Gelada até a última gota!

Vamos combinar que as ações da Coca-Cola são incríveis, mas desta vez eles se superaram!

Vejam que sensacional!


Aproveito a iniciativa deles e faço o meu apelo para todas as empresas de bebidas, em especial as de refrigerante e de cerveja, produzirem produtos que fiquem gelados até a última gota! Se essa moda pegar, será sucesso garantido no verão de Salvador!


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Vinhos do Alentejo

Adoro este significado de degustar:

Degustar. v.t. Avaliar o sabor de; provar.
Deliciar o paladar, deliciar-se pelo gosto
.

Para uma eterna aprendiz, uma degustação guiada por grandes especialistas torna-se um momento único; dessa vez, um pequeno grupo se reuniu na Casa dos Vinhos com uns dos maiores entendedores de vinhos da Bahia, Uilton Oliveira, proprietário da Casa dos Vinhos; José Pedro Simões, diretor da Herdade dos Coelheiros; e Cezar Bagesteiro,  diretor da Wines & Gourmet, para uma degustação de vinhos da região do Alentejo, em Portugal.

Os produtos da Herdade Coelherios se destacam entre os melhores do país, entre eles, destaque para o  Garrafeira, que já foi eleito o melhor vinho tinto do Alentejo e o segundo melhor de Portugal por Jancis Robinson, Master of Wine e crítica de vinhos do jornal Financial Times.

Os vinhos degustados foram o Tapada de Coelheiros Chardonnay 2010, Vinha da Tapada 2010 e Tapada de Coelheiros Syrah 2007.

A fermentação do Tapada de Coelheiros Chardonnay 2010 foi feita em barrica de carvalho e passou pelo processo de bâtonnage, que é a técnica de recolocar em suspensão as leveduras mortas que se depositam no fundo do tanque ou barrica após a fermentação alcoólica, através da agitação do vinho, e que tradicionalmente se fazia com o uso de uma vara (bâton), o  que acentuou uma estrutura de untuosidade ao seu aroma de mel, frutos secos e frutos tropicais.

Eu achei o processo do bâtonnage super curioso, ele “potencializa” as particularidades da estrutura e do aroma do vinho. Aproveito para compartilhar com vocês um vídeo ilustrativo que encontrei no Youtube.

Deixando o vinho respirar  - É comum dizer que um vinho “melhorou no copo”. Tintos jovens e encorpados muitas vezes precisam de algum tempo para mostrar seus aromas. Isto acontece porque eles precisam respirar, ou seja, sofrer uma certa oxigenação. Mas não adianta só abrir a garrafa, já que a área de contato entre o vinho e o ar é muito pequena no gargalo. É preciso servir um pouco de vinho para abaixar o nível e aumentar a área de contato. Melhor ainda é passar o vinho para um decanter ou uma jarra – como normalmente não há deposito nos tintos jovens, pode-se até mesmo agitar um pouco o decantador. Você não precisa fazer isto para vinhos do dia a dia, mas tintos bem encorpados gostam de respirar quando jovens! Um Valpolicella não precisa respirar, mas um Barolo ou um Brunello sim. O Villa Montes não precisa, mas os chilenos e argentinos mais encorpados sim, quando jovens. Os Bordeaux mais cotidianos não, mas os crus classés sim. Repare também como muitas vezes alguns vinhos se abrem depois de um tempo, melhorando no copo. Seus aromas ficam mais intensos e complexos.” Fonte: Catálogo Mistral/ Outono 2013

 

Sites oficiais

Casa dos Vinhos

Herdade dos Coelheiros

Mistral


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No Ici Brasserie

Recentemente, estive no restaurante Ici Brasserie, em São Paulo, e a-d-o-r-e-i a experiência! Gostaria de deixar o meu registro e a minha indicação aqui para vocês.

Brasserie significa o local onde, originalmente, ocorria a de produção de cervejas, porém também intitula um modelo de restaurante que pode estar associado com algum serviço específico relacionado à bebida, além de oferecer excelentes pratos em um ambiente um pouco mais descontraído, mas sem perder o requinte.

