Ora√ß√Ķes Reduzidas

S√£o ora√ß√Ķes subordinadas que se apresentam sem conectivos, de forma bastante simplificada, utilizando as formas nominais do verbo, isto √©, o infinitivo, o ger√ļndio ou o partic√≠pio.

Veja:

Em “Quando eu jurei meu amor, eu tra√≠ a mim mesmo. “, a ora√ß√£o em destaque, sintaticamente, desempenha a fun√ß√£o de uma Ora√ß√£o Subordinada Adverbial Temporal, haja vista a presen√ßa da conjun√ß√£o “quando”; no entanto, na constru√ß√£o “Ao jurar meu amor, eu tra√≠ a mim mesmo.”, devido √† aus√™ncia da conjun√ß√£o temporal, temos uma Ora√ß√£o Temporal Reduzida de Infinitivo.

As ora√ß√Ķes reduzidas se classificam de acordo com a sua forma nominal.

Substantivas

a- Subjetiva
Ex. Custou-me muito fazer meu primeiro verso.
Era importante reformar a casa.

b- Objetiva direta
Ex. Queremos evitar uma guerra.
Aquela ministra prometeu acabar com a inflação.

c- Objetiva indireta
Ex. Nada lhe impede de cantar.
Ninguém pensa em morrer pobre.

d- Completiva nominal
Ex. Sentiu vontade de amar fortemente.
Deu-lhe ordem para sair.

e- Predicativa
Ex. Minha vontade era conseguir logo um emprego.
Meu ofício é ensinar.

f- Apositiva
Ex. Ele tem dois vícios: fumar e beber.
Prometi-lhe apenas isto: esperá-la até à noite.

Adjetiva

Ex. Ela n√£o era mulher de fantasiar a vida.
Diante de mim estava um homem, a interpelar-me repetidamente.

Adverbiais

a- Consecutiva
Ex. Você não pode faltar às aulas sob pena de perder o ano.
O resultado foi o pior possível a ponto de deixar o jovem irritado.

b- Causal
Ex. Quase nos sufocam, de tanto nos apertar.
Por serem indisciplinados, tomaram suspens√£o.

c- Condicional
Ex. N√£o far√°s a prova sem antes estudar.
A continuarem esses problemas, n√£o haver√° festa.

d- Concessiva
Ex. Fez o exame, apesar de n√£o sentir-se preparada.
Mesmo sem saber, votou contra os aliados.

e- Final
Ex. Para n√£o gastar, n√£o frequentava as festas.
Os visitantes saíram a pé, a fim de conhecer a montanha.

f- Temporal
Ex. Depois de treinar, descansou bastante.
Ao descer da escada, escorregou.

Adjetiva

Ex. Saíram dois funcionários, carregando cartazes.
A São Paulo, chegam retirantes trazendo apenas esperanças.

Adverbiais

a- Causal
Ex. Nada mais havendo na reuni√£o, retirou-se.
Julgando melhor a prova, fiz o que minha consciência determinou.

b- Condicional
Ex. Escrevendo sem atenção, nada aprenderás.
Querendo, tudo conseguir√°s.

c- Concessiva
Ex. Mesmo estudando, não conseguiu aprovação.
Sendo t√£o inteligente, como erraste tanto?

d- Temporal
Ex. E rangendo os dentes, despediu-se rudemente.
Estudando o caso, descobriu o erro.

Adjetiva

Ex. Esta é a prova comentada pelo professor.

Adverbiais

a- Causal
Ex. Entristecido, só queria ficar na fazenda.
Irritado com o despejo, o inquilino gritava palavr√Ķes.

b- Condicional
Ex. Aceito o julgamento, nada se poder√° fazer.
Suprimido o regulamento, haver√° indisciplina.

c- Concessiva
Ex. Mesmo cansados, n√£o desanimaremos.
Rodeado por hipócritas, o soldado não se abateu.

d- Temporal
Ex. Acabada a prova, iremos embora.
Concluído o trabalho, comemoraremos o acontecimento.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge

PS: No próximo mês, este blogueiro entra em merecidas férias. Nos veremos na primeira segunda-feira de março.


