Efem√©rides astron√īmicas: de 11 √† 20 de janeiro de 2015

O céu dos próximos dez dias nos reserva belos eventos

Sol nascente em 11 de janeiro. A linha da eclíptica representa o caminho que o Sol percorre no céu ao longo do ano. Equador celeste é a projeção do equador terrestre na esfera celeste. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol nascente em 11 de janeiro. A linha da eclíptica representa o caminho que o Sol percorre no céu ao longo do ano. Equador celeste é a projeção do equador terrestre na esfera celeste. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, pessoal!

Lá se foi o primeiro terço de janeiro. Sigamos em frente.

Sol permanece em Sagitário até o dia 19.

Conjunção Sol Lua em 20 de janeiro. Sol passa da constelação de Sagitário para a de Capricórnio. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Conjunção Sol e Lua: em 20 de janeiro o Sol passa da constelação de Sagitário para a de Capricórnio. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 11 de janeiro de 2015. Imagem: AIA 171 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Sol em 11 de janeiro de 2015. Imagem: AIA 171 / SDO / NASA. Blog O Guardador de Estrelas.

Merc√ļrio alcan√ßou sua maior proximidade angular com V√™nus neste dia 10. Hoje e nos pr√≥ximos dias poderemos ver ambos os planetas se afastarem novamente. No dia 14 Merc√ļrio alcan√ßa sua maior elonga√ß√£o leste e, ent√£o, dia ap√≥s dia, perder√° altura em rela√ß√£o ao horizonte oeste, at√© se tornar difuso nos tons encarnados do arrebol.

V√™nus continua cada dia mais linda e evidente no lado oeste do c√©u, √† hora do crep√ļsculo vespertino. Acompanhe, hoje e nos pr√≥ximos dias, a conjun√ß√£o de V√™nus e Merc√ļrio ao entardecer. Avise seus amigos e familiares, √© um evento muito bonito, as pessoas quase nunca v√™em Merc√ļrio. E em poucos dias Merc√ļrio desaparecer√° novamente. Experimente!

Movimento aparente de V√™nus e Merc√ļrio nos pr√≥ximos dias:

As imagens a seguir representam o quadrante oeste (O) do céu da Bahia às 18:30.

Conjun√ß√£o V√™nus Merc√ļrio em Capric√≥rnio. Aspecto oeste (O) do c√©u da Bahia √†s 18:30 de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

11 de janeiro

Conjun√ß√£o V√™nus Merc√ļrio em Capric√≥rnio. Aspecto oeste (O) do c√©u da Bahia √†s 18:30 de 13 de janeiro.

13 de janeiro

Conjun√ß√£o V√™nus Merc√ļrio em Capric√≥rnio. 15 de janeiro.

15 de janeiro.

Conjun√ß√£o V√™nus Merc√ļrio 17 de janeiro

17 de janeiro

 V√™nus Merc√ļrio stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

19 de janeiro

Marte está na constelação do Aquário, visível no quadrante oeste do céu ao anoitecer, como um astro discreto, mas se destacando das estrelas ao seu redor, com um tom de luz encarnado e um brilho contínuo, sem cintilar. A estrela mais brilhante próxima à Marte, por estes dias, é Formalhaut, estrela alfa do Peixe Austraul.

Marte na constelação do Aquário. Aspecto oeste (O) do céu da Bahia às 19:30 de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Marte na constelação do Aquário. Aspecto oeste (O) do céu da Bahia às 19:30 de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

J√ļpiter √© o farol que ilumina estas noites de ver√£o, ascendendo sobre o horizonte a partir das 20:30 (Bahia) no quadrante leste do c√©u, na constela√ß√£o de Le√£o.

J√ļpiter pode ser observado pr√≥ximo √† R√©gulus - Alfa Leonis. Aspecto leste (L) do c√©u da Bahia √†s 22 horas de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

J√ļpiter pode ser observado pr√≥ximo √† R√©gulus - Alfa Leonis. Aspecto leste (L) do c√©u da Bahia √†s 22 horas de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Saturno está entrando em conjunção com as estrelas Dshubba e Acrab, do Escorpião, adornando a calada da madrugada destas noites de verão. No dia 16 entra em conjunção com a Lua, nascendo a partir de 1:35. Saturno entrou na constelação da Balança (Libra) em 01 de setembro de 2013, e no próximo dia 20 passa aos limites oficiais da constelação do Escorpião.

Saturno em Escorpião. Aspecto leste (L) do céu da Bahia em 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Saturno entre Libra e Escorpião. Aspecto leste (L) do céu da Bahia às 2:30 da madrugada de 11/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Lua, Saturno, e as estrelas Acrab e Deshuba, do Escorpi√£o, em 16 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Lua, Saturno, e as estrelas Acrab e Dshubba, do Escorpi√£o. A linha rosa marca o limite entre as constela√ß√Ķes de Libra e Escorpi√£o. Madrugada de 16 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

A Lua chegou ao segundo terço do mês em giboso minguante.

Dias 11 e 12 Lua em Virgem.

