A disciplina do iniciante

Quando um técnico prepara uma planilha, ela não é uma mera sugestão e sim uma forma do praticante ter uma otimização na sua evolução de forma segura. Ela é montada, em especial, para o respectivo corredor, levando em consideração uma vasta estratificação como histórico de exercício, avaliações que determinam o nível de aptidão física e logicamente os objetivos.

Sabemos que muitos praticantes não seguem à risca a sua planilha de treinamento, não sabendo eles que é tão importante, pois por trás de cada semana de treino (microciclo) existe uma vasta matemática para que possamos determinar o volume semanal, a intensidade do esforço a serem aplicados, estimativas de demandas energéticas, associação de determinados treinos, levando em consideração tempo de recuperação (6hs, 24hs e 72hs), que determinará o mais importante e o tempo adequado do ciclo de supercompensação.

Mas o que na realidade quero destacar diz respeito a disciplina exagerada do iniciante, procedimento este que nos dá total controle do treinamento, fundamental para atingirmos os rendimentos de forma segura.

A postura de alguns corredores no início é totalmente diferente do decorrer do trabalho. Pode parecer exagero da minha parte, porém, ao receber orientações no início, ele não nos questiona, se pedirmos que realize o treino entre 6 km/h a 7 km/h é realizado, descansar, descansará, respeita o volume de treino e, apesar de parecer metódico, são estes procedimentos que nos deixam satisfeitos, pois é desta maneira que conseguimos grandes resultados com o simples fato do cumprimento do programa.

Com o decorrer dos anos de prática, o corredor logicamente adquire maior experiência, conhecendo melhor seu corpo, ficando mais “ousado” e começa a perder uma das suas grandes virtudes, que é a disciplina de treino, que nos dá todo controle do treinamento, e começa fazer tudo ao contrário, pedimos que treine 20 km e no entanto corre 15 km  forte, que realize entre 150 a 160 e ele vai bem acima disso e pedimos que corra a 5′ e ele  faz a 4’30″

Fica aqui um recado para quem está começando. Mude tudo que precisar mudar para aumentar seu rendimento, porém, preserve sua disciplina de iniciante, pois é de grande valia. E para aqueles que são os devoradores de treino, não faça o treino além do programado e guarde para as provas o seu empenho máximo.


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Revezamento Volta à Ilha, uma sensação sem igual

No sábado, dia 14 de abril de 2012, aconteceu na encantadora Florianópolis o já Tradicional Revezamento Volta Ilha. Trata-se de uma prova, em equipe, que já acontece desde o ano de 1996. Ela tem como objetivo, para os participantes (Equipes),  dar uma a volta completa na Ilha de Florianópolis no menor tempo possível.

Desta vez não fui como treinador e sim como participante e admirador da excelente prova que é a Volta à Ilha. Confirmo: é uma das melhores experiências que já tive em provas de corrida. Participo do evento desde o ano de 2009, mas já treino participantes desde o ano de 2007.

Conhecendo um pouco mais do  evento:
A prova tem como meta a volta à Ilha de Floripa e tem aproximadamente 150 km. Ela é realizada em formato de revezamento, onde é obrigatório cada equipe criar a sua estrutura. Ela tem tem responsabilidade sobre 2 veículos, um de grande porte e outro de pequeno porte e a  alimentação.

Como participar?
Para participar do evento, a equipe interessada passará por um sorteio: são 400 vagas, onde 300 já tem vaga garantida, por diversos critérios, sendo o que mais pesa são participações da equipe por seis anos consecutivos, sendo obrigatoriamente em 2010 e 2011. As outras 100 para sorteio. Os interessados devem se inscrever, a organização do evento divulga no seu site: as datas, os períodos os valores e o resultado do sorteio.

Como já tinha citado, além de participante, estou como responsável técnico, pois a Triação, equipe na qual sou um dos responsáveis, está com 2 equipes, uma de Salvador e outra de Feira de Santana. Programamos as duas equipes para largarmos às 6h. Saímos do hotel às 5h15. Como ficamos próximos da largada, às 5:30 já estávamos lá aguardando o momento em que as nossas duas equipes iriam largar !

Largamos em meios das equipes de São Paulo, Minas, Aracaju, gente de todo Brasil, muito emocionante. Somente indo para lá para ter a verdadeira noção do que é o Revezamento Volta à Ilha. As pessoas pulam, gritam, transpiram ansiedade; é um espírito aventureiro  e animado.

Este ano a Volta Ilha contou com cerca de 3700 atletas, distribuídos em 400 equipes, diferente das outras edições. Devido a modificações feitas pela organização do evento e que foi aprovada pelas equipes, a distância da prova teve uma redução de 10 km, passando a prova a ter 140 km e não mais 150 km.

