Fevereiro, Carnaval & Poesia

Fevereiro“, que voc√™ ler√°, a seguir, faz parte do poema “Os Meses”, de Olavo Bilac, composto com 12 estrofes, cada uma delas saudando os meses do ano. √Č Literatura Infantil da melhor qualidade. O √ļltimo verso do poema, ent√£o, √© uma b√ļssola.

√ďtimo Carnaval!

www.iguaimix.com

Fevereiro

Fevereiro, muitas vezes,
No meio dos doze meses,
√Č o m√™s mais jovial.
√Č o m√™s da mascarada,
Da alegria desvairada,
Das festas do Carnaval.
Saem à rua os diabos,
De longos, vermelhos rabos,
E caras de horrorizar,
E o velho, que, dando o braço
Ao dominó, e ao palhaço,
Diz graçolas, a pular.
Brincai! por estes treze dias
De festas e de alegrias,
Os vossos livros deixai!
Para alegrar vossas almas,
Batei aos m√°scaras palmas,
‚ÄĒ Depois… aos livros voltai!

http://www.poemasefrases.com.br/2013/07/os-meses-olavo-bilac.html.
Acesso em: 1 de fevereiro de 2016.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Por um ano Novo. Feliz 2016!

O n√ļmero 7 traz em si a marca da grande espiritualidade. Por exemplo, 7 s√£o as personalidades de Deus (segundo Zoroastro), 7 meios tem o homem para se tornar puro (segundo o Budismo), 7 s√£o as Leis Universais, 7 s√£o as virtudes, 7 s√£o as notas musicais, 7 s√£o os dias da semana e 7 s√£o as cores do arco-√≠ris, para ficarmos em 7 (?) exemplos. Ali√°s, somados, os dois √ļltimos d√≠gitos do novo ano concebem o n√ļmero 7.

Bom, n√£o?!

√Č ele o n√ļmero da perfei√ß√£o, pois integra dois mundos, sendo considerado o s√≠mbolo da totalidade do Universo em constante transforma√ß√£o. Est√° associado √† espiritualidade, √† pesquisa, √† introspec√ß√£o, ao ocultismo, ao pensamento profundo. Representa a an√°lise, a investiga√ß√£o l√≥gica, o misticismo, a reflex√£o que leva √† sabedoria. A busca das respostas n√£o l√≥gicas, a medita√ß√£o, o descanso e o encontro com a paz interior. Representa, tamb√©m, a aproxima√ß√£o do Homem com Deus.

E foi em 7 versos que o igualmente enigm√°tico Fernando Pessoa pensou a chegada de um novo ano.

Aten√ß√£o especial ao 7¬ļ. verso (?) do poema que conclui o pensamento do Poeta e acena para o comportamento do leitor atento.

www.cursodavida.com.br

Ano Novo

Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a √°gua nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.

Fernando Pessoa

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge

PS: No próximo mês, este blogueiro entra em  férias. Nos veremos na primeira segunda-feira de fevereiro.


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O Deus de Cada Homem ‚Äď Feliz Natal!

Mesmo que alguns não se reconheçam na visão do divino, em Drummond, certamente o poema O Deus de Cada Homem servirá para fazermos uma reflexão sobre nosso comportamento diário em relação à condição humana de muitos que nos rodeiam e mereciam uma noite de Natal mais justa, por isso mais feliz.

E se √© tempo de pedidos, desejos e manifesta√ß√Ķes de esperan√ßa, assinemos, ent√£o, a prece do iluminado Caio Fernando Abreu a Deus, em Zero Grau de Libra: “… para n√≥s, que nos esfor√ßamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminoso…“!

Mais justo? Impossível.

Feliz Natal!

www.veronicabenesi.blogspot.com

O Deus de Cada Homem

Quando digo “meu Deus”,
afirmo a propriedade.
H√° mil deuses pessoais
em nichos da cidade.

Quando digo “meu Deus”,
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.

Quando digo “meu Deus”,
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo “meu Deus”,
choro minha ansiedade.
N√£o sei que fazer dele
na microeternidade.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia Completa.
RJ: Editora Nova Aguilar, 2003.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Como elaborar resumos

www.brasilescola.uol.com.br

O resumo tem por objetivo apresentar com fidelidade ideias ou fatos essenciais contidos num texto. Sua elaboração é bastante complexa, já que envolve habilidades como leitura competente, análise detalhada das ideias do autor, discriminação e hierarquização dessas ideias e redação clara e objetiva do texto final. Em contrapartida, dominar a técnica de fazer resumos é de grande utilidade para qualquer atividade intelectual que envolva seleção e apresentação de fatos, processos, ideias, etc.

