Corridas em montanhas: uma tendência ou mais uma moda?

O universo da corrida, a cada dia, vem tomando direções e formatos mais diversificados. Se antes as provas de corridas no Brasil eram feitas sem quase nenhuma estrutura e muitas vezes planejadas por grupos de amigos, hoje as corridas de ruas são verdadeiras máquinas que visam sempre agradar uma nova geração de participantes.

Boa parte desta nova geração, somado a antigos corredores, está contribuindo para o fortalecimento de um formato de prova, que lá fora já acontece há bastante tempo, com organizações excelentes e que no Brasil vem a cada dia aumentando o número destes eventos: as corridas em montanhas.

No último sábado, participei do 18º Revezamento Volta à Ilha, prova que acontece em Florianópolis. Ela se caracteriza pelo modelo: corrida em montanha, areia, praias, trilhas e asfalto. É o meu sétimo ano consecutivo e sabe o que mais me surpreende? O aumento de pessoas interessadas em realizá-la e a afirmação dos que participam: “não vou deixar mais de participar, excelente o evento”.

Essa é uma das grandes provas de montanha que está acontecendo no nosso país. A cada dia que passa novos adeptos e novos eventos agitam este calendário. Para se ter uma ideia, estão fazendo estes eventos em cidades como Campos do Jordão, Arraial do Cabo, Praia do Forte, Bertiogas e Maresias. Se observarmos, são locais lindos, belíssimos, onde, a meu ver, um dos grandes atrativos destes eventos é unir o esporte a belas paisagens.

Tinha uma certa dúvida se este novo formato seria uma tendência ou mais uma moda, mas hoje tenho total certeza que chegou para ficar. As provas já estão tendo mais reconhecimento entre os meios de comunicação e de possíveis grandes marcas apoiadoras. Marcas esportivas já iniciaram a confecção de materiais e produtos específicos que comprovam como o olhar para este modelo de corrida, no Brasil, vem sendo outro. Ou seja, um olhar de muito crédito, de uma tendência, e não uma moda.


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Sobrecarga nos seus treinos: progressiva e gradual

Nos nossos últimos posts, procurei chamar atenção quanto aos principais passos, indispensáveis, para que se possa ter um programa de exercício físico seguro e eficiente. Falei do momento certo para iniciarmos o trabalho de caminhar e correr, pois é importante para o corpo além de motivação do praticante.

Bem, mas o que eu trago agora para vocês é a importância de sabermos “sobrecarregar” nosso organismo, ou seja,  saber visar às melhorias continuas do nosso condicionamento. Quando corremos 10 km, pedalamos 60 minutos, levantamos no supino reto 20kg de cada lado, é importante que vocês, praticantes, procurem entender que não é dessa forma que o nosso corpo interpreta e sim como um estímulo, que é considerado uma carga para o organismo.

Já está bem claro que todos vocês, ao participar de um programa de treino, sabem que o principal objetivo é a melhoria da saúde, do bem estar traduzido em seu condicionamento físico. É por isso que todos os praticantes de exercícios, de forma segura e orientada, devem sempre estar sobrecarregando, de forma progressiva, seu corpo através dos ajustes do seu planejamento.

Sobrecarregar nosso corpo, apesar de ser importante para as melhorias a longo prazo, não deve ser feito de qualquer forma, pois  devemos respeitar parâmetros como: tempo de recuperação de uma sessão para outra e a intensidade da carga aplicada, pois o tempo necessário para se recuperar no intervalo  das sessões é proporcional a intensidade e o volume do que foi aplicado.

Para termos um ideia, nosso corpo pode estar recuperado para uma nova sessão de treino se a carga não for demasiadamente forte em até 4 horas, porém, existem demandas em treinos que o praticante tem que recuperar até 72 horas ou mais para uma reaplicação de um novo treino no mesmo formato.