Com o conceito de brasserie e com inspirações do restaurante DBGB Kitchen & Bar, do chef Daniel Boulud, em NY, o Ici Brasserie transmite a sua atenção ao mundo das cervejas e se destaca pela impecável elaboração de pratos que, em sua maioria, são super tradicionais. Confiram!

Steak Tartare: um dos pratos mais pedidos!

Moules et frites brasserie


Tutano assado com legumes; estava divino! Aproveito para sinalizar aos apreciadores que os pratos que levam tutano estão em alta em alguns restaurantes de São Paulo.

 

Atum “mi cuit”, do Ici Bistro


Frango assado brasserie

Site oficial: www.icibrasserie.com.br


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Uma nova geração que marca o atual momento das cozinhas baianas

Talvez eu esteja sendo muito presunçosa, otimista e até ousada ao falar sobre “Gastronomia baiana”, mas pela primeira vez sinto a presença de profissionais engajados e conscientes de suas responsabilidades para sustentar o que está vindo a ser a nossa Gastronomia agora.

Há alguns anos, vislumbrávamos um cenário com profissionais mais sérios e mais capacitados justamente por conta da abertura de inúmeros cursos de Gastronomia por aqui, o que de fato tem causado algumas mudanças no mercado, mas ainda de forma muito modesta. Atribuo as mudanças mais relevantes na área a um grupo específico de chefs; eles veem com experiências distintas e dispostos a colaborarem com ideias que estão formando e estruturando um novo cenário gastronômico, cada vez mais profissional, e que também conduzem os novos gastrólogos a uma formação prática com um padrão de qualidade internacional.

Chefs como Caco Marinho (DOC e El Caballito), Fabrício Lemos (Al Mare), Leonardo Roncon (All Saints Contemporâneo) e Ricardo Ferraz (Ferraz Gourmet) fazem parte da ACP – Associação dos Cozinheiros Profissionais da Bahia, um projeto que foi lançado recentemente e que marca um novo momento das cozinhas baianas.

Já acompanho o trabalho de todos eles há algum tempo, e é admirável a dedicação e a paixão com que eles exercem a sua profissão, o que me faz acreditar que esse projeto está sendo conduzido por profissionais altamente capacitados e que marcam a nova geração da “Gastronomia baiana”.

Convido a todos os apreciadores da boa comida (literalmente) a vivenciarem as deliciosas experiências propostas por esses chefs na nossa terra!


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Bacalhau da Noruega Mediterrâneo

Estamos entrando em um dos meses mais deliciosos do calendário gastronômico! É quando as donas de casa, os cozinheiros e os comilões ficam enlouquecidos com os preparativos do “banquete†da Semana Santa. Banquete esse, que sempre termina com uma saudável extravagância.

E se é para enlouquecer, vamos aos preparativos!

Tenho recebido muitas receitas interessantíssimas, infelizmente não terei como experimentar todas antes de compartilhar com vocês, mas não hesitarei em publicá-las. Ah! Confio em minhas fontes!

Como este é o primeiro post destinado à Semana Santa, vou sugerir uma deliciosa receita de bacalhau da chef Flávia Quaresma.

Bacalhau da Noruega Mediterrâneo

Ingredientes:

1kg de Bacalhau Cod Gadus morhua, dessalgado, cortado em postas altas
240g de feijão
1 folha de louro
40g de bacon
40g de cebola
1 cravo espetado na cebola
400g de lula
220ml de azeite de oliva
Sal e pimenta do reino branca, o suficiente.
Um maço de espinafre
200g de pimentão vermelho, assado e sem pele
25ml de óleo de girassol
250ml de caldo de legumes
15ml de Jerez
Páprica picante, a gosto.

Modo de preparo:

Feijão: cozinhar feijão al dente em uma panela com água, juntamente com o bacon, a folha de louro e a cebola espetada com o cravo. Escorrer e reservar os feijões.

Emulsão de pimentões: cortar os pimentões ao meio e retirar as sementes e a parte branca da pele inteira. Em uma assadeira, colocar as metades dos pimentões com a pele virada para cima, regar com 60ml de azeite e temperar com sal. Assar os pimentões em forno a 180 graus por, aproximadamente, 20 minutos ou até que a pele esteja tostada. Deixar esfriar um pouco e retirar a pele. Bater no liquidificador os pimentões sem pele, acrescentando o caldo de legumes, a páprica picante, o Jerez, o óleo de girassol e 50ml de azeite. Temperar com sal e reservar.

