Diálogos Imagéticos

www.ebah.com.br

Mesmo vendo-a pela primeira vez, dificilmente um leitor atento n√£o saber√° de imediato o sentido dessa palavra e por motivos bem simples. Nela, notar√° a presen√ßa do radical, que cont√©m o seu significado, em “textu” (texto). No in√≠cio, ver√° o prefixo ‚Äúinter‚ÄĚ (entre) e, no final, o sufixo ‚Äúidade‚ÄĚ (condi√ß√£o, estado). E entre o radical e o sufixo, temos “a+l” que desempenham as fun√ß√Ķes de “vogal e consoante de liga√ß√£o“, respectivamente. Conclus√£o: Intertextualidade √© a cria√ß√£o de um texto a partir de outro pr√©-existente, seja na oralidade, seja escrita.

Compet√™ncia lingu√≠stica, ali√°s, que desenvolvemos desde a nossa inf√Ęncia, antes mesmo de irmos √† escola. No conv√≠vio familiar, com os amigos, com a comunidade, a interatividade humana faz com que utilizemos outros discursos na constru√ß√£o de nossos discursos. E at√© aqui n√£o existe pl√°gio, que √©, tamb√©m, um tipo de intertextualidade.

Acrescente-se que o diálogo pode ser estabelecido não só entre textos verbais, mas também entre os imagéticos.

Veja, a seguir, sete textos que intertextualizam com outras produ√ß√Ķes que podem ser imag√©ticas ou verbais. Caso voc√™ n√£o consiga identificar a produ√ß√£o com a qual as imagens dialogam, nos informe.

√ďtima Leitura!

www.carpintariadaspalavras.blogspot.com

www.infoescola.com

www.portaldoprofessor.mec.gov.br

www.atodeparafrasear.blogspot.com

www.scielo.br

www.pinterest.com

www.viverlerviver.blogspot.com

Na próxima semana, veremos os Diálogos Verbais.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL

 

SINAL VERDE PARA A LINGUAGEM

 

Perguntando qual a nossa l√≠ngua, as respostas s√£o prontamente: “- L√≠ngua Portuguesa.” Contudo h√° quem conteste, pois hoje j√° existe o jeito pr√≥prio de usarmos nossa l√≠ngua e, muitos consideram que dever√≠amos lutar por uma l√≠ngua pr√≥pria como L√≠ngua Brasileira. Eu , particularmente, considero que dever√≠amos mudar, pois as diversidades lingu√≠sticas mostram em cada regi√£o de nosso Brasil um jeito pr√≥prio de amar e falar nossa l√≠ngua, longe daquela que chegou nos colonizando, se instalou e permanece impondo uma Norma Padr√£o; A Norma Culta. A norma de prest√≠gio que sistematiza uma forma especial de uso da l√≠ngua, mas que discrimina todas as outras normas.

Afora este aspecto, vamos nos ater a duas formas essenciais de linguagem. A verbal e a não verbal. A primeira, trás palavras e pode ser oral ou escrita, enquanto que a segunda não contém palavra, esta é representada pelas imagens (Textos imagéticos), cores, pelos sons diversos, sinais de LIBRAS entre outros sinais e mímicas. a seguir um texto verbal, Vamos ler:

 

Conceito de texto

A linguagem nasce, se desenvolve e se transforma no ser humano e pelo ser humano que é mutável, que evolui permanentemente. O mesmo SER possui a competência de leitura que lhe dá a devida condição de entender e interpretar e transformar o mundo.

Então vamos ler o texto a seguir e veremos que ele nos traz ao mesmo tempo a linguagem verbal e a não verbal. Portanto, o quadrinho apresenta palavras e imagens com personagens em ação.

TEXTO VERBAL E  NÃO VERBAL (Misto)

A linguagem apresentada pela testa franzida, um bocejo, um olhar, express√Ķes de d√ļvida ou de certeza podem ser leituras significativas de textos n√£o verbais para quem l√™. Como vemos, n√£o h√° palavras, mas se pode decifrar mensagens a partir das imagens e de outros sinais. Vejamos:

 

testa franzida

Zangado

O Polvo Recicla

 

Texto n√£o verbal

 

Texto verbal e n√£o verbal

Um abraço pra você!