As participações das nossas equipes foram excelentes, a Triação Feira concluiu em 12:46:00 e a Bahia Running em 13:19:00. Esta última sofreu três penalizações, que culminou numa aumento de aproximadamente 45 minutos no total.


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Educação corporal: treinamento da técnica esportiva

Divulgação

Na prática esportiva, existe componentes indispensáveis que influenciam diretamente no desempenho dos praticantes, como as habilidades físicas, psicológicas e técnicas. A prática mostra que o trabalho técnico é frequentemente negligenciado em função de um aprimoramento quase que único do condicionamento físico visando o desempenho. Mas é importante saber que o treinamento atinge a sua abrangência e o aumento adicional do desempenho vai ser influenciado de certa forma por uma técnica bem aprimorada.

Quanto mais próximo da técnica adequada do respectivo esporte maior será a eficiência do praticante, pois o mesmo irá conhecer melhor o seu corpo, em função de uma melhor consciência corporal, correção de erros posturais e biomecânicos, um menor dispêndio energético. Em outras palavras, o praticante ira realizar o gesto esportivo com grande eficácia e economia do seu potencial.

Pode parecer um pouco estranho que a sua sessão de treinamento seja composta de movimentos como elevar o joelho, chutar a própria nádega e saltitos. Porém, esses exercícios são de fundamental importância no que diz respeito à preparação técnica, pois os mesmos contribuirão para coordenação, passadas com maiores rendimentos e correção, levando aos praticantes a obter uma significativa melhora técnica.

O trabalho visando a preparação técnica da Corrida não necessita ser realizado todos os dias. Com um ou dois treinos semanais de duração igual a 15 minutos já contribui para que os praticantes venham adquirir elementos técnicos que ajudarão num gesto motor eficiente. Uma observação de grande importância é que a realização destes exercícios não se resume aos iniciantes, por mais que o praticante tenha uma vasta experiência. Estes exercícios com a finalidade de aprimorar a técnica devem ser realizados.

Por fim, técnica esportiva é entendida como os procedimentos desenvolvidos na prática que permitam a execução de uma tarefa da forma mais objetiva e econômica possível. A técnica de uma disciplina esportiva corresponde a um tipo motor ideal, que, entretanto pode ser modificado de acordo com características individuais.

Técnico e estilo

Todos sabem que quanto mais próximo da técnica especifica de um determinado esporte e em especial da Corrida mais eficaz será o seu gesto motor, porém no decorrer os praticantes passam a executar os gestos dominados com algumas particularidades, o que é chamado de estilo, que consiste na transmissão dos adeptos de suas particularidades pessoais à técnica básica.

Metodologia para a realização dos exercícios técnicos:

  • Realize os exercícios duas vezes por semana, com três séries de cada, distância compreendida entre 50 a 100m, intercalando com um trote leve com uma duração de 10 a 15 minutos.
  • Procurem realizar os exercícios em terra batida ou grama.
  • Concentre-se no momento em que estiver realizando.

  • Respeite seu corpo e procure não utilizar mecanismos de sobrecarga, como pesos nos tornozelos.

Ao Correr:

  • Procure manter o tronco ereto, olhar fixo para frente, o que reduz a tendência de correr balanceando-se a cabeça e o tronco,
  • Os braços devem estar paralelos ao corpo, 75º a 90º de flexão de cotovelo trabalhando coordenadamente com as passadas,

  • Procurar manter as passadas ajustadas, pois darão um maior rendimento,

  • Por fim, procure correr de forma descontraída, da cabeça aos pés, inclusive com descontração facial, o que lhe assegurará retardamento para um estágio de fadiga, além indiscutível aumento de rendimento.

Veja o vídeo: educativos para corrida


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Esteira ou Rua?

Muitos se questionam se a esteira é igual a rua, se gera o mesmo consumo de energia, ou seja, o gasto calórico, se desencadeia vícios de postura inadequados, se é mais confortável do ponto de vista de temperatura. E o Papo de Corrida tenta apontar os benefícios que tanto a rua quanto a esteira geram para você que corre ou quer começar a correr. Confira:

1 – Bom, a esteira, por mais que tentem dizer ao contrário, é muito boa para o praticante iniciante, pois, como nós sabemos, elas apresentam um sistema de amortecimento, que ajudam a atenuar o impacto nas estruturas articulares do praticante gerado durante a corrida, sendo também um ótimo aliado para aquele corredor que está se recuperando de alguma lesão;

2 – A esteira é uma boa aliada para manter também os treinos em dia, pois na esteira você está longe das interferências climáticas como chuva e ventos fortes;

3 – Na esteira é mais fácil corrigir a postura e o movimento esportivo.

