Dia Nacional do Escritor

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Hoje, 25 de julho, é o Dia Nacional do Escritor, data que celebra as pessoas que têm a palavra escrita como instrumento de trabalho. Embora a reverência seja ampla, feita ao produtor de textos tanto científicos quanto fictícios, aqui, renderemos homenagens àqueles que se dedicam ao ofício de tornar a passagem humana pela Terra uma aventura divina.

E o mestre de cerimônia deste evento será Mário Quintana. Um gigante na arte de fazer poesia, com uma simplicidade que alcança os Deuses, e o poema dele que você lerá, a seguir, confirma esta relação dos poetas com a divindade.

Ótima Leitura!

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Se eu fosse um padre!

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
… e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Mário Quintana, em Nova Antologia Poética,
Editora Globo – SP, 1998, pág. 105.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Procura-se um Amigo!

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Segundo os calendários comemorativos, no dia 20 de julho, celebra-se o Dia do Amigo ou Dia Internacional da Amizade, sentimento esse essencial à construção humana. Tanto sim que, em Língua, Caetano Veloso afirma ser esse sentimento maior que o próprio amor: “E sei que a poesia está para a prosa / Assim como o amor está para a amizade / E quem há de negar que esta lhe é superior”. Certamente, o gênio da MPB – Música Popular Brasileira, alegaria em sua defesa que dentro da amizade já estaria o amor, vinda, daí, a sua superioridade. Quem há de negar?!

Aliás, esses dois sentimentos são motivo de comparação também para o poeta Mário Quintana, ao dizer que “A amizade é um amor que nunca morre.”, e para a escritora francesa Marguerite Yourcenar: “A amizade é, acima de tudo, certeza – é isso que a distingue do amor.”

O texto que você lerá, a seguir, celebra este sentimento e, diferentemente do que alguns pensam, e sites registram, não pertence à obra poética de Vinícius de Moraes. É de autoria desconhecida, embora pareça estranho que um texto de tamanha beleza não possua registro de autoria.

Feliz Dia do Amigo!

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Procura-se um Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e saber calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de ser amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.

Autoria desconhecida

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Poesia Matemática

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Millôr Fernandes nasceu no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, e faleceu na mesma cidade, em 2012. Filho de engenheiro, deveria ter se chamado Milton, mas a caligrafia do tabelião o fez Millôr. Artista múltiplo, Millôr foi desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo, algo, convenhamos, raro, no Brasil.

O poema que você lerá, a seguir, foi publicado na extinta revista O Cruzeiro, em 1949, e, segundo alguns especialistas em Matemática, contém dois erros. Leia, atentamente, os versos do poema e tente descobrir quais são os dois equívocos matemáticos observados no texto.

As respostas estão no final da postagem.

Ótima Leitura!

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Poesia Matemática
ou
Trigonometria Amorosa

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a, do Ápice à Base,
uma figura ímpar:
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo octogonal, seios esferóides.
Fez da sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar,
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes até aquele dia
em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Freqüentador de círculos concêntricos, viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade como aliás em qualquer
sociedade.

O Cruzeiro, 1949

Respostas:

1) “Quem és tu?”, indagou ele / em ânsia radical. / “Sou a soma dos quadrados dos catetos. / Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
R.: Está incorreto, pois a hipotenusa é definida pela RAIZ QUADRADA da soma dos quadrados dos catetos.

2) “Fez da sua uma vida / paralela à dela / até que se encontraram / no infinito.”
R.: Se duas retas são paralelas, elas NUNCA se encontrarão, nem no infinito.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Tipos de Discurso

Dentre os Elementos da Narrativa, a linguagem é um dos aspectos que mais contribui para o enriquecimento da obra literária. O autor cria o narrador – ou narradores – e os personagens se utilizando de três Tipos de Discurso.

Veja:

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I – Discurso Direto: O narrador reproduz textualmente a fala dos personagens, usando palavras deles mesmos, como as teriam pronunciado.
Ex. O presidente pediu:
– Fale mais alto e seja mais rápido, pois há outros deputados inscritos.

“Em lá chegando, pediu audiência ao homem e perguntou:
– Qual é o lance aqui?”

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II – Discurso Indireto: O narrador “traduz” a fala dos personagens. Usa suas próprias palavras para contar ao leitor o que teria dito o personagem.
Ex.
O presidente pediu que falasse alto e fosse mais rápido, pois havia outros deputados inscritos.

“Em lá chegando, pediu audiência ao homem e perguntou qual era o lance ali.”

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III – Discurso Indireto-livre: O narrador parece “escutar” o interior do personagem. Para criar esse efeito, a “fala” interior do personagem vem diretamente inserida na linguagem do narrador, de maneira tal que não se sabe bem até onde vai o narrador ou onde  começa  o personagem.
Ex.
O presidente irritou-se. Uns ignorantes, era o que eram, todos uns ignorantes. Por que o Idiota falava tão baixo? E, pior ainda, por que tão devagar? Não sabia que havia outros deputados inscritos?

Como nas noites precedentes, uma fila de agricultores se formou na porta de uma padaria e o padeiro saiu a informar que não havia pão. Por quê? Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde então estava ela? Eles invadiram a padaria e levaram o estoque de roscas e biscoitos, a manteiga e o chocolate.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Figuras de Pensamento

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Finalizando a trilogia das Figuras de Linguagem, apresentamos, hoje, as Figuras de Pensamento, que lidam com a subjetividade, exploram a riqueza de significados escondidos por trás de uma determinada ideia ou de uma determinada expressão.

Veja, a seguir, a Classificação delas:

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Ocorre uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Ex. Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói. Caetano Veloso

Apóstrofe: Existe a invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática
Ex. “Colombo, fecha a porta dos teus mares!” Castro Alves

Disfemismo: Emprego de palavra ou expressão depreciativa, ridícula, sarcástica ou chula, em lugar de outra palavra
Ex. É um jogador perna-de-pau.

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Uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como desagradável ou chocante.
Ex. O nosso presidente gosta muito de faltar com a verdade.

Gradação: Existe uma sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia.
Ex. “O preço é módico que o proteja contra o acaso, o imprevisto, o azar, o risco de viver.” Clara dos Anjos / Lima Barreto

Hipérbole: Existe exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto.
Ex. Já falei mais de mil vezes e você não entendeu!

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Sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
Ex. Que bela educação, hein?! Só sabe dizer palavrões!

Litotes: Combina a ênfase retórica com a ironia, não raro sugerindo uma ideia pela negação do seu contrário.
Ex. Você não é nada bobo!

Paradoxo: Ocorre na aproximação de palavras de sentido oposto e, também, na de idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo.
Ex. “Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer”  Luís de Camões

Preterição: Finge-se não querer falar de coisas sobre as quais se está, indiretamente, falando.
Ex. Tenho dedicado minha vida à causa dos desfavorecidos, sou íntegro, ponho sempre os interesses públicos acima de meus próprios interesses. Não quero, no entanto, elogiar-me.

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Atribui-se movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários.
Ex. “Palmeiras se abraçam fortemente.”           Eduardo Dusek & Luiz Carlos Góes

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A LINGUAGEM DA VIDA NORDESTINA E DO SÃO JOÃO

 

CULTURA POPULAR DO NORDESTE

Estive lendo vários textículos sobre a maior festa cultural do nordeste brasileiro, retratando diversas características de nossa linguagem peculiar e identitária. Daí pensei em como pode alguém querer censurar e tolher as expressões que usamos em nossa riquíssima região. Não, não pode. Seria o mesmo que exterminar uma riqueza do país a partir do uso particular e próprio de nossa língua.

A TURMA DA MÔNICA NO NORDESTE

Encontrei algumas dessas expressões linguísticas para lermos e refletirmos como proceder diante das diferentes formas de uso da Língua Portuguesa.  http://culturanordestina.blogspot.com.br/2007/11/dicionario-nordestino.html

