Há 25 anos trabalho com treinamento e o que mais tem chamado a minha atenção é o quanto todos nós somos resistentes às mudanças.
Há estudos cientÃficos e empÃricos que ressaltam o quanto gostamos de permanecer na “zona de conforto†cerebral. Ou seja, fazendo quase tudo da mesma forma e esperando um resultado diferente.
Dos profissionais que se formaram, pouquÃssimos retornam à s escolas para aperfeiçoarem os seus conhecimentos. Se forem do sexo masculino, o Ãndice é ainda menor. Nós homens, por natureza, somos mais acomodados e resistimos ao novo, principalmente quando se trata de voltar a estudar.
Diferentemente daquilo que muitos pensam a respeito de aprendizagem, não é somente a sala de aula e o professor que contribuem para a conquista do saber. Aprendemos da maneira mais convencional e também diferente:
1) Na escola, faculdade e universidade;
2) Através das observações do cotidiano e com outras pessoas;
3) “Natoralmenteâ€, ou seja, quando somos forçados a aprender através da dor e ou do amor;
4) Auto-aprendizagem – capacidade de aprender por conta própria;
5) Internet, televisão e outros meios de comunicação;
6) Em mesa de bar, rua, supermercado, bancos e em todos os lugares que freqüentamos.
Um outro aspecto que pesa sobre a resistência em aprender algo novo, trata-se da dificuldade que temos em “desaprender†as coisas que pouco ou nada servem para a vida atual. Sobre este aspecto, permita-me contar uma breve história e estória:
Na década de 1980, Sr. Josafá, profissional da ferrovia localizada em Brumado, Sudoeste da Bahia, resolveu se aposentar. Com isso, Sr. Alberto, administrador da mesma, nomeou um jovem substituto, de nome Fernando (nomes fictÃcios). Recém contratado, o aprendiz resolveu acompanhar o profissional que iria se aposentar. Ambos saÃram para as atividades cotidianas, que consistiam em avaliar as condições dos dormentes e dos trilhos por onde passavam as locomotivas. Andaram vários quilômetros e, ao retornarem à base, o jovem aprendiz perguntou:
Sr. Josafá, por que motivo o senhor bate o martelo entre os trilhos? O mesmo respondeu que não sabia ao certo, por que aprendeu com o seu antecessor, há 35 anos atrás, quando lhe passou o serviço. Depois de ouvir inúmeras indagações do aprendiz, Josafá afirmou, de forma irônica: “Eu estou aqui há 35 anos e não sei, você chegou agora e quer saber?â€
É claro que é apenas uma metáfora, mesclada com realidade e ficção. Às vezes confundimos 20, 30 ou 40 anos de trabalho, repetindo o que aprendeu em um ano ou seis meses, como se fossem anos de experiências.
Dos anos 80 para cá muita coisa mudou, inclusive na forma de ensinar e de aprender.
Como exercÃcio prático para esta semana, aproveite para aprender algo realmente novo em sua vida. Sugiro que comece pelas atividades familiares: amar, limpar a casa, usar o computador, dirigir um automóvel, conversar com os filhos, pais, irmãos, netos e amigos; ler um bom livro que há muito está cheio de traças em sua biblioteca. Vá em frente e sucesso!


























Adorei o blog, o conteúdo é muito bom.
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