4 – Para aqueles corredores que não possuem aparelhos para monitorar seu treino, a esteira possibilita isto, pois aparece em todo momento a relação velocidade/distância e, em alguns casos, os batimentos cardíacos;

5 – Porém, a esteira pode viciar e diminuir os reflexos próprios da corrida na rua, podendo trazer problemas para o praticante no momento que ele for correr na rua.

6 – A esteira para muitos praticantes ela é monótona, levando aos corredores a não conseguir realizar seu treinamento e procurando sempre a rua;

7 – Apesar de atualmente alguns corredores que participam de corridas de rua estejam realizando a maior parte dos seus treinos na esteira, acreditamos que é indispensável que seja feito o contrário, devido à especificidade que a rua vai gerar a este praticante;

8 - Acho interessante que este tipo de praticante só inclua, no máximo, dois dos seus treinos na esteira caso faça cincos na semana;

    Portanto caros amantes da corrida, o que acho melhor a ser feito é que vocês procurem mesclar os seus treinos com momentos na esteira e momentos na rua, baseando-se em tudo que foi dito acima.


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    Entrevista: Valter Abrantes, fisiologista do Vitória

    Fisiologista do Vitória, Valter Abrantes é um profissional respeitado. Mestre em Educação Física, ele é também professor na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Unime. Em entrevista para o blog Papo de Corrida, Abrantes fala sobre a sua função no clube, a importância da fisiologia para o esporte e praticantes de exercício e explica a “fama” de dar sorte ao Rubro-negro. Antes mesmo de começar o bate-papo, ele fala um pouco sobre o que é ser fisiologista. Confira!

    Inicialmente, eu gostaria de esclarecer que fisiologista é um nome atribuído a um cargo ou função exercida por um profissional, em sua maioria graduado em educação física. Em função da formação e objetivos da sua atuação numa equipe interdisciplinar, recebe essa denominação. Tem em essência da sua função a realização de avaliações físicas, que vão ser a base da aplicação dos conhecimentos em fisiologia do exercício. As avaliações nos permite julgar as modificações ocorridas em função do treinamento e escolher estratégias experimentadas pela ciência para obter melhores e mais seguros resultados aos desportistas. Mas recentemente ganha como grande aliado os recursos tecnológicos (ex-GPS) que permitem, além de propor as estratégias, avaliar se e como elas foram aplicadas.

    Qual a importância do fisiologista para o esporte, em especial o futebol?

    A figura do fisiologista surge na tentativa de aproximar a ciência “Fisiologia do Exercício” dos treinadores e preparadores físicos. Teve como base as avaliações realizadas no ambiente laboratorial. As universidades passaram a receber grupos de variados de atletas e esportes para realizar avaliações (aeróbia, força, etc). As avaliações possibilitaram determinar e conhecer as características fisiológicas dos atletas de diferentes modalidades. Estes profissionais realizaram também análises das características e demandas fisiológicas dos diferentes esportes (anaeróbio, aeróbio, intermitente, etc). A partir destas informações, ou seja, das características fisiológicas dos atletas e das demandas da modalidade, os volumes e intensidades dos treinamentos foram modificados, pois na maioria dos esportes, estas variáveis eram aplicadas sem fundamentação científica. Não era comum a realização de avaliações para julgar a evolução ou piora em função dos treinos realizados, interpretados pelas leis da fisiologia do exercício. Isso significou uma maior proteção a integridade física dos atletas e maior longevidade da vida esportiva, sem contar com a evolução do desempenho, manifestada através da quebra dos recordes. Resumindo, este profissional passa a ser importante no sentido de avaliar o atleta e conhecer sua condição física, monitorar as cargas de treinamento aplicadas. Vale ressaltar que esta função atualmente é exercida por professores de Educação Física em muitos clubes de futebol e centros de treinamento.

    Conte-nos um pouco da sua história com a fisiologia e com o Esporte Clube Vitória.

    Ainda na graduação, cursei a disciplina Fisiologia do Exercício com os professores Raimundo Hespanha e José Galdino, me apaixonei por esta área do conhecimento. O interesse foi tão grande e imediato que fui monitor desta disciplina. Assim que me graduei, fui trabalhar no Esporte Clube Vitória, fiquei por quatro meses, fui aprovado numa pos-graduação na USP e pedi demissão, pois entendia que naquele momento deveria investir na minha formação. Um ano depois, quando retornei de São Paulo, fui convidado a voltar ao Vitória, onde fiquei por dois anos. Envolvi-me com a vida acadêmica, sendo professor de Universidade e Faculdades e pude concluir o Mestrado. Oito anos depois retorno mais uma vez ao vitória, onde estou há três anos.

    Como é feita a interação dos diversos departamentos, que vão do Médico, da Fisioterapia, Nutrição, Técnico com o da Fisiologia?

