O homem, a máquina e as relações interpessoais no trabalho

Em 1936, o genial Charles Chaplin – Carlitos – abordava o relacionamento homem máquina, através do premiado filme Tempos Modernos (foto). Caso você ainda não o tenha assistido, gostaria de recomendar. O tema continua mais atual do que nunca. O texto que segue foi escrito por mim, em 1995, quando me desliguei da atividade bancária. Desejo que também lhe seja útil:

O HOMEM E A MÁQUINA

Tenho prestado muita atenção aos “tempos modernos”. Não tenho nada contra a modernidade. Porém, se modernidade é substituir o homem pela máquina, qual o papel reservado para o ser humano na sociedade do futuro?

Ainda ontem, ao me dirigir a uma agência bancária, fui abordado por um funcionário, que perguntou o que eu desejava . Afirmei que precisava retirar um dinheiro. O mesmo indicou-me um caixa eletrônico. Ressaltei que gosto de ser atendido por ser humano.

Neste momento o funcionário franziu a testa e afirmou com entusiasmo:
“O nosso banco investiu milhões de dólares em tecnologia para dar aos clientes mais conforto e rapidez no atendimento…”

Tentei argumentar mais uma vez, porém não obtive êxito. O papel dele era evitar ao máximo que eu fosse atendido no interior da agência, por uma pessoa de carne e osso!

Fui ao caixa eletrônico, retirei o dinheiro e voltei para a minha casa. Enquanto andava, refletia sobre o que acabara de acontecer. Depois de alguns minutos, cheguei a uma triste conclusão: O papel do homem na “sociedade moderna” talvez seja o de evitar o contato com outros seres humanos!

Estou ultrapassado? Resisto ao novo? Eh!!! se a gente não tomar cuidado, na sociedade do futuro o homem terá que virar máquina para sobreviver.

Que o relacionamento humano está passando por uma crise aguda e de conseqüências imprevisíveis, isso não temos dúvidas. Atribuir às máquinas toda a culpa, também não é justo, embora elas tenham e continuarão a ter uma considerável parcela de culpa pelo esfriamento das relações pessoais, ao vivo e em cores.

Alguns acham que o ambiente de trabalho traz conforto, segurança e satisfação. Outros têm um profundo sentimento de frustração, impotência, inutilidade, medo e fúria. Normalmente não revelam de forma clara esses sentimentos, porém o fazem através de pouco envolvimento com as suas atividades profissionais. Outro sintoma bastante evidente é a grande quantidade de álcool, cigarros e demais drogas que são ingeridas por eles para amenizarem as suas decepções e pressões no ambiente de trabalho. Algumas pessoas fazem planos de se realizarem, verdadeiramente, quando se aposentarem ou quando mudarem de emprego.

Para apimentar mais ainda o ambiente empresarial (e também social), temos as ameaças constantes que pairam como fantasmas a assombrar os profissionais:

a) Medo de perderem os empregos;
b) Receio de ficarem ultrapassados em suas habilidades e competências;
c) Acirrada competitividade no mercado de trabalho;
d) Que as atuais e futuras tecnologias substituam cada vez mais os trabalhos realizados por pessoas.

O tema é amplo e dá subsídios para debates intermináveis sobre o assunto. Acreditamos que o mais importante é cada um refletir sobre a sua forma de relacionar no trabalho e na vida pessoal, começando pela família, vizinhos, amigos e colegas de trabalho.


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Comunicação verbal: conheça alguns exercícios práticos e eficazes

Vivemos no mundo da comunicação global e instantânea. Ela pode fazer toda a diferença na vida pessoal e profissional. Viver é relacionar com pessoas, comunicar, atender, vender e negociar. Seja qual for a sua profissão, invista de forma contínua na sua maneira de comunicar, verbal, corporalmente, por escrito e nas várias mídias, notadamente a internet. Faça um curso de redação e gramática para você aperfeiçoar o nosso difícil e maravilhoso idioma.

Selecionamos alguns exercícios para você praticar em sua residência e no trabalho, visando melhorar a sua comunicação. Faça as adaptações necessárias e vá em frente:

1) Analise os principais cantores da axé-music e do pop, objetivando entender o quanto eles são eficazes na comunicação com o seu público-alvo. Alguns possuem poucos recursos vocais, mas, são excelentes animadores de plateia e aqui não vai nenhum preconceito, apenas uma constatação, sendo que eles fazem muito bem esta função.

2) Na sua empresa, analise os produtos expostos para que os clientes possam vê-los, tocá-los e desejá-los. Na dúvida, visite um supermercado e perceba a quantidade de produtos expostos, analisando as embalagens, localização, luminosidade e outros aspectos que julgar relevantes. Isso se chama Técnicas de Merchandising.