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RECUPERAÇÃO DO ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA

 

ESTUDANTES DESINTERESSADOS EM AULAS

Existem jovens estudantes ainda adolescentes que buscam acertar nos estudos durante um ano letivo. S√£o seres especiais que sabem de sua compet√™ncia, intelig√™ncia e condi√ß√Ķes de aprendizagem. Alguns s√£o chamados de CDF, NERD, CR√āNIOS,¬† G√äNIOS e por a√≠ vai. Dentre esses h√° alguns que declaram n√£o gostar de estudar, mas s√£o respons√°veis e conscientes da NECESSIDADE de tal tarefa √°rdua. Esses jovens s√£o raros atualmente, pois a maioria se encontra no est√°gio de desinteresse total pelos estudos que d√° d√≥. Faltam muitas aulas ou v√£o √†s aulas desmotivados ou chegam atrasados em todos os primeiros hor√°rios, ligam seus acess√≥rios eletr√īnicos em sala de aula, n√£o interagem produtivamente nas aulas, √†s vezes s√£o REPETENTES, entregam atividades fora do prazo ou nem entregam atividades, fazem as atividades mal feitas, fazem pela metade ou fora das recomenda√ß√Ķes e exig√™ncias da proposta, em equipe se amparam naqueles CR√āNIOS, nem movem uma palha, mas pedem inclus√£o de seu nome, se comprometem a fazer as atividades em equipe e deixam o grupo em pavorosa por irresponsabilidade de n√£o fazer, fazer mal feito ou esquecer de levar ou apresentar no prazo. Mesmo assim, acredito que esses jovens querem algo diferente daquilo que a institui√ß√£o escolar oferece. Que ser√° mesmo que eles querem? Lembrando que aqueles estudiosos querem algo al√©m do oferecido pela escola, atrav√©s do sistema de ensino das pr√≥prias escolas p√ļblicas ou privadas. Isso √© fato!

ESTUDANTES TECNOL√ďGICOS

Mas como se encontra aparelhado o sistema de ensino atualmente? Estar√° acompanhando a evolu√ß√£o tecnol√≥gica com as diversas formas de aprendizagem e a massificada gama de INFORMA√á√ēES a cada segundo renovada? Possui estrutura adequada √† aprendizagem nessa evolu√ß√£o di√°ria das comunica√ß√Ķes e intera√ß√Ķes virtuais ou f√≠sicas? Em que institui√ß√£o se pode encontrar uma sala de aula completa com √°udio e v√≠deo prontos para intera√ß√£o de seus estudantes no mundo virtual a fim de adquirir uma aprendizagem condizente com sua vida pessoal, contextualizada com seu mundo?

ESTUDANDO PELO WhatsApp

Lembrando que estudei em ESCOLA P√öBLICA de An√≠sio Teixeira, como escreve a constitui√ß√£o, declaro que embora fosse ditada pelo regime militar, ao qual sou avesso, a qualidade de aprendizagem era muito boa. Era tanto que s√≥ os que tinham posse financeira estudavam. os demais n√£o estudavam. Eu, ah, eu estudei por “tr√°fico de influ√™ncia”, pois meu tio era professor da ESCOLA T√ČCNICA FEDERAL DA BAHIA e interveio para que eu e todos os meus irm√£os, pobres sobrinhos que mal tinha para comer, pud√©ssemos realizar testes de ascens√£o √† escola para podermos estudar. Assim, logramos √™xito e no CENTRO EDUCACIONAL CARNEIRO RIBEIRO, Escolas Classe 1 e Escola Parque estudamos e aprendemos muito bem as letras e os n√ļmeros assim como as OSPB e a EMC. Disciplina era a palavra de ordem. Nem tanto naquele tempo, nem t√£o pouco hoje. E fui vivendo e aprendendo a ler, escrever, calar e falar, me situando¬† e fazendo hist√≥ria como tamb√©m aprendi as ci√™ncias.

