Sugest√£o para hoje: Merc√ļrio ao crep√ļsculo com Lua crescente em Virgem

Merc√ļrio vis√≠vel durante o crep√ļsculo vespertino, na constela√ß√£o da Virgem, final de agosto 2014. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Merc√ļrio vis√≠vel durante o crep√ļsculo vespertino, na constela√ß√£o da Virgem, final de agosto 2014. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Desde o dia 21 venho acompanhando Merc√ļrio sobre o horizonte oeste, no final dos crep√ļsculos vespertinos. O pequeno planeta n√£o se deixa observar e identificar t√£o facilmente, de forma que para observ√°-lo √© preciso procurar um local com boa visibilidade para o oeste, ent√£o, ap√≥s o ocaso do Sol, em meio aos tons encarnados do arrebol, Merc√ļrio se parecer√° com uma estrela avermelhada e cintilante sobre o horizonte. Embora n√£o cintile intensamente como as estrelas, o planeta apresenta alguma cintila√ß√£o gra√ßas a um forte efeito de refra√ß√£o atmosf√©rica e, por estar pr√≥ximo ao horizonte, nem sempre √© visto e reconhecido, mas hoje e nos pr√≥ximos dias teremos boas oportunidades de identific√°-lo. Experimente!

E a Lua?

Bem, a Lua está fácil de observar! Basta olhar para o poente e você poderá ver a Lua desde o final da tarde, com o céu ainda azul. Hoje ela está na constelação da Virgem.

30 de agosto de 2014, aspecto oeste do céu: Lua em Virgem e Marte e Saturno em Libra. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

30 de agosto de 2014, aspecto oeste do céu: Lua em Virgem e Marte e Saturno em Libra. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

E hoje, no in√≠cio da noite, veremos a leste da Lua (acima da Lua, em rela√ß√£o ao horizonte), os planetas Marte (avermelhado) e Saturno (amarelado) na constela√ß√£o da Libra. Procure fazer esta observa√ß√£o hoje, e volte a observar amanh√£, no mesmo hor√°rio, e voc√™ perceber√° quanto a Lua se desloca angularmente no c√©u de um dia para outro. Amanh√£ a Lua far√° uma bel√≠ssima conjun√ß√£o com Saturno e deve ocult√°-lo ao passar na frente do planeta. O fen√īmeno poder√° ser observado em todo o Brasil. Confira voc√™ tamb√©m!

Boas observa√ß√Ķes e aquele abra√ßo!

 


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Estrelando: o Sol! 30 de agosto de 2014

Sol em 30 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 30 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Bahia, agosto 30

Do dia 2 at√© hoje, seguiram para Canudos os comboios, sendo o maior com 140 cargas e o menor com 80. Todos tem ido bem, menos o que seguiu guardado pela brigada Girard, que deixou as cargas pelo caminho e extraviou o gado em tiroteio, no Rancho do Vig√°rio, com 6 jagun√ßos. As cargas deixadas, por√©m, foram levadas pelos outros comboios. Nenhuma foi tomada. O pessoal encarregado do referido comboio, n√£o era do ex√©rcito e sim um outro improvisado na ocasi√£o. Est√£o ainda em caminho dois comboios, pr√≥ximo de Juet√©, os quais chegar√£o em breve. Ontem seguiu de Monte Santo para refor√ß√°-los o 37¬ļ Batalh√£o de Infantaria, com vinte pra√ßas montadas. Em Canudos o ex√©rcito est√° na mesma posi√ß√£o. Tudo vai bem. O Sr. Ministro da Guerra parte hoje.

Trecho do di√°rio de Euclides da Cunha referente ao dia 30 de agosto de 1897, quando cobria a Guerra de Canudos para o jornal O Estado de S√£o Paulo. ‚ÄúCanudos – Di√°rio de Uma Expedi√ß√£o‚ÄĚ. Euclides da Cunha. Martin Claret ‚Äď S√£o Paulo 2003.

 


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Alunos do segundo ano do Colégio Motivo, de Recife, assistem palestra de astronomia na Chapada Diamantina

Palestra de astronomia com educadores e alunos do Colégio Motivo - PE em 23 de agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Palestra de astronomia com educadores e alunos do Colégio Motivo - PE em 23 de agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Era o início de uma noite bonita, a vigésima terceira do agosto de 2014, quando me encontrei com o grupo de alunos, educadores e a equipe de guias do Colégio Motivo, de Recife, no saguão do hotel Alpina, em Mucugê, onde o grupo estava hospedado.  Apesar do frio e de algumas nuvens, a noite nos convidava a ir pro campo observar as estrelas, e seguimos sem demora.

Eram mais de cem pessoas entre alunos e educadores, estendemos lonas impermeáveis no chão e os jovens se sentaram para observar melhor o céu. Apesar de o grupo ser numeroso, era muito bem coordenado, a turma acompanhava com atenção e interagia organizadamente por meio de perguntas, que por sua vez denotavam a qualidade e o interesse dos alunos.

Professor Sérgio apresentando a atividade: passeio educacional do Colégio Motivo para a Chapada Diamantina - agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Professor Sérgio apresentando a atividade de astronomia: passeio educacional do Colégio Motivo na Chapada Diamantina - agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

O passeio educacional do col√©gio para a Chapada acontece h√° mais de dez anos, e a palestra de astronomia ao ar livre √© uma das atividades pedag√≥gicas que integram o roteiro. Ao longo destes anos fiz boas amizades e constru√≠ v√≠nculos de admira√ß√£o e carinho com alguns dos profissionais do Motivo, como o Professor Eduardo Bello, os professores S√©rgio e Gustavo, o ocean√≥grafo e guia Mar√°, muito querido pelos jovens, o sempre competente e atencioso Hugo, que tamb√©m comp√Ķe a equipe de guias de alto n√≠vel da excurs√£o. E aprendi a sempre esperar o melhor dos alunos do col√©gio, seja em rela√ß√£o ao comportamento ou ao conte√ļdo. E mais uma vez este ano, juntos vivemos um par de horas que deixar√° boas e marcantes lembran√ßas em todos os que estiveram presentes. No c√©u, Marte e Saturno formavam uma bela conjun√ß√£o em Libra.

