
Após uma pausa, que culminou naquele episódio arrebatador, The Walking Dead retornou para exibir a segunda metade da sua segunda temporada nesta semana. O capÃtulo começa imediatamente depois dos eventos de “Pretty Much Dead Already”, o qual mostra as consequências que aqueles acontecimentos vão causar na vida de cada um. Como tem sido comum, esta segunda temporada tem tratado muito mais do lado humano dos personagens e em como eles estão enfrentando este “novo mundo”.
Foi assim quando vimos Ricky questionando Deus por tudo aquilo que eles estão passando. E, provavelmente, nesta segunda metade da temporada vamos ver muito os personagens discutindo a falta de esperança cujo clÃmax se deu quando aquele celeiro foi aberto e, em seguida, vimos Sophia saindo de lá sem nenhuma chance de sobrevivência.
É óbvio que todos estão chocados com isso, apesar de estarem também – alguns deles – preocupados em culpar Shane pela (necessária) matança.

Hershel, por exemplo, acreditava na cura e por isso mantinha os parentes (incluindo a mulher) presos no celeiro, alimentando-os e prolongando a morte. Mas ele próprio se dá conta de que mentiu para si mesmo, e também para a sua famÃlia, ao fazê-los acreditar em algo impossÃvel de acontecer.
Por outro lado, a questão da morte é tratada de forma relativa em um diálogo interessante, em que Ricky justifica que qualquer pessoa pode morrer no dia, seja de câncer ou por um “errante”. Neste primeiro episódio, The Walking Dead soube manter a tensão de maneira equilibrada, trazendo discussões para o contexto da sua história que têm tudo para render ainda nesta segunda temporada.
Além disso, a série tem procurado deixar claro como o grupo está desmoronando. Dale desconfia de Shane; Daryl está cansado de se arriscar pelas pessoas; Carl está se tornando violento; e Ricky já não confia mais em si mesmo para ser o lÃder que as pessoas esperam dele. Há tempos que o grupo já não é mais o mesmo, e a tendência é que isso piore com o passar dos episódios.

