`Professor Adil Lyra

 

 

 


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A Ênfase Textual

http://revistalingua.uol.com.br

Compare as seguintes frases e eleja aquela que, na sua opinião, apresenta uma construção mais sonora e elegante, na Língua Portuguesa:

a) L√™nin desembarcou em 3 de abril de 1917, na esta√ß√£o Finl√Ęndia, em Petrogrado, retornando de trem do ex√≠lio.‚ÄĚ

b) Retornando de trem do ex√≠lio, L√™nin desembarcou em 3 de abril de 1917, na esta√ß√£o Finl√Ęndia, em Petrogrado.

Fácil perceber, não?! A segunda opção está melhor estruturada, pois realça o valor da informação, conseguido pelo deslocamento dos termos sintáticos da frase, o que proporciona uma ênfase no período.

www.claraduarte.wordpress.com

Para se conseguir essa √™nfase, geralmente, alguma circunst√Ęncia – tempo, lugar, meio, fim – √© anunciada em primeiro lugar, antecedendo o n√ļcleo do pensamento.

No exemplo acima, esse n√ļcleo ou ideia principal √© “L√™nin desembarcou em 3 de abril de 1917, na esta√ß√£o Finl√Ęndia.“. A segunda forma √© mais enf√°tica que a primeira, porque, no primeiro enunciado, a ideia principal ficou entre duas circunst√Ęncias; de tempo: “… retornando de trem do ex√≠lio.” E de lugar: “… em Petrogrado.”, empobrecendo, dessa forma, a constru√ß√£o frasal.

Obtém-se uma construção textual mais refinada, normalmente, colocando no início da frase os seguintes termos linguísticos. Veja:

1) Adjuntos adverbiais de tempo, lugar, modo, fim etc.
Ex. Em 19 de outubro de 2013, o Brasil celebrou o centenário de nascimento do poetinha Vinícius de Moraes.

2) Alguns tipos de ora√ß√Ķes subordinadas
Ex. Embora n√£o tenha muito que comemorar, o torcedor nordestino sempre frequenta os est√°dios de futebol.

3) Ora√ß√Ķes reduzidas de ger√ļndio, partic√≠pio ou infinitivo
Ex. Fazendo festas, o brasileiro esquece os seus problemas.

Observe mais um exemplo de um enunciado com nível elementar:

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‚ÄúO t√©cnico reuniu os jogadores de seu time para anunciar que vai abandonar o cargo, antes de iniciar os treinamentos ontem de manh√£, caso n√£o consigam vencer a partida do pr√≥ximo s√°bado.‚ÄĚ

E, agora, enriquecido:

‚ÄúAntes de iniciar os treinamentos ontem de manh√£, o t√©cnico reuniu os jogadores de seu time para anunciar que vai abandonar o cargo, caso n√£o consigam vencer a partida do pr√≥ximo s√°bado.‚ÄĚ

Em “Qu√™?!“, postagem do dia cinco deste m√™s, refletimos sobre o que fazer para se atingir um bom n√≠vel no que se refere a produ√ß√Ķes textuais leves, sonoras e elegantes. Aquela reflex√£o fica valendo, tamb√©m, para a conclus√£o deste texto.

Abraços,

Paulo Jorge


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Novas Palavras na Língua Portuguesa

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O l√©xico de uma l√≠ngua, isto √©, o conjunto de todas as suas palavras, √© um sistema em constante movimento, tanto de fora para dentro, como de dentro para fora.¬† As palavras que veremos a seguir, t√£o comumente utilizadas pelos falantes de l√≠ngua portuguesa, foram sendo introduzidas ao longo dos √ļltimos anos em nosso idioma.

1) Bullying
√Č uma a√ß√£o consciente, premeditada e persistente por parte de um estudante ou grupo de estudantes, designado agressor (es), para um aluno (v√≠tima), causando medo, press√£o e terror sobre o mesmo.‚ÄĚ Essa √© uma das defini√ß√Ķes do m√©dico psiquiatra Daniel Sampaio para o anglicismo ‚Äúbullying‚ÄĚ.