Lista de palavras e expressões nordestinas

Veja uma lista de palavras e expressões típicas do povo nordestino:
A
A MIGUÉ- À toa, relaxado, largado, sem interesse
A PULSO – À força. Contra a vontade
ABESTADO – Otário. Tolo
ABESTALHADO – Otário. Tolo
ABILOLADO – Doido
ABIROBADO – Maluco.
ABISCOITADO – Maluco, desorientado.
ABUFELAR – Agarrar pela gola, agredir.
ABULETADO РPessoa que ocupou um espa̤o tomou conta do
“pedaço” (fulano aboletou-se na casa de sicrana e não sai mais);
ABUTICADO – Pessoa espantada, com os olhos vidrados
(abuticados).
ACOITE – Chicote.
ACUNHAR – Chegar junto.
ADULAR РAgradar, bajular. Fazer a vontade de algu̩m
AFEIÇOADO – Pessoa bem aparentada (bonita, arrumada);
AFOLOZADO – Folgado, arrombado.
AGONIADO – Aflito, afobado, amargurado, angustiado, apressado,
indisposto.
AI DENTO РResposta a qualquer provoca̤̣o.
AJEGADO РQuem tem p̻nis grande.
ALDEOTA – e seguramente o maior bairro informal do País. Os
especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo
bairro novo.
ALFININ РEsp̩cie de rapadura.
ALPERCATA – Sandália de couro.
ALTEAR – Aumentar o volume do som. Subir algo.
ALUMIAR РIluminar. Projetar luz sobre algo ou algu̩m.
AMANCEBADO – Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO – Cor laranja.
AMARRADO- Mesquinho.
AMOLEGAR – Apalpar ou apertar um corpo mole ou uma parte dele.
AMOSTRADO – Quem mostra que tem dinheiro ou poder.
ANDE TONHA! РExpresṣo popular que indica o ato sexual.
ANEL DE COURO – Ânus. Cú.
APERREAR – Encher o saco.
APETRECHADA – Dotada de beleza física.
APOIS РExpresṣo de concord̢ncia.
APOQUENTAR – Aborrecer, azucrinar, chatear.
APRAGATA – Alpercata.
APRUMADO – Arrumado, bem vestido, bonito, de bons modos.
APURRINHADO – Com raiva, puto.
ARENGA – Briga
ARIADO – Desnorteado
ARIAR A FIVELA РDan̤ar apertado, ralabucho.
ARRE EGUA! РInterjei̤̣o que pode significar qualquer coisa a
depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação…).
ARRETADO – Bom, legal, perfeito.
ARRIBAR – Ir embora.
ARROCHADO – Valentão.
ARROTO DE CU – Peido.
ARRUDIAR – Dar a volta.
ÁS DE COPAS – Ânus. Cú.
ASSUSTADO – Baile caseiro programado pelos jovens na casa de
um deles; tertúlia.
ATAIAR – Atalhar. Ir por um caminho mais curto
ATARENTADO – Aperriado, desnorteado, perdido.
AVALIE – Imagine.
AVEXADO – Apressado.
AZOGADO – Virado na peste, puto, agoniado, brabo.
AZUADO РAlgu̩m desligado.
AZULAR – Dar o fora.
B
BABÃO – Puxa saco, xeleléu.
BACURIM – Porco novo.
BAE DE CUIA РNo jogo de futebol, corresponde a len̤ol.
BAITINGA – Tratamento informal entre velhos amigos, no sentido
pejorativo o mesmo que BAITOLA, depende da entonação da voz.
BAITOLA РViado. (A palavra tem origem na constrṳ̣o da primeira
estrada de ferro do Ceará. O chefe da obra era um engenheiro
inglês, muito afetado, que repetia “atenção para a baitola” se
referindo a bitola (distância entre os trilhos).
BAIXA DA ÉGUA – Lugar distante.
BAIXAR O LOMBO Emagrecer.
BALAÇAR A TANAJURA – Dançar.
BALADEIRA – Estilingue.
BALAIO – Cesto feito de cipó ou palha, sem alça.
BALDEAR – Perturbar.
BALEADEIRA – Baladeira, atiradeira, bodoque, estilingue.
BAMBA – Cambaleante. Sem equilíbrio.
BANANA – Parte do boi conhecida no Sudeste do Brasil como
lagarto.
BANANA-PRATA – Banana-branca.
BANCA РAula particular fora do curso regular. Refor̤o escolar
BANDA РLado, parte lateral, peda̤o.
BANGÜÊ – Caixa retangular com 4 cabos de madeira para transporte
de materiais de construção.
BANHO DE ASSEIO – Banho em que a pessoa lava apenas os
órgãos genitais.
BANHO SAPECADO – Banho rápido e incompleto.
BARNABÉ – Funcionário de prefeitura.
BARNEI – (bá) Pessoa nova no lugar.
BARRÃO – Porco novo usado como reprodutor.
BARREADO – Confuso, sem saber o que fazer ou o que dizer.
BASCULANTE РVitr̫.
BATATA-DO-REINO – Batata.
BATENTE – Obstáculo de madeira ou concreto construído no chão
para impedir que a água entre pela porta.
BATER A CAÇULETA – Morrer.
BATER FÔFO – Não cumprir um compromisso.
BATER SETE FREGUESIAS – Andar por vários lugares.
BATER UMA EM INTENÇÃO DE – Masturbar-se pensando
especificamente em alguém.
BATORÉ – Baixinho.
BEBER COM FARINHA – Ingerir bebida alcoólica demais.
BEBEU Р(b̩b̩u) Boneca de pano.
BEIÇO – Lábio
BEIJU – Biju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro
tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado
e sarolho (seco, salgado e mais solto).
BEM-EMPREGADO – Bem-feito! Frase usada para dizer que o
castigo foi merecido.
BENÇA Pedido de benção.
BERADEIRO – Matuto, Tabaréu.
BEREU – Zona; baixo meretrício; cabaré.
BESTAR – Bobear.
BEXIGA – Coisa ruim.
BEXIGUENTO РPessoa que ṇo presta.
BEZERRO – Contração voluntária ou involuntária na vagina,
semelhante a um bezerro mamando.
BIBOCA – Beco ou lugar estranho. Lugar apertado, escondido,
estreito.
BICA – Calha, canal ou tubo em forma de meia cana para escorrer a
água.
BICADA РDose normalmente de cacha̤a
BICHINHO – Forma carinhosa de chamar um animal ou uma pessoa
pequena ou querida.
BICO – Chupeta.
BIGU РCarona, condṳ̣o gratuita.
BIJU – Beiju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro
tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado
e sarolho (salgado, seco e solto).
BILA – Bola de gude.
BILOTO РBoṭo.
BIMBA РP̻nis de crian̤a. P̻nis pouco desenvolvido.
BIQUEIRA – Calha para escorrer a água da chuva.
BIQUEIRO – Que come pouco.
BIRIMBELO – Qualquer coisa
BISCATEIRA – Prostituta.
BISNAGA – Pão comprido de forma cilíndrica e com as pontas finas.
BOCA DE SIRI – Caladinho, Na moita.
BOCA QUENTE – Lugar perigoso.
BOCA-BANCA РAtitude bo̤al.
BOCA-DE-SUBACO – Pessoa muito calada, bicho do mato.
BOCA-DE-TRAMELA – Pessoa que fala muito.
BOÇAL-BANQUISTA – Pessoa pedante.
BOCAPIO – 1. Sacola grande feita com palha. 2. Atraso na vida.
Pedir esmola.
BOCÓ – Bobo, tolo.
BODOSO – Bacana, arrumado.
BOGA – Ânus.
BOGAR – Surgimento de uma bolha na pele.
BOI – Menstro (A mulher tá de boi, menstruada).
BOLA DE ASSOPRO – Balão, bexiga. Bola de gás usada em
decorações de festas.
BOLA DE MARRAIA – Bola de marraio. Bola de gude. Bolinha de
vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLA DE MARRAIO – Bola de gude. Bola de vidro usada pelas
crianças para brincar.
BOLACHA DE GOMA – Saquarema. Biscoito, achatado e seco, feito
com polvilho.
BOLACHÃO FOFO Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal e
margarina.
BOLACHÃO SECO – Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal,
margarina, leite de coco, canela em pó e cravo moído.
BOMBA DE BREU РArtefato pirot̩cnico usado nas festas juninas.
BORA – Vamos embora.
BOTAR РColocar, p̫r.
BOTAR BANCA – Considerar-se superior, exibir-se, vangloriar-se.
BOTAR CABRESTO РControlar algu̩m.
BOTAR CANGA РDominar, oprimir algu̩m.
BOTAR NO MATO – Descartar, jogar fora.
BOTAR QUENTE – Agir ou falar com firmeza.
BOYZINHA – Moça nova
BRANCHUR – “Filosofo” muito citado no Ceará.
BREADO – Melado, sujo.
BRECHAR – Espiar, espionar, espreitar.
BRECHEIRO – Indivíduo que observa pelo buraco da brecha, da
greta ou da fechadura.
BREFAIA – Bagulho, porcaria.
BREGA – Meretrício. Prostíbulo. Zona.
BREGUESSO (BREGUÉSSO) – Objeto sem valor.
BRENHA – Lugar longe de difícil acesso.
BRIBA – Pequena lagartixa.
BRIDE Brida, rédea. Ferro colocado na boca do animal.
BROCA DO ZUVIDO (bró) Pé do ouvido
BROCHA РTachinha. Prego pequeno, de cabe̤a larga e chata,
usado para consertar calçados.
BRÔCO – Amalucado, abobalhado, desorientado, esclerosado.
BROCOIÓ – Pessoa boba, otário, demente.
BRONQUEIRO – Pessoa que gosta de confusão
BRUGUELO РCrian̤a pequena.
BUCHA – Comida que alimenta pouco, mas pesa na barriga.
BUCHADA – Comida feita com intestinos de bode, cabrito, carneiro
ou ovelha.
BUCHO – Barriga. 2. Pessoa muito feia.
BUCHO CHEIO РBarriga com beb̻ 2. Barriga cheia de comida ou
bebida.
BUCHUDA – Gestante.
BUFA РPeido que ṇo faz barulho.
BUJÃO – Niple (Plug). Peça de metal ou plástico usada bloquear a
boca do cano.
BULIDA – Mulher que perdeu a virgindade.
BULIR РAborrecer, brincar, ca̤oar, incomodar. 2. Agitar, mexer,
tocar em algo.
BULIÇOSO – Pessoa que mexe em tudo (não passa um minuto sem
mudar o canal da televisão, a sintonia do rádio, etc.)
BUNDA CANASTRA – Maria escombona, Virar de ponta cabeça.
BUNDEIRA – Mulher que prefere o coito anal (dar a bunda).
BUNEQUEIRO – Quem bota boneco (ver “butar buneco”).
BURACAJU – Apelido dado à cidade de Aracaju quando está com
muitas ruas esburacadas.
BURRINHO РGarrafa de Coca-Cola cheia de cacha̤a.
BUSCA-PÉ – Artefato pirotécnico, preso a uma pequena haste de
madeira que sai em ziguezague rente ao chão até estourar.
BUTAR BUNECO – Aprontar.
BUTICO – Ânus 