    Vou responder a pergunta com exemplos de atuação da fisiologia com outras áreas do conhecimento: Com o departamento médico, por exemplo; análise do tempo parado em tratamento ou pós cirurgia e a influência sobre a condição física do atleta, previsão de tempo e treinamento necessário para retornar as competições. Com a fisioterapia uma ação preventiva, pois os testes realizados permitem estabelecer estratégias individuais ou coletivas que possam diminuir as lesões musculares por exemplo. Com a nutrição um diálogo contínuo sobre a composição corporal, jogadores acima do peso, abaixo do peso, alimentos e suplementos que auxiliam na recuperação do atleta após as competições. As informações sobre as características fisiológicas do atleta são passadas para a comissão técnica (treinador, preparador físico), que pode, a partir destas informações, explorar comportamentos em campo compatíveis com as características dos atletas (atletas de velocidade, resistência aeróbia, etc)

    Nos contaram que é um profissional que leva sorte ao Vitória. Pode nos contar qual a razão da “fama”?

    Não diria sorte, mas fico honrado de ter participado de campanhas inesquecíveis para o Vitória. A terceira colocação em 1999 e segundo colocado na Copa do Brasil em 2010, além é claro dos títulos de campeão Baiano e Copa do Nordeste.

    Sabendo da importancia do fisiologista, como ele pode auxiliar também indivíduos preocupados em praticar exercício físico, visando a saúde e o bem estar?

    Acredito que professores de Educação Física com conhecimento de Fisiologia do Exercício podem auxiliar os não atletas profissionais no sentido de saúde e condicionamento físico, não é necessário a denominação fisiologista para utilizar e aplicar os conceitos que regem a fisiologia e sim ter o conhecimento nesta área. A atuação conjunta dos professores e treinadores das modalidades de exercício físico e esportes com um profissional que conheça mais afundo a fisiologia do exercício pode ser uma ótima estratégia, e com certeza trará benefícios aos praticantes de atividades físicas.

    E como o profissional da fisiologia pode ajudar nós corredores?

    Tenho o prazer de me denominar corredor, pois já corri quatro vezes a São Silvestre, fiz quatro meias-maratonas e várias corridas de dez quilômetros e posso dizer que conhecer a fisiologia me ajudou bastante, e correr contribuiu para aprender fisiologia do exercício. Digo aos meus alunos que só aprendemos fisiologia do exercício quando, além da leitura, praticamos exercícios físicos, fazendo do corpo um “laboratório”, no sentido de perceber os ajustes fisiológicos durante as sessões de treino e principalmente as adaptações em função das diferentes estratégias de treino realizadas. Para não fugir da pergunta, entendo que um profissional com conhecimento em fisiologia do exercício pode ajudar no sentido de adotarmos estratégias seguras, volumes e intensidades adequadas individualmente e, por consequência, uma prática de exercício físico seguro e direcionado ao objetivo de cada indivíduo.


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    Entrevista: Tiago Magalhães fala sobre Treinamento Funcional

    O tema da entrevista desta semana é o Treinamento Funcional. Febre no mundo inteiro, a atividade física tem sido uma grande aliada para quem gosta de cuidar da saúde. E quem vai falar sobre a prática é Tiago Magalhães. Graduado em Educação Física, el é especializado em Musculação e Treinamento de Força e em Atividade Física para Populações Especiais.

    Autor do livro e software Biomechanics, Magalhães é responsável pelo projeto de implantação e reestruturação de mais de 60 academias e centro de fitness. Diretor Executivo da Fit Trainer (Consultoria Esportiva), ele também tem MBA em Administração e Gestão de Negócios, é gestor de MKT Esportivo da Gatorade (Nordeste) e treinador do Core 360º (Treinamento Funcional). Confira a entrevista:

    O que é o Treinamento Funcional?

    O Treinamento Funcional foi criado nos Estados Unidos por diferentes autores desconhecidos e vem sendo muito bem difundido no Brasil, ganhando inúmeros praticantes. Tem como princípio preparar o organismo de maneira íntegra, segura e eficiente através do centro corporal, chamado nesse método por CORE. Vários dos objetivos desse método de exercício representam uma volta à utilização dos padrões fundamentais do movimento humano (como empurrar, puxar, agachar, girar, lançar, dentre outros), envolvendo a integração do corpo todo para gerar um gesto motor específico em diferentes planos de movimento. Um exemplo contrário a esse método, é o trabalho isolado do corpo para gerar um gesto motor específico, como visto na musculação tradicional.

    Atletas de diversas modalidades esportivas estão incluindo o Treinamento Funcional a sua preparação e obtendo excelentes resultados. Mas esta modalidade se enquadra tanto a um sedentário e quanto a um indivíduo ativo também?

