Este post não é necessariamente uma homenagem mas sim uma lembrança a respeito daquelas mães que são colocadas diante dos holofotes, cercadas pela imprensa, sofrem com o interesse da sociedade que algumas vezes as condenam, humilham ou simplesmente se comovem com suas histórias. Esse é um post sobre mães que nós conhecemos após elas sofrerem ou protagonizarem grandes perdas/ tragédias.

- Katherine Esther Jackson
Kate ficou mundialmente conhecida como a mãe do grande astro Michael Jackson. Com uma vida conturbada, lidando com os constantes abusos do marido e com o repentino sucesso dos filhos no mundo da música, Katherine foi o pilar da família em todos os momentos de tormenta. Mãe de 10 filhos, ela teve que lidar com os problemas de cada um deles – principalmente dos integrantes dos Jacksons Five após o término do grupo – mas foi com Michael que ela segurou a barra mais pesada. Desde o início das suas transformações físicas, Kate se manteve ao lado do filho. Uma vida excêntrica, assédio constante da imprensa, acusações de abuso sexual, entrevistas polêmicas, falência… com todo esse furacão, Katherine foi a única integrante da família a defender Michael publicamente e manter-se ao lado dele até o fim. Hoje, ela é uma senhora de 82 anos e possui a guarda dos netos – filhos de Michael – além de gerir sua fortuna.

Glória Perez
Glória Perez já era uma famosa autora de novelas mas foi por conta da morte da filha que se tornou ainda mais conhecida no país. Em 28 de dezembro de 1992, Glória foi envolvida em um dos casos policiais mais famosos do Brasil ( se não o mais famoso): O assassinato da sua filha Daniella Perez. O caso chocou a população por envolver uma atriz jovem, no auge da carreira, atuando em uma novela de grande audiência e também por conta da brutalidade do crime: O corpo da atriz foi encontrado em uma região de floresta na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com 18 golpes de tesoura. Glória esteve no local do crime e viu o corpo da filha jogado na mata; o marido de Daniela – Raul Gazzola – e outros artistas que atuavam na novela com ela também estiveram no local junto com a imprensa. A foto de Daniella morta circulou nos jornais e revistas da época causando um grande choque, a população se mobilizou e exigiu a prisão do assassino. Com a investigação foi descoberto que o colega de elenco de Daniella – Guilherme de Pádua – e sua esposa grávida de oito meses foram os assassinos. O mais chocante é que Guilherme acompanhou as investigações e participou do enterro/ velório, muito emocionado. Após cumprirem 7 anos de pena, ambos foram libertados.

Maria Aparecida Nardoni
Para muitas pessoas é impossível um olhar resignado para Maria Aparecida Nardoni. Mas só por alguns minutos vamos tentar nos colocar no lugar dela. A princípio, uma mulher que foi tomada pela dor de saber que a neta de apenas cinco anos de idade fora assassinada na própria casa. Com o passar dos dias, as suspeitas em cima do próprio filho. Seu nome e o de sua família estampado em todos os jornais, na televisão, no boca a boca. Além do luto, conviver com a desconfiança de todos. Quando as suspeitas da polícia se confirmaram, a dor dupla: perder a neta e perder o filho. Saber que alguém que saiu de dentro de você, alguém a quem você amamentou, protegeu, ensinou, cuidou, amou… foi capaz de matar a própria filha, uma criança de cinco anos de idade, indefesa, jogando-a da janela do apartamento. A dor conflitante que Maria Aparecida sofreu é algo que dificilmente irá passar. A neta não vai voltar e o filho nunca deixará de ser um assassino. Ser repudiada, agredida, perseguida, hostilizada em todos os lugares que frequenta, ou sempre que seu nome é citado, pelo fato de ter um filho tão cruel não deve ser fácil. Não estou compando a dor com nenhuma outra e muito menos com a mãe de Isabella. De forma alguma. Cada um tem a sua dor, não há maior nem menor, apenas dores diferentes.

Elisabeth Fritzl
É possível amar filhos fruto de uma grande violência? E quando eles a lembram todo o tempo a pessoa que você mais odeia? E quando essa pessoa é seu próprio pai? Elisabeth Fritzl é uma mulher que provavelmente já fez esse questionamento. Aos 18 anos de idade ela foi aprisionada pelo próprio pai em um pequeno porão de sua casa na Áustria. Um lugar com no máximo 1,70m de altura, ambientes estreitos, uma pequena cozinha e banheiro, portas à prova de som e um cano para ventilar… foi neste lugar que Elisabeth passou 24 anos de sua vida. Neste período, ela foi constantemente abusada pelo pai e engravidou de sete crianças que são seus filhos/irmãos que tem entre 5 – 19 anos e três deles nunca viram a luz do sol. Hoje, Elisabeth vive com seus filhos e os ama muito.

- Rosa Cristina Fernandes Vieites
Rosa voltava para casa com os filhos Aline Fernandes (de 13 anos) e João Hélio (de 6 anos) quando parou no semáforo e três homens armados a abordaram dando ordem para que eles saíssem do veículo. A mãe e a adolescente conseguiram sair João Hélio preso ao cinto de segurança não conseguiu sair. Um dos assaltantes bateu a porta e os bandidos arrancaram com o veículo em alta velocidade. Com o menino preso pelo lado de fora do carro, os assaltantes o arrastaram por sete quilômetros, passando por quatro bairros. Motoristas e um motoqueiro que passavam no momento sinalizaram com os faróis. Os ladrões ironizaram dizendo que “o que estava sendo arrastado não era uma criança, mas um mero boneco de Judas”, e continuaram a fuga arrastando o corpo do menino pelo asfalto. O corpo do garoto ficou totalmente irreconhecível. Durante o trajeto, ele perdeu vários dedos e as pontas dos mesmos, além da cabeça, que não foi totalmente localizada. Ao ver o carro arrastar e o pequeno João Helio preso ao cinto, Rosa deve ter passado por uma das maiores dores que alguém pode sentir. Ver o filho caminhar para a morte e apenas assistir, sem poder evitar o pior. Hoje, um dos menores envolvidos no crime cumpre medida sócio-educativa em regime semi-aberto por dois anos.
Que estas mães possam seguir em frente e encontrem conforto para seus corações.
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