Efemérides Astronômicas: de 01 a 10 de setembro de 2016

Os planetas, o Sol e a Lua em setembro…

Ilustração do Sol nascente em 01 de setembro, sem o efeito de espalhamento da luz na atmosfera e evidenciando os astros abaixo do horizonte leste (L), representado pela linha verde. As constelações aparecem representadas em seu aspecto mitológico e com seu nome em letras azuis. As principais estrelas aparecem seguidas com seus nomes próprios, assim como os planetas. A Lua, em fase nova, aparece como um ponto escuro em conjunção com o Sol. A linha em azul é o equador celeste e em vermelho a linha da eclíptica. Stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em Leão, até 16 de setembro, quando passa à constelação de Virgem, segundo o limite oficial entre as constelações definido pela União Astronômica Internacional. Na tradição astrológica, no entanto, desde o dia 23 de agosto o signo vigente é o de Virgem.

Mercúrio visível sobre o horizonte oeste no crepúsculo vespertino, em Virgem, próximo e ao sul de Júpiter. Depois de longa temporada de apresentações vespertinas, que durou todo o mês de agosto, Mercúrio vai se despedindo e deixa de ser observado a partir do próximo dia 05, dada sua proximidade angular com o Sol. Dia 07 entra em Leão.

Vênus visível sobre o horizonte oeste no crepúsculo vespertino, em Virgem. Depois de fantástica conjunção com Júpiter dia 27 passado, ambos os planetas agora se afastam visualmente. Vênus parecerá a cada dia mais alta em relação ao horizonte, enquanto Júpiter, ao contrário, está se despedindo e deixará de ser visível em meados de setembro.

Marte em Escorpião, visível próximo ao zênite no anoitecer. Nos próximos dias veremos Marte afastar-se de Antares e Saturno, deslocando-se no sentido leste.

Júpiter visível sobre o horizonte oeste no crepúsculo vespertino. Dia 02 Júpiter temJúpiter em conjunção com a Lua; Mercúrio e Vênus. Crepúsculo vespertino de 02 de setembro de 2016. Stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas. encontro marcado com a Lua, em Virgem, pouco após o ocaso do Sol. Ao sul, esquerda na ilustração, podemos observar Mercúrio, e acima, a leste de Júpiter, Vênus, que a cada dia observaremos ganhar altura em relação ao horizonte.  No mesmo horário do dia 03, a Lua, que se desloca de oeste para leste, será observada mais alta que Vênus, em relação ao horizonte. Acompanhe!

Saturno visível próximo ao zênite no início da noite, na constelação de Ofiúco. Dia 08 Lua visível próxima a Saturno.

Lua, Saturno, Antares e Marte no zênite ao início da noite de 09 de setembro.

Lua chegou a setembro em conjunção com o Sol.

Dia 01 Lua nova, em Leão.

Dia 02 Lua em Virgem, próxima a Júpiter.

Dia 03 Lua em Virgem, entre Vênus e Porrima.

Dia 04 Lua próxima à estrela Spica.

Dia 05 Lua em Virgem.

Dias 06 e 07 Lua em Libra.

Dias 08 visível próxima a Saturno, em Ofiúco.

Dia 09 Lua em quadra crescente, visível próxima a Marte.

Dia 10 Lua em Sagitário.

Boas observações e um feliz setembro a todos.

 


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Fundação José Silveira e Promotoria Regional Ambiental do Alto Paraguaçu promovem Curso de Observação Celeste na Chapada Diamantina

Céu: um patrimônio imaterial da humanidade

Céu estrelado nas Ruínas de Igatu - Foto: Jeilson Barreto Andrade

Céu estrelado nas Ruínas de Igatu - Foto: Jeilson Barreto Andrade

Olá, amigos!

De 07 a 10 de agosto de 2016, a Fundação José Silveira e a Promotoria Regional Ambiental do Alto Paraguaçu promoveram a realização de um Curso de Observação Celeste, na vila de Igatu, pequeno distrito do Município de Andaraí, na Chapada Diamantina.