Um breve descrição me faz bem relembrar. Vejamos:

De segunda a sexta-feira havia aulas em dois turnos. No turno matutino, eu assistia aulas proped√™uticas que consistia de Ci√™ncias, Estudos Sociais, Matem√°tica e L√≠ngua Portuguesa. No vespertino, havia aulas de Educa√ß√£o F√≠sica (toda modalidade ol√≠mpica de esportes), Teatro, M√ļsica (coral com Prof. Hamilton Carvalho), Leitura na biblioteca, al√©m de derrubar jambo, manga verde e outras frutas das √°rvores frut√≠feras diversas da Escola Parque no bairro da Caixa D’√Āgua.

 

Um abraço com estas boas lembranças!
Adil Lyra


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Sobre a Arte de Escrever

www.moacirrocha.blogspot.com

Assunto instigante para muitos escritores, a produ√ß√£o textual ‚Äď qualquer que seja ela! ‚Äď quase sempre representa um momento de forte tens√£o para muitos de n√≥s. √Č o desafio da folha em branco, que Drummond belamente poetizou, em √Āporo. E se at√© para escritores consagrados o pontap√© inicial o faz tremerem, imagine para aqueles que n√£o t√™m a produ√ß√£o textual como uma pr√°tica di√°ria.

Veja, a seguir, o que diz Clarice Lispector sobre esse ofício essencial ao crescimento humano.

√ďtima leitura!

www.mensagenscomamor.com.br

COMO √Č QUE SE ESCREVE?

Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve?

Por que, realmente, como é que se escreve? que é que se diz? e como dizer? e como é que se começa? e que é que se faz com o papel em branco nos defrontando tranquilo?

Sei que a resposta, por mais que intrigue, √© a √ļnica: escrevendo. Sou a pessoa que mais se surpreende de escrever. E ainda n√£o me habituei a que me chamem de escritora. Porque, fora das horas em que escrevo, n√£o sei absolutamente escrever. Ser√° que escrever n√£o √© um of√≠cio? N√£o h√° aprendizagem, ent√£o? O que √©? S√≥ me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve.

www.releituras.com

 

 

 

In: A Descoberta do Mundo, p√°g. 156-57.
Editora Rocco ‚Äď Rio de Janeiro, 1999.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Elementos Essenciais da Narrativa

“Quem comanda a narra√ß√£o n√£o √© a voz: √© o ouvido.”
√ćtalo Calvino. In: As Cidades Invis√≠veis

www.arquivo.geledes.org.br

1) Enredo
√Č a estrutura narrativa, isto √©, o desenrolar dos acontecimentos. Pode ser dividido em:

‚Äď exposi√ß√£o: apresenta√ß√£o das personagens e localiza√ß√Ķes de tempo e espa√ßo.

‚Äď complica√ß√£o: envolvimento das personagens, trama que gera conflito e tens√£o.

‚Äď cl√≠max: o momento de maior tens√£o dram√°tica, o conflito atinge um √°pice.

‚Äď desfecho: consequ√™ncias geradas depois da ocorr√™ncia do conflito.

Aten√ß√£o: √Č importante lembrar que fatos sempre ocorrem numa sequ√™ncia: come√ßo, meio, fim. No entanto, o escritor pode alterar essa ordem, come√ßando a contar pelo meio ou pelo fim, dependendo do efeito que pretende alcan√ßar.

2) Narrador
√Č aquele que conta a hist√≥ria. Pode ser Narrador-personagem ou Narrador-observador.

3) Foco Narrativo
‚Äď narrador-observador: situado fora do enredo, o narrador disp√Ķe de todas as informa√ß√Ķes sobre os personagens: do passado e do futuro, das suas emo√ß√Ķes e dos seus pensamentos, da√≠ ser chamado de onisciente. A narra√ß√£o √© feita em terceira pessoa.

