Expectativa: mocinha ou vil√£?

Oi gente!

Para quem perdeu a live de hoje, segue o vídeo do nosso bate papo.

Todas as quartas, eu entro ao vivo l√° na reda√ß√£o do iBahia para falar sobre algum assunto relacionado a paquera. O tema hoje foi “Expectativas”. Ser√° que elas s√£o t√£o ruins assim? Ou ser√° que n√≥s √© que queremos sempre ser atendidos nos nossos desejos? Assista e mande a sua opini√£o tamb√©m.

A participação linda e especial é de Rafael Sena.

Beijos

 


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Dicionariando

RESPIRAR: Aquilo que a gente faz para encontrar respostas teoricamente ‚Äúcertas‚ÄĚ, para o que se queria responder com o cora√ß√£o, mas o outro pode se ofender.

RESPEITO: Aquilo que as pessoas exigem, mas nem sempre s√£o capazes de devolver.

ATENÇÃO: Aquilo que muitos cobram, mas não se dão ao trabalho de ouvir, entender o que acontece na sua vida ou se importar com ela.

PACIÊNCIA: Aquilo que se espera de você para suportar brincadeiras de mau gosto, respostas frias, descaso, mas que quase ninguém está disposto a ter quando você não está nos seus melhores dias.

SEUS ERROS, DEFEITOS E VACILOS: Aquilo que as pessoas jamais comentam na sua frente, mas perdem horas falando para terceiros.

IRONIA: Aquilo que as pessoas usam achando que você é burro o suficiente para não entender, mas na real elas que não são inteligentes o suficiente para saber usar.

CANSA√áO: Aquilo que chega quando voc√™ esgota toda a cota de boa vontade para lidar com situa√ß√Ķes pequenas e ego√≠stas.

TEMPO: Aquilo que é precioso demais para ser desperdiçado com quem deixa te amar porque queria que você fosse perfeito.

 


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O que eu achava do amor

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Love is Not A Fight

 

Eu achei que o amor fosse uma mistura de muita coisa. Que seria legal estar com alguém inteligente, mas que também seria possível rir de besteiras e falar merda depois de um dia estressante.

Pensei que estar sempre junto do outro fosse muito bom, mas que os períodos de recuo também fossem essenciais para nutrir a nossa essência.

Imaginei que amar era ver além do corpo, era desejar mais o que o outro é, do que o que ele tem.

Sonhei que amores precisavam ser amigos antes de mais nada, que admira√ß√£o precisava ser m√ļtua e essencial.

Achei também que confiança fosse condição sem a qual não se construísse uma relação e que mentiras não fizessem parte de uma convivência entre quem se ama.

Na minha imaginação, cuidado e atenção seguiriam por todo o tempo, até mesmo quando não existisse mais sentimento.

Na forma que eu imaginava o amor, pedir desculpas não era tão difícil quanto pisar em um prego.

Achei que amar era escrever bilhetinhos, andar de m√£os dadas, correr na praia, comer pipoca vendo filme, guerra de travesseiros, tomar banho juntos, dormir agarradinho nos primeiros cinco minutos, dividir alegrias, problemas, estar focado na rela√ß√£o e n√£o levantando hip√≥teses de como seria voltar a ser solteiro, achei que amor era paz, porto seguro, m√ļsica, tes√£o, sexo a qualquer hora, ter no fim do dia aquele abra√ßo que voc√™ desejou o dia todo, viajar pra maior cidade do mundo ou para o meio do mato, sentir falta, sentir raiva mas s√≥ um pouquinho, poder contar tudo, mas tamb√©m ter segredinhos do bem, poder falar pelos cotovelos, mas tamb√©m ser respeitado quando calar. Eu pensei que amar fosse tanto, fosse tudo.

Sim, talvez seja uma vis√£o rom√Ęntica e iludida, mas em minha defesa, √© assim que eu sei amar, por isso achei que fosse regra.

E se voc√™ tamb√©m pensa tudo isso sobre o amor, pode estar se perguntando porque acho que estou errada. √Č que eu n√£o consigo mais enxergar essa cumplicidade no olhar das pessoas. A impress√£o que tenho √© que quase ningu√©m quer viver esses momentos e que o amor perdeu espa√ßo para a superficialidade.

Vai ser difícil deixar de acreditar em tudo o que o amor representa pra mim, mas o fato é que estou em uma das fases mais confusas que já vivi.

De um lado querendo me poupar das mesmas conhecidas decep√ß√Ķes.

Mas do outro, me sentindo completamente pronta para amar, como nunca estive antes.