    Esse treinamento é indicado para todas as pessoas, independente de idade, sexo e estado de saúde. Abrange todas as fases de condição física, desde a regeneração até o desenvolvimento atlético, buscando mais qualidade e eficiência nas tarefas a se realizar com o corpo. As sessões de treinamento têm duração de até uma hora. O ideal é que os planos sejam de longo prazo para que as adaptações fisiológicas e a rotina de vida ativa se tornem um hábito com resultados consistentes.

    Quais os critérios participativos?

    Como toda atividade física, deve-se passar por uma avaliação médica, uma avaliação física e uma avaliação funcional, sendo esta última uma série de testes de mobilidade que indicará alguns pontos chaves no programa de exercícios e também entender em que nível de aptidão física o indivíduo se encontra.

    Quais os utensílios utilizados por esta modalidade, já que o Treino Funcional não utiliza os tradicionais aparelhos de musculação?

    O treinamento funcional foi concebido para que o indivíduo pudesse trabalhar com a sua principal ferramenta: o próprio corpo. Quando utilizamos nosso corpo para o movimento, damos a ele estímulos diversos. Construímos, desta forma, uma maior consciência corporal de movimento, um corpo mais inteligente. Aliado a necessidade de variação de treinamento, para que houvesse cada vez mais estímulos diferenciados, foram criados acessórios como MedBall (bolas com peso), escadas de agilidade, fitas de suspensão, faixas e bandas elásticas, discos de equilíbrio e muito mais. Cada acessório foi desenvolvido para estimular todas as capacidades físicas. Equilíbrio, força, agilidade, potência, velocidade, coordenação, resistência.

    O Treinamento Funcional substitui a musculação?

    Na verdade, o treinamento funcional não foi criado para substituir nenhuma atividade física. Pelo contrário, ele foi criado para aprimorar estas atividades. Podemos dizer que tudo que fazemos de movimento com um propósito estabelecido, baseado em diversas metodologias, utilizando o corpo inteiro, se torna funcional. Portanto, o Treinamento funcional deve estar associado a Musculação, ao trabalho aeróbico (corrida, por exemplo) e a qualquer outra atividade física.

    De que forma o corredor se beneficia com esta modalidade ?

    Quando falamos em corrida, imaginamos o corpo em movimento. Esse movimento é a essência do treinamento funcional, é onde podemos extrair mais a fundo toda a técnica da atividade. No treinamento funcional, analisamos cada atividade, desde os movimentos dos pés, dos joelhos, dos braços e também da respiração para traçar um plano de como melhorar ainda mais o rendimento do praticante naquela modalidade. Chamamos isso de tarefa de transferência, onde tentamos reproduzir gestos da atividade alvo para dentro da sessão de treino funcional, para que ele possa retornar com mais força, com mais técnica, com mais equilíbrio  à sua atividade.

    Exercícios funcionais para corredores:

    Tiros = Trabalho de Potência

    Equilíbrio no disco = Trabalho de Propriocepção, importante para fortalecimento de articulações do tornozelo e joelho

    Deslocamento entre os cones em várias direções = Trabalho de Agilidade que permite a melhoria da técnica e eficiência de movimento

    Balanço no Skipping = Trabalho de Coordenação que visa ajustar a passada com os movimentos de membros superiores (braços)


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    “Flexionando, flexionando…”

    Vista por muitos com desdém, a Flexibilidade é uma Capacidade Motora que pode ser evidenciada pela amplitude de movimento das diferentes partes do corpo num determinado sentido e uma boa indicadora da aptidão músculo-esquelética.

    No uso do vocabulário esportivo, e em especial na corrida, entende-se por flexibilidade a capacidade de ser flexível, a capacidade de elasticidade, a facilidade de ser manejado, a maleabilidade, a agilidade, a vivacidade além de certas adaptações psicológicas. (Grosser, 1972).

    Este conceito engloba, conseqüentemente, várias áreas e “por isso deixa-se compreender como flexibilidade, o complexo neurofisiológico condicionado a mobilidade articular”. (BARBANTI apud Fetz – Ballreich, 2001).

    Como sabemos, todos os movimentos ocorrem nas articulações. Logo, quanto maior for a amplitude de oscilação, maior será a flexibilidade. Ao se trabalhar a flexibilidade, é muito importante que se dê uma relevância aos componentes, aos fatores influenciadores, a importância de se trabalha-la e, consequentemente, a metodologia, pois a melhoria da mesma pode contribuir para técnica esportiva e para o desempenho.