C
CABARÉ – Prostíbulo ou confusão.
CABEÇA-DE-FRADE – Obstáculo de cimento em forma de meia bola
para impedir o trânsito.
CABEÇA-DE-PREGO – Furúnculo.
CABELUDO РP̣o-doce feito com coco.
CABRA – Qualquer Indivíduo. Indivíduo destemido, provocador ou
valentão.
CABRA DA PESTE – Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA SAFADO – Indivíduo de atitudes incorretas.
CABRA-MACHO – Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRUNCO РCarb̼nculo. Coisa ruim.
CABRUNQUENTO – Coisa ou pessoa ruim.
CABUÊTA – Dedo duro.
CAÇADOR DE ANDRÓIDE – Indivíduo que tem relações sexuais com
homossexuais.
CACETE-ARMADO – Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio
e de baixíssima qualidade.
CACETINHO Biscoito de forma cilíndrica como um dedo.
CACHADO Cacheado. Cabelo ondulado.
CACHETE (ché) Carretel com linha de costura. Retrós.
CACHIMBEIRA – Parteira
CAÇOAR Zombar.
CAÇUÁ Cesto grande feito de bambu, cipó ou vime usado no
transporte alimentos ou animais pequenos colocado no lombo de
animal de carga.
CAÇULA – Filho mais novo de uma família.
CACULO (ú) Prato com comida demais. Algo demasiadamente
cheio.
CACUMBI Grupo folclórico formado só por homens que dançam em
homenagem aos santos padroeiros dos negros, São Benedito e
Nossa Senhora do Rosário.
CACUNDA Costas, dorso.
CADEIRAS Quadris, quartos.
CAFUÇÚ – Pessoa desajeitada, mal vestida, mala.
CAFUNDÓS DO JUDAS – Lugar distante.
CAGADO – Sortudo.
CAGADO E CUSPIDO РEncarnado e esculpido. Id̻ntico, igual, muito
parecido.
CAI DE PAU – Quem acusa.
CAIPORA – Quem fuma muito.
CAIR CACAU – Chover.
CAIXA-DO-PEITO – Tórax. Cavidade torácica onde ficam os pulmões
e o coração.
CAIXÃO – Caixão 1. Batente. Peça de madeira onde a porta ou janela
se encaixa ao fechar. 2. Algo perigoso que pode causar algum
problema ou a morte.
CAIXA-PREGOS – Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CAJURANA РHomem vestido de mulher em festa pr̩-carnavalesca.
CALANGO – Lagarto pequeno, típico do Nordeste.
CALÇOLA – Calcinha.
CALIBRADO – Meio tonto.
CALIFOM РSutị.
CALOMBO РIncha̤o na pele.
CALUNGA – Camundongo. Rato muito pequeno.
CAMBADA – Grupo de pessoas desprezíveis.
CAMBAIO – Que tem as pernas arqueadas para dentro.
CAMBALAFOICE – Amante, namorado.
CAMBÃO – Mulher feia.
CAMBAPÉ – Rasteira.
CAMBITO – Perna fina.
CAMBOTA – Pés separado (10 para 3).
CAMINHÃO DE FEIRA – Caminhão pau-de-arara. Caminhão coberto,
com bancos de madeiras longitudinais na carroceria usados para
transporte de pessoas.
CANECO – Copo pequeno.
CANELAU – gente pobre, plebe rude.
CANGA РPe̤a de madeira que une um grupo de bois para o
trabalho.
CANGACEIROS – Grupo folclórico que canta e dança representando
os cangaceiros.
CANGALHA – Suporte colocado no lombo dos animais para
transporte de carga.
CANGOTE – Nuca.
CANGUINHAS – Ávaro, mão-de-vaca, somítico.
CANJICA РCurau. Mingau com gṛos pilados de milho que se come
cozido em água e sal ou com leite e açúcar.
CÃO CHUPANDO MANGA – Corajoso, competente, feio.
CAPA-DE-SELA Amante.
CAPÃO – Frango capado.
CAPAR O GATO – Ir embora, fugir.
CAPIONGO – Tristonho
CAPOTARIA – Oficina para conserto de estofados de carro.
CAPOTE – Casaco.
CAPUCHO (CO) РSabugo. Espiga de milho sem os gṛos.
CARÃO – Bronca, repreensão.
CARECER – Necessitar, precisar.
CARITÓ – Solteirona. Mulher que envelhece sem conseguir casar.
CARNE MOQUEADA – Carne defumada e salgada.
CARNE-DE-SOL – Carne de vaca, sem ossos, cortada em tiras ou
mantas, levemente salgada e seca ao sol. Não é prensada e é mais
avermelhada do que a carne-seca.
CARNE-SECA – Charque, jabá. Carne de vaca, sem ossos, salgada,
comprimida e seca ao sol em mantas. É menos avermelhada do que
a carne-de-sol.
CARRADA – Grande quantidade.
CARRAPICHO РP̣o doce coberto com pequenos peda̤os de coco.
CARREGADO – Pessoa complicada ou comida de difícil digestão.
CARREGO (Ê) – 1. Carga, frete. 2. Pilha elétrica.
CARREIRA – 1. Correria, corrida veloz. 2. Fila, fileira. trilha.
CARROCEIRO РCondutor de carro̤a puxada por cavalos.
CARTA РHabilita̤̣o. Carteira Nacional de Habilita̤̣o.
CARURU РCreme ou pasta feita com quiabo, camaṛo, castanha,
leite de coco, amendoim, peixe, azeite-de-dendê, pimenta, etc.
CASA-DA-PESTE – Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CASA-DE-ANDAR – Sobrado. Casa de dois ou mais pavimentos.
CASADINHO Biscoito pequeno recheado com goiabada.
CASA-DO-CHAPÉU Lugar muito distante ou desconhecido.
CASCUDO – Tapa na cabeça, cocorote.
CATABÍ – Buraco na estrada (Esta estrada está cheia de catabí)
CATABIL – 1 Buraco na pista. Acidente de terreno que origina o
solavanco de veículos 2. O solavanco ou choque produzido pelo
buraco na pista.
CATENGA – Lagartixa escura.
CATOTA – Meleca.
CATRAIA – 1. Mulher muito feia. 2. Prostituta.
CATREVAGE – Gente cafona (isso parece um galicismo).
CAVACO-CHINÊS – Em São Paulo é chamado de beiju ou biju.
Massa seca em forma de cilindro. O vendedor anuncia a sua
presença na rua com um triângulo de metal batendo numa madeira.
CAVILAÇÃO – Dengo; chorão.
CAVOUCAR – Cavar, escavar.
CERCAR LOURENÇO – Arrudiar, não ir direto ao assunto.
CEROTO – Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE – Tampo. “Chico deu uma topada que tirou o chaboque
do dedo”.
CHABU – Falha na explosão de fogo de artifício.
CHÁ-DE-BURRO – Canjica. Mungunzá. Mingau de milho branco
cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
CHÃ-DE-DENTRO – Coxão mole. Carne da parte interior da coxa do
boi.
CHÃ-DE-FORA – Coxão duro. Carne da parte exterior da coxa do boi.
CHAPA – Radiografia; dentadura.
CHAPARIA – Funilaria, lanternagem.
CHAPEU DE TOURO – Chifre.
CHAPULETA – Cabeça do pau, Anel
CHAPULETADA – Porrada
CHAVE – Entrada, sinal. Primeiro pagamento na compra de um
imóvel.
CHEGA! CHEGA! – Venha rapidamente! Ajude-me!
CHEGANÇA – Dança que representa a luta travada pelos cristãos
para batismo dos mouros (turcos).
CHEI DOS PAU РB̻bado.
CHEIRADA РQuando o jogador ṇo acerta a bola; furada.
CHIBATA РCoisa grande, p̻nis.
CHIBATADA- Pancada.
CHIBIU – Órgão genital feminino, buceta
CHICOTE – Bunda, nádegas.
CHINFRIM – Vagabundo, sem valor.
CHIRINGAR – Esguichar água ou outro líquido, jato de liquido.
CHOPARIA – Choperia. Local onde se serve chope.
CHUCHAR – Cutucar, pulsar.
CHULIPA – Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
CHUMBADO – Bêbado, doente.
CHUPÃO – Cabra que gosta de chupar pau.
CHUPETA РMenino choṛo.
CHUVA DE PEDRA Chuva de granizo.
CHUVINHA Chuva de prata. Chuva pirotécnica. Um tipo de artefato
pirotécnico.
CIBAZOL – Coisa sem valor. “Não vale um cibazol”.
CIENTÍFICO – Colegial. Ensino Médio. Segundo Grau.
CISTERNA – Reservatório de água das chuvas.
COBRINHA РUm tipo de artefato pirot̩cnico.
COCADA-DE-AMENDOIM РP̩ de moleque. Doce duro, feito com
açúcar e amendoim torrado.
COCÓ – Tocaia.
COCOREU РConfuṣo, rolo.
COCOROTE – Tabefe, cascudo.
COITÉ – Cabaça. Cuia.
COITEIRO – Aquele que protege ou esconde criminosos ou
namorados.
COMBINADO – Em parceria.
COMBROGÓ – Cobogó. Elemento vazado de cerâmica, cimento ou
vidro, usado na construção de paredes com entrada para luz e
ventilação.
COMER ÁGUA – Tomar cachaça (Expressão muito usada na Bahia).
COMO O QUÊ Demais. Ex Você fala como o quê!
COMO TATU, SÓ TEM O CASCO E O CU! – Sem nada, sem
patrimônio, pobre.
CONCHO Confiante em si, vaidoso.
CORDÃO CHEIROSO Fio de barbante impregnado com um produto
que exala um cheiro desagradável ao ser queimado.
CORRALINDA – Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO – Ter em abundância. “Ali o dinheiro corre
frouxo”.
CORRIDO – Apressado, expulso.
CORTINADO – Mosquiteiro. Cortina ou rede fina colocada em volta
da cama para proteger dos mosquitos.
CORUJA – Pipa, papagaio
COTÔCO – Pedaço, ponta
COURO DE PICA – Algo que vai e volta. “Esse namoro e que nem
couro de pica”.
CRANCO – Cancro. Coisa ou pessoa ruim.
CRICRI – Chato, Insistente, Pentelho.
CRUZETA РCabide para camisas e calcas. Tamb̩m pode ser
pessoa enrolada, complicada.
CÚ DE CANA – Cachaceiro.
CUBAR – Olhar demais.
CUCURUTO – Topo da cabeça.
CU-DE-BOI – Briga. Conflito.
CU-DE-NOVELO – Pessoa que tem a bunda murcha.
CUIA РCaba̤a.
CUMÉ? – Como é?
CUMEEIRA – Telha em forma de meia cana usada nas partes mais
altas (cumes) ou nos vértices dos telhados.
CUMELÃO – Garanhão.
CUNHÃ – Neguinha
CUNHÃO – Corajoso
CURUBAU – Ver Canelau.
CURURU – Sapo grande.
CUSTAR – Demorar. “O ônibus esta custando muito”.
CUSTOSO Р1. Algo demorado. 2.Crian̤a manhosa.

D
DA BEXIGA – 1. Em grande intensidade. Ex. Estou com uma fome da
bexiga!
DA PESTE – Algo extraordinariamente bom ou ruim.
DANAÇÃO – Confusão, pressa, trapalhada.
DANOU-SE – Tá perdido
DANOU-SE! Р(̫) 1. Saiu apressado. 2. Expressa admira̤̣o,
entusiasmo, espanto, surpresa.
DAR CHABU – 1. Dar errado, falhar. 2. Defeito em fogo de artifício.
DAR COM A MÃO – Sinalizar com a mão.
DAR FÉ DE – Perceber.
DAR FIM – 1. Gastar, consumir. 2. Acabar, concluir, encerrar, matar.
DAR GASTO – Consumir, usar.
DAR GOSTO РDar prazer, ou satisfa̤̣o. Ex.: A qualidade ̩ de dar
gosto!
DAR NA FRAQUEZA – Sentir fraqueza ou moleza.
DAR NO COURO – Conseguir fazer sexo.
DAR O GRAU – Caprichar. “Pode deixar que vou dar o grau no seu
carro”
DAR O MAIOR 10 – Gostar muito.
DAR O PREGO РEngui̤ar.
DAR PARTE DE – Delatar. Denunciar.
DAR TRANCO РDar bronca. Dar caṛo. Repreender.
DAR UM AGRADO РDar uma gorjeta ou uma lembran̤a.
DAR UM CARÃO – Dar uma bronca. Repreender.
DAR UMA BARRIGADA – Defecar
DAR UMA PRENSA – Dar uma bronca. Pressionar.
DAR VENCIMENTO A РDar conta do pedido ou servi̤o.
DE BARRIGA – Grávida.
DE BELEZA – (gíria) De graça.
DE BOI – Menstruada.
DE HOJE – Faz tempo.
DE HOJE A OITO – Daqui a uma semana.
DE HOJE A QUINZE – Daqui a quinze dias.
DE LASCAR O CANO – 1. Bom demais. 2. Desagradável,
decepcionante, irritante, etc.
DE PRIMEIRO – Antes, antigamente.
DE VEZ – Fruto em estado ideal para ser colhido.
DEBOCHAR – Desprezar, menosprezar, zombar.
DE MATAR OGUARDA Bom, Gostoso.
DEFORETE – Escapada. (Vou tomar um deforete, mudar de vida,
escapada)
DEIXA DE PANTIN – Deixa de onda; Deixa de frescura (fulano está
com pantin, com manha)
DEMENTE – Indivíduo lento, lerdo, vagaroso.
DERNA – Desde
DERNONTONTE – Tem ainda
DERRADEIRO – Último.
DESARNAR – Desasnar. Aprender algo, ativar, avivar, deslanchar,
despertar.
DESCABRIADO РDesconfiado, que ṇo confia em algo ou algu̩m.
DESCORADO – Amarelo
DESDROBO РDesdobro (d̫) argumento pouco convincente ou sem
importância.
DESEMBESTADO – Sem rumo
DESGRACEIRA NO CAMINHO DA FEIRA РConfuṣo, lasqueira,
quiprocó.
DESGRAMA РDesgra̤a.
DESGRAMADO РDesgra̤ado.
DESMANTELAR – Arruinar, desarranjar, desconjuntar, desorganizar,
estragar.
DESPAMPARAR – Desgovernar. Perder o controle.
DESTRAMBELHADO – Atrapalhado, desajeitado, desarrumado,
desorganizado.
DEU A BOBÔNICA – Encrencou; fodeu; a coisa pegou.
DEU A GOTA SERENA – Encrencou; fodeu; a coisa pegou
DEU FÉ – Prestou a atenção (“Quando ele deu fé a coisa
aconteceu”)
DEU MANDÚ – Deu problema, pegou, agora fodeu
DEU O BUTE – Agora encrencou, nem para frente nem para atrás,
fodeu;
DEVER РLi̤̣o de casa. Tarefa escolar feita em casa.
DIA DOS ANOS Data do aniversário.
DIABEISSO! РQue diabo e isso! Expresṣo de espanto.
DIABINHO MALUCO РUm tipo de busca-p̩ (artefato pirot̩cnico)
pequeno, sem bomba, usado nas festas juninas, principalmente pelas
crianças.
DIACHO – Diabo.
DISTRENADO – Sem graça. “Fica todo distrenado quando elogiado”.
DISTRENADO – Sem preparo, Inexperiente
DOR-DE-CORNO – Dor de cotovelo. Tristeza de amor.
DOR-DE-FACÃO – Dor-de-veado. Dor pontiaguda e forte que se
manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de
algum esforço físico intenso.
DOR-DE-MULHER – Cólica menstrual.
DOR-DE-VEADO РDor-de-fac̣o. Dor pontiaguda e forte que se
manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de
algum esforço físico intenso.
DOR-D’OLHOS – Dor nos olhos causada por afecções (conjuntivite).
DOZE HORAS РEm Sergipe ̩ muito usada tanto para meio-dia,
como para meia-noite.

