Manoel de Barros e a Língua Portuguesa

www.contioutra.com

Se existe um brasileiro vivo merecedor do pr√™mio Nobel de Literatura, n√£o h√° d√ļvida de que ele √© Manoel de Barros, poeta sul-mato-grossense que manuseia a L√≠ngua Portuguesa com uma criatividade sem similar entre seus pares. Ali√°s, caracter√≠sticas afins somente vemos na prosa de Guimar√£es Rosa. Em ambos, a imagina√ß√£o f√©rtil no uso das palavras, n√£o s√≥ na sem√Ęntica, em sentidos inusitados, mas tamb√©m na cria√ß√£o de neologismos provocando imagens de rara constru√ß√£o.

Veja um exemplo da beleza poética de Manoel Barros e uma subjacente crítica à gramática da Língua Portuguesa.

√ďtima Leitura!

www.sescsp.org.br

Um Professor de Agram√°tica*

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
‚Äď Gostar de fazer defeitos na frase √© muito saud√°vel,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas…
E se riu.
Voc√™ n√£o √© de bugre? ‚Äď ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
estradas ‚Äď
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
H√° que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agram√°tica.

In: Livro das Ignorãças

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge

* Título criado pelo blogueiro.


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Ora√ß√Ķes Subordinadas Adjetivas

Leia, a seguir, uma aula de concis√£o sem√Ęntica, porque diz tanto em t√£o pouco espa√ßo textual e lingu√≠stico, de Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta brasileiro desde sempre.

www.veja.abril.com.br

Quadrilha

Jo√£o amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.

Jo√£o foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Na primeira estrofe do poema, para construir uma ideia de c√≠rculo, Drummond usou a gram√°tica, ou seja, construiu uma ora√ß√£o principal ‚Äď Jo√£o amava Teresa ‚Äď e cinco ora√ß√Ķes subordinadas, todas iniciadas pelo pronome relativo ‚Äúque‚ÄĚ e sem a utiliza√ß√£o de v√≠rgulas, haja vista que os protagonistas da ‚ÄúQuadrilha‚ÄĚ estabelecem entre si uma rela√ß√£o de depend√™ncia. Na sintaxe, essas ora√ß√Ķes s√£o classificadas como Ora√ß√Ķes Subordinadas Adjetivas Restritivas.

As Ora√ß√Ķes Subordinadas Adjetivas exercem a fun√ß√£o de adjetivo de um nome ‚Äď substantivo ou pronome ‚Äď que se encontra na ora√ß√£o principal. Os conectivos respons√°veis pela introdu√ß√£o da ora√ß√£o subordinada adjetiva no per√≠odo s√£o: QUE, QUEM, ONDE, CUJO, O QUAL.

ARQUIVO PR√ďPRIO

Classificação

a) Restritiva: é parte integrante à ideia informada na oração principal, por isso não pode ser retirada do período.
Ex. A parte do prédio que desabou era a platibanda.
A aluna cujo pai é advogado acabou de chegar.

b) Explicativa: fornece uma informação adicional à oração principal, por isso pode ser retirada do período.
Ex. Após a conversa, que foi rápida, os oradores retiraram-se.
Brasília, que é capital do Brasil, foi totalmente planejada.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Uma homenagem ao Professorado do Brasil!

Uma leitura sobre, nós, professores para uma reflexão diária!

Por que (n√£o) ser professor?

O que motiva algu√©m em pleno s√©culo XXI, influenciado pelo capitalismo desenfreado, pelo desejo de estar em evid√™ncia, de ficar rico, de ser reconhecido… o que motiva algu√©m a ser professor?

Esta semana, uma aluna do pré-vestibular me disse que pensava em fazer Letras, que achava interessante a profissão de professor e que queria a minha opinião.
Oh, my God!

