Seguindo

Se quiser, leia o texto ouvindo:¬†Oasis – Don’t Look Back In Anger – Legendado ‚ÄĘ [BR - Ac√ļstico]

 

Eu poderia sentir raiva, mágoa ou qualquer outro sentimento pequeno, em relação à você. O que ouvi não foi fácil. Doeu escutar todas as palavras duras e frias que você me disse. Bateu lá no fundo, sabe? Lá onde o coração é mais sensível e o rivotril não faz efeito.

Naquela noite em que terminamos de forma cruel e sem aviso prévio, bebi uma garrafa de vinho que você deixou lá em casa. Depois da primeira taça, em cada gole eu via o seu rosto, o seu sorriso e todas as desculpas que você deu para ir embora.

Dizem que levamos metade do tempo que a relação durou para esquecer a pessoa. Como calcular essa cura se a impressão que tenho é que te amo por uma eternidade? Essa é mais uma de todas as perguntas que faço, desde que você me deixou.

Mas eu não te desejo mal nenhum. Não desejo que você seja infeliz ou coisa que o valha. Catei resíduos da minha coragem, mudei a playlist, cortei os cabelos, perdi três quilos e mesmo ainda sentindo falta, estou disposta a seguir em frente.

Desejo sorte no seu novo amor. A hipocrisia nunca me caiu bem, então não espere que eu ligue perguntando se vocês estão felizes. Só sei que depois de tantas noites inquietas, eu quero dormir em paz.

Espero que você não procure nela os sorrisos que te dei, espero que você não lembre de mim se, por acaso, ela acariciar a tua nuca e não for do jeito bom que eu fazia.

Espero que voc√™ n√£o procure nela a nossa sintonia e o que t√≠nhamos em comum. Cuidado pra n√£o dizer o meu nome por engano quando cantar no seu viol√£o velho ‚Äúvoc√™ √© luz, √© raio, estrela e luar‚ÄĚ e substituir a palavra luz, pelo meu nome, como voc√™ fazia sempre.

Não espere que ela corra atrás de você e pule no seu pescoço, mais beijando que brigando, como eu fazia, cada vez que for vítima das suas brincadeiras.

Não espere que a sua camiseta preta do Nirvana fique tão bem nela, quanto ficava em mim e também não espere que ela vá fazer um café tão bom quanto o meu.

Tente n√£o se decepcionar muito quando perceber que ela n√£o entende e acha sem gra√ßa as suas ironias e o seu gosto pela arquitetura surrealista. N√£o deseje o meu olhar c√ļmplice nesse momento.

Se acostume com a falta dos meus carinhos, se acostume sem as minhas liga√ß√Ķes para saber se voc√™ marcou o ortopedista para tratar a dor na cervical… na √©poca tudo isso era cuidado, agora ser√° saudade.

Não fique olhando para o display do seu celular esperando alguma notificação minha, enquanto trava com ela uma conversa chata e rasa no inbox do facebook. Não veja a chuva pela janela e lembre o quanto eu gosto dela e no quanto eu queria ter você coladinho em mim nos dias nublados.

Não queira viver com ela as mesmas alegrias que tínhamos juntos.

Os dias v√£o passar e voc√™ n√£o ter√° not√≠cias minhas… n√£o saber√° o que tenho feito e nem vai me contar as suas novidades. Mas n√£o deixe que ela perceba que voc√™ sente falta disso.

Seja feliz com as suas escolhas. N√£o me sinto perdedora, n√£o me sinto frustrada, nem tristeza eu sinto mais.

Agora eu apenas ME sinto. Cada parte do meu corpo quer voltar a respirar e seguir.

Eu espero que da sua parte seja amor, mas da dela n√£o espere tanto… ou pelo menos, n√£o espere um amor t√£o grande quanto foi o meu.

NR: texto dedicado à uma leitora que quero ver bem e feliz!!!


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Primeiro podcast no ar!

