O cultivo de uma árvore e a empresa. Qual a relação?

Para iniciar a coluna de hoje vou falar sobre o nobre ato de plantar uma árvore e de cuidar da mesma até o seu pleno desenvolvimento. Estamos na semana da árvore? De forma alguma. O dia da árvore é comemorado em 21 de setembro. Aumentou ou diminuiu de forma significativa o desmatamento no mundo? Que eu saiba não.  Também não falarei de agronegócios, agroecologia e sustentabilidade. Por mais que goste, também não será pelo fato de plantar uma árvore ser considerado um dos três atos que tornam um homem realizado em sua vida.

Por quê então falar sobre o ato de plantar árvores em um espaço voltado para negócios? Qual a relação? Em uma consultoria que realizei em uma empresa na última semana, fui despertado para uma determinada situação que acabou me fazendo pensar sobre cada etapa, do plantio até o seu desenvolvimento pleno. Lembro que fui detalhando esse pensamento para o empresário conforme compartilharei com vocês a seguir.

Comecei apresentando a primeira etapa, que consiste em avaliar qual árvore plantar e a escolha do local mais adequado. Se quiser ser muito responsável em meu nobre ato, irei pesquisar profundamente sobre a planta, verificando todos os cuidados necessários antes de iniciar o plantio no ambiente escolhido.

Se tudo apontar para bons resultados, irei iniciar a fase de execução, onde prepararei o solo, escolherei a melhor muda e iniciarei o plantio. O cuidado acabará sendo praticamente diário, dando a ela condições ideais de luminosidade, de água e nutrientes, protegendo-a de ventos e pragas diversas.

 

Aos poucos as raízes vão se fixando e a muda vai se desenvolvendo. Chegará em um ponto que colocarei uma estaca rente ao caule, dando suporte e direcionando o crescimento da árvore. Nesse meio tempo irei ensinar e motivar filhos, parentes ou amigos próximos, que possuem interesse direto em seu desenvolvimento, sobre como cuidar dela. Pois nem sempre estarei por perto.

Depois de um determinado estágio, a planta ganhará firmeza em seu crescimento e não precisará mais do suporte. Com isso as minhas atribuições irão reduzindo a medida em que ela vai se desenvolvendo. Até chegar o dia em que  roduzirá os frutos desejados e o meu papel será apenas de avaliar o seu desempenho a cada safra, buscando alternativas para melhoria de produtividade e proteção para as possíveis ameaças.

Fica claro que se não tomar esses cuidados, as chances de que a árvore não se desenvolva da forma devida, que seja pouco produtiva ou até mesmo que morra prematuramente aumentam. Acredito que essa não é a visão de futuro de quem a planta.

Da mesma forma, as chances de insucesso aumentam se eu protejo a árvore demais, impedindo o seu crescimento natural. Se estabeleço que sou o único responsável por todas as etapas então, a situação se agrava mais ainda, pois além de pôr em risco o desenvolvimento da planta, ficarei eternamente preso a ela. E onde ficará o meu bem estar e da minha família?? _Vamos viajar de férias, passar 15 dias fora, conhecendo novos lugares??? _Não posso, pois tenho que cuidar da minha árvore. Nem um probleminha de saúde vou poder ter em paz, pois tenho a certeza de que ela precisará de mim. Não poderei me afastar.

O empresário olhou para mim e falou: _Estou escravo de minha Árvore e ela escrava de mim. Não sei como deixar essa relação de mais de uma década mais saudável para mim e para ela.

Então! O que fazer para não deixar você e sua empresa reféns um do outro? Normalmente os sintomas surgem quando o empresário começa a utilizar de forma cada vez mais frequente as seguintes expressões:

- Não tenho tempo para nada, pois a minha empresa consome tudo;

- Tudo tem que passar por mim, senão a empresa não anda. Nesse ponto ele acaba incorporando o sujeito que tem que bater o escanteio e correr para a área para fazer o gol de cabeça no mesmo lance. O pior é que ele acha que consegue. Que eu me lembre, só o personagem Didi Mocó no filme os Trapalhões e o Rei do Futebol conseguiu realizar essa proeza;

- Não estou dando conta das atividades da empresa. Não sobra tempo para atuar de forma estratégica. E em muitas vezes, não sobra tempo para todas as atividades operacionais devidas;

Quando chega nesse estágio, o empresário acaba apresentando:

- Desmotivação e resistência ao trabalho. A empresa vira um fardo pesado para carregar;

- Cansaço físico e mental que leva a atrasos, esquecimentos e queda de rendimento;

- Falta de paciência no relacionamento com colaboradores, parceiros, clientes e família;

- Maior suscetibilidade a doenças.

Obs: Para piorar a situação, essa patologia se espalha pela empresa como um vírus feroz, fazendo com que toda a organização fique doente também.

Seguem algumas dicas para que esse ato nobre também se torne algo prazeroso e não um grande problema:

- Em primeiro lugar saber separar muito bem a vida pessoal da “vida” da empresa. A relação tem que ser extremamente profissional. Cada um tem rumos a seguir, onde no máximo um contribui com o outro. Uma relação siamesa entre o empresário e a empresa aumento muito os riscos;

- Não querer ser o EUPRESA. É necessário preparar a estrutura organizacional da minha empresa para funcionar sem a obrigatoriedade da minha presença. As exceções apenas quando na empresa só existe o dono;

-  Identificar, preparar e motivar de forma adequada as pessoas para as funções que irão desempenhar;

- Acompanhar o dinamismo de mercado para melhor identificar que rumos a empresa deverá tomar;

- Estabelecer e monitorar os indicadores de desempenho da empresa.

Tem que ficar claro para todos que as boas dicas ajudam, mas não existe uma fórmula pronta de “bolo” que aponte o tempo certo para “maioridade” da empresa ou momento em que ela tenha que sair da guarda total dos “pais”. Assim como uma árvore, cada negócio tem suas particularidades, como adaptação diferenciada ao local, tempo de desenvolvimento próprio e necessidades de apoio diferenciadas. Os fatores externos, combinados com as minhas competências e recursos durante o seu trato é que irão determinar como agir da melhor forma. O empresário tem que estar bem preparado para potencializar oportunidades e minimizar ameaças, para poder viver e deixar viver.

Felicidade a todos e até a próxima!!

 


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Credenciamento de Agentes de Orientação Empresarial – Oportunidade para atuação profissional em atividade de orientação empreendedora

Foi aberto o 2o. edital para credenciamento de Agentes de Orientação Empresarial pelo SEBRAE. Oportunidade muito interessante para quem deseja atuar diretamente no atendimento voltado para a promoção da gestão profissional de microempresas e empreendedores individuais.