Dia 13 a Lua passa a 4¬ļ de Spica. Quarto minguante

Conjunção da Lua minguante com a estrela Spica - Alfa Virginis. Madrugada de 13 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Conjunção da Lua minguante com a estrela Spica - Alfa Virginis. Madrugada de 13 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Dia 14 Lua passa de Virgem à Libra.

Dia 15 Lua em Libra.

Dia 16 Lua em conjunção com Saturno. Ao longo do dia a Lua passa por um pedaço da constelação do Escorpião.

Dia 17 Lua no Ofi√ļco.

Dia 18 e 19 Lua em Sagit√°rio.

Dia 20 Lua nova, em Sagitário.

Boas observa√ß√Ķes a todos!

 


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Conjun√ß√£o V√™nus e Merc√ļrio: hoje 10/01/15

V√™nus e Merc√ļrio no quadrante oeste do c√©u em 10 de janeiro

Conjun√ß√£o dos planetas V√™nus Merc√ļrio no quadrante oeste do c√©u. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Conjun√ß√£o dos planetas V√™nus Merc√ļrio no quadrante oeste do c√©u. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, pessoal!

V√™nus e Merc√ļrio est√£o lindos no c√©u da sua cidade. Voc√™ j√° os viu, hoje? N√£o? Ent√£o d√™ uma espiadinha no poente. V√™nus saltar√° aos olhos, como o astro mais brilhante do c√©u, e imediatamente abaixo de V√™nus voc√™ poder√° ver Merc√ļrio.

Experimente! Avise seus amigos, acompanhe o movimento de ambos os planetas nos próximos dias.

Boa observação!


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Estrela Capella – Alfa do Cocheiro

A estrela Capella, Alfa Aurigae, é uma das estrelas mais brilhantes do céu

A constela√ß√£o do Auriga, o "Cocheiro", fica ao norte das constela√ß√Ķes zodiacais do Touro e dos G√™meos. A ilustra√ß√£o mostra o aspecto nordeste do c√©u da Bahia √†s 19 horas de 10 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

A constela√ß√£o do Auriga, o "Cocheiro", fica ao norte das constela√ß√Ķes zodiacais do Touro e dos G√™meos. A ilustra√ß√£o mostra o aspecto nordeste do c√©u da Bahia √†s 19 horas de 10 de janeiro. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Atendendo ao pedido do internauta Erlem, fica aqui a dica de como encontrar a estrela Capella no céu das próximas noites.

Por volta das 19 horas (20 horas no horário de verão), Capella já pode ser vista ganhando altura na região nordeste do céu. Quanto mais ao sul estiver o observador, mais próxima ao horizonte norte parecerá a estrela.

Capella, ou “Cabra”, em latim, est√° a cerca de 42 anos luz da Terra, e fulgura entre as seis estrelas mais brilhantes do c√©u. √Č a estrela Alfa Aurigae, ou seja, estrela alfa da constela√ß√£o do Auriga, que pode ser traduzido como “Cocheiro”.¬†Para encontrar a constela√ß√£o do Cocheiro, voc√™ deve procurar na regi√£o nordeste do c√©u ao escurecer. Capella ser√° a estrela mais brilhante nessa regi√£o no in√≠cio da noite. Quando pr√≥xima ao horizonte, Capella cintila lindamente, apresentando diferentes cores do espectro vis√≠vel da luz. Pr√≥ximas √† Capella h√° tr√™s estrelinhas fraquinhas, mas que chamam a aten√ß√£o, chamadas de “As Cabritas”, que podem ser melhor observadas quando o ambiente for livre de polui√ß√£o luminosa.

Aspecto mitológico da constelação boreal do Cocheiro às 19 horas de 10 de janeiro no nordeste do céu da Bahia. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto mitológico da constelação boreal do Cocheiro às 19 horas de 10 de janeiro no nordeste do céu da Bahia. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

A Beta Aurigae se chama Menkalinan, e a Gamma Aurigae se chama Al Nath. O desenho da constela√ß√£o do Cocheiro parece formar um hex√°gono, e Al Nath possui uma peculiaridade, pois tamb√©m faz parte da constela√ß√£o do Touro, sendo a Beta Tauri. Voc√™ pode usar o Touro como refer√™ncia para encontrar o Cocheiro. Os G√™meos tamb√©m podem lhe ajudar como refer√™ncia. Mas se voc√™ n√£o identifica ainda nem o Touro nem os G√™meos, pode partir de √ďrion, onde est√£o as Tr√™s Marias, e a partir da√≠ encontrar Aldebaran e, mais ao norte, Capella.

Não será difícil, Capella é uma estrela brilhante, bem evidente. Ela é linda!

Boa observação!

 


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Textos soltos: Uma escalada ao Cerro El Plata 6.100 m – parte II

Cerro El Plata, Cordilheira dos Andes – Argentina

Em amarelo, o caminho desde La Hoyada (4.700) ao cume do Plata (6.100). Imagem: Google Earth. Arte F. Munaretto. Blog O Guardador de Estrelas.

Em amarelo, o caminho desde La Hoyada (4.700) ao cume do Plata (6.100). Imagem: Google Earth. Arte F. Munaretto. Blog O Guardador de Estrelas.