O resumo pode se apresentar de v√°rias formas, conforme o objetivo a que se destina. No sentido estrito, padr√£o, deve reproduzir as opini√Ķes do autor do texto original, a ordem como essas s√£o apresentadas e as articula√ß√Ķes l√≥gicas do texto, sem emitir coment√°rios ou ju√≠zos de valor. Dito de outro modo, trata-se de reduzir o texto a uma fra√ß√£o da extens√£o original, mantendo sua estrutura e seus pontos essenciais.

Quando n√£o h√° a exig√™ncia de um resumo formal, o texto pode igualmente ser sintetizado de forma mais livre, com variantes na estrutura. Uma maneira √© iniciar com uma frase do tipo: “No texto ….., de ……, publicado em……., o autor apresenta/ discute/ analisa/ critica/ questiona ……. tal tema, posicionando-se …..”. Esta forma tem a vantagem de dar ao leitor uma vis√£o pr√©via e geral, orientando, assim, a compreens√£o de que segue. Este tipo de s√≠ntese pode, se for pertinente, vir acompanhada de coment√°rios e julgamentos sobre a posi√ß√£o do autor do texto e at√© sobre o tema desenvolvido.1

Em qualquer tipo de resumo, entretanto, dois cuidados s√£o indispens√°veis: buscar a ess√™ncia do texto e manter-se fiel √†s ideias do autor. Copiar partes do texto e fazer uma “colagem”, sob a alega√ß√£o de buscar fidelidade √†s ideias do autor n√£o √© permitido, pois o resumo deve ser o resultado de um processo de “filtragem”, uma (re)elabora√ß√£o de quem resume. Se for conveniente utilizar excertos do original (para refor√ßar algum ponto de vista, por exemplo), esses devem ser breves e estar identificados (autor e p√°gina).

www.passoapasso.com.br

Uma sequência de passos eficiente para fazer um bom resumo é a seguinte:

a) ler atentamente o texto a ser resumido, assinalando nele as ideias que forem parecendo significativas à primeira leitura;

b) identificar o g√™nero a que pertence o texto (uma narrativa, um texto opinativo, uma receita, um discurso pol√≠tico, um relato c√īmico, um di√°logo, etc.)

c) identificar a ideia principal (√†s vezes, essa identifica√ß√£o demanda sele√ß√Ķes sucessivas, como nos concursos de beleza…);

d) identificar a organiza√ß√£o ‚Äď articula√ß√Ķes e movimento ‚Äď do texto (o modo como as ideias secund√°rias se ligam logicamente √† principal);

e) identificar as ideias secund√°rias e agrup√°-las em subconjuntos (por exemplo: segundo sua liga√ß√£o com a principal, quando houver diferentes n√≠veis de import√Ęncia; segundo pontos em comum, quando se perceberem subtemas);

f) identificar os principais recursos utilizados (exemplos, compara√ß√Ķes e outras vozes que ajudam a entender o texto, mas que n√£o devem constar no resumo formal, apenas no livre, quando necess√°rio);

g) esquematizar o resultado desse processamento;

h) redigir o texto.

Evidentemente, alguns resumos s√£o mais f√°ceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organiza√ß√£o e da extens√£o do texto original. Assim, um texto n√£o muito longo e cuja estrutura seja percept√≠vel √† primeira leitura, apresentar√° poucas dificuldades a quem resume. De todo modo, quem domina a t√©cnica ‚Äď e esse dom√≠nio s√≥ se adquire na pr√°tica ‚Äď n√£o encontrar√° obst√°culos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.

1Resumos s√£o, igualmente, ferramentas √ļteis ao estudo e √† memoriza√ß√£o de textos escritos. Al√©m disso, textos falados tamb√©m s√£o pass√≠veis de resumir. Anota√ß√Ķes de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma vers√£o resumida de um texto oral.

http://www.pucrs.br/manualred/resumos.php
Acesso em: 9 de dezembro de 2015, às 19h44.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Assaltantes!

www.escolakids.uol.com.br

Um mosaico lingu√≠stico. √Č assim que podemos analisar e compreender a L√≠ngua Portuguesa, no Brasil, haja vista que as suas diferen√ßas ocorrem devido a fatores espec√≠ficos como regi√£o, sexo, idade, grau de escolaridade, categoria profissional dentre outros, que influenciam a din√Ęmica do Portugu√™s Brasileiro; obviamente, al√©m do seu aspecto hist√≥rico.