Conjunção Marte e Saturno em Libra na noite de 23 de agosto de 2014. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Conjunção Marte e Saturno em Libra na noite de 23 de agosto de 2014. www.stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Palestra de astronomia ao ar livre na Chapada Diamantina - BA. Agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Palestra de astronomia ao ar livre na Chapada Diamantina - BA. Um laser verde ajuda a apontar as estrelas com precis√£o. Agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Após a palestra, o interesse em torno do assunto não acabou e as perguntas continuavam. Blog O Guardador de Estrelas.

A turma era muito interessada e apesar do frio, após a palestra as perguntas continuaram. Blog O Guardador de Estrelas.

De volta ao hotel, o interesse dos alunos parecia n√£o esgotar e as perguntas continuaram antes, durante e depois do jantar. N√£o h√° nada mais gratificante para o educador do que encontrar a receptividade dos jovens. Blog O Guardador de Estrelas.

De volta ao hotel, o interesse dos alunos parecia n√£o se esgotar e as perguntas continuaram antes, durante e depois do jantar. N√£o h√° nada mais gratificante para o palestrante do que encontrar a receptividade dos jovens. Blog O Guardador de Estrelas.

A todos os alunos Motivo que participaram do passeio educacional √† Chapada Diamantina em 2014, assim como em anos anteriores, meu agradecimento pela generosidade e aten√ß√£o que me foi dispensada. Tenho certeza de que levar√£o adiante o interesse pela observa√ß√£o celeste. Aos amigos educadores e guias, em especial aos professores Eudardo Bello, S√©rgio Ribeiro, Ana Maria, Juliana Manwa, Ediv√Ęnio Silva, Ticiene Marques, Gustavo Holanda, Hugo Brito e Jos√© Carlos Mar√° deixo um forte abra√ßo e fica desde j√° a perspectiva do pr√≥ximo reencontro. Para toda a equipe da Atol Turismo, de Recife, aos motoristas do grupo e a toda equipe do hotel Alpina meu agradecimento de sempre.

Aquele abraço, e até a próxima!

 


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Brincadeiras de inf√Ęncia: tema do programa Aprovado deste s√°bado

 

Educa√ß√£o na inf√Ęncia: √© o tema do Aprovado deste s√°bado 30 de agosto de 2014. Blog O Guardador de Estrelas.

Brincadeiras na inf√Ęncia: vamos nos divertir com a crian√ßada no Aprovado deste s√°bado - 30 de agosto. Blog O Guardador de Estrelas.

Texto reprodução

Certamente voc√™ j√° ouviu algu√©m dizer que tinha vontade de voltar a ser crian√ßa. E n√£o √© em v√£o que volta e meia essa vontade bate a nossa porta. Especialistas afirmam que s√£o os acontecimentos da inf√Ęncia que v√£o determinar as escolhas e personalidade dos adultos do futuro. No programa Aprovado deste s√°bado, voc√™ ter√° a chance de reviver a inf√Ęncia! Quem nos conduz a esse lugar de fantasia √© o apresentador Jackson Costa, que foi at√© um parque no fim de linha do bairro da Pituba para brincar de gangorra, escalar brinquedos e sentir mais uma vez como √© bom ser garoto.

O rep√≥rter Pablo Vasconcelos tamb√©m entrou na roda e foi at√© a cidade de Feira de Santana para conhecer o Quintal da Vov√≥, um lugar onde a ludicidade e a magia da inf√Ęncia parecem n√£o ter fim. Subir em √°rvores, correr atr√°s de galinhas e botar os p√©s na terra foram apenas algumas das experi√™ncias vividas e relembradas por Pablo, que precisou de poucas horas pra voltar alguns anos no tempo.

A idealizadora do Quintal, Lara Queiroz, explica que o desejo de criar um espa√ßo onde as crian√ßas possam desfrutar de brincadeiras simples, mas importantes, partiu da saudade que sente da inf√Ęncia e dos bons momentos que passou no quintal da sua av√≥. ‚ÄėFoi l√° que aprendi a ser crian√ßa. E a garotada de hoje em dia pouco conhece das brincadeiras daquela √©poca. √Č tudo m√°gico e f√°cil, como ser crian√ßa‚Äô, conta.

Neste sábado, no Aprovado, você está convidado a brincar e se divertir com outros sentidos, além da visão. Blog O Guardador de Estrelas.

Neste sábado, no Aprovado, você está convidado a brincar e se divertir com outros sentidos, além da visão. Blog O Guardador de Estrelas.

E se brincar √© coisa s√©ria, por que n√£o utilizar as brincadeiras como ferramenta pedag√≥gica e instrumento de aprendizagem? √Č o que defende a pedagoga Bisa Almeida, que bateu um papo com o astr√īnomo e educador Fernando Munaretto. Para ela, brincar deve fazer parte do processo de educa√ß√£o e n√£o apenas ser um passatempo praticado nos intervalos das aulas e outras atividades. ‚ÄėMais do que formar futuros profissionais, precisamos formar bons cidad√£os; pessoas de bem e felizes. √Č atrav√©s do brincar que isso √© poss√≠vel‚Äô, defende Bisa.

Aprender brincando: a soci√≥loga e educadora Bisa Almeida comenta a import√Ęncia de associar aprendizado ao prazer da brincadeira. Blog O Guardador de Estrelas.

Aprender brincando: a soci√≥loga e educadora Bisa Almeida comenta a import√Ęncia de associar aprendizado ao prazer da brincadeira. Blog O Guardador de Estrelas.

A arte milenar do Origami pode ser um excelente instrumento de divers√£o e aprendizado. √Č no Aprovado deste s√°bado. Blog O Guardador de Estrelas.

A arte milenar do origami pode ser um excelente instrumento de divers√£o e aprendizado. √Č no Aprovado deste s√°bado. Blog O Guardador de Estrelas.