O Agente de Orientação Empresarial irá atuar pelo Programa de Atendimento Ativo Negócio a Negócio, considerada a maior ação integrada voltada para a gestão de empreendimentos do Brasil. Importante destacar que no Estado da Bahia foram atendidas mais de 60 mil microempresas e empreendedores individuais no período de junho de 2010 a dezembro de 2012.

Para ser credenciado, o candidato deverá se inscrever, via uma pessoa jurídica, até o dia 15 de abril. Tendo a documentação aprovada, ele estará apto para participar de uma última etapa do processo que consiste em uma capacitação seletiva de 80 horas.

O edital está disponível no link (www.ba.sebrae.com.br).
O Perfil desejado para o AOE descrito no edital deverá atender a pelo menos uma das formações abaixo indicadas:
a) Técnicos em Administração e Ciências contábeis
b) Formados ou cursando o curso de Administração, Gestão Empresarial, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Marketing, Comunicação, Serviços Social, Pedagogia, Sistema de Informação e Engenharias.
c) Graduados em qualquer área com pós graduação em Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas.
Qualquer dúvida, importante ficar atento ao Edital e entrar em contato direto com o SEBRAE da Bahia conforme indicado na chamada.

Sucesso a todos!


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Secretaria da Micro e Pequena Empresa – Boa Notícia?

Essa semana foi publicada no Diário Oficial da União a Lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, tendo a mesma status de Ministério. Ao Órgão Federal compete assessorar direta e imediatamente a Presidente da República nos seguintes temas:

a) políticas e diretrizes para o apoio à microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato e de fortalecimento, expansão e formalização de Micro e Pequenas Empresas;

b) programas de incentivo e promoção de arranjos produtivos locais relacionados às microempresas e empresas de pequeno porte e de promoção do desenvolvimento da produção;

c) programas e ações de qualificação e extensão empresarial voltadas à microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato; e

d) programas de promoção da competitividade e inovação voltados à microempresa e empresa de pequeno porte; II – na coordenação e supervisão dos Programas de Apoio às Empresas de Pequeno Porte custeados com recursos da União; III – na articulação e incentivo à participação da microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato nas exportações brasileiras de bens e serviços e sua internacionalização”.

Motivos para comemorar?

Lógico que se as coisas acontecessem de forma mais séria nesse país, ficaria muito entusiasmado por ter pela primeira vez um “braço federal” voltado exclusivamente para o tratamento diferenciado de micro e pequenas empresas. Mas alguns pontos teimam em me deixar alerta, como:

- Criação de mais um órgão com status de Ministério, sendo o 39o do atual governo. Serão 66 funcionários comissionados criados para essa nova pasta. Só para comparação, nos Estados Unidos são 15 Ministérios, na Alemanha 14, na França 16 e no Reino Unido 17. Em nenhum desses países existe um Ministério voltado exclusivamente para micro e pequenas empresas, mas o cenário empreendedor é bem menos complicado do que no Brasil. Talvez a diferença maior seja que nesses países existam políticas mais sérias para tornar o desenvolvimento do empreendedorismo.

Quando existe uma crítica clara sobre o inchaço da máquina pública, comprovando que esse é o caminho mais curto para endividar o país, vejo o processo seguir  na contramão.

 

 

- Orçamento de R$ 7,9 milhões por ano para esse novo Ministério. Só para uma comparação da importância dessa pasta, cada um dos 513 deputados federais custa R$ 6,6 milhões por ano ao cofres públicos. Cada um dos 81 senadores brasileiros custa R$ 33 milhões anuais. Ou seja, um único político federal tem a mesma ou maior importância que um órgão que nasce para tratar de políticas públicas para Micro e Pequenas Empresas.

- A pasta já nasce com um chamado acordão com o PSD (Partido Social Democrático), recém-aliado do governo. A tendência é forte para que o vice governador do Estado de São Paulo Guilherme Afif Domingos assuma essa pasta. Tudo dentro da “normalidade” para o Brasil.

Acreditar ou não??

Vou acreditar no sucesso dessa iniciativa quando ver melhorias efetivas no cenário empreendedor. Quando forem estampadas manchetes como as que destaco abaixo, serei com certeza um dos primeiros a comemorar.

- O Brasil é um dos países menos burocráticos do mundo;

- A mortalidade empresarial do Brasil atinge o menor índice de sua história, sendo o cenário comparado ao de países desenvolvidos;

- A carga tributária para as empresas brasileiras é considerada uma das mais baixas do mundo;

- O Brasil é um dos países que mais investe em inovação e tecnologia para micro e pequenas empresas;

- O número de patentes provenientes de micro e pequenas empresas brasileiras bate recorde;

- Os processos para manutenção legal de um negócio no Brasil são considerados muito transparentes;

- O Brasil apresenta mão de obra extremamente qualificada, podendo apresentar indicadores de eficiência que proporcionam alta competitividade;

- A infraestrutura de transporte e de serviços no Brasil é considerada uma das melhores do mundo;

- Exportar e importar no Brasil é tão fácil como nos grandes centros mundiais.

Infelizmente essas notícias só são aceitas no Brasil em uma data: 1o de Abril. Lógico que se esse ministério for um dos primeiros a seguir na contramão das práticas costumeiras, não sendo mais um cabide de empregos para troca de favores, as chances de dar certo aumentam. Mas…sai governo e entra governo e o processo continua firme e forte.

Irei torcer muito para que a iniciativa dê certo para quem realmente precisa, pois qualquer nação que deseja crescer, precisa impulsionar da melhor forma o empreendedorismo. Cabe a nós brasileiros acompanhar e cobrar de perto que essa pasta e as demais ajam de forma séria, em busca dos interesses do país e não de suas coligações.

O que vocês esperam?

Grande abraço e até a próxima!! 

 


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Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas – Quais os principais desafios?

No dia 16 de dezembro de 2006 foi sancionada a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Em um país considerado o 2o maior empreendedor do mundo, onde as empresas de micro e pequeno porte representam mais de 90% dos negócios, esse momento foi considerado histórico, resultado de avanços desde o primeiro tratamento diferenciado em 1988 na Constituição Federal.

Não restam dúvidas de que a Lei 123 é muito importante para o cenário de negócios brasileiro, pois possibilita algumas vantagens bem interessantes para as empresas contempladas, podendo destacar:

- Unificação e redução dos impostos;

- Redução e simplificação dos encargos sociais;

- Centralização de processos;

- Redução do número de documentos necessários para abertura do negócio;

Obtenção mais simples do alvará de funcionamento;

Participação exclusiva em Licitações públicas de até R$ 80.000,00;

Permitida a subcontratação de Micro e Pequenas Empresas por Empreendimentos de maior porte em lotes de Licitações maiores;

Desburocratização e incentivos fiscais em processos de exportação;

Facilidades para obtenção de crédito;

Mínimo de 20% dos Recursos provenientes de editais públicos de incentivo a tecnologia e inovação voltados para Micro e Pequenas Empresas.