2) Carregador
Se antes era um ‚Äúhomem que, em esta√ß√Ķes ferrovi√°rias ou rodovi√°rias, aeroportos ou hot√©is se encarregava de transportar malas ou outros volumes‚ÄĚ; agora, usamos a palavra vulgarmente, mas para nos referirmos ao ‚Äúaparelho que se liga √† corrente el√©trica e permite recarregar baterias ou pilhas‚ÄĚ.

3) GPS
O termo GPS √© uma sigla que, em portugu√™s, significa ‚Äúsistema de posicionamento global‚ÄĚ. Trata-se de um ‚Äúsistema que, atrav√©s de um conjunto de sat√©lites, fornece a um aparelho m√≥vel a sua posi√ß√£o em rela√ß√£o √†s coordenadas terrestres.‚ÄĚ Agora, s√≥ se perde quem quer.

4) Hostel
Substantivo masculino que se traduz por ‚Äúestabelecimento que fornece servi√ßos de alojamento,¬†hostel, que tamb√©m significa ¬īalbergue¬ī‚ÄĚ, com quartos privados ou coletivos a pre√ßos inferiores aos de um hotel‚ÄĚ. Prov√©m do ingl√™s, 1990.

5) Light
Pouco se falaria em produtos¬†light¬†em 1990. Diz o dicion√°rio: ‚ÄúQue tem um valor cal√≥rico mais baixo do que outros alimentos do mesmo g√™nero‚ÄĚ ou ‚Äúque tem um teor alco√≥lico mais baixo do que outras bebidas do mesmo g√™nero‚ÄĚ. J√° em sentido figurado e pejorativo, ‚Äúlight‚ÄĚ corresponde a algo ‚Äúque evita ou ignora os aspectos mais complexos de determinada quest√£o‚ÄĚ, ou seja, ‚Äú√© uma abordagem suave, atenuada ou pouco profunda a determinado tema que geralmente n√£o √© tratado dessa forma‚ÄĚ. Numa palavra, ‚Äúleve‚ÄĚ.

www.naocontocalorias.com.br

6) Probiótico
Na linha das preocupa√ß√Ķes com a sa√ļde e o corpo, os ‚Äúprobi√≥ticos‚ÄĚ entraram no l√©xico. Trata-se de uma ‚Äúsubst√Ęncia que cont√©m organismos vivos favor√°veis √† sa√ļde, quando tomado em doses certas, e que integra, sobretudo, a composi√ß√£o de produtos l√°cteos ou de suplementos alimentares‚ÄĚ. Apareceu com a tend√™ncia de olhar os alimentos como medicamentos.

7) Reciclagem
√Č o ‚Äútratamento de res√≠duos ou mat√©rias usadas de maneira a poderem ser reutilizados‚ÄĚ ou ainda ‚Äúatualiza√ß√£o pedag√≥gica, cultural, administrativa, cient√≠fica etc.‚ÄĚ. Mas nem sempre foi assim. Ali√°s, uma palavra pelo franc√™s ‚Äúrecyclage‚ÄĚ.¬†¬†Palavras associadas: ‚Äúambiente‚ÄĚ, ‚Äúbiodiversidade‚ÄĚ, ‚Äúcr√©ditos de carbono‚ÄĚ.

8) Sustentabilidade
‚ÄúQualidade ou condi√ß√£o do que √© sustent√°vel‚ÄĚ mas tamb√©m ‚Äúmodelo de sistema que tem condi√ß√Ķes para se manter ou conservar‚ÄĚ. √Č um termo muito empregado nos discursos pol√≠ticos e empresariais.

9) Transgênico
Alvo das maiores pol√™micas, o ‚Äútransg√™nico‚ÄĚ diz respeito a algo, na biologia, ‚Äúque foi acrescentado ou retirado um ou mais genes‚ÄĚ. E tamb√©m se diz ‚Äúdo ser, geralmente planta, a que foi alterado o c√≥digo gen√©tico‚ÄĚ.

