Volta e meia, discute-se a falta de transparência e democracia no Esporte Clube Bahia. No entanto, nos últimos dias, o assunto ganhou repercussão nacional, e não tem só preocupado os dirigentes do clube, mas também outros segmentos da sociedade.
E não é tão difÃcil compreender o interesse de polÃticos, artistas e outras personalidades não ligadas ao futebol nesta situação atual: a imagem que o Bahia tem passado para o Brasil e para o mundo inteiro tem refletido negativamente também na imagem do estado. Em tempos de Copa das Confederações e Copa do Mundo, todos os olhos estão voltados para as cidades-sede dos eventos. E a Bahia está na alça de mira.
Tudo começou com a famosa “revolta das caxirolas”, dia 28 de abril. Os torcedores do Bahia, indignados com os sucessivos vexames dentro de campo e a evidente incompetência admnistrativa fora dele, atiraram no gramado da Fonte Nova os barulhentos instrumentos criados pelo tricolor Carlinhos Brown. A imagem correu o mundo e preocupou até a Fifa. A caxirola foi proibida nos jogos seguintes, mas tornou-se um objeto emblemático na luta pela democracia no Bahia.
Para muitos polÃticos, a democratização no Bahia e a saÃda de Marcelo Guimarães Filho do poder causará uma imagem positiva no paÃs. A imagem de um movimento que estabeleceu um estado de direito dentro de um clube de futebol. A imagem de que é possÃvel mudar algo quando existe moblização popular. É juntar o útil ao agradável.
Obviamente que muita gente não é favorável a misturar polÃtica e futebol, apesar de serem dois temas que tem andado juntos nos últimos anos aqui no Brasil. Mas a torcida do Bahia tem agradecido o apoio de prefeito, governador, deputados e outras autoridades em prol da democracia no clube. É um combustÃvel que impulsiona o principal objetivo e anseio da massa tricolor. E que alivia a imagem negativa que respinga nos polÃticos.
Tudo começou com quem realmente deveria começar: com o torcedor. A caxirola, mesmo não tendo cumprido seu principal objetivo, conseguiu fazer barulho e pode ter se transformado num novo instrumento de libertação.
















