Realmente são muitos benefícios. Mas será que todos estão sendo realmente aproveitados?

Com certeza ainda é preciso melhorar muito.  Não há dúvidas de que o foco maior por parte dos empresários é para o SIMPLES NACIONAL (aspectos tributários) e a obtenção de financiamentos direcionados. E os demais?? Quando tratamos de pontos como licitações para compras públicas, editais de acesso a tecnologia/inovação e redução do excesso de burocracia, ainda temos muito a avançar.

Em muitos municípios a participação de micro e pequenas empresas em licitações públicas nem sempre é motivada e em alguns casos até mesmo desrespeitada. Com relação a editais públicos de incentivo a tecnologia e inovação, com recursos a fundo não reembolsável, nem a metade dos recursos é aplicada por falta de projetos ou por propostas inadequadas. Não preciso nem reforçar que Investir em inovação é fundamental para a sustentabilidade do negócio e de uma nação.

Com relação a proposta de redução da burocracia, estamos longe do ideal.  Os prazos ainda são considerados longos demais para processos de formalização, acesso a financiamentos, licitações, editais e até mesmo para o fechamento da empresa. A falta de informação, de transparência, a diversidade de órgãos regulamentadores e o excesso de procedimentos ainda compõe a realidade de cenário para o empreendedor brasileiro. O país deixa de crescer aproximadamente 2 pontos percentuais no PIB por ano somente por excesso de burocracia.

A preocupação maior ainda está no fato de não haver iniciativas realmente integradas entre os diversos órgãos envolvidos, entidades e instituições em potencializar de forma integrada os principais pontos abordados pela Lei. Já há alguns anos o SEBRAE tem feito um esforço nesse sentido, principalmente junto as prefeituras, Estados e entidades representativas com foco na implementação. Mas será que essas instituições estão assumindo as suas reais responsabilidades? Por mais que o SEBRAE assuma compromissos nesse sentido, a responsabilidade é de todos.

Como potencializar uma Lei tão importante para o cenário empreendedor brasileiro?

Seguem algumas sugestões:

  • Em primeiro lugar, cabe ao empresário conhecer a Lei e cobrar do poder público a sua devida aplicação;
  • Entidades e instituições que representam as micro e pequenas empresas brasileiras têm que se unir para implementação devida da Lei, informando e preparando adequadamente o meio empresarial,  integrando forças e cobrando a implementação adequada;
  • Ao poder público cabe respeitar e implementar adequadamente a Lei Geral em seus Estados e municípios. Incentivar micro e pequenos empreendimentos locais ou regionais é uma das melhores formas de impulsionar a economia;
  • É necessário um esforço muito grande a nível federal, estadual e municipal para redução da burocracia. Reduzir número de documentos, procedimentos e procedimentos é fundamental para dar fôlego às empresas; e.
  • As instituições de fomento a pesquisa precisam divulgar de melhor forma os editais de pesquisa para inovação e tecnologia. É necessário também uma maior proximidade com o meio empresarial para impulsionar participação, preparando-os melhor. Infelizmente pouco mais de 35% dos recursos para essa finalidade são aplicados.

O Brasil tem muitas Leis, tendo uma das mais completas Constituições do mundo. Lógico que algumas dessas Leis poderiam ser até excluídas de tão antiquadas,  outras revisadas e algumas novas deverão surgir, seguindo o dinamismo de uma sociedade que muda de forma cada vez mais constante. Mas com certeza o problema do país não está no número e qualidade das suas Leis. Seu maior problema está na falta de respeito geral ao que foi estabelecido como norma de condução de um país.

Se quisermos que o Brasil realmente seja o país do futuro, deveremos nos esforçar para conduzí-lo de forma responsável. E um bom caminho para isso é respeitar de verdade suas Leis.

 

Forte abraço e até a próxima!

 

 


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Agente de Orientação Empresarial – Seleção de Credenciados para a Bahia.

Considerado um dos maiores projetos de atendimento empresarial do Brasil, o projeto Negócio a Negócio do SEBRAE capacitou na semana passada, para fins de credenciamento, Agentes de Orientação Empresarial (AOE`s) na Bahia. Foram 80 horas de capacitação (04 a 15 de março), onde profissionais das áreas de Administração, Contabilidade, Economia, entre outras, receberam orientações sobre gestão empresarial, atendimento ao cliente e metodologia para atuação em campo. O trabalho foi conduzido por Consultores experientes na área de Gestão de Negócios. Para essa etapa foram mais de 100 candidatos avaliados em todo o Estado.

Esse projeto é voltado exclusivamente para a orientação de microempresas e Empreendedores Individuais e tem fundamental importância para a educação empreendedora no país. Segundo a metodologia, cada empreendimento poderá receber até duas fases de atendimento, sendo que em cada uma ele receberá 3 visitas do Agente de Orientação Empresarial. Nessas visitas será realizado o diagnóstico do empreendimento, serão passadas informações gerais sobre gestão e o empresário ainda receberá orientações sobre quais capacitações são as mais adequadas para a realidade de seu negócio.

Algumas dicas importantes para o empresário que queira participar:

a) As visitas dos AOE`s são gratuitas

Todas as visitas são gratuitas. Apenas algumas soluções indicadas pelo SEBRAE podem ter custo para o empresário.

b) Conheça o SEBRAE, instituição responsável pelo projeto.

O Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas é uma organização privada, mas que tem uma atuação muito forte na área pública. Tem por finalidade apoiar as micro e pequenas empresas para uma atuação mais competitiva e sustentável. É bom ficar claro que o SEBRAE não empresta capital financeiro.

c) Como participar do projeto

- Apenas Microempresas e Empreendedores Individuais podem ser atendidas pelo projeto.

- Agendar uma visita por telefone? Não. O AOE atenderá as empresas em áreas pré definidas para sua atuação em campo.

c.1) Sendo o dono ou sócio do empreendimento

Apenas quem está a frente do processo decisório poderá passar as informações ao AOE e receber as orientações devidas. Como envolve questões sobre o negócio, nada melhor do que quem toma decisões para tratar dos assuntos pertinentes ao empreendimento.

c.2) Identifique o AOE

  • O Agente utilizará uma camisa com identificação, além de crachá com seus dados;
  • Ele fará uma breve apresentação sobre o SEBRAE e sobre o Projeto;
  • Havendo dúvida, o empresário poderá entrar em contato por telefone com o SEBRAE (0800 570 0800) e pedir a confirmação do nome completo do AOE.

c.3) Forneça as informações solicitadas

  • As informações passadas ao AOE não serão divulgadas, sendo tratadas em sigilo absoluto;
  • Para o atendimento serão solicitados os dados pessoais do proprietário e do empreendimento.
  • Apresente as informações solicitadas durante a aplicação do questionário.

c.4) Participe das ações indicadas

Todas as recomendações feitas pela equipe do projeto serão apresentadas ao empresário em um documento (devolutiva). Cabe ao empresário participar para poder melhorar ainda mais a sua competência a frente da gestão do negócio.