De forma humor√≠stica, o texto, a seguir, trata dos falares regionais da L√≠ngua Portuguesa, em nosso Pa√≠s. Aqui, o mais importante √© compreender que essas formas lingu√≠sticas n√£o devem ser vistas como erros, e sim varia√ß√Ķes, modos de falar que s√£o t√£o leg√≠timos quanto √† forma Padr√£o do Portugu√™s Brasileiro. Afinal, o que determina a escolha do modo de dizer, na oralidade, √© o contexto social em que est√£o inseridos os seus interlocutores.

Boa divers√£o!

www.variacaolinguistica.wordpress.com

ASSALTANTE BAIANO

√Ē meu rei… (pausa)
Isso √© um assalto… (longa pausa)
Levanta os bra√ßos, mas n√£o se avexe n√£o… (outra pausa)
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado.
Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa pra pausa)
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
N√£o esquenta, meu irm√£ozinho, (pausa)
Vou deixar teus documentos na encruzilhada.

ASSALTANTE CARIOCA

Aí, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto
Passa a grana e levanta os braços rapá.
N√£o fica de ca√ī que eu te passo o cerol…
Vai andando e se olhar pra tr√°s vira presunto

ASSALTANTE GA√öCHO

O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê!
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas pr√° c√°! E te manda a la cria, sen√£o o quarenta e quatro fala.

ASSALTANTE MINEIRO

√Ē s√ī, presten√ß√£o
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha m√£o t√° chein de bala…
Mi√≥ pass√° logo os trocados que eu num t√ī b√£o hoje.
Vai andando, uai ! T√° esperando o qu√™, s√ī?!

ASSALTANTE PAULISTA

√Ērra, meu …
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu .
Passa a grana logo, meu
Mais r√°pido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra
Comprar o ingresso do jogo do Curinti√°, meu . P√ī, se manda, meu

ASSALTANTE DE BRAS√ćLIA

Querido povo brasileiro, estou aqui no hor√°rio nobre da TV para dizer que no final do m√™s, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, √Āgua, Esgoto, G√°s, Passagem de √īnibus, Imposto de renda, Licenciamento de ve√≠culos, Seguro Obrigat√≥rio, Gasolina, √Ālcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS…

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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Como grafar corretamente Siglas e Abreviaturas

Em √©poca de vestibulares, processos seletivos, concursos e afins, muitos estudantes ‚Äėd√£o mais um g√°s‚Äô na prepara√ß√£o, lendo e produzindo textos como treino. Procedimento muito adequado e importante, sem d√ļvida! E que suscita d√ļvidas, o que tamb√©m √© importante, principalmente se levar o aluno a procurar as respostas, √© claro!

Muitos textos indicados para leitura pelos professores giram em torno de atualidades e acabam trazendo uma s√©rie de siglas e abreviaturas, grafadas de muitas maneiras: com letras mai√ļsculas, com min√ļsculas, com ambas, com ponto, sem ponto‚Ķ E a√≠ vem a pergunta: qual √© a maneira correta?

www.blog.pucp.edu.pe

‚Äď Use todas as letras mai√ļsculas:

1) Se a sigla tiver até três letras, como USP, CEF, PIS, ONU, OEA, PM.

2) Se todas as letras forem pronunciadas (com o nome de cada letra), como INSS, FGTS, BNDES, CNBB.

‚Äď Com mais de tr√™s letras, formando s√≠labas: s√≥ a inicial √© mai√ļscula, como Unicamp, Embrapa, Unesco, Detran.

Mais duas recomenda√ß√Ķes: em nenhum dos casos acima se emprega ponto, e as siglas podem ser pluralizadas. No caso de plural, nada de imitar o caso genitivo da l√≠ngua inglesa (Lembra-se dele? √Č aquele caso que indica posse, no Ingl√™s): n√£o se usa ap√≥strofe, apenas o acr√©scimo da desin√™ncia ‚Äės‚Äô de plural: PMs, DSTs, CDs, DVDs.

www.estudokids.com.br

Diferentemente da sigla, a abreviatura consiste em escrever de forma reduzida algumas palavras e express√Ķes e encerr√°-la com um ponto. Se a s√≠laba seguinte for iniciada por duas consoantes, ambas ser√£o escritas, e os acentos ou h√≠fen da palavra original devem ser mantidos

Regra geral: escreva a primeira sílaba e a primeira letra da sílaba seguinte: tel. (telefone); cel. (celular); com. (comercial); séc. (século); pess. (pessoa); dec.-lei (decreto-lei).

