Quando o design √ļtil pode ser bem in√ļtil

Posso at√© estar sendo ego√≠sta no meu pensamento, j√° que n√£o uso col√≠rios com frequ√™ncia, mas ser√° que √© mesmo √ļtil um suporte para abertura dos olhos na hora de colocar um col√≠rio? √ďbvio que preciso analisar os projetos que trago aqui de forma ampla, n√£o √© porque n√£o vejo aplica√ß√£o pr√°tica para mim que n√£o vou pensar em quem possa precisar dele, esse √© o meu trabalho como designer e o design existe para melhorar a vida da maioria.

Por isso começo a analisar os benefícios que possam ser trazidos com seu uso e as crianças são as primeiras que surgem na minha mente como possíveis beneficiadas com um projeto como este. Mas logo depois de pensar nas crianças acho que elas seriam as primeiras a relutar em colocar mais um objeto estranho em seu rosto esperando gotinhas indesejáveis dentro dos olhos, ou seja, não tenho certeza de que as crianças vão curtir mais uma etapa de um processo que já não é bem aceito.

Parto para outro ponto de an√°lise. No projeto a defesa √© feita a partir do princ√≠pio de que suas m√£os podem trazer bact√©rias aos olhos na hora de abr√≠-los, concordo em partes… ser√° que n√£o √© mais f√°cil lavar as m√£os do que lavar os dois? Porque para manusear o objeto imagino que suas m√£os tenham que estar limpas.

Penso ent√£o que talvez a grande vantagem seja mesmo a de enganar o c√©rebro com um dispositivo que vai dar a impress√£o de que tem outra pessoa abrindo seus olhos, evitando aquele impulso natural de n√£o fazer a press√£o necess√°ria para mant√™-los abertos, j√° que isso est√° sendo feito por voc√™ mesmo… um pouco daquela hist√≥ria de que voc√™ n√£o consegue fazer c√≥cegas em si pr√≥prio porque o seu c√©rebro prev√™ o truque e se protege.

Resumindo, como convercer algu√©m que algo √© √ļtil se nem voc√™ mesmo est√° convencido disso o bastante?

Vi AQUI.


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O design te ajuda até na hora de molhar o biscoito

Pra voc√™ que j√° pensou bobagem devo alertar que a ideia da Dunkin’ Buddy n√£o tem nada de er√≥tico, trata-se de um projeto que prev√™ uma solu√ß√£o divertida para um h√°bito de crian√ßa antigo: O de molhar bolachas e biscoitos na bebida, principalmente leites e achocolatados.

A ideia é que se possa manter as mãos livres enquanto o dispositivo faz  o trabalho por você, principalmente se o copo for fundo. São duas peças que se unem através de um ímã na intenção de criar mobilidade vertical e deixar a parte que fica dentro da caneca pronta para o mergulho, levando consigo os deliciosos hóspedes que sairão dali direto para a boca.

Eu viveria sem isso numa boa, mas achei interessante e divertido para um h√°bito curioso que fez parte da inf√Ęncia de muita gente, ali√°s alguns carregam este costume at√© hoje, marmajos que continuar√£o sendo mimados pelo design. O projeto ainda √© um prot√≥tipo a procura de empresas que se interessem em transform√°-lo em produto para o varejo. S√≥ nos resta torcer para virar realidade em breve.

Para conhecer mais sobre o projeto AQUI.

Vi AQUI.


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√ćm√£s para organizar suas bebidas na geladeira

A primeira impress√£o √© de que a ideia vai agradar mais aos homens, mas √© s√≥ porque a primeira foto √© de garrafas de cerveja, continue acionando a barra de rolagem. A verdade √© que o projeto √© uma solu√ß√£o bem interessante para manter bebidas na geladeira de forma democr√°tica, ocupando o m√≠nimo de espa√ßo poss√≠vel, independente do que seja: cerveja, suco, caf√© gelado ou refrigerante (promete funcionar tamb√©m com latas). Quanto mais compacta for a embalagem da bebida, mais bacana se torna a ideia. A inten√ß√£o √© dividir espa√ßo com alimentos colocados abaixo das embalagens que n√£o teriam nenhuma chance se elas n√£o estivessem suspensas. O projeto ‘bacanudo’ √© do designer¬†Brian Conti.

Mais detalhes do projeto AQUI.


