mais fitness sabor chia e whey protein.

Mulher: Aff… é camisinha ou geladinho? Humm… eu quero sem sabor mesmo, moço. Sou muito alérgica para usar essas coisas.

Atendente: Certo. Lubrificada, semi lubrificada, extra lubrificada ou quiabo?

Mulher: Ahhh fala sério! É muita questão para decidir. PQP!

 

Bom, obviamente, esse diálogo acima não existiu e foi recheado de exageros, até porque na maioria das farmácias as camisinhas ficam em gôndolas e nem precisamos falar com os atendentes. Foi apenas para ilustrar, pois acreditem: para uma mulher, que ainda não conhece o parceiro, comprar camisinha é uma tarefa um pouco complicada diante de tanta variedade deste produto.

Na semana passada uma amiga me pediu para falar sobre isso aqui no blog, quando passou por essa situação de difícil escolha, na farmácia. E olha que ela já sabia o tamanho que precisava, mas pensou nas outras mulheres que precisam ter sempre esse item na bolsa, embora nem saibam quem será o próximo paquera.

E é verdade! Como saber o tamanho do próximo pinto que vamos encontrar, gente? Já tá difícil saber se vai aparecer alguém, imagina dar conta até dos centímetros que a criatura vai apresentar?!

De qualquer forma, isso não é e nunca poderá ser motivo para você deixar de ter sempre camisinhas na bolsa. Não podemos achar que essa é uma obrigação do outro, pois ela é nossa. Aliás, ela é de todos! Os dois precisam ter.

Se a pessoa te leva para transar e diz que “esqueceu” a camisinha – e caso você também não tenha – não transe. Isso é sinal que com outros parceiros pode ter acontecido a mesma coisa e tem gente que não leva camisinha muito a sério, né? Acha que ela pode ser dispensável.

Muito melhor se privar de um momento, que lamentar bastante depois.

E quanto a saber qual tipo comprar, se jogue na variedade… pegue de todos os tamanhos e (se gostar) sabores. Neste caso, peque pelo excesso e não pela falta.

 


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Como prender um homem (só que não)

Para começo de conversa, quero deixar claro aqui que não tenho nada contra a cantora Claudia Leitte, odeio as comparações cheias de maldades que fazem dela com Ivete Sangalo e acredito que se Claudinha alcançou a sua fama, foi por merecimento. Mas também não vou me alongar muito nessa questão pois esse não é o assunto do post.

Apesar de não estar me referindo ao trabalho artístico de Claudia, não posso deixar de comentar aqui algumas dicas que ela deu para manter um casamento, matéria que li aqui no site da Veja. Acompanhe as “dicas” de Leitte, que aqui no post resumi com as minhas palavras, mas você pode ler na íntegra no link para o site da veja que direcionei anteriormente:

Primeira: a mulher não deve aparecer descabelada e sem escovar os dentes para o seu parceiro, quando acordar. Ela precisa ir ao banheiro dar um tapa no visual e nos dentes, antes do moço acordar, voltar e fingir que acordou daquele jeito.

Bom, eu acredito que essas práticas sejam mesmo uma questão de higiene, mas não condições para que um homem goste menos ou mais de você. Alguns casais não se incomodam em dar beijo quando acabam de acordar, outros sim… aí vai muito da rotina que se constrói, mas ter a obrigação de levantar antes apenas para não se mostrar natural, já acho que passa do limite.

Segunda: mesmo que você tenha passado uma semana fora trabalhando e chegou exausta, aquele trapo que só quer um banho e cama, se o seu parceiro estiver cheio de tesão você PRECISA COMPARECER… tem que fazer a gostosa, botar uma lingerie sexy e cair pra cima.

Será, gente? Na minha humilde opinião, um homem que não compreende quando a mulher está cansada, que o dia dela foi exaustivo e que ela precisa mais de um abraço do que sexo, demonstra apenas que só pensa nele… nas necessidades dele. É primitivo demais uma mulher achar que se anulando está construindo uma relação feliz. É isso que prende um homem? Oremos que ainda existam espécies diferentes… que saibam esperar o dia seguinte, quando a mulher acorde descansada e o sexo seja bom para os dois.

Terceira: se você estiver cheinha, use o truque da meia luz porque ajuda a disfarçar as imperfeições.

Sabe, eu até curto a meia luz, mas pela ambientação, não para me esconder de ninguém. O tipo de homem que na hora do sexo fica prestando atenção nos pneus e gordurinhas de uma mulher, certamente está deixando a desejar no que ele deveria estar concentrado fazendo, no caso dar prazer a quem está com ele. Acho ridículo essas relações onde não é possível ser verdadeiro com o parceiro. É como se esconder o tempo inteiro e não ser quem, realmente, você é. Isso é cultura de quem não tem autoestima… não importa estar gordinha, magrela, com o peito não tão durinho… se o cara está com você em uma relação é porque te ama. Claro que cuidar de si é essencial! Se você se preocupa com a saúde, se alimenta bem, cuida dos cabelos, da pele, está sempre cheirosa, é o que vale… não importa se está acima do peso e não precisa ficar disfarçando isso com penumbras. Bom lembrar que desleixo é outra coisa, isso é realmente broxante para qualquer homem… ou mulher, levando o assunto para o outro ângulo.

Quarta: achar que já conquistou e não fazer mais nada para sustentar a relação.

Nessa questão concordo com ela, embora acredite que pensamos em estratégias diferentes. É verdade que não podemos estacionar nas relações, temos que entender que a rotina é cruel e pode ir minando, tirando o viço do amor que até outro dia pegava fogo. Mas não acho que a solução esteja só em comprar lingeries novas, mudar o cabelo ou passar fome para entrar num manequim 36. Acredito que essa conquista diária seja muito maior e até mais simples que isso… é entender as diferenças, parar de se importar com besteiras, saber que conviver não é fácil e para que isso funcione bem, algumas pequenas renúncias precisam ser feitas, é não esquecer os beijos, os bilhetinhos, as mensagens carinhosas durante o dia, é olhar com carinho vendo mais a alma que a aparência do outro, é dizer “eu te amo” diariamente, ainda que o outro esteja cansado de saber. É estar perto, mesmo quando longe e mostrar que o outro tem com quem contar sempre que precisar.

Acho que por isso estou solteira… quero alguém que me ame do jeitinho que eu sou… com defeitos, qualidades, mas acima de tudo que perceba a verdade do meu sentimento. Alguém que me queira por amor! Devo estar pensando errado, né?

Mas fico feliz pois com Claudinha as dicas estão funcionando e ela tem uma família linda!

 


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