La Hoyada, madrugada de 30 de dezembro de 2004

Ventava forte, o c√©u estava limpo e a Lua ganhava o z√™nite, entre o C√Ęncer e o Le√£o. Sentia-me bem, estava descansado e feliz, havia previsto passar o dia ali, me aclimatando √† altitude antes de tentar o ataque ao cume do Cerro Plata, mas acordei t√£o disposto naquela madrugada que resolvi fazer uma primeira tentativa. Tomei um caf√© refor√ßado, acabei de organizar as coisas para minha aus√™ncia e inspecionei as condi√ß√Ķes de ancoragem da barraca, ajustando tudo da melhor maneira poss√≠vel. J√° havia alvorecido e a vista de minha humilde habita√ß√£o era sensacional. A Lua estava linda no c√©u azul sobre o Cerro Vallecitos quando deixei o acampamento em La Hoyada, a 4.700 metros de altitude.

Vista para o Cerro Vallecitos desde o acampamento La Hoyada. Foto: Carlos Sabbione / Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

Vista para o Cerro Vallecitos desde o acampamento La Hoyada. Foto: Carlos Sabbione / Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

De La Hoyada, a subida segue forte até a trilha alcançar o colo entre os cerros Plata e Vallecitos, de onde se tem uma primeira vista para o imponente Aconcágua, montanha mais alta do ocidente, com quase 7 mil metros de altitude. A partir dali, o caminho ao cume do Plata segue cada vez mais íngreme, pela face noroeste da encosta. A seis mil metros de altitude, cada passo era fruto de um considerável esforço físico. O vento era forte e constante, fazia muito frio, ao mesmo tempo em que a insolação era intensa, e se ampliava, refletida no nevado. Próximo aos seis mil metros avistei um helicóptero Lama vermelho, semienterrado na neve, no lado leste da encosta, pouco afastado da trilha. Já havia lido sobre o modo como ele fora parar ali, em 1996, durante uma operação de resgate mal sucedida. Mesmo assim, fui pego de surpresa pela imagem, um pouco impactante.

Cerro Aconc√°gua visto desde o colo entre os cerros El Plata e Vallecitos. Foto: Ordilei M. Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

Cerro Aconc√°gua visto desde o colo entre os cerros El Plata e Vallecitos. Foto: Ordilei M. Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

O Sol cruzava o meridiano pr√≥ximo ao z√™nite quando alcancei o cume do Cerro Plata, com 6.100 m de altitude. Num primeiro momento, a √ļnica coisa que eu sentia era cansa√ßo, mas em alguns instantes a alegria foi tomando conta. Do alto daquele cume, que em pleno ver√£o continuava coberto pela neve, podia contemplar os grandes cerros da cordilheira ao norte, oeste e sul, enquanto a leste o planalto de Mendoza se encontrava com o horizonte distante. O Cerro Vallecitos, que pela manh√£ aparentava gigantesco e desafiador, agora, visto de cima, parecia menos imponente, enquanto a noroeste o Aconc√°gua permanecia soberano, dominando a paisagem de encostas coloradas, castanhas, alaranjadas, repletas de glaciares suspensos no alto dos grandes vales. A f√°cie dos cerros parecia contar a hist√≥ria do tempo, e a atmosfera, com menos mol√©culas de oxig√™nio para espalhar a luz do Sol, emprestava um azul diferente ao c√©u, mais escuro. Fiquei cerca de uma hora ali, em √™xtase, at√© que o tempo come√ßou a mudar e do oriente surgiram nuvens carregadas, se acumulando nas encostas, subindo pelos vales. Ent√£o, comecei a descer.

Na altura onde estava o helic√≥ptero acidentado, o tempo j√° havia fechado e n√£o era mais poss√≠vel v√™-lo. Continuei descendo e encontrei um casal de alem√£es subindo. Pareciam bem para quem havia sa√≠do do acampamento El Salto de madrugada. Nos desejamos boa sorte e segui descendo. Depois de um tempo encontrei dois norte-americanos. Eles analisavam se deviam continuar subindo ou se deviam desistir, por causa do hor√°rio e do mau tempo. E p√Ķe mau tempo nisso! Veio de l√° uma tormenta el√©trica barulhenta, trazendo uma tremenda chuva de granizo. N√£o era poss√≠vel ver dez metros √† frente. A tempestade se estendeu por todo o resto da tarde, e seguiu noite adentro, sem perder intensidade. De volta √† barraca, confortavelmente instalado, preparei uma boa refei√ß√£o e, quando a noite chegou, me encontrou dormindo.