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Alguns projetos de design s√£o bons, mas n√£o para a nossa realidade

Quando vi este projeto fiquei imaginando sua aplica√ß√£o pr√°tica em nossas vidas di√°rias… e verdadeiramente, n√£o consegui.

Gosto do conceito de reciclagem e mobilidade que induz o projeto, mas n√£o dele como um todo, at√© porque rapidamente percebemos que n√£o foi pensado para uma realidade brasileira. E vou expor minhas raz√Ķes em forma de perguntas para voc√™s refletirem e quem sabe at√© me convencerem do contr√°rio (sempre aberta a discuss√Ķes inteligentes, claro).

Pra come√ßar, trabalhar em p√© lhe parece confort√°vel? (porque em meio √† natureza como mostra o v√≠deo acho dif√≠cil conseguir uma cadeira); Eu que sou fresca ou carregar um objeto t√£o grande pelas ruas parece meio esquisito e pouco pr√°tico? (principalmente para quem precisa se locomover atrav√©s de transporte p√ļblico, e no caso das mulheres ainda tem a bolsa…); Na nossa conjuntura atual de seguran√ßa p√ļblica lhe parece natural montar uma mesa no meio da rua, colocar seu iMac em cima e falar no celular enquanto trabalha?

Como o projeto n√£o √© de um designer brasileiro, imagino que a maioria destas quest√Ķes n√£o foram pensadas. √ďbvio que em diversos pa√≠ses os h√°bitos e costumes s√£o bem diferentes, a come√ßar pela mobilidade urbana de uma cidade grande e uma pequena, da cultura local, da seguran√ßa, enfim…. Mas mesmo que todos estes aspectos fossem ignorados e inocentemente ach√°ssemos que poder√≠amos sair por a√≠ tranquilos com uma “super pasta/mesa” a tiracolo, ainda assim, acharia bem estranho carregar esta enorme esta√ß√£o de trabalho pelas ruas, e isso, em qualquer cidade do mundo.

Este post reflexivo surgiu a partir de uma sugest√£o do leitor Eric Belinelli. (Valeu Eric)


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Pequeno descanso

Queridos leitores,

Estarei fora por 10 dias descansando e renovando as energias para voltar cheia de saudades e novidades.

Beijos e não quero saber de vocês em outros blogs, combinado?



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Mulheres transformam embalagens de sal em ecobags

Nos dias de hoje uma mentalidade sustent√°vel √© condi√ß√£o de sobreviv√™ncia para qualquer ind√ļstria ou empresa que se preze. Uma preocupa√ß√£o, dentre tantas que se precisa ter, √© o destino que se d√° √†s suas embalagens. S√£o milhares delas sendo produzidas todos os dias e que na maioria das vezes s√£o descartadas quase que imediatamente ao seu transporte. J√° imaginaram a quantidade que √© jogada fora todos os dias?

Isso nos obriga a uma reflexão importante: A preocupação de um designer precisa ser cada vez mais ampla, projetar boas embalagens dentro de todos os princípios técnicos já não é suficiente, precisamos ir além, e pensar como esta embalagem pode ser reutilizada e seu descarte um pouco mais demorado. Isso é responsabilidade social, todo profissional precisa ter cada vez mais.

Em Cotegipe, interior da Bahia, vem surgindo um movimento muito interessante que visa principalmente a reciclagem de embalagens, um Projeto de iniciativa da Agropecu√°ria Jacarezinho fazenda Nova Terra em parceria com a Nutreco Brasil. Estas embalagens atrav√©s das¬†m√£os de moradoras da regi√£o veem sendo transformadas em ecobags prontas para ganhar o que acabei de citar acima: nova utilidade, estendendo seu prazo de validade para ser descartada. A iniciativa j√° tem at√© nome:¬†“Sonhos de Maria”, uma alus√£o √†s pr√≥prias colaboradoras que s√£o, em sua grande maioria, donas de casa, esposas de trabalhadores da regi√£o, elas aderiram ao projeto como forma de renda e prolongamento da vida √ļtil destas embalagens que seriam lan√ßadas ao meio ambiente de forma imediata.

De acordo com Heitiane Visintainer Finato, coordenadora de recursos humanos da empresa incentivadora do projeto, o nome ‚ÄúSonhos de Maria‚ÄĚ, representa os sonhos de todas as mulheres que aderiram a ideia e que desejam transformar sua pr√≥pria realidade, por meio da informa√ß√£o, comunica√ß√£o, coopera√ß√£o e a√ß√£o.