E
É DE LASCAR – Tá danado.
E FOI, FOI? – É mesmo?
É NÃO – Não é. O nordestino, inclusive o sergipano, fala o verbo
antes do advérbio.
É O BRINCO – Expressão idiomática que quer dizer que uma coisa é
muito estimada.
É O MENOR PREÇO? Frase usada pelo freguês para pechinchar.
É PINTO – É moleza, fácil.
ÉGUA – Meretriz. Prostituta.
EITA – (Êitcha) Eta. Palavra usada para expressar admiração,
alegria, dificuldade, espanto, surpresa, susto, etc.
EM VISTA – Diante.
EMBOLÉU – À toa, desprezado; pessoa jogada (Fulano vive aos
emboléu).
EMBUCHADA – 1. Pessoa aborrecida ou com raiva. 2. Mulher
grávida.
EMBURACAR – Entrar sem pedir licença.
EMPALHANDO РTomando o tempo de algu̩m.
EMPANZINADO РEmpanturrado. Com o est̫mago cheio de comida.
EMPAPADO – Que comeu alem da conta; Ver “Empazinado”
EMPARELHADO – Ao lado de. Lado a lado.
EMPATA FODA – Chato que fica atrapalhando o namoro do casal.
EMPATAR – Atrapalhar, dificultar, perturbar.
EMPENCADO – Acompanhado de um monte de gente.
EMPERIQUITADO – Enfeitado demais.
EMPESTEAR – Deixar um cheiro forte por onde passa ou fica.
EMPOMBAR – Reticente, Empacar
EMPRENHAR – Engravidar.
EMPRENHAR PELOS OUVIDOS – Acreditar em fofocas.
EMPRIQUITAR РCismar, ṇo aceitar.
ENBURACAR – Entrar sem licença.
ENCAFIFAR – Desconfiar. Ficar intrigado ou pensativo.
ENCANDEAR – Brilhar, ofuscar.
ENCANGADO – Indivíduo que anda sempre junto com outro.
ENCANGAR GRILO – Ócio, coçar o saco
ENCAPOTAR – Colocar capa ou casaco
ENCARCAR РEncalcar, calcar, apertar, comprimir, for̤ar.
ENCARDIR – Sujar muito
ENCARNADO – Cor vermelha
ENCASQUETAR – Implicar, Peitar, Cismar
ENCOSTADO Р1. Fora de atividade, licenciado. 2. Pregui̤oso.
ENCRUADO – Que fica muito tempo sem ter relações sexuais. Difícil
de sair.
ENDIREITAR – Acertar, arrumar, consertar, corrigir, colocar direito,
retomar ao rumo certo.
ENFADADO – Cansado.
ENGABELAR – Enganar, iludir.
ENGEAR (ENJIAR) – Engelhar, enrugar.
ENGODO РIsca para pescar camaṛo.
ENGOMAR – Passar roupa.
ENGROSSANTE – Gogó. Creme ralo feito com leite, farinha de
mandioca, amido de milho ou creme de arroz servido em mamadeira.
ENGUIAR Р(pronuncia-se a letra u) Engulhar. Sentir ̢nsia, enj̫o,
náuseas. Vomitar.
ENJEITAR – Abandonar, desprezar, recusar, rejeitar.
ENRICAR – Enriquecer.
ENSACAR РColocar a camisa por dentro da cal̤a.
ENTERTELA – Entretela. Pano enfiado entre o forro e o tecido de
uma roupa. Geralmente é usado no pescoço ou na cintura.
ENTERTELADO – Entretelado. 1. Bem arrumado, com gravata, com
a gola da roupa apertada no pescoço. 2. Com pano enfiado entre o
forro e o tecido de uma roupa. Geralmente, o pano é usado no
pescoço ou na cintura.
ENTOJADO – Farto de tanto comer.
ENTOJAR РEnjoar. Sentir enj̫o.
ENTOJO – (tô) Enjôo de mulher grávida.
ENTREVADO – Paralisado, paralítico.
ENTRONCHADO – Torto.
ENTRONCHAR – Desalinhar, entortar.
ENTROU COMO UMA BUFA E SAIU COMO UM PEIDO! – Entrou e
saiu rapidamente.
ENTROUXADO РAmontoado, bagun̤ado. Como uma trouxa de
roupas.
ENTUFADO – Amuado, emburrado, zangado.
ENVERGAR – Curvar, vergar.
ENXERIDA – Mulher galinha.
ENXERIDO – Atrevido, intrometido, metido, ousado.
ERRADO – 1. Indivíduo que não age corretamente. 2. Encabulado,
envergonhado.
ESBREGUE РBronca, repreenṣo.
ESCALDA-PÉS – Banho medicinal que se dá aos pés com água bem
quente.
ESCAMBAU – Etc
ESCANCARAR – Exibir, mostrar.
ESCANGALHAR РArruinar, bagun̤ar, estragar.
ESCAPULIR – Escapar, fugir.
ESCROTO – Bom de briga; cafajeste.
ESFARRAPADO – Mal vestido. Que tem a roupa em farrapos.
ESGARÇAR – Abrir, desfiar o tecido.
ESGOELAR – Gritar.
ESMOLAMBADO (MU) Mal vestido.
ESMOLER Р(̻smol̩r) Mendigo, pedinte.
ESPADA РArtefato pirot̩cnico preso a uma haste de madeira, que ̩
usado como arma na guerra de espadas realizada durante as festas
juninas.
ESPARRELA – Enganação
ESPEVITADO – Ágil, esperto, inquieto, malandro.
ESPIAR – Observar, olhar, ver, verificar.
ESPINHAÇO – Coluna vertebral
ESPINHELA CAÍDA Dor nos ossos peitorais.
ESPIRITADO – Escandaloso. Extrovertido.
ESQUENTE – Moletom, malha de ginástica; Jogging.
ESTILAR – Escorrer líquido do nariz.
ESTRIBADO – Cheio da grana.
ESTROVENGA – Um tipo de foice pequena de dois gumes.
ESTRUPÍCIO – Pessoa enrolada, mulher feia (Cambão)
ESTUPOR BALAIO – 1. Infarto. Morte. Paralisia repentina. 2. Pessoa
feia. 3. Expressão usada quando a pessoa se irrita com algum objeto
ou alguma situação.
ESTUPORADO – Estragado, gasto, em mal estado.
ESTUPORAR Р1. Consumir ou gastar muito. Desperdi̤ar dinheiro. 2.
Sair com pressa.
ETA-PEGA – (Êta-pêga) Expressão usada quando a pessoa se
espanta ou tem uma surpresa.surpeendente.

F
FALAR MAIS QUE A PRETA DO LEITE – Falar muito.
FALAR NOME РFalar palavṛo, palavra obscena.
FALSA-BANDEIRA – Homossexual.
FARDA – Uniforme escolar.
FARINHA-DO-REINO – Farinha de trigo.
FASTIO – Falta de apetite.
FATO – Intestino de animal.
FAZER ESPÍRITO – Fazer escândalo.
FAZER FIO TERRA – Quando a mulher mete o dedo no fiofo do
homem durante o ato sexual, a pedido dele.
FAZER HORA COM A CARA РFazer goza̤̣o.
FAZER MAU – Desvirginar. “Ele fez mal a moca”.
FAZER MERCADINHO – Fazer compras no supermercado.
FAZER O GOSTO РAgradar. Fazer a vontade de algu̩m.
FAZER SABÃO – Sexo entre lésbicas.
FÊ – Letra F.
FECHICLER – Ziper.
FECHO ECLER (ECLÉR) – Zíper.
FEIJÃO-DE-CORDA – Feijão-fradinho. Feijão verde em vagem
emaranhada.
FEIRA DE SULANCA – Feira de artigos baratos. Feira onde se vendia
roupa de helanca.
FEIÚRA – Ato reprovado, erro, indignidade.
FEOFÓ – Ânus, (mesmo que furico, butico).
FI, FIO OU FILHO DA BEXIGA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA GOTA-SERENA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA MOLÉSTIA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA PESTE – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DE UMA ÉGUA – Filho de uma prostituta.
FI, FIO OU FILHO DO CABRUNCO – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DO CRANCO – Coisa ou pessoa ruim.
FICAR DE BOI – Menstruar.
FICAR MAL РFicar de mal. Cortar as rela̵̤es de amizade.
FICHINHA – Chapinha, tampinha. Tampa metálica usada para lacrar
a boca da garrafa.
FILHO DO CABRUNCO РDesgra̤ado, maldito
FINDAR – Acabar, concluir, terminar.
FITA GOMADA – Fita adesiva.
FITEIRO – Quiosque, banca de revista
FOGUINHO – Afrodisíaco.
FOI MAL РPerḍo.
FOLÓ – Folote, frouxo, folgado, largo.
FOLOTE – Frouxo, gasto
FONICE – Avareza.
FONO – (fô) Ávaro, pão-duro.
FÔRMA – Recipiente feito de barro para armazenar água; Pote
FORROBODÓ – Confusão, algazarra, bagunça
FRANGOTE – Adolescente
FREGE-MOSCAS – Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio e
de baixíssima qualidade.
FRESCA – Cabaré. Casa de diversões e espetáculos onde se bebe e
dança.
FRESCAR – Fazer uma brincadeira. “Se zanga não, to só frescando”.
FRESCO – Viado, gay
FRISO – Grampo de cabelo
FRIVIÃO – Inquieto
FRÔXO – Medroso
FULERAGE – Coisa sem valor.
FULERO – Não cumpre o compromisso
FUMANDO NUMA QUENGA – Puto da vida.
FUMBAMBENTO – Desbotado. Sem cor.
FUNDURA – Profundidade.
FURICAGEM – Frescura
FURICO –Ânus, Mesmo que “Butico”
FUTUCAR Cutucar, mexer. Tocar com o dedo, o cotovelo, o pé, etc.
FUVIAR – Fervilhar, zumbir. Zumbido produzido pelo ouvido ou por
inseto.

G
GABIRU Р1. Rato escuro e grande. 2. Aproveitador, espertalḥo.
GAIA – Chifre
GAIATO – Engraçado
GAITADA – Gargalhada.
GAITAR – Gargalhar.
GAITOSO – Aquele que faz os outros rirem.
GALA РEsperma, s̻men.
GALALAU – Homem alto.
GALEGO – Loiro.
GALETO – Frango.
GALINHA DE CAPOEIRA – Galinha caipira. Galinha criada em casa.
GALINHA MATRIZ – Galinha reprodutora. Só é abatida quando deixa
de botar ovo.
GALINHOTA РCarrinho de ṃo.
GALO – Indivíduo com orgasmo rápido.
GARAPA – Água com açúcar.
GARAPEIRO – Preguiçoso, Pessoa que se aproveita dos outros
GASGUITA – 2. Pessoa que fala muito alto ou grita. 2. Mulher muito
magra e pequena.
GASTURA – Sensação desagradável, aflição, desconforto,
impaciência, irritação nervosa, tentação, etc.
GATO РInstala̤̣o clandestina de eletricidade.
GATO DE HOTEL – Diz-se das pessoas que comem todo o que
aparecer-.
GATO REI – Prostituta.
GAZEAR – Faltar à aula ou a uma obrigação para passear ou divertirse.
GELADINHO – Sorvete caseiro embalado em saco plástico
transparente de forma cilíndrica. Em São Paulo, é chup-chup. No Rio
de Janeiro, é sacolé.
GEROZ – (ó) Algeroz. Junção entre o telhado e uma parede mais
alta.
GIGOLETE – Passadeira, diadema, arco.
GOELA – Garganta.
GOELAR – Furtar.
GOGA – Deboche.
GOGAR РDebochar de algu̩m.
GOGO Р(G̫go) Escarro. Gosma.
GOGÓ – Engrossante. Mingau servido em mamadeira.
GOGUENTO – Goguento Que expele escarro, gosma.
GOIA – Fim do cigarro (o mesmo que Guimba, Piola, Segunda)
GOMA – Cola caseira feita com água, farinha de trigo ou amido de
milho e outros produtos. Serve para colar papel ou engomar roupa.
GORAR – Estragar a cerveja ou o ovo.
GORÉ – Um tipo de caranguejo miúdo.
GORGOMILO – Garganta, goela, princípio do esôfago.
GOSTOSÃO – Ônibus. (denominação antiga).
GOTA – Coisa ruim.
GOTA-SERENA Coisa ruim.
GRAXEIRA Denominação pejorativa de empregada doméstica.
GRELADO – Concentrado.
GRETEIRO – Indivíduo que observa pelo buraco da brecha, da greta
ou da fechadura.
GRIZMELA – Magra.
GRUDE – Sujeira; porcaria
GUAIAMUM РEsp̩cie de caranguejo de cor azul.
GUARIBADA – Dar uma caprichada.
GUÊ – Letra G.
GUERREIRO – Manifestação folclórica que conta uma história de
amor entre uma rainha e um índio.