O que seria da inf√Ęncia sem os fi√©is companheiros da crian√ßada: os brinquedos?! Eles est√£o sempre por perto e s√£o o passaporte para o mundo m√°gico do faz de conta. No programa deste s√°bado voc√™ vai aprender a fazer um origami, a arte japonesa de dobrar pap√©is e transform√°-los em p√°ssaros, bolas, cubos e o que mais a imagina√ß√£o permitir. Vai passear de carrinho de rolim√£ e pular amarelinha. Tudo isso numa brinquedoteca m√≥vel onde tudo √© feito com material reciclado. Se voc√™ sentiu saudades do seu tempo de crian√ßa e quer se divertir, n√£o perca o Aprovado¬†deste s√°bado (30).

 

Reveja também as matérias do programa sobre Astronomia:

http://redeglobo.globo.com/ba/redebahia/aprovado/videos/t/edicoes/v/observatorio-antares/3423505/

http://redeglobo.globo.com/ba/redebahia/aprovado/videos/t/edicoes/v/planetario-parque-do-saber/3423508/

 


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Estrelando: o Sol! 29 de agosto de 2014

 

Sol em 29 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 29 de agosto de 2014. AIA 171 & HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 29 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 29 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Furac√£o Katrina em 28 de agosto de 2005. NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Furac√£o Katrina em 28 de agosto de 2005. NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Em 29 de agosto de 2005 o furacão Katrina atingiu os estados americanos do Mississipi, Louisiana e Alabama, devastando parte da cidade de New Orleans, causando mil vítimas fatais e a evacuação de um milhão de pessoas, além de trazer grande prejuízo material e na produção petrolífera e de gás natural do Golfo do México.

Estima-se que o furac√£o tenha alcan√ßado ventos de 280 km/h, atingindo a categoria 5 na escala Saffir-Simpson, sendo considerado o furac√£o mais intenso j√° registrado na Bacia do Atl√Ęntico.

 


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Estrelando: o Sol! 28 de agosto de 2014

O Sol, hoje.

Sol em 28 de agosto de 2014. AIA 211 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 28 de agosto de 2014. AIA 211 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 28 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 28 de agosto de 2014. Acompanhe diariamente aqui no blog o deslocamento das manchas solares. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Bahia, agosto 28 (11h 45m/n)

A situa√ß√£o das coisas em geral √© animadora. Est√° sendo realizada a concentra√ß√£o das for√ßas em Monte Santo. As opera√ß√Ķes de guerra s√£o feitas rapidamente, refluindo o ex√©rcito, logo ap√≥s a vit√≥ria, para a base de opera√ß√Ķes, porque √© dific√≠limo alimentar grande n√ļmero de batalh√Ķes durante muitos dias, em Canudos. O resultado √© seguro, caso n√£o hajam imprevistos que o demorem. As for√ßas que est√£o em Canudos, em bombardeio agora com grande suprimento de muni√ß√Ķes, preparam a√ß√£o decisiva. Entretanto continua tenaz a resist√™ncia dos fan√°ticos, animados de modo singular, talvez, pela recorda√ß√£o dos insucessos das anteriores expedi√ß√Ķes. O trem da Brigada Girard j√° deve estar em Canudos. O batalh√£o paulista est√° em Monte Santo e brevemente partir√° conjuntamente com os batalh√Ķes do Par√°, do Amazonas e de linha. Aguardamos pr√≥xima vit√≥ria e termo da luta mais b√°rbara da nossa hist√≥ria. Chegaram hoje mais duzentos feridos.

Trecho do di√°rio de Euclides da Cunha referente ao dia 28 de agosto de 1897.“Di√°rio de Uma Expedi√ß√£o”. Martin Claret – 2003.


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Fomos mesmo à Lua?

O astronauta e a bandeira na Lua: uma das imagens mais emblemáticas do século 20. NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

O astronauta e a bandeira na Lua: uma das imagens mais emblemáticas do século 20. NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Será que fomos mesmo à Lua, ou tudo não passou de uma grande farsa, capaz de subjugar a humanidade ao engano e à mentira?

Bem, me parece que criar uma farsa desta magnitude é mais incrível do que ir à Lua de fato, usando os enunciados feitos por Newton no século 17 e a propulsão a jato desenvolvida pelos alemães nos anos 1930-1940, tecnologias estas comprovadamente capazes de levar toneladas de ferros aos céus.

Considere que para ir √† Lua n√£o √© t√£o simples como comprar as passagens em um guich√™. Ir √† Lua, como j√° mencionamos anteriormente aqui no blog, na s√©rie ‚ÄúA Conquista da Lua‚ÄĚ, representa um sonho t√£o antigo quanto √†s primeiras noites do mundo. Durante um longo e indeterminado per√≠odo de tempo, fomos desenvolvendo toda sorte de conhecimentos, desde a comunica√ß√£o mais b√°sica e as diferentes linguagens e formas de escrita, at√© os mais sofisticados conhecimentos matem√°ticos, qu√≠micos e f√≠sicos. Fomos aos poucos, gera√ß√£o ap√≥s gera√ß√£o, aprendendo ‚Äúas regras do jogo‚ÄĚ, ou, ‚Äúas leis da natureza‚ÄĚ.

Em dado momento da hist√≥ria aprendemos a navegar usando apenas a for√ßa dos ventos e atravessamos oceanos que separavam distintas civiliza√ß√Ķes da Terra, ent√£o ca√≠ram as fronteiras que por todo o tempo anterior pareciam intranspon√≠veis. Quando Fern√£o de Magalh√£es comandou a primeira circunavega√ß√£o do globo terrestre, entre 1519 e 1522, a grande maioria da popula√ß√£o do mundo permaneceu indiferente a isso, e para o europeu comum daquela √©poca, essa hist√≥ria n√£o passava de invencionice.