As noites do in√≠cio do ver√£o s√£o as mais curtas do ano, e quanto mais ao sul, mais os dias se alongam nessa √©poca. Acordei quando qualquer coisa diferente do escuro permeou lentamente o interior da barraca. De dentro do saco de dormir fiquei escutando a tempestade de granizo batendo contra o toldo de¬†nylon, enquanto o vento deformava os arcos de minha humilde habita√ß√£o.¬†Alvorecia, a chuva de granizo continuava forte, e do lado de fora tudo estava coberto por uma espessa camada de gelo duro, inclusive a barraca. Mas eu n√£o tinha pressa, resolvi ficar por ali, escrevendo, lendo, comendo e dormindo, tranquilo, esperando que o tempo melhorasse o suficiente para desarmar acampamento e baixar. Em uma das vezes que sa√≠ para ir ao “toillet”, fui surpreendido¬†ao ver surgirem difusos na alvura da tempestade, um a um, os vultos de seis homens, que andavam em fila indiana. Na frente vinha um andinista argentino, que guiava um grupo de japoneses. Nos saudamos brevemente e seguiram em frente, voltando a desaparecer na n√©voa, em meio ao granizo fino que ca√≠a. N√£o se passou muito tempo at√© que desistissem e come√ßassem a descer.

Como aquela chuva de gelo n√£o desse sinais de que iria parar t√£o cedo, decidi desarmar o acampamento e come√ßar a baixar. E tome-lhe pedrada de gelo na cabe√ßa… Chegou uma hora que isso se tornou realmente inc√īmodo e doloroso, ao mesmo tempo que era necess√°rio andar com cuidado e navegar com aten√ß√£o. Segui nessas condi√ß√Ķes at√© Las Veguitas, mas estava t√£o feliz que nada podia me tirar a alegria. Enquanto descia, devo ter cantarolado todas as m√ļsicas dos primeiros tr√™s discos do Legi√£o Urbana.

De volta ao ref√ļgio saboreei um bom bife argentino √† milanesa, acompanhado de p√£o e um c√°lice de vinho. No galp√£o, coloquei a barraca para secar, reorganizei a mochila e acomodei a carga na moto, o que era sempre uma tarefa meticulosa e demorada. Quem visse o tanto de coisas que eu levava, apostaria que meu ve√≠culo era um caminh√£o. Tudo tinha sua forma de arrumar e seu lugar pr√≥prio. Considerava importante saber onde estava cada coisa e como deveria fazer para acess√°-la. No final, apesar de tudo, a moto, minha¬†menina, acabava ficando com uma apar√™ncia geral organizada.

A "menina", uma XT 600 equipada com dois bauletos laterais de alumínio e um tanque de aço Bonier para 25 litros. Ruta 40 - AR. Blog O Guardador de Estrelas.

A "menina", uma XT 600 equipada com dois bauletos laterais de alumínio e um tanque de aço Bonier para 25 litros. Ruta 40 - AR. Blog O Guardador de Estrelas.

Naquele dia, depois de passar uma semana no frio e na altitude, o motor levou mais de uma hora para aquecer e responder aos primeiros comandos de acelera√ß√£o. Ainda bem que para baixo ‚Äútodo santo ajuda‚ÄĚ, como diz o ditado. E l√° fomos n√≥s, eu e ela, descendo os¬†caracoles da cordilheira, mal se contendo de alegria. Me sentia t√£o feliz e disposto, que quando alcancei a¬†Ruta 40, carreteira que me conduziria ao sul, pilotei at√© perto de meia noite.

Em um pueblo na beira da estrada, chamado Pareditas, onde a Ruta 40 deixa de ser asfaltada e avança pelo deserto como uma estrada de areia grossa e cascalho, um tipo de terreno chamado de rípio, de difícil pilotagem, tive a sorte de encontrar uma pousada, que funcionava numa casa ampla, simples, e digna, onde fui bem recebido. Além da família do proprietário, Ramón Videla, havia uma família hospedada, de um senhor chamado Hugo Días, que estava trabalhando na manutenção do gasoduto que passa pela região; ao invés de voltar à capital para os feriados de Natal e de Ano Novo, trouxera a família de Buenos Aires. Enquanto eu descarregava a bagagem, ouviu-se o estouro dos fogos, e as pessoas começaram a festejar a virada de ano. Era a zero hora de 01 de janeiro, e me vi no meio de uma pequena confraternização, sendo saudado pelas pessoas. Fiquei um pouco tímido, pois ainda não falava espanhol, e estava com as mesmas roupas que vestira pela manhã, no acampamento em La Hoyada, enquanto todos estavam cheirosos e arrumados. Mesmo assim, as pessoas foram acolhedoras e confraternizamos brevemente antes de eu ir tomar um banho, dormir, e acordar em 2005.

Eu não tinha como saber, mas o dia seguinte me reservava uma surpresa. Aquela gente teria um papel importante na história da minha viagem. Seriam minha família pelos próximos 42 dias. Mas isso é uma outra história. Eu volto pra contar.

Agora são 23:50 do dia 09 de janeiro de 2015, a Lua está linda, ganhando altura no oriente, em giboso minguante, na constelação do Leão. Agradeço sua companhia nessa escalada. Afinal, ler, escrever, viver, reviver, são parte de uma grande aventura. Não é mesmo?

Aquele abraço!

 


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Je suis Charlie

Je suis Charlie: frase de protexto contra o atentado de 07 de janeiro na França. Blog O Guardador de Estrelas.


