Coisas de Liz – 5 ANOS!!!

Hoje é dia de aniversário. Cinco anos de blog!

Comemoro como se fosse o meu próprio aniversário, afinal é o tempo exato que a minha vida ganhou um novo significado.

Sou t√£o feliz aqui… t√£o feliz… que √© por isso que continuo escrevendo…

 

Escrevo para tentar compreender o que n√£o entendo.

Escrevo para traduzir as minhas alegrias e vencer as minhas tristezas.

Escrevo para contar hist√≥rias… as minhas, as suas, as que ou√ßo por a√≠ e as que quero que um dia aconte√ßam.

Escrevo porque ainda acredito no amor e sempre vou acreditar!

Escrevo para ser solid√°ria com cada paix√£o interrompida, inclusive as minhas.

Escrevo para mostrar que n√£o importa quantas vezes nos decepcionamos, mas sim o que faremos com cada uma dessas decep√ß√Ķes.

Escrevo para registrar cada pedacinho da rotina de um amor, cada implic√Ęncia, cada perd√£o e cada vez que o mundo fica melhor quando se diz ‚Äúeu te amo‚ÄĚ.

Escrevo para fazer entender que amor não diminui de uma hora para outra, somos nós que vamos mutilando o sentimento.

Escrevo porque dentro do pouco que sou, tenho um coração que não cabe em mim.

Escrevo por amor incondicional, incansável e imensurável às palavras.

Escrevo porque enquanto faço isso, esqueço do mundo.

Escrevo para falar de saudade… daquela que sei que vou matar no dia seguinte e daquela que sei que precisarei sufocar dentro de mim, at√© que ela v√° embora.

Escrevo porque mesmo falando de amor e tudo o que o envolve, quando me apaixono sou a mesma boba da adolesc√™ncia… esque√ßo regras, condutas, listas do que n√£o fazer e apenas me entrego.

Escrevo através da simplicidade, pois sei que é por ela que alcançamos a alma do outro.

Escrevo porque esta é e sempre será a minha verdadeira paixão.

Escrevo porque é assim que me revelo e me escondo.

Escrevo para imortalizar os amores que foram importantes, os que não passaram de um engano e os que aconteceram só por um descuido do destino.

Escrevo porque assim sublimei uma dor que me dilacerava a alma.

Escrevo para fazer a minha pequena parte de distribuir amor ao mundo.

Escrevo porque sou rom√Ęntica, por chorar ouvindo ‚ÄúYour song‚ÄĚ do Elton John, por achar lindo um casal que se ama, por me emocionar com pequenos detalhes de uma vida a dois.

Escrevo porque sinto tudo e tanto.

Escrevo para derramar o que os olhos j√° n√£o podem segurar.

Escrevo para descrever sorrisos que me encantaram, pessoas que marcaram e histórias que valeram a pena serem escritas.

Escrevo porque tatuei na minha pele a marca desse amor.

Escrevo porque transformo o que sinto em palavras, frases, versos e textos.

Escrevo o que vem do meu coração.

Escrevo porque prefiro ser vulnerável pela sinceridade, que ser dissimulada pelo silêncio.

Escrevo, escrevo, escrevo… e isso nunca me cansa.

Amor verdadeiro √© assim… s√≥ aumenta!

 

OBRIGADA √† cada um que me acompanha, gosta do que escrevo, que diz que j√° ajudei, de alguma forma, nas suas rela√ß√Ķes e modo de pensar sobre o amor… esse sempre ser√° o meu maior retorno!

Escrevo também, para estar mais perto de vocês.

Beijo cheio de amor!!!!!!!!!

 


Publicado em Sem categoria | 13 coment√°rios

Entre nós

Eu acho que precisamos sair mais vezes.

√Č? Est√° com vontade de ir para a balada?

Voc√™ sabe que odeio baladas, mas talvez dev√™ssemos ir… √© que n√£o temos sa√≠do para esses lugares.

E isso te incomoda em que sentido?