Que o destino se encarregue, pois.

 

 


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Acabou a brincadeira

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Amy Winehouse

 

Dei agora de falar tudo na cara, sem filtro, sem pudor e as vezes sem noção. Passei muito tempo escondendo palavras de você, como quem guarda um cadáver no armário, por medo de que frases duras te afastassem de mim.

Parece até doença, mas era amor. Era amor mesmo antes de ser. Eu não sabia que era, mas você descobriu rapidinho e então se aproveitou da minha maneira letárgica de te esperar sempre, foi aí que me transformei no seu brinquedinho.

Aquele que ficava lá jogado na caixa e vez ou outra você se lembrava, pegava para brincar e depois jogava no assoalho. Cada descarte era uma porrada e em cada tombo, eu desmontava.

Depois de um tempo você voltava com aquele jeito chicobuarqueano de seduzir, me catava do chão, remontava as peças e eu, deixando a sanidade para trás, me aninhava em suas mãos.

√Č rid√≠culo, concordo. Mas quem nunca?

Sabe, eu poderia enumerar uma lista imensa de raz√Ķes que me fizeram te amar, mas dessa lista, acho que s√≥ lhe pertenciam de verdade, uns dois itens, todo o resto fui eu quem inventei. Eu te queria tanto que consegui transferir para o ser vazio que voc√™ √©, tudo o que eu sonhava encontrar em um grande amor.

Claro, você não tem culpa. Mas sempre se aproveitou muito bem desse meu amor cego e marginal.

N√£o posso dizer que te odeio e isso n√£o √© por gentileza, aprendi a rotular os sentimentos como eles, realmente, s√£o. Acontece que n√£o √© √≥dio mesmo, n√£o √© descaso, n√£o √© desprezo, n√£o √© m√°goa. √Č apenas… nada.

A cada vez que você atirava o brinquedinho, um pedacinho se partia. Tão pequeno que nem dava para perceber. As arestas começaram a quebrar e o que dava forma se perdeu. Até que um dia você não encontrou mais a mesma.

Uma hora a gente acorda e expulsa a estupidez. Cansei de estar a sua espreita.

Pode parecer pejorativo me colocar no papel de um ‚Äúbrinquedinho‚ÄĚ, mas √© que para mentes infantis como a sua, talvez seja mais f√°cil entender atrav√©s dessa analogia.

Em outras palavras, acabou a brincadeira.

 

 


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Eu não sou quem você está procurando

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Everything Has Changed

 

Achei bacana aquele jeito de voc√™ se aproximar, co√ßando a barba e falando alguma besteira que me fez sorrir. Tamb√©m achei legal voc√™ ter me elogiado daquela maneira diferente falando da minha nuca, pouco usual em um planeta que cultua bundas, peitos e padr√Ķes est√©ticos estabelecidos.

Seu papo √© inteligente e divertido, eu ficaria muito mais tempo naquela noite se n√£o estivesse ansiosa para ir pra casa e acabar de ler o √ļltimo cap√≠tulo de Persuas√£o, da Jane Austen. Tudo bem que √© a terceira vez que leio e talvez tenha sido um pretexto para ir embora.

Mas ao sair dali sem levar as suas investidas adiante, o que quis dizer foi: eu n√£o sou quem voc√™ est√° procurando. Pode parecer grosseiro, mas √© apenas a forma mais direta de esclarecer. √Č que n√£o sou mais eu, entende? Eu explico. Na verdade n√£o sou mais aquela que se encantava com qualquer cara bonito que mostrasse interesse. Eu agora sou outra bem melhor, uma vers√£o mais interessante pra mim e n√£o para os outros.

Achei fofo voc√™ me pedir uma chance, mas volto a dizer: n√£o sou quem voc√™ est√° procurando. N√£o quero mensagens, chamegos, m√ļsica. N√£o quero. Tudo isso vai durar at√© voc√™ me levar pra cama algumas vezes e depois os nossos encontros v√£o se dissipar como bola de sab√£o no vento.

Depois que a palavra ‚Äúnamoro‚ÄĚ perdeu o emprego, ningu√©m mais leva nada a s√©rio. Eu at√© gosto e fa√ßo alguns freelas, vez ou outra, mas nem sempre o cora√ß√£o entende que √© tempor√°rio e fica l√° achando que pode haver alguma estabilidade.

