Memorial acadêmico

www.museologiaufba.blogspot.com

Alguém já disse que a criação literária é mais transpiração e menos inspiração. A criatividade de um texto não vem, necessariamente, da inspiração. Muitas vezes podemos ter ideias extremamente originais e não saber como dar forma a elas, ou seja, transformá-las em um texto que valha a pena ser lido. Isso acontece porque não se conhece a estrutura do texto, as várias possibilidades de dar forma a ele.

Escrever é um ato individual e solitário. É um momento em que se fecham as portas do exterior e se abrem as portas do mundo interior para nele o indivíduo mergulhar. Segundo Hermínio Sargentim, na Metodologia do Ensino de Redação, “E essa tarefa não é tão simples assim. As pessoas não estão acostumadas a viver sós com seus pensamentos e sensações. Se o estar só assusta as pessoas, é evidente que o ato da escrita, uma atividade essencialmente solitária, também assusta as pessoas. Ao se colocar diante de uma folha em branco, o indivíduo perde contato  mais estreito com a realidade física e social e embarca só para um voo em seu universo interior.”

Hodiernamente, um dos gêneros textuais mais solicitados na área acadêmica é o memorial, que é um relato de fatos memoráveis na trajetória profissional de uma pessoal.

E como todo texto exige um planejamento, veja, a seguir, os passos que você deve seguir para construir um memorial de excelente nível.

FONTE PRÓPRIA

I – PREPARAÇÃO

a) Assunto
b) Ponto de vista
c) Objetivo
d) Esquema do texto:

– Introdução (ideia central)
– Desenvolvimento (comprovação da ideia central: causas, consequências ou fatos)
– Conclusão (comentário final)

II – Escrita do texto

III – Revisão

IV – Roteiro de revisão para reescrita

V – Aspecto formal: estética de apresentação

VI – Aspecto gramatical

VII – Aspecto estilístico

VIII – Aspecto estrutural

ASPECTOS IMPORTANTES:

1) O texto atende a proposta do Memorial?
2) Predomina no texto uma ideia central?
3) Há coerência entre as partes do texto?
4) Há ligação (coesão) entre as frases e parágrafos?

www.crmariocovas.sp.gov.br

ESTRUTURA DO MEMORIAL

1) INTRODUÇÃO

– Apresentação do assunto, de maneira resumida, sem maiores detalhes.

2) DESENVOLVIMENTO

– Relato dos assuntos sobre o desenrolar dos acontecimentos em relação:

Estudos das Áreas Temáticas:

– Em que contribuem para sua vida pessoal e principalmente profissional.
– O que aprendeu de interessante? Quais as principais dificuldades?

Prática Pedagógica:

Seus estudos estão contribuindo para o desenvolvimento de sua Prática Pedagógica e na elaboração do seu plano de aula? De que forma?  Como desenvolveu a sua Prática Pedagógica? (procedimentos, recursos didáticos, espaços dentre outros aspectos.) Como avaliou o resultado dessa aula? Os alunos participaram? De que forma?  Houve aprendizagem?  Que tipo de instrumentos utilizou para avaliá-los? Avaliou-se enquanto coordenador deste momento de aprendizagem?

3) CONCLUSÃO

Desfecho do texto:

– Há análise das dificuldades ou dos conhecimentos apreendidos com os estudos das áreas temáticas estabelecendo relação entre as decisões que precisa adotar para manter ou modificar situações em sua vida pessoal e/ou profissional?
– Existe reflexão do desenvolvimento de sua prática pedagógica na perspectiva de melhorá-la mediante planejamento prévio fundamentado em estudos, troca de experiências dentre outros?

Mãos à obra!

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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ORAÇÕES COORDENADAS ENTRE OVOS DE CHOCOLATE E COELHOS

Creiam amigos leitores do blog, há algumas semanas eu já havia decidido que o Período Composto por Coordenação seria um assunto merecedor de uma discussão, mas também de aprendizado como deve ser feito com os caminhos que se apresentam  nas nossas vidas.