Quando voc√™ decide ser professor atualmente, h√° mais pessoas contra a sua vontade do que a favor. Voc√™ sempre escuta a mesma coisa: “Mas voc√™ vai ser professor? Meu Deus!!” √Č, gente, confesso que fiquei insegura quando ela me perguntou. Fiquei na d√ļvida se dizia “Sim, vai nessa, voc√™ vai adorar a profiss√£o” ou se optava pelo lado negativo “N√£o fa√ßa isso, tantos anos de estudo talvez n√£o sejam reconhecidos”. Pensei, pensei e disse a ela exatamente o que me disseram um dia: toda profiss√£o tem as suas dificuldades. As dificuldades pelas quais passa o professor est√£o escancaradas para quem quiser ver. Escolas mal preparadas, sal√°rios baixos, falta de incentivo s√£o s√≥ algumas delas. O trabalho √© grande, mas √© recompensador ver que voc√™ contribui para a constru√ß√£o de um ser humano, que voc√™ fez parte de diversas vidas, que as pessoas se espelham em voc√™ e que at√© adquirem seus modos de agir, de falar, porque consideram voc√™ um exemplo. √Č poss√≠vel sim crescer na profiss√£o, ir al√©m, estudar, aprender, ensinar… √Č t√£o pobre aquele que j√° se cansou do conhecimento.
Eu penso que há tanta coisa no mundo a se descobrir, a estudar e que eu sei tão pouco, por que você não pensa por esse lado? Por que tantos alunos não veem o lado maravilhoso do estudar??
Eu poderia ter dito a ela que n√£o fizesse isso, que fosse para uma √°rea em que o mercado √© amplo, as condi√ß√Ķes s√£o melhores, mas n√£o…

A MELHOR PROFISS√ÉO √Č A DO PROFESSOR! Ningu√©m passa na vida sem um professor, seja ele um pai, uma m√£e, um mestre da escola, mas todos temos um professor. E se os professores n√£o existissem, todos seriam joguetes nas m√£os dos pol√≠ticos que querem um povo cada vez mais ignorante, cada vez mais alienado. N√£o! Precisamos de professores! E cada vez que algu√©m diz que a profiss√£o de professor n√£o presta, devia lavar a boca, bater na madeira e pedir perd√£o a Deus pela blasf√™mia, porque ‘SIM, PRECISAMOS DE PROFESSORES’. Cada um √© professor de algu√©m e talvez professor de si mesmo.
O professor luta pela transforma√ß√£o, conhece as limita√ß√Ķes dos outros, se entrega numa causa que n√£o √© sua, mas de outra pessoa, para que essa outra pessoa cres√ßa e no futuro – quem sabe – reconhe√ßa, no bom profissional que se tornar√°, a marca daquele que o formou.
Sim, precisamos de professores! Para serem, muitas vezes, mais do que profissionais, serem amigos, confidentes, ajudantes…
Por fim, eu disse “Sim, seja professora. N√£o tenha ilus√Ķes, mas tamb√©m n√£o se abata diante das dificuldades”. Talvez daqui a alguns anos, eu mesma n√£o esteja mais em uma sala de aula, como muitas vezes cheguei a afirmar, mas, mesmo assim, nunca deixarei de ser PROFESSORA!

Postado por às 17:36

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Ser professora de Portugu√™s…

Educador por Vocação, Educandos em boa Direção
“Sendo a mente de uma crian√ßa um livro em branco, escrever em suas p√°ginas coisas edificantes, √© dever de todo Pai ou Educador…”

 

Outra reflex√£o! 

O Bom educador primeiro se Educa…

Apresentamos um decálogo contendo dez princípios para atividade docente de um bom professor do terceiro milênio, século marcado pela informação e pelo conhecimento tecnológico.

O professor do século XXI é aquele que, além da competência, habilidade interpessoal, equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e que o respeito às diferenças está acima de toda pedagogia..

A função do bom professor do século XXI não é apenas a de ensinar, mas de levar seus alunos ao reino da contemplação do saber.

HOMENAGEM ESPEC√ćFICA dO Autor aos professores de L√≠ngua Portuguesa!