H
HI-FI Р(rai-fai) M̼sica mec̢nica, proveniente de disco ou fita.
HIFEM ARRIADO – Tecla Undescore (“_”) no teclado do computador.
NHÊTA – (pronúncia: inhêta) ansioso; aperreado para; avexado para; querendo porque querendo.

I
IAPÔE – É mesmo?
INCENÇAR – Feder (peido no ambiente)
INCOMODADA – Menstruada.
INFELIZ DA COSTELA OCA – Sujeito chato, enjoado.
INGEMBRADO – Torto.
INHACA – Mal cheiro do sovaco.
INTEIRAR – Completar.
INVOCADO – Tá com raiva, (Também pode ser uma pessoa
estranha)
ISPILICUTE – Do inglês “She’s pretty cute”. Engraçadinha.
ISPRITADO – Enfurecido.
ISTRIPULIA – Travessura
ISTRUIR РDesperdi̤ar.

J
JABÁ – Charque. Carne-seca. Carne de vaca, sem ossos, salgada,
comprimida e seca ao sol em mantas. É menos avermelhada do que
a carne-de-sol.
JABIRACA РLen̤o usado no pesco̤o.
JACÓ – Pão francês
JANTE – Roda metálica que fica no centro dos pneus dos veículos.
JERERÉ – Puçá. Rede em forma de cone com círculo de madeira ou
metal na boca. A isca, geralmente tripa de galinha, fica pendurada no
centro. É usado para capturar siris.
JERIMUM – Abóbora
JI – Letra J.
JUNIR РArremessar, jogar com a ṃo.

L
LÁ NO CALCANHAR DO JUDA – Bem longe
LABROCHEIRA – Sem requinte
LACHADO – Partido, trincado
LACHAR – Lascar, rachar.
LAMBEDOR РXarope caseiro feito com a̤̼car queimado e seiva de
plantas para curar doenças respiratórias.
LAMBRETA – Crachá de identificação
LAMINHA РParte interna do coco verde. Tamb̩m ̩ chamada de
carne.
LANÇAR – Vomitar.
LANCE – Quando a mulher deixa aparecer (involuntariamente) suas
partes íntimas
LÂNDRIA – Caroço no corpo. Íngua.
LANGANHENTO – 1- Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.
2- Pessoa grudenta.
LANGANHO – Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.
LANHAR – Arranhar. Cortar superficialmente o corpo em acidente ou
briga.
LANTERNAGEM – Funilaria. Conserto na carroceria do veículo.
LAPA РAlgo grande. Peda̤o grande.
LAPADA – 1. Bofetada, chicotada. 2. De uma vez. Ex. Beber um copo
numa lapada, Dose de cachaça (Vou tomar uma lapada)
LARANJA-DE-UMBIGO Laranja-da-baia.
LARGADO – Abandonado, desquitado, divorciado, separado.
LASCADO – Cheio de problemas, em má situação.
LASCAR – Danificar. Prejudicar.
LASQUEIRA Confusão, encrenca, estrago.
LASTRO Estrado, varão. Grade de madeira que sustenta o colchão
na cama.
LATEJAR – Palpitar, pulsar.
LATOMIA – Barulho.
LATRINA – Privada, vaso sanitário.
LAURÇA – Pessoa feia e vestida de forma enfeitada. (Fulana parece
uma laurça);
LAVA-CU РInseto de asas transparentes. Lib̩lula.
LAVANDEIRA – Um tipo de pomba que o povo diz que lava as roupas
de Deus.
LAVANDERIA – Tanque. Pequeno reservatório de cimento usado
para lavar roupa.
LAVAR A ÉGUA – Ganhar, levar vantagem
LÊ Letra L.
LÉGUA – Antiga medida de distância. Tem de 6.000 a 6.600 metros.
LEITE DE GADO РLeite de vaca. Leite ṇo industrializado.
LENGA LENGA – Insistência
LERDO РAlgu̩m desligado
LERDO – Lento.
LERIADO – Conversa fiada.
LESEIRA РFalta de ̢nimo, moleza, pregui̤a.
LESO – Bôbo, abestado
LETRECA – Cafona.
LEVAR UM CUSCUZ – Levar um “fora”. Ouvir um “não” como
resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LEVAR UMA TABOCA – Levar um “fora”. Ouvir um “não” como
resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LIGEIRINHO – Microônibus um pouco mais confortável, mais rápido e
com a tarifa mais alta que o ônibus comum.
LIGEIRO – Ágil, rápido, veloz. Às pressas.
LIMALHA РUm tipo de busca-p̩. Artefato pirot̩cnico conhecido
como espada, usado em duelos durante as festas juninas.
LISO – A pior ofensa para um cearense. E muito mais que uma
pessoa sem dinheiro. O liso esta para o cearense assim como o
“looser” esta para o americano.
LONJURA РGrande dist̢ncia.

M
MACACÃO – Macaco, amarelinha. Um tipo de brincadeira infantil.
MACAXEIRA – Mandioca.
MACHO REI – cara, amigo, o meu…
MACHUCAR РAmassar, esmagar ou triturar alimento com a ṃo ou
algum instrumento como um talher ou pilão.
MAGOAR – Machucar, ferir. Ex. Magoei o meu dedo!.
MAGOTE – Bando, grupo.
MAINHA РṂe.
MAIS Com. Ex.: Eu ando mais ele.
MAIS EU – Comigo.
MALAMANHADO – Mal vestido, desajeitado.
MALCASADO – Um tipo de biju (beiju) mais consistente. É vendido
embalado em folhas de bananeira.
MALDAR – Interpretar no mau sentido.
MALETROSO – Maletroso Indivíduo que não se veste bem, usa
roupa velha, torta, não alinhada.
MALINAR – Fazer travessuras, traquinagens.
MALINO – Travesso.
MALUVIDO – Irresponsável
MANDIBA – Caule da planta mandioca.
MANE BOFÃO – Conhecido “restauranteur” de Fortaleza, especialista
em pratos finos tais como: panelada, buchada, sarrabulho, tripa de
porco, rabada, sarapatel e mão de vaca.
MANGANGÃO – Chefe; Manda chuva
MANGAR РCa̤oar, enganar, gozar, iludir, sacanear, zombar.
MANGOTE – (ó) Engate, mangueira curta.
MANGUÁ – Mangual. Correia para açoitar animais.
MANGUAÇA – Cachaça
MANIÇOBA – Folha da planta mandioca.
MANJA РBrincadeira tamb̩m conhecida como esconde-esconde ou
pega-pega.
MANJELÃO – Jambolão, jamelão. Fruta comestível que expele um
corante.
MANJUBA РP̻nis grande.
MANOBRAR РInfluenciar ou mandar em algu̩m.
MANTEIGA DE GARRAFA Manteiga líquida feita de forma artesanal
e vendida em garrafa.
MANTEIGA DO ESTADO Manteiga feita de forma artesanal.
MANUÊ – Manauê Bolo feito com milho verde e coco.
MARCHANTE Açougueiro.
MAREADO – Esquecido.
MARINETE РDenomina̤̣o antiga para ̫nibus.
MARIOLA – Bananada industrializada vendida em embalagem
transparente no formato retangular.
MARISCOMBONA РCambalhota, imita̤̣o de salto de ginastica
olímpica.
MARMOTA – Coisa estranha; pessoa desajeitada, enfeitada
MAROMBA РConjunto de vagens de feij̣o amarradas sobre caibros.
MARRAIA – Bola de marraio. Bola de gude. Bola de vidro usada
pelas crianças para brincar.
MARRETEIRO – Enganador, trapaceiro, vigarista.
MARUEIRO – Pessoa esperta, cheio de enrolada;
MARUIM – Mosquito-pólvora.
MAS TÁ! – Expressão usada para demonstrar dúvida, desafio,
incredulidade, surpresa.
MASSA (GÍRIA) – Agradável, bacana, bom, bonito.
MASSADA – Espera
MASTIGADINHO – Um forró mais acelerado. Pronto
MATA-FOME – Árvore que produz um tipo de noz pequena.
MATRACA – Cabra que fala sem parar, o tempo todo
MATURI РCastanha verde, grande e mole do caju em forma̤̣o.
MATUTAR – Pensar. Refletir
MÊ – Letra M.
MEDECÊ – Máximo Divisor Comum.
MÊIMUNDO – Muita coisa
MEIOTA РMeia garrafa de cacha̤a.
MELADO РB̻bado.
MELAR РPegar um peda̤o, um pouco, uma parte.
MELOTO Р(mel̫to) Sujeira.
MEMECÊ – Mínimo Múltiplo Comum.
MENINA РMulher cujo nome voc̻ ṇo lembra ou ṇo sabe.
MENINICE РInf̢ncia
MENINO РHomem cujo nome voc̻ ṇo lembra ou ṇo sabe.
MERCADINHO – Supermercado.
MEROL – Bebida.
MEU REI – Cara, Amigo,
MEUZOVO – Expressão de discórdia, uma ova. “Juca e um político
honesto e meuzovo!
MICARETA РCarnaval fora de ̩poca.
MIJÃO – Artefato pirotécnico usado durante as festas juninas.
MILONGA РConversa in̼til, fiada.
MINDIM – Menor dedo da mão.
MININO REI AMARELO РCrian̤a chata.
MIÔLO DE POTE – Coisa sem importância.
MISSE – Grampo para prender o cabelo.
MOÇA – Mulher virgem.
MOCHILA – Saco plástico para embalar mercadorias em
supermercados.
MOCOTÓ – Tornozelo.
MOD”EU – Por minha causa.
MODE РModo. Por causa. Ex. Eu fui mode voc̻.
MOI DE CHIFRE – Corno.
MOLAMBO – Desajeitado, desarrumado, mal vestido.
MOLEIRA – Espaço nos ossos da cabeça de criança
MOLÉSTIA – Coisa ruim.
MONDONGO – Tornozelo.
MONDRONGO – Galo na cabeça,
MORAR DE RANCHO РMorar de favor. Morar na resid̻ncia de
alguém sem pagar aluguel.
MORTA-FOME РAvarento, guloso, esfomeado, morto de fome, p̣oduro.
MOSQUITO РUm tipo de busca-p̩ (artefato pirot̩cnico) que ṇo
explode.
MUCISSA – Carne sem osso.
MUCUNZÁ – Mungunzá. Canjica. Chá-de-burro. Mingau de milho
branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e
açúcar.
MUITCHO – Muito.
MULHER-DAMA – Prostituta.
MULHER-MACHO РL̩sbica ou mulher que age com firmeza.
MUNDICA – Gente pobre, plebe rude.
MUNGANGA – Careta feia
MUNGUNZÁ – Canjica. Mingau de milho branco cozido com leite de
coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
MURIÇOCA – Mosquito, pernilongo.
MUTUCA – Mosquito grande

N

NA LONA – Em situação difícil. Sem dinheiro.
NA MARRA Contra a vontade.
NA TORA – À força, na valentia.
NA VERA – Prá valer (a aposta, o jogo, agora é na vera)
NÃO DÁ UM PREGO NUMA BARRA DE SABÃO – Não faz nada, e
um preguiçoso.
NÃO SE MISTURE – Diz o baiano quando alguém pisa em uma tulha
de merda.
NÃO SEI O QUE E O QUE MAIS! – E outras coisas mais.
NÃO VALE O QUE O GATO ENTERRA – Imprestável, (esse cara não
vale o que o gato enterra).
NAS BIMBOCAS – Bem longe.
NAS BRENHAS – Bem longe
NAS CARREIRAS – Às pressas.
NÊ Letra N.
NEGOÇA – Palavra usada para referir-se a algo que você não lembra
ou desconhece o nome.
NEM SANTO ANTONHO COM GUANCHO – A coisa está difícil
NEM XITE! РNem te ligo! Nem te dou aten̤̣o!
NERA? РṆo era? Expresṣo utilizada no fim da frase pedindo
confirmação do que foi dito.
NESTANTE – Neste instante. Agora a pouco. Daqui a pouco.
NODA – Nódoa. Mancha. Substância que mancha ou suja.
NOS CAFUNDOS DO JUDA – Bem longe, na caixa prego.
NUM FRESQUE NAO! – Pare com essa brincadeira!
NUM SABE? РṆo sabe? Expresṣo utilizada no fim da frase
pedindo confirmação do que foi dito.