    Componentes da Flexibilidade:

    • Mobilidade: relacionado ao grau de liberdade de movimento da articulação
    • Elasticidade: referindo-se ao estiramento elástico de componentes musculares
    • Plasticidade: grau de deformação temporária que estruturas musculares e articulares deverão sofrer para possibilitar o movimento. Existe um grau residual de deformação que se mantém após cessada a força aplicada
    • Maleabilidade: modificações das tensões parciais da pele fruto das acomodações necessárias no segmento considerado

    Fatores influenciadores:

    • Idade: quanto mais velha a pessoa, menor tende ser sua flexibilidade
    • Sexo: a mulher em média costuma ser mais flexível do que o homem
    • Hora do dia: a flexibilidade aumenta com o passar das horas do dia
    • Temperatura ambiente: o frio reduz e o calor aumenta a elasticidade muscular com óbvios reflexos na flexibilidade

    Benefícios da flexibilidade:

    • Maior amplitude de movimento
    • Otimização da recuperação
    • Melhor eficácia
    • Profilaxia Postural
    • Economia de corrida, fazendo com que o corredor gaste menos energia para o mesmo gesto desportivo

    Portanto, há um beneficio relacionado a esta Capacidade Motora que é importante salientar, pois ainda gera controvérsias, que diz respeito à profilaxia de lesões, pois isto ainda não foi comprovado cientificamente.

    O Treinamento da Flexibilidade:

    Como qualquer Capacidade Motora, a flexibilidade, para que seja otimizada, é necessário a execução persistente dos seus respectivos exercícios, pois se interrompido por um período de tempo, ela voltará aos valores iniciais.

    Quanto aos exercícios de flexibilidade, devem ser realizados num padrão ótimo para cada pessoa, sendo importante informar que o nível de flexibilidade acima dos desejados podem ser prejudiciais. Já nas suas divisões, os exercícios de flexibilidade estão divididos em passivos, ativos e na Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP).

    1. Ativos: os exercícios ativos são aqueles que alcançam maior amplitude articular possível pela atividade muscular, sem auxilio externo.
    2. Passivos: os exercícios passivos alcançam uma grande oscilação articular pelo emprego de forças externas.
    3. FNP: os exercícios da FNP parecem, entre os outros, serem os mais eficientes, e as suas técnicas principais são reversão lente de posição, contrair e relaxar e segurar e relaxar.

    Segundo DANTAS (2005), é importante salientar que o trabalho para o desenvolvimento desta Capacidade motriz a nível conceitual existe uma diferença, onde o termo Flexibilidade está relacionado a Capacidade Motora e as formas para o seu desenvolvimento são as seguintes:

    Alongamento
    Forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física.

    Flexionamento
    Forma de trabalho que visa obter uma melhora da flexibilidade da viabilização de amplitudes de arcos movimentos articulares superiores às originais.

    Fotos: Triação Assessoria Esportiva


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    Fasciíte Plantar: conheça os sintomas desta lesão e saiba como tratar


    Não é difícil escutar de amigos corredores o seguinte: “estou sentindo um incômodo na parte inferior do meu pé, geralmente logo ao levantar da cama. Ela começa como uma pontada e vai aumentando”. Para quem não sabe, isto é a famosa fasciíte plantar. Para saber mais sobre este problema, o Papo de Corrida entrevistou o doutor Eduardo Teixeira:

    O que é Fasciíte Plantar?

    É uma das causas de dor inferior no calcâneo e no arco dos pés. A fascia plantar é uma membrana que se estende do calcâneo até os ligamentos intermetatarsianos do antepé. Tem por função estabilizar o arco da concavidade do pé, e de transmitir forças e informações do antepé para o retropé, bem como servir de braço de alavanca para o antepé em situações de impulsão anterior. Ou seja, todas as vezes em que um movimento de locomoção utilize a posição de ponta de pé, a fascia plantar terá importante papel estabilizador e gerador de energia cinética. Fazendo parte, portanto, do sistema anti-gravitacional, ela é de fundamental importância para a função locomotora e, mais ainda, para a ação de correr.

    Quais os fatores que podem desencadear?

    Diversos fatores podem gerar sintomas na fascia plantar.
    Condições locais:

    • Sobrecargas pressóricas;
    • Inflamações;
    • Traumatismos;
    • Alterações morfológicas do pé;
    • Distúrbios mecânicos do pé;
    • Desvios angulares esqueléticos;
    • Lesões tumorais;
    • Infecções.
    • Condições sistêmicas:
    • Diabetes;
    • Doenças reumáticas;
    • Distúrbios metabólicos – hiperuricemia;
    • Doenças tireoidianas;
    • Efeito colateral medicamentoso;
    • Mal alinhamento dos MMII;
    • Doenças neurológicas;
    • Síndrome de hiper-treinamento (over-use).

    Quais os sintomas?