E parece que o sonho já está começando a se tornar realidade com o primeiro lote de 300 ecobags comercializado durante um Leilão da Agropecuária Jacarezinho, em Brasília. Bacana né?

O projeto me parece uma boa refer√™ncia para n√≥s designers. Embalagens que promovam de forma mais natural este tipo de a√ß√£o deve come√ßar a ser pensada j√° na concep√ß√£o do projeto, facilitando transforma√ß√Ķes que beneficiem n√£o s√≥ o meio ambiente, mas uma mudan√ßa de mentalidade, ampliando nosso trabalho para al√©m dos programas gr√°ficos.

Mais informa√ß√Ķes sobre o projeto: (77) 3612-3100.

 


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Lumin√°ria que inspirou a Pixar, agora em tamanho gigante

Criada por volta de 1930, a lumin√°ria “Anglepoise”¬†projetada para mesa, onde a mec√Ęnica se assemelha a de um longo bra√ßo, articulada em dois lugares, parece n√£o ter perdido espa√ßo no gosto do consumidor, pelo contr√°rio, ela acaba de ganhar uma releitura tamanho gigante, que s√≥ refor√ßa esta ideia de adora√ß√£o. Depois de ter sido imortalizada pela Pixar em seu logotipo animado, parece ter ganho ainda mais popularidade e simpatia por parte do p√ļblico que a deseja mais do que nunca.

Mas voc√™ j√° tinha imaginado ela transformada em uma lumin√°ria gigante de ch√£o? Com o mesmo padr√£o est√©tico e funcional da lumin√°ria de mesa ela ganha o triplo do tamanho, alcan√ßando improv√°veis 8 metros de altura (quando totalmente desarticulada). Exagero? Talvez, mas o designer George Carwardine que a projetou nesses moldes, promete impressionar e chamar a aten√ß√£o at√© dos mais desligados. O objetivo √© esbanjar charme com seu eterno estilo retr√ī, al√©m de refor√ßar a ideia de que o seu design cl√°ssico nunca saiu de moda.

Clique AQUI para mais detalhes do projeto e sua comercialização.

Vi AQUI.


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Sapateira suspensa ganha prêmio de design e promete conquistar, principalmente, a mulherada

Guardar pares de sapatos de forma eficiente, ocupando o espaço mínimo necessário e evitando que fiquem amontoados e esquecidos no fundo do armário, parece mesmo um desafio frequente para os designers. Tenho visto bons projetos como este, este e este que tenho trazido para compartilhar com vocês. E hoje apresento mais uma boa solução em forma de cabides fabricados em aço carbono. São estas sapateiras suspensas que acabam de ganhar o prêmio house & Gift de Design 2014.

As sapateiras Made in Brasil, criadas pela Intervento Design e fabricadas pela Masutti Copat, ambas da cidade de Bento Gonçalves/RS, me parecem uma solução inteligente para deixar o armário não só organizado, como limpo, já que os pares ficam suspensos de forma individualizada e longe das prateleiras, livrando-as das inevitáveis sujeiras trazidas da rua.

Informa√ß√Ķes sobre venda do produto AQUI.


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Projeto Casulo de design – Dias 9, 10 e 11 de outubro

O projeto Casulo surgiu dentro da Universidade do Estado da Bahia РUNEB, com o objetivo de promover encontros de pessoas que se interessam pelo assunto Design. Um projeto de sucesso que este ano está com muitas novidades, principalmente no formato e na exposição de novas perspectivas a partir do processo de criação.

Foram convidados nomes importantes do cen√°rio nacional como o¬†Est√ļdio Colletivo de S√£o Paulo, que trabalha com ilustra√ß√Ķes, posters, filmes (o novo filme de Tim Maia) e m√≠dias sociais; ¬†O designer gr√°fico e ilustrador carioca¬†Rafo Castro;


Al√©m de muita gente boa que faz um trabalho s√©rio no contexto local, como a¬†Tipografite (um movimento art√≠stico criado pelo publicit√°rio baiano Raphael Ribeiro),¬†Person Design,¬†Overbrand, Paulo Alexandre (ganhador de in√ļmeros pr√™mios de design automobil√≠stico); A√ß√£o da RedBull e muito mais, que far√£o do evento um programa imperd√≠vel de tr√™s dias seguidos.


“A sinestesia √© o eixo que movimenta e expande o Casulo de 2014″, segundo Jo√£o Vieira, um dos organizadores do projeto.

