E. C. Vitória

Cheio de lesões no elenco, Argel vê rendimento do Leão cair

Vitória já está há três partidas sem vencer; Paulinho volta de suspensão e fica à disposição para enfrentar o Vitória da Conquista, domingo

Ivan Marques, do Correio 24h

Melhor aproveitamento e melhor ataque do país entre os times da Série A. Este era o Vitória de Argel Fucks antes do Ba-Vi. No entanto, após bater o rival no clássico do dia 9, por 2x1, o Leão não sabe mais o que é vencer.


Argel quebra a cabeça para achar a melhor escalação do Vitória (Foto: Maurícia da Matta/EC Vitória)

Foram três partidas: derrota em casa para o Paraná, por 2x0, empate contra o Vitória da Conquista, em Conquista, por 1x1, e empate contra o mesmo Paraná, na última quarta-feira (19), em 0x0, em Curitiba, resultado que selou a eliminação do time na Copa do Brasil.

O que motivou essa queda de rendimento do Vitória? O próprio Fucks tem seus indícios. “A gente paga um preço caro quando se joga três competições. Temos um grupo pequeno com 26 jogadores. Temos que entender que tudo a gente não vai ter. Não se consegue ser campeão da Copa do Brasil, da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano e brigar pau a pau”, analisou o treinador logo após o empate contra o time paranaense.

A questão não foi só o desgaste físico, mas tudo mais que ele causou. Já sem os meias Dátolo e Pisculichi, lesionados desde fevereiro, o treinador perdeu Kieza e José Welison no clássico. O atacante, com uma lesão na coxa, é esperado em campo só no Ba-Vi do dia 27, no Barradão, jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste - a volta é dia 30, na Fonte.

O caso do volante é bem mais grave. Com uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito, Welison passou por cirurgia e só voltará aos gramados em outubro, no mínimo.

Para completar o leque de machucados, o meia Gabriel Xavier se contundiu na partida de ida contra o Paraná, no Barradão. A lesão muscular do atleta já o tirou dos dois últimos jogos e também deve deixá-lo fora do jogo de domingo, às 16h, no Barradão, contra o Vitória da Conquista. O Leão joga pelo empate, por qualquer placar, para chegar à final do Campeonato Baiano.

“A gente sabe das dificuldades e o desgaste dos jogos. Foi a nossa 25ª partida (no ano). E aí a gente paga um preço alto”, comentou Argel. Devido à falta de opções, aliada à tentativa de surpreender, ele improvisou o lateral-esquerdo Euller como meia em Curitiba.

Ao menos, domingo, o técnico terá a volta de Paulinho. O atacante estava suspenso e não enfrentou o Paraná. Se Argel quiser jogar no 4-4-2 sem improvisar Euller, Jhemerson e Cárdenas são as opções. O elenco volta aos treinos nesta sexta-feira (21).

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