Peço permissão a todos para homenagear a reflexão que o período da Páscoa nos exige.  Dessa forma, os exemplos sobre as conjunções coordenativas terão como temas o chocolate, os coelhos, entre outros.  São meras imagens, mas próprias dessa época.

Então, vamos lá?

Quando falamos em conjunções, estamos falando de conectivos que unem orações ou termos com a mesma função.  E fazendo uma analogia entre o cotidiano de muitos de nós e os períodos compostos, pensem no seguinte exemplo:

Imaginem-se diante da instalação de um cano que não pode ser dobrado num canto da cozinha para que a passagem de água aconteça sem interrupções.  Imaginem também que para fazer a instalação, o encanador lhes diz que serão necessários os chamados “joelhos” para unir as partes do cano e que podem ser comprados em qualquer loja de material de construção.

Pois aí está, as conjunções coordenativas estão para as orações coordenadas assim como os “joelhos” estão para os canos de água:  UNIÃO, FLUIDEZ, LIGAÇÃO.

Mas vale um lembrete:

As conjunções coordenativas poderão estar presentes nas orações coordenadas ou não.

A ausência de uma delas em um dos períodos classifica-o como ASSINDÉTICO, mas se uma das conjunções coordenativas se fizer presente, será SINDÉTICO.

Sintetizando:

ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA = oração coordenada sem conjunção coordenativa.

ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA = oração coordenada com conjunção coordenativa.

As conjunções coordenativas são assim classificadas; ADITIVAS, ALTERNATIVAS, ADVERSATIVAS, CONCLUSIVAS e EXPLICATIVAS.

ADITIVAS

Elas estabelecem a ideia de adição, de soma à oração, além de unir palavras com a mesma função sintática. São elas: e, nem, não só… mas também, não só…como também, não só…mas ainda, além de ( disso, disto, daquilo), quanto ( depois de tanto), bem como.


Ex: A Páscoa traz para os cristãos não só reflexões sobre suas ações mas também as renova.

Ex: Os ovos de chocolate são oferecidos, no domingo de Páscoa, para muitas crianças e adultos, além disso, a figura do coelhinho aparece nessa época como protagonista do imaginário infantil.

ALTERNATIVAS

Essas conjunções expressam alternância (seja por termos que se equivalem ou por serem incompatíveis), escolha, exclusão. São elas: Ou… ou / ora…ora / já…já / quer…quer

Ex:  Ou pede ajuda a Deus ou desiste do milagre. (exclusão)

Ex: Ora come chocolate branco ora se lambuza com o chocolate amargo, tenha cuidado com a indigestão, garoto! (alternância)

ADVERSATIVAS

Essas conjunções indicam ideia de oposição, de contraste.  São elas: mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante, contudo, e.

Ex: Pedia a Deus, nas suas orações, uma graça, no entanto se esquecia dos agradecimentos aos céus quase sempre.

Ex: Chocolates brancos são deliciosos, porém eles contêm gordura hidrogenada; esse tipo de gordura faz mal à saúde, o médico me disse.

 

CONCLUSIVAS

Expressam a ideia de conclusão. São elas: pois (depois do verbo), portanto, por isso, assim, logo, por conseguinte.

Ex: Durante a Semana Santa faço o jejum de líquidos; não bebo, pois, bebida alcoólica nessa época.

Ex: Não como muito chocolate recheado, logo, meu peso continua o mesmo.

 

EXPLICATIVAS

Expressam a ideia de explicação, de razão ou de motivo. São elas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo)

Ex: Ele rezou porque estava angustiado.

Ex: Lá na casa de Mariana não havia coelhos, pois gostavam muito mais de cachorros.

Ao leitor desse blog e seus familiares, aos que produzem os demais conteúdos do site ibahia.com e familiares, enfim àqueles que promovem o grande encontro entre a cultura, a arte e a notícia, aos meus parceiros de blog Adil e Paulo Jorge e a mim mesma, desejo uma Feliz Páscoa.

