
Coordenador da Salvador Ândlei Lisboa/Fotos: Divulgação
Já pensou revolucionar o mundo em apenas 48 horas? Essa é a ideia do Global Service Jam, um evento de Design de Serviços que aconteceu em todo o mundo entre 24 e 26 de fevereiro. O evento reuniu 94 cidades e 2.050 “jammers” (como são denominados os participantes do evento), de diversas cidades do mundo. O Brasil foi o segundo país com mais cidades participantes, abaixo apenas dos EUA, com oito cidades: Salvador, São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Florianópolis, Belém, Manaus e Curitiba.
A ideia é que, uma vez ao ano, as pessoas se reúnam durante um fim de semana para criar colaborativamente soluções para ajudar a mudar o planeta. Cada evento tem um tema e, caso seja necessário, um especialista para orientar os jammers na elaboração da proposta. Para tornar um jammer basta inscrever-se e participar do evento, sem restrição de profissão, gênero ou idade. O mais interessante é a regra principal da tarefa: divirta-se!
Nesta edição, os jammers de todas as cidades receberam como desafio o tema “tesouro escondido”. A maior parte dos projetos trouxe à tona valores já esquecidos pela sociedade, como a importância do relacionamento entre as pessoas e o compartilhamento de experiências positivas.

Jams
Os criadores do evento, Adam StJohn Lawrence e Markus Edgar Hormess administram as interações globais, entretanto são os anfitriões locais que realizam as jams.
Coordenador do Jam Salvador (cidade que sedia o evento pela segunda vez), Ândlei Lisboa afirma que embora o objetivo final do evento seja mudar o mundo, não são os projetos e ideias propostas durante o fim de semana que fazem isto acontecer. “Toda pessoa que passa por uma jam sai transformada, e é nisto em que acreditamos: quando uma pessoa muda, o mundo muda também. A jam ensina aos participantes que é possível e necessário começar por si mesmo”, ressalta.
Ele explica ainda que os frutos de tal transformação, os projetos resultantes da Jam, são ideias simples e fáceis de implementar que ficam disponíveis para o mundo realizá-las. “Tudo o que é produzido durante uma jam torna-se de domínio público”, conta.

Projetos
No Jam de Salvador, uma equipe criou o XMap, uma plataforma de compartilhamento de experiências e roteiros para ajudar pessoas a escolher locais que outros visitaram e vivenciaram. Assim, antes de viajar para um lugar basta ir até o site do projeto, ler as opiniões e impressões das pessoas sobre o local e botar o pé na estrada, antes de comentar também.
E não há limites para a criatividade. Uma equipe de Florianópolis criou o Blend, uma espécie de serviço que oferece a possibilidade de criação de roteiros individuais com os lugares e os sentidos que se deseja aguçar. A equipe exemplifica: voar de parapente de olhos vendados, fazer compras com as mãos amarradas, sentir os cheiros de um prédio histórico.
Já em Manaus, um dos grupos de jammers resolveram que a solução para os condutores que esquecem a localização exata do carro no estacionamento é contar com o serviço de 24 máquinas em pontos estratégicos do edifício garagem e a partir do auxílio de um cartão de identificação com o número, letra, e cor específica de cada andar.
Em São Paulo, 48 jammers se reuniram e elegeram uma das oitos propostas apresentadas. O resultado pode ser visto no vídeo abaixo.
Para quem ficou ansioso para participar de um Jam, a próximas já tem data marcada: a Global Service Jam 2013 acontece entre 15 e 17 de fevereiro do ano que vem. Se quiser participar de um Jam antes, em outubro acontece a Global Sustainability Jam 2012, evento-irmão da Global Service focada em sustentabilidade.
Ficou a fim de conhecer mais o projeto? Explore o site!
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