    O principal sintoma apresentado é a dor no local, associada ou desencadeada pela marcha. Tratando-se de corredores, a dor pode manifestar-se durante o treinamento ou mesmo após um grande esforço. Os primeiro sintomas podem ser matinais, associados aos primeiros passos ao acordar. Se não tratada, poderá evoluir para uma restrição da atividade desportiva, podendo até mesmo limitar a capacidade para marcha.

    Existem tratamentos? Quais os mais indicados?

    Qualquer tratamento necessita, para ser efetivo, de um correto diagnóstico. É muito frequente um corredor permanecer com sintomas por um longo período, acreditando ser portador de fasciíte plantar de origem mecânica, quando na verdade seu diagnóstico era outro. Dessa forma, é indispensável a avaliação por um médico especializado para que um diagnóstico correto e um tratamento efetivo sejam feitos. O tratamento conservador com fisioterapia e uso de medicações é a escolha. Apenas 2% a 3% dos pacientes necessitam de intervenção cirúrgica. A reabilitação deve corrigir os encurtamentos da musculatura antigravitacional, em especial do tríceps sural, principal responsável pelo tensionamento da fascia plantar. A correção de calçados e de pontos anômalos de pressão, através de palmilhas, também está indicada, o que deverá ser acompanhado de uma re-educação da postura ao realizar o gesto desportivo.

    E o tempo de tratamento?

    É variável a depender da etiologia (causa) da fasciíte. Nos quadros puramente mecânico-funcionais, o tempo de reabilitação deverá ser em média de seis semanas, podendo o atleta retornar a condições competitivas em torno da décima semana.

    Com a sua experiência, quais das modalidades esportivas estão mais sujeitas a esta lesão?

    Todas as modalidades que envolvam ativação dos mecanismos anti-gravitacionais. Esportes de salto, corridas, vôlei, basquete, handebol, escaladas e algumas modalidades de dança. A corrida tem sido uma frequente reveladora de condições mecânico-posturais do aparelho locomotor, fato que tem motivado a fasciíte ser conhecida como “hell pain running” ou “dor no calcâneo dos corredores”, fazendo-se um paralelo à tendinite do cotovelo conhecida como “cotovelo do tenista”.
    ——————————————————————————————
    Eduardo Souza Teixeira da Rocha – Médico Ortopedista, Doutor em Medicina e formado pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, Especializado em Ortopedia pela Universidade Federal de São Paulo (TEOT – SBOT 5477). Trabalhou na Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor e no Hospital Aliança. Atualmente é diretor médico da Bios Saúde.


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    Avaliação física, não deixe de fazer

    A avaliação de Aptidão Física representa um importante recurso para avaliar diferentes indicadores que apresentam relações diretas ou indiretas com a realização de esforços físicos, pois é um processo que indica, compara critérios, subjetiva e objetivamente utilizando medidas. É uma forma usada para traçar o perfil físico do aluno. Ou seja, é a avaliação realizada para conhecermos a situação em que se encontra determinado indivíduo, no início do programa.

    Antes de iniciar seu programa regular de exercício físico, todo e qualquer indivíduo, ainda que aparentemente saudável, deve realizar esta avaliação, pois os resultados obtidos vão contribuir para um melhor direcionamento do planejamento de treino.

    A Avaliação deve ser composta de:

    • Anamense;
    • Medidas de Pressão Arterial e da Freqüência Cardíaca em repouso;
    • Medidas Antropométricas e Avaliação de Composição Corporal;
    • Avaliação Postural;
    • Teste de Flexibilidade;
    • Teste Abdominal;
    • Interpretação dos resultados.

    Razões para a realização da Avaliação:

    • Identificar riscos à saúde associados aos níveis altos ou baixos de gordura corporal;
    • Identificar os riscos à saúde associados ao acúmulo excessivo de gordura intra – abdominal;
    • Formular recomendações dietéticas e as prescrições de exercícios;
    • Monitorar a eficiência do programa de exercício;
    • Acompanhamento do índice motor, através da classificação das Capacidades Motoras (Força, Resistência, Flexibilidade, Aptidão Cardiorrespiratória, Coordenação Motora).

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    A importância da avaliação médica

    Tornou-se indiscutível que a pratica regular de exercício físico causa diversas adaptações ao nosso organismo, promovendo uma melhora na nossa saúde e no nosso bem estar. Constatando-se que é benéfico para a grande maioria das pessoas. No entanto, existem alguns praticantes ou futuros praticantes que podem sofrer sérios problemas de saúde ao praticar o exercício físico. É devido a isto que se preconiza a realização de uma avaliação médica antes de iniciar um programa regular de exercício físico e a repetição dela de forma periódica.