Confira o primeiro podcast: OUÇA AQUI

Foto: Alonso Fotos


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As coisas que aprendi com os homens

Agora aqui no blog, vou trazer pra vocês, uma vez na semana, a série: AS COISAS QUE APRENDI COM OS HOMENS.

Vou contar histórias de alguns relacionamentos que tive e o que aprendi com cada um deles. Aviso aos meus EX para ficarem tranquilos, pois não revelarei nomes. Conto o milagre, mas troco o nome do santo (santo???)

Por√©m, esses casos n√£o ser√£o contados atrav√©s de textos e sim atrav√©s de √ĀUDIO. Isso mesmo, Coisas de Liz agora em Podcast.

Mas clica aí no link e me ouve que eu estou explicando tudo:

OUÇA AQUI

Hoje ainda, vai rolar a primeira história.

 

Foto: Pat Guerra

 

 


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Um amor tranquilo, por favor!

Se você quiser, pode ler o texto ouvindo: Cassia Eller Todo Amor Que Houver Nessa Vida.

 

Chega de furac√Ķes, agora eu quero vento leve.

Eu quero um amor que chegue de mansinho… sem a intensidade dos furac√Ķes.

N√£o quero mais amores que aparecem do nada, dizendo sentir o mais profundo dos sentimentos, dizendo trazer verdades, fazendo planos e querendo me convencer disso tudo.

Mostram uma intensidade que assusta e até convencem, deixando o meu coração vulnerável e disposto a viver tudo aquilo.

Depois de pouco tempo, exatamente como um furacão, mudam o curso e vão embora como se fosse normal deixar o terreno destruído.

Na verdade, esses amores nunca foram verdadeiros. Essas pessoas não conseguem diferenciar sentimento de ficção.

Idealizam uma história, te colocam como personagem, depois decidem que o roteiro precisa ser modificado, afinal o diretor cansou e quer mudar a trama.

Ignoram por completo o que constru√≠ram no cora√ß√£o do outro, agem fria e naturalmente como se aquele algu√©m, h√° pouco t√£o “importante” nunca tivesse existido.

Se afastam da mesma forma que chegaram… de repente e sem avisar.

Chega de imediatismo!

Qual √© mesmo a vantagem de viver emo√ß√Ķes t√£o intensas em pouco tempo e depois n√£o saber o que fazer com o que restou no seu cora√ß√£o?

Quanto vale mesmo essa hist√≥ria de “o que vale √© o momento”, se as lembran√ßas tristes te acompanhar√£o depois que o furac√£o passar?

Amores avassaladores parecem doces no início, mas tem gosto amargo no final.

Raramente um furacão marcará a sua história de forma positiva. Fora o aprendizado do que não repetir na sua vida, nada mais acrescentará.

Agora eu quero a sorte de um amor tranquilo… que ele n√£o seja morno, mas que venha me tomando aos poucos.

Que as alegrias aumentem com o tempo e n√£o diminuam, como tem acontecido.

Que exista coerência entre o que foi dito e o que está sendo feito.

Que eu n√£o precise me preocupar se tudo vai acabar no dia seguinte e que mesmo acabando, haja respeito para isso.

Eu quero o fogo do desejo me queimando, mas também a paz na alma que só um amor verdadeiro consegue dar.

Eu quero ter certeza que estou lutando por alguém que vale a pena e não que vai desistir no meio da batalha.

Eu quero o vento leve beijando o meu rosto, tirando os meus cabelos do lugar, esvoaçando o meu vestido e arrepiando a minha pele.

N√£o quero mais ser tirada do ch√£o por alguns minutos e depois ser arremessada num canto qualquer, como fazem os furac√Ķes.

Chega!


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Carência não é amor

Ontem eu estava doente (nada sério) e precisei ir ao hospital. Chegando lá, enquanto me consultava, o médico muito simpático e gentil, começou a falar sobre vários assuntos para me distrair e dentre eles, me contou uma história (que agora não vem ao caso), mas que me fez trazer esse tema para compartilhar com vocês. Vamos lá!

Como é mesmo o nome daquela coisa que faz você olhar a lua de forma melancólica, mesmo sem estar apaixonado?

