Faca que prevê um compartimento para curativos?

Que faca é um perigo nas mãos até dos mais experientes não é segredo pra ninguém, pequenos cortes são inevitáveis para quem está em contato direto com ela na cozinha. Então será que é uma boa ideia prever um compartimento dentro da faca que possa fazer o papel de enfermeiro de plantão?

Meus amigos da gastronomia sem dúvida teem ponderações sobre o assunto. E eu, que também estive na faculdade de gastronomia por 2 anos tenho minhas dúvidas.

Na cozinha no menor contato possível com tudo que não seja alimento é o recomendável, já que contaminação é uma palavra temida e todos fazem o possível para mantê-la longe de suas panelas. Um ferimento que pretende ser tratado dentro da cozinha não me parece a melhor opção para manter a ordem natural das coisas, misturando ‘ingredientes’ que não deveriam estar em contato direto com a comida.

A ideia do projeto, que ainda está na fase de conceito, é cheia de boas intenções, mas será que pode se adequar sem riscos ao ambiente culinário tão cheio de regras contra contaminações? Eu temo que não.


Clique AQUI para conhecer mais detalhes do projeto.


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Embalagem como extensão do produto

Sempre achei que as melhores embalagens são aquelas que se tornam uma extensão dos produtos que guardam.

É o caso destas pequenas caixas de chá que não só se limitam a guardar os sachês, elas também ganham uma nova função junto ao produto, logo que abertas. Basta que sejam colocadas por cima das xícaras durante o tempo determinado e descrito na parte externa de cada embalagem, associada ao sabor do produto. O interior das embalagens são revestidos por uma camada de cera que as impermeabilizam, impedindo que o vapor danifique a caixa e mantendo o calor interno que cada chá precisa para sua perfeita infusão.

As cores também foram cuidadosamente escolhidas pelo designer brasileiro Vinicius Hideki de acordo com a intensidade de cada sabor, do mais fraco ao mais forte as cores também vão ganhando força para fazer uma associação rápida e de fácil entendimento.

Um projeto delicado. E para quem curte um chazinho como eu, torna este momento de degustação ainda mais especial.

Clique AQUI para conhecer mais trabalhos do Vinícius.


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Design para transformar lixo eleitoral em móveis úteis

Ao término de todo processo eleitoral é sempre a mesma coisa, centenas de cavaletes com propaganda dos candidatos sobram nas ruas das grandes cidades em forma de lixo eleitoral que vai parar direto no aterro sanitário.

Reclamar da bagunça deixada por todos os partidos políticos sempre foi o caminho mais fácil e nada produtivo para esta questão que se repete a cada nova eleição.

Mas será que não dá pra fazer diferente?

Sempre dá, e é isso que nos mostra o designer Maurício Arruda em parceria com a Mobilize Brasil que resolveram trocar reclamação por ação. Eles criaram o Mobiliário Político, um projeto que promete transformar propaganda política ilegal em algo legal para a população.

A primeira providência do projeto foi recolher os cavaletes que se encontravam em situação ilegal e atrapalhavam a mobilidade. A partir deles foram criados cinco modelos de móveis que se transformaram em tutoriais disponibilizados dentro do site do projeto para quem se interessar em abraçar a ideia junto com eles e transformar lixo em design popular.

Uma ideia sensacional que envolve o design responsável, que pensa não só no produto em si, mas até onde uma ideia pode nos levar. Eu falava disso há uma semana atrás, em como, nós designers precisamos pensar em nossa profissão como uma forma de alcançar objetivos mais abrangentes e que ultrapassem o limite da técnica pura e simplesmente. É pensar em forma de cadeia, onde a matéria prima possa vir de uma fonte que já estava para ser descartada e transformá-la em algo útil novamente, alimentando um ciclo vicioso do bem.

Conheça o site do projeto AQUI.
Este post foi uma dica do leitor Leonardo Villanova.


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Currículo embalado para o sucesso

Um bom currículo normalmente é a melhor forma de abrir portas para as empresas mais desejadas no mercado de trabalho. Ter muitas qualificações e aptidões é essencial, isso não se discute, mas como se destacar, antes de ser lido, em meio a tantos outros que chegam às mesas de quem os avalia?

Com criatividade, sempre. Foi assim que o designer gráfico Samuel Profeta, mineiro que não sabe assobiar (ainda bem que não é pré-requisito para ser um bom designer), conseguiu se destacar com o seu.