Um grande abraço.

Marta Mendonça

 


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DOSES DE ORTOGRAFIA I

 

 

A ORTOGRAFIA CONSULTA DICIONÁRIO

Quero presentear os queridos leitores com algumas formas corretas de escrever de acordo com a ORTOGRAFIA OFICIAL da Língua Portuguesa. Vemos muitos escritos diariamente que não correspondem à exigência da norma ortográfica e, isso pode “pegar mal” para quem pratica essas falhas. É bom saber que além de “pegar mal”, esses deslizes, vamos chamar assim, podem comprometer bastante o processo de comunicação entre os interlocutores do diálogo.

Hífen no micro-ondas

Veremos então como isso ocorre, mostrando cada situação de comunicação entre as pessoas, já corrigida. Como exemplo poderemos lembrar que já conversamos acerca de (a respeito de ou sobre)O Futuro do Verbo Ver“, um texto que escrevi há cerca de (desde aproximadamente, faz aproximadamente) quatro semanas. Você pode acessar o SITE do IBAHIA e, na seção BLOGS, encontrará o de Língua Portuguesa. Lá, a cerca de (Perto de, aproximadamente, próximo de) outro texto “Os Pronomes Relativos e a Coesão Textual” da Profa. Marta Mendonça, os caros leitores encontrarão e desfrutarão da leitura de “A Coerência Textual I“, texto do Prof. Paulo Jorge.

 

A ORTOGRAFIA TAMBÉM É GENTE

Se algum leitor ou leitora estiver a fim de (Finalidade) ler mais outros textos em nosso BLOG DE LÍNGUA PORTUGUESA, vai constatar, por exemplo, que o texto do Prof. Paulo Jorge é afim (Tem afinidade com) do texto da Profa. Marta Mendonça quando se referem à coerência textual, embora cada um esteja  mostrando abordagens diferentes para tratar de coerência textual. Isto é, se estiverem a fim de ler mais, porque nós estamos a fim de (Finalidade) vocês, como audiência.

Em nosso blog a ideia é irmos ao encontro (a favor) de sua audiência para esclarecermos as dúvidas existentes sobre o uso da Língua Portuguesa. Caso estejamos indo de encontro (estar contra, em oposição) a tão desejada audiência, pedimos que comentem ao final de nossos textos para corrigirmos e retomarmos o nosso objetivo a fim de irmos ao encontro dela. (audiência)

 

AS LETRAS DAS PALAVRAS

Aguardo seus comentários, fiquem atentos e à vontade, pois onde (que lugar, em que lugar, qual lugar) quer que vocês estejam, estaremos também. Nós iremos aonde (a que lugar, para onde. É a proposição A + ONDE) for para encontrá-los!

Um abraço e até o próximo texto DOSE DE ORTOGRAFIA II,

Adil Lyra


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As Palavras Parônimas

www.linguaportuguesaempratica.blogspot.com

Na postagem anterior, analisamos e apresentamos os tipos de palavras homônimas presentes na oralidade e na escrita da Língua Portuguesa.

Hoje, apresentaremos uma relação de palavras parônimas, ou seja, que possuem sons e grafias parecidas mais utilizadas na fala e na escrita dos brasileiros. Etimologicamente, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “gr. parōnumía, as ‘semelhança de nome; nome derivado de um outro; paronimia ou paronímia; semelhança entre dois nomes’; ver par(a)- e -onímia ou -onimia; f.hist. 1858 paronymia.”