01 РProfessora de português não nasce; deriva-se.
02 – Professora de portugu√™s n√£o cresce; vive grada√ß√Ķes.
03 РProfessora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 РProfessora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 РProfessora de português não tem família; tem parênteses.
06 РProfessora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 РProfessora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 – Professora de portugu√™s n√£o tem dor aguda; tem cr√īnica.
09 РProfessora de português não anda; transita.
10 РProfessora de português não conversa; produz texto oral.
11 РProfessora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 РProfessora de português não se corta; faz hiato.
13 РProfessora de português não grita; usa vocativos.
14 РProfessora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 – Professora de portugu√™s n√£o se op√Ķe; tem problemas de concord√Ęncia.
16 – Professora de portugu√™s n√£o discute; recorre a proposi√ß√Ķes adversativas.
17 РProfessora de português não exagera; usa hipérboles.
18 РProfessora de português não compra supérfluos; adquire termos acessórios e artigos indefinidos.
19 РProfessora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 РProfessora de português não é antiecológica; compra superlativos sintéticos.
21 РProfessora de português não é frágil; é átona.
22 РProfessora de português não fala demais; usa pleonasmos.
23 РProfessora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
24 РProfessora de português não tem casos de amor; faz romances.
25 РProfessora de português não se casa; conjuga-se.
26 РProfessora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
27 РProfessora de português não tem filhos; gera cognatos.
28 РProfessora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
29 РProfessora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
Artemanhado por 

http://arteemanhasdalingua.blogspot.com.br/2011/07/ser-professor-de-portugues.html

Professor Adil Lyra

Professor Especialista em Língua Portuguesa, Formador do Gestar II, Palestrante educacional, Oficineiro e Consultor em Língua Portuguesa, Articulador do Gestar II, Master em CIBERDOM (Desenvolvimento e Orientação Mental), Pratictioner e Master em PNL e Eneagrama.

(71) 9658-8098 / 9178-3400 / 8205-1755/ 8725-8959
BLOG: http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues
BLOG:http://umaeducaonosculo21.blogspot.com.br
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Clarice e a Língua Portuguesa

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O texto, a seguir, é de autoria de uma das escritoras referenciais da literatura brasileira. Clarice Lispector. Nele, ao mesmo tempo em que declara seu amor à Língua Portuguesa, Clarice nos dá uma aula de beleza e refinamento linguístico.

√ďtima Leitura!

Declaração de amor

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

√Äs vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. √Ās vezes se assusta com o imprevis√≠vel de uma frase. Eu gosto de manej√°-la ‚ÄĒ como gostava de estar montada num cavalo e gui√°-lo pelas r√©deas, √†s vezes lentamente, √†s vezes a galope.

Eu queria que a l√≠ngua portuguesa chegasse ao m√°ximo nas minhas m√£os. E esse desejo todos os que escrevem t√™m. Um Cam√Ķes e outros iguais n√£o bastaram para nos dar para sempre uma heran√ßa de l√≠ngua j√° feita. Todos n√≥s que escrevemos estamos fazendo do t√ļmulo do pensamento alguma coisa que lhe d√™ vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

Em A Descoberta do Mundo, 1984.

 

 

 

 

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Ora√ß√Ķes Subordinadas Substantivas

www.pt.slideshare.net

S√£o ora√ß√Ķes que exercem, com rela√ß√£o √† ora√ß√£o principal, as fun√ß√Ķes pr√≥prias do substantivo. Em geral, s√£o introduzidas pelas conjun√ß√Ķes subordinativas ‚ÄúQue‚ÄĚ ou ‚ÄúSe‚ÄĚ e a classifica√ß√£o da ora√ß√£o subordinada substantiva depender√° da estrutura da ora√ß√£o principal.

Para identificar corretamente uma ora√ß√£o subordinada substantiva, atente para as seguintes condi√ß√Ķes:

- Se não existir sujeito na oração principal, a subordinada substantiva será, obrigatoriamente, uma Subjetiva.

- Caso a ora√ß√£o principal tenha sujeito e esteja estruturada com o verbo ‚Äúser‚ÄĚ, a subordinada ser√° uma Predicativa.

- Se a ora√ß√£o principal e a subordinada estiverem ligadas com ‚Äúdois-pontos‚ÄĚ, a subordinada ser√° uma Apositiva.