Em 1633, quando o astr√īnomo italiano Galileu Galilei foi condenado √† pris√£o domiciliar pela ‚ÄúSanta Inquisi√ß√£o‚ÄĚ, ainda era um tabu perigoso discutir a redondeza e os movimentos da Terra. No entanto, as ideias certas renasciam com for√ßa, e tiravam aos poucos a Europa da chamada Idade das Trevas. Essa √©poca de renova√ß√£o e de importantes descobertas finalmente quebraria paradigmas seculares e lan√ßaria luz √† busca dos seres humanos pela melhor compreens√£o e intera√ß√£o com o mundo f√≠sico onde a humanidade e seus sonhos¬†acontecem.

At√© ent√£o, n√£o existia o conceito de ‚ÄúCi√™ncia‚ÄĚ como usamos hoje. O equivalente da √©poca era chamado de ‚ÄúFilosofia Natural‚ÄĚ, mas ainda n√£o estava institu√≠do o m√©todo cient√≠fico, ou seja, a comprova√ß√£o das ideias a partir de sua reprodu√ß√£o e experimenta√ß√£o pr√°tica. Galileu muitas vezes √© apontado como um dos precursores¬†do m√©todo cient√≠fico; m√©todo este¬†que, apesar de ser bastante limitado, nos permitiu uma base de conhecimentos consistente o suficiente para elevar nosso n√≠vel tecnol√≥gico a alturas nunca antes alcan√ßadas, com consequente reflexo no campo das ideias, da pol√≠tica e das artes; foi o longo e gradativo Renascimento¬†Europeu, prel√ļdio da Idade Moderna.

Em 1687, com o incentivo de Edmund Halley, Isaac Newton publicou algumas de suas principais descobertas sob o elegante t√≠tulo de ‚ÄúPrinc√≠pios Matem√°ticos da Filosofia Natural‚ÄĚ. A obra de Newton dava nome e enunciados ao conceito de gravidade, essa for√ßa t√£o misteriosa e invis√≠vel que age sobre todos os corpos, e iluminou o caminho futuro da humanidade como um todo, independente do credo e da etnia dos homens. Por isso, Isaac Newton √© considerado um dos personagens hist√≥ricos que mais precipitou mudan√ßas na hist√≥ria da humanidade a partir de sua obra. Passaram-se apenas duzentos e oitenta e dois anos at√© que, usando os enunciados de Newton, nossa esp√©cie pisasse outro planeta.

A conquista da Lua foi a maior fa√ßanha da engenharia humana at√© sua √©poca (hoje superada pela constru√ß√£o da Esta√ß√£o Espacial Internacional). Sua idealiza√ß√£o e realiza√ß√£o foram maiores e mais complexas do que a edifica√ß√£o de qualquer pir√Ęmide na antiguidade ou que qualquer hidroel√©trica moderna j√° constru√≠da; maior que qualquer experimento ou projeto humano em qualquer tempo. Nem mesmo o antag√īnico, tecnol√≥gico e maldito Projeto Manhattan, cujo custo e esfor√ßos foram semelhantes, chegou perto da proeza maior da humanidade at√© ent√£o, que foi irmos √† Lua.

Concordo que seja realmente uma pena que tenhamos que ver nas fotos da Lua a bandeira dos EUA, uma vez que seria muito mais justo e mais digno se l√° houvesse sido hasteada uma bandeira do Planeta Terra; mas oficialmente ela n√£o h√°. A bandeira do Planeta Terra n√£o existe, ainda! ‚Äď Crian√ßas, criemo-la!¬†Todavia n√£o nos vemos como seres de uma s√≥ esp√©cie, ligados a um √ļnico destino. E, ao contr√°rio, em 1969, enquanto os primeiros estadunidenses alunissaram e deixaram na Lua uma placa dizendo que vinham em paz, em nome de toda a humanidade, o governo dos EUA bombardeava criminosamente (com armas hoje proscritas) as cidades e aldeias do Vietnam, onde, em dez anos de guerra, foram gastos infinitamente mais recursos em destrui√ß√£o e sofrimento do que o or√ßamento pac√≠fico, hist√≥rico e cient√≠fico dos dez anos do Projeto Apollo.

Como ironizou Carl Sagan, realmente √© mais f√°cil ficar em paz na Lua, onde n√£o h√° com quem fazer guerra. Mas o fato do Governo dos EUA muitas vezes ser dado a mentiras e trapa√ßas, massacres e invas√Ķes (a exemplo do governo de todos os pa√≠ses que historicamente fizeram imperar interesses pr√≥prios al√©m de suas fronteiras originais, subjugando outros povos e territ√≥rios atrav√©s do uso da for√ßa militar e da coa√ß√£o econ√īmica, ditos pa√≠ses imperialistas), contribui para que as pessoas antipatizem e aceitem ingenuamente que a ida √† Lua seria mais uma de suas trapa√ßas. No entanto, as quest√Ķes √©ticas e morais que envolvem os interesses geopol√≠ticos e econ√īmicos n√£o s√£o prerrogativas dos EUA, s√£o quest√Ķes recorrentes na hist√≥ria das pot√™ncias internacionais, do passado at√© a atualidade. Poder√≠amos, por exemplo, mencionar Portugal e Espanha, Inglaterra e Fran√ßa, at√© os maiores praticantes dessas pol√≠ticas hoje em dia, como R√ļssia; China; Israel; entre outros. Estas rela√ß√Ķes e conflitos s√£o pr√≥prios da condi√ß√£o humana, e se replicam em menor escala em nosso dia¬†a¬†dia, quando discutimos, cedemos, lutamos, e tentamos anexar vantagens¬†em nossas pr√≥prias¬†rela√ß√Ķes pessoais ou profissionais. Talvez n√£o seja de todo ruim ser¬†assim, pois que √© natural, mas √© preciso haver equil√≠brio para que n√£o ocorra o conflito. Fato √© que toda na√ß√£o que detenha poder ir√° usufru√≠-lo em benef√≠cio pr√≥prio, e isso inclui, muitas vezes, aliar-se a outros pa√≠ses ao inv√©s de subjug√°-los, o que parece ser muito mais inteligente.