Veja:

www.nouniversodasletras.blogspot.com

– acidente (desastre) / incidente (episódio)
– arrear (pôr arreios) / arriar (descer, cair)
– comprimento (extensão) / cumprimento (saudação)
– deferir (conceder) / diferir (adiar/diferente)
– descrição (descrever) / discrição (discreto)
– despensa (armário) / dispensa (desobrigação, licença)
– despercebido (desatento) / desapercebido (despreparado)
– emergir (subir) / imergir (mergulhar)
– emigrante (que sai de certo lugar) / imigrante (que entra em certo lugar)
– eminente (importante) / iminente (prestes a)
– esoterismo (ocultismo, ensinamento para iniciados) / exoterismo (ensinamento para todos)
– estático (parado) / extático (em êxtase)
– estrato (divisão social) / extrato (tirar de algo)
– extensão (dimensão) / extorsão (ação de extorquir)

www.duas-ou-tres.blogspot.com

– flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
– fluir (correr) / fruir (desfrutar)
– inflação (desvalorizar) / infração (violar a lei)
– infringir (transgredir) / infligir (aplicar)
– mandado (ordem) / mandato (autorização/procuração)
– pousar (aterrissar) / posar (ficar imóvel em determinada posição)
– previdência (antevidência) / providência (encaminhamento)
– ratificar (confirmar) / retificar (corrigir)
– renegar (renunciar) / relegar (desprezar)
– tráfego (trânsito) / tráfico (contrabando)
– vultoso (volumoso) / vultuoso (defeituoso)

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Isadora, Uma Flor Criança!

Dia 11 de abril, aniversário de nossa princesinha Isadora Lyra Dantas!

Um poema em homenagem pelos seus oitos anos de vida e saúde!

Aniversário de Isadora Lyra Dantas

Ela nasceu feliz e transborda-se assim
perspicaz, carinhosa e atenta, nos traz vida.
Sempre com uma palavra de compreensão
nos diz “Tudo vai ficar bem.”

 


Amor da mamãe!

Criança doce e amável que tudo vê e sabe
mostra-se cuidadosa e geniosa se mexida.
Uma compreensão tanta que nem parece
ser criança de seus oito anos, infantil.

 

Oh! Linda Isadora nossa filha amada
que tanto amamos e cuidamos zelosamente.
Garotinha esperta, ligada e antenada em 220w
mostra-se competente em tudo que faz.

Amor do papai

Esse nosso amor, mostra que a vida pode
ser bem melhor se nos compreendermos mais.
Sempre traz sua sabedoria infantil pelo olhar e
nos ilumina permanentemente com sua LUZ intensa!

 

Parabéns, nossa filha Isadora Lyra Dantas,
Sua vida em nossas mãos e nossas vidas sob
sua luz infantil nos dá a dimensão de sermos seus pais,
Você é fruto do amor de Adil Lyra e Liliane Dantas!

Curtindo com irmãos e amigos

Felicidade pra você querida e linda menina
paz de espírito e fonte de amor intenso.
Um beijo, um carinho, um dengo, um cheiro e
nossa proteção e cuidado por toda sua vida!

Uma menina e um parque

Que sua vida seja uma séria brincadeira de ser feliz!

Adil Lyra Rodrigues e Lili Dantas

Vide poema Meus oito anos, de Casimiro de Abreu

Maria de Minha Infância

Padre Zezinho

Eu era pequeno, nem me lembro
Só lembro que à noite, ao pé da cama
Juntava as mãozinhas e rezava apressado
Mas rezava como alguém que ama
Nas Ave – Marias que eu rezava
Eu sempre engolia umas palavras
E muito cansado acabava dormindo
Mas dormia como quem amava

Ave РMaria, Ṃe de Jesus
O tempo passa, não volta mais
Tenho saudade daquele tempo
Que eu te chamava de minha mãe
Ave РMaria, Ṃe de Jesus
Ave РMaria, Ṃe de Jesus

Depois fui crescendo, eu me lembro
E fui esquecendo nossa amizade
Chegava lá em casa chateado e cansado
De rezar não tinha nem vontade
Andei duvidando, eu me lembro
Das coisas mais puras que me ensinaram
Perdi o costume da criança inocente
Minhas mãos quase não se ajuntavam