1) Algumas palavras s√£o abreviadas por contra√ß√£o (supress√£o das letras do ‚Äėmeio‚Äô): Bel. (bacharel); cia. (companhia); Exa. (Excel√™ncia); Dr. (Doutor).

2) Algumas n√£o seguem a regra e foram estabelecidas pelo uso:

ap. ou apart. ou apto = apartamento
cx. = caixa
i.e. = isto é
p.ex. = por exemplo
Q.G. = quartel-general
S.O.S. = “Save Our Souls’’ ou Salve nossa alma, nos pedidos de socorro.

Em tempo: o t√≠tulo Professor √© abreviado seguindo-se a regra geral, portanto paramos no ‚Äėf‚Äô e encerramos com um ponto: Prof. e o feminino tem o acr√©scimo da desin√™ncia ‚Äėa‚Äô: Prof¬™.

√Č claro que h√° muitas palavras que s√£o empregadas na forma abreviadas e, igualmente, h√° muitas exce√ß√Ķes, e n√£o se esque√ßa de que o dicion√°rio √© um aliado imbat√≠vel no caso de d√ļvidas neste assunto. Voc√™ pode recorrer tamb√©m ao VOLP (Vocabul√°rio Ortogr√°fico da L√≠ngua Portuguesa), que tem uma vers√£o online, no site da Academia Brasileira de Letras (www.academia.org.br).

https://www.infoenem.com.br
Acesso em: 28 de novembro de 2015, às 15h11. Adaptado.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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O A ADJETIVO, OUTROS ADJETIVOS E SUAS LOCU√á√ēES!

 

AS PALAVRAS ESTÃO ADJETIVOS

Eu j√° morava no Rio de Janeiro por seis anos e um dia resolvi retornar a Salvador e foi na classe A de um avi√£o avionado. Quis voltar a morar aqui.

Cheguei aqui √°vido, desejante por rever as pessoas amigas e familiares e quando me dei conta j√° estava numa praia curtindo um Sol quentinho e mergulhando numa √°gua fria e gostosa. Era o Porto da Barra, lugar onde curti minha inf√Ęncia nadando de uma pedra a outra. Eu morava num bairro da periferia, Pero Vaz, mas gostava de ir √†quela praia todos os domingos. H√° anos esperava por esse momento. Lembro-me de quando eu era garotinho e tinha uns nove a onze anos de idade e que minha mam√£e, D. Altina, uma rubro negra de quatro costado, me dava vitamina A. Ela dizia que era para eu ficar forte e saud√°vel pra curtir a vida melhor. Fiquei bem. Hoje sou um homem inteligente, vitorioso e bem saud√°vel. Aqui nessa terra eu brincava pra valer e jogava fura-p√©, rodava pi√£o, soltava arraia (pipa), pulava corda individual ou em grupo, brincava de pega-pega, esconde-esconde, bola de gude, carrinho com rodas de rolim√£s e lia revistas de hist√≥rias em quadrinho e livros de hist√≥rias infantis tamb√©m. J√° mais jovem, trocava com amigas e lia outros livros al√©m de revistas de romance como lembro da Revista Capricho.

ADJETIVOS AJUDANDO

Voltando √† inf√Ęncia, lembro que eu estudava em tempo integral no Centro Educacional Carneiro Ribeiro ‚Äď Escola Parque de An√≠sio Teixeira. Pela manh√£, na Escola Classe 1, √† tarde, na Escola Parque onde eu fazia teatro, cantava no coral do professor Hamilton Carvalho, educa√ß√£o f√≠sica, tinha aula de leitura numa biblioteca semi-circular, de tr√™s pavimentos, contornada por janelas de vidro que agu√ßava meu desejo de ler porque dava pra ver as prateleiras cheias de livros do lado de fora dela e fazia artes manuais no setor de trabalho. Pena que tive de trabalhar aos treze anos para ajudar minha m√£e a cuidar de meus irm√£os. A√≠ perdi um pouco de minha juventude. A vantagem √© que tinha dinheiro e comprava algumas coisas pra mim. Foi mesmo um momento de rara felicidade em minha dura realidade. Kkkkkkkk