Sei l√°. Os meus amigos est√£o sempre contando sobre novos lugares.

E você? Conta sobre o que?

Ah… sobre os livros que estamos lendo ou sobre o √ļltimo filme franc√™s que vimos.

Ok! Podemos sair hoje a noite e amanhã também. Não faço nenhuma objeção.

T√°. Podemos… melhor amanh√£ porque hoje tem a estreia do novo filme do Almod√≥var e j√° comprei os ingressos.

Certo. E amanhã? Decidimos na hora ou começamos a programar agora?

Ent√£o… sabe aquele bistrot que a gente sempre ia e fechou? Abriu uma casa de massas no lugar…

Que legal! Podemos marcar de ir qualquer hora dessas… mas voltando… e a balada?

Tem que ser esse final de semana mesmo?

Quem quer sair √© voc√™… decida, u√©!

Quer dizer que você não quer e vai só para me agradar?

Não disse que não quero, mas essa não é uma necessidade minha.

Por que?

Porque estou feliz com os nossos programas, com as coisas que gostamos de fazer.

Ent√£o ir para a balada te incomoda…

N√£o, amor! N√£o incomoda… estar com voc√™ √© bom em qualquer lugar.

Tem raz√£o. Eu sinto a mesma coisa.

Que bom! Mas e a balada?

Esquece isso! Pega as chaves e vamos ali ver o por do sol.

Te amo.

E eu te amo mais.

 

Cada casal tem a sua história, a sua rotina saudável e desejos compartilhados. Achar que a grama do vizinho é mais verde e que você precisa fazer o que os outros fazem, pode fechar os seus olhos para a relação feliz que foi construída.

 

 


Publicado em Rom√Ęnticos | Deixar um coment√°rio

Conversa com o tempo

Eu sou o tempo! Aquele que voc√™ cobra o tempo todo, com perd√£o da redund√Ęncia. Sou esse seu velho conhecido e companheiro. E por mais que eu precise continuar passando, as vezes tenho que parar alguns minutos e lhe dar uns conselhos:

Sabe essa tristeza que você está sentindo? Ela passa.

Você sabe que sempre apago as marcas e te deixo sorrir de novo.

Não me peça para ir mais rápido. Não sou eu quem prolongo o sofrimento, é o coração!

Recomece. O que adianta pensar que poderia ter sido diferente ou que você se enganou mais uma vez?

N√£o foi culpa minha… eu n√£o distancio ningu√©m, apenas desafio os amores. Os verdadeiros sobrevivem.

São as pessoas que decidem o que fazer comigo, eu não tenho ingerência nessa escolha.

Ei! Para de achar que não pode mais confiar em ninguém. Quando eu passar mais um pouquinho, você vai voltar a acreditar.

Não se culpe por ter gostado e ter se doado, se o outro não devolveu isso, não é problema seu. Cada um dá o que tem.

N√£o se culpe pela intensidade. A perspectiva de ser pela metade nunca lhe agradou.

Eu parei todas as vezes que você desejou que o beijo não acabasse, eu acelerei todas as vezes que você sentiu saudade, eu estiquei todas as vezes que você pediu para ficar perto da pessoa mais um pouquinho.

Embora você me acuse e reclame de mim, sempre faço as suas vontades.

Mas n√£o me pe√ßa para correr agora. Voc√™ precisa sentir tudo isso enquanto vou na minha velocidade normal. Para se curar dessa decep√ß√£o, voc√™ n√£o pode pular etapas, tem que passar por todas elas… e eu vou passar junto com voc√™.

A √ļnica coisa que pode me acelerar, √© a sua vontade de esquecer.

Ah… enxuga esses olhos! Voc√™ sabe que √© muito mais forte do que isso que est√° mostrando agora.

Você já passou bravamente e com mérito, por dores imensamente maiores.

Não é esse ventinho que vai derrubar quem venceu tempestades.

Fique feliz por tudo o que viveu e aprendeu. Você soube me aproveitar e isso só sabe fazer bem, quem lembra que eu nunca volto.