3) Se você é um vendedor ambulante, procure se destacar na maneira de vestir e comunicar. Crie empatia com os seus clientes e treine a visão lateral, que é a capacidade de estar atento ao levantar de dedo ou um psiu do cliente. Os garçons profissionais sabem a importância desta habilidade.

4) Em frente ao espelho, leia notícias de jornal como se fosse um locutor de rádio ou televisão. Interprete algumas canções, poemas e sonetos, dando-lhes sentimentos. Avise aos familiares que “não ficou maluco” e que é apenas um exercício para saborear as palavras;

5) Se tiver uma filmadora ou gravador, utilize para registrar o seu exercício e depois analise a sua voz, gestos, olhar e postura corporal;

6) Assista a bons filmes e observe os diálogos, efeitos audiovisuais, movimentação dos atores, expressões faciais, tom e ritmo da voz;

7) Analise os telejornais e perceba como os mesmos são concisos e harmonizam os recursos audiovisuais, combinando com a voz, gestos e posturas dos apresentadores. Eles dizem muito em pouco tempo;

Grave comerciais de televisão e analise os argumentos utilizados para persuadir o consumidor;

9) Procure assistir algumas palestras, conferências, seminários e cursos para o aperfeiçoamento das técnicas de comunicação;

10) Cante em casa e/ou em um videokê e pague vários “micos”. Comunicador que se preza tem que conviver com eles, pois são inevitáveis. Dance, descubra o lado lúdico da vida. Assista a um bom filme infantil e dê gostosas gargalhadas. Libere a criança que há dentro do seu coração.

No ano passado eu lancei o livro “Como Falar em Público com Sucesso” (foto) e recomendo a todos os que desejam melhorar as habilidades e competências para comunicar melhor. O mesmo é comercializado exclusivamente pela internet. Aprenda Fácil Editora www.afe.com.br (31) 3899-7000


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William Bonner: o que podemos aprender com ele?

Conforme já mencionamos neste Blog, temos o hábito de ler biografias e de observar as habilidades (o que sabemos fazer) e competências (qualidade de execução) das pessoas que formam (ou deixaram legado relevante) opinião na sociedade, celebridades permanentes e instantâneas.

Hoje bateremos um papo sobre um profissional que, de segunda à sexta-feira, é visto, analisado, criticado e elogiado por milhões de pessoas no Brasil e em muitas partes do mundo, através da Globo Internacional: William Bonner. Vejamos um resumo da sua trajetória profissional:

Formou-se em Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Publicidade pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Iniciou a carreira profissional em 1983, como redator publicitário. No ano seguinte, na Rádio USP FM, tornou-se locutor.

Em 1985 começou a trabalhar na TV Bandeirantes SP, como locutor e apresentador. Em junho de 1986, convidado pela TV Globo de São Paulo, transferiu-se para a emissora, onde passou a acumular a função de apresentador com a de editor de uma edição do telejornal local, SPTV.

Em 1988, tornou-se também apresentador do Fantástico. No ano seguinte, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Apresentou o Jornal da Globo entre 1989 e 1993 ao lado de Fátima Bernardes, o Jornal Hoje (de que foi editor-chefe entre 1994 e 1996) e, desde abril de 1996, o Jornal Nacional, jornal que apresenta na TV Globo.

O que podemos aprender com ele?

Guardadas as devidas proporções entre os nossos talentos e os de William Bonner, creio que ele pode nos auxiliar a compreender melhor como se preparar para os desafios profissionais:

1) Ele não se tornou um dos maiores apresentadores de telejornais do Brasil e do mundo da noite para o dia. Desenvolveu habilidades e competências diversificadas e não apenas de locução e de leitura das notícias, como alguns apresentadores. Fez escola no rádio, que é essencial para desenvolver a locução e a capacidade de criar e imaginar. A dicção dele é perfeita, bem como os textos do JN. Há uma sintonia entre áudio e vídeo.

2) Soube fazer parcerias dentro e fora das emissoras em que trabalhou e, quando saia de uma para outra, não falava mal ou brigava com os colegas de profissão, fato muito comum no setor de mídia, principalmente a televisão.

3) Soube estar no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas (rede de contatos). Mais do que isso, se preparou para assumir funções de maior complexidade e não somente apresentar o telejornal, que por si, já é um desafio e tanto.