O Curso foi aberto a toda comunidade de moradores e visitantes de Igatu e região, e integrou uma série de ações previstas no escopo do Projeto de Consolidação Patrimonial de Igatu, cujo objetivo é preservar e consolidar determinadas características da pequena vila, que lhe emprestam uma áurea singular e compõe seu patrimônio ambiental, histórico e arquitetônico.

Entre o acervo ambiental está o céu da região, livre de poluição luminosa, o que constitui-se em um importante patrimônio imaterial a ser preservado, e representa relevante incremento à vocação natural da região para práticas na natureza, ecoturismo e turismo pedagógico, atividades altamente salutares e sustentáveis.

“O céu de Igatu já deu ensejo à formação de ao menos um astrônomo amador, e à introdução na observação celeste de diversos moradores e visitantes que se interessam pelo assunto, ou que passaram a se interessar ao conhecerem a região” – lembrou Marcos Zacariades, artista plástico e morador de Igatu há muitos anos, idealizador do projeto.

O bom tempo colaborou em todas as noites do curso, permitindo que as aulas acontecessem ao ar livre, de um modo prático, sob o incrível céu estrelado da Chapada Diamantina. Na primeira noite, em especial, com a Lua se pondo mais cedo, tivemos o privilégio de assistir a uma linda chuva de meteoros, os Perseidas, associada ao rastro do cometa Swift-Tuttle, que deixou a turma encantada.

Nos dias seguintes, a adesão ao curso só cresceu. Tivemos a alegria de contar com a presença de muitas crianças; mães; adolescentes; jovens; professoras; antigos garimpeiros; condutores de visitantes; guias de escalada; visitantes de outros estados, que estavam a passeio na vila e se uniram à atividade; além da coordenadora da Escola Municipal Eurico Antunes, Kátia Borges, e da representante da Fundação José Silveira, Laís de Oliveira Sá.

Durante o curso falamos sobre o céu e a Terra, sobre estrelas e planetas, Sol e Lua. Lembramos nossos ancestrais, pensamos o futuro, referenciamos os hábitos dos habitantes mais velhos da vila, de sempre saberem em que fase a Lua está e de acompanharem os sinais da natureza ao longo das estações do ano. Percebemos a poluição luminosa causada pelas luzes elétricas, e analisamos como poderíamos melhorar a iluminação pública da vila, buscando soluções para diminuir o impacto da poluição e para preservar a possibilidade de observar os astros.

Astronomia na Chapada Diamantina

Curso de Observação Celeste em Igatu, Andaraí, Chapada Diamantina, BA. Blog O Guardador de Estrelas.

O local das aulas práticas foi o Morrão, imenso bloco arenítico inserido na área urbana da vila, próximo do Centro Cultural Chique-Chique, que apoia o projeto e foi o ponto de encontro para a atividade. O alto do Morrão é plano e situa-se acima da linha dos postes públicos, sendo um bom exemplo do que se pretende preservar: a possibilidade de observar o céu dentro do próprio sítio urbano, qualidade que as cidades maiores perderam ou estão deixando de ter.

A noite de encerramento do curso aconteceu no Mercado Público, contou com uma linda e inédita exposição de banners didático-ilustrativos, fornecidos ao Centro Cultural Chique-Chique pela Universidade de São Paulo – USP, e com uma palestra especialmente idealizada e preparada para o público presente, com rica projeção de slides, que nos conduziu virtualmente desde a pequena vila, cercada por sua natureza exuberante, até o céu de algumas das cidades mais poluídas do planeta. Vimos diferentes exemplos de iniciativas capazes de agregar valor econômico à preservação ambiental, com a prática da observação celeste como atividade turística sustentável, adotada por profissionais de turismo, pousadas, hotéis e fazendas que se especializam para atender a crescente demanda do turismo pedagógico e de natureza.