O
Ô PÊGA – Ô porra, expressão de espanto, admiração.
O ROTO FALANDO DO ESFARRAPADO – Um indivíduo que fala
mal de outro, estando nas mesmas condições.
O SUJO FALANDO DO MAL LAVADO – Um indivíduo que fala mal
de outro, estando nas mesmas condições.
OBRAR – Defecar, evacuar.
OFENDER- Ferir, estragar, lesar, machucar, prejudicar.
OI (ÓI) – Olhe
OI DA GOIABA – Ânus.
OI ELA! – Oi ela! (ói) Saudação afetuosa, típica de Sergipe.
OI ELE ! – Saudação afetuosa, típica de Sergipe.
OITÃO – Parede lateral de uma casa, erguida sobre a linha divisória
do lote.
OITCHO – Oito.
OITEIRO – Quintal.
OLHAR O CAROÇO DOS OLHOS – Olhar dentro dos olhos.
Conhecer bem a pessoa.
ONDE O VENTO FAZ A CURVA – Bem longe
OS ANOS – Aniversário.
OVEIRO BAIXO – Pessoa que tem a bunda baixa (arriada).
OXE (Ô) – Oxente.
OXENTE РExpresṣo usada quando a pessoa sente espanto ou
surpresa.
ÔXENTE – O mesmo que “EPA! “, expressão de espanto

P
PÁ – Osso Omoplata.
PACAIO – 1. Cigarro de palha. 2. Maconha.
PAÇOCA – Farofa feita com carne do sol ou carne-seca.
PAGAR AOS PEDAÇOS – Pagar em parcelas.
PAGAR NA VALSA – Pagar aos poucos, em parcelas.
PAI D’EGUA – Porreta, legal, bacana.
PAIA Paia (pá) – Ruim.
PAINHO – Pai.
PAJEAR РVigiar, tomar conta de algu̩m.
PALMA Р1. Uma ṃo cheia de bananas, geralmente de 10 a 12
frutas. 2. Planta usada para alimentar o gado.
PANÇA – Abdome, barriga.
PANO BRANCO – Mancha branca na pele.
PÃO CILINDRO – Pão sovado (de massa fina, muito batida).
PÃO CUIUDO – (cuiúdo) – Pão adormecido, do dia anterior, murcho.
PÃO JACÓ – Pão francês.
PÃO SOVADO – Pão de massa fina.
PAPA РMingau para crian̤a.
PAPANGÚ – Bicho parente do lobisomem que ninguém nunca viu e
se usava para assustar as crianças (“va´ dormir por que se não o
PAPANGÚ vem te comer”);
PAPA-VENTO – Lagarto pequeno que vive na madeira.
PAPEIRA – Caxumba.
PAPEL DE ENROLAR PREGO – Pessoa grosseira.
PAPOCAR Pipocar. Fazer ruído de estouro ou estrondo.
PAPOCO (PÔ) Pipoco, estrondo, ruído de estouro.
PAPÔCO- Estouro
PARANGOLÉ – Coisa ou objeto sem jeito, estrupício
PARA O ANO – No próximo ano.
PARA O MÊS – No próximo mês.
PASSADO – Estragado, fora da validade, vencido.
PASSAR UMA SALIVA – Mentir.
PASSA-RAIVA РMaṃo.
PASTINHA – Franja.
PASTORAR – Vigiar, tomar conta.
PATETÊ – Melação ocorrida depois de uma festa, enxurrada
PAU-DA-VENTA Parte dura do nariz. Nariz grande.
PÉ DE PAU – Árvore.
PÉ DE PLANTA – Arbusto.
PEBA (É) – De baixa qualidade, mal feito.
PEBADO – Lascado, fudido
PECA (Ê) – 1. Mulher estéril. 2. Fruta que nasce com defeito.
cuca.
PÉ-DE-MOLEQUE – Guloseima feita com massa de puba (mandioca)
enrolada em folha de bananeira.
PÉ-DE-SERRA – Forró autêntico.
PEDIR PENICO – Desistir.
PEDRA 90 – Coisa excepcional, muito boa, cara legal.
PÉ-DURO – 1. Pessoa sem habilidade para dançar. 2. Cão sem raça
definida, vira-lata.
PÊGA (ê) – Palavra usada quando a pessoa se espanta, tem uma
surpresa ou uma dificuldade. Ex. Oh pega!
PEGADO – Colado, junto, preso, próximo, vizinho, unido.
PEGAR NO TOMBO – Empurrar o carro para ele funcionar.
PEGAR O BECO – Ir embora.
PEGAR O CAMINHO DA ROÇA – Ir embora.
PEGAR UM VENTO – Sofrer uma hemorragia cerebral. Derrame.
PEGAR UMA APOSTA – Fazer uma aposta.
PEGAR UMAS CARNES – Engordar.
PEIA – Algo árduo, complexo, difícil.
PEIDO-DE-VELHA РUm tipo de artefato pirot̩cnico usado nas festas
juninas.
PEITAR – Desafiar, enfrentar.
PEITICA РAmola̤̣o
PELAR – Descascar, tirar a pele ou a casca.
PELEJAR РBatalhar, combater, defender, for̤ar, insistir, lutar,
sustentar, teimar.
PELEJAR – Tentar exaustivamente.
PENCA – Conjunto de coisas, punhado.
PENSO – Inclinado. Torto.
PERE – Espere, pare.
PEREBA – Ferida
PESTE – Coisa ruim.
PETROLHEIRO – Petroleiro
PICADO РSarapatel, comida feita com mi̼dos de boi ou carneiro
PIÇARRA – Cascalho. Terra misturada com areia e pedras.
PIEGUENTO РPessoa ou crian̤a que aborrece, de tanto pedir ou
reclamar.
PILOMBETA – Palombeta. Manjuba. Um tipo de peixe pequeno.
PIMBADA – Trepada.
PINAR – Rotar, tirar sarro.
PINCENÊ – Óculos.
PINDAÍBA – Liso, sem dinheiro.
PINGONGO – Beirada, final.
PINGUELA – Ponte pequena ou improvisada.
PINICAR – Causar coceira, espetar.
PINOTE – Salto pequeno
PINTA РPinto, p̻nis.
PINTA-BRAVA – Pessoa de conduta reprovável.
PIOLA – Ponta de cigarro, guimba, goia, segunda
PIPÔCO – Estouro
PIRATINHA – Garrafa pequena de Rum Montila.
PIRIGUETE – mulher divertida que fica com muitos homens.
PIROBO – Viado, fresco, gay.
PISA – Espancamento, surra.
PISA – MANSO – Pessoa que pisa ou age com cuidado.
PISTOLÃO – Um tipo de artefato pirotécnico.
PITEU – Mulher jovem e bonita.
PITOCA РP̻nis, pau, rola, pomba.
PITOCO – Botão (controle) de equipamento (rádio, TV, etc.).
PITU РUm tipo de busca-p̩ (artefato pirot̩cnico).
PIXOTOTINHO – Bem pequenininho.
POCAR – Estourar, pipocar.
POMBA РP̻nis, rola, pau.
POMBA LESA РAlgu̩m desligado.
POR HORA – Por enquanto.
POR VIDA – Constantemente, sempre.
PRA DANAR – Muito, grande quantidade.
PRA PESTE – Muito, grande quantidade. Ex.: Ele gosta de pinga pra
peste.
PRAIO – Grifa. Ferramenta usada para manusear canos com rosca.
PRECISÃO – Necessidade.
PRENHA – Prenhe, grávida.
PRESEPADA РPalha̤ada.
PRESEPEIRA – Pessoa saliente.
PRESEPEIO – Espalhafatoso, escandaloso.
PRIMO CARNAL – Primo de primeiro grau.
PRIQUITO – Vagina.
PRISIACA – Pessoa insistente.
PUBA – Massa de mandioca fermentada. Polvilho azedo.
PUXAR DA PERNA – Mancar ou ter problema físico.

Q
QUARAR – Ensaboar roupa esfregando-a bastante e colocá-la ao sol.
QUARTINHA – Jarra de água (geralmente feita de barro).
QUARTOS – Cadeiras, quadris.
QUE NEM UM TRAQUE –Ligeiro.
QUE SÓ A PESTE – Demais, grande quantidade. Muito. Ex. : “Lá tem
gente que só a peste!”
QUEBRA-QUEIXO – Puxa-puxa. Cocada que gruda nos dentes.
QUEBRAR A TRIPA GAITEIRA – Gargalhar sem controle.
QUEIJO COALHO – Queijo feito de forma artesanal.
QUEIMA RAPARIGAL! – Grito de guerra, incentivo p/ as meninas
agitarem.
QUEIRO – Dente siso, dente do juízo.
QUEM COM PORCOS SE MISTURA FARELO COME! РExpresṣo
usada para dizer que a pessoa adquire os hábitos daqueles com
quem anda.
QUEM GABA O SAPO É A JIA! – Pessoa que se elogia ou elogia a
um dos seus.
QUENGA – Prostituta, rapariga.
QUENGO – Cabeça, crânio.
QUENTURA – Calor.

R
RACHA – pelada, jogo de futebol.
RACHADA – Forma com que os baitolas se referem as mulheres,
com uma boa dose de despeito.
RADIE – Baldrame. Viga de concreto que serve de base para
paredes.
RAJADA – Seqüência gases exalados pelo ânus.
RAMPA – Meretrício. Zona.
RAMPEAR – Freqüentar a zona de prostituição.
RAMPEIRA – Prostituta, vagabunda.
RANGER – (rangêr) Produzir ruído por atrito entre partes duras. Ex. A
cama está rangendo.
RAPAPÉ – Confusão
RAPARIGA – Amante, meretriz, prostituta.
RAPAZ – Palavra utilizada para dirigir-se a um homem ou a uma
mulher.
RATA – Gafe.
RATAR – Errar, falhar.
RÊ – Letra R.
REBENQUE – Chicote pequeno.
REBOLAR NO MATO – Jogar fora, atirar.
REBORREIA РResto, coisa que ṇo presta.
REDE-DE-ARRASTO Mulher que se relaciona com muitos homens.
REGRA РMenstrua̤̣o.
REIMOSO – Carregado. “Priquito e bom, mas e reimoso”.
REISADO – Dança típica do período natalino em homenagem ao
nascimento de Jesus.
RELAR РRalar. Tocar de leve em algo ou algu̩m.
RELAR A FIVELA – (é) Dançar forró agarrado.
REMANCHAR Andar devagar, atrasar, demorar, tardar.
REMELA РSecre̤̣o ocular.
REMELEIXO – Requebrado
RENCA – Grupo de pessoas.
RENTE – Junto.
REPARE! – Olha só! Veja só!
RESGUARDO – Período de repouso após o parto ou uma doença.
RESPEITE! РExpresṣo usada quando uma coisa e muito boa.
“Respeite a festa de ontem”.
RESSONAR – Roncar.
RÉSTIA – Sombra.
RIBA- Acima. Cima. Em cima de.
RIO CHEIO РPessoa que ocupa muito espa̤o.
RIRRI – Mesmo que fechicler, ziper.
RISCA-FACA – Bar ou baile onde sempre acontecem brigas.
ROÇAR – Passar junto, tocar de leve; resvalar.
RODAGE – Estada boa (normalmente asfaltada)
RODILHA Espiral de pano para assentar a carga na cabeça.
ROJÃO – Peido barulhento.
ROLA РP̻nis, pau, cac̻te
ROLETE РPeda̤o de cana descascada.
RONCHA – Marca de pancada
ROTO – Esfarrapado. Maltrapilho. Rasgado.
ROUBADINHA Manobra irregular no trânsito.
RUA DE – É comum o uso da preposição “de” depois de “Rua”. Ex.
“Rua de São João” em vez de “Rua São João”.
RUGI, RUGI – Confusão, aperto (“Na entrada do estádio estava o
maior rugi rugi”)
RUMA Grande porção, muito, um monte, uma pilha de coisas.
RUMAR – Arremessar, atirar, jogar.