10) Videoconferência
‚ÄúTeleconfer√™ncia que permite, al√©m da transmiss√£o da palavra e de documentos gr√°ficos, a de imagens animadas dos participantes.‚ÄĚ

Poderiam igualmente ter entrado nesta listagem de palavras que passamos a utilizar com frequência: airbag, apps, banda larga, botox, clicar, deck, LGBT, lipoaspiração, mp3, papamóvel, piercing, podcast,  smartphone,  spoiler,  tablet, tsunami, workshop etc.

http://www.soportugues.com.br/
Acesso em: 14 de maio de 2016, às 23h21

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Melhor falar assim…

S√£o erros de pron√ļncia, grafia ou uso de determinada palavra. Na L√≠ngua Portuguesa, existem palavras que, frequentemente, s√£o utilizadas, pelo falante ou produtor textual, de maneira n√£o recomend√°vel pela norma padr√£o da nossa l√≠ngua. E longe de, aqui, querermos discutir o direito de cada usu√°rio comunicar-se da maneira como interage em sua comunidade ou sociedade, de forma oral ou escrita, a inten√ß√£o √© ampliar o conhecimento lingu√≠stico de nossos leitores.

Acrescente-se a isso que, independentemente da forma de falar de cada usu√°rio, a l√≠ngua se faz na interatividade, nas rela√ß√Ķes sociais di√°rias. E, em determinadas situa√ß√Ķes, a variante padr√£o √© essencial para os interesses do seu usu√°rio. Vejamos, por exemplo, o caso de entrevistas para emprego. Nesse momento, inexistem op√ß√Ķes de uso de palavras e express√Ķes que n√£o sejam aquelas registradas pela variante padr√£o da L√≠ngua Portuguesa, haja vista ser este um momento que exige formalidades e com a l√≠ngua n√£o seria diferente.

Veja, a seguir, dez formas de falar mais recorrentes nas intera√ß√Ķes sociais quando nos referimos a barbarismos lingu√≠sticos.

Boa Leitura!

www.oblogderedacao.blogspot.com

1) CIDADÃOS
Pron√ļncia frequente: ‚Äúcidad√Ķes‚ÄĚ
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúcidad√£os

2) GRATUITO
Pron√ļncia frequente: ‚Äúgra-tu-√≠-to‚ÄĚ (N√£o √© hiato.)
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúgra-tui-to‚ÄĚ (√Č ditongo.)

3) IBERO
Pron√ļncia frequente: ‚Äú√≠bero‚ÄĚ (N√£o √© proparox√≠tona.)
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúibero‚ÄĚ (√Č parox√≠tona.)

4) INEXOR√ĀVEL (inabal√°vel, inflex√≠vel, austero, r√≠gido)
Pron√ļncia frequente: ‚Äúineczor√°vel‚ÄĚ
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúinezor√°vel‚ÄĚ

5) MEIO (como advérbio)
Pron√ļncia frequente: ‚Äúmeia‚ÄĚ Ex. A turista mostrava-se meia cansada.
Pron√ļncia correta: ‚Äúmeio‚ÄĚ Ex. A turista mostrava-se meio cansada.

6) RUBRICA
Pron√ļncia frequente: ‚Äúr√ļbrica‚ÄĚ (N√£o √© proparox√≠tona.)
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúrubrica‚ÄĚ (√Č parox√≠tona.)

7) RUIM
Pron√ļncia frequente: ‚Äúr√ļim‚ÄĚ (N√£o √© monoss√≠labo t√īnico.)
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúru-√≠m‚ÄĚ (√Č diss√≠labo.)

8) SINTAXE (estudo da estrutura gramatical das frases)
Pron√ļncia frequente: ‚Äúsint√°cse‚ÄĚ
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúsint√°sse‚ÄĚ

9) SUBS√ćDIO
Pron√ļncia frequente: ‚Äúsubz√≠dio‚ÄĚ
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äúsubs√≠dio‚ÄĚ

10) T√ďXICO (que produz efeitos nocivos no organismo.)
Pron√ļncia frequente: ‚Äút√≥chico‚ÄĚ
Pron√ļncia recomend√°vel: ‚Äút√≥ksico‚ÄĚ

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A LINGUAGEM ADEQUADA COMUNICA

 

A linguagem que apresenta aspectos da fala √© a coloquial, uma linguagem muito pr√≥xima de di√°logos di√°rios. Essa linguagem √©, normalmente, empregada em situa√ß√Ķes informais de comunica√ß√£o.