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Textos soltos: Uma escalada ao Cerro El Plata – parte I

Cordón del Plata, Cordilheira dos Andes РArgentina

Estrada de acesso para o Cordon del Plata. Cordilheira dos Andes, Argentina. Google Earth.

Estrada de acesso para o Cordón del Plata. Cordilheira dos Andes - Argentina. Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas

25 de dezembro de 2004

Tudo me parecia encantador, interessante, bonito e desconhecido, enquanto viajava por uma estrada margeada por grandes √°lamos, seguindo o curso de rios nervosos e entrando por vales alt√≠ssimos, procurando o caminho que me levaria aos p√©s de um gigante branco chamado El Plata. Naquela manh√£, havia deixado a charmosa cidade de Mendoza, a 700 metros de altitude, em dire√ß√£o √† pequena cidade de Las Vegas, e agora subia serpenteando as faldas da cordilheira at√© o ref√ļgio Ski Monta√Īa, a 2.700. Ali deixei minha¬†menina ‚Äď a moto, abrigada no galp√£o do ref√ļgio, e sa√≠ para andar e come√ßar a aclimata√ß√£o. Ascendi at√© 3.500, vi alguns condores, recitei alguns poemas, e curti o final da tarde em um amplo plat√ī gramado e verdejante, cortado por um riacho onde corre √°gua cristalina do degelo da neve, chamado Las Veguitas. √Č um lugar bel√≠ssimo, e eu me sentia t√£o bem por estar ali, que passei a tarde em estado de √™xtase e contempla√ß√£o, s√≥ retornando ao ref√ļgio ao escurecer, pouco antes da Lua nascer quase toda cheia, em Touro.

No dia seguinte, carregando todo o equipamento e ‚Äúprovis√Ķes de boca‚ÄĚ para v√°rios dias, deixei o ref√ļgio pela manh√£¬†e subi com o objetivo de alcan√ßar o acampamento El Salto del Agua, a 4.200. Durante a ascens√£o, num trecho chamado ‚ÄúInfernillo‚ÄĚ, uma ladeira √≠ngreme onde a trilha serpenteia por um amontoado ca√≥tico de blocos de rocha e cascalho solto, depositados ali pelo movimento de um glaciar extinto, passou por mim uma tropa de mulas, enormes, que desciam carregadas, e montado em uma delas ia um montanhista em mal estado, sofrendo com a altitude.

Ap√≥s algumas horas cheguei ao acampamento El Salto, situado em um plat√ī rochoso no vale que desce da encosta oriental do Cerro Vallecitos. √Č o¬†acampamento principal para se ascender aos picos do Cord√≥n del Plata e acessar diferentes rotas,¬†bem servido de √°gua do degelo¬†e com espa√ßo para v√°rias barracas. Havia poucos montanhistas acampados, a maioria europeus, e entre as barracas, uma maior se destacava. Nela um andinista local preparava refei√ß√Ķes quentes para montanhistas estrangeiros e tinha √† venda alguns itens de primeira necessidade. Muitas vezes, essas barracas tamb√©m servem de apoio durante eventuais resgates e primeiro atendimento a montanhistas acidentados, ou com problemas graves, derivados do frio e da altitude.

Ap√≥s ter escolhido um lugar e armado minha barraca, resolvi subir mais um pouco, pois ainda era cedo e me sentia bem disposto. Acompanhei um polon√™s, chamado Mariush, vizinho de barraca que eu acabara de conhecer, e juntos seguimos sem peso, subindo em dire√ß√£o ao acampamento superior, chamado La Hoyada. O polon√™s estava bem aclimatado e andava forte, segui seu ritmo at√© que, de repente, senti um imenso mal estar, me dobrei sobre o est√īmago e vomitei. Havia subido muito r√°pido, sem me aclimatar corretamente, e agora, de s√ļbito, me via mal.¬†O polon√™s disse que eu estava completamente amarelo, n√≥s dois sab√≠amos que eu precisava descer imediatamente. Ele quis me acompanhar, mas sugeri que continuasse, e baixei sozinho o mais r√°pido que pude.

No espa√ßo de poucos dias eu havia percorrido de moto desde o litoral de Santa Catarina, atravessando as terras baixas que formam os pampas argentinos,¬†at√© o p√© da cordilheira, em Mendoza, a 700, de onde subira at√© o ref√ļgio, a 2.700, e do ref√ļgio, j√° no dia seguinte, at√© os 4.500, onde estava agora. Eu tinha consci√™ncia de que talvez estivesse subindo r√°pido demais, mas me sentia t√£o bem, que n√£o achei que algo assim fosse acontecer de repente, sem dar sinais. Ao menos havia sido previdente em deixar o acampamento pronto e organizado para o retorno, e assim que cheguei de volta √† barraca, me deitei e tentei descansar. Recorri ao livro que estava lendo sobre o Cord√≥n Del Plata, e no cap√≠tulo dedicado ao mal da altitude, reli sobre a necessidade de ingerir muito l√≠quido e comer bem, e foi o que eu fiz pelos dois dias seguintes, descansei, li, comi, dormi, e andei apenas nos arredores do acampamento, para que meu corpo se adaptasse √† falta de oxig√™nio.