4) Abraçou as oportunidades e não teve medo de falhar e das críticas alheias. Na entrevista concedida a Gabi, ele se diz “arrombador de portas”. Não tem medo da negativa. Há um ditado popular que sabiamente afirma: “oportunidade é um cavalo selvagem que passa sem sela. Se você não montar, talvez ele não volte nunca mais”.

- Sabe cuidar da sua imagem pessoal e não sai fazendo e falando bobagens como muito apresentadores, atores e atrizes da TV. Ele sabe que a sua imagem precisa transmitir credibilidade e equilíbrio emocional.

- Busca o equilíbrio emocional no ambiente familiar e não esquece de cultivar a humildade. Além disso, transmite para o público a imagem de um homem feliz e apaixonado pelos filhos e a esposa Fátima Bernardes.

Exercícios práticos

Seja você estudante, profissional experiente, dona de casa ou qualquer atividade que exerça, recomendo os seguintes exercícios:

Assista na íntegra a raríssima entrevista que Bonner concedeu à Marília Gabriela (Gabi), no canal GNT. Para tal, acesse www.youtube.com

Se você quiser aprofundar sobre comunicação e telejornalismo, recomendo a leitura do seu livro “Jornal Nacional – Modo de Fazer. O valor é acessível e os conselhos são sábios.

Por último, recomendo os exercícios e observações que solicito a todos os alunos do curso de oratória e desinibição. Avalie os seguintes detalhes em todos os telejornais que assistir durante a próxima semana:

- Expressões faciais e os gestos dos apresentadores;

- Como eles se vestem e combinam as cores das roupas com as cores do cenário, penteado dos cabelos, maquiagem, iluminação do local, etc;

- Volume, ritmo e inflexão da voz;

- A clareza e objetividade do texto;

- Utilização de recursos visuais e como eles complementam o que está sendo dito através da voz;

- Os recursos audiovisuais que são utilizados para prender a nossa atenção;

- Como alguns apresentadores “improvisam” de maneira previamente combinada;

Parece simples e fácil. Não se iluda. Somente a realidade, experiência e o tempo irão mostrar o que e como se tornar William Bonner na sua profissão.


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Vantagens competitivas das empresas que estimulam a aprendizagem

Em 1990 Peter M. Senge publicou o excepcional livro “A quinta disciplina” (foto), defendendo a organização aprendiz. Na sua opinião, “isso se traduz em um lugar onde as pessoas expandem a sua capacidade de criar os resultados que elas realmente desejam, onde se alimentam novos e melhores padrões de ideias, onde se liberta a inspiração coletiva e onde os profissionais estão continuamente aprendendo a aprender juntas”.

Direcionando esses importantes conceitos para a realidade brasileira, percebo um total descompasso entre as exigências de alguns empregadores e as dificuldades que têm, notadamente os profissionais mais jovens, em atenderem as exigências das empresas.

Vejamos uma das situações mais comuns: uma empresa necessita de profissionais para trabalharem no atendimento aos clientes e nas vendas dos seus produtos e serviços. Ao buscar os profissionais no mercado de trabalho, coloca como pré-requisito que os mesmos tenham experiências de X meses ou anos na carteira de trabalho.

Em consequência disso, as portas são fechadas para dezenas de novos talentos, que podem ser forjados com base na Cultura Organizacional da referida empresa.

Com as novas tecnologias da informação, a exemplo da internet, redes sociais e sistemas de EAD – Ensino a Distância, é possível desenvolver / aprimorar a capacidade de treinar e formar os novos funcionários através de cursos presenciais e a distância.

Retornando às ideias de Peter Senge, ele afirma que a “Organização Aprendiz” é fundamental para concorrer num mercado em constantes mudanças. Para tal, é essencial uma força de trabalho inteligente e adaptável, capaz de desafiar a si mesma e aos negócios da empresa.

Desta forma a mesma irá se destacar, com base na capacidade de aprendizagem dos seus profissionais.

Outra grande vantagem de sempre investir na qualificação dos Colaboradores é a retenção dos melhores profissionais, uma vez que os mesmos serão assediados pelos concorrentes e pensarão duas ou três vezes antes de tomarem a decisão de mudar de empresa, mesmo que a concorrente pague mais.

Com o treinamento e o desenvolvimento profissional fazendo parte da cultura da empresa, a sua produtividade tende a aumentar, bem como a motivação e a criatividade dos seus funcionários.

É bom lembrar que treinamento não serve apenas para os profissionais que ainda não possuem experiência. A qualificação é útil para os que são experientes e não se conscientizaram de que as suas ideias estão ultrapassadas e já não são bem-sucedidas no Século XXI.