A linguagem coloquial deve ser considerada e respeitada, pois é outra norma de uso da língua portuguesa distensa que aproxima os falantes de nossa língua entre si pela comunicação fácil e acessível mesmo que comprometa a exigida norma padrão desde que cumpra o objetivo desejado: a plenitude da comunicação!

Já a linguagem de norma padrão que escolheu a norma culta também deve ser considerada e respeitada, desde que, também, cumpra o objetivo desejado: a plenitude da comunicação!

Assim sendo, vamos ver como usamos em nosso Brasil a língua portuguesas trazida pelos portugueses colonizadores e imposta pelo processo de colonização de nossas terras no século XVI.

Hoje sabemos que nossa mistura de ra√ßas provocou uma variedade de mudan√ßas tamb√©m em nossa forma de uso da l√≠ngua. Chamamos a isto de VARIEDADES LINGU√ćSTICAS! √Č bom lembrar que toda l√≠ngua √© viva e mut√°vel, pois somos n√≥s, os seres humanos, que a utilizamos diariamente em diversas e variadas situa√ß√Ķes que atravessam √©pocas, regi√Ķes, idades, culturas e necessidades de comunica√ß√£o daquele momento.

Ainda hoje, h√° pessoas que riem das diversidades existentes diferentes da norma padr√£o. Falta muitas vezes o devido respeito √†s diferen√ßas de linguagem usada entre os falantes conforme sinalizei no par√°grafo anterior. A isto chamamos de PRECONCEITO LINGU√ćSTICO.

Claro que h√° erros do uso de nossa l√≠ngua por uma linguagem INADEQUADA. Isto n√£o √© poss√≠vel aceitar, pois modifica o teor, o sentido desejado pelo usu√°rio da l√≠ngua portuguesa √†quilo que deseja comunicar! Contudo, se atingir a plenitude da comunica√ß√£o entre os falantes, t√° tudo certo. “T√° tranquilo! T√° favor√°vel!”

Por outro lado, faz bem saber que a norma padrão deve ser obedecida pelo fato de ser a NORMA definida por convenção da ABL РAcademia Brasileira de Letras e VOLP РVocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Desta forma, todos temos o direito e o dever de conhecer todas as normas de nossa língua assim como aplicá-la adequadamente, sem preconceito, para estabelecer uma comunicação clara e eficaz!

O padrão formal por estar ligado à linguagem escrita foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania e prestígio sobre as demais normas.

J√° as normas informais, por sua vez, representam a linguagem usada diariamente, nas conversas distensa que temos com amigos, familiares, colegas entre outros contatos dessa natureza.


Essas normas s√£o compostas por variedades lingu√≠sticas, que representam as¬†condi√ß√Ķes sociais, culturais, regionais e hist√≥ricas. S√£o elas:

Varia√ß√Ķes hist√≥ricas:

Aquela que sofre transforma√ß√Ķes ao longo do tempo. Por exemplo, a palavra EMBORA h√° tempos anteriores era EM BOA HORA e foi sendo transformada pela usualidade e na √©poca era criticada como “ERRADA” e hoje n√£o mais!

Varia√ß√Ķes regionais:

S√£o os chamados dialetos, que ¬†determinam as diferentes falas das diversas regi√Ķes. ¬†Nesta modalidade est√£o, tamb√©m, os sotaques, ligados √† oralidade da linguagem.

Varia√ß√Ķes sociais ou culturais:

Referem-se aos grupos sociais de uma maneira geral e tamb√©m ao grau de instru√ß√£o de uma determinada pessoa. As g√≠rias, os jarg√Ķes e o linguajar rural s√£o exemplos.


Vejamos um poema em uma m√ļsica de Adoniran Barbosa para entendermos melhor sobre o assunto:

Tiro Ao √Ālvaro

De tanto levar frechada do teu olhar

Meu peito até parece sabe o quê?

T√°ubua de tiro ao √°lvaro

N√£o tem mais onde furar

T√°uba de tiro ao √°lvaro

N√£o tem mais onde furar

Teu olhar mata mais do que bala de carabina

Que veneno e estriquininaque peixeira de baiano

Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver

Mata mais que bala de revórver

√Č isso que temos para hoje, amigas e amigos amantes da L√≠ngua Portuguesa!