Durante a noite de 28, no sil√™ncio do acampamento, dois brasileiros conversavam na barraca ao lado. Um deles tinha sotaque cearense, e contava para o outro a hist√≥ria de uma famosa explora√ß√£o polar ocorrida em 1914, na Ant√°rtica, sob o comando do ingl√™s Ernest Shackleton. Como eu adoro hist√≥rias de explora√ß√Ķes polares, e conhe√ßo bem aquela em especial, tive certeza at√© de qual livro ele havia lido sobre o assunto, a partir dos detalhes que ele contava. Eu tamb√©m havia lido aquele e outros livros a respeito da famosa explora√ß√£o que acabou frustrada pelo naufr√°gio do Endurance, nome do navio que levava os exploradores, e por isso prestei muita aten√ß√£o no relato do cearense, que me surpreendeu pela riqueza de detalhes.

Em amarelo o trecho da trilha acima dos 4 mil metros. O acampamento El Salto est√° sinalizado em laranja, e La Hoyada em vermelho. Imagem: Google Earth. Arte F. Munaretto. Blog O Guardador de Estrelas.

Em amarelo o trecho da trilha acima dos 4 mil metros. O acampamento El Salto est√° sinalizado em azul, e La Hoyada em vermelho. Imagem: Google Earth. Arte F. Munaretto. Blog O Guardador de Estrelas.

No dia seguinte (29), resolvi subir ao acampamento superior, a 4.700, e passar uma noite ou duas me aclimatando por lá, antes de tentar um ataque ao cume. Em La Hoyada, a 4700, encontrei-me com um brasileiro, era o cearense que eu escutara contar a história na noite anterior. O reconheci pela voz e tive oportunidade de parabenizá-lo pela forma como contava a história. Havíamos lido diversos livros em comum. Ele estava treinando para subir o Aconcágua, chamava-se Rosier Alexandre e conversamos brevemente, pois o tempo estava fechando e ele precisava retornar para El Salto. Por acaso, anos mais tarde, nos reencontraríamos na Chapada Diamantina.

Fiquei ali um tempo, vendo o balé das nuvens, admirando a imensidão. Depois armei meu acampamento, enchi um saco com gelo limpo para derreter quando precisasse de água, e fiquei vendo o dia ir embora, em meio a beleza e a imponência das montanhas que me cercavam, formando uma enorme bacia onde nasce o glaciar suspenso La Hoyada.

À esquerda: vista de La Hoyada. Foto: Rosier Alexandre. À direita: imagem satelital do conjunto de montanhas unidas por uma mesma e longa crista, chamado Cordón del Plata, na Cordilheira dos Andes argentina. Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

À esquerda: vista parcial de La Hoyada. Foto: Rosier Alexandre. À direita: imagem satelital do conjunto de montanhas unidas por uma mesma e longa crista, chamado Cordón del Plata, na Cordilheira dos Andes argentina. Google Earth. Blog O Guardador de Estrelas.

Foi uma noite deliciosa, e apesar do vento forte e do frio intenso, me sentia confortável no interior acolhedor de meu pequeno iglu. Fiz uma janta saborosa, tomei um chocolate quente, escrevi e fiquei lendo até engrenar o sono. E falando em sono, são quase três da madrugada de 08 de janeiro de 2015, fiquei escrevendo e capturando as imagens, e não vi o tempo passar, e embora esteja sendo um exercício estimulante relembrar essa história, o sono chegou.

Mas amanhã, a gente continua essa escalada. Abraço!

 


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Lua em conjun√ß√£o com J√ļpiter: 07/01/15

Hoje a Lua pode ser observada a 4¬ļ do planeta J√ļpiter, em Le√£o

Lua a 4¬ļ de J√ļpiter, na constela√ß√£o do Le√£o, √†s 21 horas de 07 de janeiro, no quadrante leste do c√©u da Bahia. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Lua a 4¬ļ de J√ļpiter, na constela√ß√£o do Le√£o, √†s 21 horas de 07 de janeiro, no quadrante leste do c√©u da Bahia. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°!

Se voc√™ tiver oportunidade, a partir das 20:30 de hoje, 07 de janeiro, procure observar a Lua, e voc√™ tamb√©m ver√° o planeta J√ļpiter, como o astro mais evidente pr√≥ximo √† Lua. Se o c√©u estiver livre de nuvens, voc√™ n√£o ter√° dificuldades em localizar e identificar J√ļpiter. Simples assim.

Experimente, e tente mostrar para mais alguém.

Boa observação a todos!

 


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Efem√©rides astron√īmicas: de 01 √† 10 de janeiro de 2015

Fique por dentro do que anda acontecendo no céu da sua cidade

Posi√ß√£o do Sol nascente em 01 de janeiro e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Posi√ß√£o do Sol nascente em 01 de janeiro e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Segundo a segundo atravessamos 2014 e aqui estamos, em janeiro de 2015. Sejamos bem vindos, e vamos em frente!