Não duvide da sua força. Você tem a vantagem de me ter como aliado, afinal sou o mais desafiador e intempestivo dos algozes.

Eu, o tempo! Esse que você continua aprendendo a respeitar, esperar passar quando preciso e correr junto quando convêm.

 

“There was always something more important to do,
More important to say
But “I love you” wasn’t one of those things,
And now it’s too late
Do you remember?”
Phil Collins

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 9 coment√°rios

Quando você partir

“Quando voc√™ partir, n√£o quebre as pontes que atravessar”

Tem gente que entra na sua vida trazendo poesia, m√ļsica e encantos.

Vai se aproximando devagar e com sutilezas rom√Ęnticas, consegue conquistar espa√ßo no seu cora√ß√£o.

Então você permite que esse alguém chegue mais perto.  Revela a sua alma, divide a sua vida, compartilha os seus momentos e se envolve.

Voc√™, mais uma vez, est√° ali… cara a cara com aquela velha conhecida: a paix√£o!

E conclui que foi uma chegada linda e significativa… algu√©m que mexeu com voc√™ e j√° marcou um lugar na sua hist√≥ria.

Mas da√≠ essa pessoa que voc√™ aprendeu a gostar das qualidades e aceitar os defeitos, essa pessoa que havia se mostrado por √Ęngulos admir√°veis e feito voc√™ achar que estava diante da sinceridade t√£o pouco encontrada por a√≠, resolve que n√£o quer mais…

N√£o quer mais a sua companhia por ter encontrado outra pessoa, por ter enjoado, por ter sei-l√°-o-que.

Então, ao invés de ter a mesma nobreza que mostrou ao se aproximar e falar de forma clara os motivos que o levaram a querer o fim, esse alguém age de forma destoante do que foi até ali.

A covardia começa a se mostrar mais forte que a impavidez e então essa pessoa mente, lhe ignora, despreza, lhe trata com frieza e se transforma em um completo estranho. Abandona a luta pela metade.

Aquela raiz cheia de coisas boas que havia sido plantada, come√ßa a ser arrancada da forma mais est√ļpida poss√≠vel.

Isso √© quebrar as pontes… isso √© jogar erva daninha no caminho onde muitas flores foram cultivadas!

Estar com alguém é uma escolha e deixar esse alguém também é um direito seu, mas saiba fazer isso.

N√£o deixe o vinho respingar e macular a toalha.

Joguinhos, artif√≠cios e t√°ticas para forjar um fim, √© feio… lembre-se como tudo come√ßou.

Lembre-se como o outro se entregou √† voc√™. Lembre-se que foi bom, da intimidade que constru√≠ram, lembre-se das gargalhadas, das confiss√Ķes no escuro do quarto, dos len√ß√≥is divididos e das manh√£s juntos.

Lembre-se que foi voc√™ quem pediu para entrar. Ent√£o, seja gentil e avise que est√° indo embora… com delicadeza e n√£o chutando a porta e quebrando a fechadura.

Cuidado com a forma que se prop√Ķe a sair da vida de uma pessoa, pois n√£o tenha d√ļvidas de que √© por essa atitude que voc√™ ser√° lembrado.

“E vem você dizer
Que o meu amor n√£o te apetece mais
O que posso fazer
Além de desejar que você siga em paz

Mesmo que algo melhor te espere do lado de l√°
Quando voc√™ partir n√£o quebre as pontes que atravessar…‚ÄĚ

(Siga em paz ‚Äď Vander Lee)

 

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 16 coment√°rios

Um amor diferente

Dizem que o amor é sempre igual. Dizem que mudam as pessoas, as histórias, mas os sintomas continuam os mesmos.

Eu tamb√©m acreditava nisso… at√© voc√™ aparecer!

N√£o √© que voc√™ me desperte um amor mais forte ou mais fraco. √Č apenas um amor diferente.

√Č arrebatador da mesma forma, mas me traz a sensa√ß√£o constante de estar voando e n√£o flutuando s√≥ por alguns instantes. Voc√™ n√£o me deixa cair.