Adil Lyra Rodrigues

 

 

 


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O Quê?!

www.maequeroserit.wordpress.com

Em 2011, a apresentadora do Jornal Hoje, da Rede Globo, Sandra Anneberg, pronunciou esta frase mostrando sua opinião sobre um tombo sofrido, propositadamente, por uma repórter, durante uma reportagem apresentada, ao vivo, em São Paulo.

Nesse enunciado, a palavra “Que” intensifica a ideia do adjetivo ‚Äúdeselegante‚ÄĚ, por isso, quanto √† morfologia, desempenha a fun√ß√£o de adv√©rbio. Na sintaxe, de um adjunto adverbial.

Deseleg√Ęncia √† parte, a palavra mais utilizada da L√≠ngua Portuguesa possui diversas fun√ß√Ķes que possibilitam ao usu√°rio a constru√ß√£o de textos coerentes e coesos, sonoros e articulados tanto na oralidade, quanto na escrita, da√≠ muitos acreditarem ser ela a palavra mais rica da nossa l√≠ngua devido a sua varia√ß√£o morfol√≥gica e sint√°tica.

Observe outros exemplos:

Ex 2. Falava que falava, mas ninguém conseguia entendê-la.

Aqui, a palavra ‚Äúque‚ÄĚ assume a fun√ß√£o morfol√≥gica de uma conjun√ß√£o aditiva e n√£o possui fun√ß√£o sint√°tica.

Ex. 3:

Meu bem querer
tem um quê de pecado
Acariciado pela emoção

Nesses bel√≠ssimos versos de Djavan, morfologicamente, a classe gramatical da palavra “qu√™‚ÄĚ √© um substantivo, porque denota a ideia de um elemento, um ser abstrato. J√°, sintaticamente, complementa o sentido de um verbo transitivo direto, por isso se trata de um objeto direto.

No entanto, existem casos em que o uso abusivo dela empobrece o texto, tornando-o pesado, enfadonho, dificultando sua leitura e seu entendimento.

Veja alguns exemplos desse mau uso:

www.nicolaruth.blogspot.com

Ex 4. Quando chegaram, pediram-me que devolvesse o livro que me fora emprestado por ocasi√£o dos exames que se realizaram no fim do ano que passou.

Percebe-se que o enunciado está mal construído, e existem algumas possibilidades de reestruturação.

Veja uma delas:

Ex. Quando chegaram, pediram-me a devolução do livro emprestado por ocasião dos exames realizados no fim do ano passado.

Convenhamos que, agora, o enunciado se apresenta sonoro e simples. De f√°cil pron√ļncia e entendimento. Observe mais um exemplo:

Ex. 5: Muitos candidatos revelaram que desconheciam totalmente a matéria que constava dos programas que foram organizados pela banca que os examinava.

Ficaria enriquecido se estivesse, por exemplo, assim, construído:

Ex. Muitos candidatos revelaram desconhecer totalmente a matéria constante dos programas organizados pela banca examinadora.

www.otvfoco.com.br

A habilidade para desenvolver a produção de textos leves, sonoros e elegantes Рnão nos esqueçamos! Рé adquirida com a leitura sistemática de textos de qualidade, sejam eles literários ou não literários.

Abraços,

Paulo Jorge


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Dificuldade,

Um ano antes da morte de Tancredo Neves, Andrea Neves, sua primeira neta, publicou um artigo na Revista Vogue, no qual faz uma radiografia do av√ī, por um vi√©s terno e familiar. Emocionado, o ex-presidente foi √†s l√°grimas ao ler o texto.¬† Ao se encontrar com a neta, disse:

‚Äď Voc√™ n√£o sabe usar as v√≠rgulas!

www.alunosonline.uol.com.br

Sinal de pontuação que mais apresenta dificuldades de uso ao produtor textual, a vírgula serve para indicar pequenas pausas e mudança de entonação, embora seus usos não estejam diretamente ligados à fala. Veja estes exemplos:

Ex. Ficarei feliz se você vier. / Se você vier, ficarei feliz.