- Caso a √ļltima palavra da ora√ß√£o principal for um Verbo Transitivo Direto a subordinada ser√° Objetiva Direta.

- E se a √ļltima palavra da ora√ß√£o principal for uma palavra transitiva que exige complemento com preposi√ß√£o, poder√° ser uma subordinada transitiva indireta ‚Äď se complementar um Verbo Transitivo Indireto -, ou uma completiva nominal ‚Äď se complementar um Substantivo, Adjetivo ou Adv√©rbio.

www.sempretops.com

a) Subjetiva: aparecem normalmente ap√≥s as locu√ß√Ķes verbais: √Č preciso, √Č conveniente, √Č urgente etc., ou ap√≥s um verbo transitivo seguido ou n√£o de ‚ÄúSE‚ÄĚ.
Ex. √Č prudente que voc√™ tenha bom comportamento.
Convém que você esteja aqui amanhã.

b) Objetiva direta: a oração principal deve conter um verbo transitivo direto.
Ex. N√£o vi quem me chamou.
Creio que o moço está com a razão.

c) Objetiva indireta: a oração principal conterá um verbo transitivo indireto.
Ex. Lembre-se de que saímos tarde naquela noite.
Necessitamos de que alguém me ajude.

d) Completiva nominal: a oração principal, pedirá um complemento um substantivo, um advérbio ou um adjetivo.
Ex. Ficava-me a certeza de que havia algo errado naquele homem.
O juiz foi favor√°vel a que os jurados absolvessem o indiciado.

e) Predicativa: na ora√ß√£o principal aparecer√° um verbo de liga√ß√£o, geralmente, o verbo ‚Äúser‚ÄĚ.
Ex. Ela não é quem você pensa.
A verdade é que se trabalha muito nesse país.

f) Apositiva: funciona como aposto da oração principal.
Ex. Desejamos apenas uma coisa: que haja rigor na apuração dos fatos.
Imponho apenas uma condição: que eu faça parte da comissão julgadora.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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TEMAS EM ALTA – #PARTIU ENEM

 

# partiu ENEM

Est√£o a√≠¬†TODOS OS TEMAS DE REDA√á√ÉO DO ENEM, desde a 1¬™ edi√ß√£o (1998) at√© a √ļltima (2013). Assim, entendemos que esses temas n√£o ser√£o repetidos pelo ENEM! O m√°ximo que pode ocorrer √© um DESMEMBRAMENTO dessas TEM√ĀTICAS!

2013 – A Lei seca e a impunidade

 

OUTUBRO ROSA

Estive conversando com meu amigo Prof. Paulo Jorge e entendemos que, às vésperas da AVALIAÇÃO do ENEM, deveríamos postar textos informando sobre as temáticas que mais têm sido discutidas pela mídia!

Selecionamos alguns temas e propomos que você, caro leitor focado no ENEM, escreva uma redação sobre cada um deles! Pra quê? Oraaaa! Sabemos que quanto mais treinarmos uma atividade, mais habilidade desenvolveremos para aplicá-la em momento um oportuno. O ENEM é um deles!

Estão aí 15 (quinze) temas com grande PROBABILIDADE de serem exigido pelo ENEM.

http://bendittoblog.wordpress.com/2013/10/01/enem-2013-redacao-e-temas-cotados/

1- SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA.

Tema frequente em jornais e relativamente recente, teve notoriedade no contexto dos protestos, apesar de ser uma realidade corriqueira no Brasil. √Č bem cotado, ent√£o, n√£o deixem de escrever.

2-¬†A MULHER NA SOCIEDADE CONTEMPOR√āNEA.

Adoro esse tema e aposto muito nele, por conta dos esc√Ęndalos nacionais e internacionais do primeiro semestre. Vale muito analisar.

3- TRANSPORTE URBANO BRASILEIRO.

Problema constante, n√©? Tamb√©m tomou notoriedade com os protestos ‚Äď foi o estopim das manifesta√ß√Ķes.

4-¬†√ĀLCOOL E DIRE√á√ÉO.