Bacalhau: aquecer 60ml de azeite em uma frigideira antiaderente. Temperar o bacalhau e grelhá-lo começando pelo lado da pele. Assim que dourar a pele, fazer o mesmo nos demais lados.

Lula: limpar e cortar a lula em anéis. Aquecer uma frigideira antiaderente com 30ml de azeite. Saltear os anéis de lula, temperando-os com sal e pimenta branca. Esse processo é rápido para evitar que a lula passe do ponto e fique borrachuda.

Espinafre: no momento de servir, aquecer a frigideira com 20ml de azeite e saltear as folhas de espinafre, temperando-as com sal e pimenta.

Finalização: aquecer o bacalhau no forno a 180 graus. Em uma frigideira com um pouquinho de azeite quente, aquecer rapidamente os feijões e a lula. Em uma panela, aquecer a emulsão de pimentões. Colocar os feijões no centro do prato. Dispor os filés de bacalhau sobre o feijão. Colocar o espinafre ao lado e as lulas caindo sobre o bacalhau. Com uma colher, colocar a emulsão de pimentão ao redor.

Fonte: Bacalhau da Noruega com temperos brasileiros (livro)

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O momento da gastronomia asiática – Asia’s 50 Best Restaurants List 2013

Desde os anos 80, a cozinha oriental tem contribuído para a evolução das cozinhas ocidentais e, a cada dia, se torna mais evidente que as inúmeras técnicas e conceitos milenares estão sendo inseridos na atual gastronomia como uma grande novidade, despertando o olhar dos gourmets pelo fascínio em descobrir as origens de tantas influências.

Hoje, é celebrado o momento da gastronomia asiática; as badalações e curiosidades estão em torno da comida desse continente e percebemos o reflexo deste momento nos discursos dos principais chefs do mundo, que vêm reverenciando as diferentes culinárias asiáticas, e podemos destacar a China como o lugar que, há algum tempo, passou a ser o refúgio para as pesquisas dos chefs ocidentais.

Percebe-se também essa evidência devido à abertura de restaurantes de grandes chefs franceses e espanhóis na Ãsia; eu destacaria como exemplo o estrelado chef francês, Joël Robuchon, que tem restaurantes em Tóquio, Hong Kong, Taipei, Macau e em Singapura, além da chef espanhola Carme Ruscalleda, que também tem um restaurante em Tóquio.

Além disso, o encontro do G9 (Membros do Conselho Assessor Internacional do Basque Culinary Center) aconteceu em Tóquio, em 2012. Lembrando que este ano o evento acontecerá em Nova Iorque e, em 2014, no Brasil. Também ressalto o lançamento do Asia’s 50 Best Restaurants List 2013, o “Oscar” dos restaurantes do mundo, agora com uma edição exclusiva para a Ãsia!

Os 10 melhores restaurantes da Ãsia:

1- Narisawa – Tóquio

2- Nihonryori Tyugin – Tóquio

3- Nahm – Bangkok

4- Amber – Hong Kong

5- Restaurant Andre – Singapura

6- 8 1/2 Otto E Mezzo Bombana – Hong Kong

7- Mr and Mrs Bund – Shanghai

8- Ultra Violet – Shanghai

9- Iggy`s – Singapore

10- Gaggan – Bangkok

*As imagens deste post foram capturadas do site http://worlds50best.asia/.

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Em busca do equilíbrio perfeito – Gastronomia Chinesa



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Museu da Cachaça de Salinas

Mais um lugar para colocar na minha lista de próximas visitas: o Museu da Cachaça, de Salinas!  Já fiz algumas travessuras para conhecer um pouco mais sobre essa bebida tão nacional, tão nossa, e confesso que ainda estou no nível de curiosa amadora. Acabei de receber a informação sobre a inauguração do Museu da Cachaça, na região de Salinas, em Minas Gerais, e achei a ideia incrível; sem dúvidas, é uma bebida que merece ter um espaço como esse.

A representatividade econômica da produção de cachaça na região de Salinas e o curso de nível superior relacionado à cachaça foram as informações que me chamaram mais a atenção. Veja a reportagem completa aqui.