Aquilo que faz você observar os casais se abraçando e sentir vontade de fazer o mesmo?

Sabe o nome? Eu sei! √Č car√™ncia!

Carência é foda! Quando ela começa a aparecer, é sinal que você vai fazer merda.

A pessoa que antes nem era uma opção, passa a ser uma alternativa considerável em uma noite solitária. A vontade de ter um amor pra chamar de seu, aumenta tanto que qualquer potencial convite para sair, acaba por se transformar em uma promessa de vida a dois.

A car√™ncia faz voc√™ enfiar os p√©s pelas m√£os e a raz√£o por √°gua abaixo. √Č tanta necessidade de acalentar o corpo e a alma, que voc√™ vai se apegando e se apaixonando por qualquer criatura que apare√ßa na sua frente com um discurso carinhoso.

Depois essa pessoa vai embora e você sofre como se estivesse perdendo o grande amor da sua vida, quando na verdade era só alguém em quem a carência projetou uma história.

Você não sofre pela pessoa, sofre pelos planos que perdeu. Sofre pela referência hipotética de ser feliz e não por, de fato, ter sido.

Sente falta, quer ter a companhia, mas não lembra que enquanto estão juntos, não conseguem sequer desenvolver uma conversa boa e madura. O sexo é aquela coisa morna, feito sem muita entrega, mas você acha que fez amor.

A carência faz você enxergar sentimento onde não existe. Faz você acreditar que um encontro casual estava escrito nas estrelas. A coincidência de gostar da mesma praia que o outro é tida como um sinal que as almas precisavam se encontrar. E até onde não há a menor compatibilidade, você afirma que são pequenas diferenças contornáveis.

Quando tudo acaba, a dor da rejeição é muito mais significativa que a ausência do outro. Se você avaliar, friamente, perceberá que poderia ter sido esse que foi embora ou o cara da esquina.

Não era a pessoa, eram os desejos que a sua carência idealizou para ela. Quando passa o período da quarentena e vem a superação, você olha pra trás e pensa: não entendo porque sofri tanto por alguém que não me valorizava.

Mas é fácil de entender, a carência joga os holofotes em amores irreais e ofusca o amor próprio.

Existe amor e existe carência! Antes de sofrer a toa, tente identificar essa diferença. A dor pode até não diminuir mas, seguramente, você vai saber melhor como curá-la.

 


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Fica comigo, hoje!

Se quiser, pode ler ouvindo: JOTA QUEST – S√ď HOJE

 

Se você quer ir embora, eu entendo. Se você quer que eu me afaste, obedeço.

Mas hoje, n√£o!

Pode ser outro dia, outra hora, outro momento, mas por favor… hoje, n√£o!

Hoje eu não quero ficar longe de você, não quero ter que abrir mão da sua voz, do seu cheiro, de deitar a cabeça no seu ombro, da sua bagunça na minha casa e na minha vida, do beijo de boa noite e do abraço de bom dia.

N√£o quero ter que evitar olhar as suas fotos, fugir das m√ļsicas que lembram n√≥s dois e fazer de conta que voc√™ √© um desconhecido. Hoje, n√£o.

Eu até invento formas de driblar o tempo e não pensar, mas hoje em especial, não sei o que fazer com essa saudade que parece maior que eu.

Fica. Só por hoje. Chega mais perto, rasga a minha blusa, me leva pra cama e me ama do jeito que só a gente sabe. Hoje, a necessidade que tenho do teu corpo é visceral.

Me olha daquela maneira que eu adoro, me chama por todos aqueles apelidos que voc√™ inventou pra mim, me irrita com as brincadeiras que eu n√£o gosto, me obriga a beber aquele suco horr√≠vel que voc√™ diz que √© saud√°vel, me diz todas aquelas coisas que sempre deixam o meu dia melhor… fica hoje.

Sabe, eu preciso contar as minhas novidades, contar sobre a minha pr√≥xima viagem, sobre o livro que estou lendo no momento, sobre o show que precisamos ir juntos e sobre os planos que fiz para n√≥s dois. Me deixa, pelo menos, contar. Fica… s√≥ hoje.