Vejo em você o que há tempos o mundo me impediu de enxergar. Vejo sinceridade.

Passei muito tempo lambendo cicatrizes, curando feridas na alma, varrendo de dentro de mim todos os res√≠duos de rela√ß√Ķes que deixaram sequelas e tudo isso me ocupou muito tempo.

Enquanto me dedicava a arrumar o coração, as outras pessoas que se aproximavam não me deixavam a vontade para abrir as portas e permitir que o lugar  fosse ocupado novamente.

Mas você veio. Não bateu na porta, não pediu para entrar, não exigiu nada, não fez barulho e nem se importou com todas as minhas resistências.

Foi chegando, ficando e quando percebi todos os espaços já eram seus.

N√£o √© qualquer amor. √Č um amor que faz com que eu seja livre. Voc√™ me enxerga do jeito que sou e ainda assim, me ama.

As minhas reservas, medos e falta de coragem de encarar uma nova hist√≥ria, foram extintas pela sua forma, irritantemente linda, de ignorar tudo isso e me mostrar que ‚Äúa gente‚ÄĚ √© diferente.

N√£o √© qualquer amor. √Č um amor que caminha na mesma dire√ß√£o que eu, √© um amor que me faz melhor.

Eu aprendo com voc√™ o tempo inteiro… e das coisas mais simples at√© as mais s√©rias, voc√™ me ensina sorrindo, brincando e eu vou vivendo e sentindo.

Não é qualquer amor. Sou eu, você e todos os detalhes que fazem essa história tão especial.

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 9 coment√°rios

Romance cotidiano

Tem gente que se apaixona todo dia… e em qualquer lugar.

Ele j√° estava parado diante da prateleira de leite h√° um bom tempo. Ela passou duas vezes e viu que ainda n√£o havia nenhuma lata ou caixa no carrinho, portanto a escolha ainda n√£o fora feita.

Dentro do carro, apenas um pacote de ovos daqueles que tem s√≥ meia d√ļzia, um queijo brie pequeno, tr√™s miojos sabor picanha, uma latinha de castanhas e 12 cervejas. Compras t√≠picas de um cara solteiro.

Ela deu mais uma volta para pegar a granola e ent√£o reparou que ele j√° estava na se√ß√£o de caf√©, finalmente havia se decidido por uma lata de leite ‚Äúdesnatado‚ÄĚ. Talvez ele precisasse saber que todo o resto daquelas compras, n√£o iriam ajudar na potencial dieta da segunda-feira.

O mo√ßo pegou quatro caixinhas de um caf√© extra-forte. E ela pensou ‚Äúdeve ser um not√≠vago, como eu‚ÄĚ. A cafe√≠na √© uma boa companheira para as noites produtivas.

Fingindo estar escolhendo os mesmos produtos, ela foi acompanhando aquele homem cujo os fios grisalhos na barba e nos cabelos, pareciam denunciar um homem na faixa entre 30-40 anos. Parecia se sentir confort√°vel dentro da bermuda xadrez, camiseta cinza e as havaianas que usava.

Ela adora observar pessoas tentando adivinhar o que fazem e o que sentem, ent√£o continuou nesse joguinho. Olhava, disfar√ßava, voltava a olhar. As vezes se afastava para pegar o que precisava. Foi at√© os iogurtes e quando j√° se virava para segui-lo novamente, deu de cara com ele… com os olhos dele.

A moça desviou o olhar, rapidamente, e sentiu um leve rubor no próprio rosto. Ele mal sabia que naquele pouco tempo, já eram próximos e ela tentava invadir a intimidade dele cada vez mais.

Se ele percebeu alguma coisa, n√£o demonstrou e ent√£o pegou uma lata de manteiga, uma embalagem com salsicha para cachorro quente e os dois seguiram em dire√ß√Ķes opostas.

Depois de pegar tudo o que precisava, ela caminhou para o caixa e ao se aproximar, viu que ele j√° estava na fila de pequenos volumes, a mesma que ela ia ficar.