E é dessa forma, respeitando este ciclo de estímulo e recuperação do nosso organismo que ele tende a assimilar as cargas aplicadas conseguindo assim obter uma evolução contínua e saudável. Não podemos esquecer que estas cargas não podem e nem devem deixar de ser de maneira crescente, pois acreditem, se não houver esta dinâmica o organismo tende, com o tempo, a se descondicionar.

Tomamos como exemplo aquele indivíduo que era totalmente sedentário, iniciou seu programa de exercício através da caminhada, e todos os dias, desde quando iniciou realiza a mesma coisa. Com certeza,  com o passar do tempo, ele estará, em relação ao nível obtido no início do seu planejamento de treino, se descondicionando gradualmente, mesmo praticando exercício .


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Sedentarismo: qual o tamanho do problema?

Amigos, para quem não sabe, domingo, dia 10, foi comemorado  o dia de combate ao sedentarismo. Ainda é de se surpreender, com todo apelo e apoio que temos hoje, em especial, pelos meios de comunicação, como ainda é alarmante os índices deste quadro.

Eleito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais inimigos da saúde pública, o sedentarismo é responsável pelo aumento de risco de morte por todas as causas. E outro fato que nos deixa mais estarrecidos é o de que no Brasil, apesar dos pesquisadores encontrarem algumas dificuldades para determinar a prevalência de pessoas inativas, acredita-se que estes dados podem chegar entre 30% a 60% de inativos.

Apesar de todo reconhecimento da importância da prática regular do exercício físico na melhoria da saúde e do bem estar, reduzindo a incidência de doenças como hipertensão, obesidade e diabetes, nossos índices continuam  altíssimos. Boa parte da nossa população divide-se entre os que realmente realizam um programa regular de treinamento e aqueles que estão sempre entrando e saindo, não conseguindo apresentar nenhum resultado concreto. Para termos uma referência, estima-se que dois milhões de mortes por ano em todo mundo aconteça devido a estas doenças citadas acima, enfermidades essas que são agravadas ou causadas pela inatividade física.

Vocês pensam que para por aí? Além de contribuir com a morbidade e mortalidade, o sedentarismo custa caro aos cofres públicos, pois apesar de não termos dados concretos em nosso país, grande parte dos gastos são destinados ao tratamento de doenças causadas pela falta do exercício físico. Ressaltando que não obrigatoriamente você ter um estilo de vida saudável não irá desenvolver algumas destas doenças. Mas amigo e amigas, com certeza suas chances são bem menores.

Após estas justificativas, não acredito que você vá querer fazer parte ainda deste time, não é? Espero que com esta leitura, você que adota este estilo de vida, procure com uma certa urgência mudar, pois pessoas que procuram manter uma rotina regular de exercício físico, além de atenuar todos estes perigos para saúde já citados, não fazendo parte destes números, conseguem manter sob controle outros grandes inimigos da saúde, a exemplo do tabagismo, uso em excesso do álcool e a má alimentação.


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Do caminhar para o correr: dicas para fazer uma transição tranquila

Na semana passada, fiz um post onde procurei identificar os passos mais importantes que todo interessado em iniciar no universo da corrida deve realizar. No entanto, nem sempre esta pessoa interessada em fazer parte desta tribo deve iniciar correndo.

Após a realização dos primeiros passos, nós treinadores vamos conseguir determinar o nível de aptidão física deste futuro praticante e traçar seu planejamento, que já pode ser com a corrida propriamente dita ou uma caminhada para o iniciante em que sua aptidão física dificulte o iniciar já correndo.

Como já sabemos, com o decorrer do tempo, para esta pessoa que iniciou com a caminhada (pois seu histórico tornava a corrida difícil), esta atividade não irá impor mais nenhuma dificuldade e consequentemente irá gerar ganhos para melhoria gradual da sua condição física, pois a caminhada se tornou um exercício fácil e a corrida ainda sim é difícil.

Surge então uma fase determinante para se fazer um futuro corredor, que é a Transição do Caminhar para o Correr. Nela o praticante irá alternar, durante sua sessão de exercício, momentos de caminhada com corrida. Lembrando que o alternar deve ser baseado em parâmetros de esforço como frequência cardíaca, velocidade ou ritmo por km e a escolha vai depender de cada profissional.