    Foi pensando nisso que o Papo de Corrida procurou uma das maiores referências hoje em Salvador no que diz respeito à Avaliação clínica pré-participação no exercício e no esporte, o doutor Luis Ritt, para que vocês, caros amigos, possam entender melhor o quanto é importante a avaliação médica pré-participação.

    Quais são os objetivos básicos da avaliação pré-participação?

    Os objetivos principais de uma avaliação médica para pré-participação em atividade física tem como principal objetivo a detecção de condições, principalmente cardiovasculares, que sejam sub-clínicas e caso não identificadas possam colocar a pessoa em risco durante a prática de atividade física, principalmente as competitivas. Como um objetivo secundário, mas não menos importante, esse é um momento para checar como vão os principais fatores de risco cardiovascular modificáveis como colesterol, obesidade, tabagismo, estresse e traçar metas a serem seguidas.

    Já sabemos que ela deve ser periódica, mas de quanto em quanto tempo?

    A periodicidade vai depender de fatores do paciente, como idade, fatores de risco, porém, deve-se levar em conta os objetivos com a atividade física:

    Exemplos
    1 – Um homem de 50 anos, com dislipidemia, pretende fazer corridas 5-10 km, na sua avaliação mostra colesterol e pressão arterial controlada e boa capacidade física na prova de esforço que também foi negativa para isquemia – uma reavaliação em 1 ano está de bom tamanho;

    2 – mulher de 35 anos sem fatores de risco, exame clínico normal, vinha sedentária, pretende inicar treinos e tem como objetivo fazer uma meia-maratona em 6 meses – uma reavaliação antes de fazer a prova seria interessante;

    3- paciente de 50 anos, fez exames há 3 meses, vinha assintomático, tem dislipidemia leve controlada, exame clínico era normal, faz provas de 5-10 km e agora vem com cansaço no sexto quilômetro e respiração mais ofegante – deve reavaliar neste momento, mesmo antes de completar 1 ano da última avaliação.

    De quais exames ela deve ser constituída?
    De acordo com as diretrizes nacionais e internacionais o básico é: para homens com menos de 35 anos e mulheres com menos de 45 sem fatores de risco, avaliação clínica e eletrocardiograma; para homens com mais de 35 e mulheres de mais 45 ou aqueles(as) com mais dois fatores de risco cardiovascular, exame clínico, eletrocardiograma e teste de esforço.  Isso para avaliar risco, mas a prova de esforço tem outras aplicações, como medir capacidade funcional (VO2 pico) e ajudar a determinar zonas de treinamento (limiares).

    Ela é indispensável para qualquer idade?
    Sim, inclusive para adolescentes e crianças uma avaliação clínica é importante. É importante que o cardiologista esteja familiarizado com as patologias mais frequentes e que devem ser pesquisadas para cada idade e com os achados aos exames para cada idade. O enfoque nos jovens é principalmente o de identificar afecções cardíacas congênitas, doenças do músculo cardíaco que são geneticamente determinadas, como a cardiopatia hipertrófica, por exemplo. No adulto e naqueles com fatores de risco se destaca a doença isquêmica do coração, que, diga-se de passagem, tem sido identificada cada vez mais em jovens.

    De que forma esta avaliação contribui no momento da elaboração do programa de treino?
    A avaliação pode ajudar ao profissional de educação física a programar um treino mais individualizado para o aluno, principalmente conhecendo os limites até onde pode levá-lo com segurança. Com a ergoespirometria (teste cardiopulmonar), por exemplo, pode-se determinar o VO2 (consumo de oxigênio) que é a medida mais precisa da capacidade física, um dado que poderá ser usado futuramente e uma reavaliação como parâmetro de ganho de desempenho. Com a determinação dos limiares (limiar anaeróbico ou limiar 1 e ponto de compensação respiratório ou limiar 2) são determinados parâmetros importantes para o treino. De uma forma resumida, poderíamos dizer que a frequência cardíaca ou a carga do limiar 1 seria a mínima para se ter um efeito do treinamento e o limiar 2 o limite superior para os treinamentos mais intensos.

    Em Salvador, onde podemos realizar uma Avaliação desta?
    Salvador tem uma Cardiologia muito atuante e referenciada. É importante que se busque sempre um especialista com título pela Sociedade Brasileira de Cardiologia ou um Médico do Esporte. O Instituto Procardíaco dispõe de corpo clínico especializado em cardiologia do exercício e de exames específicos como a ergoespirometria.

    Luiz Eduardo Fonteles Ritt
    Médico cardiologista do Instituto Procardíaco Salvador/BA. Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Ergometria pelo Departamento de Ergometria e Exercício da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Também tem especialização em Cardiologia do Exercício/Ergoespirometria e fez residência Médica em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia-SP.


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