O Sol, como sempre acontece nesta época do ano, está na constelação do Sagitário, ou seja, visto da Terra, está em conjunção com esta constelação. Portanto, as estrelas de Sagitário estão acima do horizonte durante o dia, atrás do Sol, ofuscadas por ele. Na tradição astrológica, no entanto, o signo vigente é o de Capricórnio.

A imagem acima ilustra o Sol nascente em 01/01/15 e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. A linha verde representa o horizonte, em rosa est√° a linha da ecl√≠ptica e em azul a do equador celeste. Merc√ļrio e V√™nus aparecem abaixo do horizonte. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

A imagem acima ilustra o Sol nascente na Bahia em 01/01/15 e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. A linha verde representa o horizonte, em rosa est√° a linha da ecl√≠ptica e em azul √† esquerda a do equador celeste. Merc√ļrio e V√™nus aparecem abaixo do horizonte. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Merc√ļrio para romanos, Hermes para gregos, o pequeno planeta come√ßou janeiro em Sagit√°rio. No dia 05 passa aos limites oficiais da constela√ß√£o do Capric√≥rnio. Desde o final de dezembro Merc√ļrio pode ser visto a olho nu ap√≥s o ocaso do Sol, durante o crep√ļsculo vespertino, ganhando altura em rela√ß√£o ao horizonte oeste a cada dia e se aproximando angularmente de V√™nus, com quem estar√° em conjun√ß√£o entre os dias 09 e 13 de janeiro. Procure acompanhar o deslocamento di√°rio de Merc√ļrio nos pr√≥ximos dias, voc√™ ir√° se surpreender.

V√™nus come√ßou janeiro em Sagit√°rio. No dia 03 alcan√ßou a constela√ß√£o do Capric√≥rnio. Desde dezembro vem ganhando altura em rela√ß√£o ao horizonte oeste a cada dia, embelezando o anoitecer com sua magnitude exuberante. Observar V√™nus e Merc√ļrio pelos pr√≥ximos dias pode ser uma experi√™ncia marcante para quem tiver oportunidade, mesmo a olho nu. As f√©rias escolares devem ser uma boa √©poca para a crian√ßada observar e contemplar o c√©u.

Quadrante oeste do c√©u da Bahia √†s 18:50h de 05/01/15 e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Quadrante oeste do c√©u da Bahia √†s 18:50h de 05/01/15 e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Marte segue em Capric√≥rnio, pr√≥ximo e se afastando de Deneb Algiedi (őī Capricorni). Dia 09 Marte, chamado de Ares pelos gregos, anoitece em Aqu√°rio.

J√ļpiter para romanos, Zeus para gregos, o maior planeta de nosso sistema segue sendo o astro das noites de ver√£o, nascendo a partir das 20:30 no quadrante leste do c√©u da Bahia. No dia 07 a Lua nascer√° a cerca de 4¬ļ de J√ļpiter. Ser√° um belo espet√°culo e vale a pena agendar para n√£o esquecer. Avise seus familiares e amigos, √© dia 07, num c√©u pertinho de voc√™.

Lua a 4¬ļ de J√ļpiter, no quadrante oeste do c√©u da Bahia √†s 21h de 07 de janeiro de 2015. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Lua a 4¬ļ de J√ļpiter, no quadrante oeste do c√©u da Bahia √†s 21h de 07 de janeiro de 2015.

Saturno para romanos, Cronos para gregos, o “senhor dos an√©is” segue em Libra, a dois graus da estrela Grafias, do Escorpi√£o. No dia 16 entra em conjun√ß√£o com a Lua minguante e alcan√ßa o limite oficial da constela√ß√£o do Escorpi√£o, como definido pela Uni√£o Astron√īmica Internacional. Ser√° uma bela conjun√ß√£o de Lua e Saturno, embora o hor√°rio seja ingrato para a observa√ß√£o.

Lua, Selene, Mene, companheira fundamental da Terra, tão identificada com a alma feminina, por sua beleza, por seu ciclo mensal, por seu grande e sutil poder, começou 2015 em fase crescente.

Dia 01 Lua em Touro, a cerca de 6¬ļ de Aldebaran.

Dia 02 Lua em Touro.

Dia 03 Lua passa por Orion.

Dia 04 Lua em G√™meos, 3¬ļ a leste de Alhena.

Dia 05 Lua cheia, entre as estrelas Pollux, dos Gêmeos, e Procyon, do Cão Menor.

Lua em G√™meos em 05 de janeiro e o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes. stellarium.org Blog O Guardador de Estrelas.

Lua em G√™meos no c√©u da Bahia √†s 21 horas de 05 de janeiro. J√ļpiter aparece na parte inferior da imagem, pr√≥ximo √† estrela R√©gulus e ao horizonte leste. stellarium.org Blog O Guardador de Estrelas.

Dia 06 Lua em C√Ęncer.

Dia 07 Lua passa do C√Ęncer ao Le√£o, 4¬ļ a oeste de J√ļpiter.

Dia 08 Lua a 3¬ļ da estrela R√©gulus, Alfa Leonis.

Dia 09 Lua em Le√£o.

Dia 10 Lua passa do Leão à Virgem.