Hoje, um dos maiores obstáculos que as empresas enfrentam é a alta rotatividade de funcionários, cujas razões principais estão relacionadas com práticas gerenciais inadequadas, baixos salários e ausência de uma política eficaz para a retenção e promoção dos profissionais que realmente são talentosos e fazem diferença. Não é a quantidade, mas a qualidade dos funcionários que proporciona a excelência no atendimento e nas vendas de uma micro, pequena, média ou grande empresa.


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O que fazer quando não se tem experiência?

Às vezes o mercado de trabalho utiliza critérios contraditórios ou difíceis de conciliar. O mais comum deles é quando as empresas desejam funcionários jovens e com experiências profissionais.

Se essas empresas não derem oportunidades aos jovens, principalmente aos estudantes ou recém formados, como eles irão adquirir experiências profissionais?

As empresas de vanguarda já perceberam que há inúmeras vantagens em dar oportunidades aos inexperientes:

1) Eles não possuem “vícios profissionais” que alguns outros já dispõem.

2) Trazem novas formas de pensar e de agir para aprimorar processos, produtos e serviços, resultando em melhorias no atendimento e em vendas.

3) As empresas podem identificar profissionais talentosos e prepará-los para assumirem funções e cargos de maior complexidade.

Essas empresas criativas e que estão em franco crescimento, utilizam mentores profissionais para auxiliarem os jovens a desenvolverem as suas habilidades e competências. Essa parceria favorece a aprendizagem recíproca.

O que fazer quando a empresa exige experiência profissional?

√ Busque estágios nas empresas, divulgando os seus trabalhos realizados na escola, faculdade ou universidade.

√ Realize trabalhos voluntários dentro e fora da sua área profissional. Com isso você ganhará experiência e será um diferencial para o seu currículo. Aprendemos muito quando ajudamos outras pessoas.

√ Busque ajuda de profissionais experientes (parentes, amigos, vizinhos, orkut, facebook) e crie com o auxílio deles, projetos específicos para as empresas onde você está concorrendo a uma vaga ou deseja trabalhar. Normalmente, as empresas têm dificuldades em melhorar o atendimento ao cliente, aumentar as vendas e reduzir custos operacionais.

Pense com a cabeça do consumidor do cliente da empresa onde você deseja trabalhar. Em seguida, analise de que forma poderá contribuir para que a empresa alcance sucesso junto a esse cliente.

Para fazer isso é preciso uma boa dose de motivação, persistência, criatividade e trabalho em equipe. Vá em frente e sucesso!


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Luiza Helena Trajano, a inovadora do comércio varejista

Hoje iremos bater um papo sobre as ideias da empresária e diretora superintendente do Magazine Luiza Helena.

Luiza Trajano (foto), formou em Direito no ano de 1972. Fez do comércio varejista a sua missão profissional. Entre as suas principais façanhas, a de maior repercussão foi a de transformar uma rede de lojas localizadas em Franca, interior de São Paulo, na terceira maior rede de lojas do país.
Antes de chegar ao cargo máximo da empresa, desenvolveu habilidades e competências em vários setores da Empresa – cobrança, atendimento, vendas, gerência de lojas e recursos humanos – entre outros.

Aos 12 anos de idade foi trabalhar ao lado da sua tia e mentora profissional, Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine, de quem recebeu lições sobre como cativar os clientes. “Aprendi com ela que o cliente é uma espécie de patrão”, afirmou Luiza à revista Exame.

Luiza Trajano é uma dessas pessoas que cativa pela forma direta e que transmite credibilidade. Tive a oportunidade de ouvi-la falar sobre a importância do atendimento ao cliente e do trabalho em equipe, quando atuei num grande banco estatal. Ao final do evento ela foi aplaudida de pé.
Em várias de suas entrevistas, sempre reitera alguns conceitos que parecem simples e que são difíceis de colocar em prática. Selecionei alguns para que juntos possamos refletir:

- “Existem três alicerces para a motivação de uma equipe — coração, cabeça e bolso. Se um dos três faltar, o processo se rompe. Coração é a paixão pela empresa. Cabeça é poder participar, poder usar os próprios conhecimentos e ter a chance de adquirir novas competências. É a certeza de que seu trabalho trará desenvolvimento, o próprio e o da empresa. E bolso é o óbvio. O crescimento do negócio tem de ser acompanhado pelo crescimento de seus funcionários”.

- “Criatividade e temor não combinam. As pessoas que trabalham aqui não podem, por exemplo, ter medo de falar o que pensam. E elas só falarão se tiverem certeza de que os líderes estão preparados para ouvir coisas que muitas vezes vão incomodá-los. É complicado. Estamos acostumados a ouvir apenas aquilo que nos interessa. Só que nem sempre o que nos interessa é a verdade ou vai contribuir para o crescimento da empresa. Saber ouvir, portanto, não é favor nenhum. É uma questão de estratégia.”