Esta fase é muito interessante, pois o praticante consegue experimentar o verdadeiro prazer que a corrida oferece, mesmo sabendo que nos momentos da corrida ele terá uma sensação maior de desgaste, que é normal, pois estamos aumentando a demanda do nosso organismo e isto é muito importante que seja colocado para ele, pois ao mesmo tempo em que ela é crucial para  fazer um corredor, pode também encerrar a vida de corrida do mesmo.

No momento de se aplicar esta fase, é importante que esta pessoa não esteja muito acima do peso, pois para estes futuros corredores esta fase realizada num peso ideal é executada com muito mais facilidade. O Papo de Corrida elaborou um pequeno exemplo para você que está na caminhada e vai iniciar nesta nova fase:

  1. Aquecimento – 10 minutos Caminhando;
  2. De 3 a 6 minutos  correndo;
  3. De 2 a 4 minutos andando

E assim sucessivamente, até completar entre 30 a 40 minutos no total. Volto a relevar que devemos sempre procurar um acompanhamento de um profissional de Educação Física!

Bons treinos!


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Os primeiros passos para correr

Independente dos motivos que possam te levar a incorporar uma rotina de exercícios físicos, em especial a corrida, o mais importante é você dar o primeiro passo. Na minha ótica, o principal é sair do sedentarismo e buscar uma melhoria em sua saúde e bem estar. Apesar de todo este apelo que vivemos acerca da importância de manter, regularmente, o exercício, as estatísticas não são nada animadoras em relação aqueles que não praticam.

Com experiência de mais de dez anos na área, que vai da caminhada a corrida, consigo hoje afirmar que estas duas modalidades foram as que mais contribuíram no âmbito do exercício físico por ajudarem as pessoas a modificarem seus hábitos de vida, adotando um estilo de vida mais saudável.

A corrida, como outras modalidades, promove adaptações ao nosso corpo, desde físicos como controle nos níveis pressóricos, controle do peso, adaptações ao sistema imunológico, no perfil lipídico e controle nos níveis do stress. Disso não temos mais duvidas, não é amigos?

Entretanto, para que estes benefícios sejam atingidos, não podemos deixar de dar alguns passos básicos. Ao meu entender, como primeiro passo, seria a realização de uma avaliação médica pré-participação, pela qual teremos condição real de conhecer a saúde desta pessoa iniciante e orientá-la com total segurança e eficiência.

Como passo seguinte, gosto de determinar as metas e avaliá-las quanto a possibilidade de atingi-las: em quanto tempo, quanto ao número de dias de treino na semana e quanto aos utensílios (tênis ,vestimenta, relógios). Sendo importante e também indispensável a preocupação do futuro corredor com seus hábitos alimentares.

Uma vez atento para estes detalhes, posso afirmar que dessa forma, sim, o novo praticante estará preparado para iniciar de forma saudável e segura no universo da corrida!


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Evite excessos: descanso é importante

Que nosso corpo humano é uma máquina complexa e cheia de detalhes, não tenho dúvidas que vocês, amigos leitores e amantes do exercício, já sabem. Assim como também já é compreendido por todos que o treinamento físico é a melhor forma de melhorar o rendimento desta máquina.

É importante que vocês, praticantes de exercício, não deixem de ter em mente que estas melhoras no desempenho está atrelada a uma estratégia  muito importante e que é muito ignorada: o descanso. E confesso que colocar isso na cabeça do praticante não é nada fácil, pois geram diversas dúvidas: “Porque Diminuir?”, “Não vou engordar?”, “Se eu não treinar meu desempenho não vai aumentar!”…

É somente através de um período de descanso adequado que nosso corpo irá conseguir se recuperar após um esforço, pois durante esta pausa ocorrem as mudanças necessárias, como aumento das reservas de energias, recuperação tecidual, dentre outras, sendo essas medidas responsáveis pelo aumento no desempenho.