S
SABACU – Surra.
SABUGO РFlor do sabugueiro usada para fazer rem̩dio caseiro
contra a febre.
SACOLEJAR РAgitar, balan̤ar, rebolar, sacudir.
SACUDIR – Descartar, jogar fora.
SALIENTE – Atrevido.
SALITRE – Sal do mar.
SALSEIRO РConfuṣo.
SALTO SOLTO – Salto mortal.
SALVA – Bandeja pequena e redonda.
SAMANGO – Soldado raso.
SANGRAR – Transbordar água do açude ou tanque.
SAPECAR – Chamuscar, queimar, tostar, torrar.
SAPO ARROCHADO – Pessoa com torax avantajado (gordo) e as
pernas finas
SARAPATEL РComida preparada com muito molho e mi̼dos (bofe,
coração, fígado, rim, sangue e tripas) de porco.
SAROLHO Um tipo de beiju (biju) salgado, seco e solto.
SARRABULHO – Amasso, Porrada
SARRABULHO РComida preparada com muito molho e mi̼dos
(bofe, coração, fígado, rim, sangue e tripas) de carneiro.
SARRAR – Dar uma amasso
SARUÊ – Gambá.
SE ACABAR – Morrer, perecer. Destruir-se, esgotar-se, exaurir-se,
matar-se.
SE AMARRAR – Demorar, dificultar.
SE AVIAR – Apressar-se.
SE BATER – Ter dificuldade para fazer algo.
SE FAZER – Fingir.
SE LASCAR – Arrebentar-se, dar-se mal, ferrar-se, machucar-se,
prejudicar-se.
SE LENHAR – Lanhar-se, machucar-se, dar-se mal.
SE ORIENTE! – Corrija-se. Tome jeito.
SE PERDER – Engravidar solteira. Tornar-se prostituta.
SE RESPEITE! – Tome vergonha!
SE SERVIR – Usar
SEBITE РCrian̤a ativa, esperta, inquieta.
SEBOSO – Imundo, porco, sujo.
SECURA – Ansiedade, desejo intenso.
SEIXO – Pedra redonda
SEM FUTURO – Mau negócio, pessoa despreparada.
SENTIDO – Aborrecido, magoado, melindrado, ofendido, triste.
SENTINELA – Velório.
SEQUILHO – Bolacha de goma. Biscoito feito com polvilho.
SER SERVIR DE ALGUÉM – 1. Explorar alguém. 2. Estuprar.
SI – Letra S.
SIBITE BALEADO – Pessoa miúda (“sibite” e um pequeno pássaro).
SINAL VERMELHO РMenstrua̤̣o.
SÓ O BURACO E A CATINGA – Pessoa dismilinguida. “Ele pegou
uma gripe ta que e só o buraco e a catinga.
SÓ O MI – Diz-se de alguma coisa muito boa.
SOCORRO Pneu reserva. Pneu sobressalente.
SOPA – Ônibus.
SOSSEGAR O FACHO – Acalmar-se. Ficar quieto.
SULISTA – Quem nasce ou habita o Sudeste ou o Sul do Brasil.
SUMIE – Sumilher (ê). Sofá.
SUPETÃO – De repente
SUSTANÇA – Energia dos alimentos. “Rapadura tem sustância”.

T
TÁ CA PESTE – Eita porra, Tá danado
TÁ COM A BEXIGA – Está agitado ou irritado.
TÁ COM A GOTA-SERENA – Está agitado ou irritado.
TÁ COM A MOLÉSTIA – Está agitado ou irritado.
TÁ COM A PESTE – Está agitado ou irritado.
TÁ DE FOGO – Embriagado, melado
TÁ DE MATAR O GUARDA – Tá legal, gostoso (“Essa comida tá de
matar o guarda”)
TÁ DE ROSCA – Coisa difícil, demorada
TABACO – Genital feminino (buceta)
TABARÉU – Homem tímido ou de hábitos rústicos.
TABAROA – Mulher tímida ou de hábitos rústicos.
TABICA – Pão tipo bengala
TABOCA Р1.Bambu. 2. Decep̤̣o, negativa, recusa.
TABORETE DE FORRÓ – Cara baixinho
TAIEIRA – Manifestação folclórica que mescla catolicismo com
crenças afro-brasileiras.
TALAGADA РPor̤̣o de bebida que se toma de uma vez.
TALISCA РGrade da cama que sustenta o colcḥo.
TAMBORETE – Banco de madeira bem pequeno e baixo.
TAMBORETE-DE-CABARÉ – Pessoa de baixa estatura.
TAMBORETE-DE-PUTA – Pessoa de baixa estatura.
TAMPO РPeda̤o de pele cortada ou quase solta do corpo.
TANGER Р(tanj̻r) 1. Espantar, expulsar. 2. Dar impulso.
TANQUE – Caixa d’água. Buraco cavado no chão para estocar água.
TAPEAR – Enganar.
TARECO – Mentirinha. Biscoito redondo (3 cm) feito com farinha de
trigo, açúcar, ovos e baunilha.
TAREFA – Unidade de área. Em Sergipe equivale a 3.052 metros
quadrados.
TARIMBA – Cama desconfortável, rude, simples, feita com varas.
TEIÚ – Pequeno lagarto verde, com manchas negras.
TEM É ZÉ – E muito difícil. “Tu ganhar de mim na sinuca? Tem E ZE
TEMPO DO RONCA Tempo antigo.
TER CABEÇA-DE-ANJO Ter problema sem solução devido à
presença de um fantasma de criança.
TERMO – Área, cidade, distrito, região.
TERREIRO – Quintal de fazenda ou sítio.
TESAR – Teimar.
TESTE – Exame ou prova escolar.
TIBUNGAR – Dar megulho
TIQUIM – Coisa pouca
TIRAR A HONRA – Deflorar. Desvirginar.
TIRAR O COURO РExplorar ou maltratar ou algu̩m.
TIRINÊTE – Movimentação, ocupação, sobre carregado (Fulano está
no maior tirinête)
TITELA – Peito.
TOBA – Ânus.
TOCAR A BOMBA РFalar mal de algu̩m.
TOCO DE AMARRAR JEGUE – Pessoa de baixa estatura.
TOLETE – Cocô em forma cilíndrica.
TOLOQUINHO – Cocô em forma cilíndrica.
TOMAR PRUMO – Se corrigir, se corrigir.
TOMAR TENÊNCIA – Tomar jeito.
TOPAR РTrope̤ar. Tocar ou chocar-se com algo ou algu̩m.
TORAR РArrebentar, despeda̤ar, estourar, explodir, quebrar com
força, romper.
TORRADO – 1. Rapé, tabaco em pó para cheirar. 2. Cheiro das
partes íntimas de alguém.
TOTOTÓ Barco pequeno, catraia. Tem este nome devido ao barulho
do motor.
TOUREJAR – Tourear. Namorar. Paquerar.
TRAMELA – Pedaço de madeira que gira ao redor de um prego. É
usada para fechar janelas, portas e portões em casa humildes ou
rurais.
TRANCILIM – Corrente com pingente, Volta
TRAQUE – Peido
TRAQUE DE BEBÉ (BÉBÉ) – Palito com um pouco de pólvora na
ponta, usado nas festas juninas.
TRAQUE DE MASSA – Estalo. Papel enrolado com areia e pólvora
que dá um leve estouro quando jogado ao chão.
TRATANTE – Diz-se daquele que não cumpre compromisso
TRECHO РQuarteiṛo.
TRISCAR – Tocar.
TRONCHO – Desalinhado, torto.
TROPA – Grande quantidade de filhos ou pessoas.
TU LA CHUPA PICA! РVoc̻ ṇo e de nada!
TUDO JOIA –Tudo bem
TUIA – Tulha. Monte de fezes.

U
ÚLTIMO TIRO NA MACACA – Diz-se de uma mulher que completou
30 anos e não casou.
URUPEMBA – Arupemba. Peneira.
USURA РAmbi̤̣o, avareza

V
VAI SAIR – Diz vou chegar
VARÃO – Estrado, lastro. Grade de madeira onde se assenta o
colchão.
VARAPAU – Homem alto.
VAREITE -Similar a “Arre équa”
VARIANTE – Estrada alternativa, secundária.
VEIO – Velho. Amigo, camarada, colega.
VELATÓRIO – Velório. Sentinela
VELHACO – Caloteiro, devedor, malandro.
VENTA – Nariz.
VERDOSO – Fruto que não está bem maduro.
VERMINOSO – Fominha (futebol).
VEXADO – Apressado.
VIÇAR – Mulher ou animal no cio, com tesão
VIGIE – Procure.
VIRCHE РVige. Virge. Virgem Maria. Expresṣo de espanto,
surpresa.
VISAGE РFantasma, apari̤̣o.
VISAGEM РAssombra̤̣o, fantasma.
VIU – Entendi. Está certo. O.k. 2. Entendeu? Ouviu?
VIXE! – Virgem Maria.
VOINHA (VÓÍNHA) – Avó.
VOINHO (VÔÍNHO) – Avô.
VOLTA – Corrente com pingente, trancilim
VÔTE – Mesmo que “ARRE ÉGUA”,
VOTE! (Ô) – Interjeição usada expressar espanto, repulsa, surpresa.

X
XELELÉU – Puxa saco
XEPEIRO – 1. Indivíduo que vive pedindo as coisas. 2. Que vive
recursos alheios. 3 Que vai aos locais sem ser convidado.
XERECA – Genital feminino, (buceta)
XERÉM – Resíduo do milho que, após pilado e peneirado, permanece
na peneira. É servido para as galinhas.
XEXEIRO Р(x̻i) Caloteiro. Mal pagador.
XEXÉU Indivíduo com o cabelo arrepiado.
XEXO Р(̻) Seixo. Calotear. Ṇo pagar a prostituta.
XIBIU – (bí) Vagina.
XIBIU DE APITO – Objeto ou pessoa que faz muito barulho.
XIMÃO – Indivíduo que olha demais para a comida de outra pessoa
ou para quem está comendo.
XIMAR – Olhar demais para a comida de outra pessoa ou para quem
está comendo.
XIMONA – Mulher que olha demais para a comida de outra pessoa ou
para quem está comendo.
XOTAR – enxotar, expulsar, mandar embora.
XÔXO – Franzino, miúdo.
XOXOTA – Mesmo que xereca (Buceta).
XUMBREGAR – Trocar carícias íntimas. “Se amassar”.