PLURAL DOS ADJETIVOS

Como pudemos ler, mostrei alguns bons adjetivos de um trecho de minha vida e proponho que sua vida tenha sido ou seja cheia de ADJETIVOS BONS. Ent√£o era isso que eu pretendia mostrar pra voc√™, querida leitora e querido leitor! Desejo que voc√™ siga uma vida saud√°vel, de vit√≥rias, em paz e de aprendizagens. Quero pedir que estabele√ßa viv√™ncia DE PAZ entre seus conviventes a fim de diminuir as tens√Ķes de guerra em nosso PLANETA e at√© no UNIVERSO. Seja cada vez mais feliz em tudo aquilo que se propuser a fazer! Ok?

ADJETIVOS ADVERBIALIZADOS

Um afetuoso abraço,

Adil Lyra

 


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Como se faz uma Carta Argumentativa

www.ideiaspraticasparasaladeaula.blogspot.com

A tentativa de persuadir o destinatário é a principal característica da Carta Argumentativa, por isso a competência do remetente no que se refere à argumentação se mostra fundamental na composição desse gênero textual, que, aliás, continua com forte e recorrente presença em diversos contextos sociais, inclusive em vestibulares.

E como todo Gênero Textual possui uma estrutura mais ou menos estável, aquela referente à estrutura da Carta Argumentativa necessita da presença dos seguintes elementos em sua composição:

- Local e data
- Vocativo
- Corpo do texto
- Express√£o de despedida
- Identificação remetente

Observe, no texto abaixo, as marcas lingu√≠sticas ‚Äď pronomes pessoais, possessivos e de tratamento / verbos na primeira e terceira pessoa / frases interrogativas ‚Äď que identificam o remetente e o destinat√°rio, essenciais √† composi√ß√£o da Carta Argumentativa e¬† fundamentais √† engenharia persuasiva do remetente.

www.domboscoba.blogspot.com

Salvador, 23 de agosto de 2011.

Carta aberta a Jobson

Desde quando surgiu no Brasiliense, vi em voc√™ muito potencial. R√°pido, habilidoso, oportunista, ra√ßudo, faro de gol, entre outras virtudes. Sempre o imaginei jogando no futebol baiano at√© descobrir a quantidade de indisciplinas que cometia. N√£o sou um desses malucos, que quer um mundo ut√≥pico de anjinhos, mas tudo tem limites. Nossa sociedade atingiu um n√≠vel de degrada√ß√£o, que n√£o se pode mais abrir m√£o do respeito, da disciplina e do comprometimento, sem redund√Ęncia. Quando come√ßaram a te especular no Bahia, a quem me perguntava, dizia ser contra. Pensava: ‚Äún√£o vale o risco!‚ÄĚ.

No entanto, na medida em que voc√™ foi contratado e os primeiros contatos no dia a dia no Fazend√£o, me desarmaram. Via um cara esfor√ßado, demonstrando estar com muita vontade de recuperar a carreira e a vida. Passei at√© a te defender, contra coment√°rios ir√īnicos de que era apenas uma quest√£o de tempo para voc√™ aprontar. Talvez at√© para me enganar, por ser um ing√™nuo que ainda acredita nas pessoas, dizia: ‚Äúque nada, o cara est√° levando a s√©rio. Tem feito os exames de sangue rotineiramente para mostrar que est√° recuperado‚ÄĚ. Contudo, por viver o clube, eu sabia que a preocupa√ß√£o n√£o era com drogas e sim com outras burrices e irresponsabilidades.

Voc√™ n√£o soube separar amizades de quem realmente lhe queria bem. Quem marcava os ‚Äúreggaes‚ÄĚ e te puxava para eles, n√£o eram/s√£o seus amigos. Queriam se aproveitar de voc√™ e levar a vida de uma forma kamikaze, como se fossem os √ļltimos dias vivos! ‚ÄúViva a putaria!‚ÄĚ √© o lema. A vida pode n√£o acabar amanh√£, mas a carreira profissional sim. Voc√™ n√£o ser√° jovem para sempre. O corpo sempre cobra o pre√ßo, ou acha que a queda de rendimento quando voc√™ entrou na noite de vez foi por acaso?