‚Äď narrador-personagem: dentro da narrativa, o narrador pode adotar o ponto de vista de um ou mais personagens. A narra√ß√£o √© feita na primeira pessoa.

4) Personagens
‚Äď protagonista: √© o personagem principal da hist√≥ria.

‚Äď antagonista: op√Ķe-se aos interesses da personagem principal.

‚Äď secund√°rios: participam dos fatos, mas n√£o constituem o centro dos interesses.

‚Äď redondo: personagem de alma e pensamentos bastante complexos.

‚Äď caricatural: possui tra√ßos de personalidade ou padr√Ķes de comportamento extremamente acentuados, √†s vezes beirando o rid√≠culo.

5) Tempo
‚Äď cronol√≥gico: os fatos s√£o narrados na ordem em que aconteceram. A sucess√£o das horas, dias, meses, anos √© apresentada, na narrativa, de acordo com o tempo f√≠sico ou natural.

‚Äď psicol√≥gico: h√° quebras na ordem cronol√≥gica dos fatos. Ora antecipa-se algum fato, ora recua-se no tempo e volta-se ao passado. A narrativa tem um fluxo intimamente ligado ao mundo interior do personagem, a seus conflitos, gera√ß√Ķes, reflex√Ķes, recorda√ß√Ķes etc.

Atenção: Pode não haver tempo definido na narrativa.

6) Espaço
√Č o ambiente, o cen√°rio por onde circulam personagens e se desenrola o enredo. O ambiente pode ser analisado em seus aspectos f√≠sicos como em seus aspectos sociais, pol√≠ticos, econ√īmicos etc. Em muitas narrativas, analisa-se a influ√™ncia do ambiente ‚Äď quer f√≠sico, quer social ‚Äď nos personagens, √†s vezes, tamanha a import√Ęncia na narrativa que chega a ser um personagem.

7) Conflito
√Č o momento de tens√£o da narrativa que ir√° gerar o enredo da hist√≥ria.

8) Clímax
√Č o momento de tens√£o m√°xima da hist√≥ria, o momento decisivo. H√° narrativas contempor√Ęneas em que o cl√≠max fica dilu√≠do, sendo dif√≠cil localiz√°-lo com precis√£o.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Um verso imortal!

www.revistalingua.uol.com.br

Luiz Costa Pereira Junior, editor da revista Língua Portuguesa, conta, na edição de dezembro do ano que findou, a origem do texto Lacraia, de Manoel de Barros. Veja:

‚ÄúEm 2005, pedi a Manoel que me enviasse um texto sobre a sua rela√ß√£o com a palavra. Recusou-se a remeter o escrito via internet, que n√£o era homem de lidar com essas coisas. Mandou, pelo correio mesmo, uma folha de papel alma√ßo, ordenadamente datilografada e assinada, coberta pela tinta gasta da m√°quina, seus repuxos e saltitos de letra, o estilo refinado pela crueza de menino do mato.‚ÄĚ

Na capa da revista, h√° uma chamada: ‚ÄúManoel de Barros Em texto exclusivo, poeta conta como criou um verso imortal.‚ÄĚ

√ďtima Leitura!