Curso de Observação Celeste com Fernando Munaretto. Noite de encerramento. Igatu, Andaraí, Chapada Diamantina. 10/08/16.jpg

Noite de encerramento do Curso de Observação Celeste, com Fernando Munaretto, no Mercado Público de Igatu, Andaraí, Chapada Diamantina. Fotos: Sibele Américo. Blog O Guardador de Estrelas.

O Projeto de Consolidação Patrimonial de Igatu propõe ainda a convenção de parâmetros construtivos para Igatu, visando preservar as características arquitetônicas singulares encontradas na pequena vila, e contou com os seguintes cursos:

Competências  Mínimas de Condutores, por Hélder Madeira e Eduardo Madeira

Geossítios, por Danilo Hermelino (UEFS)

Observação de Aves, por Aline Coelho (UEFS)

Observação Celeste, por Fernando H. Munaretto

Observação e Identificação de Orquídeas e da flora da Chapada Diamantina, por Roy Funch

Técnicas de Consolidação de Ruínas, por Raymara Gama da Luz

Pessoalmente, foi uma experiência muito rica poder participar e ministrar o Curso de Observação Celeste, justamente na pequena vila onde vivo desde 1996, e onde aprendi a observar o céu.

Andaraí, e os demais municípios da Chapada Diamantina, como Lençóis, Palmeiras, Mucugê, Ibicoara, Rio de Contas, entre tantos outros, representam um excelente destino turístico, cada vez mais procurado para práticas de esportes de aventura, práticas pedagógicas e atividades culturais.

Visite a Chapada Diamantina, viva a experiência de observar o céu e a natureza nesta região tão especial do sertão da Bahia.

Aquele abraço!

Agradecimentos:

A todos que participaram do curso, ou que contribuíram de algum modo para sua realização. Ao idealizador do Projeto, Marcos Zacariades, e aos realizadores, Fundação José Silveira e Promotoria Regional Ambiental do Alto Paraguaçu, nossa felicitação pela sensibilidade e iniciativa de emplacar ações tão importantes para a promoção da cidadania e para o estímulo à economia sustentável na região, baseada na qualificação e preservação de seu patrimônio.


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Conjunção Vênus e Júpiter em 27 de agosto

Como observar os planetas no final de agosto de 2016:

Mercúrio, Vênus e Júpiter visíveis sobre o horizonte oeste após o ocaso do Sol

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 26 de agosto de 2016.

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 26 de agosto

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 27 de agosto de 2016.

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 27 de agosto

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 28 de agosto de 2

Mercúrio, Vênus e Júpiter às 18h de 28 de agosto

Marte e Saturno visíveis próximo ao zênite no início da noite

Marte e Saturno em 27 de agosto de 2016

Marte e Saturno em 27 de agosto de 2016

Se você tiver oportunidade, não deixe de observar a dança dos planetas neste final de agosto.

Boas observações!

 

 

 


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Neil Armstrong (05 de agosto de 1930 – 25 de agosto de 2012)

Cerimônia funerária de Neil Armstrong a bordo do USS Philippine

Funeral de Neil Armstrong (05 de agosto de 1930 - 25 de agosto de 2012), em 14 de setembro de 2012 a bordo do USS Philippine. Foto: NASA.

Em 25 de agosto de 2012, o eterno comandante da Apollo 11 partiu, digamos que, para sua última missão fora da Terra.

Seus pequenos passos ficaram gravados na poeira lunar. Suas cinzas espalharam-se pelo oceano.

O grande salto da humanidade ficou registrado na história.

 


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Astrônomos anunciam existência de planeta em Próxima Centauri

Importante descoberta na busca por exoplanetas

Concepção artística de um planeta rochoso orbitando uma estrela do tipo anã-vermelha, como no caso de Próxima Centauri b. Imagem ESO / divulgação.

Concepção artística de um planeta rochoso orbitando uma estrela do tipo anã-vermelha, como no caso de Próxima Centauri b. Imagem ESO / divulgação.

Olá, pessoal!

Uma equipe de astrônomos ligados ao Observatório Europeu do Sul – ESO, confirmou a descoberta de um planeta, muito provavelmente do tipo rochoso, orbitando a estrela Próxima Centauri.