Y
YPICILONE Р(̫) Letra Y.

Z
ZABUMBA – Dança folclórica acompanhada por tocadores de pífanos
e zabumba.
ZAMBETA – De pernas tortas. Com as coxas e joelhos juntos e os
pés bastante separados.
ZAROIO – Zarolho. Estrábico, vesgo.
ZERADO – Artigo novo.
ZOADA РBarulho, confuṣo, gritaria, zumbido.
ZUADENTO – Barulhento.
ZURUÓ – Alguém desligado.

Este material foi pesquisado pelo paraibano de Campina Grande e radicado em Maceió: Gilberto Albuquerque, a partir de textos colhidos da internet a aprofundada pela vivência pessoal.

Verbetes nordestinos

Agora lanço um desafio a cada nordestino ou pessoas de outra região a montar seu texto a partir das palavras e/ou expressões do dicionário exposto.

Eu também vou montar o meu texto genuinamente nordestino!

Boas escritas e todo respeito pela cultura e identidade nordestina!
Respeito é bom e eu gosto!

Um abraço,
Professor Adil Lyra

 

 


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Figuras de Sintaxe

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A estrutura sintática do Português compreende uma sequência lógica que se compõe, usualmente, de sujeito, predicado com seus adjuntos e / ou predicativos. As Figuras de Sintaxe – também chamadas de Figuras de Construção – vão apresentar uma “quebra” nessa sequência lógica, através da inversão dos elementos, da omissão de alguns ou da repetição deles.

Esse recurso é bastante utilizado nos textos literários, na oralidade e também como recurso convincente em propagandas veiculadas nos meio de comunicação. Com isso, o produtor linguístico pretende imprimir um novo tom ao que quer dizer.

Veja, a seguir, as Figuras de Sintaxe mais recorrentes na Língua Portuguesa:

www.figurasdelinguagem.com

Há uma interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a sequência lógica.
Ex. “Bom! Eu parece-me que ainda não ofendi ninguém.”

Anáfora: Existe uma repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Ex. “Está sem mulher,                        já não pode beber,
está sem discurso,                               já não pode fumar,
está sem carinho,                                cuspir já não pode…”

Anástrofe: Ocorre uma simples inversão de palavras vizinhas.
Ex. Vingai a pátria ou valentes
Da pátria tombai no chão!

Assíndeto: Orações ou palavras aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Ex. Mandela nasceu, lutou, venceu.

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Omite-se um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto.
Ex. Na África do Sul, uma dor imensa.

Hipérbato: Há uma inversão completa de termos da frase.
Ex. A ternura e a tenacidade, trouxe-as Mandela para o mundo.

Pleonasmo: Existe repetição da mesma ideia, isto é, redundância de significado.
Ex. A mim ainda me resta a certeza de que os ideais do líder sul-africano permanecerá.

Prolepse: É o deslocamento de um termo de uma oração para outra que a precede.
Ex. Os pastores parece que vivem no fim do mundo.

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Há uma repetição enfática de uma conjunção coordenativa.
Ex. “Só a dor enobrece e é grande e é pura”

Silepse: A concordância não é feita com as palavras, mas com a ideia a elas associada.

– de gênero:    Ex. Sua Santidade ficou impressionado.
– de número:  Ex. “Já toda gente estava indignada. Queriam ouvir.”
– de pessoa:    Ex. “Os que estamos no poder atualmente no Brasil.”

Zeugma: Um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
Ex. Mandela sempre lutou pela paz; outros líderes mundiais, nem tanto.

Na próxima semana, encerraremos essa trilogia estilística com as Figuras de Pensamento.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Figuras de Palavras

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Para você djavanear o que há de bom – retribuição de Caetano Veloso a Djavan por este ter criado outro verbo igualmente belo e refinado (caetanear) –, relembre os versos iniciais de “Faltando um Pedaço”, obra-prima do compositor alagoano:

“O amor é um grande laço, um passo pr’uma armadilha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha”

Na letra da canção, Djavan se utiliza de recursos poético-linguísticos chamados de Figuras de Linguagem, para apresentar uma visão particular sobre o sentimento mais caro ao ser humano. Habilmente construídas, as duas Metáforas – nos dois primeiros versos; e as duas Comparações – nos dois últimos –, despertam a nossa sensibilidade e aguçam a nossa imaginação.

Esses recursos estilísticos podem ocorrer no nível dos sons, das palavras, das estruturas sintáticas ou do significado, para conseguirmos uma maior expressão no uso da linguagem, seja na escrita ou na oralidade.

Eles – os recursos estilísticos – se apresentam em forma de Figuras de Palavras, de Construção (ou Sintaxe) e de Pensamento. Hoje, veremos as primeiras Figuras de Linguagem.

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Caracterizam-se por apresentar uma mudança, uma substituição ou uma transposição do sentido real da palavra, para assumir um sentido figurado de acordo com o contexto.

Veja, a seguir, os tipos mais recorrentes na Língua Portuguesa:

Consiste na repetição de consoantes ou de sílabas em palavras dentro do mesmo verso, estrofe ou numa frase.
Ex. “Um trino… um trinado… um tropel de trovoada… e a tropa e os tropeiros trotando…” Ascenso Ferreira

Antonomásia: É a substituição do nome de uma pessoa por uma expressão que o imortalizou.
Ex. O poeta dos escravos nasceu na Bahia.

Assonância: É a repetição de sons vocálicos, em sílabas tônicas de palavras distintas ou na mesma frase para obter certos efeitos de estilo:
Ex. “Sou Ana, da cama da cana, fulana, bacana.
Sou Ana de Amsterdã.” Chico Buarque

Catacrese: É o desvio da significação de uma palavra por outra, ante a inexistência de vocábulo apropriado.
Ex. Nos braços da cruz, ele expirou.

Apresenta-se uma relação de semelhanças entre dois termos, sendo um de sentido real e outro de sentido figurado.
Ex. “Nossas roupas comuns dependuradas
Nas cordas, qual bandeiras agitadas
Parecia um estranho a festival…” Silvio Caldas & Orestes Barbosa

Eco: Ocorre quando a terminação de duas ou mais palavras de um texto serem as mesmas.
Ex. “… é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta, direita, estreita, bem feita, perfeita…” Guilherme de Almeida

Hipálage: Caracteriza-se pelo desajustamento entre a função gramatical e a função lógica das palavras, quanto à semântica, de forma a criar uma transposição de sentidos.
Ex. “No silêncio orvalhado da manhã.” Miguel Torga

Metáfora: Utiliza-se uma palavra ou expressão em outro sentido que não o próprio, tendo como parâmetro a íntima relação de semelhança entre coisas e fatos.
Ex. “Teu amor na treva é – um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa – nas calmarias,
É abrigo – no tufão.” Castro Alves

Consiste na troca de um nome por outro nos quais se vê uma íntima relação.

- Autor pela obra:
Ex. Os alunos ainda não leram Machado de Assis.

- Efeito pela causa ou vice-versa:
Ex. Ele disparou mil mortes.

- Continente pelo conteúdo:
Ex. Enquanto esperava o amigo, bebeu um copo de cerveja.

- Lugar pelo produto:
Ex. Para festejar, abriram um porto legítimo.

- Abstrato pelo concreto ou vice-versa:
Ex. A mocidade é alegre e extrovertida.

- Parte pelo todo:
Ex. Minha irmã completou vinte primaveras.
Singular pelo plural ou vice-versa:
Ex. O brasileiro trabalha muito.

Tentativa de se reproduzir um som utilizando-se as palavras.
Ex. “Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac…” Vinícius de Moraes

Perífrase: Trata-se de uma expressão que designa um elemento – não pessoas – através de alguma característica que o celebrizou.
Ex. Visitamos o país do sol nascente.

Sinestesia: Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
Ex. Sua voz áspera nos irritava.

Na próxima semana, trataremos das Figura de Sintaxe.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Diálogos Verbais

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Na semana passada, vimos o atravessamento textual – A Intertextualidade – entre imagens, ou seja, a criação de novos textos imagéticos, a partir de outros que lhes antecederam. Hoje, veremos como esse diálogo se estabelece através das palavras e em suas variadas modalidades.

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Tipos de Intertextualidade

Alusão: Trata-se de uma referência a pessoas, situações sem citação nominal do referido.
Ex. No Brasil, existem ex-presidentes que parecem continuar no poder.

Citação: É a transcrição de um discurso de outrem, por isso deve vir, obrigatoriamente, marcada por aspas.
Ex. O escritor italiano Umberto Eco disse que “Todo texto é uma máquina preguiçosa pedindo ao leitor que faça parte de seu trabalho.”

Paráfrase: O produtor textual irá ao encontro das ideias presentes em outro texto. É o caso dos resumos escolares. Veja, na área da arte, a paráfrase criada por Jorge Bem Jor, em “País tropical”:

Ex. Moro num país tropical / Abençoado por Deus / E bonito por natureza.

Com o Hino Nacional Brasileiro:

Ex. Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, limpos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida / Nossa vida em teu seio mais amores.

Paródia: Ao contrário da paráfrase, a paródia vai de encontro às ideias presentes em outro texto, normalmente de forma irônica. Veja o diálogo que o poeta Eduardo Alves da Costa estabeleceu com o nosso hino:

Ex. Minha terra tem Palmeiras, / Corinthians e outros times / de copas exuberantes.

Pastiche: É a imitação de um estilo. Por exemplo, o programa Os Trapalhões é um pastiche de comédias italianas.

Plágio: Único tipo de intertextualidade ilegal. Ocorre quando o produtor textual se apropria de um texto alheio e não informa a autoria original, obviamente, auferindo lucro. Isso acontece com livros, músicas, trabalhos escolares e acadêmicos dentre outros.

Recriação: trabalho de passagem de um texto para outro idioma, artístico, mas pouco exato.

Tradução: trabalho consciente e exato de transposição de um idioma para outro e desprovido de cunho artístico.

Versão: trabalho de transposição, exato e pertencente à área artística.

O recurso da intertextualidade é fundamental para a produção de textos competentes e criativos. Para tanto, é necessário que o usuário da língua amplie a sua bagagem cultural, ampliando o seu conhecimento de mundo. Atingir esse nível, só é possível por meio de variados tipos de leitura. Principalmente, de textos literários.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Diálogos Imagéticos

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Mesmo vendo-a pela primeira vez, dificilmente um leitor atento não saberá de imediato o sentido dessa palavra e por motivos bem simples. Nela, notará a presença do radical, que contém o seu significado, em “textu” (texto). No início, verá o prefixo “inter” (entre) e, no final, o sufixo “idade” (condição, estado). E entre o radical e o sufixo, temos “a+l” que desempenham as funções de “vogal e consoante de ligação“, respectivamente. Conclusão: Intertextualidade é a criação de um texto a partir de outro pré-existente, seja na oralidade, seja escrita.

Competência linguística, aliás, que desenvolvemos desde a nossa infância, antes mesmo de irmos à escola. No convívio familiar, com os amigos, com a comunidade, a interatividade humana faz com que utilizemos outros discursos na construção de nossos discursos. E até aqui não existe plágio, que é, também, um tipo de intertextualidade.

Acrescente-se que o diálogo pode ser estabelecido não só entre textos verbais, mas também entre os imagéticos.

Veja, a seguir, sete textos que intertextualizam com outras produções que podem ser imagéticas ou verbais. Caso você não consiga identificar a produção com a qual as imagens dialogam, nos informe.

Ótima Leitura!

www.carpintariadaspalavras.blogspot.com

www.infoescola.com

www.portaldoprofessor.mec.gov.br

www.atodeparafrasear.blogspot.com

www.scielo.br

www.pinterest.com

www.viverlerviver.blogspot.com

Na próxima semana, veremos os Diálogos Verbais.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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