www.blogproinfanciabahia.wordpress.com

Lacraia

Um trem de ferro com vinte vag√Ķes quando descarrila, ele sozinho n√£o se recomp√Ķe. A cabe√ßa do trem ou seja a m√°quina, sendo de ferro n√£o age. Ela fica no lugar. Porque a m√°quina √© uma geringon√ßa fabricada pelo homem. E n√£o tem ser. N√£o tem destina√ß√£o de Deus. Ela n√£o tem alma. √Č m√°quina. Mas isso n√£o acontece com a lacraia. Eu tive na inf√Ęncia uma experi√™ncia que comprova o que falo. Em crian√ßa a lacraia sempre me pareceu um trem. A lacraia parece que puxava vag√Ķes. E todos os vag√Ķes da lacraia se mexiam como os vag√Ķes do trem. E ondulavam e faziam curvas como os vag√Ķes do trem. Um dia a gente teve a m√° ideia de descarrilar a lacraia. E fizemos essa malvadeza. Essa peraltagem. Cortamos todos os gomos da lacraia e os deixamos no terreiro. Os gomos separados como os vag√Ķes da m√°quina. E os gomos da lacraia come√ßaram a se mexer. O que √© a natureza! Eu n√£o estava preparado pra assistir aquela coisa estranha. Os gomos da lacraia come√ßaram a se mexer e se encostar um no outro para se emendarem. A gente, n√≥s , os meninos, n√£o est√°vamos preparados para assistir aquela coisa estranha. Pois a lacraia estava se recompondo. Um gomo da lacraia procurava o seu parceiro parece que pelo cheiro. A gente como que reconhecia a for√ßa de Deus. A cabe√ßa da lacraia estava na frente e esperava os outros vag√Ķes se emendarem. Depois, bem mais tarde eu escrevi este verso: Com peda√ßos de mim eu monto um ser at√īnito. Agora me indago se esse verso n√£o veio da peraltagem do menino. Agora quem est√° at√īnito sou eu.

Manoel de Barros

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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FELIZ NOVA GRAM√ĀTICA 2015

FELIZ NOVA GRAM√ĀTICA EM 2015

 

‚ÄúNada do que foi ser√° de novo do jeito que j√° foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passar√°. A vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito…‚ÄĚ Quer dizer ent√£o que neste ano os erros passados deixar√£o de existir e que a gram√°tica n√£o ser√° mais a mesma e que nenhuma escorregada acontecer√° mais porque isso ficou pra tr√°s? SQN!

 

O sol no final da onda

Ai se sesse assim desse jeito! E se s√≥ de acertos vivessem as pessoa no ano novo? Mas n√£o acontece assim! Os erros continuam sim! O que muda s√£o as formas de agir diante de nossos desacertos com intuito de corrigir, com uma profunda reflex√£o, nossas a√ß√Ķes di√°rias!

Vamos ent√£o ler o seguinte poema e FELIZ NOVA GRAM√ĀTICA 2015!

 

FOGOS DE FELICIDADES PELO ANO NOVO!

-”Mais r√°pido
Que um avi√£o chamas
Capaz de preencher
Grandes orifícios
Sem fazer o menor esforço
Apresentando pela 1¬į vez
Em estréia internacional
Assaltaram a Gram√°tica
Nova fórmula, novo sabor
Vitaminado, vai!”…

Assaltaram a Gram√°tica
Assassinaram a Lógica
Huuumm!
Botaram Poesia
Na bagun√ßa do dia-a-dia…

Sequestraram a Fonética
Violentaram a Métrica
Huuuumm!
Meteram Poesia
No meio da b√īca’l√≠ngua…

-”Ooh! Ooh!
Só não pode beber
Com a boca no gargalo
N√£o perca o show do intervalo”…

L√° vem o poeta
Com sua coroa de louros
Bertalha, agri√£o, piment√£o, boldo…
O Poeta é a Pimenta
Do Planeta…

-”Dentro de instantes
Os melhores lances do 1* tempo
N√£o perca os piores momentos”..

Assaltaram a Gram√°tica
Assassinaram a Lógica
Huuuumm!
Botaram Poesia
Na bagun√ßa do dia-a-dia…

Sequestraram a Fonética
Violentaram a Métrica
Huuuumm!
Meteram Poesia
Onde devia e onde n√£o devia…

L√° vem o poeta
Com sua coroa de louros
Bertalha, agri√£o, piment√£o, boldo…
O Poeta é a Pimenta
Do Planeta…