A notícia é histórica e ganhou as manchetes dos jornais internacionais, inclusive a capa da edição de 25 de agosto, da conceituada revista de divulgação científica Nature. Não é para menos. Desde 1996 já descobrimos mais de mil exoplanetas (nome dado aos planetas que ficam fora de nosso sistema solar), e um número ainda maior de possíveis candidatos espera por confirmação, mas esta descoberta é especial pelo fato de estarmos falando da descoberta de um planeta com condições possivelmente semelhantes às da Terra, no sistema estelar mais próximo do nosso, o sistema Alpha Centauri, localizado a apenas 4,2 anos luz de distância.

Concepção artística da superfície e da atmosfera de um planeta rochoso e sua atmosfera, e de sua estrela mãe, do tipo anã-vermelha, como no caso de Próxima Centauri b. Imagem ESO / divulgação.

Concepção artística da superfície de um planeta rochoso e sua atmosfera, e de sua estrela mãe, do tipo anã-vermelha, como é o caso de Próxima Centauri. Imagem ESO / divulgação.

Alpha Centauri é um sistema constituído de três estrelas orbitando o mesmo centro gravitacional. A maior delas é chamada de Alpha Centauri A, uma estrela de classe espectral parecida com a do Sol, visível a olho nu próxima ao Cruzeiro do Sul, sendo a quarta estrela de maior magnitude aparente do céu. Alpha Centauri B, e Alpha Centauri C completam o sistema.

Alpha Centauri C é a menor delas, e a mais próxima. Trata-se de uma anã-vermelha, também conhecida como Próxima Centauri. O planeta recém descoberto orbita em torno da estrela a uma distância estimada como menor do que a distância entre Sol e Mercúrio. No entanto, Próxima Centauri é muitas vezes menos quente que nosso Sol, e os astrônomos calculam que o planeta, que está sendo chamado de Proxima b, seja rochoso e esteja situado na chamada zona habitável, onde a temperatura permite existência de água em estado líquido.

Mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa em relação à possibilidade de vida no planeta. Estas descobertas sequer são visuais. Comumente são realizadas pela observação de efeito Doppler na interação do planeta com a estrela, e confirmadas por meio de extensas compilações de dados observacionais realizados durante longos períodos de tempo. Tudo que os astrônomos podem fazer no momento é estimar a massa e o tamanho do corpo que causa essa interação, e sua distância da estrela.

Amanhã a vida continua por aqui, neste pequeno planeta azul, sem que esta descoberta tenha qualquer efeito prático em nossas vidas. Mas para toda comunidade astronômica internacional trata-se de uma notícia histórica, que se torna importante referência no assunto.

Cada vez mais ampliamos nosso horizonte e melhoramos nossos mapas. Haveremos de navegar o espaço. Novos mundos nos aguardam.

Aquele abraço!

 


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Luzes de Alcântara…

O sonho de alcançar o céu

Imagem do Sol obtida pelo instrumento HMI - Dopplergram do Observatório da Dinâmica Solar / NASA. Blog O Guardador de Estrelas

A história do desenvolvimento da propulsão a jato é muito rica e bem documentada. A pedra fundamental, por assim dizer, foi lançada em 1687, quando os enunciados de Isaak Newton iluminaram o caminho. Desde então, passaram-se menos de três séculos até que pisássemos outro planeta, a Lua, e hoje há uma estação espacial habitada em caráter permanente orbitando a Terra, a ISS.

Desde os primeiros lançamentos bem sucedidos com foguetes de grande porte, realizados pelos alemães na Península de Peenëmunde, nos anos de 1940, a tecnologia de lançamento evoluiu bastante, mas, de um modo geral, o princípio permanece o mesmo. Desde os primeiros sucessos, não houve nenhuma grande mudança no modo de se alcançar a órbita terrestre. Trata-se de uma operação custosa e arriscada em todas as suas etapas.