Museu da Cachaça de Salinas
Avenida Antônio Carlos, 1.250, Salinas (MG) - (38) 3841-4778
Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 19h.

Entrada gratuita.

 


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A Bahia está quente e a nossa culinária está fervendo no azeite!

Chega esta época do ano e é inevitável não curtir nossa culinária com mais fervor! É o momento de receber amigos e parentes que estão de férias e saborearmos juntos o sabor da nossa terra.

Selecionei alguns lugares para curtirmos nossa culinária neste verão! Os indicados são locais onde costumo ir, mas existem outros lugares bem bacanas em Salvador e peço que vocês se sintam à vontade para indicar os seus favoritos também.

ACARAJÉ

Se eu pudesse, faria um campeonato de acarajés em Salvador, só para ter a certeza que o de Dária e Laura estaria entre os finalistas.

Cira

R. Aristides Milton, s/n – Itapoã.

Dária e Laura

R. dos Marçons, s/n – Pituba

Aproveito para sinalizar que, apesar de sugerir uma ida no largo do Rio Vermelho (por ser um  ponto túristico e também um lugar com astral baiano e com cheiro de dendê) infelizmente, o acarajé de lá já não é mais o mesmo; para os turistas que forem lá, apreciem o quitute, mas não deixem de conhecer os de outros pontos.

CARANGUEJO E LAMBRETA

Caranga, o de Villas está TOP! Local super limpo e a cerveja é geladíssima!

Caranguejo do Farol

Don Papito, a lambreta deles é show!

Koisa Nossa (Os Internacionais), nunca deixou de ser o tradicional bar de lambretas, adoro! Lá, tem um pastel de frutos do mar que vale a pena experimentar!

Tv. Engenheiro Allioni, 1 – Mouraria – Salvador BA
(71) 3266-5596

MOQUECA

Paraíso Tropical

Bargaço

Mistura

Donana, sugiro o de Villas.

R. Praia de Itapoã, quadra 4, lote 6, Villas do Atlântico.

Mar Aberto (Arembepe)

Uma moqueca na barraca de praia também tem o seu lugar!

PEIXE FRITO NA PRAIA

O sabor de um peixe frito de uma barraca de praia é único, impossível de ser reproduzido em casa.

Mont Serrat é um lugar especial para apreciar uma baía linda, para degustar de petiscos como pitintinga frita, caldos, casquinha de siri…

Sinto falta de lugares com uma culinária mais regional e especializados em cozinha do Sertão, do Recôncavo…

Vamos “turistar” na nossa terra e aprensetá-la com o nosso jeito baiano de ser!

 


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Tirar foto da comida X Comer a comida

Hoje, o garçom pergunta para o cliente: ” Você quer o prato para comer aqui, para levar ou para fotografar?”

Fomos educados, religiosamente, para comermos calados, tornando o ato um momento sagrado. E o momento da refeição é realmente um momento sagrado? Antes do advento do fast-food e do crescente número de refeições fora do lar até poderia ser mais sagrado, mas e hoje? Seguramente, as praças de alimentação não foram projetadas para serem cenários de momentos sagrados.

Ainda conheço algumas famílias que priorizam a refeição como um momento muito especial, mas muito poucas; infelizmente para resgatar algumas histórias, tradição e alguns sabores, e encontrar esse comportamento “antigo”, talvez tenhamos que sair das grandes cidades. Porém, hoje em dia, há pessoas valorizando mais a imagem que o ato em si.

E em meio a toda essa mudança de hábitos comportamentais com relação à comida e ao ato de comer, às vezes, me pego pensando no tipo de cuidado que os chefs estrelados estão tendo com o fenômeno do compartilhamento de fotos de comida nas redes sociais. Será que eles estão preparando os pratos para também serem fotografados? Afinal, qualquer um dos seus clientes pode fazer uma crítica ao seu trabalho com apenas uma imagem e uma legenda de poucos caracteres.

