Aviso da Lua que menstrua

Em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, Rep√ļblica Dominicana, foi criado o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, com o objetivo de se buscar um dia que servisse de marco internacional da luta e da resist√™ncia da mulher negra.

Para comemorarmos, com certo atraso, esse dia, trazemos hoje um poema de uma artista brasileira negra m√ļltipla: Elisa Lucinda. Poeta, jornalista, escritora, professora, atriz, letrista e cantora, Elisa √© respons√°vel por um dos poemas brasileiros mais traduzidos no mundo: Aviso da Lua que menstrua. Um monumento √† mulher, √† beleza e √† vida.

√ďtima Leitura!

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Aviso da Lua que menstrua

Moço, cuidado com ela!
H√° que se ter cautela com esta gente que menstrua…
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita.
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
T√° acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
√© que t√ī falando na “vera”
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
N√£o v√° sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos.
Às vezes pela ponte de um beijo
j√° se alcan√ßa a “cidade secreta”
a Atl√Ęntida perdida.
Outras vezes v√°rias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
√Č da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almo√ßo: Eca!…
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu c√£o desejado
t√£o preocupado em rosnar, ladrar e latir
ent√£o esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
S√£o duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha…
ora, n√£o ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que est√° agredindo
que t√° falando palavr√£o imundo.
T√°, n√£o, homem.

Tá citando o princípio do mundo!

Elisa Lucinda

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Ler devia ser proibido

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Defensor incans√°vel do direito √† leitura, Paulo Freire iluminou nosso t√ļnel ao dizer que “Ler n√£o √© caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lan√ßar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela a√ß√£o“. √Č posicionar-se sobre si e sobre o mundo, principalmente sobre a realidade que cerca indiv√≠duo, independentemente de ela o oprimir, pois uma sociedade para se construir justa exige cidad√£os pensantes, por consequ√™ncia, atuantes em seu meio.

Mineira de Ouro Preto, historiadora, fil√≥sofa e escritora, Guiomar de Grammont reflete, nesta postagem, sobre A Import√Ęncia do Ato de Ler ‚Äď t√≠tulo de uma obra fundamental, de Freire ‚Äď usando o recurso da ironia com extrema riqueza e refinamento.

√ďtima Leitura!

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Ler devia ser proibido

N√£o me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madamme Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram, meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto √† pobre Emma Bovary, tomou-se esposa in√ļtil para fofocas e bordados, perdendo-se em del√≠rios sobre bailes e amores cortes√£os.

Ler realmente n√£o faz bem. A crian√ßa que l√™ pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrol√°vel. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilh√Ķes que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito √† realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquec√™-la com cabriolas da imagina√ß√£o.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem necessariamente ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.

√Č preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, podem levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, podem estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos, em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo j√° vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas l√™em por raz√Ķes utilit√°rias: para compreender formul√°rios, contratos, bulas de rem√©dio, projetos, manuais, etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civiliza√ß√£o contempor√Ęnea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimens√Ķes, menos inc√īmodas. E esse o tapete m√°gico, o p√≥ de pirlimpimpim, a m√°quina do tempo. Para o homem que l√™, n√£o h√° fronteiras, n√£o h√° cortes, pris√Ķes tampouco. O que √© mais subversivo do que a leitura?

√Č preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privil√©gio concedido apenas a alguns, jamais √†queles que desenvolvem trabalhos pr√°ticos ou manuais. Seja em filas, em metr√īs, ou no sil√™ncio da alcova‚Ķ Ler deve ser coisa rara, n√£o para qualquer um. Afinal de contas, a leitura √© um poder, e o poder √© para poucos. Para obedecer, n√£o √© preciso enxergar, o sil√™ncio √© a linguagem da submisso. Para executar ordens, a palavra √© in√ļtil.

Al√©m disso, a leitura promove a comunica√ß√£o de dores, alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura √© obscena. Exp√Ķe o √≠ntimo, torna coletivo o individual e p√ļblico, o secreto, o pr√≥prio. A leitura amea√ßa os indiv√≠duos, porque os faz identificar sua hist√≥ria a outras hist√≥rias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammont

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Exposição de Motivos

A Exposi√ß√£o de Motivos √© um g√™nero textual no qual s√£o apresentadas as justificativas para cria√ß√£o, altera√ß√£o, modifica√ß√£o ou extin√ß√£o de um determinado fato, experi√™ncia, inven√ß√£o, lei dentre outros de car√°ter educativo, jur√≠dico ou cient√≠fico, de modo a indicar as ideias do remetente ou de um determinado grupo social. Tempos atr√°s, este documento transitava, exclusivamente, na esfera p√ļblica federal, no entanto ele j√° se mostra usual em diversas √°reas da sociedade.

A seguir, apresentamos um exemplo de Exposição de Motivos; aliás, antes de expor os motivos, faz-se necessário um texto de apresentação.

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Salvador, 17 de dezembro de 2012.

Ilmo. Sr. Ant√īnio Carlos Peixoto de Magalh√£es Neto

Morador há quase quinze anos do Largo 2 de Julho, centro da cidade do Salvador, venho, através desta, expor alguns aspectos que, na minha opinião, precisam ser observados pelo novo gestor desta capital, no que se refere ao processo de recuperação e revitalização do nosso centro histórico.

A minha decisão em escrever esta exposição de motivos deve-se ao fato de ser morador da capital em que nasci e de morador do bairro que escolhi para morar.

Espero que minhas sugest√Ķes sejam analisadas pelo novo grupo gestor desta cidade t√£o degradada e, ao mesmo tempo, desejar a todos os senhores votos de uma gest√£o recuperadora e humanista, porque esta cidade e seus habitantes assim anseiam e merecem.

Exposição de Motivos

1) Moradores e comerciantes ‚Äď principalmente estes! ‚Äď depositam, a qualquer hora do dia e da noite, lixo na frente de restaurantes, lojas e edif√≠cios e, tamb√©m, em esquinas de ruas e pr√≥ximas a sinaleiras.

2) Caminh√Ķes-ba√ļ de cervejarias e produtos aliment√≠cios descarregam seu material, ao longo da manh√£ e da tarde, provocando engarrafamentos no local.

3) Existem pessoas no bairro exercendo ilegalmente a função de guardadores de veículos e que sugerem o uso de canteiros da praça para motoristas estacionarem seus carros particulares depredando plantas, árvores e calçada.

4) A polui√ß√£o sonora cresce muito com carros de vendedores de cafezinho e de artistas an√īnimos de CDs. Ao longo do dia e da noite, para chamarem a aten√ß√£o de clientes, colocam o som do carro no √ļltimo volume.

5) Alguns bares contribuem enormemente para a ampliação da poluição sonora, inclusive após as 22horas.

6) Empresas de motos e carros n√£o s√≥ colocam toldos em pra√ßas p√ļblicas, mas tamb√©m em canteiros de plantas.

7) Os jardins da praça estão completamente degradados.

8) O coreto da praça necessita de ampla reforma.

9) As barracas de venda de diversos produtos ‚Äď acaraj√©, plantas, cigarros dentre outros ‚Äď est√£o sujas e rasgadas.

10) Parte do jardim do Largo 2 de Julho está coberto por um equipamento de ferro que exige substituição.

11) Os moradores de rua representam um dos maiores desafios sociais do País e eles necessitam de uma atenção especial da prefeitura.

12) Muitos moradores reclamam da poluição sonora promovida pelo clube Fantoches.

13) A ilumina√ß√£o p√ļblica est√° funcionando parcialmente.

14) Durante algumas festas, S√£o Jo√£o e carnaval, por exemplo, institui√ß√Ķes do bairro ornamentam a pra√ßa com bandeirolas e outros adere√ßos. Ap√≥s o t√©rmino delas, os enfeites continuam, normalmente j√° rasgados, depreciando o nosso espa√ßo p√ļblico.

15) Durante o carnaval, propriet√°rios de bares degradam os espa√ßos p√ļblicos do bairro, pois escavam as cal√ßadas para coloca√ß√£o de balc√Ķes para venda de comidas e bebidas.

Atenciosamente,

Paulo Jorge de Jesus


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Poema à Língua Portuguesa

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A postagem da segunda-feira, desta semana, traz o belo e singelo Poema √† L√≠ngua Portuguesa, do poeta Oldney Lopes, que, segundo o site http://www.recantodasletras.com.br, ‚Äú√Č mineiro, nascido em Belo Horizonte, onde viveu os primeiros anos de sua inf√Ęncia. Mudou-se com a fam√≠lia para Curitiba, e l√° morou durante dois anos, mudando-se para Barbacena, cidade mineira na qual viveria sua juventude e onde escreveria, j√° aos doze anos, seus primeiros versos. Atualmente, reside em Brumadinho, cidade do interior de Minas Gerais.‚ÄĚ

‚ÄúEscritor e profissional das Letras por aptid√£o, gosta de transitar entre o verso e a prosa, mas com a poeticidade sempre presente em todos os seus textos. Na poesia, valoriza a forma, a sonoridade, a m√©trica e a rima, sem desprezar, entretanto, a sutileza que as entrelinhas encerram.‚ÄĚ

E √© justamente ‚Äú… a sutileza que as entrelinhas encerram.‚ÄĚ, constante no √ļltimo verso do poema, que confirma, aqui, a inclina√ß√£o do poeta pelos impl√≠citos. Impl√≠cito, claro, para aqueles que desconhecem os gram√°ticos (gramatiqueiros?!) da L√≠ngua Portuguesa.

Para nosotros, a crítica ferida está na superfície do texto.

Boa Leitura!

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Poema à Língua Portuguesa

A língua portuguesa que amo tanto
Que canto enquanto encanto-me ao ouvi-la
Em cada canto é fala, é riso, é pranto
E nada h√° que a cale e que a repila.

√Č essa l√≠ngua t√≥rrida e faceira
Inebriante e meiga e doce e audaz
Que envolve e enleia a gente brasileira
E quem a utiliza é quem a faz.

√Č a l√≠ngua dos domingos, no barzinho
A mesma das segundas, no escritório
A que fala o andrajoso, no caminho
E o cientista, no laboratório.

√Č a mesma l√≠ngua, embora evolu√≠da,
Que veio de outras terras com Cabral
Escrita por Caminha, foi trazida
Na descoberta do Monte Pascoal

N√£o h√° quem fale errado ou fale mal
De norte a sul, é belo o que é falado
Na língua de Brasil e Portugal.
Para julgar quem fala certo ou fala errado

N√£o h√° no mundo lei, nem haver√°:
Quem faz da fala língua, é quem a fala
Gram√°tica nenhuma a calar√°
Gram√°tico nenhum ir√° ceg√°-la*!

Retirado do site: http://www.oldney.net

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge

* Referência ao gramático Domingos Paschoal Cegalla, autor da Novíssima Gramática da Língua Portuguesa.


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Como concluir uma redação

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Fechando a nossa trilogia textual, vamos hoje refletir sobre o √ļltimo passo da constru√ß√£o do texto dissertativo-argumentativo: a Conclus√£o, que representa o fechamento da reda√ß√£o, a s√≠ntese do ponto de vista do autor sobre o tema, ‚Äď ou uma Proposta de Interven√ß√£o, caso do ENEM ‚Äď, depois de ele ter exposto seus argumentos ao leitor de forma clara e consistente.

Se o ponto de vista ‚Äď a tese ‚Äď do produtor textual j√° aparece na introdu√ß√£o e de maneira impl√≠cita no desenvolvimento, na Conclus√£o que ele pode reaparecer como Reafirma√ß√£o do Ponto de Vista, ou seja, utilizando-se de outras palavras, o autor ir√° asseverar o seu posicionamento frente ao tema.

Veja, por exemplo, a Introdu√ß√£o de um texto cujo tema √© Os acidentes de tr√Ęnsito no Brasil:

‚ÄúA popula√ß√£o brasileira vem convivendo atualmente com uma situa√ß√£o somente compar√°vel a uma enorme trag√©dia: a impressionante estat√≠stica de acidentes ocorridos no tr√Ęnsito. N√ļmeros recentes, informados diariamente pela m√≠dia, nos d√£o conta que nunca se matou tanto no Brasil como nos tempos atuais. Faz-se necess√°rio que a sociedade brasileira tome uma s√©ria e urgente provid√™ncia com rela√ß√£o a este assunto.‚ÄĚ

E a Conclusão desse mesmo texto em forma de Reafirmação do Ponto de Vista:

‚ÄúUm pa√≠s s√©rio, uma sociedade respons√°vel, √≥rg√£os de tr√Ęnsito que se dizem competentes n√£o podem conviver com essa situa√ß√£o. √Č imprescind√≠vel uma tomada de posi√ß√£o para que essa guerra n√£o declarada chegue logo ao seu final.‚ÄĚ

No entanto, alguns exames de avaliação ultimamente vêm exigindo dos candidatos uma Proposta de Intervenção para o tema que, tradicionalmente, se refere a um problema social.

E, a seguir, uma Proposta de Interven√ß√£o considerada excelente apresentada por um candidato para o ENEM, de 2011: ‚ÄúViver em rede no s√©culo 21: os limites entre o p√ļblico e o privado‚ÄĚ

‚Äú… √© essencial que nessa nova era do mundo virtual, os usu√°rios da rede tenham plena consci√™ncia de que tornar p√ļblica determinadas informa√ß√Ķes requer cuidado e, acima de tudo, bom senso, para que nem a pr√≥pria imagem, nem a do pr√≥ximo possa ser prejudicada. Isso poderia ser feito pelos pr√≥prios governos de cada pa√≠s, e pelas pr√≥prias comunidades virtuais atrav√©s das redes sociais, afinal, se essas revelaram sua efici√™ncia e sucesso como objeto da comunica√ß√£o, ser√£o, certamente, o melhor meio para alertar os usu√°rios a respeito dos riscos de seu uso e os cuidados necess√°rios para tal.‚ÄĚ

Alguns professores e analistas textuais sinalizam para a necessidade de o produtor textual usar a “criatividade” ao apresentar uma proposta de interven√ß√£o… Convenhamos: em um ambiente normalmente tenso, no qual o candidato n√£o sabe qual ser√° o tema proposto, sugerir uso de criatividade, parece um pouco nonsense.

Seja qual for sua escolha para concluir a sua produção, atente para o fato de ela estar em sintonia com a progressão textual, no que se refere às ideias defendidas por você ao longo do texto.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A LINGUAGEM DA VIDA NORDESTINA E DO SÃO JOÃO

 

CULTURA POPULAR DO NORDESTE

Estive lendo v√°rios text√≠culos sobre a maior festa cultural do nordeste brasileiro, retratando diversas caracter√≠sticas de nossa linguagem peculiar e identit√°ria. Da√≠ pensei em como pode algu√©m querer censurar e tolher as express√Ķes que usamos em nossa riqu√≠ssima regi√£o. N√£o, n√£o pode. Seria o mesmo que exterminar uma riqueza do pa√≠s a partir do uso particular e pr√≥prio de nossa l√≠ngua.