Ent√£o ouve o meu conselho e pula fora porque n√£o sou MESMO quem voc√™ est√° procurando. N√£o quero mais ningu√©m acordando e catando rel√≥gio e camiseta embaixo da cama, indo embora sem que eu saiba que dia volta. At√© comprei em um banco de frases feitas o lema ‚Äún√£o-quero-mais-amar-sozinha‚ÄĚ. Esse √© o meu problema, entende? Eu me apaixono, eu amo. Se tem uma coisa que eu sei fazer √© amar. Comigo n√£o tem mis√©ria de sentimentos, eu tenho muito.

Se o amor é lugar comum, eu quero essa mesmice sem reclamar. Eu sou mulher de detalhes, vou amar até aquele sinal de nascença que tu tem no braço e quase ninguém vê. Eu amo tudo, por inteiro.

Eu sei sim que nada é perfeito, que amar envolve riscos e muitas vezes acaba. Mas amor pra mim sempre dá certo, mesmo quando ele fica só nas minhas poesias mal escritas.

Se sofro com os fins, n√£o tenho vergonha. N√£o choro na chuva para esconder as minhas l√°grimas, vejo cada uma delas que molha o meu rosto, como parte do que me torno a cada obst√°culo.

Acho que deixei claro, né? Não posso te dar uma chance por esses motivos que acabo de dizer.

Mas se tudo que declarei não te assustar, se despertar uma vontade maior e por consequência verdadeira, então eu posso repensar e dar uma chance, não para você, mas para nós. E aí tudo pode mudar.

 


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Era uma vez a paci√™ncia…

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Lenine

 

Quanto mais você se valoriza e tem consciência de quem é, mais difícil fica encontrar alguém que possa estar ao seu lado. Veja bem, ter alguém perto é fácil, mas ao lado é diferente. Dizem que é paradoxal estar tão bem na própria companhia e ao mesmo tempo desejar alguém pra estar ao lado, mas na minha pobre e vã filosofia, uma coisa não anula outra.

Acredito que o momento mais certo de viver um amor é, exatamente, quando você está apaixonado por si mesmo. Só assim vai saber que não está procurando em terceiros aquilo que não tem ou aquilo que gostaria de ter.

Envolvimentos que chegam por carência, compensação, vingança e pelo mais perigoso dos motivos: medo de ficar só, dificilmente serão sustentados por muito tempo.

Sabe qual é a melhor forma de entender quando você precisa de um amor e não de uma companhia? Basta prestar atenção no mais legítimo sintoma que surgirá: fim da paciência.

Chega a ser estranho perder essa caracter√≠stica que antes admitia tudo e n√£o se incomodava com coisas que hoje parecem inadmiss√≠veis, muitos at√© costumam dizer que o “grau de exig√™ncia‚ÄĚ ficou maior, mas eu chamo de impaci√™ncia mesmo. Fica insuport√°vel aguentar aqueles comportamentos bipolares de quem n√£o sabe o que quer ou ouvir desculpas desbotadas.

As vezes, tremor e mal estar podem lhe acometer só de olhar o que a criatura posta nas redes sociais. O exibicionismo costuma aumentar progressivamente a impaciência.

Encontros marcados por noites maravilhosas e manhãs depressivas onde não se reconhece quem estava com você, dá cansaço e preguiça. Sem chance!

Abrir m√£o de um bom jantar com amigos e um programa bacana s√≥ para estar na baladinha mais falada da cidade, mostrando o look e distribuindo sorrisos para o primeiro que se interessar, sorry… n√£o d√° mais!

Pessoas que ficam ‚Äúperto‚ÄĚ por uma noite ou no m√°ximo uma semana e depois desaparecem, fugindo, se escondendo, como se voc√™ estivesse obrigando ou mantendo a criatura presa, j√° ultrapassa o limite do rid√≠culo.

Ter algu√©m ao lado √© diferente… √© saber que a pessoa est√° por vontade e por voc√™. Pelas suas qualidades, pelos seus defeitos, pelas discord√Ęncias e fatos em comum. H√° a teoria de que para chegar at√© essa pessoa, √© preciso estar com v√°rias outras que n√£o fazem bem e que depois de v√°rias experi√™ncias desastrosas, se chegar√° ao encontro certo, mas eu discordo.

A busca insana por esse alguém é que faz o barco ir para qualquer direção.

Mas e aí? O que se deve fazer? Sentar e esperar que esse encontro casual com um grande amor aconteça?

Não sei. Não faço a menor ideia. Mas esperar não é ficar parado.

A √ļnica coisa que eu sei √© que essa paz de esp√≠rito √© muito boa, essa sensa√ß√£o de n√£o estar procurando nada e ao mesmo tempo esperando tudo o que vier de bom, deixa a alma leve e feliz.