Estudos feitos pela Harvard Business School, uma dos mais prestigiados centros educacionais de negócios, relatou algumas das lições do Magazine Luiza:

1) Agilidade nas decisões. A rede sabe mudar rotas para aproveitar oportunidades. O Magazine Luiza pensa e toma as decisões necessárias, por mais difíceis que sejam.

2) Liderança forte. Luiza Helena soube se impor como uma administradora firme e carismática.
Ao assumir o grupo, em 1991, Luiza Helena estabeleceu um estilo de gestão carismático e participativo, não apenas para os clientes, mas principalmente para os empregados.

3) Funcionários fiéis. A cultura da empresa estimula os empregados a perseguir resultados.
Para encontrar formas de encantar o consumidor, a cultura da empresa está assentada em fórmulas que estimulam os funcionários a conhecer cada vez melhor a freguesia. Eles têm autonomia para sugerir ofertas, fechar vendas, avaliar crédito e cobrar inadimplentes. O sistema de remuneração está atrelado não apenas às vendas individuais, mas aos negócios fechados pelas equipes de cada loja e à pontualidade no pagamento dos clientes.

4) Preservação da cultura. A empresa consegue manter seus valores, mesmo crescendo rapidamente.
“No Magazine Luiza, todo mundo fala uma mesma língua, da alta diretoria ao office-boy”. Preservar a cultura empresarial é uma tarefa diária de Luiza Helena e de sua equipe. Sempre que pode, Luiza Helena comanda pessoalmente o encerramento de eventos de treinamento e de qualificação profissional em várias cidades do Brasil.

5) Ousadia e pioneirismo. A rede não tem medo de lançar novas práticas de vendas.
Inovar e antecipar as mudanças é um dos lemas da Empresa. Uma das ideias mais arrojadas foi a de implantar lojas virtuais. Trata-se de uma rede em que os pontos-de-venda não têm um único produto em exposição — todas as compras são feitas por computadores conectados à internet.
Magazine Luiza reconhece talentos, mas evita mimos. “Exigimos muito e sempre estou atenta para não mimá-los. Tenho muito medo de mimar”, afirma Luiza Trajano.

Fonte: Revista Exame luiza-helena-trajano

Por tudo isso e muito mais é que devemos conhecer as ideias de líderes com visão de futuro e inovadores. Desta forma podemos aprender lições que servirão para a nossa vida pessoal e profissional.

Proponho que você assista a excelente entrevista que Luiza Trajano concedeu à apresentadora da TV Cultura, Maria Cristina Poli, disponível no www.youtube.com.br

Se você é jovem e deseja conquistar o primeiro emprego, sugiro que inicie pelo comércio varejista. Ele é dinâmico e amplia a sua rede de relacionamentos. Além disso, pode custear os seus estudos, bem como lhe proporcionar conhecimentos úteis para o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais: Atender, vender, negociar e comunicar.

Vá em frente e sucesso!


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Livro Shopping Center – A Arte de Atender e Vender no Templo das Compras

Após três anos de pesquisas e realizações de cursos e palestras para lojistas, gerentes, vendedores e administradores dos principais shoppings da Bahia – Barra, Iguatemi, Salvador Norte e Conquista Sul, acabo de lançar esse meu mais novo livro.

Técnicas de atendimento e de vendas, marketing, comunicação verbal e corporal, treinamento de recursos humanos, trabalho em equipe, motivação e criatividade são alguns dos temas abordados.

Ele é destinado aos profissionais que atuam nas lojas e administrações de shoppings, bem como aos professores e estudantes de administração, marketing, comunicação e áreas afins.

O apoio que recebi do Shopping Barra e da Enashopp foi essencial para a publicação deste livro e compartilhamento das ideias com os profissionais do comércio varejista.

O mesmo é comercializado exclusivamente pela internet (e-mail pratescarlos@uol.com.br), com valor promocional de R$ 24.90. Um grande investimento para o sucesso da sua carreira profissional.


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Aprendendo a lidar com as frustrações profissionais e pessoais

No dicionário Aurélio, a palavra frustração significa “ação de frustrar. Na Psicanálise é o estado emocional do indivíduo que, por não ter satisfeito um desejo ou tendência fundamental, se sente recalcado”.