Desde a década de 70 já se fala que treinos fortes devem ser seguidos de treinos leves ou descanso. Esta rotina visa a recuperação do corpo, da mesma forma que esse período de descanso também não deve ser muito longo, pois chegaria o momento dessa melhora e, se retomado o treino depois de muito tempo, os resultados não seriam os mesmos.

A depender da demanda do esforço, nosso organismo pode precisar de 24 horas, 48 horas ou até 72 horas para ser aplicada novamente a mesma carga de treino ou de volume ou de intensidade. Ou seja, o tempo ideal para reestruturação do corpo vai depender exclusivamente do tipo de trabalho e do desgaste gerado.


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Verão, riscos da atividade física e dicas

Chegou o verão! Estação agradável e cheia de magia onde passo a observar um aumento bem expressivo dos praticantes de exercícios físicos. Por um lado é muito bom. Porém, seria ainda melhor se grande parte conseguisse manter de forma regular.

Na realidade, é preciso fazer um alerta aos praticantes de exercício do verão quanto aos riscos em que podem estar expostos caso não siga algumas rotinas básicas: hidratação, vestimenta, horário adequado, duração dos exercícios, principalmente em se tratando dessa prática estando exposto ao sol.

Um dos aspectos mais importantes do exercício realizado em temperaturas mais elevadas diz respeio a hidratação, pois hidratar corretamente é fundamental para um bom funcionamento do nosso corpo durante o exercício e em especial no verão, devido a temperatura mais elevada.

Nesta época, os níveis de hidratação deficientes geram stress terríveis ao nosso organismo, como aumento severo da Pressão Arterial, da Freqüência Cardíaca, da temperatura corporal. Tudo isso causa redução de eletrolítros, sais minerais indispensável para um bom funcionamento orgânico, em especial da nossa musculatura.

Um nível ótimo de hidratação só é mantido em pessoas ativas se as mesmas realizarem a ingestão de líquidos suficientes antes, durante e após o exercício físico. A perda de líquidos é determinada pelo consumo, pela frequência da ingestão dos líquidos, pelo esvaziamneto gástrico e pela absorção intestinal.

Então o que fazer?

A hidratação deve ser feita antes do exercício físico, se preconiza 2 horas antes do inicio consumir entre 250 ml a 600 ml;

Hidratar a cada 15 a 20 minutos de exercício;

Procurar se exercitar logo no inicio da manhã ou a noite;

Fazer ingestão não somente de água mais também de bebidas esportivas para que possibilite ao corpo repor não somente agua e sim sódio e potássio;

Atentar para vestimenta, roupas com tecido leves, que facilitem a perda de calor pelo corpo;

Fazer o uso de óculos, bonés, filtro solar;


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De Roma à Serra Gaúcha – O desafio de correr 12 maratonas em 2012

Não é novidade correr 12 maratonas em um ano. Alguns maratonistas no Brasil possuem esta marca. Muitos outros espalhados pelo mundo. E nos Estados Unidos uma imensa quantidade faz isto todos os anos. Mas o fato é que foge ao senso comum correr tantas maratonas em um espaço de tempo tão pequeno, estabelecendo em média uma maratona todo mês. Ney Cayres, dentista, 55 anos, maratonista desde os anos 80, 68 maratonas realizadas, criou este desafio a ele mesmo no início do ano de 2012. Correu a última agora no mês de dezembro em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Para saber mais detalhes sobre esta epopeia, o entrevistamos para este blog.

Como surgiu a ideia de correr tantas maratonas em apenas um ano?
Nos últimos anos eu venho aumentando gradativamente a quantidade de maratonas por ano. Eu fui obtendo memória muscular. E também confiança. Principalmente depois de ter corrido a COMRADES, a ultramaratona de 90 km na África do Sul, que é considerada uma das mais difíceis do mundo. Além disso, eu corri duas maratonas na mesma semana (Praga, na República Tcheca, e Bordeaux, na França). Então, eu necessitava de algo a me desafiar para poder ir em frente com os meus treinos diários. Foi assim que surgiu a ideia de estabelecer 12 maratonas em 2012, já que meu aniversário este ano seria em uma data marcante, cabalística: 12-12-2012 (risos).