Os olhos dela ficaram vidrados na nuca e nas costas dele… imaginou como seria o perfume, a textura da pele, a voz, idealizou que ele tivesse um monte de caracter√≠sticas das que ela admirava e pensou como seria se ele se virasse, puxasse uma conversa e dali nascesse um amor… tipo esses encontros que acontecem nas com√©dias rom√Ęnticas.

Mas apesar de dar umas olhadas para ela, vez ou outra, fingindo olhar para trás, ele não disse nada, sequer ameaçou alguma aproximação.

Por sua vez, ela também não deu nenhum passo para que esse romance de sessão da tarde acontecesse.

E se n√£o tomou a iniciativa, n√£o foi pelo fato de ser t√≠mida, por medo de receber um ‚Äún√£o‚ÄĚ ou coisa que o valha.

Foi apenas por lembrar que algumas hist√≥rias ficam bem melhores na imagina√ß√£o… principalmente aquelas que voc√™ idealizou sozinha. Essa √© a moral da hist√≥ria.

E seguiram cada um para as suas vidas.

 


Publicado em Sem categoria | 4 coment√°rios

Os √ļltimos rom√Ęnticos

Irrita um pouco essa forma que tenho de ir me tornando crian√ßa enquanto o tempo passa. Maldito rel√≥gio biol√≥gico desregulado que ainda me faz ver a vida de uma forma l√ļdica, leve e doce.

S√£o tantas teorias fazendo cair por terra o amor rom√Ęntico e eu continuo ali, acreditando! Naquele amor que a gente quer escrever bilhetinho, beijar na chuva e ficar abra√ßado embaixo dos len√ß√≥is, fingindo que a vida l√° fora n√£o existe.

Que mundo √© esse em que vivo, defendendo o amor que as pessoas insistem em dizer que n√£o existe mais? Rela√ß√Ķes vol√°teis, pensamentos hedonistas, sentimentos l√≠quidos… e eu sigo cultivando o meu cora√ß√£o ing√™nuo… ele n√£o precisa saber que o mundo aqui fora perdeu a dire√ß√£o.

Aos olhos dos outros, pareço boba e quase infantil, ao afirmar que existem almas que se preenchem e histórias felizes.

Que tonta! O que mais dizer de algu√©m que sente vontade de jantar √† luz de velas, dan√ßar coladinho alguma m√ļsica do James Morrison e fazer surpresinhas rom√Ęnticas no anivers√°rio?

Algu√©m mais perde a respira√ß√£o ao ouvir um ‚Äúeu te amo‚ÄĚ? Tenho problemas s√©rios de amor intenso. N√£o consigo amar em doses moderadas. Sinto tudo e muito!

Se a cada decepção vivida eu precisasse perder a fé e o amor, já não haveria sentido em continuar sorrindo.

Que me perdoem os que insistem em dizer que estão cansados dos romances fracassados, das pessoas que não foram leais e dos fins. Se tem uma coisa que sei fazer, é recomeçar. E farei isso quantas vezes forem necessárias!

N√£o sou nada sagaz em se tratando do amor. E quer saber? Prefiro conservar a minha fama de rom√Ęntica, aquela que tem um ‚Äúapaixonador‚ÄĚ raso, f√°cil de ser preenchido.

Sim, eu sou uma tola… pueril e sentimental quando tudo isto me conv√©m.

Alguns dirão que sou ridícula, outros dirão que sou piegas e eu direi que sou feliz.

 

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 11 coment√°rios

Conto: O ponto final

O jornal bagunçado ainda repousava por todo o sofá, na mesa de canto um copo com um resto de suco de laranja e as almofadas espalhadas pela sala.

Poderia ser uma cena comum como todas as outras que presenciei em tantos dias, mas hoje, especialmente, aquele cen√°rio tinha gosto de impaci√™ncia… j√° n√£o havia a menor toler√Ęncia para suportar o que em outras vezes era uma bagun√ßa normal e cotidiana.