O que espero do Projeto?

Que atinja seu grande propósito que é ajudar o Brasil no processo de desenvolvimento competitivo e sustentável através do empreendedorismo.

Para isso é necessário que:

  • Os AOE`s atendam com extrema qualidade todos os empreendimentos visitados. Que lembrem que na maioria esmagadora dos casos esses negócios são a base de sustentação de famílias;
  • O SEBRAE consiga cumprir a sua missão que é promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas e fomentar o empreendedorismo;
  • Os empreendedores visualizem a profissionalização da gestão como o melhor caminho para seus negócios;
  • Que o poder público promova condições para um empreendedorismo mais competitivo no Brasil; e.
  • A sociedade civil apoie e incentive ações empreendedoras no país.

Com isso espero que um número cada vez maior de empresas vença, proporcionando mais emprego e renda. Reforço que a maioria esmagadora dos negócios de grande porte nasceu como uma nano empresa e que projetos como esse, se bem conduzidos, podem ajudar no crescimento sustentável de mais negócios.

Para encerrar essa coluna, gostaria de apresentar o vídeo com o caso da Pipoca do Valdir. Ele foi apresentado na capacitação dos AOE`s e reforça que mesmo tendo um micro empreendimento o empresário deve sempre agir como um grande gestor.

 

Grande abraço e até a próxima!

 


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Mão de obra qualificada – Como enfrentar as dificuldades?

Falar da importância de trabalhar bem o capital humano não é mais novidade. É comum ouvirmos de especialistas em negócios sobre gestão de pessoas as seguintes declarações: “Os colaboradores são o maior ativo de uma organização”. Alguns chegam a dizer: “A área de Gestão de Pessoas é uma das mais estratégicas, cabendo inclusive uma Diretoria para ela”.

Eles estão certos? Estão totalmente corretos. Investir nos colaboradores de forma adequada é fundamental para que a empresa seja cada vez mais eficiente e por consequência seja mais competitiva. Mas como o empresário pode fazer isso? Implementar é fácil?

Infelizmente por uma série de fatores, promover esse ambiente interno nas organizações no Brasil parece algo utópico. Será? Diversas empresas que acompanhei com consultoria e diagnósticos setoriais apontaram como um dos principais gargalos para o seu crescimento a mão de obra, seja por uma oferta insuficiente ou por qualificação inadequada. Presenciei diversas vezes empresários perguntando onde encontrar o colaborador que precisam.

Esse desafio para o empresário no Brasil é muito grande. Para se ter uma ideia, um estudo apresentado em outubro de 2012  pela revista Exame apontou que um trabalhador brasileiro gera perto de 22 mil dólares por ano de riqueza, enquanto que um trabalhador estadunidense gera cerca de 100 mil dólares. Seriam necessários 5 brasileiros para gerar a mesma riqueza que um estadunidense e 4 para gerar o mesmo que um alemão. Interessante destacar que os alemães trabalham em média 38 horas por semana, desfrutam de 40 dias de férias e ainda possuem uma remuneração média melhor.

Juro para vocês que se o cenário econômico não fosse cada vez mais global, a minha preocupação seria menor. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nos anos 80 a produtividade brasileira encolheu 1,35%, na década de 90 continuou em queda (1%) e teve um leve avanço nos anos 2000 (0,9%). Para se ter uma ideia a China, que tem produtividade média mais baixa do que a do Brasil, vem apresentando taxas de crescimento de 9% ao ano. Se continuar nesse patamar a China ultrapassará o Brasil por volta de 2024.

Podemos dizer que o sistema educacional arcaico, os baixos investimentos em tecnologia e os velhos problemas políticos/legais são os grandes vilões que proporcionam esse cenário pouco promissor.

O cenário não é dos melhores. Mas será que o empresário está fazendo o seu papel da melhor forma?

Na situação que o Brasil se encontra esperar que o colaborador ideal aterrisse na sede da empresa pode até acontecer, mas está cada vez mais difícil. É muito importante que o empresário tenha atitudes mais proativas para encontrar e fidelizar bons colaboradores. Seguem algumas dicas:

1) Projete resultados a partir de análises bem feitas

Dimensione os resultados com base em uma avaliação criteriosa do que o mercado deseja e apresenta de potenciais, de forma integrada com uma avaliação interna da empresa (competências, recursos e valores). Infelizmente em um país onde pouco se planeja, raras são as organizações que fazem uma devida análise de ambientes. Infelizmente a estratégia do “achismo” ainda é a mais adotada.

2) Dimensionar adequadamente mão de obra

De acordo com o fluxo de atividades da empresa, verifique qual a quantidade de cargos,  pessoas necessárias e perfis desejados de cada cargo.

Importante nesse ponto avaliar qual o impacto da contratação de mão de obra direta e terceirizada.

3) Pesquise sobre os cargos

Importante conhecer as práticas de mercado e questões legais sobre cada cargo. Questões sobre onde encontrar, remuneração praticada (salário, benefícios e incentivos), incentivos adotados para apoio na carreira, política de treinamento, são necessárias.

Infelizmente o mercado ensina o empresário a conhecer cada vez mais o cliente e muito pouco sobre como conhecer o seu futuro colaborador.

4) Plano de contratação

Assim como o bom cliente busca consumir de uma boa empresa, os bons candidatos a colaboradores irão preferir trabalhar em empresas que ofereçam as melhores condições. Já se perguntou o que sua empresa tem para oferecer para atrair os melhores perfis?

5) Estratégia de recrutamento

Onde encontrar o colaborador com o perfil desejado? O primeiro passo é ter o detalhamento de perfil, constando nele a formação e os comportamentos desejados. Existem no mercado diversas empresas que são especializadas em recrutamento e que podem apoiar nesse processo.

É importante identificar a partir daí onde esses profissionais se encontram e utilizar os meios mais adequados de chegar até eles.

Está cada vez mais comum as empresas buscarem valores nas escolas. Algumas inclusive acabam financiando pesquisas para as turmas, premiações e ações de aprimoramento profissional dos que apresentam melhor destaque. Com a concorrência cada vez mais acirrada, buscar na fonte pode ser uma boa sugestão. As estratégias de contratação por estágio e trainees também ajudam bastante na identificação desses novos valores.

6) Seleção adequada

Avaliação de documentos comprobatórios de experiências, entrevistas, testes e dinâmicas de grupo são os mais utilizados. Quais desses métodos recomendo? Não recomendo avaliar experiências apenas. Analisar comportamentos e aspirações é fundamental. O candidato pode ter um ótimo currículo, mas apresentar comportamentos que vão na contra mão dos valores da empresa.