A TURMA DA M√ĒNICA NO NORDESTE

Encontrei algumas dessas express√Ķes lingu√≠sticas para lermos e refletirmos como proceder diante das diferentes formas de uso da L√≠ngua Portuguesa. ¬†http://culturanordestina.blogspot.com.br/2007/11/dicionario-nordestino.html

Lista de palavras e express√Ķes nordestinas

Veja uma lista de palavras e express√Ķes t√≠picas do povo nordestino:
A
A MIGU√Č- √Ä toa, relaxado, largado, sem interesse
A PULSO РÀ força. Contra a vontade
ABESTADO – Ot√°rio. Tolo
ABESTALHADO – Ot√°rio. Tolo
ABILOLADO ‚Äď Doido
ABIROBADO – Maluco.
ABISCOITADO – Maluco, desorientado.
ABUFELAR – Agarrar pela gola, agredir.
ABULETADO РPessoa que ocupou um espaço tomou conta do
“peda√ßo” (fulano aboletou-se na casa de sicrana e n√£o sai mais);
ABUTICADO ‚Äď Pessoa espantada, com os olhos vidrados
(abuticados).
ACOITE ‚Äď Chicote.
ACUNHAR – Chegar junto.
ADULAR РAgradar, bajular. Fazer a vontade de alguém
AFEIÇOADO РPessoa bem aparentada (bonita, arrumada);
AFOLOZADO ‚Äď Folgado, arrombado.
AGONIADO – Aflito, afobado, amargurado, angustiado, apressado,
indisposto.
AI DENTO РResposta a qualquer provocação.
AJEGADO РQuem tem pênis grande.
ALDEOTA Рe seguramente o maior bairro informal do País. Os
especuladores imobili√°rios passaram a chamar de Aldeota todo
bairro novo.
ALFININ РEspécie de rapadura.
ALPERCATA – Sand√°lia de couro.
ALTEAR – Aumentar o volume do som. Subir algo.
ALUMIAR РIluminar. Projetar luz sobre algo ou alguém.
AMANCEBADO – Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO – Cor laranja.
AMARRADO- Mesquinho.
AMOLEGAR – Apalpar ou apertar um corpo mole ou uma parte dele.
AMOSTRADO – Quem mostra que tem dinheiro ou poder.
ANDE TONHA! – Express√£o popular que indica o ato sexual.
ANEL DE COURO ‚Äď √ānus. C√ļ.
APERREAR – Encher o saco.
APETRECHADA РDotada de beleza física.
APOIS – Express√£o de concord√Ęncia.
APOQUENTAR – Aborrecer, azucrinar, chatear.
APRAGATA ‚Äď Alpercata.
APRUMADO – Arrumado, bem vestido, bonito, de bons modos.
APURRINHADO ‚Äď Com raiva, puto.
ARENGA – Briga
ARIADO – Desnorteado
ARIAR A FIVELA РDançar apertado, ralabucho.
ARRE EGUA! РInterjeição que pode significar qualquer coisa a
depender do tom de voz e da ocasi√£o (alegria, irrita√ß√£o…).
ARRETADO ‚Äď Bom, legal, perfeito.
ARRIBAR – Ir embora.
ARROCHADO ‚Äď Valent√£o.
ARROTO DE CU – Peido.
ARRUDIAR – Dar a volta.
√ĀS DE COPAS – √ānus. C√ļ.
ASSUSTADO – Baile caseiro programado pelos jovens na casa de
um deles; tert√ļlia.
ATAIAR – Atalhar. Ir por um caminho mais curto
ATARENTADO – Aperriado, desnorteado, perdido.
AVALIE – Imagine.
AVEXADO – Apressado.
AZOGADO ‚Äď Virado na peste, puto, agoniado, brabo.
AZUADO РAlguém desligado.
AZULAR ‚Äď Dar o fora.
B
BAB√ÉO ‚Äď Puxa saco, xelel√©u.
BACURIM ‚Äď Porco novo.
BAE DE CUIA РNo jogo de futebol, corresponde a lençol.
BAITINGA – Tratamento informal entre velhos amigos, no sentido
pejorativo o mesmo que BAITOLA, depende da entonação da voz.
BAITOLA РViado. (A palavra tem origem na construção da primeira
estrada de ferro do Cear√°. O chefe da obra era um engenheiro
ingl√™s, muito afetado, que repetia “aten√ß√£o para a baitola” se
referindo a bitola (dist√Ęncia entre os trilhos).
BAIXA DA √ČGUA – Lugar distante.
BAIXAR O LOMBO Emagrecer.
BALAÇAR A TANAJURA РDançar.
BALADEIRA ‚Äď Estilingue.
BALAIO РCesto feito de cipó ou palha, sem alça.
BALDEAR – Perturbar.
BALEADEIRA – Baladeira, atiradeira, bodoque, estilingue.
BAMBA РCambaleante. Sem equilíbrio.
BANANA – Parte do boi conhecida no Sudeste do Brasil como
lagarto.
BANANA-PRATA – Banana-branca.
BANCA РAula particular fora do curso regular. Reforço escolar
BANDA РLado, parte lateral, pedaço.
BANGÜÊ РCaixa retangular com 4 cabos de madeira para transporte
de materiais de construção.
BANHO DE ASSEIO – Banho em que a pessoa lava apenas os
órgãos genitais.
BANHO SAPECADO – Banho r√°pido e incompleto.
BARNAB√Č ‚Äď Funcion√°rio de prefeitura.
BARNEI – (b√°) Pessoa nova no lugar.
BARRÃO РPorco novo usado como reprodutor.
BARREADO – Confuso, sem saber o que fazer ou o que dizer.
BASCULANTE – Vitr√ī.
BATATA-DO-REINO – Batata.
BATENTE РObstáculo de madeira ou concreto construído no chão
para impedir que a √°gua entre pela porta.
BATER A CAÇULETA РMorrer.
BATER F√ĒFO – N√£o cumprir um compromisso.
BATER SETE FREGUESIAS – Andar por v√°rios lugares.
BATER UMA EM INTENÇÃO DE РMasturbar-se pensando
especificamente em alguém.
BATOR√Č – Baixinho.
BEBER COM FARINHA РIngerir bebida alcoólica demais.
BEBEU Р(bébéu) Boneca de pano.
BEIÇO РLábio
BEIJU – Biju. Guloseima feita com massa de mandioca. H√° quatro
tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado
e sarolho (seco, salgado e mais solto).
BEM-EMPREGADO – Bem-feito! Frase usada para dizer que o
castigo foi merecido.
BENÇA Pedido de benção.
BERADEIRO ‚Äď Matuto, Tabar√©u.
BEREU РZona; baixo meretrício; cabaré.
BESTAR – Bobear.
BEXIGA – Coisa ruim.
BEXIGUENTO – Pessoa que n√£o presta.
BEZERRO РContração voluntária ou involuntária na vagina,
semelhante a um bezerro mamando.
BIBOCA – Beco ou lugar estranho. Lugar apertado, escondido,
estreito.
BICA – Calha, canal ou tubo em forma de meia cana para escorrer a
√°gua.
BICADA РDose normalmente de cachaça
BICHINHO – Forma carinhosa de chamar um animal ou uma pessoa
pequena ou querida.
BICO – Chupeta.
BIGU РCarona, condução gratuita.
BIJU – Beiju. Guloseima feita com massa de mandioca. H√° quatro
tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado
e sarolho (salgado, seco e solto).
BILA – Bola de gude.
BILOTO – Bot√£o.
BIMBA РPênis de criança. Pênis pouco desenvolvido.
BIQUEIRA – Calha para escorrer a √°gua da chuva.
BIQUEIRO – Que come pouco.
BIRIMBELO ‚Äď Qualquer coisa
BISCATEIRA – Prostituta.
BISNAGA РPão comprido de forma cilíndrica e com as pontas finas.
BOCA DE SIRI ‚Äď Caladinho, Na moita.
BOCA QUENTE – Lugar perigoso.
BOCA-BANCA РAtitude boçal.
BOCA-DE-SUBACO – Pessoa muito calada, bicho do mato.
BOCA-DE-TRAMELA – Pessoa que fala muito.
BOÇAL-BANQUISTA РPessoa pedante.
BOCAPIO – 1. Sacola grande feita com palha. 2. Atraso na vida.
Pedir esmola.
BOC√ď – Bobo, tolo.
BODOSO – Bacana, arrumado.
BOGA – √ānus.
BOGAR – Surgimento de uma bolha na pele.
BOI – Menstro (A mulher t√° de boi, menstruada).
BOLA DE ASSOPRO – Bal√£o, bexiga. Bola de g√°s usada em
decora√ß√Ķes de festas.
BOLA DE MARRAIA – Bola de marraio. Bola de gude. Bolinha de
vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLA DE MARRAIO – Bola de gude. Bola de vidro usada pelas
crianças para brincar.
BOLACHA DE GOMA – Saquarema. Biscoito, achatado e seco, feito
com polvilho.
BOLACH√ÉO FOFO Biscoito feito com farinha de trigo, a√ß√ļcar, sal e
margarina.
BOLACH√ÉO SECO – Biscoito feito com farinha de trigo, a√ß√ļcar, sal,
margarina, leite de coco, canela em pó e cravo moído.
BOMBA DE BREU РArtefato pirotécnico usado nas festas juninas.
BORA – Vamos embora.
BOTAR – Colocar, p√īr.
BOTAR BANCA – Considerar-se superior, exibir-se, vangloriar-se.
BOTAR CABRESTO РControlar alguém.
BOTAR CANGA РDominar, oprimir alguém.
BOTAR NO MATO – Descartar, jogar fora.
BOTAR QUENTE – Agir ou falar com firmeza.
BOYZINHA ‚Äď Mo√ßa nova
BRANCHUR – “Filosofo” muito citado no Cear√°.
BREADO – Melado, sujo.
BRECHAR – Espiar, espionar, espreitar.
BRECHEIRO РIndivíduo que observa pelo buraco da brecha, da
greta ou da fechadura.
BREFAIA – Bagulho, porcaria.
BREGA РMeretrício. Prostíbulo. Zona.
BREGUESSO (BREGU√ČSSO) – Objeto sem valor.
BRENHA РLugar longe de difícil acesso.
BRIBA – Pequena lagartixa.
BRIDE Brida, rédea. Ferro colocado na boca do animal.
BROCA DO ZUVIDO (bró) Pé do ouvido
BROCHA РTachinha. Prego pequeno, de cabeça larga e chata,
usado para consertar calçados.
BR√ĒCO – Amalucado, abobalhado, desorientado, esclerosado.
BROCOI√ď – Pessoa boba, ot√°rio, demente.
BRONQUEIRO ‚Äď Pessoa que gosta de confus√£o
BRUGUELO РCriança pequena.
BUCHA – Comida que alimenta pouco, mas pesa na barriga.
BUCHADA – Comida feita com intestinos de bode, cabrito, carneiro
ou ovelha.
BUCHO – Barriga. 2. Pessoa muito feia.
BUCHO CHEIO РBarriga com bebê 2. Barriga cheia de comida ou
bebida.
BUCHUDA – Gestante.
BUFA – Peido que n√£o faz barulho.
BUJ√ÉO ‚Äď Niple (Plug). Pe√ßa de metal ou pl√°stico usada bloquear a
boca do cano.
BULIDA – Mulher que perdeu a virgindade.
BULIR РAborrecer, brincar, caçoar, incomodar. 2. Agitar, mexer,
tocar em algo.
BULIÇOSO РPessoa que mexe em tudo (não passa um minuto sem
mudar o canal da televis√£o, a sintonia do r√°dio, etc.)
BUNDA CANASTRA ‚Äď Maria escombona, Virar de ponta cabe√ßa.
BUNDEIRA – Mulher que prefere o coito anal (dar a bunda).
BUNEQUEIRO – Quem bota boneco (ver “butar buneco”).
BURACAJU РApelido dado à cidade de Aracaju quando está com
muitas ruas esburacadas.
BURRINHO РGarrafa de Coca-Cola cheia de cachaça.
BUSCA-P√Č – Artefato pirot√©cnico, preso a uma pequena haste de
madeira que sai em ziguezague rente ao chão até estourar.
BUTAR BUNECO ‚Äď Aprontar.
BUTICO ‚Äď √ānus 