Mas, uma coisa √© afirmar deliberada e mentirosamente que¬†o governo de um¬†determinado¬†pa√≠s¬†possui armas qu√≠micas e usar isso como pretexto para invadi-lo, ou ocultar informa√ß√Ķes e discretos projetos secretos durante algum tempo; outra coisa, bem diferente, √© acreditar que um pa√≠s como os EUA, com todos os seus grandes defeitos,¬†mas tamb√©m¬†com todas as suas grandes qualidades, durante o mandato de tr√™s presidentes diferentes e envolvendo os congressistas de diferentes partidos (politicamente contr√°rios entre si), foram convencidos a aprovar um projeto civil, p√ļblico e falso, de trinta bilh√Ķes de d√≥lares, com a dura√ß√£o de uma d√©cada, acompanhado dia a dia pela imprensa e pela comunidade cient√≠fica internacional, para mandar sete miss√Ķes tripuladas para a Lua, por vinte e um homens, dos quais doze andariam na Lua, entre 1969 e 1972. Como se n√£o bastasse, ficaram l√° equipamentos, alguns utilizados at√© hoje, como as placas de reflex√£o de raio lazer, que nos permitem medir com precis√£o a dist√Ęncia entre ambos os planetas, Terra e Lua. E tudo isso √© de mentirinha? Os outros pa√≠ses, do mundo todo, inclusive os advers√°rios, assistiram uma superprodu√ß√£o de ‚ÄúHolywood‚ÄĚ pela televis√£o e bateram palmas? √Č nisso que querem acreditar os ‚Äúc√©ticos‚ÄĚ da conquista da Lua?

Ir √† Lua era uma quest√£o de tempo, e de investimento, algo previs√≠vel ao ponto de detalhes t√©cnicos da viagem constarem em romances de fic√ß√£o cient√≠fica desde meados do s√©culo 19. Em 1865, por exemplo, √©poca em que J√ļlio Verne lan√ßou seu romance ‚ÄúDa Terra √† Lua‚ÄĚ, algu√©m a par do conhecimento de sua √©poca, poderia prever diversos aspectos das futuras miss√Ķes espaciais. E Julio Verne o fez com tamanha perspic√°cia que, mesmo sendo ele pr√≥prio franc√™s e diante do fato de que na √©poca a Inglaterra era a maior pot√™ncia econ√īmica do mundo, Verne entendeu que os EUA emergiriam como a grande na√ß√£o do s√©culo 20, capaz de realizar tal proeza. Uma vez eleito o pa√≠s que no romance lan√ßaria a nave para a Lua, o autor teve que escolher a regi√£o deste pa√≠s de onde a nave seria lan√ßada. Qual foi o estado americano que Julio Verne escolheu? Florida, claro! Por sua proximidade com o equador terrestre e consequente aproveitamento da for√ßa centr√≠fuga da Terra. E, mais! Uma vez na Florida, Verne escolheu um ponto cerca de cem quil√īmetros do Cabo Canaveral, e, ap√≥s a reentrada, fez amerissar sua nave no Pac√≠fico. H√£? A Terra possui a circunfer√™ncia de quarenta mil quil√īmetros, e ele errou o ponto exato do lan√ßamento por apenas 100 km? E,¬†ent√£o? Simples adivinha√ß√£o, ou eficiente proje√ß√£o a partir de um conhecimento consistente?

Por outro lado, Julio Verne poderia ter errado, pois os primeiros objetos humanos a atingirem a Lua foram russos, lançados do Cazaquistão, bem acima do equador da Terra; assim como também foram russas as primeiras naves a pousarem na Lua suavemente. Por pouco não foram os russos a serem os primeiros a realizar a façanha de pisar na Lua. Aliás, será que o projeto espacial russo também é uma farsa? Será que as naves da série Luna, que pousaram na Lua antes das Apollo, também foram encenação ao estilo Holywood?

Mas, ent√£o, quando a encena√ß√£o come√ßa? Em 1957, quando √© lan√ßado o primeiro sat√©lite? E todo o desenvolvimento desta tecnologia ao longo das d√©cadas anteriores, desde as teorias de Tsiolkovski at√© os foguetes de Von Braun e Korolev nas d√©cadas de 1930, 40 e 50? Desde o desenvolvimento do projeto alem√£o “Vingan√ßa”, que culminou com os primeiros foguetes bombas V2, at√© o Sputnik 1, tudo isso n√£o passou de uma pr√©via da encena√ß√£o? E toda a pol√≠tica para o or√ßamento dos projetos, no Politburo Sovi√©tico e no Congresso Nacional dos EUA? E toda a imprensa, di√°ria, internacional, estatal e independente? Ser√° que todas as f√°bricas e centros espaciais foram erguidos e funcionam at√© hoje como parte de um cen√°rio? Os funcion√°rios, os projetos, o planejamento, a execu√ß√£o de servi√ßos terceirizados por empresas privadas como a Boeing e a Lockheed Martin, a compra e beneficiamento da mat√©ria prima, os impostos, as burocracias, os cortes e remanejamentos de or√ßamentos, as investiga√ß√Ķes e CPI‚Äôs, todos os engenheiros, cientistas, pesquisadores, mestres, doutores, Ph.D‚Äôs, fus√≥logos, astr√īnomos, f√≠sicos, matem√°ticos… A NASA! Profissionais e amadores do mundo todo unidos em torno de uma mesma mentira…¬†√Č nisso em que devo acreditar? Todos estavam e continuam atuando, ou seguem sendo enganados? E todos os trabalhadores e astronautas mortos em acidentes, as fam√≠lias, as naves perdidas, as explos√Ķes em terra, as explos√Ķes em ar, os erros e acertos… Ser√° que nada disso tem registro? Ser√° que os registros que temos s√£o todos falsos? Pra onde v√£o estes milhares de foguetes j√° lan√ßados pelos EUA, R√ļssia, Europa, China, √ćndia, Jap√£o, entre outros centros espaciais emergentes? E as centenas de milhares de pessoas que assistiram e assistem presencialmente estes lan√ßamentos? Acaso o fizeram e continuam fazendo enganados por algum truque? Ser√° que a Esta√ß√£o Espacial Internacional realmente existe? Ser√° que √© verdade que nesse exato momento seis tripulantes est√£o a bordo da Esta√ß√£o Espacial, comendo, dormindo, trabalhando, enquanto d√£o uma volta na Terra a cada noventa minutos? At√© o nosso astronauta brasileiro, o senhor Marcos Pontes, que ficou uma semana a bordo da Esta√ß√£o em 2006, at√© ele estar√° envolvido neste grande teatro? Ou ser√° que a encena√ß√£o era s√≥ no Projeto Apollo, e depois, em algum momento, sem que ningu√©m soubesse, o grupinho de mentirosos realmente alcan√ßou a tecnologia espacial? Acaso isso faz algum sentido?