Atualmente, a tecnologia de lançamento de satélites por meio de foguetes é dominada por diversos países, como fruto de uma política contínua de investimento em educação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e qualificação profissional. Os governos não fazem isso por amor à ciência, diga-se. O desenvolvimento destas tecnologias foi financiado desde o início por motivos estratégico-militares e econômicos, e ainda hoje, o orçamento de agências espaciais civis, com objetivos puramente pacíficos e científicos, como NASA, ESA, JAXA, entre outras, não se compara ao orçamento destinado aos projetos militares. Quem sabe isso mude um dia e, de fato, vivemos uma era de comunicação e informação nunca antes experimentada, em grande parte em função dos frutos da astronáutica. Mas o custo de cada lançamento ainda é alto, inviável para a maioria dos países e para a iniciativa privada. Exige muito preparo, experiência, grandes sistemas e dispositivos de segurança, uma vez que envolve enorme risco de explosão, graças à quantidade descomunal de combustível, altamente inflamável, necessária para um foguete colocar um objeto em órbita. Foram inumeráveis desacertos, acidentes, explosões, perdas materiais e humanas, até que cada país que hoje detém tal tecnologia, a alcançasse.

Aos olhos do futuro, nossos foguetes espaciais parecerão, possivelmente, muito mais rudimentares do que hoje nos parecem os primeiros automóveis (cuja partida do motor era dada a manivela), se comparados com os automóveis modernos, de última geração. E os pioneiros serão lembrados.

Em nosso tempo, no entanto, a propulsão a jato é o que há para atingirmos a órbita terrestre e navegarmos pelo novo mar-oceano a ser singrado, o espaço entre os planetas.

O antigo mar-oceano, que se estendia para além de Gibraltar, terminava em abismos profundos, era habitado por monstros, e dele, além de certo ponto não era possível voltar. Mas soubemos

Buscar na linha fria do horizonte a árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte – os beijos merecidos da verdade.*

Hoje o oceano une as costas dos países mais distantes.

Também os “mais pesados que o ar”, como eram chamados os primeiros artefatos humanos concebidos para voar, que deram origem aos aviões, um dia ganharam os ares. E aqueles que diziam que a terceira lei de Newton não seria compatível com o vácuo, se enganavam. O que parece ser impossível para uma geração, pode se tornar exequível para outra. Antes o sonho, depois a realidade.

O importante é sermos capazes de seguir adiante.

Oxalá seremos!

 

*Trecho do poema II. Horizonte (Segunda Parte / Mar Português), de Fernando Pessoa.


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Efemérides Astronômicas: de 21 a 31 de agosto de 2016

Tempo de observar a conjunção dos planetas

Ilustração do Sol nascente em 21 de agosto de 2016. Stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ilustração do Sol nascente em 21 de agosto de 2016. A linha verde representa o horizonte leste (L). A linha da eclíptica, em vermelho, representa o caminho aparente do Sol pelas constelações. O equador celeste, em azul, é a projeção do equador terrestre na esfera celeste. Em letras azuis estão os nomes das constelações, separadas por seus limites oficiais, em vermelho. As estrelas mais brilhantes de cada constelação aparecem interligadas por linha azul.

Sol na constelação de Leão, onde se mantém até 16 de setembro, quando passa à constelação de Virgem.

Mercúrio em Virgem, visível sobre o horizonte oeste no início da noite, próximo e ao sul de Júpiter. Dia 27 Mercúrio a cerca de 5º ao sul de Júpiter e de Vênus, no final do crepúsculo vespertino. Vale a pena se agendar para assistir a este encontro.

Júpiter e Vênus em conjunção, visualmente próximos a Mercúrio no final do crepúsculo vespertino de 27 de agosto de 2016. Stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Júpiter e Vênus em conjunção no início da noite de 27 de agosto, visualmente próximos a Mercúrio.

Vênus em Leão, visível como o astro mais brilhante sobre o horizonte oeste após o ocaso do Sol. Nos próximos dias Vênus aproxima-se visualmente de Júpiter e de Mercúrio, até que no anoitecer de 27 de agosto entra em conjunção com Júpiter, num lindo espetáculo.