O teu amor cresce com a gente
A mãe nunca esquece o filho ausente
Eu chego lá em casa chateado e cansado
Mas eu rezo como antigamente
Nas Ave – Marias que hoje eu rezo
Esqueço as palavras e adormeço
E embora cansado, sem rezar como eu devo
Eu de Ti Maria, não me esqueço

 


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ESTA HISTÓRIA AGORA ESTÁ MUITO DIFERENTE

Definitivamente a diferença entre ESTA, ESTÁ e ESTAR será estabelecida nesse texto. Depois de inúmeros pedidos, entram em discussão as razões que levarão o caríssimo leitor a se decidir corretamente por uma dessas formas.

Se ESTA é um pronome demonstrativo usado para indicar alguém ou alguma coisa então ele pode acompanhar sem problemas um substantivo. ESTA determina que o objeto ou pessoa encontra-se  próximo de quem fala. ESTA tem sua sílaba tônica no “ES”, portanto, não precisará do acento gráfico ( paroxítona terminada em “a”).

Ex: ESTA casa onde agora estou será reformada até o mês que vem.

Dessa forma, ESTÁ nega-se a ser usado como pronome porque é um VERBO , uma flexão do infinitivo impessoal “estar”. ESTÁ encontra-se na terceira pessoa do singular do PRESENTE DO INDICATIVO (ele/ela está ) ou então na segunda pessoa do IMPERATIVO AFIRMATIVO. “ESTÁ”indica estado do ser, uma condição do ser.       ESTÁ pode sugerir também que um objeto ou pessoa encontra-se em determinada posição. Diferentemente do pronome,  a sílaba tônica de ESTÁ é “ta”, e por ser uma palavra oxítona terminada em “a” será acentuada.

Ex: Meu armário grande ESTÁ velho, mas vou substituí-lo, assim que receber o meu salário.

Então se Está é verbo, Esta é pronome, certo?

E ESTAR? É o infinitivo impessoal do verbo, é o nome do verbo “está”. Ele virá acompanhado de outro verbo em uma oração.

Ex: Procurava ESTAR bem consigo mesmo enquanto vivesse ali.

Depois do que vimos aqui nesse texto nunca mais seremos os mesmos e os equívocos cometidos até agora pela desinformação sobre a grafia e o uso desse trio de ouro, ESTA/ ESTAR/ ESTÁ, chegaram ao fim .

Vamos em frente, não erraremos nunca mais, leitor amigo!

Um abraço

Marta Mendonça

 


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As Palavras Homônimas

www.cartanaescola.com.br

Existe um grupo de palavras na Língua Portuguesa composto por vocábulos que são pronunciados pelos usuários da língua praticamente da mesma forma; no entanto, na modalidade escrita, esses vocábulos possuem duas, três ou até quatro grafias com significados diferentes. E o contrário pode, também, ocorrer, ou seja, existem palavras com a mesma grafia e com sons diferentes.

Na comunicação oral, o contexto social, no qual os interlocutores estão envolvidos, elimina qualquer possibilidade de incompreensão que, por acaso, venha ocorrer na interlocução, entretanto a utilização incorreta dessas palavras, na escrita, pode trazer sérios prejuízos ao produtor textual. A esse grupo de palavras chamamos de homonímia e paronímia.

Segundo Bechara, na Moderna Gramática Portuguesa, a tradição nos diz que “Homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação.”

A homonímia apresenta os seguintes tipos de vocábulo: homófonos, homógrafos e homônimos perfeitos.

Veja:

www.brumadoagora.com.br

1) Homófonos: mesmo som, com grafias e sons diferentes.