Porque, para uma pessoa ser coerente com estas negativas, de que o programa espacial dos EUA (ou da ent√£o Uni√£o Sovi√©tica) n√£o passou de uma farsa, √© preciso que esta pessoa tamb√©m n√£o acredite em uma por√ß√£o de coisas que j√° est√£o inseridas em nosso cotidiano, que s√£o frutos da astron√°utica, e que quase nunca questionamos. Ser√° que estas pessoas que dizem duvidar do Projeto Apollo, tamb√©m duvidam que as transmiss√Ķes de televis√£o via-sat√©lite s√£o de verdade? E as transmiss√Ķes telef√īnicas e de internet via sat√©lite s√£o de mentirinha? E o monitoramento ambiental e as imagens de sat√©lites, t√£o necess√°rias na agricultura e para o planejamento ambiental? E que tal o GPS, sistema de posicionamento global via sat√©lite, usado por todas as naves a√©reas e mar√≠timas hoje em dia, tamb√©m √© invencionice barata daqueles estadunidenses engra√ßadinhos? At√© o Google Earth, que eu adoro, ser√° que √© falso? E os telesc√≥pios espaciais, como o Hubble?

Afirma√ß√Ķes como esta de que n√£o fomos √† Lua s√£o t√£o ing√™nuas que, quando feitas por algu√©m com certa maturidade e um n√≠vel cultural aparentemente razo√°vel, chegam a ser constrangedoras. Entretanto, isso √© mais comum do que pode parecer. Acredito que, em parte, esse fen√īmeno acontece em fun√ß√£o da grande difus√£o que a ind√ļstria da especula√ß√£o encontra e promove nas mais variadas formas de m√≠dia, especialmente a internet, onde, dividindo espa√ßo na mesma tela, a realidade e a fantasia disputam nossa aten√ß√£o.

E a bandeirinha se mexendo?

Em rela√ß√£o √†s suposi√ß√Ķes de que as imagens originais das miss√Ķes lunares s√£o falsas, devo dizer que tais suposi√ß√Ķes se alimentam apenas da falta de propriedade ou seriedade de quem as faz. O maior apego dos adeptos de ‚Äúteorias de conspira√ß√£o‚ÄĚ √© pela forma como as sombras est√£o dispostas nas fotos e pelo suposto ‚Äúvento que mexeu a bandeira‚ÄĚ. Isso basta para os mais apaixonados desconsiderarem tudo o que foi ponderado acima.

Ou seja, a proposta ent√£o √© acreditar que as imagens foram feitas em algum lugar na Terra, mas algu√©m esqueceu a porta do est√ļdio aberta, bateu uma lufada de vento e panejou a bandeira, e, pior de tudo, ningu√©m viu! Em todas as grava√ß√Ķes, ao longo dos quatro anos que se seguiram entre as Miss√Ķes Apollo 11 e Apollo 17, ningu√©m percebeu este detalhe! Nem os contrarregras, nem os diretores, nem os cinegrafistas, nem os atores… Esse pessoal da NASA √© mesmo incompetente! Ningu√©m percebeu que o vento na bandeira iria desmascarar a farsa. Isso sim me parece incr√≠vel!

E quanto √†s sombras? J√° n√£o bastasse os contrarregras darem esse mole com o vento, ainda vacilaram colocando mais de uma fonte de luz no set de grava√ß√£o? Intoler√°vel deslize! Durante quatro anos eles cometeram este engano, e a mega farsa de bilh√Ķes de d√≥lares pode ser desmascarada pelas sombras nas centenas de fotos tiradas ao longo de quatro anos. Isso n√£o √© realmente incr√≠vel?

Ou ser√° que o afamado comportamento das bandeiras tem a ver com o fato de a gravidade na Lua ser seis vezes menor do que na Terra e, por tanto, um tecido, depois de ter sido colocado em movimento na Lua, vai levar seis vezes mais tempo a parar de se mover do que na Terra? Nas imagens feitas durante as seis miss√Ķes bem sucedidas, o √ļnico momento em que as bandeiras parecem se mexer sem terem sido tocadas anteriormente pelos astronautas √© quando os propulsores dos respectivos m√≥dulos lunares s√£o acionados, e a bandeira e a poeira, nas imagens de cada miss√£o s√£o obviamente deslocadas e se agitam.

Em rela√ß√£o √†s sombras, pintores de natureza, profissionais ou amadores, sabem quanto √© dif√≠cil reproduzir sombras, pois elas podem variar muito de acordo com a superf√≠cie onde se projetam e da forma como a luz incide. N√£o √© verdade que as sombras provenientes de uma √ļnica fonte de luz precisam necessariamente ser paralelas, podendo convergir ou divergir de acordo com o terreno. Poder√≠amos divagar horas sobre as sombras, suas poss√≠veis configura√ß√Ķes e aspectos mais interessantes, sobre o porqu√™ e a diferen√ßa entre umbra e penumbra e outros diversos efeitos exc√™ntricos, cujo desconhecimento tamb√©m costuma gerar d√ļvidas em algumas fotos das Miss√Ķes Apollo. Mas o fato √© que n√£o h√° nada de errado com as fotos que os astronautas tiraram na Lua. Estranho √© acreditar que com tantos estudiosos de primeira linha e analistas de imagens profissionais que a NASA possui, e outros, do mundo todo, nenhum destes expertos tenha notado ou deixado de explicar as supostas aberra√ß√Ķes que os desavisados tanto apontam nas fotos.