Mais uma vez, motivado por calamidades (o acidente do ciclista). Alguns ainda apostam em outros acidentes motivados por imprud√™ncias, como o desastre da Boate Kiss em Santa Maria ‚Äď RS. Um daqueles temas de exemplos dif√≠ceis, portanto, exige pesquisa.

7- CASAMENTO GAY.

Também sou fã desse tema. Muitos concorrentes caem por fundamentalismos ou críticas que vão de encontro aos direitos humanos.

6-¬†O PETR√ďLEO DO PR√Č-SAL.

Ah, como detesto esses temas super geopolíticos. Enfim, é cotado. Mas creio que o Enem assuma temas mais sociais.

7- LEI DAS COTAS.

Daqueles temas ‚Äúimposs√≠veis‚ÄĚ que podem acabar aparecendo‚Ķ

8- REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

Em decorrência dos crimes praticados por jovens adolescentes, há um apelo social e midiático para aprovar uma lei de redução da maioridade penal. Tá na pauta dos acontecimentos.

9) A mobilidade urbana se apresenta como um dos grandes desafios a serem vencidos no Brasil nos tempos atuais.

Tivemos recentemente uma grande mobilização nacional por causa de R$ 0,20 (vinte centavos), por melhores transportes e valor da passagem que gerou um reboliço na sociedade e até hoje há no Rio e São Paulo diversos movimentos sobre essa questão.

10) A viola√ß√£o √† privacidade das na√ß√Ķes pode criar um estado de tens√£o com consequ√™ncias inconcili√°veis.

O Alto Comissariado das Na√ß√Ķes Unidas para os Direitos Humanos defendeu, esta ter√ßa-feira que os Estados t√™m a obriga√ß√£o de defender a privacidade dos cidad√£os e que essa privacidade s√≥ pode ser violada dentro de um quadro legal.

“A Conven√ß√£o Internacional sobre Direitos Pol√≠ticos e Sociais exige que os Estados protejam as pessoas de interfer√™ncias arbitr√°rias e ilegais na sua privacidade. Por outras palavras, qualquer ato que tenha impacto na privacidade dos cidad√£os ter√° de ser legal”, afirmou, numa confer√™ncia de imprensa, em Genebra, Rupert Colville, porta-voz da alta comiss√°ria Navi Pillay.

11) A doa√ß√£o de √≥rg√£os √© um assunto que provoca opini√Ķes antag√īnicas na nossa sociedade.

Grande parte dos procedimentos de transplante de √≥rg√£os e tecidos √© realizada pelo SUS, j√° que os planos de sa√ļde particulares se recusam a pagar devido ao seu alto custo.

12) Sete anos após a implantação da lei Maria da Penha, dados estatísticos mostram que a violência contra a mulher não diminuiu no Brasil.

Diante de controv√©rsia gerada por estudo do Ipea, pessoas entrevistadas s√£o un√Ęnimes em destacar a import√Ęncia da Lei Maria da Penha e tecer pondera√ß√Ķes cr√≠ticas ao estudo.

13) As letras de m√ļsica populares e a coreografia feminina v√™m gerado discuss√£o¬†¬†os cr√≠ticos, o p√ļblico jovem e os pais.

O pagode est√° enraizado na cultura baiana como o funk est√° na cultura carioca. √Č muito dif√≠cil voc√™ dar uma volta por Salvador e n√£o ouvir um refr√£o de pagode, seja no carro com autofalantes potentes, em alguma casa na vizinhan√ßa ou algu√©m cantarolando por a√≠. Nas r√°dios, na TV, nos shows √© muito comum ver as bandas cantando seus refr√Ķes de duplo sentido e as mulheres ‚Äď no palco ou na plat√©ia ‚Äď dan√ßando em coreografias sensuais.

14) A legalidade das torcidas organizadas vem a debate, haja vista a violência que ocorre nos estádios.

√Č incontest√°vel a paix√£o que o brasileiro, e porque n√£o dizer o povo do planeta, tem pelo futebol. E diante de tantas manifesta√ß√Ķes ao esporte, as torcidas organizadas se mostram presentes na maioria dos clubes. Algumas delas at√© recebem incentivo financeiro dos seus respectivos times. N√£o h√° como negar que elas s√£o capazes de transformar os jogos de futebol em verdadeiros espet√°culos fora do gramado, com cores, cantos e emo√ß√£o.