Eu sei que em algum momento voc√™ vai conseguir me fazer te esquecer, mas hoje n√£o… n√£o quero pensar no que foi ruim porque as coisas boas s√£o, infinitamente, mais importantes e divertidas para lembrar.

N√£o tenho capacidade emocional para administrar orgulho e paix√£o… o que √© maior sempre me ganha e nesse caso n√£o √© o orgulho.

Fica s√≥ hoje…

Amanhã é outro dia e talvez eu te peça tudo isso de novo ou talvez eu entenda, finalmente, que preciso ir embora e recomeçar.

Mas hoje, não. Hoje eu quero você!

 


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Coisas de Liz – 5 ANOS!!!

Hoje é dia de aniversário. Cinco anos de blog!

Comemoro como se fosse o meu próprio aniversário, afinal é o tempo exato que a minha vida ganhou um novo significado.

Sou t√£o feliz aqui… t√£o feliz… que √© por isso que continuo escrevendo…

 

Escrevo para tentar compreender o que n√£o entendo.

Escrevo para traduzir as minhas alegrias e vencer as minhas tristezas.

Escrevo para contar hist√≥rias… as minhas, as suas, as que ou√ßo por a√≠ e as que quero que um dia aconte√ßam.

Escrevo porque ainda acredito no amor e sempre vou acreditar!

Escrevo para ser solid√°ria com cada paix√£o interrompida, inclusive as minhas.

Escrevo para mostrar que n√£o importa quantas vezes nos decepcionamos, mas sim o que faremos com cada uma dessas decep√ß√Ķes.

Escrevo para registrar cada pedacinho da rotina de um amor, cada implic√Ęncia, cada perd√£o e cada vez que o mundo fica melhor quando se diz ‚Äúeu te amo‚ÄĚ.

Escrevo para fazer entender que amor não diminui de uma hora para outra, somos nós que vamos mutilando o sentimento.

Escrevo porque dentro do pouco que sou, tenho um coração que não cabe em mim.

Escrevo por amor incondicional, incansável e imensurável às palavras.

Escrevo porque enquanto faço isso, esqueço do mundo.

Escrevo para falar de saudade… daquela que sei que vou matar no dia seguinte e daquela que sei que precisarei sufocar dentro de mim, at√© que ela v√° embora.

Escrevo porque mesmo falando de amor e tudo o que o envolve, quando me apaixono sou a mesma boba da adolesc√™ncia… esque√ßo regras, condutas, listas do que n√£o fazer e apenas me entrego.

Escrevo através da simplicidade, pois sei que é por ela que alcançamos a alma do outro.

Escrevo porque esta é e sempre será a minha verdadeira paixão.

Escrevo porque é assim que me revelo e me escondo.

Escrevo para imortalizar os amores que foram importantes, os que não passaram de um engano e os que aconteceram só por um descuido do destino.

Escrevo porque assim sublimei uma dor que me dilacerava a alma.

Escrevo para fazer a minha pequena parte de distribuir amor ao mundo.

Escrevo porque sou rom√Ęntica, por chorar ouvindo ‚ÄúYour song‚ÄĚ do Elton John, por achar lindo um casal que se ama, por me emocionar com pequenos detalhes de uma vida a dois.

Escrevo porque sinto tudo e tanto.

Escrevo para derramar o que os olhos j√° n√£o podem segurar.

Escrevo para descrever sorrisos que me encantaram, pessoas que marcaram e histórias que valeram a pena serem escritas.

Escrevo porque tatuei na minha pele a marca desse amor.

Escrevo porque transformo o que sinto em palavras, frases, versos e textos.

Escrevo o que vem do meu coração.

Escrevo porque prefiro ser vulnerável pela sinceridade, que ser dissimulada pelo silêncio.

Escrevo, escrevo, escrevo… e isso nunca me cansa.

Amor verdadeiro √© assim… s√≥ aumenta!