“Aaai!
-Estupraram a Gram√°tica
Senhora datilógrafa
Anota aí na máquina
O Zagalo vai mudar de t√°tica
E no intervalo
Eu quero ver a matem√°tica
Dessa pelada
Violentaram o 2* tempo
Sequestraram
Meus melhores momentos
Expulsaram a lógica
Chutaram a fonética
Eu vou de arquibancada
Ou de cadeira
(Elétrica?)
√Ē frangueiro!
Bate logo o tiro de métrica
Eu entro de carrinho
E faço um gol de bicicleta
(Ergométrica?)
O Poeta é a Pimenta do Planeta
Passa essa bola
Que eu v√ī meter de letra
-Na bagunça do dia-a-adia
-Eu entro em cena, t√ī na √°rea
Se derrubar é pena
Pena! Pena! Pena!
Penalidade M√°xima!”…

Se me derrubar!
Se me derrubar!
Eu t√ī na √°rea
O Juíz tem que apitar
Se me derrubar!
Se me derrubar!
Eu t√ī na √°rea
O Juíz tem que apitar
Lulu!…

L√° vem o poeta
O poeta j√° vem l√°
L√° vem pimenta
A pimenta j√° vem l√°
Pimenta-malagueta
Pr√° me alimentar
Pimenta-malagueta
Pro plan√™ta balan√ßar…

Assaltaram a Gram√°tica
Assassinaram a Lógica
Huuumm!
Botaram Poesia
Na bagun√ßa do dia-a-dia…

Se me derrubar!
Se me derrubar!
Eu t√ī na √°rea
O Juíz tem que apitar
Se me derrubar!
Se me derrubar!
Eu t√ī na √°rea
O Ju√≠z tem que apitar…
Juiz!…

Sequestraram a Fonética
Violentaram a Métrica
Huuuumm!
Meteram Poesia
No meio da b√īca’l√≠ngua…

L√° vem o poeta
Com sua coroa de louros
Bertalha, agri√£o, piment√£o, boldo…
O Poeta é a Pimenta
Do Planeta
Aaaai!…

Um abraço e feliz ano novo mesmo!

Adil Lyra


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Feliz 2015! Com Drummond…

Meu poema predileto para leitura a cada ano que se inicia √© Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade, mas como a “receita” foi postagem do ano passado, resolvi garimpar outros poemas que, no m√≠nimo, pudessem mirar essa obra-prima.

N√£o teve jeito! Outra vez o poeta mineiro aparece, aqui,¬† com Passagem de Ano, outra obra sua capital. Sobre Drummond, o poeta e professor de teoria liter√°ria, Marcos Siscar, diz: “O que gosto em Drummond √© a capacidade que ele tem de ir a fundo em cada coisa mi√ļda, radicalizando as consequ√™ncias dos pequenos gestos.”

Poderia acrescentar: de modo cerebral, sarc√°stico, mordaz, √°cido.

Que bom, n√£o?!

√ďtima Leitura!

www.margaridacafe.com.br

Passagem do Ano

O √ļltimo dia do ano
n√£o √© o √ļltimo dia do tempo.
Outros dias vir√£o
e novas coxas e ventres te comunicar√£o o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
far√°s viagens e tantas celebra√ß√Ķes
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficar√° repleto e n√£o ouvir√°s o clamor,
os irrepar√°veis uivos
do lobo, na solid√£o.

O √ļltimo dia do tempo
n√£o √© o √ļltimo dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contr√°rio,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe at√© se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu av√ī tamb√©m.
Em ti mesmo muita coisa, j√° se expirou, outras espreitam a morte,
mas est√°s vivo. Ainda uma vez est√°s vivo,
e de copo na m√£o
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.

Surge a manh√£ de um novo ano.
As coisas est√£o limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca est√° comendo vida.
A boca est√° entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia Completa.
RJ: Editora Nova Aguilar, 2003.

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Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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REFLEX√ÉO SOBRE O NATAL DA GRAM√ĀTICA #partiu emo√ß√Ķes e festejos!

 

 

FELIZ NASCER DE NOVO!