15) A inclus√£o de pessoas em condi√ß√Ķes especiais se apresenta como uma quest√£o social da maior relev√Ęncia.

Incluir quer dizer fazer parte, inserir, introduzir. E inclus√£o √© o ato ou efeito de incluir. Assim, a inclus√£o social das pessoas com defici√™ncias significa torn√°-las participantes da vida social, econ√īmica e pol√≠tica, assegurando o respeito aos seus direitos no √Ęmbito da Sociedade, do Estado e do Poder P√ļblico.

S√≥ digo que voc√™, cara leitora e caro leitor que far√° as PROVAS DO ENEM escreva reda√ß√Ķes sobre cada uma dessas sugest√Ķes de TEMAS ou, no m√≠nimo, leia e assista aos notici√°rios sobre eles, considerando os aspectos favor√°veis e desfavor√°veis de cada uma tem√°tica. Quem defende contra e que defende a favor de cada quest√£o pol√™mica.

No mais, felicidades em sua produção textual e sexta-feira, dia 25 de outubro, procure esquecer os estudos e distraia-se ao máximo, descansando e relaxando seu corpo e mente! O que aprendeu, aprendeu e pronto!

Agora √© s√≥ deixar a mem√≥ria fresca para n√£o dar “branco” na hora necess√°ria!

Um abraço,

Adil Lyra

Se ainda precisarem, acessem nossos textos anteriores sobre diversos assuntos de como escrever melhor no ENEM!

Próximos>

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/10/09/analise-das-melhores-redacoes-enem-2012/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/10/02/analise-das-melhores-redacoes-enem-2011/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/10/02/analise-das-melhores-redacoes-enem-2010/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/10/02/analise-das-melhores-redacoes-enem-2009/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/10/02/analise-das-melhores-redacoes-enem-2008/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/09/30/doses-ortograficas-iv-partiu/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/09/27/2223/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/09/23/doses-de-ortografia-iii/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/09/09/doses-de-ortografia-i/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/08/14/como-concluir-uma-redacao/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/08/07/como-argumentar/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/07/31/introducao-ao-texto-dissertativo/

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2013/08/02/1494/

 

 

 

 


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A Gram√°tica, por Leminski

www.nre.seed.pr.gov.br

Caro (a) Leitor (a),

A poesia de Leminski precisa de sua participação para se alcançar o entendimento do texto.

√ďtimo exerc√≠cio!

O assassino era o escriba

Meu professor de an√°lise sint√°tica era o tipo do sujeito
inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular
com um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele n√£o tinha d√ļvidas: sempre achava um jeito assind√©tico
de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
N√£o deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conetivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

www.carrocacultural.com.br

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A LINGUAGEM TEXTUAL ENSINA GRAM√ĀTICA

 

 

A língua e a gramática

Ainda ou√ßo alguns poucos colegas professores, gra√ßas a Deus s√£o poucos, comentarem ser inadmiss√≠vel n√£o ensinar GRAM√ĀTICA como “antigamente”! H√° os que dir√£o, ah, mas s√£o pessoas tamb√©m antigas pela idade e, portanto, ultrapassadas. Nada disso, conhe√ßo colegas professores e amigos jovens que n√£o abrem m√£os e cabe√ßa de se ensinar a gram√°tica daquela forma. Acham que a gram√°tica deve ser ensinada como foco principal para se aprender a l√≠ngua. Isso faz parte de meu tempo de estudante em que tive de memorizar as regras e as exce√ß√Ķes. O professor deve ensinar seus estudantes a refletirem sobre a L√ćNGUA e o uso atrav√©s da LINGUAGEM escolhida para o texto que usarem. Assim o estudante pensa, analisa, reflete, aprende e aplica na vida social em benef√≠cio de seu crescimento intelectual, f√≠sico, mental, pessoal, interpessoal. Assim a linguagem estar√° ensinando melhor a gram√°tica que vive nos texto verbais e n√£o verbais!