Ambas as constru√ß√Ķes est√£o escritas de acordo com a variante padr√£o da L√≠ngua Portuguesa, no entanto a presen√ßa da v√≠rgula, no segundo exemplo, exige do falante uma entona√ß√£o que inexiste no primeiro. Esse fato torna o enunciado mais sonoro e, por isso, mais enriquecido.

√Č claro que a frase do ex-presidente revela um contexto no qual a formalidade determina um comportamento social r√≠gido, mas n√£o deixa de registrar um aspecto gramatical que estressa alguns produtores textuais, da√≠ a necessidade de se conhecer as situa√ß√Ķes em que o uso da v√≠rgula √© obrigat√≥rio.

Vamos a elas!

www.comoescreve.com.br

‚Äď Em datas, endere√ßos, termos relacionados e certas express√Ķes:
Ex. Salvador, 01 de julho de 2013.
Residia na pra√ßa do Campo Grande, 10 ‚Äď Centro
O cinema, o teatro, a praia e a m√ļsica s√£o as suas divers√Ķes.
Terminou a festa em minha cidade, isto é, a festa da padroeira.

‚Äď Separa vocativo, aposto, adv√©rbio longo e adjunto adverbial:
Ex. A vida, seu moço, tem dessas coisas.
Dom Casmurro, romance de Machado de Assis, é uma obra monumental.
Neymar perdeu, inacreditavelmente, o gol.
Ele vai, pouco a pouco, assumindo o papel que era do pai.

‚Äď Separa ora√ß√Ķes coordenadas, subordinadas e reduzidas:
Ex. O tempo não para no porto, não apita na curva, não espera ninguém.
Quando os brasileiros aprenderem a votar, este país irá melhorar.
A inteligência, que nos distingue dos irracionais, tem valor inestimável.
Chegando o diretor, avise-me imediatamente!

‚Äď Indica a presen√ßa de elipse e zeugma:
Ex. Na queda, nenhum arranh√£o.
Alguns políticos trabalham; outros, não.

‚Äď Separa termos deslocados de sua posi√ß√£o normal na frase e ora√ß√Ķes iniciadas pela conjun√ß√£o E, quando os sujeitos forem diferentes:
Ex. A desculpa, entretanto, n√£o foi suficiente para agradar ao diretor.
Tirai o homem do mundo, e a ambição desaparecerá da Terra.

Pronto. S√£o essas as situa√ß√Ķes de uso da v√≠rgula. Atento aos aspectos gramaticais, voc√™ estar√° em condi√ß√Ķes de virgular, corretamente, o seu texto.

Abraços,

Paulo Jorge


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O √ćndio

www.bestday.com.br

Em 19 de abril, comemora-se o Dia do √ćndio, e para homenagearmos os primeiros habitantes da¬† terra de brasilis e n√£o nos esquecermos das trag√©dias ambientais que muitos insistem em provocar e outros em n√£o criminalizar, trazemos a letra e o √°udio* da m√ļsica Um √ćndio, de Caetano Veloso, que faz parte do √°lbum Bicho, lan√ßado em no ano de 1977, por este √≠cone da MPB – M√ļsica Popular Brasileira.

Na obra, Caetano denuncia o processo de extin√ß√£o dos √≠ndios na Am√©rica Latina, em ‚ÄúDepois de exterminada a √ļltima na√ß√£o ind√≠gena…‚ÄĚ e prev√™ a volta deles em ‚ÄúNum ponto equidistante entre o Atl√Ęntico e o Pac√≠fico / Do objeto, sim, resplandecente descer√° o √≠ndio.‚ÄĚ, com uma for√ßa somente compar√°vel a grandes her√≥is reais – Muhammed Ali, Bruce Lee e Ghandi,¬† ou imagin√°rios – Peri. E das premissas apresentadas, o compositor chega √† seguinte conclus√£o: ‚ÄúE aquilo que nesse momento se revelar√° aos povos / Surpreender√° a todos, n√£o por ser ex√≥tico / Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto / Quando ter√° sido o √≥bvio.‚ÄĚ

Os √ćndios e Caetano, tudo a ver!