 

OBRIGADA √† cada um que me acompanha, gosta do que escrevo, que diz que j√° ajudei, de alguma forma, nas suas rela√ß√Ķes e modo de pensar sobre o amor… esse sempre ser√° o meu maior retorno!

Escrevo também, para estar mais perto de vocês.

Beijo cheio de amor!!!!!!!!!

 


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Entre nós

Eu acho que precisamos sair mais vezes.

√Č? Est√° com vontade de ir para a balada?

Voc√™ sabe que odeio baladas, mas talvez dev√™ssemos ir… √© que n√£o temos sa√≠do para esses lugares.

E isso te incomoda em que sentido?

Sei l√°. Os meus amigos est√£o sempre contando sobre novos lugares.

E você? Conta sobre o que?

Ah… sobre os livros que estamos lendo ou sobre o √ļltimo filme franc√™s que vimos.

Ok! Podemos sair hoje a noite e amanhã também. Não faço nenhuma objeção.

T√°. Podemos… melhor amanh√£ porque hoje tem a estreia do novo filme do Almod√≥var e j√° comprei os ingressos.

Certo. E amanhã? Decidimos na hora ou começamos a programar agora?

Ent√£o… sabe aquele bistrot que a gente sempre ia e fechou? Abriu uma casa de massas no lugar…

Que legal! Podemos marcar de ir qualquer hora dessas… mas voltando… e a balada?

Tem que ser esse final de semana mesmo?

Quem quer sair √© voc√™… decida, u√©!

Quer dizer que você não quer e vai só para me agradar?

Não disse que não quero, mas essa não é uma necessidade minha.

Por que?

Porque estou feliz com os nossos programas, com as coisas que gostamos de fazer.

Ent√£o ir para a balada te incomoda…

N√£o, amor! N√£o incomoda… estar com voc√™ √© bom em qualquer lugar.

Tem raz√£o. Eu sinto a mesma coisa.

Que bom! Mas e a balada?

Esquece isso! Pega as chaves e vamos ali ver o por do sol.

Te amo.

E eu te amo mais.

 

Cada casal tem a sua história, a sua rotina saudável e desejos compartilhados. Achar que a grama do vizinho é mais verde e que você precisa fazer o que os outros fazem, pode fechar os seus olhos para a relação feliz que foi construída.

 

 


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Conversa com o tempo

Eu sou o tempo! Aquele que voc√™ cobra o tempo todo, com perd√£o da redund√Ęncia. Sou esse seu velho conhecido e companheiro. E por mais que eu precise continuar passando, as vezes tenho que parar alguns minutos e lhe dar uns conselhos:

Sabe essa tristeza que você está sentindo? Ela passa.

Você sabe que sempre apago as marcas e te deixo sorrir de novo.

Não me peça para ir mais rápido. Não sou eu quem prolongo o sofrimento, é o coração!

Recomece. O que adianta pensar que poderia ter sido diferente ou que você se enganou mais uma vez?

N√£o foi culpa minha… eu n√£o distancio ningu√©m, apenas desafio os amores. Os verdadeiros sobrevivem.

São as pessoas que decidem o que fazer comigo, eu não tenho ingerência nessa escolha.

Ei! Para de achar que não pode mais confiar em ninguém. Quando eu passar mais um pouquinho, você vai voltar a acreditar.

Não se culpe por ter gostado e ter se doado, se o outro não devolveu isso, não é problema seu. Cada um dá o que tem.

N√£o se culpe pela intensidade. A perspectiva de ser pela metade nunca lhe agradou.

Eu parei todas as vezes que você desejou que o beijo não acabasse, eu acelerei todas as vezes que você sentiu saudade, eu estiquei todas as vezes que você pediu para ficar perto da pessoa mais um pouquinho.

Embora você me acuse e reclame de mim, sempre faço as suas vontades.

Mas n√£o me pe√ßa para correr agora. Voc√™ precisa sentir tudo isso enquanto vou na minha velocidade normal. Para se curar dessa decep√ß√£o, voc√™ n√£o pode pular etapas, tem que passar por todas elas… e eu vou passar junto com voc√™.