Marte em Ofiúco, visível próximo ao zênite no início da noite. Nos próximos dias poderemos acompanhar Marte se aproximando visualmente de Antares e de Saturno. Dia 24 passa a 4º de Saturno, a apenas dois graus de Antares, formando uma linda configuração celeste.

As ilustrações a seguir correspondem à mesma região do céu, às 18h dos dias 22, 24 e 26 de agosto, respectivamente, evidenciando o deslocamento visual de Marte, em relação a Saturno e a Antares:

Júpiter em Virgem, visível no céu de ocidente ao final do crepúsculo vespertino. Dia 27 forma linda conjunção com Vênus, a cerca de 5º ao norte de Mercúrio.

Saturno em Ofiúco, a cerca de 6º de Antares, descendo do zênite no início da noite. Dia 24 Saturno e Marte a apenas 4º de distância entre si.

Lua em giboso minguante

Dia 21 Lua nasce às 20h45 (Bahia), em Peixes, no perigeu, a cerca de 362 mil quilômetros de distância da Terra.

Dia 22 Lua nasce às 21h43, na constelação da Baleia.

Dia 23 Lua nasce às 22h41, em Áries.

Dia 24 Lua nasce às 23h38, em Touro, cerca de 8º ao sul das Plêiades.

Dia 25 de madrugada Lua em quadra  minguante, em Touro.

Dia 26 Lua em Touro.

Dia 27 Lua nasce à 01h34, na constelação de Orion, e ao longo do dia passa para Gêmeos.

Dia 28 Lua em Gêmeos.

Dias 29 e 30 Lua em Câncer.

Dia 31 Lua nasce às 4h59, em Leão.

Boas observações a todos!

 


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Entre Aquário e Peixes – Lua em 19 de agosto

Noite iluminada…

Aspecto da Lua entre as constelações de Aquário e Peixes. Stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto da Lua em 19 de agosto, entre as constelações de Aquário e Peixes.

Olá, pessoal!

Hoje a Lua nasce por volta de 18h52 (Bahia), na constelação de Aquário, com 96,61% do seu disco iluminado. Além de estar cheia, a Lua está a apenas 367.900 km de distância, próxima ao perigeu (momento de maior proximidade com a Terra), que acontecerá no domingo 21. Por isso sua aparência pode ser notada como levemente maior do que em outros momentos.

Ao longo da próxima madrugada a Lua passa de Aquário para Peixes.

Desejo a todos uma noite iluminada.


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Lua cheia em Aquário – 18 de agosto de 2016

Feliz Lua cheia para você e sua família

Foto da Lua às 18h20 de 18 de Agosto de 2016. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto da Lua às 18h20 de 18 de Agosto de 2016.

Olá, pessoal!

Para quem viu a Lua nascer hoje, pôde notar sua cor avermelhada quando estava próxima ao horizonte. À media que a Lua ganha altura em relação ao horizonte, se torna mais clara e empalidece.

Isso se dá devido ao efeito de refração atmosférica, uma vez que a luz de um objeto na altura do horizonte precisa atravessar mais ar até nossos olhos do que quando este objeto está no alto do céu. Como a atmosfera está presa à gravidade terrestre, se torna mais densa próxima a superfície.

Hoje a Lua está na constelação de Aquário, região do céu sem estrelas de magnitude aparente expressiva e, portanto, não veremos nenhuma estrela próxima à Lua hoje. A noite é toda dela.

Desejo a todos uma feliz noite de Lua cheia!

 


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Lua em Capricórnio – 17 de agosto

 

Lua em Capricórnio 17 de agosto de 2016. Stellarium.org Blog O Guardador de Estrelas.

Olá, pessoal!

Hoje a Lua está na constelação de Capricórnio, a cerca de 373 mil quilômetros de distância da Terra, com 99.75% do seu disco iluminado. O plenilúnio, ou seja, o momento em que o disco lunar estará 100% iluminado acontecerá amanhã (18), quando a Lua estiver em Aquário.

Uma noite iluminada para todos!

 


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