Ele usou o formato de uma embalagem tetra pak (aquelas de leite) para distribuir o texto sobre sua trajetória profissional e pessoal, como nos rótulos das caixas de leite que estamos acostumados a ver no supermercado.

Uma apresentação singular que ganhou destaque em seu trabalho de conclusão da disciplina “Criatividade e Inovação” na Pós-Graduação em Gestão do Design. O objetivo era criar um currículo não-convencional em um suporte inovador.

O Samuel já diz pra que veio logo no ‘arriar das malas’. Adoro gente assim, com sangue baiano.

Clique AQUI para conhecer mais sobre o trabalho do Samuel.


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Separe um lugar na agenda para o Design Legal Day que acontece em dez cidades brasileiras

Dez cidades brasileiras, entre elas Salvador, vão receber o Design legal Day promovido pela ABEDESIGN (Associação Brasileira de Empresas de Design). O objetivo do evento é promover discussões sobre questões legais e tributárias às empresas do setor de design em várias regiões do país onde a economia criativa tem crescido e criado oportunidades de investimentos importantes para o setor.

Separe um lugar na sua agenda desde já, porque em sua segunda edição, o Design Legal Day vai estar presente, entre os dias 29 de outubro e 20 de novembro, em suas dez regionais: São Paulo (29/10), Rio de Janeiro (4/11), Goiânia (5/11), Belo Horizonte (6/11), Salvador (11/11), Recife (12/11), Fortaleza (13/11), Curitiba (18/11), Joinville (19/11) e Porto Alegre (20/11).


A ação é uma iniciativa do projeto Brasil Design, uma parceria entre ABEDESIGN e Apex-Brasil. Gian Franco Rocchicciolli, diretor de Assuntos Regulatórios e Fomento da Associação, destaca que nunca na história do país a criatividade esteve tão em pauta nas questões estratégicas corporativas: “De acordo com dados de 2012, o PIB criativo brasileiro é o quinto maior do mundo, movimentando cerca de 110 bilhões de reais. Temos a criatividade no nosso DNA e, com o evento, e o apoio dos nossos capítulos regionais, esperamos valorizar ainda mais o setor, promovendo a capacitação dos nossos associados e outras empresas na prestação de seus serviços, criando oportunidades de negócios, além de estimular a internacionalização do trabalho”, ressalta.

A programação será dividida em duas partes, e contará com as participações de nomes relevantes do mercado, como o dr. Marcelo Coimbra, da Fleury Advogados; de Rose Estácio especialista em gestão de Negócios Internacionais e extensionista do PEIEX – Fundação Vanzolini; de José Alfredo da Luiz, consultor no projeto PEIEX; e do dr. Rodrigo Morais Milioni, advogado que atua na área do direito tributário.

Os participantes também terão uma preparação para a negociação em eventos internacionais, como feiras, rodadas de negócios e no Projeto Comprador e Vendedor, onde potenciais clientes internacionais fazem contato direto com as agências de design brasileiras.

Maiores detalhes sobre a programação e investimentos: http://migre.me/mgvuX

Inscrições: www.abedesign.org.br

Dúvidas e mais informações: abedesign@abedesign.org.br

 


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Quando o design útil pode ser bem inútil

Posso até estar sendo egoísta no meu pensamento, já que não uso colírios com frequência, mas será que é mesmo útil um suporte para abertura dos olhos na hora de colocar um colírio? Óbvio que preciso analisar os projetos que trago aqui de forma ampla, não é porque não vejo aplicação prática para mim que não vou pensar em quem possa precisar dele, esse é o meu trabalho como designer e o design existe para melhorar a vida da maioria.

Por isso começo a analisar os benefícios que possam ser trazidos com seu uso e as crianças são as primeiras que surgem na minha mente como possíveis beneficiadas com um projeto como este. Mas logo depois de pensar nas crianças acho que elas seriam as primeiras a relutar em colocar mais um objeto estranho em seu rosto esperando gotinhas indesejáveis dentro dos olhos, ou seja, não tenho certeza de que as crianças vão curtir mais uma etapa de um processo que já não é bem aceito.

Parto para outro ponto de análise. No projeto a defesa é feita a partir do princípio de que suas mãos podem trazer bactérias aos olhos na hora de abrí-los, concordo em partes… será que não é mais fácil lavar as mãos do que lavar os dois? Porque para manusear o objeto imagino que suas mãos tenham que estar limpas.