Gram√°tica de Evanildo Bechara

Na verdade, ensinamos gram√°tica sim. A grande diferen√ßa est√° em considerar o texto o ponto de partida, de percurso e de conclus√£o onde passeia a GRAM√ĀTICA. A linguagem textual conduz leve e profundamente a aprendizagem sistem√°tica da L√≠ngua P√°tria, pois a L√ćNGUA MATERNA vem de ber√ßo. A√≠, √© claro, vai depender do ber√ßo. Bechara disse que “A l√≠ngua tem de ser ensinada na escola, e, conforme o linguista franc√™s Ernest Tonnelat (1927:167), o ensino escolar ‘tem de assentar necessariamente numa regulamenta√ß√£o IMPERATIVA’. Assim, a gram√°tica normativa tem o seu lugar e n√£o se anula diante da gram√°tica descritiva.”

Falar bem ou mal

Como disse, a l√≠ngua materna traz a identidade de cada usu√°rio de nossa l√≠ngua p√°tria, ou seja, cada pessoa j√° sabe usar a l√≠ngua com sua linguagem particular, pessoal, internalizada pela necessidade di√°ria desde crian√ßa. Ent√£o n√£o h√° como negar seu conhecimento da gram√°tica pelo uso de g√™neros textuais diversos. √Č por esse percurso que a encontramos bem ou mal. Ah, mas vai deixar ficar expressando mal sua gram√°tica di√°ria? Claro que n√£o! A√≠ √© que entra o ensino da escola para sistematizar o jeito de cada pessoa se expressar nos v√°rios √Ęmbitos sociais. Todos t√™m direito, mas muitos n√£o t√™m oportunidade de acesso a essa sistematiza√ß√£o da aprendizagem, mas sobrevivem.

Vejamos um caso desses na imagem a seguir:

A linguagem da sobrevivência

Agora quem pode me responder, caros leitor e leitora onde foi que voc√™s n√£o entenderam a informa√ß√£o da imagem acima?! Vejam que se associarmos o texto verbal e o n√£o verbal √† nossa biblioteca cultural, entenderemos claramente a informa√ß√£o e at√© compraremos o produto posto √† venda. Pois √© da√≠, de um texto desse, que o professor desenvolve conhecimentos sobre o uso da express√£o oral e escrita, imag√©tica, por cores e/ou sonora e o posicionamento textual de cada imagem, som, cor, palavra, frase, par√°grafos, descobrindo as variadas fun√ß√Ķes gramaticais e atribuindo¬† diversos sentidos/significados!

Assim, através das diversas linguagens, aprendemos a gramática no texto de cada um com competência e habilidades para aplicá-la em nossa vida diária, obtendo melhores resultados e, até, prestígio social!

Por enquanto, peço que reflitam, analisem e comentem ao final deste texto!

Um abraço!

Adil Lyra

 

 

 

 

 


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As Ora√ß√Ķes Coordenadas

www.educacao.globo.com

A frase constante na tirinha traz tr√™s ora√ß√Ķes estruturadas de forma coordenada.¬† A primeira, por se apresentar sem liga√ß√£o, √© uma ora√ß√£o coordenada assind√©tica (sem s√≠ndeto, conectivo, conjun√ß√£o): “A pregui√ßa √© a m√£e de todos os v√≠cios.” J√° as duas outras, apresentam conectivos de liga√ß√£o. Veja:

Mas uma m√£e √© uma m√£e…” e “e √© preciso respeit√°-la, pronto.

A primeira é uma oração coordenada sindética adversativa, porque traz a conjunção mas; e a segunda, pela presença da conjunção e, uma sindética aditiva.

Esse é o assunto gramatical do qual trataremos nesta postagem.

www.ebah.com.br

√Č o per√≠odo formado por ora√ß√Ķes independentes que se coordenam em uma sequencia e cada uma possui um significado integral. Dividem-se em:

1) Assind√©ticas: s√£o aquelas que se apresentam ligadas a outras ora√ß√Ķes apenas por sinais de pontua√ß√£o, sem o aux√≠lio de conjun√ß√Ķes coordenativas.