Trazendo esse conceito para as ações cotidianas, notamos que a vida é feita de momentos e a nossa percepção, atitude e reação aos sentimentos, podem fazer toda a diferença. Vejamos o seguinte exemplo:

Um jovem estudante planeja uma carreira profissional brilhante, de sucesso, reconhecimento pessoal e financeiro. Entretanto, quando inicia a procura do emprego, percebe que o mesmo está muito difícil, tendo em vista que as empresas exigem experiência, elevada escolaridade, idiomas, mestrado e doutorado, para em contrapartida pagar um salário irrisório.

Ter o sentimento de frustração é algo natural. Porém, o que vai mudar a realidade e o tamanho da frustração, será a maneira como esse profissional irá encarar as dificuldades e procurar vencê-las.

Há pessoas que são mais resilientes (característica mecânica que define a resistência aos choques de materiais), ou seja, têm a capacidade de suportar mais dores, frustrações e pressões.

Eu citei esse exemplo, por ser o que mais os leitores escrevem e reclamam, com toda razão, mencionando as suas dificuldades para ingressarem no mercado de trabalho.

O que podemos aprender com as frustrações?

Se deixarmos a emoção de lado e olharmos os nossos momentos cotidianos com mais racionalidade, vamos perceber que quase tudo se resume a atividades que não trazem muito prazer. Pegar ônibus, ir ao trabalho; trabalhar oito horas ou mais, pegar o ônibus de volta, chegar em casa, fazer as atividades domésticas; no final do mês, receber o salário e pagar as contas.

Basicamente é isso que fazemos na maioria do nosso tempo, quando não estamos dormindo. São atividades que ao longo da vida se tornam banais e entram no “piloto automático” do nosso cérebro.

A questão mais importante é saber como cada um de nós irá lidar com as frustrações. Elas não deixarão de existir, pelo contrário, a tendência é aumentar, pois temos o hábito de nos comparar com os bens materiais, status e a felicidade que achamos que as demais pessoas possuem.

Raramente estamos satisfeitos com o que possuímos. Há um ditado popular que ilustra esta situação: “o jardim do vizinho é sempre mais florido”. Outro aspecto que complica mais ainda é que a cada desejo satisfeito, geralmente surge um novo!

Lembra daquele celular, tv, notebook e automóvel comprados há seis meses? Já não servem ou não nos emocionam mais, pois amigos, parentes ou colegas de trabalho compraram outros mais modernos e de última geração. As empresas, através da propaganda e das ações de marketing estimulam esse nosso comportamento de insatisfação e decepção com o que possuímos. É algo que para muitos acontece de forma inconsciente ou quase imperceptível.

Gosto muito de uma palavra que a denomino de aprender “natoralmente”, ou seja, na tora, na raça. É claro que a leitura e ouvir os conselhos dos pais e familiares continuam sendo importantes. Porém, as nossas mudanças internas tendem a ser mais eficazes quando sofremos algum tipo de frustração. Em muitos casos, a dor costuma ensinar mais do que o amor.

Somos pessoas complexas e oscilamos os nossos sentimentos com o decorrer dos anos e como os mesmos irão nos afetar positiva ou negativamente. Cada um tem a sua história de vida e as suas expectativas em relação ao que é viver feliz.

Não gostaria de dar um conselho, porém, lhe fazer um alerta, principalmente se você é jovem e está começando a vida profissional. Procure ter uma visão mais realista do mercado de trabalho e não crie grandes expectativas e ilusões. Lute e faça com que a cada dia você vá conquistando o seu espaço. Seja tolerante com os momentos de insucesso e tenha persistência e criatividade para traçar novas estratégias.

Planeje a sua carreira profissional e coloque a possibilidade de algum dia ser dono do seu próprio negócio. É claro que é muito difícil e nem todas as pessoas têm essa vocação ou desejo para empreender.

A tendência do mundo é para o aumento do empreendedorismo, ou seja, criação de pequenos negócios. É claro que cada carreira profissional é única e depende de uma série de variáveis.

Sugiro que você leia este material didático, disponibilizado gratuitamente, onde busquei escrever de maneira clara, objetiva e atraente, enfocando temas sobre as relações interpessoais:
APOSTILAS – SUCESSO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS – JULHO 2013

Finalizando, procure enxergar o lado positivo das frustrações, pois, como quase tudo na vida, a dinâmica costuma ser a da faca: “um lado alisa e o outro corta”. Tudo tem (ou deveria ter) o seu lado positivo.

A alegria é valorizada porque temos muitos momentos de tristezas e frustrações. Infelizmente, não podemos criar um mundo somente de momentos lindos e maravilhosos. Necessitamos nos fortalecer para lidar com as derrotas e decepções. A sua capacidade, resiliência e motivação para vencer os obstáculos farão toda a diferença em sua vida.