O caos n√£o estava na reviravolta da casa, mas nos sentimentos que h√° pouco tempo eram fortes, verdadeiros e que agora n√£o passavam de d√ļvidas. Caminhei at√© o quarto e olhei a nossa cama. Sonhos, desejos, l√°grimas, abra√ßos, ins√īnias e risadas ecoavam no meu pensamento enquanto imaginava os nossos corpos entrela√ßados ali.

Abri o armário e acariciei as suas camisas com a esperança de que o seu perfume me trouxesse de volta a memória apaixonada, mas não funcionou. Naquele momento nada mais pesava ou importava. Não era o fato de ter sido traída naquela nossa primeira crise, nem a lembrança de quando descobri que eu não estava nos planos da sua viagem para Barcelona. Tudo era muito e ao mesmo tempo, pouco.

Os nossos livros lidos e compartilhados, as nossas meias misturadas, a sua camiseta velha que me parecia, de longe, a peça mais confortável para uma noite de sono, os seus óculos velhos que quebrei enquanto tentávamos instalar o sofá novo na sala de TV, a minha saia branca que você derramou molho de pizza. O que fazer com tantas lembranças e tantos pedaços?

Até onde quero acabar com tudo e até onde quero acabar com a vontade de acabar com tudo? Como entender o desejo de ir embora quando um mundo lhe parece tão perfeito? Como explicar que o amor que nasceu, cresceu e tomou espaço parou de respirar há algumas horas? Como aceitar o fim?

Por alguns minutos, sinto o poder de decisão se aproximando e me fazendo pensar de forma sensata, enxergando que os finais servem para concluir  histórias. Em seguida a culpa, a indecisão e o não querer.

Respiro. Transpiro. Volto a pensar na melhor forma de dizer o que penso, sem magoar, ofender ou deixar sequelas. N√£o h√° resposta ou ideias. Fugir talvez fosse uma boa op√ß√£o e pouparia conversas intermin√°veis, explica√ß√Ķes, acusa√ß√Ķes e todas as dores que envolvem um adeus. Fugir. S√≥ agora entendo o motivo daquelas pessoas que desaparecem sem dar satisfa√ß√£o ao mundo. Mas esta n√£o √© uma fuga de si mesmo e ent√£o o problema continuaria.

Quando o amor acaba, n√£o acaba a clareza. Sei ainda de todas as qualidades e defeitos que me fizeram ficar. Sei o quanto fui feliz com as coisas simples e todas as vezes que me peguei desejando mais, mas pousei novamente no lugar que me fazia feliz.

Os discos, as revistas, as nossas xícaras preferidas, o café que tomávamos sempre juntos. Planos. Quantos planos! Onde encaixotar tudo isso? Em qual lugar guardar sem que eu possa ver ou sentir?

Preciso arrumar as malas. Se alguém tem que sair, esse alguém é quem decidiu ir embora e isso parece lógico. Não quero ficar brigando pela cafeteira ou pelos quadros pequenos que trouxemos daquela viagem feliz que fizemos á Araxá. Não quero discutir com quem fica o nosso cachorro ou as toalhas novas que compramos. Não!

A mim, basta a decisão! Os detalhes que me perdoem, mas não consigo ser mais forte que eles. Prefiro ignorá-los a me despedaçar inteira. Eu deveria ter partido em algumas daquelas vezes que brigamos e o ódio tomou conta de mim. Eu deveria não ter te perdoado e não ter feito amor de forma apaixonada todas as vezes que fizemos as pazes. Teria sido tão mais fácil ir embora levando raiva. O que dói mesmo é ter que levar esse coração cheio de saudades.

Ouço a porta abrindo e sei que você chegou. Paro de respirar por alguns momentos. Chegou a hora. Construí, mentalmente, repetidas vezes o que iria dizer, mas agora as palavras se misturam e o roteiro se perdeu.