A √ļnica coisa que pode me acelerar, √© a sua vontade de esquecer.

Ah… enxuga esses olhos! Voc√™ sabe que √© muito mais forte do que isso que est√° mostrando agora.

Você já passou bravamente e com mérito, por dores imensamente maiores.

Não é esse ventinho que vai derrubar quem venceu tempestades.

Fique feliz por tudo o que viveu e aprendeu. Você soube me aproveitar e isso só sabe fazer bem, quem lembra que eu nunca volto.

Não duvide da sua força. Você tem a vantagem de me ter como aliado, afinal sou o mais desafiador e intempestivo dos algozes.

Eu, o tempo! Esse que você continua aprendendo a respeitar, esperar passar quando preciso e correr junto quando convêm.

 

“There was always something more important to do,
More important to say
But “I love you” wasn’t one of those things,
And now it’s too late
Do you remember?”
Phil Collins

 


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Quando você partir

“Quando voc√™ partir, n√£o quebre as pontes que atravessar”

Tem gente que entra na sua vida trazendo poesia, m√ļsica e encantos.

Vai se aproximando devagar e com sutilezas rom√Ęnticas, consegue conquistar espa√ßo no seu cora√ß√£o.

Então você permite que esse alguém chegue mais perto.  Revela a sua alma, divide a sua vida, compartilha os seus momentos e se envolve.

Voc√™, mais uma vez, est√° ali… cara a cara com aquela velha conhecida: a paix√£o!

E conclui que foi uma chegada linda e significativa… algu√©m que mexeu com voc√™ e j√° marcou um lugar na sua hist√≥ria.

Mas da√≠ essa pessoa que voc√™ aprendeu a gostar das qualidades e aceitar os defeitos, essa pessoa que havia se mostrado por √Ęngulos admir√°veis e feito voc√™ achar que estava diante da sinceridade t√£o pouco encontrada por a√≠, resolve que n√£o quer mais…

N√£o quer mais a sua companhia por ter encontrado outra pessoa, por ter enjoado, por ter sei-l√°-o-que.

Então, ao invés de ter a mesma nobreza que mostrou ao se aproximar e falar de forma clara os motivos que o levaram a querer o fim, esse alguém age de forma destoante do que foi até ali.

A covardia começa a se mostrar mais forte que a impavidez e então essa pessoa mente, lhe ignora, despreza, lhe trata com frieza e se transforma em um completo estranho. Abandona a luta pela metade.

Aquela raiz cheia de coisas boas que havia sido plantada, come√ßa a ser arrancada da forma mais est√ļpida poss√≠vel.

Isso √© quebrar as pontes… isso √© jogar erva daninha no caminho onde muitas flores foram cultivadas!

Estar com alguém é uma escolha e deixar esse alguém também é um direito seu, mas saiba fazer isso.

N√£o deixe o vinho respingar e macular a toalha.

Joguinhos, artif√≠cios e t√°ticas para forjar um fim, √© feio… lembre-se como tudo come√ßou.

Lembre-se como o outro se entregou √† voc√™. Lembre-se que foi bom, da intimidade que constru√≠ram, lembre-se das gargalhadas, das confiss√Ķes no escuro do quarto, dos len√ß√≥is divididos e das manh√£s juntos.

Lembre-se que foi voc√™ quem pediu para entrar. Ent√£o, seja gentil e avise que est√° indo embora… com delicadeza e n√£o chutando a porta e quebrando a fechadura.

Cuidado com a forma que se prop√Ķe a sair da vida de uma pessoa, pois n√£o tenha d√ļvidas de que √© por essa atitude que voc√™ ser√° lembrado.

“E vem você dizer
Que o meu amor n√£o te apetece mais
O que posso fazer
Além de desejar que você siga em paz

Mesmo que algo melhor te espere do lado de l√°
Quando voc√™ partir n√£o quebre as pontes que atravessar…‚ÄĚ

(Siga em paz ‚Äď Vander Lee)

 

 


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