Outro detalhe √© que a Terra, quando vista da Lua √© fonte de luz muito mais luminosa do que a Lua vista da Terra. Repare como a luz da Lua √© capaz de produzir sombras na noite terrestre, agora imagine que a Terra produz claridade na Lua de maneira muitas vezes mais intensa. Em todas as imagens feitas com a Terra sobre o horizonte da Lua, h√° duas fontes de luz: O Sol e a Terra. Existe ainda uma centena de outras quest√Ķes levantadas pelos que insistem em afirmar que se trata de farsa, mas n√£o pretendo seguir nessa discuss√£o, pois quando a paix√£o sobrepuja a raz√£o, n√£o h√° que argumentar.

A astron√°utica e suas perspectivas

Acredite ou n√£o, a Astron√°utica √© uma realidade: moderna, contempor√Ęnea, e profundamente inserida em nossas vidas. At√© o in√≠cio dos anos 1960, nenhum ser humano havia visto a Terra do espa√ßo, embora us√°ssemos h√° s√©culos globos terrestres (modelo¬†em miniatura da Terra), e os livros escolares e as enciclop√©dias trouxessem primorosas gravuras do nosso Planeta (usando a proje√ß√£o do conhecimento ilustrada com os recursos dispon√≠veis na √©poca). Gra√ßas a Astron√°utica, hoje somos familiarizados, desde a inf√Ęncia, com imagens, fotos e v√≠deos reais do nosso Planeta visto do espa√ßo. Atualmente temos imagens satelitais com impressionante qualidade de resolu√ß√£o. N√£o tarda para que a iniciativa privada, que aos poucos est√° assumindo parte significativa do mercado espacial, construa os primeiros hot√©is espaciais, que anteceder√£o os primeiros hospitais espaciais e outras diferentes bases fora da Terra.

Estudando o passado podemos compreender melhor o presente e perceber com maior propriedade as tend√™ncias para o futuro. O espa√ßo sideral √© o ‚ÄúNovo Mundo‚ÄĚ a ser alcan√ßado, nossos sonhos de saberes e conquistas e os anseios de longevidade de nossa esp√©cie est√£o ligados √† travessia desafiadora deste novo mar-oceano. Se n√£o houver algum tipo de impedimento √† progress√£o tecnol√≥gica, nos pr√≥ximos s√©culos a humanidade dever√° criar grande quantidade de bases fora da Terra, com tudo o que isso implica, e a √©poca em que vivemos ser√° estudada nos livros de hist√≥ria, futuramente, como a √©poca das primeiras navega√ß√Ķes espaciais. Certamente este √© um dos maiores e mais significativos marcos da √©poca contempor√Ęnea.

Terra vista da Apollo 8 em órbita lunar. Foto: Frank Borman / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Terra vista da Apollo 8 em órbita lunar. Foto: Frank Borman / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Abraço a todos!


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Estrelando: o Sol! 27 de agosto de 2014

O Sol, hoje.

Sol em 27 de agosto de 2014. AIA 335 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 27 de agosto de 2014. AIA 335 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 27 de agosto de 2014.  HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 27 de agosto de 2014. HMI / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Em 27 de agosto de 1883 a ilha de Krakatau, no estreito de Sonda, Indon√©sia, formada pelo cume do vulc√£o Krakatoa, foi aos ares com a explos√£o da parte superior do vulc√£o, durante uma violenta s√©rie de erup√ß√Ķes cont√≠nuas que se estenderam por vinte e duas horas, arremessando material a estimados 27 quil√īmetros de altura e produzindo estrondos que puderam ser ouvidos da Austr√°lia e de outras ilhas, a milhares de quil√īmetros longe dali.

Foi uma das maiores catástrofes naturais já registradas, com cerca de 36 mil vítimas. As cinzas causadas pelo vulcão afetaram sensivelmente a incidência solar na região durante um longo período de tempo, com consequências relevantes para a região. Episódios como este nos mostram o quanto a atividade interna do planeta pode transformar sua superfície e sua atmosfera, não só a longo prazo, mas também em um curto espaço de tempo.

Escalar um vulcão nevado, caminhando durante horas para chegar até a borda da sua cratera, ativa, fumegante e barulhenta, foi uma das experiências mais marcantes que já experimentei.

Isso aconteceu alguns anos atrás, quando tive a oportunidade de subir o Vulcão Villa Rica, em Pucon, no Chile. Era outono e havia nevado por seis dias antes da ascenção, que teve que ser feita toda na neve, com auxílio de equipamentos de segurança adequados, como botas com grampos, agasalhos, luvas, lanterna, piolet (picareta de mão, de alumínio) e capacete.

Durante as tr√™s horas que fiquei em sua borda, tive a oportunidade de assistir quatro grandes erup√ß√Ķes. A maior delas foi a primeira, que causou um estrondo fant√°stico, fazendo tremer tudo, inclusive as pernas. O Villa Rica estava muito ativo naquele dia, e a boca da cratera respirava profusamente, roncando alto, lan√ßando fragmentos de lava incandescente que subiam rubras e desciam negras, transformadas em pedra pome. Era necess√°rio ficar a barlavento, por causa dos gases t√≥xicos que saem da boca do vulc√£o.

Eu estava comendo um sandu√≠che quando, de repente, sem aviso, houve uma grande explos√£o, que causou um estrondo aterrador, do tipo: “chegou o fim” e, num √°timo de segundo, sem tempo de reagir, sem ter para onde correr, na borda estreita¬†entre a cratera e o abismo, e diante da imensa for√ßa daquele evento, n√£o havia o que fazer, sen√£o assistir √†quele espet√°culo formid√°vel e assustador. Da boca do vulc√£o explodiu um jato vermelho de lava que lan√ßou material a mais de cem metros de altura, formando um buqu√™ de fragmentos vermelhos se transformando em pedras negras e caindo sobre tudo ao redor. Eu havia ido s√≥, mas nesse momento tamb√©m estavam por l√° outros visitantes extrangeiros, e todos ficaram altamente impactados. Por sorte, ningu√©m foi atingido.