Cara, voc√™ conseguiu fazer Joel Santana e Ren√© Sim√Ķes desistirem de voc√™. Tem no√ß√£o do que √© isso? Os caras praticamente j√° viram e enfrentaram de tudo no futebol e n√£o suportaram suas atitudes. Seus companheiros queriam seu desligamento pela falta de comprometimento. Chegar alcoolizado na concentra√ß√£o, 8 horas do s√°bado, quando a obriga√ß√£o era 22 horas de sexta, √© coisa de gente que se acha acima do bem e do mal. Voc√™ est√° muito longe disso, Jobson!

Quantas segundas chances Brasiliense, Botafogo, Atlético Mineiro e o próprio Bahia lhe deram? Você acha que o trem vai seguir passando em sua porta todo dia? Uma hora ele não vem te buscar e sim passar por cima! Espero que não seja agora e que esse novo baque sirva para você acordar, por que apostar em você virou sandice! E agora, o que fará da vida? Se você acha que nova chance vai cair do céu, comece a tirar o cavalinho da chuva. Ou você revê conceitos e modo de vida, ou as pessoas que dependem de você vão sofrer muito! Esqueceu que tem filho, mãe e familiares que dependem do dom que você está jogando no lixo?

Desculpe pelo julgamento p√ļblico, mas voc√™ precisa virar homem e saber a responsabilidade que tem. Cuidado para n√£o acabar sozinho, apenas como uma lembran√ßa do que poderia ter sido e, por ser moleque, nunca ser√°. Veja o que est√° perdendo e reflita. S√≥ depende de voc√™!

√Čder Ferrari
http://www.bahianoticias.com.br/2011/
Acesso em: 21 de novembro de 2015, às 20h22.

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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A Criatividade

www.pensador.uol.com.br

Diz que, em 17 de novembro, celebra-se o Dia da Criatividade. Particularmente, n√£o sabia que havia um dia dedicado a esta caracter√≠stica rara entre os mortais. E dentre as defini√ß√Ķes para a palavra ‚Äúcriar‚ÄĚ que o dicion√°rio Houaiss traz, a que mais gosto √© ‚Äúconceber, tirar aparentemente do nada, dar exist√™ncia a,‚ÄĚ. Como exemplo, o dicion√°rio traz ‚ÄúSegundo o G√™nese, Deus criou o homem e depois a mulher.‚ÄĚ; enunciado n√£o recomend√°vel como argumenta√ß√£o para os tempos atuais.

Para reverenciar este dia, trazemos a adapta√ß√£o altamente criativa de A cigarra e a formiga feita por Pedro Bandeira para o texto do escritor portugu√™s Ant√īnio A. Batista e cuja autoria atribui-se a Esopo.

√ďtima Leitura!

www.imagick.com.br

Contraf√°bula da cigarra e da formiga

A formiga passava a vida naquela formiga√ß√£o, aumentando o rendimento da sua ‚Äúcapita‚ÄĚ e dizendo que estava contribuindo para o crescimento do Produto Nacional Bruto. Na trabalheira do investimento, sempre consultando as cota√ß√Ķes da bolsa, vendendo na alta e comprando na baixa, sempre atenta aos rateios e √†s subscri√ß√Ķes. Fechava contratos em Londres j√° com o p√© no Boeing para Frankfurt ou Genebra, para verificar os dividendos das suas contas numeradas.

Mas vivia também roendo-se por dentro ao ver a cigarra, com quem estudara no ginásio,  metida em shows e boates, sempre acompanhada de clientes libidinosos do Mercado Comum.

E a formiga vivia a dizer por dentro:

‚Äď Ah, ah! No inverno, voc√™ h√° de aparecer por aqui a mendigar o que n√£o poupou no ver√£o! E vai cair dura com a resposta que tenho preparada para voc√™!

Ruminando sua terrível vingança, voltava a formiga a tesourar e entesourar investimentos e lucros, incutindo nos filhos hábitos de poupança, consultando advogados e tomando vasodilatadores.

Um dia, quando voltava de um almoço no La Tambouille com os japoneses da informática, encontrou a Cigarra no shopping Iguatemi, cantarolando como de costume.

‚ÄúL√° vem ela dar a sua facada!‚ÄĚ, pensou a formiga. ‚ÄúAh, ah, chegou a minha vez!‚ÄĚ
Mas a cigarra aproximou-se  só querendo saber como estava ela e como estavam todos no formigueiro

A formiga, remordida, preparando o terreno para a sua vingança, comentou:

‚Äď A senhora andou cantando na tev√™ todo este ver√£o, n√£o foi, dona Cigarra?