 

Os festejos natalinos buscam reviver ou renascer nos cora√ß√Ķes das pessoas momentos vividos que emocionaram de alguma forma! Mas que significa a palavra NATAL? Qual sua origem? Que verdade ou verdades ela representa? Que sentido a palavra representa para cada pessoa? Essas e outras indaga√ß√Ķes √© que vou tentar trazer do ponto de vista das emo√ß√Ķes, omitindo o sentido comercial ou religioso atribu√≠do pelos interesses da igreja e do capital entre outros. Sobre esses aspectos, h√° muita controv√©rsia.

 

FELIZES AMIZADES!

  1. Ent√£o √© natal e as pessoas, tocadas por uma emo√ß√£o moment√Ęnea se entregam √†s mensagens e se envolvem em um mar de votos de felicidades e harmonia e PAZ! Fico a me perguntar sobre o que se passou durante a outra parte do ano vivido em sociedade. Quero saber que fim levou as ofensas, provoca√ß√Ķes, ass√©dios morais, descontroles emocionais, irrita√ß√Ķes no tr√Ęnsito e no trabalho, nos campos de futebol entre as torcidas, nas diverg√™ncias pol√≠ticas e de ideais. Quero entender o que foi feito com os crimes cometidos para alguns dos quais os Presidentes e Presidenta da Rep√ļblica d√£o indultosde natal. Quero saber onde est√° o INSTINTO(assistam ao filme com Anthony Hopkins, Cuba Gooding Jr., Donald Sutherland, Maura Tierney) de humanidade consciente das pessoas que sabem se expressar estrategicamente para dizer palavras emocionadas de pedidos de perd√£o demonstrando humildade para receber um abra√ßo, um afago, um gesto de olhar sincero ou outro de interesse pessoal. O que faz as pessoas pensarem que ‚Äúent√£o √© natal‚ÄĚ e s√≥ agora devem rever seus erros e falhas cometidas por todos os outros dias do ano esquecidos nesse per√≠odo?

 

 

NATAL AFRO DESCENDENTE

TODOS OS ORIX√ĀS EST√ÉO CONOSCO

http://www.youtube.com/watch?v=EuEW3Tgxrr8 INSTINTO (assistam ao filme com Anthony Hopkins, Cuba Gooding Jr., Donald Sutherland, Maura Tierney)

 

 

AX√Č PRA TODAS N√ďS, CRIATURAS!

AX√Č PRA TODAS N√ďS, CRIATURAS!


Ah! Ent√£o √© natal. Hora de refletir sobre o renascer dentro de si e voltar o olhar para ver e enxergar o outro pela necessidade que tem e n√£o pelos bens que tem. Hora de doa√ß√£o de bens materiais e emocionais porque esse √© o momento. Passei o ano e nem me dei conta de que a cada momento eu deveria estar atento √† reflex√£o, tomar consci√™ncia e ao tratamento imediato dos meus erros diante do outro. Mas agora √© natal e eu preciso mostrar minha bondade, minha humildade, dar meu perd√£o, pedir meus perd√Ķes todos, mostrar que tamb√©m mere√ßo tudo e fazer votos de sa√ļde, paz, dinheiro abundante. Claro! √Č natal! Esse √© o momento. Mas por que n√£o fiz isso o ano todo? Ah! √Č porque n√£o √© NATAL!

Gente! √Č hora de nascer de novo todos os dias!

 

HUMILDADE e RESPEITO!

Comungando com Paulo Jorge, agrade√ßo aos amigos leitores, aos colaboradores do IBAHIA que cuidam de nosso BLOG DE L√ćNGUA PORTUGUESA e aos amigos Paulo Jorge e Marta Mendon√ßa por mais um ANO com essa parceria produtiva e saud√°vel!

Feliz nascer de novo,

Adil Lyra


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O Natal, por Vinicius de Moraes

Caras (os) Leitoras (es),

Pensei em trazer para reflex√£o, nesta semana de Natal, o texto Zero Grau de Libra, produ√ß√£o luminosa de Caio Fernando Abreu, mas os versos deste poema de Vinicius venceu uma batalha interior que travei antes da¬† escolha da postagem. No entanto, a vis√£o de Natal do poetinha vai ao encontro do pensamento demasiado humano do grande escritor ga√ļcho.