Vejo voc√™ se aproximando e como se as nossas mentes estivessem o tempo inteiro ligadas, percebo no seu olhar que n√£o preciso dizer nada. Voc√™ j√° entendeu! Nos olhamos calados por alguns instantes, como se esper√°ssemos alguma centelha de esperan√ßa aparecer, mas nada aconteceu. Sabemos que √© o fim da trilha. Eu abaixo a cabe√ßa e tento esconder as l√°grimas, voc√™ vai at√© a geladeira e se serve de uma √°gua. Mas antes de sair de perto de mim, diz sem me encarar: ‚Äún√£o esquece de pegar o sapato que voc√™ deixou no meu carro‚ÄĚ.

E assim pontuamos a nossa história. Nada mais a dizer, nada mais a fazer, além de calçar os sapatos e começar um novo caminho.

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 10 coment√°rios

A culpa é do cupido?

 

Eu já falei aqui, algumas vezes, que a vida de uma solteira não é nada fácil! E as dificuldades aumentam, consideravelmente, por causa do cupido.

Sim, ele mesmo! Esse rapaz √© um trollador… a gente pensa que ele est√° ajudando, que vai acertar em um alvo decente e l√° vem outra mal fadada hist√≥ria de novo. Imagino que depois de cada caso frustrado, ¬†ele fique assistindo, comendo pipoca e tendo crises de riso √†s nossas custas.

Conversando em mesa de bar com algumas amigas, todas elas tinham uma hist√≥ria louca para contar sobre as suas √ļltimas ‚Äúquase rela√ß√Ķes‚ÄĚ.

Tinha a que conheceu um cara correndo na orla… mo√ßo lindo, gentil, inteligente e ela, l√≥gico, no segundo dia j√° estava apaixonada. At√© que ele disse que queria marcar para correr tamb√©m no s√°bado… ela aceitou NA HORA. O que √© acordar √†s 5h no s√°bado, quando se pode encontrar o futuro amor da sua vida? Que besteira! E l√° foi ela… mas eis que chegando l√°, o lindo e sorridente como sempre, disse que queria apresentar uma pessoa pra ela… a minha amiga imaginou logo que era a m√£e dele… futura sogra e tal… mas, infelizmente, n√£o foi. Por isso ela n√£o conteve a express√£o de tristeza e desolamento quando ele disse: “Essa aqui √© Binha… minha namorada!”

A outra amiga contou mais uma hist√≥ria do cupido trollador… conheceu um mo√ßo no Tinder e a conversa rendeu… marcaram de se encontrar e foi tudo lindo! O jantar, os beijos e um sexo √≥timo. Sa√≠ram v√°rias outras vezes! Ela teve a impress√£o que, finalmente, as coisas iriam caminhar e se transformar em namoro. Mas um belo dia, ela estava conversando com uma outra amiga, contando que estava super apaixonada e feliz com a pessoa que havia encontrado. A outra tamb√©m disse que estava saindo com algu√©m que conheceu l√° no Tinder e as duas pediram uma cerveja para brindar √† esse aplicativo. S√≥ que n√£o!

Quando falaram os nomes, coincidentemente iguais dos rapazes e mostraram as fotos do whatsapp, descobriram que estavam saindo com  o mesmo cara.

Esse Tinder não é coisa de Deus! Apenas entendam isso.

Mas estas, são apenas duas das histórias que tenho escutado por aí. Se já está difícil encontrar um amor, imagina com esse cupido tumultuando as coisas?

Brincadeiras à parte, acredito que essa busca desenfreada, essa necessidade de ter alguém para estar ao lado e viver um romance, tem feito com que algumas mulheres (e homens também) se entreguem demais logo nos primeiros contatos, sem sequer conhecer melhor a pessoa e saber o que ela, realmente, pretende.

√Č importante entender que o que voc√™ sente, n√£o indica o mesmo sentimento no outro. Voc√™ pode estar vendo, ali na frente, o grande amor da sua vida, enquanto a pessoa lhe enxerga apenas como algu√©m ‚Äúbacana‚ÄĚ.