C
CABAR√Č – Prost√≠bulo ou confus√£o.
CABEÇA-DE-FRADE РObstáculo de cimento em forma de meia bola
para impedir o tr√Ęnsito.
CABE√áA-DE-PREGO – Fur√ļnculo.
CABELUDO – P√£o-doce feito com coco.
CABRA РQualquer Indivíduo. Indivíduo destemido, provocador ou
valent√£o.
CABRA DA PESTE РIndivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA SAFADO РIndivíduo de atitudes incorretas.
CABRA-MACHO РIndivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRUNCO – Carb√ļnculo. Coisa ruim.
CABRUNQUENTO – Coisa ou pessoa ruim.
CABU√äTA ‚Äď Dedo duro.
CA√áADOR DE ANDR√ďIDE – Indiv√≠duo que tem rela√ß√Ķes sexuais com
homossexuais.
CACETE-ARMADO – Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio
e de baixíssima qualidade.
CACETINHO Biscoito de forma cilíndrica como um dedo.
CACHADO Cacheado. Cabelo ondulado.
CACHETE (ché) Carretel com linha de costura. Retrós.
CACHIMBEIRA ‚Äď Parteira
CAÇOAR Zombar.
CA√áU√Ā Cesto grande feito de bambu, cip√≥ ou vime usado no
transporte alimentos ou animais pequenos colocado no lombo de
animal de carga.
CAÇULA РFilho mais novo de uma família.
CACULO (√ļ) Prato com comida demais. Algo demasiadamente
cheio.
CACUMBI Grupo folclórico formado só por homens que dançam em
homenagem aos santos padroeiros dos negros, S√£o Benedito e
Nossa Senhora do Ros√°rio.
CACUNDA Costas, dorso.
CADEIRAS Quadris, quartos.
CAFUÇÚ РPessoa desajeitada, mal vestida, mala.
CAFUND√ďS DO JUDAS – Lugar distante.
CAGADO – Sortudo.
CAGADO E CUSPIDO РEncarnado e esculpido. Idêntico, igual, muito
parecido.
CAI DE PAU ‚Äď Quem acusa.
CAIPORA – Quem fuma muito.
CAIR CACAU – Chover.
CAIXA-DO-PEITO – T√≥rax. Cavidade tor√°cica onde ficam os pulm√Ķes
e o coração.
CAIXÃO РCaixão 1. Batente. Peça de madeira onde a porta ou janela
se encaixa ao fechar. 2. Algo perigoso que pode causar algum
problema ou a morte.
CAIXA-PREGOS РLugar afastado, distante, de acesso difícil.
CAJURANA РHomem vestido de mulher em festa pré-carnavalesca.
CALANGO РLagarto pequeno, típico do Nordeste.
CALÇOLA РCalcinha.
CALIBRADO ‚Äď Meio tonto.
CALIFOM – Suti√£.
CALOMBO РInchaço na pele.
CALUNGA – Camundongo. Rato muito pequeno.
CAMBADA РGrupo de pessoas desprezíveis.
CAMBAIO – Que tem as pernas arqueadas para dentro.
CAMBALAFOICE – Amante, namorado.
CAMBÃO РMulher feia.
CAMBAP√Č – Rasteira.
CAMBITO – Perna fina.
CAMBOTA ‚Äď P√©s separado (10 para 3).
CAMINHÃO DE FEIRA РCaminhão pau-de-arara. Caminhão coberto,
com bancos de madeiras longitudinais na carroceria usados para
transporte de pessoas.
CANECO ‚Äď Copo pequeno.
CANELAU – gente pobre, plebe rude.
CANGA РPeça de madeira que une um grupo de bois para o
trabalho.
CANGACEIROS РGrupo folclórico que canta e dança representando
os cangaceiros.
CANGALHA – Suporte colocado no lombo dos animais para
transporte de carga.
CANGOTE ‚Äď Nuca.
CANGUINHAS – √Āvaro, m√£o-de-vaca, som√≠tico.
CANJICA – Curau. Mingau com gr√£os pilados de milho que se come
cozido em √°gua e sal ou com leite e a√ß√ļcar.
CÃO CHUPANDO MANGA РCorajoso, competente, feio.
CAPA-DE-SELA Amante.
CAPÃO РFrango capado.
CAPAR O GATO – Ir embora, fugir.
CAPIONGO ‚Äď Tristonho
CAPOTARIA – Oficina para conserto de estofados de carro.
CAPOTE – Casaco.
CAPUCHO (CO) – Sabugo. Espiga de milho sem os gr√£os.
CARÃO РBronca, repreensão.
CARECER – Necessitar, precisar.
CARIT√ď – Solteirona. Mulher que envelhece sem conseguir casar.
CARNE MOQUEADA – Carne defumada e salgada.
CARNE-DE-SOL – Carne de vaca, sem ossos, cortada em tiras ou
mantas, levemente salgada e seca ao sol. Não é prensada e é mais
avermelhada do que a carne-seca.
CARNE-SECA – Charque, jab√°. Carne de vaca, sem ossos, salgada,
comprimida e seca ao sol em mantas. √Č menos avermelhada do que
a carne-de-sol.
CARRADA – Grande quantidade.
CARRAPICHO РPão doce coberto com pequenos pedaços de coco.
CARREGADO РPessoa complicada ou comida de difícil digestão.
CARREGO (Ê) Р1. Carga, frete. 2. Pilha elétrica.
CARREIRA – 1. Correria, corrida veloz. 2. Fila, fileira. trilha.
CARROCEIRO РCondutor de carroça puxada por cavalos.
CARTA РHabilitação. Carteira Nacional de Habilitação.
CARURU – Creme ou pasta feita com quiabo, camar√£o, castanha,
leite de coco, amendoim, peixe, azeite-de-dendê, pimenta, etc.
CASA-DA-PESTE РLugar afastado, distante, de acesso difícil.
CASA-DE-ANDAR – Sobrado. Casa de dois ou mais pavimentos.
CASADINHO Biscoito pequeno recheado com goiabada.
CASA-DO-CHAP√ČU Lugar muito distante ou desconhecido.
CASCUDO ‚Äď Tapa na cabe√ßa, cocorote.
CATAB√ć – Buraco na estrada (Esta estrada est√° cheia de catab√≠)
CATABIL – 1 Buraco na pista. Acidente de terreno que origina o
solavanco de veículos 2. O solavanco ou choque produzido pelo
buraco na pista.
CATENGA – Lagartixa escura.
CATOTA ‚Äď Meleca.
CATRAIA – 1. Mulher muito feia. 2. Prostituta.
CATREVAGE – Gente cafona (isso parece um galicismo).
CAVACO-CHINÊS РEm São Paulo é chamado de beiju ou biju.
Massa seca em forma de cilindro. O vendedor anuncia a sua
presen√ßa na rua com um tri√Ęngulo de metal batendo numa madeira.
CAVILA√á√ÉO ‚Äď Dengo; chor√£o.
CAVOUCAR – Cavar, escavar.
CERCAR LOURENÇO РArrudiar, não ir direto ao assunto.
CEROTO – Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE – Tampo. “Chico deu uma topada que tirou o chaboque
do dedo”.
CHABU РFalha na explosão de fogo de artifício.
CH√Ā-DE-BURRO – Canjica. Mungunz√°. Mingau de milho branco
cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e a√ß√ļcar.
CHÃ-DE-DENTRO РCoxão mole. Carne da parte interior da coxa do
boi.
CHÃ-DE-FORA РCoxão duro. Carne da parte exterior da coxa do boi.
CHAPA – Radiografia; dentadura.
CHAPARIA – Funilaria, lanternagem.
CHAPEU DE TOURO – Chifre.
CHAPULETA ‚Äď Cabe√ßa do pau, Anel
CHAPULETADA – Porrada
CHAVE – Entrada, sinal. Primeiro pagamento na compra de um
imóvel.
CHEGA! CHEGA! – Venha rapidamente! Ajude-me!
CHEGANÇA РDança que representa a luta travada pelos cristãos
para batismo dos mouros (turcos).
CHEI DOS PAU РBêbado.
CHEIRADA – Quando o jogador n√£o acerta a bola; furada.
CHIBATA РCoisa grande, pênis.
CHIBATADA- Pancada.
CHIBIU – √ďrg√£o genital feminino, buceta
CHICOTE – Bunda, n√°degas.
CHINFRIM – Vagabundo, sem valor.
CHIRINGAR РEsguichar água ou outro líquido, jato de liquido.
CHOPARIA – Choperia. Local onde se serve chope.
CHUCHAR – Cutucar, pulsar.
CHULIPA – Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
CHUMBADO ‚Äď B√™bado, doente.
CHUPÃO РCabra que gosta de chupar pau.
CHUPETA – Menino chor√£o.
CHUVA DE PEDRA Chuva de granizo.
CHUVINHA Chuva de prata. Chuva pirotécnica. Um tipo de artefato
pirotécnico.
CIBAZOL – Coisa sem valor. “N√£o vale um cibazol”.
CIENT√ćFICO – Colegial. Ensino M√©dio. Segundo Grau.
CISTERNA РReservatório de água das chuvas.
COBRINHA РUm tipo de artefato pirotécnico.
COCADA-DE-AMENDOIM РPé de moleque. Doce duro, feito com
a√ß√ļcar e amendoim torrado.
COC√ď – Tocaia.
COCOREU – Confus√£o, rolo.
COCOROTE ‚Äď Tabefe, cascudo.
COIT√Č – Caba√ßa. Cuia.
COITEIRO – Aquele que protege ou esconde criminosos ou
namorados.
COMBINADO – Em parceria.
COMBROG√ď – Cobog√≥. Elemento vazado de cer√Ęmica, cimento ou
vidro, usado na construção de paredes com entrada para luz e
ventilação.
COMER √ĀGUA – Tomar cacha√ßa (Express√£o muito usada na Bahia).
COMO O QUÊ Demais. Ex Você fala como o quê!
COMO TATU, S√ď TEM O CASCO E O CU! – Sem nada, sem
patrim√īnio, pobre.
CONCHO Confiante em si, vaidoso.
CORDÃO CHEIROSO Fio de barbante impregnado com um produto
que exala um cheiro desagrad√°vel ao ser queimado.
CORRALINDA – Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO – Ter em abund√Ęncia. “Ali o dinheiro corre
frouxo”.
CORRIDO – Apressado, expulso.
CORTINADO ‚Äď Mosquiteiro. Cortina ou rede fina colocada em volta
da cama para proteger dos mosquitos.
CORUJA – Pipa, papagaio
COT√ĒCO ‚Äď Peda√ßo, ponta
COURO DE PICA – Algo que vai e volta. “Esse namoro e que nem
couro de pica”.
CRANCO – Cancro. Coisa ou pessoa ruim.
CRICRI ‚Äď Chato, Insistente, Pentelho.
CRUZETA РCabide para camisas e calcas. Também pode ser
pessoa enrolada, complicada.
C√ö DE CANA – Cachaceiro.
CUBAR ‚Äď Olhar demais.
CUCURUTO ‚Äď Topo da cabe√ßa.
CU-DE-BOI – Briga. Conflito.
CU-DE-NOVELO – Pessoa que tem a bunda murcha.
CUIA РCabaça.
CUM√Č? – Como √©?
CUMEEIRA – Telha em forma de meia cana usada nas partes mais
altas (cumes) ou nos vértices dos telhados.
CUMELÃO РGaranhão.
CUNH√É ‚Äď Neguinha
CUNHÃO РCorajoso
CURUBAU – Ver Canelau.
CURURU – Sapo grande.
CUSTAR – Demorar. “O √īnibus esta custando muito”.
CUSTOSO Р1. Algo demorado. 2.Criança manhosa.

D
DA BEXIGA – 1. Em grande intensidade. Ex. Estou com uma fome da
bexiga!
DA PESTE – Algo extraordinariamente bom ou ruim.
DANAÇÃO РConfusão, pressa, trapalhada.
DANOU-SE – T√° perdido
DANOU-SE! – (√ī) 1. Saiu apressado. 2. Expressa admira√ß√£o,
entusiasmo, espanto, surpresa.
DAR CHABU Р1. Dar errado, falhar. 2. Defeito em fogo de artifício.
DAR COM A MÃO РSinalizar com a mão.
DAR F√Č DE – Perceber.
DAR FIM – 1. Gastar, consumir. 2. Acabar, concluir, encerrar, matar.
DAR GASTO – Consumir, usar.
DAR GOSTO РDar prazer, ou satisfação. Ex.: A qualidade é de dar
gosto!
DAR NA FRAQUEZA – Sentir fraqueza ou moleza.
DAR NO COURO – Conseguir fazer sexo.
DAR O GRAU – Caprichar. “Pode deixar que vou dar o grau no seu
carro”
DAR O MAIOR 10 – Gostar muito.
DAR O PREGO РEnguiçar.
DAR PARTE DE – Delatar. Denunciar.
DAR TRANCO – Dar bronca. Dar car√£o. Repreender.
DAR UM AGRADO РDar uma gorjeta ou uma lembrança.
DAR UM CARÃO РDar uma bronca. Repreender.
DAR UMA BARRIGADA – Defecar
DAR UMA PRENSA – Dar uma bronca. Pressionar.
DAR VENCIMENTO A РDar conta do pedido ou serviço.
DE BARRIGA – Gr√°vida.
DE BELEZA Р(gíria) De graça.
DE BOI – Menstruada.
DE HOJE – Faz tempo.
DE HOJE A OITO – Daqui a uma semana.
DE HOJE A QUINZE – Daqui a quinze dias.
DE LASCAR O CANO – 1. Bom demais. 2. Desagrad√°vel,
decepcionante, irritante, etc.
DE PRIMEIRO – Antes, antigamente.
DE VEZ – Fruto em estado ideal para ser colhido.
DEBOCHAR – Desprezar, menosprezar, zombar.
DE MATAR OGUARDA Bom, Gostoso.
DEFORETE ‚Äď Escapada. (Vou tomar um deforete, mudar de vida,
escapada)
DEIXA DE PANTIN – Deixa de onda; Deixa de frescura (fulano est√°
com pantin, com manha)
DEMENTE РIndivíduo lento, lerdo, vagaroso.
DERNA ‚Äď Desde
DERNONTONTE ‚Äď Tem ainda
DERRADEIRO – √öltimo.
DESARNAR – Desasnar. Aprender algo, ativar, avivar, deslanchar,
despertar.
DESCABRIADO РDesconfiado, que não confia em algo ou alguém.
DESCORADO ‚Äď Amarelo
DESDROBO – Desdobro (d√ī) argumento pouco convincente ou sem
import√Ęncia.
DESEMBESTADO ‚Äď Sem rumo
DESGRACEIRA NO CAMINHO DA FEIRA – Confus√£o, lasqueira,
quiprocó.
DESGRAMA РDesgraça.
DESGRAMADO РDesgraçado.
DESMANTELAR – Arruinar, desarranjar, desconjuntar, desorganizar,
estragar.
DESPAMPARAR – Desgovernar. Perder o controle.
DESTRAMBELHADO – Atrapalhado, desajeitado, desarrumado,
desorganizado.
DEU A BOB√ĒNICA – Encrencou; fodeu; a coisa pegou.
DEU A GOTA SERENA – Encrencou; fodeu; a coisa pegou
DEU F√Č ‚Äď Prestou a aten√ß√£o (‚ÄúQuando ele deu f√© a coisa
aconteceu‚ÄĚ)
DEU MAND√ö – Deu problema, pegou, agora fodeu
DEU O BUTE – Agora encrencou, nem para frente nem para atr√°s,
fodeu;
DEVER РLição de casa. Tarefa escolar feita em casa.
DIA DOS ANOS Data do anivers√°rio.
DIABEISSO! – Que diabo e isso! Express√£o de espanto.
DIABINHO MALUCO РUm tipo de busca-pé (artefato pirotécnico)
pequeno, sem bomba, usado nas festas juninas, principalmente pelas
crianças.
DIACHO – Diabo.
DISTRENADO – Sem gra√ßa. “Fica todo distrenado quando elogiado”.
DISTRENADO ‚Äď Sem preparo, Inexperiente
DOR-DE-CORNO – Dor de cotovelo. Tristeza de amor.
DOR-DE-FACÃO РDor-de-veado. Dor pontiaguda e forte que se
manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de
algum esforço físico intenso.
DOR-DE-MULHER РCólica menstrual.
DOR-DE-VEADO – Dor-de-fac√£o. Dor pontiaguda e forte que se
manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de
algum esforço físico intenso.
DOR-D’OLHOS – Dor nos olhos causada por afec√ß√Ķes (conjuntivite).
DOZE HORAS РEm Sergipe é muito usada tanto para meio-dia,
como para meia-noite.