Para a vida, a atividade interna do planeta √© t√£o determinante quanto a intera√ß√£o da Terra com o Sol e os demais corpos do sistema solar. Por isso, a geologia √© um campo muito importante da astronomia, e o primeiro cientista, e √ļnico, ali√°s, a ir para a Lua, era um especialista no assunto, foi o ge√≥logo Harrison Schmitt, que fez parte da tripula√ß√£o da Apollo 17, a √ļltima miss√£o tripulada para a Lua, em 1972.

 


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Alunos do Colégio Liceu, de Aracaju, assistem palestra de astronomia na Chapada Diamantina

Palestra de astronomia ao ar livre na Chapada Diamantina. Alunos do Colégio Liceu, de Aracaju. Blog O Guardador de Estrelas.

Alunos do Colégio Liceu, de Aracaju, assistem palestra de astronomia ao ar livre na Chapada Diamantina. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Na noite do dia 22 de agosto tive o prazer de me reunir mais uma vez com alunos e educadores do col√©gio Liceu, de Aracaju, para falarmos sobre astronomia ao ar livre, sob o c√©u estrelado, e durante a primeira parte da atividade o c√©u esteve impec√°vel, nos proporcionando observar a conjun√ß√£o de marte e Saturno, em Libra, o centro gal√°ctico, em Sagit√°rio, e constela√ß√Ķes como o Escorpi√£o, o Centauro, o Capric√≥rnio, a Lyra, entre outras.

A turma era muito boa, interessada e participativa, e durante uma hora e meia nos dedicamos a pensar sobre os astros, sobre o Universo, sobre o conhecimento humano. Guardei o nome e a fisionomia de diversos alunos, sobretudo dos que mais participaram. Mas o momento mais gratificante para mim foi ao final, quando algumas alunas e alunos fizeram questão de vir dar-me um abraço e disseram que a partir daquela atividade teriam um olhar diferente para com o universo físico que nos contém.

Mais uma vez foi uma noite especial, revi a professora Sara e senti a falta de minha querida professora Regina, que n√£o p√īde estar presente ao passeio pedag√≥gico do col√©gio este ano, mas foi lembrada com muito carinho.

Palestra de astronomia com alunos do Colégio Liceu, de Aracaju, na Chapada Diamantina. Blog O Guardador de Estrelas.

Palestra de astronomia com alunos do Colégio Liceu, de Aracaju, na Chapada Diamantina. Blog O Guardador de Estrelas.

Aos amigos e parceiros da Alto Estilo Turismo, Pousada Ecol√≥gica e aos educadores e alunos do Liceu que estiveram presentes, deixo um forte abra√ßo, e o convite para que nos acompanhem pel’O Guardador de Estrelas sempre que puderem.

Vamos continuar de olho no céu e, até a próxima!

 


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Projeto Educação em Movimento na Capital e no Interior Р4ª edição

Educação em Movimento: prazer em conhecer. Um projeto da Rede Bahia com patrocínio da Petrobrás. Blog O Guardador de Estrelas.

Educação em Movimento: prazer em conhecer. Um projeto da Rede Bahia com patrocínio da Petrobrás. Blog O Guardador de Estrelas.

ICONTENT REALIZA 4ª EDIÇÃO DO EDUCAÇÃO EM MOVIMENTO NA CAPITAL E NO INTERIOR - Texto reprodução.

Juazeiro é a primeira cidade a receber o projeto itinerante.

A Icontent, uma empresa da Rede Bahia, realiza pelo quarto ano consecutivo o Educa√ß√£o em Movimento. Um projeto que tem como objetivo ajudar estudantes da capital e do interior na prepara√ß√£o para o Exame Nacional do Ensino M√©dio (Enem) e vestibulares, passando conhecimento de forma l√ļdica e prazerosa.

O Educação em Movimento, que tem patrocínio da Petrobras, é gratuito e será realizado em seis cidades: Juazeiro, Feira de Santana, Barreiras, Vitória da Conquista, Itabuna e Salvador.

Este ano, o projeto ser√° comandado pelos professores Z√© Nilton e Ad√£o Albuquerque, que tamb√©m s√£o respons√°veis pelo conte√ļdo program√°tico das aulas em todas as cidades. A apresenta√ß√£o fica por conta do astr√īnomo e educador Fernando Munaretto. Em alguns munic√≠pios, professores locais renomados s√£o convidados a participar para proporcionar a intera√ß√£o com os estudantes e as revis√Ķes ser√£o intercaladas por apresenta√ß√Ķes de artistas da regi√£o.

O formato dos ‚Äúaul√Ķes‚ÄĚ √© divertido e utiliza recursos de multim√≠dia, dramatiza√ß√Ķes, apresenta√ß√Ķes art√≠sticas, levando para os estudantes assuntos voltados para o curso t√©cnico, profiss√Ķes do futuro e caminhos inovadores (com foco no terceiro setor e a√ß√Ķes comunit√°rias).

Educação em Movimento na Capital e no Interior. Rede Bahia. Blog O Guardador de Estrelas.

Educação em Movimento na Capital e no Interior. Rede Bahia. Blog O Guardador de Estrelas.

Como participar

No interior do estado, as escolas p√ļblicas ser√£o contempladas com ingressos para os ‚Äúaul√Ķes‚ÄĚ. O estudante estar√° sujeito √† lota√ß√£o do espa√ßo.

J√° para os estudantes de Salvador, as inscri√ß√Ķes para o ‚Äúaul√£o‚ÄĚ ser√£o feitas pelo site www.educacaoemmovimento.com em data que ser√° divulgada em breve.

Programação 2014:

04/09 РJuazeiro РAuditório Principal РEspaço Multieventos РUNIVASF

24/09 РFeira de Santana РAuditório Central da UEFS

30/09 РBarreiras РAuditório do IFBA

07/10 ‚Äď Vit√≥ria da Conquista – Centro de Conven√ß√Ķes Divaldo Franco

27/10 ‚Äď Itabuna – Audit√≥rio Paulo Souto – UESC

06/11 ‚Äď Salvador – Arena Fonte Nova

Participe!

 


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