E então, talvez depois da chuva ou numa manhã de quarta-feira ou no inverno ou na beira do mar, esse amor aconteça!

 


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Doeu em mim


De todos os preconceitos contra a mulher, o mais abjeto é acreditar que é possível ter acesso ao seu corpo, sem a sua permissão.

Não importa se é uma moradora de rua que mal sabe revidar um assédio, não importa se é uma drogada inconsciente, uma bêbada, uma deficiente física ou o tipo de roupa que ela esteja usando.

Ninguém tem direito a tocá-la sem o seu consentimento.

O estupro de uma garota por 30 ou 33 homens, é algo tão cruel que nos custa imaginar e acreditar que é real. Como não se chocar, se solidarizar e se colocar na pele dessa menina? Indiretamente, foi um estupro contra todas nós, sim. Nenhum caso é menos cruel que outro, mas esse podemos classificar como barbárie.

Todos os dias, de alguma forma, somos v√≠timas de preconceito… seja na brincadeira que o colega faz ao dizer que mulher s√≥ tem dois neur√īnios, seja quando algum ogro no tr√Ęnsito usa a cl√°ssica frase “s√≥ podia ser mulher”, seja no olhar do frentista quando voc√™ diz √† ele que sabe quando o √≥leo do carro precisa ser completado, seja no fato de ser tra√≠da e parecer normal, mas ao trair se tornar uma vagabunda.

N√£o sou feminista, mas apoio fortemente o movimento, gra√ßas √† ele muito espa√ßo j√° foi alcan√ßado e reconhecido. N√£o sou daquelas que se importa com cantadas na rua, mas nem por isso acho que elas devam existir. N√£o abaixo a cabe√ßa para homem que queira desmerecer o meu trabalho com piadinhas ou indiretas… esse √© um momento que n√£o fa√ßo quest√£o de ser polida.

Nenhum homem jamais ousou tocar em mim sem que eu permitisse, mas j√° senti isso na pele lendo relatos que recebi de leitoras contando que foram for√ßadas a transar, pelos pr√≥prios parceiros. Isso tamb√©m √© estupro! Fiz tudo que pude para que elas terminassem essas rela√ß√Ķes e fizessem den√ļncias.

N√£o podemos nos calar nunca!

Desde que soube desse caso tão trágico, não paro de sentir compaixão pela vítima, nojo desses criminosos e tristeza por viver em um mundo onde ainda é possível acordar com notícias assim.

 

 


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Liberte-se

Se quiser você pode ler ouvindo: O Rappa

 

O que falta para você dar um basta nessa relação que te traz mais nuvens cinzentas que dias de sol?

Quantos sorrisos precisam ser apagados do seu rosto, para que você entenda que isso não está te fazendo nada bem?

Qual a quantidade de ‚Äún√£os‚ÄĚ que voc√™ ainda precisa ouvir para descobrir que esse caminho n√£o √© seu?

Acorda!

Se o despertador não funciona, tenta um balde de água fria, pede um beliscão ou presta atenção quando algum amigo te disser: cai na real!

Arranque a venda dos olhos e encare essa pessoa como ela é e não como o seu coração idealizou e queria que ela fosse.

Pare de engolir desculpas, imprevistos, mal entendidos, sapos, estorinhas de contos de fadas e as t√£o faladas ‚Äúpreciso de um tempo‚ÄĚ, ‚Äúa minha cabe√ßa est√° confusa‚ÄĚ.

Você quer ser personagem principal ou coadjuvante da própria história?

O hábito de se conformar em ser segunda opção, vai fazer você acreditar que é mesmo alguém que pode ser deixado pra depois.

Se voc√™ √© capaz de amar, dar aten√ß√£o, carinho e priorizar a pessoa que est√° ao seu lado, aprenda que tamb√©m precisa ter tudo isso de volta, pode ser uma surpresa para voc√™, mas √© assim que as rela√ß√Ķes verdadeiras funcionam.

Não aceite ser via marginal na vida de ninguém, não se contente com sobras.

Hey! Acorda… ainda √© tempo de dar um basta e sair correndo, gritando para o mundo que se libertou de um v√≠cio ruim, de um ciclo venenoso e que descobriu como fazer a escolha certa, pelo menos uma vez na vida.

No momento imediato, essa escolha pode até parecer dolorosa, mas depois você verá quanta sabedoria houve na sua decisão.

Acorda! Não precisa esperar até de manhã, a hora é exatamente essa.