E
√Č DE LASCAR ‚Äď T√° danado.
E FOI, FOI? – √Č mesmo?
√Č N√ÉO – N√£o √©. O nordestino, inclusive o sergipano, fala o verbo
antes do advérbio.
√Č O BRINCO – Express√£o idiom√°tica que quer dizer que uma coisa √©
muito estimada.
√Č O MENOR PRE√áO? Frase usada pelo fregu√™s para pechinchar.
√Č PINTO ‚Äď √Č moleza, f√°cil.
√ČGUA – Meretriz. Prostituta.
EITA Р(Êitcha) Eta. Palavra usada para expressar admiração,
alegria, dificuldade, espanto, surpresa, susto, etc.
EM VISTA – Diante.
EMBOL√ČU ‚Äď √Ä toa, desprezado; pessoa jogada (Fulano vive aos
emboléu).
EMBUCHADA – 1. Pessoa aborrecida ou com raiva. 2. Mulher
gr√°vida.
EMBURACAR ‚Äď Entrar sem pedir licen√ßa.
EMPALHANDO РTomando o tempo de alguém.
EMPANZINADO – Empanturrado. Com o est√īmago cheio de comida.
EMPAPADO – Que comeu alem da conta; Ver “Empazinado”
EMPARELHADO – Ao lado de. Lado a lado.
EMPATA FODA – Chato que fica atrapalhando o namoro do casal.
EMPATAR – Atrapalhar, dificultar, perturbar.
EMPENCADO – Acompanhado de um monte de gente.
EMPERIQUITADO – Enfeitado demais.
EMPESTEAR – Deixar um cheiro forte por onde passa ou fica.
EMPOMBAR ‚Äď Reticente, Empacar
EMPRENHAR – Engravidar.
EMPRENHAR PELOS OUVIDOS – Acreditar em fofocas.
EMPRIQUITAR – Cismar, n√£o aceitar.
ENBURACAR ‚Äď Entrar sem licen√ßa.
ENCAFIFAR – Desconfiar. Ficar intrigado ou pensativo.
ENCANDEAR – Brilhar, ofuscar.
ENCANGADO РIndivíduo que anda sempre junto com outro.
ENCANGAR GRILO – √ďcio, co√ßar o saco
ENCAPOTAR – Colocar capa ou casaco
ENCARCAR РEncalcar, calcar, apertar, comprimir, forçar.
ENCARDIR ‚Äď Sujar muito
ENCARNADO – Cor vermelha
ENCASQUETAR ‚Äď Implicar, Peitar, Cismar
ENCOSTADO Р1. Fora de atividade, licenciado. 2. Preguiçoso.
ENCRUADO – Que fica muito tempo sem ter rela√ß√Ķes sexuais. Dif√≠cil
de sair.
ENDIREITAR – Acertar, arrumar, consertar, corrigir, colocar direito,
retomar ao rumo certo.
ENFADADO – Cansado.
ENGABELAR – Enganar, iludir.
ENGEAR (ENJIAR) – Engelhar, enrugar.
ENGODO – Isca para pescar camar√£o.
ENGOMAR – Passar roupa.
ENGROSSANTE РGogó. Creme ralo feito com leite, farinha de
mandioca, amido de milho ou creme de arroz servido em mamadeira.
ENGUIAR – (pronuncia-se a letra u) Engulhar. Sentir √Ęnsia, enj√īo,
n√°useas. Vomitar.
ENJEITAR – Abandonar, desprezar, recusar, rejeitar.
ENRICAR – Enriquecer.
ENSACAR РColocar a camisa por dentro da calça.
ENTERTELA – Entretela. Pano enfiado entre o forro e o tecido de
uma roupa. Geralmente é usado no pescoço ou na cintura.
ENTERTELADO – Entretelado. 1. Bem arrumado, com gravata, com
a gola da roupa apertada no pescoço. 2. Com pano enfiado entre o
forro e o tecido de uma roupa. Geralmente, o pano é usado no
pescoço ou na cintura.
ENTOJADO – Farto de tanto comer.
ENTOJAR – Enjoar. Sentir enj√īo.
ENTOJO – (t√ī) Enj√īo de mulher gr√°vida.
ENTREVADO РParalisado, paralítico.
ENTRONCHADO – Torto.
ENTRONCHAR – Desalinhar, entortar.
ENTROU COMO UMA BUFA E SAIU COMO UM PEIDO! – Entrou e
saiu rapidamente.
ENTROUXADO РAmontoado, bagunçado. Como uma trouxa de
roupas.
ENTUFADO – Amuado, emburrado, zangado.
ENVERGAR – Curvar, vergar.
ENXERIDA ‚Äď Mulher galinha.
ENXERIDO – Atrevido, intrometido, metido, ousado.
ERRADO Р1. Indivíduo que não age corretamente. 2. Encabulado,
envergonhado.
ESBREGUE – Bronca, repreens√£o.
ESCALDA-P√ČS – Banho medicinal que se d√° aos p√©s com √°gua bem
quente.
ESCAMBAU – Etc
ESCANCARAR – Exibir, mostrar.
ESCANGALHAR РArruinar, bagunçar, estragar.
ESCAPULIR – Escapar, fugir.
ESCROTO – Bom de briga; cafajeste.
ESFARRAPADO – Mal vestido. Que tem a roupa em farrapos.
ESGARÇAR РAbrir, desfiar o tecido.
ESGOELAR – Gritar.
ESMOLAMBADO (MU) Mal vestido.
ESMOLER Р(êsmolér) Mendigo, pedinte.
ESPADA РArtefato pirotécnico preso a uma haste de madeira, que é
usado como arma na guerra de espadas realizada durante as festas
juninas.
ESPARRELA ‚Äď Engana√ß√£o
ESPEVITADO – √Āgil, esperto, inquieto, malandro.
ESPIAR – Observar, olhar, ver, verificar.
ESPINHA√áO ‚Äď Coluna vertebral
ESPINHELA CA√ćDA Dor nos ossos peitorais.
ESPIRITADO – Escandaloso. Extrovertido.
ESQUENTE ‚Äď Moletom, malha de gin√°stica; Jogging.
ESTILAR РEscorrer líquido do nariz.
ESTRIBADO – Cheio da grana.
ESTROVENGA – Um tipo de foice pequena de dois gumes.
ESTRUP√ćCIO – Pessoa enrolada, mulher feia (Camb√£o)
ESTUPOR BALAIO – 1. Infarto. Morte. Paralisia repentina. 2. Pessoa
feia. 3. Express√£o usada quando a pessoa se irrita com algum objeto
ou alguma situação.
ESTUPORADO – Estragado, gasto, em mal estado.
ESTUPORAR Р1. Consumir ou gastar muito. Desperdiçar dinheiro. 2.
Sair com pressa.
ETA-PEGA Р(Êta-pêga) Expressão usada quando a pessoa se
espanta ou tem uma surpresa.surpeendente.

F
FALAR MAIS QUE A PRETA DO LEITE – Falar muito.
FALAR NOME – Falar palavr√£o, palavra obscena.
FALSA-BANDEIRA – Homossexual.
FARDA – Uniforme escolar.
FARINHA-DO-REINO – Farinha de trigo.
FASTIO – Falta de apetite.
FATO – Intestino de animal.
FAZER ESP√ćRITO – Fazer esc√Ęndalo.
FAZER FIO TERRA – Quando a mulher mete o dedo no fiofo do
homem durante o ato sexual, a pedido dele.
FAZER HORA COM A CARA РFazer gozação.
FAZER MAU – Desvirginar. “Ele fez mal a moca”.
FAZER MERCADINHO – Fazer compras no supermercado.
FAZER O GOSTO РAgradar. Fazer a vontade de alguém.
FAZER SABÃO РSexo entre lésbicas.
FÊ РLetra F.
FECHICLER – Ziper.
FECHO ECLER (ECL√ČR) – Z√≠per.
FEIJÃO-DE-CORDA РFeijão-fradinho. Feijão verde em vagem
emaranhada.
FEIRA DE SULANCA – Feira de artigos baratos. Feira onde se vendia
roupa de helanca.
FEI√öRA – Ato reprovado, erro, indignidade.
FEOF√ď – √ānus, (mesmo que furico, butico).
FI, FIO OU FILHO DA BEXIGA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA GOTA-SERENA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA MOL√ČSTIA – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA PESTE – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DE UMA √ČGUA – Filho de uma prostituta.
FI, FIO OU FILHO DO CABRUNCO – Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DO CRANCO – Coisa ou pessoa ruim.
FICAR DE BOI – Menstruar.
FICAR MAL – Ficar de mal. Cortar as rela√ß√Ķes de amizade.
FICHINHA – Chapinha, tampinha. Tampa met√°lica usada para lacrar
a boca da garrafa.
FILHO DO CABRUNCO РDesgraçado, maldito
FINDAR – Acabar, concluir, terminar.
FITA GOMADA – Fita adesiva.
FITEIRO – Quiosque, banca de revista
FOGUINHO РAfrodisíaco.
FOI MAL – Perd√£o.
FOL√ď – Folote, frouxo, folgado, largo.
FOLOTE – Frouxo, gasto
FONICE – Avareza.
FONO – (f√ī) √Āvaro, p√£o-duro.
F√ĒRMA ‚Äď Recipiente feito de barro para armazenar √°gua; Pote
FORROBOD√ď – Confus√£o, algazarra, bagun√ßa
FRANGOTE – Adolescente
FREGE-MOSCAS – Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio e
de baixíssima qualidade.
FRESCA – Cabar√©. Casa de divers√Ķes e espet√°culos onde se bebe e
dança.
FRESCAR – Fazer uma brincadeira. “Se zanga n√£o, to s√≥ frescando”.
FRESCO – Viado, gay
FRISO – Grampo de cabelo
FRIVI√ÉO ‚Äď Inquieto
FR√ĒXO – Medroso
FULERAGE – Coisa sem valor.
FULERO ‚Äď N√£o cumpre o compromisso
FUMANDO NUMA QUENGA – Puto da vida.
FUMBAMBENTO – Desbotado. Sem cor.
FUNDURA – Profundidade.
FURICAGEM – Frescura
FURICO ‚Äď√ānus, Mesmo que “Butico”
FUTUCAR Cutucar, mexer. Tocar com o dedo, o cotovelo, o pé, etc.
FUVIAR – Fervilhar, zumbir. Zumbido produzido pelo ouvido ou por
inseto.

G
GABIRU – 1. Rato escuro e grande. 2. Aproveitador, espertalh√£o.
GAIA ‚Äď Chifre
GAIATO ‚Äď Engra√ßado
GAITADA – Gargalhada.
GAITAR – Gargalhar.
GAITOSO – Aquele que faz os outros rirem.
GALA РEsperma, sêmen.
GALALAU – Homem alto.
GALEGO – Loiro.
GALETO – Frango.
GALINHA DE CAPOEIRA – Galinha caipira. Galinha criada em casa.
GALINHA MATRIZ РGalinha reprodutora. Só é abatida quando deixa
de botar ovo.
GALINHOTA – Carrinho de m√£o.
GALO РIndivíduo com orgasmo rápido.
GARAPA ‚Äď √Āgua com a√ß√ļcar.
GARAPEIRO ‚Äď Pregui√ßoso, Pessoa que se aproveita dos outros
GASGUITA – 2. Pessoa que fala muito alto ou grita. 2. Mulher muito
magra e pequena.
GASTURA РSensação desagradável, aflição, desconforto,
impaciência, irritação nervosa, tentação, etc.
GATO РInstalação clandestina de eletricidade.
GATO DE HOTEL – Diz-se das pessoas que comem todo o que
aparecer-.
GATO REI – Prostituta.
GAZEAR РFaltar à aula ou a uma obrigação para passear ou divertirse.
GELADINHO – Sorvete caseiro embalado em saco pl√°stico
transparente de forma cilíndrica. Em São Paulo, é chup-chup. No Rio
de Janeiro, é sacolé.
GEROZ Р(ó) Algeroz. Junção entre o telhado e uma parede mais
alta.
GIGOLETE – Passadeira, diadema, arco.
GOELA – Garganta.
GOELAR – Furtar.
GOGA – Deboche.
GOGAR РDebochar de alguém.
GOGO – (G√īgo) Escarro. Gosma.
GOG√ď – Engrossante. Mingau servido em mamadeira.
GOGUENTO – Goguento Que expele escarro, gosma.
GOIA – Fim do cigarro (o mesmo que Guimba, Piola, Segunda)
GOMA – Cola caseira feita com √°gua, farinha de trigo ou amido de
milho e outros produtos. Serve para colar papel ou engomar roupa.
GORAR – Estragar a cerveja ou o ovo.
GOR√Č – Um tipo de caranguejo mi√ļdo.
GORGOMILO – Garganta, goela, princ√≠pio do es√īfago.
GOSTOS√ÉO – √Ēnibus. (denomina√ß√£o antiga).
GOTA – Coisa ruim.
GOTA-SERENA Coisa ruim.
GRAXEIRA Denominação pejorativa de empregada doméstica.
GRELADO – Concentrado.
GRETEIRO РIndivíduo que observa pelo buraco da brecha, da greta
ou da fechadura.
GRIZMELA – Magra.
GRUDE – Sujeira; porcaria
GUAIAMUM РEspécie de caranguejo de cor azul.
GUARIBADA – Dar uma caprichada.
GUÊ РLetra G.
GUERREIRO РManifestação folclórica que conta uma história de
amor entre uma rainha e um índio.

H
HI-FI – (rai-fai) M√ļsica mec√Ęnica, proveniente de disco ou fita.
HIFEM ARRIADO ‚Äď Tecla Undescore (‚Äú_‚ÄĚ) no teclado do computador.
NH√äTA – (pron√ļncia: inh√™ta) ansioso; aperreado para; avexado para; querendo porque querendo.

I
IAP√ĒE ‚Äď √Č mesmo?
INCEN√áAR ‚Äď Feder (peido no ambiente)
INCOMODADA – Menstruada.
INFELIZ DA COSTELA OCA – Sujeito chato, enjoado.
INGEMBRADO – Torto.
INHACA – Mal cheiro do sovaco.
INTEIRAR – Completar.
INVOCADO ‚Äď T√° com raiva, (Tamb√©m pode ser uma pessoa
estranha)
ISPILICUTE – Do ingl√™s “She’s pretty cute”. Engra√ßadinha.
ISPRITADO – Enfurecido.
ISTRIPULIA – Travessura
ISTRUIR РDesperdiçar.

J
JAB√Ā – Charque. Carne-seca. Carne de vaca, sem ossos, salgada,
comprimida e seca ao sol em mantas. √Č menos avermelhada do que
a carne-de-sol.
JABIRACA РLenço usado no pescoço.
JAC√ď – P√£o franc√™s
JANTE РRoda metálica que fica no centro dos pneus dos veículos.
JERER√Č – Pu√ß√°. Rede em forma de cone com c√≠rculo de madeira ou
metal na boca. A isca, geralmente tripa de galinha, fica pendurada no
centro. √Č usado para capturar siris.
JERIMUM РAbóbora
JI – Letra J.
JUNIR – Arremessar, jogar com a m√£o.

L
L√Ā NO CALCANHAR DO JUDA ‚Äď Bem longe
LABROCHEIRA ‚Äď Sem requinte
LACHADO ‚Äď Partido, trincado
LACHAR – Lascar, rachar.
LAMBEDOR – Xarope caseiro feito com a√ß√ļcar queimado e seiva de
plantas para curar doenças respiratórias.
LAMBRETA ‚Äď Crach√° de identifica√ß√£o
LAMINHA РParte interna do coco verde. Também é chamada de
carne.
LANÇAR РVomitar.
LANCE ‚Äď Quando a mulher deixa aparecer (involuntariamente) suas
partes íntimas
L√āNDRIA – Caro√ßo no corpo. √ćngua.
LANGANHENTO – 1- Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.
2- Pessoa grudenta.
LANGANHO – Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.
LANHAR – Arranhar. Cortar superficialmente o corpo em acidente ou
briga.
LANTERNAGEM РFunilaria. Conserto na carroceria do veículo.
LAPA РAlgo grande. Pedaço grande.
LAPADA – 1. Bofetada, chicotada. 2. De uma vez. Ex. Beber um copo
numa lapada, Dose de cachaça (Vou tomar uma lapada)
LARANJA-DE-UMBIGO Laranja-da-baia.
LARGADO – Abandonado, desquitado, divorciado, separado.
LASCADO РCheio de problemas, em má situação.
LASCAR – Danificar. Prejudicar.
LASQUEIRA Confus√£o, encrenca, estrago.
LASTRO Estrado, var√£o. Grade de madeira que sustenta o colch√£o
na cama.
LATEJAR – Palpitar, pulsar.
LATOMIA – Barulho.
LATRINA – Privada, vaso sanit√°rio.
LAURÇA РPessoa feia e vestida de forma enfeitada. (Fulana parece
uma laurça);
LAVA-CU РInseto de asas transparentes. Libélula.
LAVANDEIRA – Um tipo de pomba que o povo diz que lava as roupas
de Deus.
LAVANDERIA РTanque. Pequeno reservatório de cimento usado
para lavar roupa.
LAVAR A √ČGUA ‚Äď Ganhar, levar vantagem
LÊ Letra L.
L√ČGUA – Antiga medida de dist√Ęncia. Tem de 6.000 a 6.600 metros.
LEITE DE GADO – Leite de vaca. Leite n√£o industrializado.
LENGA LENGA ‚Äď Insist√™ncia
LERDO РAlguém desligado
LERDO – Lento.
LERIADO – Conversa fiada.
LESEIRA – Falta de √Ęnimo, moleza, pregui√ßa.
LESO ‚Äď B√ībo, abestado
LETRECA – Cafona.
LEVAR UM CUSCUZ – Levar um “fora”. Ouvir um “n√£o” como
resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LEVAR UMA TABOCA – Levar um “fora”. Ouvir um “n√£o” como
resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LIGEIRINHO – Micro√īnibus um pouco mais confort√°vel, mais r√°pido e
com a tarifa mais alta que o √īnibus comum.
LIGEIRO – √Āgil, r√°pido, veloz. √Äs pressas.
LIMALHA РUm tipo de busca-pé. Artefato pirotécnico conhecido
como espada, usado em duelos durante as festas juninas.
LISO – A pior ofensa para um cearense. E muito mais que uma
pessoa sem dinheiro. O liso esta para o cearense assim como o
“looser” esta para o americano.
LONJURA – Grande dist√Ęncia.