Observem, por exemplo, este “di√°logo” estabelecido entre eles em “Pois para isso fomos feitos: Para a esperan√ßa no milagre“, por Vinicius, e em “E, porque tudo √© ritual, porque f√©, quando n√£o se tem, se inventa, …“, em Caio Fernando Abreu.

Que Deus Рse é que existe! Рderrame teu olhar mais amoroso sobre todos nós!

Feliz Natal!

www.adrianacaitano.wordpress.com

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
M√£os para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim ser√° a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois t√ļmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

N√£o h√° muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos cora√ß√Ķes
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

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Poesia Completa e Prosa
Editora Nova Aguilar. Rio de Janeiro, 1986.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A Reg√™ncia Verbal ‚Äď II

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Nesta semana, postamos mais alguns verbos cuja regência requer atenção do usuário da Língua Portuguesa ao utilizá-los na oralidade e na escrita.

Vejam:

DAR

VTDI = entregar (com a preposição a)
Ex. Dê exemplo aos seus filhos.

DESCULPAR

VTDI = quando pronominal
Ex. Desculpe-me pelo atraso.

ESQUECER

VTD ou VTI = neste √ļltimo caso, √© sempre pronominal.
Ex. Esqueci todos os meus documentos.
Esqueci-me de todos os meus documentos.

VTI = quando se dá ao ser esquecido a função de sujeito.
Ex. Esqueceu-me o documento.

INFORMAR

VTDI = esclarecer
Ex. Informei-o do ocorrido na reuni√£o.
Informei-o sobre o ocorrido na reuni√£o.
Informei-lhe o ocorrido na reuni√£o.

LEMBRAR

VTD ou VTI = neste √ļltimo caso, sempre pronominal
Ex. N√£o lembro o seu nome.
N√£o me lembro do seu nome.

VTD = fazer recordar.
Ex. Esse rapaz lembra o pai em tudo.

VTDI = advertir.
Ex. Lembrei a meus amigos o dia do meu anivers√°rio.

VTI = quando se dá ao ser lembrado a função de sujeito.
Ex. N√£o lhe lembram os bons momentos de inf√Ęncia?

OBEDECER – DESOBEDECER

VTI = sempre (obedecer a, desobedecer a)
Ex. Bons filhos nunca desobedecem aos pais.

Obs. I: Quando o complemento √© coisa, n√£o aceitam lhe, lhes, mas a ele e suas varia√ß√Ķes.
Ex. O regulamento é esse, e todos devem obedecer a ele.

Obs. II: Mesmo sendo intransitivos, admitem a voz passiva.
Ex. O regulamento é obedecido por todos.

PAGAR – PERDOAR

VTDI = com objeto direto para coisa e objeto indireto para pessoa.
Ex. Paguei todas as minhas dívidas a meus credores.
Perdoei todas as dívidas a meus devedores.

PRECISAR

VTD = indicar com exatid√£o
Ex. O piloto precisou o local do pouso e aterrissou.

VTI = necessitar
Ex. Aqui ninguém precisa de sua atenção.

PREFERIR

VTDI = sempre, e com a preposição a.
Ex. Prefiro a letra à musica.

QUERER

VTD = desejar
Ex. O presidente disse ao ministro que n√£o o queria mais no governo.

VTI = estimar
Ex. O menino queria muito ao pai.

VISAR

VTD = p√īr o visto ou mirar.
Ex. J√° visei o cheque.

VTI = almejar
Ex. Todo político visa ao poder.

Obs. I: N√£o aceita lhe, lhes como complemento, mas apenas a ele e suas varia√ß√Ķes.
Ex. O poder envaidece; por isso todos visam a ele.

Obs. II: Seguido de infinitivo, omite-se a preposição.
Ex. Todo político visa chegar ao poder.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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