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Aposentadoria: oportunidades e ameaças

Aposentar não significa deixar de ter uma atividade. É claro que cada pessoa tem a sua história de vida. Algumas pessoas quando aposentam preferem não mais voltar ao mercado de trabalho. Outras, mudam de profissão, voltam a estudar, desenvolvem trabalhos filantrópicos. A seguir, relacionamos algumas das principais mudanças no comportamento do aposentado:

√ Aumento do tempo de vida depois da aposentadoria. Como todos sabemos, a média de idade está aumentando e o tempo após a aposentadoria está ficando maior, sem contar que algumas pessoas deixam de trabalhar em pleno vigor físico e intelectual.

√ Novas tecnologias possibilitam trabalhar em casa e o contato com outras pessoas. Com o advento da internet, celular e fax estão facilitando o teletrabalho (trabalho a distância). Essas tecnologias permitem a interação com as demais pessoas e o mundo tornou-se “uma aldeia global”, como previu o Prof. Marshall McLuhan. Podemos trabalhar, estudar e relacionar com pessoas de quase todas as cidades do Mundo.

√ Opções para voltar a estudar e/ou dedicar a outra profissão. Testemunhamos inúmeros exemplos de pessoas que voltaram a estudar e construíram uma nova profissão. Outras voltaram a estudar por realização pessoal, objetivando também ampliar os seus relacionamentos.

Principais dúvidas de quem deseja aposentar

As dúvidas são inúmeras e cada pessoa tem as suas peculiaridades. Utilizando um bom planejamento, através de informações colhidas junto as pessoas que se aposentaram, bem como um diálogo franco com os familiares, você esclarecerá algumas dessas dúvidas:

√ Quando devo me aposentar? Se você estiver sentindo-se bem e houver possibilidade de continuar trabalhando, talvez seja melhor adiar a aposentadoria. Você deve levar em consideração, também, os aspectos de natureza financeira. Em resumo, faça um diagnóstico da situação e analise as oportunidades e ameaças. Tenha planos para o melhor e o pior cenário.

√ O que eu tenho a ganhar? Mais tempo para si e para a família, realizar novas metas e a possibilidade de trabalhar em outra profissão. É comum dedicarmos uma vida inteira a uma profissão que pouco nos realizou, mas, nos proporcionava “segurança” no emprego, status, benefícios sociais. Se este for o seu caso, que tal pensar numa nova profissão?

√ O que tenho a perder? Em quase todas as aposentadorias, a redução de salário é fato comum. Além disso, dependendo da sua relação emocional com a empresa e a sua atividade, poderá sentir saudade do ambiente de trabalho, status, relacionamento social, entre outros fatores. Normalmente, o aposentado sente alívio nos primeiros meses da aposentadoria e posteriormente um vazio interior. Conforme dissemos, cada caso tem as suas peculiaridades.

√ O que fazer com o tempo “ocioso”? Desenvolva o “ócio criativo”. Volte a estudar, leia, leia e leia. Conheça novos lugares e pessoas. Dê mais carinho e atenção aos seus familiares. Tenha cuidado com os jogos de azar e o álcool, pois eles estarão sempre rondando a sua mente. Há um ditado popular que afirma: “mente ociosa, moradia do diabo.”

√ Como posso melhorar o convívio familiar? Conforme afirmamos, proporcione mais carinho e atenção para o cônjuge, filhos e netos. Desenvolva / aprimore o gosto por atividades domésticas. Crie novas rotinas – andar, nadar, escrever, trabalhar, dançar.

√ Como gerir as finanças? Faça um orçamento familiar, evitando gastar mais do que ganha. Inevitavelmente, o seu padrão de consumo terá que ser reduzido. Não empreste dinheiro. Ele é a sua reserva (avalie os riscos). Não coloque um negócio próprio (avalie os riscos).

√ Como administrar a solidão, doenças e perda de status? Faça novas amizades, realize atividades lúdicas (dança de salão, teatro, música, faculdade, artesanato). Faça exercícios e controle a boca. Talvez uma parte da sua doença tenha relação com o seu atual trabalho.

√ Como continuar sendo útil à sociedade? Dedique-se ao voluntariado. Construa uma nova carreira profissional. Dê aulas, torne-se escritor, poeta, cineasta. Redescubra novos talentos dentro de você.