Como você consegue conciliar os treinos e as viagens com o trabalho e a vida familiar?
Esta é a parte mais difícil. Algumas vezes pensei em desistir. Principalmente quando teria que fazer as maratonas fora do Brasil. Eu tinha que montar uma logística muito eficiente para viajar no sistema bate-volta. E o inevitável jet lag cansa muito mais do que a própria maratona. Mas com muito jogo de cintura e disciplina, que são mesmo inerentes a todo maratonista, consegui com harmonia conciliar tudo isso.

Correndo em média uma maratona por mês, você não se tornou muito lento?
É evidente que a velocidade diminui drasticamente. Mesmo porque de outra maneira a musculatura e o corpo em geral não suportariam tamanho estresse. É de bom alvitre que se corra uma maratona veloz e a seguinte muito lentamente. Isto equilibra fisiologicamente o corpo. No meu caso, eu escolhi apenas uma maratona durante todo o ano para aproximar-me do meu recorde. O fato é que atualmente com a minha idade eu não penso muito em velocidade. Eu penso na longevidade dentro das maratonas. Porque é claro e evidente que aqueles maratonistas que perseguem indefinidamente a velocidade, o máximo, ultrapassar o limiar tolerável, não vão muito longe. Surgem logo lesões, inexoravelmente.

Mesmo com toda sua experiência e, como você diz, a “memória muscular”, não é muita agressão ao corpo correr tantas maratonas?
Existe uma enorme diferença entre ser maratonista amador e profissional. O profissional sempre corre acima de 100% do seu batimento cardíaco. Ou, no melhor, rondando o limiar. Por isso que há um consenso em correr apenas duas maratonas por ano entre os profissionais (claro, há alguns que se aventuram em fazer mais do que isso). Então, eles precisam de um descanso bem maior a fim de propiciar a regeneração efetiva às células das fibras musculares agredidas. É o que preconiza Tim Noakes em Lore of Running. No entanto, diferentemente, para os amadores eu penso que quando se corre uma maratona com prazer e num ritmo lento, conversando com o colega ao lado, muito abaixo da hiperventilação, há uma resposta extremamente positiva do corpo e da mente. Acredito piamente que este seja o segredo para correr inúmeras maratonas sem lesões e ser longevo. É claro que devo mencionar o fator genético, a preponderância da quantidade de fibras longas e lentas (no caso dos maratonistas). Enfim, para mim, o maratonista amador deve amar o que faz, sem sofrimento. Cumprir a planilha de treino com prazer e estabelecer um equilíbrio entre o corpo e a mente, caso ele queira correr muitas maratonas durante toda a vida.

Do alto de sua experiência, o que aconselha àqueles que vão fazer a sua primeira maratona?
Primeiro, essencialmente, cumprir a planilha de treinos. Ou seja, gastar o tênis, esgarçá-lo com prazer. Segundo, não queimar etapas. Insistir repetidamente nas provas de 10 km. Depois, num segundo estágio, a meia maratona. Repetir algumas meias e daí ir ao gran-finale.

De todas estas suas maratonas de 2012, qual a melhor e qual a pior?
Bem, a que mais me emocionou foi a de Roma. Ela foi disparada a mais bonita. A largada e a chegada foram no Coliseu. Não precisaria mencionar mais nada, mas é que passamos pela Fontana de Trevi, o Vaticano, a Piazza Navona, a Escadaria Espanhola e muitos outros pontos belíssimos. E foi num domingo de sol com as ruas abarrotadas de turistas. A pior? Como Voltaire em Cândido, o Otimista, eu tento transformar as dificuldades de uma maratona em coisas boas, na medida do possível. Para mencionar, apenas, a de Belo Horizonte foi de extrema dificuldade, com suas ladeiras, o calor, o percurso muito mal escolhido. Uma outra seria a de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Apenas pela a altimetria, num sobe e desce infindável, compensada em muito pela beleza da região