‚Äď √Č claro!‚Äď disse a cigarra‚Äď Tenho um programa semanal.

‚Äď Agora no inverno √© que vai ser mau… ‚Äď continuou a formiga com toda a maldade na voz. ‚Äď A senhora n√£o depositou nada no banco, n√£o √©?

‚Äď N√£o faz mal. Os meus discos n√£o saem das paradas.¬† E acabei de fechar um contrato com o Olympia¬† de Paris por duzentos mil d√≥lares‚Ķ

‚Äď O qu√™?!‚Äď exclamou a formiga ‚Äď A senhora vai ganhar duzentos mil d√≥lares no inverno?

‚Äď N√£o. Isso s√≥ em Paris. Depois tem a excurs√£o em Nova York, depois Londres, depois Amsterdam‚Ķ

A√≠ a formiga pensou no seu trabalho, nas suas azias, na sua vida terrivelmente cansativa e nas suas amea√ßas de infarte, enquanto aquela in√ļtil cigarra ganhava tanto cantando e se divertindo! E perguntou:

‚Äď Quando a senhora embarca para Paris?

‚Äď Na semana que vem‚Ķ

‚Äď E pode me fazer um favor? Quando chegar a Paris, procure por um tal La Fontaine. E diga-lhe que eu quero que ele v√° para o raio que o parta!

http://portaldoprofessor.mec.gov.br Acesso em: 14 de novembro de 2015, às 15h57.

Abraços Fraternos,

Paulo Jorge


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Vícios de Linguagem

www.meionorte.com

√Č o nome que se d√° aos modos de falar ou escrever que n√£o est√£o de acordo com as normas da variante padr√£o da L√≠ngua Portuguesa. E os v√≠cios ocorrem de diversas formas.

Veja:

www.fcnoticias.com.br

1) Ambiguidade: A mensagem apresenta mais de um sentido devido à má disposição das palavras na frase.
Ex. Aquele homem viu o incêndio do prédio. (Aquele homem viu um incêndio quando estava no prédio ou viu o prédio se incendiando?)

2) Arcaísmo: Emprego de palavras que caíram desuso.
Ex. A ceroula do marido estava sobre a cama.

3) Barbarismo: Todo erro que se relaciona à forma da palavra.
cacoépia: seje, em vez de seja.
cacografia: gratuíto, em vez de gratuito.
estrangeirismo: exame antidoping.

4) Cacófato: Palavra inconveniente, ridícula ou obscena resultante da união das sílabas de palavras vizinhas.
Ex. Distribuiu um livro por cada aluno.
Na minha opini√£o pessoal, precisamos discutir mais esse assunto.

5) Eco: √Č a rima em prosa, sem inten√ß√£o estil√≠stica.
Ex. Infelizmente, essa ideia me veio à mente somente de repente.
Faço tudo eficazmente, alegremente e calmamente.

6) Pleonasmo: Repeti√ß√£o de palavras in√ļteis, pois nada acrescentam ao que j√° foi dito.
Ex. O mec√Ęnico fez o acabamento final nos assentos do carro.
Vou reler de novo o projeto de construção da casa.

7) Solecismo: Erro de sintaxe.
Concord√Ęncia: Ex. Houveram muitos candidatos ao cargo de assistente da dire√ß√£o. (Nesse caso, o verbo ‚ÄúHaver‚ÄĚ √© impessoal, pois tem o sentido de ‚ÄúExistir‚ÄĚ.)

Reg√™ncia: Ex. Aquela √© a mo√ßa que ele mais confia. (Deveria ser grafado ‚ÄúAquela √© a mo√ßa em que ele mais confia.‚ÄĚ, pois o verbo ‚ÄúDesconfiar‚ÄĚ √© regido pela preposi√ß√£o em, ou seja, “Quem confia, confia em algo ou em algu√©m.”.

Coloca√ß√£o: Ex. Onde l√™-se ter√ßa-feira, leia-se quarta-feira. (Uma vez que ‚Äúonde‚ÄĚ √© palavra atrativa, deveria estar grafo ‚ÄúOnde se l√™ ter√ßa-feira, leia-se quarta-feira.‚ÄĚ

Abraços Fraternos!

Paulo Jorge


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