Ser√£o mostradas novas vis√Ķes sobre as coisas que inspiram e movem as mentes das pessoas em seus diferentes contextos de forma mais sensorial, intuitiva, cognitiva e pura.

O evento será realizado nos dias 9,10 e 11/10 com o investimento inicial de R$ 30,00 (incluindo a festa), para o segundo lote este investimento passa para R$ 40,00 até o dia 8/10, e presencialmente o evento custará R$45,00.

N√£o deixem para a √ļltima hora. Mais informa√ß√Ķes sobre o evento no site: eventick.com.br/casulouneb ou na p√°gina do projeto no facebook


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Trabalho precisa ser sin√īnimo de sacrif√≠cio?

Engraçado como a lei da atração é forte. Hoje acordei e um dos primeiros textos que li no meu facebook foi de um amigo que falava sobre como o trabalho pode ser a praga das classes de consumo por não ter tempo em fazer o que realmente gosta ou se interessa, somente trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Se ficarmos presos a sua etimologia, a palavra trabalho que √©¬†derivada do latim “tripalium”, um antigo instrumento de tortura, a√≠ √© que encontraremos um motivo hist√≥rico para encarar o trabalho como um sacrif√≠cio. Mas precisamos mesmo carregar uma carga que nos foi imposta h√° tanto tempo? Hist√≥ria existe √© para ser respeitada, claro, mas para ser modificada tamb√©m.¬†Muitas palavras perdem a for√ßa da sua etimologia com o tempo e se modificam, √© um caminho natural em um mundo em que as mudan√ßas s√£o necess√°rias para a evolu√ß√£o do ser humano.

Aí eu me pergunto novamente: Trabalhar já não deveria fazer parte das coisas que nos interessam, depois de tanto tempo e tantas mudanças? Parece que na nossa sociedade não, trabalho soa como sacrifício ainda para a maioria das pessoas que não o encaram com prazer ou extensão do que gostam. Uma pena!

Diante desse cenário duas perguntas se fazem necessárias e deixarei para vocês refletirem: Será que não estamos encarando a palavra trabalho da forma errada? ou seria a palavra consumo a vilã da história?

Depois de tanto questionamento, me deparo com um projeto muito bacana de um casal (Carol e Caio) que nos traz um alento para estas reflex√Ķes.

Eles lembram o trecho da m√ļsica Capit√£o de Ind√ļstria dos Paralamas do Sucesso: “Eu acordo pra trabalhar, Eu durmo pra trabalhar, Eu corro pra trabalhar…” Uma cr√≠tica a esse modelo de trabalho cultivado mundialmente, sem nenhuma motiva√ß√£o para fazer aquilo que gostamos ou queremos de verdade.

E foi inspirados nisso que eles decidiram usar parte do tempo a fazer algo que realmente gostam: escrever e desenhar. Esse projeto veio com dedica√ß√£o total, e isso pra eles, fez toda a diferen√ßa. Desde o √Ęnimo a produzir √†s diferentes formas de enxergar. Surgiu ent√£o, o ‚ÄúVerbo em Nanquim – pintando e contando hist√≥rias‚ÄĚ, a uni√£o de dois talentos cansados do trabalho sem paix√£o que resolveram fazer algo de valor a partir da uni√£o dos seus talentos.

A parte escrita fica a cargo da Carol: “Gosto muito de escrever e adoro literatura cl√°ssica, embora n√£o resista por muito tempo a uma boa novela. Escrevo as hist√≥rias que vejo por a√≠ e tiro uma meia d√ļzia de id√©ias da cachola mesmo.”

E as ilustra√ß√Ķes, do Caio:Ainda assisto muitos desenhos animados (o que deixa a Carol nervosa) e assuntos como pol√≠tica e metaf√≠sica me interessam bastante. Ilustro o que consigo sentir nos textos e gosto muito de finalizar com pincel.”

E o casamento, literalmente, destes dois, nos presenteia com um projeto delicado, cheio de protestos sutis e indignação sincera diante de uma sociedade repleta de máscaras, que nos obriga a continuar em frente mesmo com conceitos errados de que ser feliz não faz parte do nosso trabalho.

E eu reforço o pensamento dos dois, se você não se sente feliz com o que faz, está na atividade errada. Pense nisso!

Acesse AQUI para conhecer o projeto na íntegra.

 


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