Outro cuidado é o de ter a competência necessária para selecionar. Se não souber selecionar, o empresário poderá “engolir sapos” e “perder joias”. Vejam o vídeo abaixo desenvolvido por uma empresa de recrutamento e seleção que retrata o dia a dia de um estagiário em uma empresa. Será que o comportamento dele está adequado aos valores organizacionais?

Se avaliarmos apenas o currículo e o discurso que ele preparou para um seleção (final do vídeo) com certeza engoliremos um sapo que poderá virar uma laranja podre na empresa.

7) Treinamento

Que competências precisarei desenvolver para cada colaborador? Lembre-se que dificilmente teremos alguém 100% preparado para a função. É necessário um plano de capacitação voltado para cada colaborador.

Essas capacitações podem ser feitas por profissionais da própria empresa, por especialistas contratados ou em instituições com competência comprovada para o propósito.

8) Ações motivacionais

O que mais motiva os colaboradores? Remuneração é importante, mas não é tudo. As pessoas têm necessidades de socialização, aspirações profissionais e desejo de auto realização. É portanto fundamental conhecer a equipe, para saber o que ela deseja e o que ela ainda não sabe que deseja. A partir desse ponto o empresário terá melhores condições de implementar ações mais adequadas, sendo um bom caminho para criar uma relação mais sustentável com seus colaboradores. Para isso é preciso estar realmente próximo da equipe.

Algumas empresas realizam pesquisa de ambiente e monitoram seus avanços a cada ano. A partir dos resultados são feitos ajustes no Plano de Gestão de Pessoas.

9) Como irei liderar?

A liderança pode ser democrática, autocrática e liberal a depender do momento, dos valores da empresa, dos interesses, das competências e perfil da equipe. O que mais importa é que essa liderança seja aceita por confiança e não por imposição.

 

Trabalhar pessoas é o grande desafio e deve ser tratado como prioridade máxima sim. Uma vez um CEO de uma empresa fez uma apresentação de comemoração de final de ano voltada para os seus acionistas.  Ele já começou a apresentação afirmando que o foco principal da empresa não era o acionista. Para surpresa de todos disse que também não era o cliente. Sem deixar a peteca cair falou de forma tranquila que o foco maior era o colaborador interno, pois este deveria ser bem selecionado, bem preparado e motivado para atender bem os clientes, gerando resultados que deixariam os acionistas satisfeitos. Com os clientes insatisfeitos os resultados não seriam os melhores e os acionistas não estariam contentes. Talvez até mesmo o CEO não se mantivesse no cargo.

Abraços e até a próxima!

 


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Financiamento – Bom caminho para quem costuma tomar decisões responsáveis

Captar recursos via financiamento bancário está cada vez mais usual no Brasil. Os bancos públicos e privados estão “invadindo a sala” dos brasileiros das formas mais intensas e criativas para tentar provar que possuem as melhores linhas e condições de crédito do mercado. Acabam convencendo a muitos com o discurso de que esse é o melhor caminho, proporcionando um volume de financiamentos sem precedentes em nossa história.   Mas será que essa é a melhor opção? Várias vezes perguntaram para mim se pegar um financiamento vale a pena. Respondi que sim, caso fosse realmente necessário e se fosse avaliado como a melhor alternativa dentro de um planejamento bem feito. O problema não está no crédito e sim na falta de cuidados em administrá-lo.

Tratar esse tema requer uma grande atenção, principalmente pela quantidade de pessoas que recorrem a essa alternativa. Será que estão avaliando da forma adequada? Um passo em falso pode gerar problemas graves para a empresa e por consequência para todos os envolvidos.

Que cuidados o empresário precisa ter para identificar o crédito certo para o negócio? A seguir descrevo os passos necessários para quem deseja financiar de forma responsável.

a) Avaliar a real finalidade de crédito
O crédito pode ser interessante para quem inicia um negócio, para reinvestimento e manutenção da empresa. O empreendedor poderá encontrar as seguintes opções no mercado:
- Investimentos fixos: considerado de longo prazo, voltados para construção, máquinas, equipamentos e veículos. Normalmente apresentam taxas de juros mais atraentes, com prazos maiores de pagamento (parcelamento) e de carência (tempo para iniciar o pagamento das parcelas do capital principal).
- Capital de giro: investimento de curto prazo voltado para cobrir os custos e despesas do empreendimento. Normalmente apresenta taxas de juros, carência e prazos de pagamento menos atrativos do que as de investimento fixo.
- Investimentos fixos e capital de giro (misto): opção interessante para a empresa que precisa de ambos pois apresenta opção melhor do que apenas a linha voltada para capital de giro.

b) Condições oferecidas
Importante uma pesquisa detalhada para verificar quais são as melhores condições oferecidas por cada instituição. Importante uma atenção aos seguintes pontos:
- Limite de crédito: quanto o banco pode oferecer de crédito para a sua empresa;
- Tarifas de serviços prestados: variam de acordo com o banco, podendo ser negociadas;
- Taxas de juros: variam de acordo com a linha, com o banco, com o propósito e com o momento;
- Descontos: importante verificar quais os descontos que o banco pode oferecer ao cliente. Em algumas linhas existe uma bonificação por adimplência (pagar em dia as prestações) que pode chegar a 15% da taxa de juros do financiamento. Ex: a taxa negociada de um determinado empreendimento é de 8% ao ano . Tendo 15% de bônus de adimplência a taxa poderá cair para 6,8% ao ano.
- Carências: tempo para iniciar o pagamento das parcelas do capital principal financiado. Nos investimentos fixos a carência pode chegar a 4 anos. Para capital de giro dificilmente passará de 6 meses. Importante destacar que no período de carência a empresa não paga parcelas do principal da dívida, mas paga os juros do financiamento.
- Prazos: importante verificar qual o prazo de pagamento. Em algumas linhas para empresas o tempo após a carência pode chegar a 8 anos. Para capital de giro apenas, o prazo normal é de até 2 anos. Importante o empresário ficar atento que quanto maior o prazo, maior será o valor pago pelo empréstimo.
- Garantias: os bancos solicitam garantias para redução do risco da operação. Podem ser: reais (bens móveis e imóveis) ou pessoais (aval ou fiança). Existe a possibilidade de a garantia ser o próprio bem financiado, sendo essa modalidade conhecida como Alienação Fiduciária.
- Burocracia: exigências e tempo para liberação do crédito. Não adianta oferecer taxa de juros, carência, prazos e outras condições excelentes se existe um excesso de burocracia para captação. Para investimentos fixos o prazo dado pelos bancos é de aproximadamente 45 dias, caso a documentação esteja em conformidade. Para capital de giro os prazos normalmente são menores.