M
MACACÃO РMacaco, amarelinha. Um tipo de brincadeira infantil.
MACAXEIRA – Mandioca.
MACHO REI – cara, amigo, o meu…
MACHUCAR – Amassar, esmagar ou triturar alimento com a m√£o ou
algum instrumento como um talher ou pil√£o.
MAGOAR – Machucar, ferir. Ex. Magoei o meu dedo!.
MAGOTE – Bando, grupo.
MAINHA – M√£e.
MAIS Com. Ex.: Eu ando mais ele.
MAIS EU – Comigo.
MALAMANHADO – Mal vestido, desajeitado.
MALCASADO – Um tipo de biju (beiju) mais consistente. √Č vendido
embalado em folhas de bananeira.
MALDAR – Interpretar no mau sentido.
MALETROSO РMaletroso Indivíduo que não se veste bem, usa
roupa velha, torta, n√£o alinhada.
MALINAR – Fazer travessuras, traquinagens.
MALINO – Travesso.
MALUVIDO ‚Äď Irrespons√°vel
MANDIBA – Caule da planta mandioca.
MANE BOF√ÉO – Conhecido “restauranteur” de Fortaleza, especialista
em pratos finos tais como: panelada, buchada, sarrabulho, tripa de
porco, rabada, sarapatel e m√£o de vaca.
MANGANG√ÉO ‚Äď Chefe; Manda chuva
MANGAR РCaçoar, enganar, gozar, iludir, sacanear, zombar.
MANGOTE Р(ó) Engate, mangueira curta.
MANGU√Ā – Mangual. Correia para a√ßoitar animais.
MANGUAÇA РCachaça
MANIÇOBA РFolha da planta mandioca.
MANJA РBrincadeira também conhecida como esconde-esconde ou
pega-pega.
MANJELÃO РJambolão, jamelão. Fruta comestível que expele um
corante.
MANJUBA РPênis grande.
MANOBRAR РInfluenciar ou mandar em alguém.
MANTEIGA DE GARRAFA Manteiga líquida feita de forma artesanal
e vendida em garrafa.
MANTEIGA DO ESTADO Manteiga feita de forma artesanal.
MANUÊ РManauê Bolo feito com milho verde e coco.
MARCHANTE Açougueiro.
MAREADO – Esquecido.
MARINETE – Denomina√ß√£o antiga para √īnibus.
MARIOLA – Bananada industrializada vendida em embalagem
transparente no formato retangular.
MARISCOMBONA РCambalhota, imitação de salto de ginastica
olímpica.
MARMOTA – Coisa estranha; pessoa desajeitada, enfeitada
MAROMBA – Conjunto de vagens de feij√£o amarradas sobre caibros.
MARRAIA – Bola de marraio. Bola de gude. Bola de vidro usada
pelas crianças para brincar.
MARRETEIRO – Enganador, trapaceiro, vigarista.
MARUEIRO – Pessoa esperta, cheio de enrolada;
MARUIM РMosquito-pólvora.
MAS T√Ā! – Express√£o usada para demonstrar d√ļvida, desafio,
incredulidade, surpresa.
MASSA (G√ćRIA) – Agrad√°vel, bacana, bom, bonito.
MASSADA – Espera
MASTIGADINHO РUm forró mais acelerado. Pronto
MATA-FOME – √Ārvore que produz um tipo de noz pequena.
MATRACA – Cabra que fala sem parar, o tempo todo
MATURI РCastanha verde, grande e mole do caju em formação.
MATUTAR – Pensar. Refletir
MÊ РLetra M.
MEDECÊ РMáximo Divisor Comum.
M√äIMUNDO ‚Äď Muita coisa
MEIOTA РMeia garrafa de cachaça.
MELADO РBêbado.
MELAR РPegar um pedaço, um pouco, uma parte.
MELOTO – (mel√īto) Sujeira.
MEMEC√ä – M√≠nimo M√ļltiplo Comum.
MENINA РMulher cujo nome você não lembra ou não sabe.
MENINICE – Inf√Ęncia
MENINO РHomem cujo nome você não lembra ou não sabe.
MERCADINHO – Supermercado.
MEROL – Bebida.
MEU REI – Cara, Amigo,
MEUZOVO – Express√£o de disc√≥rdia, uma ova. “Juca e um pol√≠tico
honesto e meuzovo!
MICARETA РCarnaval fora de época.
MIJÃO РArtefato pirotécnico usado durante as festas juninas.
MILONGA – Conversa in√ļtil, fiada.
MINDIM ‚Äď Menor dedo da m√£o.
MININO REI AMARELO РCriança chata.
MI√ĒLO DE POTE – Coisa sem import√Ęncia.
MISSE – Grampo para prender o cabelo.
MOÇA РMulher virgem.
MOCHILA – Saco pl√°stico para embalar mercadorias em
supermercados.
MOCOT√ď – Tornozelo.
MOD”EU – Por minha causa.
MODE РModo. Por causa. Ex. Eu fui mode você.
MOI DE CHIFRE – Corno.
MOLAMBO – Desajeitado, desarrumado, mal vestido.
MOLEIRA ‚Äď Espa√ßo nos ossos da cabe√ßa de crian√ßa
MOL√ČSTIA – Coisa ruim.
MONDONGO – Tornozelo.
MONDRONGO ‚Äď Galo na cabe√ßa,
MORAR DE RANCHO РMorar de favor. Morar na residência de
alguém sem pagar aluguel.
MORTA-FOME – Avarento, guloso, esfomeado, morto de fome, p√£oduro.
MOSQUITO РUm tipo de busca-pé (artefato pirotécnico) que não
explode.
MUCISSA ‚Äď Carne sem osso.
MUCUNZ√Ā – Mungunz√°. Canjica. Ch√°-de-burro. Mingau de milho
branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e
a√ß√ļcar.
MUITCHO – Muito.
MULHER-DAMA – Prostituta.
MULHER-MACHO РLésbica ou mulher que age com firmeza.
MUNDICA – Gente pobre, plebe rude.
MUNGANGA ‚Äď Careta feia
MUNGUNZ√Ā – Canjica. Mingau de milho branco cozido com leite de
coco ou de vaca, temperado com sal e a√ß√ļcar.
MURIÇOCA РMosquito, pernilongo.
MUTUCA ‚Äď Mosquito grande

N

NA LONA РEm situação difícil. Sem dinheiro.
NA MARRA Contra a vontade.
NA TORA РÀ força, na valentia.
NA VERA РPrá valer (a aposta, o jogo, agora é na vera)
N√ÉO D√Ā UM PREGO NUMA BARRA DE SAB√ÉO – N√£o faz nada, e
um preguiçoso.
NÃO SE MISTURE РDiz o baiano quando alguém pisa em uma tulha
de merda.
NÃO SEI O QUE E O QUE MAIS! РE outras coisas mais.
NÃO VALE O QUE O GATO ENTERRA РImprestável, (esse cara não
vale o que o gato enterra).
NAS BIMBOCAS – Bem longe.
NAS BRENHAS ‚Äď Bem longe
NAS CARREIRAS РÀs pressas.
NÊ Letra N.
NEGOÇA РPalavra usada para referir-se a algo que você não lembra
ou desconhece o nome.
NEM SANTO ANTONHO COM GUANCHO РA coisa está difícil
NEM XITE! РNem te ligo! Nem te dou atenção!
NERA? – N√£o era? Express√£o utilizada no fim da frase pedindo
confirmação do que foi dito.
NESTANTE – Neste instante. Agora a pouco. Daqui a pouco.
NODA – N√≥doa. Mancha. Subst√Ęncia que mancha ou suja.
NOS CAFUNDOS DO JUDA ‚Äď Bem longe, na caixa prego.
NUM FRESQUE NAO! – Pare com essa brincadeira!
NUM SABE? – N√£o sabe? Express√£o utilizada no fim da frase
pedindo confirmação do que foi dito.

O
√Ē P√äGA – √Ē porra, express√£o de espanto, admira√ß√£o.
O ROTO FALANDO DO ESFARRAPADO РUm indivíduo que fala
mal de outro, estando nas mesmas condi√ß√Ķes.
O SUJO FALANDO DO MAL LAVADO РUm indivíduo que fala mal
de outro, estando nas mesmas condi√ß√Ķes.
OBRAR – Defecar, evacuar.
OFENDER- Ferir, estragar, lesar, machucar, prejudicar.
OI (√ďI) – Olhe
OI DA GOIABA – √ānus.
OI ELA! РOi ela! (ói) Saudação afetuosa, típica de Sergipe.
OI ELE ! РSaudação afetuosa, típica de Sergipe.
OITÃO РParede lateral de uma casa, erguida sobre a linha divisória
do lote.
OITCHO – Oito.
OITEIRO – Quintal.
OLHAR O CAROÇO DOS OLHOS РOlhar dentro dos olhos.
Conhecer bem a pessoa.
ONDE O VENTO FAZ A CURVA ‚Äď Bem longe
OS ANOS – Anivers√°rio.
OVEIRO BAIXO – Pessoa que tem a bunda baixa (arriada).
OXE (√Ē) – Oxente.
OXENTE – Express√£o usada quando a pessoa sente espanto ou
surpresa.
√ĒXENTE – O mesmo que “EPA! “, express√£o de espanto

P
P√Ā – Osso Omoplata.
PACAIO – 1. Cigarro de palha. 2. Maconha.
PAÇOCA РFarofa feita com carne do sol ou carne-seca.
PAGAR AOS PEDAÇOS РPagar em parcelas.
PAGAR NA VALSA – Pagar aos poucos, em parcelas.
PAI D’EGUA – Porreta, legal, bacana.
PAIA Paia (p√°) – Ruim.
PAINHO – Pai.
PAJEAR РVigiar, tomar conta de alguém.
PALMA – 1. Uma m√£o cheia de bananas, geralmente de 10 a 12
frutas. 2. Planta usada para alimentar o gado.
PANÇA РAbdome, barriga.
PANO BRANCO – Mancha branca na pele.
PÃO CILINDRO РPão sovado (de massa fina, muito batida).
P√ÉO CUIUDO – (cui√ļdo) – P√£o adormecido, do dia anterior, murcho.
P√ÉO JAC√ď – P√£o franc√™s.
PÃO SOVADO РPão de massa fina.
PAPA РMingau para criança.
PAPANGÚ РBicho parente do lobisomem que ninguém nunca viu e
se usava para assustar as crian√ßas (“va¬ī dormir por que se n√£o o
PAPANG√ö vem te comer”);
PAPA-VENTO – Lagarto pequeno que vive na madeira.
PAPEIRA – Caxumba.
PAPEL DE ENROLAR PREGO – Pessoa grosseira.
PAPOCAR Pipocar. Fazer ruído de estouro ou estrondo.
PAPOCO (P√Ē) Pipoco, estrondo, ru√≠do de estouro.
PAP√ĒCO- Estouro
PARANGOL√Č ‚Äď Coisa ou objeto sem jeito, estrup√≠cio
PARA O ANO РNo próximo ano.
PARA O MÊS РNo próximo mês.
PASSADO – Estragado, fora da validade, vencido.
PASSAR UMA SALIVA – Mentir.
PASSA-RAIVA – Mam√£o.
PASTINHA – Franja.
PASTORAR – Vigiar, tomar conta.
PATETÊ РMelação ocorrida depois de uma festa, enxurrada
PAU-DA-VENTA Parte dura do nariz. Nariz grande.
P√Č DE PAU – √Ārvore.
P√Č DE PLANTA – Arbusto.
PEBA (√Č) – De baixa qualidade, mal feito.
PEBADO ‚Äď Lascado, fudido
PECA (Ê) Р1. Mulher estéril. 2. Fruta que nasce com defeito.
cuca.
P√Č-DE-MOLEQUE – Guloseima feita com massa de puba (mandioca)
enrolada em folha de bananeira.
P√Č-DE-SERRA – Forr√≥ aut√™ntico.
PEDIR PENICO – Desistir.
PEDRA 90 ‚Äď Coisa excepcional, muito boa, cara legal.
P√Č-DURO – 1. Pessoa sem habilidade para dan√ßar. 2. C√£o sem ra√ßa
definida, vira-lata.
PÊGA (ê) РPalavra usada quando a pessoa se espanta, tem uma
surpresa ou uma dificuldade. Ex. Oh pega!
PEGADO РColado, junto, preso, próximo, vizinho, unido.
PEGAR NO TOMBO – Empurrar o carro para ele funcionar.
PEGAR O BECO – Ir embora.
PEGAR O CAMINHO DA ROÇA РIr embora.
PEGAR UM VENTO – Sofrer uma hemorragia cerebral. Derrame.
PEGAR UMA APOSTA – Fazer uma aposta.
PEGAR UMAS CARNES – Engordar.
PEIA РAlgo árduo, complexo, difícil.
PEIDO-DE-VELHA РUm tipo de artefato pirotécnico usado nas festas
juninas.
PEITAR – Desafiar, enfrentar.
PEITICA РAmolação
PELAR – Descascar, tirar a pele ou a casca.
PELEJAR РBatalhar, combater, defender, forçar, insistir, lutar,
sustentar, teimar.
PELEJAR – Tentar exaustivamente.
PENCA – Conjunto de coisas, punhado.
PENSO – Inclinado. Torto.
PERE – Espere, pare.
PEREBA – Ferida
PESTE – Coisa ruim.
PETROLHEIRO – Petroleiro
PICADO – Sarapatel, comida feita com mi√ļdos de boi ou carneiro
PIÇARRA РCascalho. Terra misturada com areia e pedras.
PIEGUENTO РPessoa ou criança que aborrece, de tanto pedir ou
reclamar.
PILOMBETA – Palombeta. Manjuba. Um tipo de peixe pequeno.
PIMBADA – Trepada.
PINAR – Rotar, tirar sarro.
PINCEN√ä – √ďculos.
PINDA√ćBA ‚Äď Liso, sem dinheiro.
PINGONGO – Beirada, final.
PINGUELA – Ponte pequena ou improvisada.
PINICAR – Causar coceira, espetar.
PINOTE ‚Äď Salto pequeno
PINTA РPinto, pênis.
PINTA-BRAVA – Pessoa de conduta reprov√°vel.
PIOLA – Ponta de cigarro, guimba, goia, segunda
PIP√ĒCO ‚Äď Estouro
PIRATINHA ‚Äď Garrafa pequena de Rum Montila.
PIRIGUETE – mulher divertida que fica com muitos homens.
PIROBO – Viado, fresco, gay.
PISA – Espancamento, surra.
PISA – MANSO – Pessoa que pisa ou age com cuidado.
PISTOLÃO РUm tipo de artefato pirotécnico.
PITEU – Mulher jovem e bonita.
PITOCA РPênis, pau, rola, pomba.
PITOCO ‚Äď Bot√£o (controle) de equipamento (r√°dio, TV, etc.).
PITU РUm tipo de busca-pé (artefato pirotécnico).
PIXOTOTINHO ‚Äď Bem pequenininho.
POCAR – Estourar, pipocar.
POMBA РPênis, rola, pau.
POMBA LESA РAlguém desligado.
POR HORA – Por enquanto.
POR VIDA – Constantemente, sempre.
PRA DANAR – Muito, grande quantidade.
PRA PESTE – Muito, grande quantidade. Ex.: Ele gosta de pinga pra
peste.
PRAIO – Grifa. Ferramenta usada para manusear canos com rosca.
PRECISÃO РNecessidade.
PRENHA – Prenhe, gr√°vida.
PRESEPADA РPalhaçada.
PRESEPEIRA – Pessoa saliente.
PRESEPEIO – Espalhafatoso, escandaloso.
PRIMO CARNAL – Primo de primeiro grau.
PRIQUITO – Vagina.
PRISIACA ‚Äď Pessoa insistente.
PUBA – Massa de mandioca fermentada. Polvilho azedo.
PUXAR DA PERNA РMancar ou ter problema físico.