Para maiores informações, sugerimos que leia o nosso livro, que aqui disponibilizamos, gratuitamente, para em seguida debater as ideias com familiares e amigos próximos:
LIVRO – APOSENTADORIA – OPORTUNIDADES E AMEAÇAS – JULHO 2012

Assim, esteja preparado para tomar essa difícil decisão, pois mais cedo ou mais tarde você terá de fazê-lo. Se você é jovem, pense no futuro e não esqueça de investir em previdência e ter economias para quando se aposentar. O mercado de trabalho daqui para frente estará cada vez mais instável, bem como os rumos da economia. Não há receita infalível para uma aposentadoria tranqüila. Somente você será capaz de traçar o seu planejamento e nele fazer constar oportunidades e ameaças. Boa sorte!


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Por que temos medo de falar em público?

Pesquisas afirmam que, depois da morte, o maior medo do Ser Humano é o de falar em público. Esse medo é atribuído à preocupação que temos de não sermos aceitos pelos ouvintes, medo de falhar e conseqüentemente sofrer hostilidades e medo do ridículo. Os mais tímidos não suportam ser o centro das atenções e muitos se consideram inferiores aos ouvintes.

Há mais de 15 anos realizamos cursos e palestras sobre Comunicação Verbal e muitos de nossos alunos afirmam que as causas mais fortes para os seus medos estão relacionadas com situações desfavoráveis no passado, geralmente na infância, tendo como cenários as suas residências e escolas. Aqui estão alguns depoimentos: “meus pais são tímidos (ou autoritários)”; “meu professor e alguns colegas zombavam da minha voz porque eu gaguejava”; “eu não me achava bonita e não gostava do meu corpo”; “os colegas diziam que para eu ser burro só faltava comer capim”.

Em função do medo, o nosso corpo libera uma grande quantidade de adrenalina e podemos sentir a boca seca, o coração bater acelerado, tremores, “dá um branco” e as idéias desaparecerem, um vazio no estômago, suarmos frio ou exageradamente, sensação de que o chão está afundando, entre outras. Não fique triste e não se desespere que isso pode ser resolvido e acontece com milhares de pessoas.

Como vencer o medo

1. Treine antecipadamente e conheça ao máximo o assunto que irá falar, procurando gravar (em vídeo ou gravador) as suas apresentações e analise o conteúdo e a forma. Algumas palavras são péssimas para serem faladas e aquilo que está claro na escrita pode deixar dúvidas na comunicação verbal. O ouvido é seletivo e algumas palavras se perdem. Fale de maneira clara e os aspectos mais importantes devem ser repetidos para serem fixados no cérebro do ouvinte;

2. Tem um ditado popular que diz – “Mineiro não perde o trem”. Complementamos dizendo que o orador preparado e que chega cedo, também. Chegue antes ao local da sua apresentação, faça a sua voz propagar no ambiente, crie imagens positivas em seu cérebro, sinta o cheiro, teste antecipadamente os equipamentos que irá utilizar. Nas nossas apresentações temos por hábito receber as pessoas que prestigiam os nossos cursos e palestras. Com isso objetivamos “quebrar o gelo” e ao mesmo tempo tornamos familiares ao público. Experimente fazer o mesmo, pois você irá gostar e os ouvintes idem;

3. Os principais tópicos da sua apresentação devem ser escritos em uma ficha ou papel mais grosso (120 ou 180 gramas), para não tremular se você estiver nervoso, objetivando utilizar a qualquer momento ou até mesmo para que você sinta mais seguro. Resista à tentação e ficar olhando o papel a todo instante e com isso perder a espontaneidade e transmitir insegurança;

4. Ao ser apresentado ao público não se precipite para iniciar a sua comunicação, indo direto ao assunto. Procure olhar para as pessoas que estão do lado esquerdo, no centro e à direita. Respire suave e lentamente. Aos poucos a adrenalina vai baixando e os sintomas tenderão a diminuir ou desaparecerem;

5. Se estiver muito nervoso, segure uma caneta (exceto a que faz tic tac) e contraia os dedos dos pés se os mesmos estiverem completamente cobertos, objetivando deslocar as tensões para o chão. Após alguns minutos os sintomas desconfortáveis vão diminuindo e você se sentirá melhor;

6. Se você esquecer o que vai dizer – o famoso “branco”, procure ficar tranqüilo e use a seguinte frase: “.. pois bem, como estava dizendo….” e complemente com palavras que estejam relacionadas ao tema da sua apresentação. Mais adiante você encontrará a palavra que estava procurando. Uma outra técnica que utilizamos é aproveitar para beber um pouco de água (o copo deve estar ao seu lado) e, lentamente, enquanto bebemos a água, procuramos lembrar das palavras ou assunto.

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