c) Requisitos para tomar o crédito
O próximo passo é verificar se você tem os requisitos necessários para obter o crédito. Todos os bancos observam os seguintes pontos:
- Cadastro sem restrições
Nem a empresa e nem os sócios podem ter restrições de cadastro no mercado. Como se diz no mercado, os nomes precisam estar limpos.
- Bom relacionamento com a instituição financeira
Quanto mais tempo de conta e quanto menos problemas, mais fácil o acesso ao crédito.
- Disponibilizar informações contábeis e financeiras confiáveis
- Obter limite de crédito
- Oferecer garantias.

d) Projeto de viabilidade
O projeto pode ser exigido ou não pela instituição financeira. Normalmente a empresa é obrigada a encaminhar o projeto quando o capital desejado ultrapassa um determinado valor.
Independente da solicitação da instituição financeira, recomendo que seja feito um estudo de viabilidade para apontar a real necessidade e o impacto para a empresa. Esse estudo pode ser feito pela própria empresa ou por profissional contratado.
Por mais estranho que possa parecer, uma boa parte das organizações busca capital sem um projeto ou o elaboram apenas para captá-lo por exigência do banco. Lembro do caso de um complexo agroindustrial que acompanhei em 2009 em uma consultoria. Em uma das primeiras reuniões que participei com a diretoria da empresa, foi apresentada a intenção de buscar financiamento para capital de giro no intuito de botar o empreendimento para funcionar. Eles já haviam até negociado com o gerente de um banco o aporte de aproximadamente R$ 300 mil a uma taxa de juros de 5% ao mês, carência de 6 meses e um prazo de 2 anos para pagar. Perguntei a eles qual era a real necessidade, qual seria o impacto nas contas e que retorno iriam obter. Depois de um silêncio de alguns instantes e de trocas de olhares, um dos diretores me respondeu desconsertadamente que não sabiam a resposta. Trazendo para o popular, seria um “belo” tiro no escuro que poderia resolver a situação como poderia também gerar um grande problema.

Fica claro que avaliar o real propósito, pesquisar de forma detalhada as condições de mercado, bom histórico e um bom projeto são etapas fundamentais para quem deseja pegar um financiamento a fundo reembolsável em um banco.

Além desse passo a passo, é fundamental lembrar que o capital é para empresa e não para uso pessoal dos sócios ou de outros. Não se deve misturar de forma alguma os interesses.
Buscar o capital de forma equilibrada é a melhor alternativa para minimizar riscos futuros. O segredo não está no capital apenas e sim na aplicação correta do mesmo no empreendimento.

Abraços e até a próxima!!


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O que esperar de 2013?

Depois de alguns dias de descanso, retomo as atribuições com o espaço do Empreendedor. Acredito muito que o ser humano deva parar pelo menos alguns dias com a rotina de trabalho e tentar ao máximo aproveitar os demais presentes que a vida nos dá. A partir do momento em que faço isso bem, aumentarei minhas chances de encontrar sentidos para os meus caminhos.
E nada mais adequado nessa retomada dos trabalhos do que falar um pouco sobre 2013. O que os atuais e candidatos a empreendedores podem esperar desse novo ano? A economia continuará morna ou voltará a crescer? Teremos as reformas estruturantes necessárias para o desenvolvimento sólido do Brasil? Será que a crise mundial ou as “incertezas” da economia global darão lugar a retomada de investimentos e por consequência reaquecimento? De que forma isso pode impactar na vida do empreendedor e o que pode ser feito?
Para começar essa análise, juro que adoraria ver um cenário otimista com indicação de taxa de crescimento do PIB na casa dos 7 ou 8%, inflação real abaixo dos 3%, brasileiros investindo mais e com menor endividamento,… Seria ótimo!!! Mas não esqueçam que estamos falando de Brasil. Temos ainda uma verdadeira faxina moral para ser feita para podermos falar em crescimento sólido. Um bom início para os brasileiros é centrar esforços para reduzir o peso da corrupção, do inchaço da máquina pública e da incompetência, que corroem o país desde o seu descobrimento.
Então o que esperar para 2013?
1) O Brasil crescerá?
As projeções apontam para crescimento, mas bem modesto diante do potencial. Para o Governo Federal a aposta é de 4,0% de crescimento para o PIB. Para alguns especialistas do Brasil e exterior esse crescimento não passará de 1,5%. Importante recordar que as previsões do Governo para o PIB em 2012 apontavam crescimento de 4,5% e obtivemos 1,5%.
Mesmo com uma projeção de 4,0%, o Brasil apresenta junto com a Rússia a menor expectativa entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e uma das menores da América do Sul.

Projeção de Crescimento do PIB por país em 2013 (%). *(Fonte: FMI – Fundo Monetário Internacional)

Brasil – 4,0 %
Rússia – 3,8 %
Índia – 6,0 %
China – 8,2 %
África do Sul – 7,0 %

2) Como ficará a economia mundial?

O cenário está bem nebuloso. De um lado os Estados Unidos com um problema orçamentário enorme para resolver. A dívida estadunidense alcançou em 2012 a cifra de US$ 16 trilhões.

 

Quando atravessamos o Oceano Atlântico encontramos a Europa com problemas também sérios. Alguns países estão literalmente “correndo o pires” e foram forçados a promover ajustes fiscais radicais para não quebrar a Zona do Euro.
Cabe ainda espaço para uma preocupação extra com uma possível nova recessão japonesa.
Enquanto o cenário para esses mercados tradicionalmente investidores continua incerto, as economias altamente dependentes de capital externo passarão por apertos. Esse é o caso do Brasil.

3) E as reformas estruturantes necessárias para o desenvolvimento sólido do Brasil?
Para não depender tanto de capital externo, o Brasil deveria promover algumas reformas, podendo citar a Administrativa, a Tributária, a Política, a da Educação, a do Judiciário, a Previdenciária e investimentos devidos em infraestrutura. Até o momento temos intenções e planos para a administrativa, tributária, previdenciária e política. Mas como diz o ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Na educação houve um aumento do orçamento (maior fatia do PIB), mas nada sólido para melhoria da qualidade do sistema educacional. Não quero nem aprofundar sobre educação no Brasil pois estamos em janeiro, sendo esse um mês pesado para impostos, de matrícula na escola dos meus três filhos e compra de material escolar. Como gostaria que o Brasil tivesse um ensino público decente.
Com relação a infraestrutura temos alguns projetos do PAC em execução e algumas privatizações. Existe uma projeção de investimentos na área de R$ 1,2 Trilhões até 2017. De 2009 para cá foram executados R$ 420 bilhões. Só esperamos que o resultado seja positivo para resgatarmos para um nível razoável de competitividade alguns stores.