Ex. Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Alguns reclamam, um ou outro protesta, ninguém reivindica.

2) Sind√©ticas: s√£o ora√ß√Ķes ligadas a outras com o aux√≠lio de conjun√ß√Ķes coordenativas.
Ex. O pescador prepara a isca e lança a linha na água.

Classificação

a- Aditivas: e, nem, mas também.
Ex. N√£o quero festas nem desejo despedidas.
Ela levantou a cabeça e fitou-me.

b- Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Ex. Estava velho, porém mantinha a dignidade.
Era um homem gentil, entretanto n√£o agiu corretamente.

c- Alternativas: ou, ou…ou, ora…ora, j√°…j√°, quer…quer.
Ex. Ajude-o ou esqueça-o.
Ou se tem chuva, ou se tem sol. (Nesse caso, as duas ora√ß√Ķes s√£o sind√©ticas alternativas.)

d- Conclusivas: portanto, assim, por conseguinte, de modo que, em vista disso, logo, por isso, pois (após o verbo)
Ex. Tudo est√° em ordem, portanto n√£o se preocupe.
A garota demonstrou talento; ser√°, pois, efetivada no cargo.

e- Explicativas: que, porque, pois (antes do verbo).
Ex. N√£o venha agora, pois chove bastante aqui.
Dirija devagar que o local é perto.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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QUEM CORRIGE A ESCRITA DO WhatsApp!

 

 

Conversando e interagindo

O WhatsApp Messenger é um mensageiro para smartphones disponível para telefones Android, BlackBerry, iPhone, Windows Phone e Nokia. O WhatsApp utiliza a sua rede 3G ou Wi-Fi (quando disponível) para enviar mensagens para seus amigos e família.

A partir desse canal de intera√ß√£o, extra√≠ alguns di√°logos interessante e carentes de corre√ß√Ķes de acordo com a NORMA PADR√ÉO!

Vamos a eles e quero que vocês leitores, identifiquem, corrijam ou solicitem correção!

1) Os nachos mexicanos do WhattsApp.

Os nachos mexicanos

2) As elei√ß√Ķes em destaque no WhatsApp.

As elei√ß√Ķes no WhatsApp

3) As rela√ß√Ķes de casais no WhatsApp.

Surpresas do WhattsApp

4) A sala de aula no WhatsApp!

Aula anormal!

5) O amor no WhatsApp!

O Amor e o Coração

6) A cabeça e o coração no WhatsApp!

Desligue n√£o!

7) Conversando com o AL√ČM no WhatsApp!

Comunica√ß√£o com o AL√ČM!

8) Conversando pessoalmente no WhatsApp!

Pessoalmente pertos!

9) Candidato e os Shows de Manaus no WhatsApp!

O candidato e os Shows

10) O dinheiro compra a corrupção no WhatsApp!

O dinheiro e a corrupção!

11) A Leitura em discuss√£o no WhatsApp!

 

O diálogo em código gráficos

12) Como conquistar uma garota no WhatsApp. (Acesse o link):

http://www.youtube.com/watch?v=xYiD9qE5P8U

Enquanto isso na China j√° existe o seguinte:

WhatsApp chinês

Enquanto isso chega ao Brasil:

“O aplicativo chin√™s de maior sucesso no exterior, o WeChat, acabou de chegar ao Brasil – numa campanha estrelada pelo astro do Barcelona Lionel Messi – e deve sacudir o mercado. Ou deveria. Trata-se de algo semelhante ao What’sApp, mas com fun√ß√Ķes de rede social tamb√©m.

Criado pela companhia Tencent, gigante da internet chinesa, com sede na cidade de Shenzhen, bem ao lado de Hong Kong, o WeChat nasceu como Weixin em 2011, no que deveria ser uma alternativa – para n√£o dizer c√≥pia – ao What’sApp. Mas com bem mais fun√ß√Ķes…”

Vamos √†s corre√ß√Ķes que acharem necess√°rias, car√≠ssimos leitores!

Um abraço,
Adil Lyra


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