Q
QUARAR – Ensaboar roupa esfregando-a bastante e coloc√°-la ao sol.
QUARTINHA ‚Äď Jarra de √°gua (geralmente feita de barro).
QUARTOS – Cadeiras, quadris.
QUE NEM UM TRAQUE ‚ÄďLigeiro.
QUE S√ď A PESTE – Demais, grande quantidade. Muito. Ex. : ‚ÄúL√° tem
gente que s√≥ a peste!‚ÄĚ
QUEBRA-QUEIXO – Puxa-puxa. Cocada que gruda nos dentes.
QUEBRAR A TRIPA GAITEIRA – Gargalhar sem controle.
QUEIJO COALHO – Queijo feito de forma artesanal.
QUEIMA RAPARIGAL! – Grito de guerra, incentivo p/ as meninas
agitarem.
QUEIRO РDente siso, dente do juízo.
QUEM COM PORCOS SE MISTURA FARELO COME! – Express√£o
usada para dizer que a pessoa adquire os h√°bitos daqueles com
quem anda.
QUEM GABA O SAPO √Č A JIA! – Pessoa que se elogia ou elogia a
um dos seus.
QUENGA – Prostituta, rapariga.
QUENGO ‚Äď Cabe√ßa, cr√Ęnio.
QUENTURA – Calor.

R
RACHA – pelada, jogo de futebol.
RACHADA – Forma com que os baitolas se referem as mulheres,
com uma boa dose de despeito.
RADIE – Baldrame. Viga de concreto que serve de base para
paredes.
RAJADA – Seq√ľ√™ncia gases exalados pelo √Ęnus.
RAMPA РMeretrício. Zona.
RAMPEAR – Freq√ľentar a zona de prostitui√ß√£o.
RAMPEIRA – Prostituta, vagabunda.
RANGER Р(rangêr) Produzir ruído por atrito entre partes duras. Ex. A
cama est√° rangendo.
RAPAP√Č – Confus√£o
RAPARIGA – Amante, meretriz, prostituta.
RAPAZ – Palavra utilizada para dirigir-se a um homem ou a uma
mulher.
RATA – Gafe.
RATAR – Errar, falhar.
RÊ РLetra R.
REBENQUE – Chicote pequeno.
REBOLAR NO MATO – Jogar fora, atirar.
REBORREIA – Resto, coisa que n√£o presta.
REDE-DE-ARRASTO Mulher que se relaciona com muitos homens.
REGRA РMenstruação.
REIMOSO – Carregado. “Priquito e bom, mas e reimoso”.
REISADO РDança típica do período natalino em homenagem ao
nascimento de Jesus.
RELAR РRalar. Tocar de leve em algo ou alguém.
RELAR A FIVELA Р(é) Dançar forró agarrado.
REMANCHAR Andar devagar, atrasar, demorar, tardar.
REMELA РSecreção ocular.
REMELEIXO – Requebrado
RENCA – Grupo de pessoas.
RENTE – Junto.
REPARE! РOlha só! Veja só!
RESGUARDO РPeríodo de repouso após o parto ou uma doença.
RESPEITE! – Express√£o usada quando uma coisa e muito boa.
“Respeite a festa de ontem”.
RESSONAR – Roncar.
R√ČSTIA – Sombra.
RIBA- Acima. Cima. Em cima de.
RIO CHEIO РPessoa que ocupa muito espaço.
RIRRI – Mesmo que fechicler, ziper.
RISCA-FACA – Bar ou baile onde sempre acontecem brigas.
ROÇAR РPassar junto, tocar de leve; resvalar.
RODAGE ‚Äď Estada boa (normalmente asfaltada)
RODILHA Espiral de pano para assentar a carga na cabeça.
ROJÃO РPeido barulhento.
ROLA РPênis, pau, cacête
ROLETE РPedaço de cana descascada.
RONCHA ‚Äď Marca de pancada
ROTO – Esfarrapado. Maltrapilho. Rasgado.
ROUBADINHA Manobra irregular no tr√Ęnsito.
RUA DE – √Č comum o uso da preposi√ß√£o “de” depois de “Rua”. Ex.
“Rua de S√£o Jo√£o” em vez de “Rua S√£o Jo√£o”.
RUGI, RUGI ‚Äď Confus√£o, aperto (‚ÄúNa entrada do est√°dio estava o
maior rugi rugi‚ÄĚ)
RUMA Grande porção, muito, um monte, uma pilha de coisas.
RUMAR – Arremessar, atirar, jogar.

S
SABACU – Surra.
SABUGO РFlor do sabugueiro usada para fazer remédio caseiro
contra a febre.
SACOLEJAR РAgitar, balançar, rebolar, sacudir.
SACUDIR – Descartar, jogar fora.
SALIENTE ‚Äď Atrevido.
SALITRE – Sal do mar.
SALSEIRO – Confus√£o.
SALTO SOLTO ‚Äď Salto mortal.
SALVA – Bandeja pequena e redonda.
SAMANGO – Soldado raso.
SANGRAR РTransbordar água do açude ou tanque.
SAPECAR – Chamuscar, queimar, tostar, torrar.
SAPO ARROCHADO ‚Äď Pessoa com torax avantajado (gordo) e as
pernas finas
SARAPATEL – Comida preparada com muito molho e mi√ļdos (bofe,
coração, fígado, rim, sangue e tripas) de porco.
SAROLHO Um tipo de beiju (biju) salgado, seco e solto.
SARRABULHO ‚Äď Amasso, Porrada
SARRABULHO – Comida preparada com muito molho e mi√ļdos
(bofe, coração, fígado, rim, sangue e tripas) de carneiro.
SARRAR ‚Äď Dar uma amasso
SARUÊ РGambá.
SE ACABAR – Morrer, perecer. Destruir-se, esgotar-se, exaurir-se,
matar-se.
SE AMARRAR – Demorar, dificultar.
SE AVIAR – Apressar-se.
SE BATER – Ter dificuldade para fazer algo.
SE FAZER – Fingir.
SE LASCAR – Arrebentar-se, dar-se mal, ferrar-se, machucar-se,
prejudicar-se.
SE LENHAR – Lanhar-se, machucar-se, dar-se mal.
SE ORIENTE! – Corrija-se. Tome jeito.
SE PERDER – Engravidar solteira. Tornar-se prostituta.
SE RESPEITE! – Tome vergonha!
SE SERVIR – Usar
SEBITE РCriança ativa, esperta, inquieta.
SEBOSO – Imundo, porco, sujo.
SECURA – Ansiedade, desejo intenso.
SEIXO ‚Äď Pedra redonda
SEM FUTURO РMau negócio, pessoa despreparada.
SENTIDO – Aborrecido, magoado, melindrado, ofendido, triste.
SENTINELA РVelório.
SEQUILHO – Bolacha de goma. Biscoito feito com polvilho.
SER SERVIR DE ALGU√ČM – 1. Explorar algu√©m. 2. Estuprar.
SI – Letra S.
SIBITE BALEADO – Pessoa mi√ļda (“sibite” e um pequeno p√°ssaro).
SINAL VERMELHO РMenstruação.
S√ď O BURACO E A CATINGA – Pessoa dismilinguida. “Ele pegou
uma gripe ta que e só o buraco e a catinga.
S√ď O MI – Diz-se de alguma coisa muito boa.
SOCORRO Pneu reserva. Pneu sobressalente.
SOPA – √Ēnibus.
SOSSEGAR O FACHO – Acalmar-se. Ficar quieto.
SULISTA – Quem nasce ou habita o Sudeste ou o Sul do Brasil.
SUMIE РSumilher (ê). Sofá.
SUPET√ÉO ‚Äď De repente
SUSTAN√áA – Energia dos alimentos. “Rapadura tem sust√Ęncia”.

T
T√Ā CA PESTE ‚Äď Eita porra, T√° danado
T√Ā COM A BEXIGA – Est√° agitado ou irritado.
T√Ā COM A GOTA-SERENA – Est√° agitado ou irritado.
T√Ā COM A MOL√ČSTIA – Est√° agitado ou irritado.
T√Ā COM A PESTE – Est√° agitado ou irritado.
T√Ā DE FOGO ‚Äď Embriagado, melado
T√Ā DE MATAR O GUARDA ‚Äď T√° legal, gostoso (‚ÄúEssa comida t√° de
matar o guarda‚ÄĚ)
T√Ā DE ROSCA – Coisa dif√≠cil, demorada
TABACO – Genital feminino (buceta)
TABAR√ČU – Homem t√≠mido ou de h√°bitos r√ļsticos.
TABAROA – Mulher t√≠mida ou de h√°bitos r√ļsticos.
TABICA ‚Äď P√£o tipo bengala
TABOCA Р1.Bambu. 2. Decepção, negativa, recusa.
TABORETE DE FORR√ď ‚Äď Cara baixinho
TAIEIRA РManifestação folclórica que mescla catolicismo com
crenças afro-brasileiras.
TALAGADA РPorção de bebida que se toma de uma vez.
TALISCA – Grade da cama que sustenta o colch√£o.
TAMBORETE – Banco de madeira bem pequeno e baixo.
TAMBORETE-DE-CABAR√Č – Pessoa de baixa estatura.
TAMBORETE-DE-PUTA – Pessoa de baixa estatura.
TAMPO РPedaço de pele cortada ou quase solta do corpo.
TANGER Р(tanjêr) 1. Espantar, expulsar. 2. Dar impulso.
TANQUE РCaixa d’água. Buraco cavado no chão para estocar água.
TAPEAR – Enganar.
TARECO – Mentirinha. Biscoito redondo (3 cm) feito com farinha de
trigo, a√ß√ļcar, ovos e baunilha.
TAREFA – Unidade de √°rea. Em Sergipe equivale a 3.052 metros
quadrados.
TARIMBA – Cama desconfort√°vel, rude, simples, feita com varas.
TEI√ö – Pequeno lagarto verde, com manchas negras.
TEM √Č Z√Č – E muito dif√≠cil. “Tu ganhar de mim na sinuca? Tem E ZE
TEMPO DO RONCA Tempo antigo.
TER CABEÇA-DE-ANJO Ter problema sem solução devido à
presença de um fantasma de criança.
TERMO – √Ārea, cidade, distrito, regi√£o.
TERREIRO РQuintal de fazenda ou sítio.
TESAR – Teimar.
TESTE – Exame ou prova escolar.
TIBUNGAR ‚Äď Dar megulho
TIQUIM ‚Äď Coisa pouca
TIRAR A HONRA – Deflorar. Desvirginar.
TIRAR O COURO РExplorar ou maltratar ou alguém.
TIRINÊTE РMovimentação, ocupação, sobre carregado (Fulano está
no maior tirinête)
TITELA – Peito.
TOBA – √ānus.
TOCAR A BOMBA РFalar mal de alguém.
TOCO DE AMARRAR JEGUE – Pessoa de baixa estatura.
TOLETE – Coc√ī em forma cil√≠ndrica.
TOLOQUINHO – Coc√ī em forma cil√≠ndrica.
TOMAR PRUMO – Se corrigir, se corrigir.
TOMAR TENÊNCIA РTomar jeito.
TOPAR РTropeçar. Tocar ou chocar-se com algo ou alguém.
TORAR РArrebentar, despedaçar, estourar, explodir, quebrar com
força, romper.
TORRADO Р1. Rapé, tabaco em pó para cheirar. 2. Cheiro das
partes íntimas de alguém.
TOTOT√ď Barco pequeno, catraia. Tem este nome devido ao barulho
do motor.
TOUREJAR – Tourear. Namorar. Paquerar.
TRAMELA – Peda√ßo de madeira que gira ao redor de um prego. √Č
usada para fechar janelas, portas e port√Ķes em casa humildes ou
rurais.
TRANCILIM ‚Äď Corrente com pingente, Volta
TRAQUE – Peido
TRAQUE DE BEB√Č (B√ČB√Č) – Palito com um pouco de p√≥lvora na
ponta, usado nas festas juninas.
TRAQUE DE MASSA РEstalo. Papel enrolado com areia e pólvora
que d√° um leve estouro quando jogado ao ch√£o.
TRATANTE ‚Äď Diz-se daquele que n√£o cumpre compromisso
TRECHO – Quarteir√£o.
TRISCAR – Tocar.
TRONCHO – Desalinhado, torto.
TROPA – Grande quantidade de filhos ou pessoas.
TU LA CHUPA PICA! РVocê não e de nada!
TUDO JOIA ‚ÄďTudo bem
TUIA – Tulha. Monte de fezes.

U
√öLTIMO TIRO NA MACACA – Diz-se de uma mulher que completou
30 anos e n√£o casou.
URUPEMBA – Arupemba. Peneira.
USURA РAmbição, avareza

V
VAI SAIR ‚Äď Diz vou chegar
VARÃO РEstrado, lastro. Grade de madeira onde se assenta o
colch√£o.
VARAPAU – Homem alto.
VAREITE -Similar a “Arre √©qua”
VARIANTE – Estrada alternativa, secund√°ria.
VEIO – Velho. Amigo, camarada, colega.
VELAT√ďRIO – Vel√≥rio. Sentinela
VELHACO – Caloteiro, devedor, malandro.
VENTA – Nariz.
VERDOSO – Fruto que n√£o est√° bem maduro.
VERMINOSO – Fominha (futebol).
VEXADO – Apressado.
VIÇAR РMulher ou animal no cio, com tesão
VIGIE – Procure.
VIRCHE – Vige. Virge. Virgem Maria. Express√£o de espanto,
surpresa.
VISAGE РFantasma, aparição.
VISAGEM РAssombração, fantasma.
VIU – Entendi. Est√° certo. O.k. 2. Entendeu? Ouviu?
VIXE! – Virgem Maria.
VOINHA (V√ď√ćNHA) – Av√≥.
VOINHO (V√Ē√ćNHO) – Av√ī.
VOLTA ‚Äď Corrente com pingente, trancilim
V√ĒTE – Mesmo que “ARRE √ČGUA”,
VOTE! (√Ē) – Interjei√ß√£o usada expressar espanto, repulsa, surpresa.

X
XELEL√ČU ‚Äď Puxa saco
XEPEIRO Р1. Indivíduo que vive pedindo as coisas. 2. Que vive
recursos alheios. 3 Que vai aos locais sem ser convidado.
XERECA – Genital feminino, (buceta)
XER√ČM – Res√≠duo do milho que, ap√≥s pilado e peneirado, permanece
na peneira. √Č servido para as galinhas.
XEXEIRO Р(xêi) Caloteiro. Mal pagador.
XEX√ČU Indiv√≠duo com o cabelo arrepiado.
XEXO Р(ê) Seixo. Calotear. Não pagar a prostituta.
XIBIU Р(bí) Vagina.
XIBIU DE APITO – Objeto ou pessoa que faz muito barulho.
XIMÃO РIndivíduo que olha demais para a comida de outra pessoa
ou para quem est√° comendo.
XIMAR – Olhar demais para a comida de outra pessoa ou para quem
est√° comendo.
XIMONA – Mulher que olha demais para a comida de outra pessoa ou
para quem est√° comendo.
XOTAR – enxotar, expulsar, mandar embora.
X√ĒXO – Franzino, mi√ļdo.
XOXOTA ‚Äď Mesmo que xereca (Buceta).
XUMBREGAR – Trocar car√≠cias √≠ntimas. “Se amassar”.

Y
YPICILONE – (√ī) Letra Y.

Z
ZABUMBA РDança folclórica acompanhada por tocadores de pífanos
e zabumba.
ZAMBETA – De pernas tortas. Com as coxas e joelhos juntos e os
pés bastante separados.
ZAROIO – Zarolho. Estr√°bico, vesgo.
ZERADO ‚Äď Artigo novo.
ZOADA – Barulho, confus√£o, gritaria, zumbido.
ZUADENTO – Barulhento.
ZURU√ď – Algu√©m desligado.

Este material foi pesquisado pelo paraibano de Campina Grande e radicado em Maceió: Gilberto Albuquerque, a partir de textos colhidos da internet a aprofundada pela vivência pessoal.