E o Empreendedor? Deve ficar pessimista?
Pessimista de forma alguma. Já tivemos dias melhores, mas também já tivemos dias bem piores. Quem viveu o terror da inflação, com seu ápice na década de 1980 no governo Sarney com a hiperinflação, sabe muito bem o que é um cenário complicado. Essas oscilações são comuns na história da sociedade e vão continuar acontecendo.
Importante sim é ter muita atenção na possibilidade de maior intensidade e impacto das crises, buscando em todos os momentos explorar ao máximo as reais oportunidades e minimizar as ameaças.
Que atitudes tomar?
Independente da atividade econômica, o mercado está cada vez mais dando o seguinte recado: Empreenda de verdade, senão você estará fora do jogo. E para isso é necessário agir cada vez mais de forma estratégica, estando atento a:
a)Desenvolver competências para analisar possibilidades e comportamento de mercado.
Mesmo com uma projeção de um crescimento moderado do PIB, temos alguns setores que continuarão apresentando taxas de crescimento bem interessantes. Importante atenção para atividades ligadas a estética, alimentação, bem estar, saúde, tecnologia, entretenimento, confecções, entre outras que tendem a apresentar projeção de crescimento bem acima de 50% do PIB.
Identifique e analise quais serão as melhores para o negócio.

b) Atender cada vez melhor o cliente
Foque na fidelização de clientes. É necessário atendê-los no que eles desejam e sabem e até no que eles ainda não sabem que desejam. Surpreender o cliente de forma positiva é o melhor caminho para fidelização e conquista de novos.

c) Importância de inovar de forma constante
Não sou adepto da expressão “nada se cria, tudo se copia”. Lógico que é cada vez mais difícil criar uma inovação mundial, estando a sociedade em uma fase de constantes adaptações. São vários os negócios de sucesso que deslancharam de ideias já existentes. Um grande exemplo é o Google.
Para inovar de forma sustentável você precisa conhecer muito bem sobre a atividade que desempenha, conhecer de perto o cliente, os concorrentes, fornecedores e outros atores que participam da atividade, topar desafios e ter foco nos propósitos.

Achei bem interessante a forma de divulgação que uma empresa voltada para tecnologia de aparelhos eletrônicos adotou para seus novos monitores. O propósito foi mostrar o a qualidade extraordinária da imagem e som. Vale a pena conferir.

d) Necessidade de ser eficiente

Quanto mais eficiente minha empresa for, menores as chances dos custos e despesas impactarem no faturamento, aumentando a possibilidade de lucratividade e de rápido retorno do capital investido. Para isso, ociosidade, desperdício e descontrole de caixa devem ser tratados como inimigos perigosos. Qualidade Total deve ser o lema do empresário.

Para uma boa parte das atividades empresariais é necessário atuar em parcerias ou alianças estratégicas para ser eficiente. Esse processo pode ser feito com fornecedores, concorrentes, entidades e instituições.

Independente do que 2013 proporcione, pense cada vez mais em uma gestão profissional para o seu empreendimento. O espaço para o amadorismo nos negócios está cada vez mais restrito.

Para finalizar, desejo a todos um 2013 repleto de paz, saúde e realizações.

Grande abraço e até a próxima!


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O fim do mundo está próximo!!! Será?? Que lições o empreendedor pode tirar disso?

Vocês, caros parceiros do Blog do Empreendedor, devem estar se perguntando o que tem a ver tratar do fim do mundo nesse espaço. Tem tudo a ver. Não precisamos nem “viajar na maionese” para chegarmos a essa conclusão.
Segundo a interpretação de alguns estudiosos sobre a mensagem deixada pelos Maias no Monumento 6, pedra talhada nas ruínas da cidade Maia de Tortuguero no Sul do México, o final do mundo está previsto para acontecer no 21 de dezembro de 2012.
Ninguém sabe como ainda, mas para esses estudiosos o mundo vai acabar. Os Maias não disseram se seria provocado por um grande terremoto, maremoto, tsunami, super vulcões, super meteoros, tempestades solares, bombas nucleares ou um super vírus. Não informaram onde irá começar, qual o horário e quanto tempo irá durar. Deixaram apenas um desenho com um enorme lagarto que liberava uma enorme quantidade de água pela boca. Poderiam os Maias pelo menos deixar a mensagem mais clara. Seria pedir muito?
Lembro que anos atrás, outros apontaram para o final do mundo. Lembro da virada do milênio (1999-2000), quando muitos venderam propriedades, deixaram empregos, fizeram correntes da paz na praia, utilizaram drogas pela primeira vez, fizeram experiências sexuais diferentes e algumas até esquisitas, esperando um BOOOMMMM que acabou não acontecendo. Deve ter sido uma contagem regressiva esquisita. Imagino a quantidade de pessoas que devem ter apostado em qual fuso horário o mundo iria acabar.
Um sujeito “muito equilibrado”, pastor de uma seita religiosa americana afirmou que o mundo não passaria de maio de 2001. Mobilizou milhares nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo. Lembrando que esse mesmo pastor havia feito uma previsão do fim do mundo para 1994.

 

Ainda bem que ele errou feio. Para nossa sorte ele também não estava próximo daquelas maletas com botões e códigos que disparam os terríveis mísseis nucleares.

Mas e agora? Será que o fim do mundo ocorrerá daqui a menos de 10 dias? Segundo outros especialistas que aprofundaram estudos sobre as mensagens Maias, o mundo não acabará no dia 21 de dezembro de 2012. Eu prefiro acreditar que esse “evento” vai demorar a acontecer. Prefiro acreditar mais na boa espiritualidade do sujeito que escreveu a placa a seguir:

 

 

 

 

 

Deixando as brincadeiras de lado, uma coisa é certa, transformações estão acontecendo com o planeta de forma acelerada há décadas, sendo que muitas em consequência de atos humanos. Os sinais de alerta estão ligados de forma intermitente. Vídeos como o destacado a baixo (vale a pena assistir) estão cada vez mais disseminados pelas mídias (principalmente internet), alertando, de forma equilibrada para uns e exagerada para outros, sobre as mudanças no planeta.

 

E o que o empreendedores tem a ver com isso? Não é segredo que o grande desafio para os empreendedores é o de como administrar sua empresa respeitando o planeta e as pessoas que o habitam. Ou seja, administrar de forma realmente sustentável. O foco dos negócios não pode ser apenas no produto ou no cliente. Tem que ser no SER HUMANO e em seu bem estar no meio em que vive.

As chances são mínimas, mas pode realmente acontecer um grande terremoto sincronizado com a queda de um meteoro gigante, formando uma tsunami que varrerá o planeta e o nosso mundo realmente acabar no dia 21 de dezembro de 2012. Assim como essa combinação catastrófica pode acontecer lá para o ano 4000. Para mim, o que realmente importa é fazermos a nossa parte, proporcionando cada vez mais equilíbrio para uma verdadeira qualidade de vida na Terra. Para isso a sociedade como um todo tem que estar mais consciente sobre o seu verdadeiro papel.
Os empreendedores precisam entender o que realmente é sustentabilidade para poder praticá-la de verdade. Lógico que essa responsabilidade tem que ser compartilhada, cabendo aos governos promoverem e fiscalizarem de forma adequada as práticas sustentáveis e a sociedade civil cobrar de todos e praticar cada vez mais comportamentos respeitosos com o nosso planeta.
Você acredita no fim do mundo? Em qual fim do mundo você realmente acredita?