– acender (pôr fogo) / ascender (elevar)
– acento (sinal gráfico) / assento (lugar)
– acidente (desastre) / incidente (episódio)
– apreçar (avaliar) / apressar (acelerar)
– caçar (perseguir) / cassar (anular)
– censo (pesquisa) / senso (juízo)
– cinto (substantivo) / sinto (verbo)
– conserto (correção) / concerto (peça musical)
– seção (divisão, departamento) / sessão (reunião, presença de pessoas) / cessão (entrega, doação)
– tacha (prego) / taxa (imposto)

www.luisalessa.blogspot.com

2) Homógrafos: mesma grafia e sons diferentes. Os sentidos podem ou não ser os mesmos.

Ex. O começo de nossos trabalhos está previsto para amanhã.
Eu começo o dia com atividades físicas moderadas.

Ex. A torre foi construída em local impróprio.
É preciso que você torre o café antes de levá-lo ao fogo.

Ex. É preciso esperar para colher.
Utilize uma colher para mexer o suco.

Você observou que no primeiro exemplo de cada tipo das homógrafas o som da sílaba tônica mostra-se fechado como se houvesse um acento circunflexo. Já nos outros exemplos, o som é aberto.

www.revistaescola.abril.com.br

3) Homônimos perfeitos: grafia e sons idênticos. Normalmente, os sentidos ficam alterados.

Ex. Eu cedo minha posição para você. (verbo)
Amanhã terei que acordar cedo. (advérbio)

Ex. O paciente já está são. (adjetivo)
Pernambuco e Sergipe são estados nordestinos. (verbo)

Ex. Lavou tão bem o terno que este ficou alvo. (adjetivo)
Bons salários é o alvo de todo trabalhador. (substantivo)

Na próxima semana, traremos exemplos das paronímias mais utilizadas na fala e na escrita dos brasileiros.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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TODA FOTOCÓPIA É XÉROX, TODO REFRIGERANTE, GUARANÁ!

 

Desde pequeno, aliás, nem cresci tanto assim, mas desde menino ouço as pessoas pedirem guaraná em vez de pedirem um refrigerante, mas quando servem o produto ao cliente, perguntam “- Qual o guaraná, coca ou fanta?”. Aí já entra o marketing no processo. Já adulto, ainda rapaz, trabalhando de Office boy passei a ouvir a ordem, “- Vá ali tirar uma xérox!”. Eu ia, mas quando chegava ao setor o mecanográfico me corrigia, dizendo, “- Fotocópia, boy!”.

 

Máquina de fotocópia

 

“A xérox foi introduzida na década de 1960 e foi gradualmente substituindo o processo de cópia por papel químico. Já o guaraná, guaraná antartica é um refrigerante brasileiro. A marca pertence à AmBev e foi lançada em 1921 pela então Companhia Antarctica Paulista, com o nome de Guaraná Champagne Antarctica, passando a ser a primeira marca a comercializar este tipo de refrigerante. Com o sucesso e popularidade da bebida, a Coca-Cola acabou lançando uma marca também com sabor de guaraná. Atualmente, encontra-se entre as quinze marcas de refrigerantes mais vendidas no mundo.”

 

 

 

Refrigerantes

Dessa forma podemos dizer que a força do hábito provocado pela publicidade é nos leva a usar o nome do especifico pelo nome geral daquele produto que lançou a novidade no mercado. Assim existem tantos outros produtos como veremos a seguir.

 

A MÁQUINA DE D. ALTINA, MINHA MÃE!

Começando pela marca Singer que vem dar nome toda máquina de costura, as mais antigas são:

Aspirina Рanalg̩sico

Q-suco – refresco artificial
Danone – iogurte
Royal – fermento químico
Pomarolla – molho de tomate
Àgua Raz – solvente
Ray-Ban – óculos escuros
Caloi – bicicleta
Mellita – filtro descartável
Brahma – cerveja
Pinho Sol – desinfetante
Baygon – inseticida
Marinex – refratário
Modess – absorvente íntimo
Bic – caneta esferográfica
Discman e Walkman – Toca-Cds portátil e Toca-Fitas;
Kibon – sorvete
Lux – sabonete
Colgate – creme dental
ODD – detergente líquido
Lambretta – moto pequena
Fusca era chamado de VOLKS,