www.vagalume.com.br

Um √ćndio

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que vir√° numa velocidade estonteante

E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a √ļltima na√ß√£o ind√≠gena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Vir√°, imp√°vido que nem Muhammed Ali, vir√° que eu vi
Apaixonadamente como Peri, vir√° que eu vi
Tranq√ľilo e infal√≠vel como Bruce Lee, vir√° que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em √°tomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atl√Ęntico e o Pac√≠fico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dir√°, far√°, n√£o sei dizer
Assim, de um modo explícito

REFRÃO

E aquilo que nesse momento se revelar√° aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge

*Link: https://www.youtube.com/watch?v=dPdfwzYuOsw


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Ênclise, Próclise & Mesóclise

www.sugestoesdeatividades.blogspot.com

Não tem jeito. Seja em jornais, revistas ou internet, lá estão eles, às vezes quase imperceptíveis, mas sempre marcando presença.

Veja:

‚ÄúPoucos tem (sic) o curr√≠culo ecl√©tico de Roberto Viana, dono da Petra Energia. Antes de se formar em economia pela Universidade Federal de Pernambuco, passou alguns anos estudando filosofia na Sui√ßa (sic), onde dedicou-se ao estudo da obra do alem√£o Arthur Schopenhauer.‚ÄĚ Folha de S. Paulo

‚ÄúMas comenta-se tamb√©m que o desfecho da negocia√ß√£o √© quest√£o de tempo.‚ÄĚ A Tarde

‚ÄúA institui√ß√£o botou o p√© no freio, se antecipando a uma eventual queda em seus lucros ao fim deste ano.‚ÄĚ O Globo

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Pois é. Por cochilo ou desconhecimento, os exemplos citados estão com os pronomes oblíquos átonos - o, os, a, as, me, te, se, nos, vos, lhe e lhes Рcolocados após os verbos, quando deveriam antecedê-los. Este fato chama à atenção, porque, se existe um aspecto gramatical que, em princípio, não deveria causar dificuldades ao usuário da língua, este é a Colocação Pronominal, que indica a posição adequada desses pronomes em complementos verbais. Aqui, estamos nos referindo aos Objetos Direto e Indireto.

Existem em nosso idioma palavras ‚Äď como pronomes, adv√©rbios e conjun√ß√Ķes ‚Äď que atraem o pronome obl√≠quo para antes do verbo e, este fato, em tese, pode ser confirmado quando conseguimos uma melhor sonoridade ao aplicarmos a ‚Äúlei do menor esfor√ßo‚ÄĚ, ou seja, a constru√ß√£o oral mais leve e suave √© a correta. Tente colocar os pronomes obl√≠quos, nos exemplos citados, antes dos verbos e voc√™ perceber√° que pronunciamos os sons das palavras sem dificuldades, sem atropelos. Veja como a sonoridade se alia √† orienta√ß√£o da variante padr√£o da l√≠ngua:

Ex. “… onde se dedicou…”¬† /¬† “Mas se comenta tamb√©m…”¬† /¬† “… se antecipando a uma eventual…”

As regras de Colocação Pronominal, no entanto, devem ser internalizadas para uma maior desenvoltura linguística tanto do falante como do produtor textual.

Vamos a elas:

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Se houver a presença de palavras atrativas, o pronome oblíquo deverá estar antes do verbo; neste caso, temos a Próclise.

Ex. N√£o me deram uma nova oportunidade na empresa.

Caso n√£o ocorra a presen√ßa de palavras atrativas, e os verbos estejam no Futuro do Presente ou no Futuro do Pret√©rito, o pronome obl√≠quo dever√° ficar no meio do verbo. Ali√°s, constru√ß√£o praticamente em desuso na oralidade, mesmo em ambientes liter√°rios e acad√™micos. √Č a Mes√≥clise.

Ex. Dar-me-iam uma nova oportunidade na empresa?

Se n√£o houver nenhuma das condi√ß√Ķes citadas, o pronome obl√≠quo dever√° estar ap√≥s o verbo. √Č a √änclise. Condi√ß√£o cl√°ssica da L√≠ngua Portuguesa.

Ex. Deram-me uma nova oportunidade na empresa.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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