Até a próxima!!


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Qual o capital necessário para o negócio e onde conseguir?

É muito comum os candidatos ou atuais empreendedores apresentarem uma determinada ideia e fazerem as seguintes perguntas:
- Essa ideia dá dinheiro?
- Qual o investimento necessário?
- Em quanto tempo terei retorno?
- Onde poderei encontrar o capital para o investimento?
Antes de responder é importante fazermos um ajuste. A forma correta de perguntar não é se o negócio dá dinheiro, pois todo negócio tende a gerar dinheiro para pelo menos se manter. A pergunta correta é se o negócio proporciona um retorno atrativo ou viável para o capital investido.
A resposta mais correta é de que ele, como um bom empreendedor, precisará de um Projeto do Empreendimento para saber de forma mais segura qual o investimento necessário, qual o retorno, em quanto tempo e as melhores formas de financiamento. Ele poderá até encontrar estudos ou projetos modelo que passem uma ideia de valores, mas nunca com o nível de realismo do projeto do próprio empreendimento. Esse projeto é o Plano de Negócios, destacado na coluna III Passo do Blog do Empreendedor.
Por que afirmo isso? Cada empreendimento terá detalhes que o diferenciará dos demais. A decisão de compra ou não de um terreno; a localização do terreno; a necessidade de benfeitorias no terreno; a compra ou aluguel de uma casa, galpão ou escritório; a escolha de uma reforma padrão ou com detalhes que são importantes para fidelizar meus clientes; tipos de máquinas, equipamentos e utensílios; móveis que serão utilizados; decidir entre adquirir veículos ou terceirizar processos de entrega; formas de fazer comunicação e ação promocional; perfil e ações motivacionais para colaboradores; entre outros detalhes que reforçam a tese de que cada empreendimento tem a sua “impressão digital”, ou seja, ele é único.
Por isso sempre recomendo um cuidado grande na condução de todo o Plano de Negócios para se obter resultados mais realistas de seu Plano Financeiro obtendo assim o retorno esperado.

E como conseguir esse capital?

Muitos conhecem apenas as alternativas de capital próprio ou financiado junto a um banco de crédito. Mas existem outras fontes bem interessantes de conseguir capital para viabilizar um negócio, seja a partir de fundos reembolsáveis (com pagamento posterior) ou de fundos não reembolsáveis (não precisa pagar pelo capital recebido). Importante o empreendedor abrir os olhos para tais alternativas, pois podem ser muito úteis, representando uma vantagem muito importante. Vamos analisar as melhores formas:
1 – Família e amigos
Esses podem ser emprestadores ou doadores de capital, mas também podem agir como Angels (melhor detalhados a seguir).
2 – Bancos de acesso crédito
Agentes financiadores de crédito a pessoa física e jurídica, podendo ser públicos e privados. No Brasil existem vários, sendo que cada uma irá buscar oferecer condições diferenciadas para financiamento, dependendo para isso da linha (fonte) de capital, do perfil do solicitante do crédito, do tipo de empreendimento e do período de solicitação. Importante uma atenção grande para taxa de juros, forma de pagamento (como a dívida será amortizada), carência (intervalo de tempo para começar a pagar as prestações da dívida principal), prazo total para pagamento, burocracia para liberação do crédito e garantias exigidas.
3 – Angel (anjo) ou investidor pessoa física
Normalmente são executivos que investem em novas empresas, obtendo uma parte dela, prevendo lucros futuros. O Google, maior site de buscas do mundo, surgiu com o apoio financeiro de um Angel.

 

O cheque no valor de 100 mil dólares que aparece no início do vídeo foi o primeiro grande investimento feito no Google feito por Andy Bechtolsheim, co-fundador da Sun Microsystems. Até aquele momento a empresa funcionava em uma garagem emprestada.
Como achar esses investidores pessoa física? Nos EUA é mais comum. No Brasil começaram a ganhar mais força de poucos anos para cá. Ajuda nesse processo uma boa rede de relacionamento. Alguns sites já estão promovendo encontro de empreendedores e Angels.
Como convencê-los a investir? A resposta é simples. Com um excelente projeto e com bastante profissionalismo. Normalmente participam com uma parte da empresa.
4 – Investidor pessoa jurídica
Empresas, grupos de empresas ou fundos de investimento que investem em negócios que apresentam um retorno atrativo aos seus propósitos. Da mesma forma que os Angels, a melhor forma de convencê-los é com um excelente projeto e profissionalismo. Para encontrar esse tipo de investidor recomendo uma pesquisa sobre pessoas jurídicas que já possuem essa prática. São investidores que negociam sua participação em troca de uma parte da empresa.
5 – Governo
O governo pode financiar com recursos a fundo não reembolsáveis alguns empreendimentos que proporcionem retorno social, educacional, ambiental e infraestrutural para o seu território de atuação.
Normalmente são aplicados em empreendimentos coletivos (associações e cooperativas) em estrutura, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, veículos e assistência técnica. Para isso um bom projeto encaminhado para o Agente de Governo certo.
Alguns empreendimentos de sociedade limitada (empresas com fins lucrativos) também podem ser financiados pelo governo em alguns editais específicos voltados para melhoria de tecnologias, inovação, gestão e apoio para acesso a mercados. Cabe a quem tiver interesse ficar atento aos editais públicos lançados por Ministérios, Secretarias Estaduais e Municipais de Governo e Instituições de Pesquisa oficiais.

A quem fizer parte de uma micro ou pequena empresa peço que fique atento a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Os municípios que aderem a Lei tem por obrigação destinar 20% de suas compras para empreendimentos com esse porte.

6 – Agências de investimento
Existem agências bilaterais e multilaterais que tem interesse em financiar iniciativas em diversos locais do mundo. As bilaterais são agências que representam agentes financiadores de um determinado país em um outro. Um exemplo é o FCIL (Fundo Canadá para Iniciativas Locais) que atua diretamente no Brasil. Essas agências buscam bons projetos que ajudem a promover o desenvolvimento local.
As multilaterais são agências que atuam em vários países ajudando a promover o desenvolvimento local, principalmente em linhas voltadas para a responsabilidade sócio ambiental. Podemos citar o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), ONU (Organização das Nações Unidas), FAO (Fundo para Organização da Agricultura), entre outras. Para essas fontes é importante observar o que pretende a linha de apoio (objetivos) e qual a forma de participação.
Qual a melhor alternativa?
O melhor capital é aquele que chega no momento certo e que ofereça condições para viabilidade do empreendimento. Ter um bom projeto é fundamental em qualquer uma das alternativas. Se tiver dúvidas, busque apoio de um especialista.

Até a próxima!!


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