A culpa n√£o √© do cupido, nem do destino, nem sua… o que falta √© calma e compreender que cada cora√ß√£o funciona de um jeito.

O amor vem na hora certa e não na hora que você quer!


Publicado em Cotidiano | 11 coment√°rios

Incertezas

Estar com você é encarar uma montanha russa gigante a todo momento. Agora somos felizes, daqui mais alguns minutos o seu olhar já é distante e frio.

Hoje, um encontro sem gra√ßa, frases soltas, assuntos banais, quase nenhum toque, beijos escassos e um ‚Äúa gente se fala‚ÄĚ como despedida.

Amanh√£… paix√£o incandescente, m√£os que se multiplicam passando pelo meu corpo, desejo que escapa pelos poros, palavras deliciosamente carinhosas, planos para o final de semana, para o pr√≥ximo m√™s, nossa m√ļsica no ipod e um olhar que quase deixa escapar que me ama.

No dia seguinte, mais um looping quase mortal dessa montanha russa que √© voc√™… e ent√£o, outro comportamento aparece. Respiro, tento entender e esperar que essa bipolaridade emocional se estabilize, mas at√© quando? Vejo que cheguei em um ponto que me anulo e quase me acostumo com as suas incertezas.

Vasculho a minha mente para saber se falei, sem querer, alguma coisa que fez voc√™ se assustar e se afastar, mas percebo que a cada dia fico mais polida com o que digo… exatamente por j√° entender que voc√™ pode mudar com algo que n√£o tenha sido bem interpretado.

Cansei da brincadeira… dessa gangorra que me deixa no ar apenas por alguns minutos e me joga no ch√£o no pr√≥ximo sorriso.

Não sou boba a ponto de achar que esta é a sua atitude normal com todos os assuntos. Sei bem que essa troca de máscara só acontece quando se trata de nós.

O seu medo de agir naturalmente, por achar que posso entender errado os seus atos, que posso traduzir os seus sorrisos como promessas, que posso entender as suas noites na minha cama como um acordo de fidelidade, faz com que voc√™ se aproxime e se afaste… se entrega e se recolhe.

E nesse vai e vem, cheguei ao meu limite. Não dá pra lhe ver dosar até onde pode ser você e até onde precisa segurar os seus sentimentos.

Chega de tentar pensar o que posso pensar, imaginar o que posso sentir ou roubar de mim o carinho que quer me dar s√≥ pelo est√ļpido medo de transformar o que temos em algo mais forte.

Não adianta fazer esses joguinhos ridículos, pare de ser esse estrategista sentimental de quinta categoria e caia na real.

Eu j√° sei ler voc√™… conhe√ßo os seus olhares, os seus gestos e posso traduzir quase todas as suas atitudes. N√£o √© que eu me ache esperta ou intuitiva… √© a sua transpar√™ncia que me d√° esse poder.

Chega! Eu quero respirar sem sentir o peito apertar, eu quero amanhecer sem essa ansiedade doentia que tem me acompanhado. Eu quero sorrir sem ficar interrompendo a minha alegria, apenas para combinar com as suas oscila√ß√Ķes de humor.

Eu quero finais de semana com gosto de paz, sorvete, pipoca, gargalhadas… e n√£o domingos sombrios esperando que voc√™ decida se posso ter a sua companhia.

N√£o quero mais entender… chega de entender o que n√£o faz sentido.

O seu medo de amar e ser feliz, n√£o pode contaminar a minha coragem. Esse abismo que voc√™ faz quest√£o de manter entre n√≥s, n√£o me interessa. Eu at√© curto as surpresas e a forma imprevis√≠vel do destino agir, mas no seu caso o ‚Äún√£o saber‚ÄĚ tem um lado muito negativo.

Eu conhe√ßo voc√™… conhe√ßo o seu cora√ß√£o, sei que l√° tem um espa√ßo que √© meu, mas faltou abrir as janelas e deixar entrar luz. Viver nessa escurid√£o, n√£o me interessa.

 


Publicado em Rom√Ęnticos | 6 coment√°rios