Depois vêm as marcas mais recentes:

Omo – sabão em pó;
Gillette Рl̢mina de depilar;
Durex – fita adesiva
Nescau – achocolatado
Cândida – água sanitária
Xerox – fotocópia
Guaraná – refrigerante
Caldo Knorr – caldo de carne em cubos
Nescafé – café solúvel
Chiclet’s – goma de mascar
Tenaz – cola
Sedex – Envios de courier.
Leite Mo̤a Рleite condensado
Yakult – leite fermentado
Maizena – amido de milho
Miojo Рmacarṛo instant̢neo
Band Aid – curativos adesivos
Sucrilhos – cereal
Havaiana – chinelo
Astes Flexíveis – cotonete

Assim nos resta atenção para esquecer as marcas registradas que nos impelem a comprar por engano e verificar a qualidade do produto e confortavelmente comprá-lo por um preço justo e desejado.

Um abraço, leitores!

Adil Lyra

 

 


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As Formas de Narrar

Dentre os Elementos Essenciais da Narrativa, a linguagem é um dos aspectos que mais contribui para o enriquecimento da obra literária. O autor cria o narrador – ou narradores – e os personagens se utilizando de três Tipos de Discurso.

Veja:

www.paraiba.com.br

I – Discurso Direto: O narrador reproduz textualmente a fala dos personagens, usando palavras deles mesmos, como as teriam pronunciado.

Ex. O presidente pediu:
– Fale mais alto e seja mais rápido, pois há outros deputados inscritos.

“Em lá chegando, pediu audiência ao homem e perguntou:
– Qual é o lance aqui?”

www.ebooksgratis.com.br

II – Discurso Indireto: O narrador “traduz” a fala dos personagens. Usa suas próprias palavras para contar ao leitor o que teria dito o personagem.

Ex.
O presidente pediu que falasse alto e fosse mais rápido, pois havia outros deputados inscritos.
“Em lá chegando, pediu audiência ao homem e perguntou qual era o lance ali.”

www.kdfrases.com

III – Discurso Indireto-livre: O narrador parece “escutar” o interior do personagem. Para criar esse efeito, a “fala” interior do personagem vem diretamente inserida na linguagem do narrador, de maneira tal que não se sabe bem até onde vai o narrador ou onde  começa  o personagem.

Ex.
O presidente irritou-se. Uns ignorantes, era o que eram, todos uns ignorantes. Por que o Idiota falava tão baixo? E, pior ainda, por que tão devagar? Não sabia que havia outros deputados inscritos?

Como nas noites precedentes, uma fila de agricultores se formou na porta de uma padaria e o padeiro saiu a informar que não havia pão. Por quê? Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde então estava ela? Eles invadiram a padaria e levaram o estoque de roscas e biscoitos, a manteiga e o chocolate.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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És rainha, és soberana

 

virgula www.professorbastos.com.br

 

O uso da vírgula não pode, nem  deve, ser considerado como um acessório, algo como um brinco, uma pulseira ou um lenço que embelezam um traje e dependendo do lugar para onde se deseja ir, eles se tornam dispensáveis.

Em Português, a ordem normal das palavras na oração é SUJEITO+VERBO+COMPLEMENTO DO VERBO + ADJUNTOS ADVERBIAIS e dessa forma, dizemos que ocorre a ordem direta. Porém quando acontece qualquer alteração nessa organização, há ocorrência da ordem inversa, portanto se dá a obrigatoriedade do uso da vírgula.

As ações produzidas pela vírgula são inúmeras, ela  intercala, isola, separa. Além disso, se estiver colocada nos períodos significativos de forma inadequada  poderá enviar uma mensagem contrária ao que deseja o comunicador.

Por isso, atenção! Não se deve separar: predicado de sujeito, objeto de verbo, adjunto adnominal de nome, complemento nominal de nome, predicativo do objeto do objeto.