Essa atual mania de compartilhar as fotos dos pratos, na grande maioria dos casos, acredito eu, acontece porque também existe o tal “Ego Gourmet”, poder dizer que você comeu o prato tal no lugar tal, poder saciar o prazer de ser visto e reconhecido como “o tal”, é… essa onda de compartilhar fotos está mudando hábitos. Eu também me pego pensado no que realmente tem causado mais prazer a essas pessoas, se é o prazer real de comer determinado prato ou de ter sua foto curtida pela maioria de seus seguidores.

Eu acho que sinto prazer pelos dois e ainda babo nas fotos dos meus “seguidos”, a maioria das fotos são tão lindas que eu nem questiono se é um fack ou qual deve ser o filtro? Até utilizo o Instagram como fonte para eleger os restaurantes que pretendo ir.

Novos hábitos, novas linguagens (#instanfood #foodie #foodporn #foodinstagram #foodlovers #sharefood)… Diante dessas transformações causadas pela proliferação de imagens gourmets eu nos sugiro uma reflexão sobre:

- A possibilidade dos chefs realmente trabalharem pensando que o prato será fotografado, mas que isso nunca seja a prioridade;

- a possibilidade do excesso de imagens proporcionar um intercâmbio de conhecimentos gastronômicos e aproximar as pessoas da real culinária dos diferentes povos;

- a possibilidade de sermos autênticos e de que as pessoas estejam extremamente conscientes do seu “Ego Gourmet”.

Ah! Sim, eu tiro foto de quase tudo o que como, e faço isso há muito tempo, antes desta mania atual, mas isso nunca interferiu no meu prazer em comer. E o meu Ego Gourmet, eu tenho que domá-lo frequentemente, pois, a gastronomia me emociona.

Vídeo



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Madrid Fusión 2013 homenageará o Estado de Minas Gerais

Um dos principais eventos de gastronomia do mundo, o Madrid Fusión, que acontecerá nos próximos dias 21, 22 e 23 deste mês, homenageará nossa Minas Gerais. Como mineira e exímia admiradora da culinária dessa terra me senti lisonjeada com tal homenagem.

Em uma das reportagens que eu li sobre a escolha por Minas Gerais para esse evento: os fatores que pesaram na decisão do tema foram as peculiaridades dos sabores regionais e a valorização dos pequenos produtores“. Me questionei sobre essa valorização, que passa por um excesso de limitações com um sabor tão específico de Minas, a exemplo dos queijos artesanais mineiros, que não podem ser comercializados fora do seu território, principalmente os produzidos pelos pequenos produtores.

O queijo mineiro será um dos ingredientes que terá destaque no evento. Será que levarão algumas peças de queijo para a degustação? Espero que ninguém tenha vontade de comprá-los, o que seria impossível devido ao fato de que eles não são comercializados fora de Minas.

O café e a cachaça serão os outros ingredientes de destaque e que, em minha opinião, foram muito bem escolhidos, pois não representarão apenas MG, mas o Brasil e a história da gastronomia brasileira.

Tive a oportunidade de conhecer o Madrid Fusión em 2007 e fiquei realmente impressionada com o evento. Diferente dos festivais e das feiras aos quais estava acostumada a ir, na programação do Madrid Fusión o salão principal é reservado para a apresentação dos grandes chefs e o formato das apresentações auxilia na transmissão de um conteúdo que vai muito além do preparo de alguns pratos. O momento foi explorado para apresentar técnicas e ideias que foram desenvolvidas nas cozinhas desses chefs, e naquele momento eles estavam comprometidos em compartilhar com o mundo o passo a passo dos seus processos criativos e suas filosofias de trabalho. E os segredos? Aqueles que norteiam a fama de alguns chefs? Isso é coisa do passado, a transparência e o aprendizado em prol da evolução da gastronomia são prioridades hoje em dia.

A impressão que eu tive naquela época foi que a gastronomia tinha um espaço para discussões mais profundas, e que o apogeu da gastronomia ultrapassava os inúmeros programas de TV focados em receitas, as ofertas de revistas e livros bem ilustrados e os eventos de pura comilança. Hoje, acompanho inúmeros eventos com o formato similar, entre eles o Mesa Tendências, que acontece no Brasil, e sou grata por esses eventos permitirem o aprofundamento e a discussão sobre os conhecimentos gastronômicos.

E já que o Brasil está em voga, espero que o mundo possa se deliciar com o nosso sabor mineiro!


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