Primeiras Impressões: Elementary

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Sinopse: Elementary, nova série da CBS que estreará no dia 27 de setembro, apresenta uma versão contemporânea do detetive Sherlock Holmes, agora vivendo em Nova York após problemas em Londres que levaram-o a entrar em período conturbado. Pensando nisso, o seu pai contrata Joan Watson (aqui vivida por uma mulher, Lucy Liu, para ser a sua “acompanhante” e “tomar conta” dele. Trabalhando para a polícia de NY, Watson ajudará Holmes a resolver os crimes.

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Elementary é uma das grandes apostas para esta fall season, e a principal do canal CBS, que está depositando grande confiança na audiência do programa ao ter o personagem Sherlock Holmes no centro da sua trama. Desde que Guy Ritchie “reinventou” o personagem, há três anos, trazendo Robert Downey Jr. para fazer uma versão que muitos não conheciam, Holmes tem sido tratado como uma pessoa sarcástica que divide a sua inteligência entre resolver casos e fazer ironias que deixam a outra pessoa desconcertada.

Mas talvez a maior mudança na versão de Elementary seja o fato de que o fiel escudeiro de Holmes, Watson, agora é uma mulher interpretada por Lucy Liu. Já Sherlock, interpretado por Johnny Lee Miller (do polêmico Trainspotting), abusa em tentar copiar o mesmo jeito performático de Robert Downey Jr e, por isso, parece um personagem sem alma e sem personalidade. Aliás, o primeiro episódio é completamente recheado de momentos que mostram uma série sem alma.

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A começar pela cena em que Watson aparece e está prestes a conhecer Holmes. Ao invés de tentar usar algum efeito que pudesse evocar um suspense, Elementary atropela e já dispara dezenas de ironias e comportamentos disfuncionais de um personagem que, sim, sofre algum tipo de distúrbio. É possível ver isso claramente ao observar o local onde ele mora, completamente bagunçado. Em seguida, ele até brinca ao falar com Watson: “espero que você possa limpar essa bagunça depois”.

Os dois personagens possuem um passado que tentam esconder, e esta é uma das histórias que movem o episódio – juntamente com o caso que eles precisam desvendar. Watson é uma cirurgiã que perdeu a sua licença ao deixar um paciente morrer, enquanto que Holmes não tem boas memórias dos tempos que morava em Londres. No capítulo, a química entre Johnny Lee Miller e Lucy Liu demora para engrenar, mas depois se torna um dos melhores elementos do episódio.

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Isso porque o caso de homicídio que eles colocam na frente de Holmes é fraco e não segura em nenhum momento o capítulo. Não que ele seja óbvio, mas as ações são mal desenvolvidas e as tentativas de Holmes de soar mais inteligente que os outros, quando ele observa a cena do crime e começa a desvendá-lo, soa forçado e não é possível ver que era tão complicado assim de solucioná-lo.

Elementary está muito longe de ser uma série cuja qualidade possa ser comparada à versão britânica Sherlock. O principal defeito do seriado é o fato de não tentar se reinventar – ou achar que apenas colocando uma versão feminina de Watson seja suficiente para torná-la diferente das demais produções. Elementary precisa ter, pra começar, casos mais interessantes e desafiadores.


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