Vamos ficar de olho nesse c√©u de ver√£o. Desejo a todos um in√≠cio de ano repleto de boas observa√ß√Ķes!

 


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Lua em Gêmeos: 04/01/15

Hoje: Lua cheia na constelação de Gêmeos

Lua sobre a ponta de Itapuã, em Salvador, às 18h do dia 04/01/15, com 99,79% do seu disco iluminado. Blog O Guardador de Estrelas.

Lua sobre a ponta de Itapuã, Salvador, às 18h de 04/01/15. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto do quadrante leste do céu da Bahia às 20h em 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto do quadrante leste do céu da Bahia às 20h em 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto astron√īmico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua no zod√≠aco √†s 20h de 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto astron√īmico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua no zod√≠aco √†s 20h de 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua no zod√≠aco √†s 20h de 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua no zod√≠aco √†s 20h de 04/01/15. stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Agora √© a hora do crep√ļsculo vespertino, da Ave Maria na r√°dio, do cheiro de dend√™ nas ruas de Salvador, e a Lua j√° pode ser vista ganhando altura no oriente com o c√©u ainda azul.

Hoje ela est√° na constela√ß√£o dos G√™meos, com 99,79% do seu disco iluminado. O plenil√ļnio, ou seja, o momento em que o disco estar√° 100% iluminado ser√° por volta de duas horas da madrugada deste dia 05.

Hoje e amanhã, apesar da luminosidade da Lua, será uma boa oportunidade para você encontrar e tentar identificar as principais estrelas dos Gêmeos: Castor, Pollux e Alhena, respectivamente Alfa, Beta e Gamma Geminorum.

Se você tapar a Lua com a mão, fazendo um corta-luz, ficará mais fácil ver a estrela Alhena próxima e acima da Lua, no início da noite. Mais tarde, quando Pollux e Castor tiverem ganhado altura em relação ao horizonte, se tornarão mais evidentes e ficará fácil identificá-los. Tente fazer esta observação hoje, mesmo com a Lua ofuscando, e volte a observar nas próximas noites, quando a Lua já não estiver em Gêmeos. Aos poucos você passará a identificar as estrelas com mais facilidade. Pratique!

Boas observa√ß√Ķes, e uma feliz lua cheia para todos.

 

 


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Sugest√£o para hoje: Lua em √ďrion

A Lua hoje nascer√° com 98% do seu disco iluminado, na constela√ß√£o de √ďrion

Aspecto astron√īmico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua √†s 19 horas de 03/01/15 (Bahia). stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto astron√īmico das constela√ß√Ķes e a posi√ß√£o da Lua √†s 19 horas de 03/01/15 (Bahia). stellarium.org. Blog O Guardador de Estrelas.

Ol√°, amigos!

Hoje a Lua atravessa um pedacinho da constela√ß√£o de √ďrion e, apesar de estar quase toda cheia, iluminando a noite e ofuscando as estrelas, poderemos ver os principais astros dessa regi√£o do c√©u. Confira!

A cerca de 11¬ļ ao sul da Lua veremos a estrela alfa de √ďrion, Betelgeuse, com sua colora√ß√£o avermelhada. Betelgeuse poder√° ser observada hoje entre a Lua e as Tr√™s Marias, no quadrante leste do c√©u ao in√≠cio da noite.

Nesta ilustra√ß√£o, com o aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes, √ďrion parece um tenista prestes a realizar o saque. C√©u da Bahia √†s 19h de 03/01/15. stellarium.org, Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto mitol√≥gico das constela√ß√Ķes no quadrante leste do c√©u da Bahia √†s 19h de 03/01/15. stellarium.org, Blog O Guardador de Estrelas.

De Betelgeuse, seguindo outros 27¬ļ ao sul encontraremos o brilho fulgurante de S√≠rius, a estrela mais brilhante do c√©u. S√≠rius √© a estrela alfa da constela√ß√£o do C√£o Maior, e gra√ßas a sua magnitude aparente e √† configura√ß√£o que forma com Mirzan, Wezen, Adhara e Aludra¬†√© relativamente f√°cil identificar esta constela√ß√£o. Experimente!

Aspecto astron√īmico da constela√ß√£o do C√£o Maior. stellarium.org, Blog O Guardador de Estrelas.

Aspecto astron√īmico da constela√ß√£o do C√£o Maior, na regi√£o sudeste do c√©u da Bahia √†s 19h de 03 /01/15. stellarium.org, Blog O Guardador de Estrelas.

Quem tamb√©m est√° passando pr√≥ximo a √ďrion hoje, na constela√ß√£o do Er√≠danus √© o cometa C/2014 Q2 Lovejoy, que vem sendo acompanhado por nosso amigo Pl√≠nio, que a poucos dias comentou a observa√ß√£o aqui no blog. Hoje a Lua atrapalha a observa√ß√£o do cometa Lovejoy, mas ao longo dos pr√≥ximos dias, quando passar de cheia √† minguante, as condi√ß√Ķes ser√£o mais favor√°veis para a observa√ß√£o.

Não perca, é hoje, num céu pertinho de você!

 


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