Então,

A vírgula SEPARA:

1- Enumerações  ou  termos  que apresentam a mesma função.

Ex:   (sujeito)Os torcedores do Vitória / gritavam, choravam , cantavam e aplaudiam o time extasiados.

No período acima, os verbos têm o mesmo sujeito, ou seja,  enumera ações de um mesmo ser.

2- Os nomes de localidades de datas.

Ex:  Salvador, 09 de agosto de 2013.

3- Orações subordinadas adverbiais, principalmente se estiverem antepostas à oração principal.

Ex:  (or. subord. adverbial)Ainda que ele se desculpe, não vou perdoar-lhe.( Or. Principal )

Observe que a oração subordinada vem antes da oração principal o que nos obriga a separá-las com a vírgula.

4- A conjunção  coordenativa “ e “.

  • Quando  houver  sujeitos  diferentes.

Ex: O professor deu a nota ao aluno, e a secretaria a colocou no boletim semestral.

  • Quando houver ênfase na repetição dessa conjunção.

Ex: E lava, e limpa, e esfrega, e enxágua.

  • Quando houver alteração semântica no emprego dessa conjunção, ou seja, o “e” é classificada como aditiva, mas pode ser empregada num contexto adversativo ou indicar consequência.

Ex: Estudou muito, e não foi aprovado. (ideia adversativa)

Ex: Estudou muito, e conseguiu a aprovação. (ideia de consequência)

5- Expressões explicativas ou corretivas

Ex:  A sua atitude, isto é, o seu comportamento em sala de aula, merece elogio.

Ex:  Não haverá aula amanhã, ou melhor, depois de amanhã.

A vírgula ISOLA:

1- Aposto ( explicação, esclarecimento). Veja o exemplo.

Ex: A Sociologia e a Economia são filhas da mesma mãe,  a Filosofia,  mas na prática há um abismo separando as duas disciplinas.

7- Vocativo ( chamamento, invocação de um ser). Observe.

Ex:  “ Ainda tá quente, meu filho?”

8- Locução adverbial ( adjunto adverbial)  e conjunção coordenativa intercaladas.

Ex:  Os candidatos, naquela tarde, receberam os repórteres.

Ex: A sua atitude, no entanto, causou sérios desentendimentos.

  • Ou marca o termo deslocado.

Ex: Na semana passada, os médicos paralisaram suas atividades na grande São Paulo.

Mas se forem, os adjuntos adverbiais,  de pequena extensão não se usa a vírgula.

Ex: Os repórteres  nunca entrevistaram a atriz Angelina Jolie.

9- Oração adjetiva explicativa.

Ex: O Brasil,  que é um país tropical,  joga um futebol alegre.

10- A vírgula marca a omissão de uma palavra ( geralmente um verbo ).

Ex: Ela gosta de futebol  e eu, (gosto) de vôlei.

Finalizamos aqui os casos que considerei como os mais relevantes, mas o tema não se extingue aqui. Certamente, ele retornará quando permear algum outro assunto que diz respeito a nossa queridíssima Língua Portuguesa.

Para não permitir que a saudade tome conta da nossa alma, permita-me deixar como uma lembrança desse importante momento,  um treinamento , que acredito, você vai gostar de fazer. Veja o modelo: ” Matar o rei não é crime” e com as vírgulas: “ Matar o rei, não, é crime.

Utilize, nos períodos abaixo, a vírgula  trocando-a de lugar e veja  as mudanças semânticas que podem ocorrer como consequência  desse procedimento. Uma vírgula muda tudo!

www.pallasbrasil.spaceblog.com.br

Vejamos  como a herança passa de mão em mão.

  1. 1. Não deixo meus bens para os meus primos não para minha tia não deixarei  algo bom para o açougueiro.
  2. 2. Não, deixo meus bens para os meus primos, não  para minha tia, não deixarei algo bom para o açougueiro.

Continue  treinando …

Até o próximo encontro.

Marta Mendonça


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