Verbetes nordestinos

Agora lan√ßo um desafio a cada nordestino ou pessoas de outra regi√£o a montar seu texto a partir das palavras e/ou express√Ķes do dicion√°rio exposto.

Eu também vou montar o meu texto genuinamente nordestino!

Boas escritas e todo respeito pela cultura e identidade nordestina!
Respeito é bom e eu gosto!

Um abraço,
Professor Adil Lyra

 

 


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Os Intoler√°veis

www.viamaxi.com.br

O Centro de Refer√™ncia de Combate ao Racismo e √† Intoler√Ęncia Religiosa Nelson Mandela apresentou resultados de uma pesquisa recente que informa que, a cada m√™s, pelo menos duas pessoas na Bahia s√£o desrespeitadas ou agredidas por sua religi√£o. E esse comportamento, inaceit√°vel sob qualquer aspecto, acontece em v√°rias cidades brasileiras de maneira recorrente.

√Č essencial ressaltar, antes, que o Estado brasileiro √© laico, ou seja, a Constitui√ß√£o Brasileira reza que nosso pa√≠s n√£o possui religi√£o oficial, por isso todo cidad√£o pode optar por uma cren√ßa que melhor lhe convier.

Ali√°s, a liberdade de cren√ßa e culto n√£o permite que uma religi√£o tire a liberdade daqueles que optaram seguir por uma vis√£o religiosa diferente. Tal ato fere o direito de escolha da pessoa cidad√£ e merece o rep√ļdio de uma sociedade que se assume democr√°tica.

Al√©m disso, esse comportamento, manifestado por alguns insanos, incita √† viol√™ncia em um pa√≠s que, no dia a dia, j√° se mostra violento. Ampliar esse cen√°rio representa uma a√ß√£o criminosa, por consequ√™ncia, um atentado √† seguran√ßa p√ļblica.

Portanto, faz-se necess√°rio, em curto prazo, uma a√ß√£o mais efetiva da justi√ßa e dos √≥rg√£os de seguran√ßa. E, em longo prazo, uma divulga√ß√£o nas m√≠dias sobre os s√©rios riscos que corre a sociedade brasileira com a intoler√Ęncia religiosa. Cabe, tamb√©m, √† fam√≠lia e √† escola refletirem sobre a forma√ß√£o humanista de seus filhos e de seus alunos.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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A ORTOGRAFIA E A ORTOFONIA D√É0 PREST√ćGIO √Ä MINHA LINGUAGEM

 

 

NOVO ACORDO ORTOGR√ĀFICO

Queridas amigas leitoras e queridos amigos leitores,

Embora seja comparavelmente menos importante o aspecto ortogr√°fico e ortof√īnico em nossa l√≠ngua, h√° um alarde enorme que recai sobre os falantes e escritores de palavras de nossa l√≠ngua portuguesa ou brasileira. O povo cai matando em cima daquelas pessoas que usam palavras fora da escrita ou fala correta ¬†conforme o acordo ortogr√°fico. Com isso, perde-se o prest√≠gio, emprego, namoro, e at√© algumas “amizades” se afastam do ciclo de conversa√ß√£o que mant√©m esses falantes.

Certa feita uma amiga contou-me que estavam passeando por um shopping de Salvador com outras duas amigas e encontraram-se com tr√™s rapazes amigos. Dentre eles, um chamou-lhe aten√ß√£o por sua beleza e corpo perfeitos tal qual um “deus grego”! – Aff! Nossa que homem lindo! Pensou ela. Mas igualmente a ela, ele tamb√©m era muito t√≠mido e nada falava, mas se entreolhavam bastante o que provocou o rompimento de sua timidez e a levou a perguntar o nome dele ao que obteve resposta e continuaram entabulando um certo di√°logo. Ela permitiu que ele falasse e s√≥ ouvia um assunto: ACADEMIA, afinal o homem era bem malhado, sarado justamente por praticar esses exerc√≠cios musculat√≥rios. rsrsrsrsrs. Pois bem, ele abriu o leque de palavras escorregadias que tiram qualquer beleza aos olhos de todo preconceituoso ou preconceituosa lingu√≠stica. Ele dizia que suas pernas eram grossas porque fazia bastante exerc√≠cios em “bicicreta” e que logo ap√≥s deitava na ” tauba” pra enrijecer o abd√īmen e continuava malhando o “peitoril” pra depois de v√°rios outros exerc√≠cios se olhar no “vrido” e ver “seus m√ļsculo tudo alterado”. Minha amiga j√° sem saber o que fazer de tanto ouvir os escorreg√Ķes do pobre rapaz s√≥ fazia sinais desesperados para irem embora, pois seus ouvidos n√£o aguentavam mais serem “agredidos” com tanta palavra ofensiva que derrubaram toda beleza daquele rapaz. Acabou toda beleza mesmo. Como se a linguagem dele tivesse derrubado sua m√°scara de bom e lindo rapaz. Ela pedia pra concluir o entabulado di√°logo e despedia quando ele perguntou-lhe se ela estava “sastifeita” com a conversa e pra completar tentou marcar um novo encontro com outra pergunta “- Que dia a gente se encronta?” Deu pra ela que educadamente despediu-se com um aceno de m√£o e um piscar de olho meio sem gra√ßa! Foi-se embora e sorrindo contava os momentos dolorosos que viveu durante aquele encontro. Moral da hist√≥ria. A ortografia ou ortofonia d√° prest√≠gio e a grafia errada ou fala errada tira prest√≠gio e beleza do falante. Ent√£o sob o ponto de vista da ORTOGRAFIA OFICIAL √© considerado erro n√£o obedecer √†s normas ortogr√°ficas.

 

Falando e escrevendo na norma

A ortofonia divide-se em orto√©pia (ou ortoepia) e pros√≥dia. ORTO√ČPIA (OU ORTOEPIA) Estuda a pron√ļncia correta das palavras. Ao errar a pron√ļncia, comete-se a caco√©pia.

Vejam a pron√ļncia correta de algumas palavras usuais:

Pron√ļncia correta Pron√ļncia que deve ser evitada Pron√ļncia correta Pron√ļncia que deve ser evitada
abóbada abóboda estrangeiro estrangero
asterisco asterístico estupro estrupo
advogado adevogado mendigo mendingo
bandeja bandeija meritíssimo meretíssimo
beneficente beneficiente meteorologia metereologia
bugiganga bugiganga mortadela mortandela
cabeleireiro cabelereiro privilégio previlégio
Caramanch√£o Carramanch√£o Reivindicar Reinvindicar
caranguejo Carangueijo Seja Seje
Disenteria Desinteria Sobrancelha sombrancelha
Empecilho Impecilho Umbigo imbigo

 

Interpretação válida

Palavras muito usadas que mudaram a grafia (Veja hiperlink)

Quanto à ortografia vejamos como se escreve algumas palavras:

Lembro que as ideias t√™m mais import√Ęncia sobre a forma de escrever. Mas a conviv√™ncia com os coment√°rios preconceituosos acaba constrangendo as pessoas que escrevem algumas palavras incorretamente e que foram incorporadas no vocabul√°rio geral por estarem fixadas publicamente e, justamente, pelo pudor de n√£o corrigir os erros. Que conflito, hein?! Acho melhor corrigir na hora adequada a fim de produzir aprendizagem em vez de surtir efeito contr√°rio como constrangimento, por exemplo.

Então, proponho que a gente monte um post periódico com os erros mais comuns observados, para correção em casa diariamente, ou seja, anotar ou fotografar palavras duvidosas e recorrer ao PAI DOS INTELIGENTES, o dicionário.

Destaquei algumas palavras e você poderá completar a partir de hoje com outras que encontrar em sua rua, bairro, cidade ou estado:

  1. Acessor ‚Äď a forma correta √©¬†assessor.
  2. excessão Рo correto é exceção.
  3. Mandato judicial ou mandato de segurança Рo certo é mandado judicial ou mandado de segurança.
  4. 4. Mandato é procuração, ou tempo de duração de cargo eletivo. Mandado é qualquer ordem judicial.
  5. Degladiar Рo certo é digladiar
  6. Haja visto ‚Äď o certo √© haja vista
  7. ‚ÄúHaviam‚ÄĚ ou ‚ÄĚ faziam‚ÄĚ no sentido de existiam – o certo √© ‚Äúhavia‚ÄĚ, n√£o h√° flex√£o. Ex: havia cinco anos, fazia cinco anos.
  8. afim‚ÄĚ, quando se quer dizer a fim. Afim significa semelhante. A fim signfica ‚ÄĚ com o objetivo de‚ÄĚ.
  9. Presado ‚Äď o certo √© prezado

10. Implica em‚Ķ ‚Äď com o verbo implicar, no sentido de ‚Äúter como consequ√™ncia‚ÄĚ n√£o se usa a preposi√ß√£o ‚Äúem‚ÄĚ ‚Äď o certo √© ‚Äúexcesso de velocidade implicou acidente‚ÄĚ.

11. sessão, cessão e seção

SEÇÃO dignifica corte, segmento, setor (setor de esportes);

CESSÃO é o ato de ceder (transferir ou doar algo); e

SESSÃO (com três esses) significa intervalo de tempo de uma reunião para determinado fim.

 

Outras palavras que podem nos confundir:

acender = p√īr fogo

ascender = subir, levantar

amoral = desconhecedor da moral

imoral = contra a moral

apreçar = marcar o preço

apressar = acelerar, ter pressa

arrear = p√īr arreios

arriar = abaixar

bucho = est√īmago, barriga

buxo = arbusto

broxa = pincel

brocha = prego, tacha

caçar = ir à caça, buscar

cassar = anular, tornar sem efeito

cela = cadeia, quarto

sela = arreio

ch√° = bebida

xá = título de soberano no Irã

chalé = casa campestre

xale = cobertura para os ombros

xeque = lance do jogo de xadrez, contratempo

cheque = tal√£o de cheque

comprimento = extens√£o

cumprimento = saudação

concertar = combinar

consertar = remendar, reparar

conjetura = suposição, hipótese

conjuntura = situação

coser = costurar

cozer = cozinhar

deferir = conceder, permitir

diferir = adiar, diferenciar

descriminar = inocentar, absolver

discriminar = diferençar, distinguir

despensa = compartimento onde se guardam objetos em geral

dispensa = desobrigação, ser dispensado

discente = relativo a alunos

docente = relativo a professores

emergir = vir à tona

imergir = mergulhar

emigrante = o que sai

imigrante = o que entra

esperto = inteligente

experto = perito, expert

flagrante = evidente, pego em flagrante

fragrante = arom√°tico, com fragr√Ęncia

fuzil = arma

fusível = resistência

incipiente = iniciante (c de começo)

insipiente = ignorante

indefesso = incans√°vel

indefeso = sem defesa, fraco

infligir = aplicar pena, multa

infringir (lembra infração) = transgredir, violar, desrespeitar

intercess√£o = s√ļplica, rogo

interseção = ponto de encontro de duas retas, linhas

laço = laçada, nó

lasso = cansado, frouxo

ratificar = reforçar, confirmar

retificar = corrigir, consertar

tacha = brocha, pequeno prego

taxa = tributo

tachar = censurar, notar defeito em

taxar = estabelecer o preço

vultoso = volumoso

vultuoso = atacado de congest√£o na face

 

Como se escreve

Cuidemos, portanto de nossa ortografia e ortofonia a fim de aumentar nossa compet√™ncia gramatical e nosso prest√≠gio social no meio em que vivemos diariamente. Certamente esse procedimento j√° far√° uma grande diferen√ßa para atingirmos melhores condi√ß√Ķes de reivindicarmos nossos direitos e darmos nossas opini√Ķes usando a palavra certa e evitando embara√ßos e risos alheios al√©m de julgamentos discriminat√≥rios.

Um abraço,

Professor Adil Lyra


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Como argumentar

www.kdfrases.com

Observe: argumentar é persuadir. Persuadir é tentar convencer. Convencer é vencer juntos. Ou seja, para conseguir a adesão do leitor à tese (ponto de vista, proposição) sobre determinada tema, o produtor textual produzirá um roteiro cognitivo que, talvez, ele nem se dê conta, mas que é imprescindível para alcançar o seu objetivo.

O texto dissertativo-argumentativo, como sabemos, é um gênero característico da área científica, que tem como objetivo modificar ou manter o pensamento do leitor em relação a um assunto, por isso as estratégias argumentativas a serem utilizadas são fundamentais para que o autor consiga o seu intento.

As estrat√©gias argumentativas dizem respeito, por exemplo, √† variante e ao repert√≥rio lingu√≠sticos a serem utilizados. Deve-se usar a modalidade padr√£o da l√≠ngua e um vocabul√°rio culto e variado. A oralidade ser√° aceita, por exemplo, se ela vier como recurso ir√īnico.

A clareza é outra estratégia que deve ser perseguida pelo autor; pois, se o texto proporcionar dificuldade de entendimento ao leitor, esteja certo que este não irá aderir a tese daquele. Aliás, a própria progressão textual também colabora com a engenharia argumentativa do texto.

Já os tipos de argumentação se referem aos modos dizer que irão persuadir o leitor. Veja os mais recorrentes:

www.escolabethseixas.com.br

‚Äď Autoridade: utiliza-se o pensamento de algu√©m com refer√™ncia no assunto abordado.
Ex. Quando exp√īs suas esculturas de corpos humanos em S√£o Paulo, no ano passado, o artista ingl√™s Antony Gormley comentou numa entrevista que lhe chamara √† aten√ß√£o a presen√ßa constante de pessoas estendidas pelas ruas do centro da cidade.

‚Äď Causa e conseq√ľ√™ncia: a argumenta√ß√£o √© aceita por ser causa ou consequ√™ncia de algum dado fornecido.
Ex. As pessoas que moram na ainda Cidade Maravilhosa convivem com situação somente comparável, talvez, a países em situação de guerra: são trabalhadores, mães de família, adolescentes que saem de suas casas e correm, constantemente, o risco de sofrerem algum tipo de violência, seja ela física ou psicológica.

‚Äď Compara√ß√£o: estabelece o confronto entre duas realidades diferentes.
Ex. Atualmente, no Brasil e no Chile, fervilham movimenta√ß√Ķes por direitos sociais. Enquanto em nosso pa√≠s vizinho estudantes v√£o √†s ruas pela melhoria do ensino p√ļblico, aqui, ainda se busca o direito a condi√ß√Ķes m√≠nimas de sa√ļde, educa√ß√£o, seguran√ßa e dec√™ncia pol√≠tica.

‚Äď Evid√™ncia: pretende-se conquistar o leitor por meio de provas.
Ex. De acordo com pesquisas veiculadas recentemente pela mídia, muitas pessoas estão deixando a linha de pobreza. Isto pode significar que exista um avanço na economia.

‚Äď Exemplifica√ß√£o: fatos contribuem para justificar a tese do produtor textual.
Ex. Grande parte da popula√ß√£o invade as ruas por melhorias sociais, dentre elas a condena√ß√£o daqueles envolvidos com a corrup√ß√£o. Tamb√©m seria um bom momento para pensarmos sobre nossas a√ß√Ķes em furar filas, avan√ßar sinais e outros pequenos deslizes.

‚Äď Princ√≠pio: a justificativa √© um princ√≠pio, ou seja, uma cren√ßa pessoal baseada numa constata√ß√£o (l√≥gica, cient√≠fica, √©tica, est√©tica etc.) aceita como verdadeira e de validade universal.
Ex. A derrubada dos índices de mortalidade infantil exige tempo, trabalho e planejamento. E se o índice de mortalidade infantil de São Caetano do Sul, em São Paulo, foi o que mais caiu no país, conclui-se que esse foi o município do País que mais investiu tempo, trabalho e planejamento na área.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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VIVA A L√ćNGUA PORTUGUESA OU VIVA A L√ćNGUA BRASILEIRA?