Penso então que talvez a grande vantagem seja mesmo a de enganar o cérebro com um dispositivo que vai dar a impressão de que tem outra pessoa abrindo seus olhos, evitando aquele impulso natural de não fazer a pressão necessária para mantê-los abertos, já que isso está sendo feito por você mesmo… um pouco daquela história de que você não consegue fazer cócegas em si próprio porque o seu cérebro prevê o truque e se protege.

Resumindo, como convercer alguém que algo é útil se nem você mesmo está convencido disso o bastante?

Vi AQUI.


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O design te ajuda até na hora de molhar o biscoito

Pra você que já pensou bobagem devo alertar que a ideia da Dunkin’ Buddy não tem nada de erótico, trata-se de um projeto que prevê uma solução divertida para um hábito de criança antigo: O de molhar bolachas e biscoitos na bebida, principalmente leites e achocolatados.

A ideia é que se possa manter as mãos livres enquanto o dispositivo faz  o trabalho por você, principalmente se o copo for fundo. São duas peças que se unem através de um ímã na intenção de criar mobilidade vertical e deixar a parte que fica dentro da caneca pronta para o mergulho, levando consigo os deliciosos hóspedes que sairão dali direto para a boca.

Eu viveria sem isso numa boa, mas achei interessante e divertido para um hábito curioso que fez parte da infância de muita gente, aliás alguns carregam este costume até hoje, marmajos que continuarão sendo mimados pelo design. O projeto ainda é um protótipo a procura de empresas que se interessem em transformá-lo em produto para o varejo. Só nos resta torcer para virar realidade em breve.

Para conhecer mais sobre o projeto AQUI.

Vi AQUI.


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Ímãs para organizar suas bebidas na geladeira

A primeira impressão é de que a ideia vai agradar mais aos homens, mas é só porque a primeira foto é de garrafas de cerveja, continue acionando a barra de rolagem.

A verdade é que o projeto é uma solução bem interessante para manter bebidas na geladeira de forma democrática, ocupando o mínimo de espaço possível, independente do que seja: cerveja, suco, café gelado ou refrigerante (promete funcionar também com latas). Quanto mais compacta for a embalagem da bebida, mais bacana se torna a ideia.

A intenção é dividir espaço com alimentos colocados abaixo das embalagens que não teriam nenhuma chance se elas não estivessem suspensas. O projeto ‘bacanudo’ é do designer Brian Conti.

Mais detalhes do projeto AQUI.


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Alguns projetos de design são bons, mas não para a nossa realidade

Quando vi este projeto fiquei imaginando sua aplicação prática em nossas vidas diárias… e verdadeiramente, não consegui.

Gosto do conceito de reciclagem e mobilidade que induz o projeto, mas não dele como um todo, até porque rapidamente percebemos que não foi pensado para uma realidade brasileira. E vou expor minhas razões em forma de perguntas para vocês refletirem e quem sabe até me convencerem do contrário (sempre aberta a discussões inteligentes, claro).

Pra começar, trabalhar em pé lhe parece confortável? (porque em meio à natureza como mostra o vídeo acho difícil conseguir uma cadeira); Eu que sou fresca ou carregar um objeto tão grande pelas ruas parece meio esquisito e pouco prático? (principalmente para quem precisa se locomover através de transporte público, e no caso das mulheres ainda tem a bolsa…); Na nossa conjuntura atual de segurança pública lhe parece natural montar uma mesa no meio da rua, colocar seu iMac em cima e falar no celular enquanto trabalha?

Como o projeto não é de um designer brasileiro, imagino que a maioria destas questões não foram pensadas. Óbvio que em diversos países os hábitos e costumes são bem diferentes, a começar pela mobilidade urbana de uma cidade grande e uma pequena, da cultura local, da segurança, enfim…. Mas mesmo que todos estes aspectos fossem ignorados e inocentemente achássemos que poderíamos sair por aí tranquilos com uma “super pasta/mesa” a tiracolo, ainda assim, acharia bem estranho carregar esta enorme estação de trabalho pelas ruas, e isso, em qualquer cidade do mundo.

Este post reflexivo surgiu a partir de uma sugestão do leitor Eric Belinelli. (Valeu Eric)


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Pequeno descanso

Queridos leitores,

Estarei fora por 10 dias descansando e renovando as energias para voltar cheia de saudades e novidades.

Beijos e não quero saber de vocês em outros blogs, combinado?



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