Saúde

Cientistas descrevem cinco quesitos que trazem saúde, riqueza e sucesso

Estudo analisou experiências vividas por pessoas com mais de 50 anos

Agência O Globo

Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de cinco atributos que trazem saúde, riqueza e sucesso ao longo da vida.

De acordo com os pesquisadores da Universidade College London (UCL), a estabilidade emocional, a determinação, o controle, o otimismo e a consciência são as pedras fundamentais para a construção de uma vida bem-sucedida.

Pessoas da faixa etária dos 50 e 60 anos que relataram um bom desempenho em pelo menos quatro destes cinco atributos eram geralmente mais saudáveis, menos depressivas e tinham um círculo social maior.

Por outro lado, aqueles que registraram boas experiências em apenas um ou dois desses itens eram, na maioria das vezes, solitários, deprimidos e mais propensos a sofrer doenças crônicas.

— Sabemos que até pessoas muito inteligentes ou que têm famílias de alta renda podem não ser bem-sucedidas, porque lhes faltam outras habilidades. Ao mesmo tempo, indivíduos bem mais pobres, só que confiantes e disciplinados, podem ter mais chances para atingir seus objetivos — conta Andrew Steptoe, professor de Epidemiologia e Saúde Pública da UCL e autor chefe do estudo, publicado nesta semana na revista "PNAS".

Para descobrir o impacto destas habilidades, a equipe da UCL analisou estudos sobre envelhecimento conduzidos nos últimos 11 anos com mais de 8 mil pessoas de meia-idade.

Eles descobriram que apenas 3% das pessoas que relataram boas experiências em todos os pilares tinham depressão, em comparação com 22% entre aquelas com um pequeno número de habilidades.

Quase metade das pessoas que afirmaram sentir níveis mais altos de solidão tinham menos habilidades. O mesmo problema foi visto em apenas 10,5% das pessoas com mais atributos.

Pessoas altamente qualificadas também tiveram níveis mais baixos de colesterol e de proteína C-reativa, um marcador de inflamação relevante para uma série de doenças, incluindo diabetes tipo 2 e doença cardíaca.

A proporção de entrevistados que classificaram a sua saúde apenas como justa ou pobre foi de 36,7% entre aqueles com poucas habilidades, mas caiu para apenas 6% em participantes com um maior número de atributos.

— Abrimos possibilidades para explorar como podemos realçar as habilidades da vida. Estes atributos devem ser reforçados em populações com idade mais avançada — reforça Jane Wardle, coautora do estudo.

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