 

 

Português ou Brasileiro?

Afinal, que língua o povo brasileiro fala? Que língua eu falo? Que língua você fala? Será que ainda somos colonizados por Portugal? Será que poderemos mudar o nome da língua que falamos? Quais as consequências de uma possível mudança de nossa língua? Quero saber o que você pensa sobre esse assunto.

Mas enquanto voc√™ se prepara para me responder, vou mostrando alguns argumentos que encontrei em defesa da mudan√ßa que, √† princ√≠pio, eu apoio e apresento minhas raz√Ķes e defendo este meu ponto de vista com o texto a seguir. Primeiro lembro o aspecto geogr√°fico que indica uma dist√Ęncia entre os Continentes Europeu e Sul americano. L√° ¬†est√° a L√≠ngua Portuguesa, falada s√≥ em Portugal. Aqui, s√≥ falada no Brasil. Al√©m desse aspecto, h√° o sociopol√≠tico, cultural e econ√īmico que regem nossa vida. Assista ao v√≠deo de um debate sobre o acordo ortogr√°fico pelo link https://youtu.be/u-ZGLTE5_3U ou acesse os hiperlinks logo acima e veja como os portugueses tratam esta quest√£o!

A língua e a Pátria de quem?

Língua Brasileira que o povo fala de sua pátria, na pátria

Então é Português brasileiro ou português do Brasil ?

Encontrei o texto a seguir e resolvi colocar aqui para nossa an√°lise e discuss√£o sobre a quest√£o.

Língua brasileira ou língua portuguesa: a questão da língua no Brasil

Postado em 13 de junho de 2008
Muitos brasileiros se perguntam porque não entendem os portugueses quando eles falam se, em verdade, estamos falando a mesma língua? E por que é mais fácil entender o espanhol do que o português europeu?

 

Essa não é uma questão simples de se responder, mas não está muito longe da verdade quem diz que o português do Brasil é muito diferente do português de Portugal.

Nas comemora√ß√Ķes dos 500 anos do Brasil, esteve aqui em Salvador o famoso cineasta portugu√™s Manuel de Oliveira, filmando uma pel√≠cula sobre a vida do Padre Ant√īnio Vieira. Vieram os √≠ndios Kiriri do sul da Bahia ajudar, como figurantes, o cineasta portugu√™s a filmar uma cena em que o Padre Vieira pregava um de seus serm√Ķes aos √≠ndios do Brasil. Montava-se ent√£o um cen√°rio peculiar: portugueses e √≠ndios novamente em primeiro contato em terras bras√≠licas. Mas ali tamb√©m estavam alguns de n√≥s, brasileiros, meio portugueses, meio √≠ndios e meio africanos. Neste cen√°rio a quest√£o lingu√≠stica n√£o podia deixar de figurar. Eis que a produtora portuguesa se dirige ao antrop√≥logo portugu√™s radicado no Brasil, Pedro Agostinho, com o seguinte coment√°rio: ‚Äúmas a l√≠ngua Kiriri √© muito bonita, n√£o √© mesmo?‚ÄĚ. Coment√°rio extremamente normal n√£o fosse o fato de que h√° muito os √≠ndios Kiriri n√£o falam a sua l√≠ngua de origem, mas sim a l√≠ngua portuguesa em sua variante regional. Portanto aquilo que soou aos ouvidos portugueses como l√≠ngua ind√≠gena, nada mais era que o nosso portugu√™s ‚Äúfeij√£o-com-arroz‚ÄĚ, a nossa l√≠ngua de ‚Äúdia-de-semana‚ÄĚ como diz Guimar√£es Rosa. Ora, n√£o bastasse a incompreens√£o por parte dos portugueses, tamb√©m os √≠ndios Kiriri queixaram-se ao antrop√≥logo Pedro Agostinho do n√£o entendimento das orienta√ß√Ķes dadas pelos portugueses para a confec√ß√£o das cenas.

Essa situação, que para alguns pode parecer extremada, reflete a realidade linguística cada vez mais gritante: o português brasileiro falado nas camadas populares (rurais ou não) está cada vez mais distante da realidade linguística do português europeu, levando-nos a considerar se não estamos a caminho de uma diferenciação linguística a ponto de chegarmos a uma língua brasileira.

A exist√™ncia da chamada l√≠ngua brasileira, em oposi√ß√£o ao tradicional termo l√≠ngua portuguesa, √© uma quest√£o que h√° muito vem sendo discutida no Brasil. No entanto, entre escritores, a quest√£o √©, muitas vezes, vista como um anacronismo. Por√©m, na vis√£o de linguistas e fil√≥logos, a quest√£o se faz cada vez mais pertinente, uma vez que as diferen√ßas entre os usos lingu√≠sticos portugu√™s e brasileiro v√™m se acentuando com o decorrer do tempo. Assim, ultrapassando os argumentos motivados pela paix√£o, pelo ‚Äúexacerbado orgulho nacionalista‚ÄĚ, como dizia o linguista Fernando Tarallo, √© poss√≠vel investigar a quest√£o das diferencia√ß√£o entre os usos lingu√≠sticos do portugu√™s brasileiro e os usos do portugu√™s europeu.

Segundo Tarallo, um dos grandes problemas nesta quest√£o √© que, ao ser tomado como par√Ęmetro a norma padr√£o do portugu√™s, as diferen√ßas entre as duas modalidades da l√≠ngua portuguesa s√£o neutralizadas. Pois o portugu√™s europeu n√£o apresenta uma ruptura t√£o profunda entre a norma gramatical e os usos, i.e., falas cultas e rurais.¬†J√° no Brasil, nem mesmo as falas cultas refletem a norma padr√£o do portugu√™s defendida pelas gram√°ticas tradicionais. A heterogeneidade lingu√≠stica no Brasil √© hoje um fato incontest√°vel.

Os estudos lingu√≠sticos desenvolvidos at√© hoje demonstram claras diferen√ßas entre os usos lingu√≠sticos do Brasil e de Portugal, favorecendo o uso de termos como ‚Äúportugu√™s brasileiro‚ÄĚ e ‚Äúportugu√™s europeu‚ÄĚ, em que a presen√ßa de um adjetivador acaba por imprimir ao termo um certo grau de identidade para cada uma das modalidade, marcando a diferen√ßa entre essas duas realidades lingu√≠sticas.

Ali√°s, antes de nos aprofundarmos na quest√£o da l√≠ngua portuguesa no Brasil √© preciso que se diga que nem sempre se falou a l√≠ngua dos colonizadores aqui. Na verdade, desde o primeiro contato com os √≠ndios da costa brasileira at√© o s√©culo XVIII, a l√≠ngua que se falava na col√īnia era a ‚ÄúL√≠ngua Geral‚ÄĚ, uma esp√©cie de l√≠ngua franca, fruto do contato entre portugueses e √≠ndios, que possu√≠a uma base gramatical Tupi e, provavelmente, com alguns empr√©stimos do l√©xico portugu√™s.

A hist√≥ria da l√≠ngua portuguesa no territ√≥rio americano se inicia em 22 de abril de 1500, quando o Brasil foi ‚Äúdescoberto‚ÄĚ pelos portugueses. Contudo, efetivamente, ela s√≥ se inicia em meados do s√©culo XVI, quando come√ßou a ser efetivado o movimento de ocupa√ß√£o e coloniza√ß√£o do territ√≥rio da costa brasileira, como diz Paul Teyssier: ‚Äúa coloniza√ß√£o portuguesa, s√≥ come√ßa em 1523, com a atribui√ß√£o de quinze capitanias heredit√°rias‚ÄĚ.

Considerando a periodiza√ß√£o da l√≠ngua portuguesa, o in√≠cio da coloniza√ß√£o brasileira se situa no fim do per√≠odo chamado portugu√™s arcaico e in√≠cio do portugu√™s moderno, quando segundo E. Williams as marcas lingu√≠sticas distintas do per√≠odo arcaico j√° havia sido neutralizadas, portanto, o modelo lingu√≠stico portugu√™s trazido para o Brasil no in√≠cio da coloniza√ß√£o pode ser denominado de ‚Äúportugu√™s moderno cl√°ssico‚ÄĚ.

A l√≠ngua portuguesa, ao chegar no territ√≥rio americano, travou contato com l√≠nguas e dialetos ind√≠genas das tribos que habitavam no litoral brasileiro, sobretudo, com os Tupinamb√° e os Tupiniquim. Segundo C√Ęmara Jr., as condi√ß√Ķes de europeiza√ß√£o da Am√©rica portuguesa foram determinantes para a forma√ß√£o do que hoje conhecemos como na√ß√£o brasileira: a assimila√ß√£o da popula√ß√£o aut√≥ctone, i.e., dos ind√≠genas que habitavam as terras brasilis, equivaleu a uma lenta elimina√ß√£o das sociedades tribais e uma desagrega√ß√£o dos valores sociais dessas comunidades.

A costa brasileira, mais precisamente, da regi√£o que hoje corresponde da Bahia at√© o Rio de Janeiro, era ocupada por √≠ndios da fam√≠lia Tupi-Guarini, do tronco Tupi, s√£o os chamados ‚Äúos Tupi da costa‚ÄĚ, como disse, em sua maioria Tupinamb√°, mais ao norte, e Tupiniquim mais ao sul, sendo as l√≠nguas Tupiniquim e Tupinamb√° variantes regionais. C√Ęmara Jr., afirma que essas tribos possu√≠am uma certa unidade cultural e lingu√≠stica. Os portugueses subjugaram, com certa facilidade, s√≥cio-politicamente, boa parte da popula√ß√£o ind√≠gena, provocando a morte ou a migra√ß√£o para o interior do pa√≠s daqueles √≠ndios ou comunidades ind√≠genas que n√£o se submeteram.

As condi√ß√Ķes lingu√≠stica que ent√£o se estabeleceram no territ√≥rio brasileiro s√£o at√© hoje um tanto complexas, o termo ‚Äėl√≠ngua geral‚Äô, segundo a linguista Rosa Virg√≠nia Mattos e Silva, necessita de maiores investiga√ß√Ķes pois parece recobrir v√°rios significados, al√©m daqueles que at√© hoje foram explicitados. Sabe-se que pelo menos duas l√≠nguas gerais foram desenvolvidas no territ√≥rio brasileiro, a l√≠ngua geral paulista ou do sul, que teria uma base Tupiniquim, e a l√≠ngua geral amaz√īnica, de base Tupinamb√°, que sobrevive reestruturada na variante amaz√īnica Nheengatu.

‚ÄúAssim se estabeleceu a l√≠ngua geral tupi, ao lado do portugu√™s, na vida cotidiana da col√īnia, constitui-se at√© como l√≠ngua escrita e liter√°ria, pois os mission√°rios traduziam para ela as ora√ß√Ķes crist√£s e nela compunham hinos religiosos e pe√ßas teatrais no estilo dos velhos autos da literatura hisp√Ęnica‚ÄĚ (C√Ęmara Jr.: 1975:30).

Nesta situação de contato linguístico podemos ver que o português atuou como língua de superestrato, como uma camada superposta às línguas indígenas, que segundo Mattoso modificou especialmente a fonologia Tupi.

A inser√ß√£o do elemento africano se inicia nos princ√≠pios do s√©culo XVII quando come√ßou, em escala progressiva, o tr√°fico de escravos negros trazidos da √Āfrica. Os povos negros trazidos para o Brasil eram de origem √©tnica e lingu√≠stica variada, sobretudo B√Ęntu e Benue-kwa (como por exemplo o Yoruba), o que facilitou a perda da unidade lingu√≠stica desses grupos que se viram, em territ√≥rio brasileiro, desarticulados de seus pares.

A situa√ß√£o lingu√≠stica dos negros escravos no Brasil √© apontado por C√Ęmara Jr. em dois sentidos. Em primeiro lugar ele aponta o desenvolvimento de um portugu√™s crioulo (cf. l√≠ngua de contato), devido a estreita integra√ß√£o dos escravos √† sociedade branca, quer nos latif√ļndios, quer nas casas, quer no com√©rcio das cidades, ligados √†s principais atividades. Em segundo lugar, ele afirma que os negros escravos no Brasil se adaptaram, tamb√©m, ao uso da l√≠ngua geral ind√≠gena, o que acabou por favorecer e estimular o uso da l√≠ngua geral.

Durante muito tempo essa situa√ß√£o de contato permaneceu no territ√≥rio brasileiro at√© meados do s√©culo XVIII quando o uso da l√≠ngua geral entrou em decad√™ncia. V√°rias raz√Ķes contribu√≠ram para o decl√≠nio da l√≠ngua geral:

a vinda de portugueses emigrantes seduzidos pela descoberta de ouro e diamantes nas minas brasileiras; a posi√ß√£o do Marques de Pombal que criou um diret√≥rio cujas decis√Ķes proibiram o uso da l√≠ngua geral e obrigou o ensino da l√≠ngua portuguesa na col√īnia; a expuls√£o dos Jesu√≠tas, em 1752, que afastava da col√īnia os principais resguardadores da l√≠ngua geral. De acordo com Paul Teyssier em menos de 50 anos ap√≥s a expuls√£o dos jesu√≠tas a l√≠ngua geral j√° havia sido eliminada definitivamente do territ√≥rio brasileiro, desta restando apenas top√īnimos, antrop√īnimos e palavras relacionadas principalmente √† fauna e flora brasileira.

Com o crescimento do contingente de portugueses vindos para o Brasil, oriundos das mais diversas regi√Ķes de Portugal, parece ter havido uma esp√©cie de neutraliza√ß√£o das falas mais marcadas linguisticamente, favorecendo uma nova modalidade dialetal portuguesa que associada a situa√ß√£o pr√©via de contatos lingu√≠sticos, e ao ca√≥tico sistema educacional que se manteve no Brasil desde a col√īnia at√© os nossos dias, se tornou a base do que hoje conhecemos como portugu√™s popular brasileiro.

‚ÄúCompreende-se assim que desde o in√≠cio tenha havido no Brasil condi√ß√Ķes novas para uma vida lingu√≠stica pr√≥pria e para o desenvolvimento de uma sub-norma, na l√≠ngua comum, em face do portugu√™s europeu.‚ÄĚ

Podemos dizer, com Mattoso C√Ęmara Jr. que cada pa√≠s, Brasil e Portugal, teve uma evolu√ß√£o lingu√≠stica pr√≥pria, por vezes ¬†coincidente outras n√£o. As diferen√ßas lingu√≠stica entre Brasil e Portugal devem sim serem apontadas como resultado de conting√™ncias s√≥cio-hist√≥ricas distintas, em territ√≥rios distintos e separados.

Enfim, ao que tudo indica o padr√£o lusitano est√° cada vez mais distinto da realidade lingu√≠stica brasileira. As mudan√ßas no uso da l√≠ngua no Brasil s√£o fortes ind√≠cios de que o portugu√™s brasileiro e portugu√™s europeu, desde cedo, apontaram dire√ß√Ķes fundamentalmente diversas, e que, caso n√£o ocorram fatos pol√≠tico-sociais que revertam essa situa√ß√£o, cada vez mais estaremos diferenciando a nossa realidade lingu√≠stica daquela que evolui em Portugal; e quem sabe, rumo a uma l√≠ngua brasileira.¬†[Texto adaptado]”

Leia aqui o artigo original:

http://www.brazzilbrief.com/viewtopic.php?t=4415&sid=afb0537f47d44866eb96694d7019aae8


 

Brasileiro √© mais f√°cil. √Č materno!

Enfim, que voc√™ tem a dizer sobre este assunto que diz respeito √† IDENTIDADE do POVO BRASILEIRO?! (V√≠deo sobre o rep√ļdio de Portugal ao acordo ortogr√°fico)

Um abraço, pessoas amigas!

Professor Adil Lyra

 


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