Se precisar de um conselho mais direto, curto e grosso, l√° vai: sai fora!

Não esqueça que você tem uma vida só e precisa cuidar bem dela.

 


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Teus detalhes

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Simple Plan РPerfect

 

A curiosidade nunca fez morada em mim

Mas s√≥ at√© voc√™ aparecer…

Sobre voc√™, eu queria saber tudo… o que interessa e o que n√£o tem a menor import√Ęncia.

Queria descobrir todas as formas possíveis de te fazer sorrir.

Saber qual a sua refeição favorita.

Se você preferia matemática ou português, na época da escola.

Se jogava Banco Imobili√°rio ou Jogo da Vida.

Se queria ser Capitão América ou Homem Aranha.

Se já chorou no final de algum filme, se acha que Breaking Bad é melhor que Game of Thrones ou o contrário.

Quais os momentos que você é silêncio.

Os livros que te emocionaram, as m√ļsicas que ouve enquanto toma banho.

As trilhas que percorreu.

Sobre os teus domingos a tarde e sobre os teus outonos.

O caminho do teu coração.

Quando você é calmaria e quando é turbulência.

Como é mais fácil chegar até você? Voando ou andando suavemente?

Queria saber o que arrepia a tua pele e as frases certas pra te dizer.

Queria saber tudo sobre você e ainda seria pouco perto de toda a minha vontade de te saber de cór.

Desvendar cada pedaço do teu corpo, descobrir cada machucado da pele e da alma, saber o teu signo e qual dia da semana prefere.

Saber tudo, sobre tudo, o todo e todo dia.

Enquanto termino de beber esse café já frio e sem graça, não consigo imaginar nada melhor pra fazer que pensar em você e eu juro que tento muito pensar em outras coisas.

Me diz, por favor, quem te cimentou no meu pensamento.

Fico aqui, com você na cabeça.

Cheia de perguntas.

Sem nenhuma explicação.

 


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Sem culpas

Se você quiser pode ler o texto ouvindo: Linkin Park РLeave Out All The Rest

 

Deitada na velha rede onde muitas vezes entrelaçamos as pernas, observo a sala vazia já sem nenhum sinal de você.

No chão não há mais o tênis jogado, o sofá está com as almofadas arrumadas, não há sua camiseta pelo avesso, a lata de cerveja ou os dvds da saga Star Wars espalhados pelo tapete.

Ausência que esvazia, presença mais forte que em outros dias.

Eu te vejo em todos os cantos, sinto o seu cheiro no travesseiro e nas gavetas ainda me deparo com coisas suas.

√Č dif√≠cil n√£o ter mais vest√≠gios, marcas ou objetos… mesmo sabendo que voc√™ n√£o volta.

Dizem que mesmo quando o coração sabe que acabou, a alma leva um tempo para concordar.

Não sei se o que me incomoda mais é a tua falta ou as culpas que teimam em pesar nos meus ombros.

Culpa por não ter cedido quando deveria, por não ter paciência quando foi necessário, por não estar perto quando você precisava, por ter te deixado ir.

São tantas culpas que mal consigo perceber a legitimidade dos meus sentimentos, mal consigo enxergar que deixar você ir foi o mais sensato a fazer.

Então penso melhor e concluo que não tenho que carregar culpas que não me pertencem, guardar troféus que simbolizam fraquezas ou medalhas por mal comportamento.

N√£o sou perfeita, nunca serei e nem quero ser!

Erro sim, muitas vezes… e por mais que eu me esforce, vou continuar errando pois √© da nossa ess√™ncia n√£o acertar sempre, √© demasiado humano n√£o fazer sempre o correto, perdoar ou ser bom o tempo inteiro.

Recuso o pensamentos cruel  de que você pode encontrar alguém melhor que eu.

Na verdade, eu quero sim que voc√™ encontre algu√©m, n√£o melhor que eu, pois n√£o existe esse tipo de compara√ß√£o, j√° que cada pessoa √© √ļnica, mas quero que voc√™ encontre quem te fa√ßa feliz.

Desejar a sua felicidade, j√° faz parte do que quero pra mim.

Ver você feliz sem me sentir triste por isso, é prova que consegui deixar o amor que sinto acima de todas as coisas menores.

E no balan√ßo da rede, a brisa volta a soprar o meu rosto… a sala sem voc√™, a vida sem n√≥s, mas no cora√ß√£o uma leveza sem fim!

 

(ilustração encontrada no Google sem o crédito, se alguém souber de quem é, me avisa)

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