Finalmente, qual o seu plano para o futuro?
Eu pretendo continuar a correr maratonas. É o meu hobby, o que gosto muito de fazer. Pretendo, num futuro não muito longínquo, atingir a marca de 100 maratonas. Também entrar no clube dos sete continentes. Eu sonho com isso. E, aqui pra nós, são estes sonhos que nos levam a enfrentar esses treinos diários debaixo de sol e chuva. Aconselho a todo corredor, iniciante ou veterano, a estabelecer metas, a sonhar o futuro. Certamente, ao final da vida, numa cadeira de balanço, ele terá histórias fantásticas a contar.


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Saiba como planejar seu treino

Que a corrida é uma ciência cheia de detalhes nós não temos mais nenhuma dúvida. Ao longo desse ano procuramos, através das nossas postagens, mostrar isso a todos vocês que nos acompanham. Cada treinamento exige um conhecimento científico e metodológico, com a finalidade de tornar o Programa de Treinamento mais eficiente e seguro para o praticante.

A melhora do nível de aptidão física, nesse caso representada pelo que chamamos no Treinamento Desportivo de valências físicas – força, flexibilidade, resistência, velocidade e coordenação motora -, deve ser estruturada e sistematizada através de exercícios, organizada pedagogicamente, visando o desenvolvimento do praticante, que no nosso caso é o corredor.

O planejamento do Treinamento (Periodização) adotou tanto para o treino propriamente dito como para as competições a unidade tempo, sendo vista como uma divisão organizada e muito bem planejada do treinamento que se organiza em ano, semestre, mês e semana, o que tecnicamente denominamos de ciclos de treinamento.

Macro Ciclo – Maior unidade do planejamento, ele envolverá todas as fases (preparatória, competitiva e transição). No planejamento de alguns esportes ele pode ser de um ano. Em outros esportes, a depender do número de competições e metas, o ano pode ter mais de um Macro Ciclo.

Meso Ciclo - Menor que o macro ciclo, serve para o desenvolvimento e aperfeiçoamento tendo como duração de 2 a 6 semanas.

Micro Ciclo – É a menor unidade de treinamento, referindo-se a semana de treinamento.

Então, caros amigos e amantes do exercício, diante de tudo citado, observamos que não basta calçar um tênis e sair de qualquer maneira correndo, precisamos planejar, ou seja, periodizar, pois é dessa forma que vamos conseguir elevar de forma satisfatória nossa aptidão física.


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Fim de ano, maresia… Reduza os treinos, mas não pare!

Fim de ano chegando, todos querendo diversão, comemorações e para nós corredores e amantes da pratica regular de exercício não pode ser diferente. É super importante que nesse momento as cargas de nossos treinos reduzam. Eu disse REDUZIR, NÃO PARAR!

Na sistematização técnica de qualquer programa de treinamento (Periodização), esta etapa é conhecida como Transição, e diz respeito ao período situado entre as competições alvo, recém-encerradas, e o início da nova temporada de treinamento. Essa etapa geralmente está disposta no final do ano, porém este momento do seu planejamento de treino pode vir em outros meses do ano e tomamos como exemplo aqueles corredores que colocam como meta a participação das provas que acontecem na Disney. A transição deles não deve acontecer no final do ano e sim após a participação da prova alvo.

Esta fase do treinamento tem como objetivo principal a recuperação dos praticantes, oferecendo um descanso ativo, por isso chamamos a atenção em relação a redução das cargas de treino e não a interrupção do treino.

Pontos importantes para este período:

  • Não se deve programar participação em competições;
  • Redução significativas das cargas de treino (Volume x Intensidade);
  • Nesse momento o praticante deve procurar a recuperação de possíveis lesões adquiridas durante a temporada;
  • Duração de duas a quatro semanas;
  • Alternar o tipo de modalidade

O que nos chama mais atenção é que ainda encontramos praticantes que não acreditam na importância deste período e continuam treinando da mesma forma, sem adotar estas características que esta fase do treinamento solicita.


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