Literatura

Com três mulheres, a literatura como resistência foi o tema da 7ª mesa da Flica

Atoras discutiram temas sensíveis da produção literária negra desde o processo de criação até o diálogo com a arte e com o público e racismo

Naiá Braga (naia.braga@redebahia.com.br)
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A sétima mesa da Festa Literária de Cachoeira (Flica) foi composta exclusivamente por mulheres. Com a mediação da pesquisadora Denise Carrascosa, a mesa reuniu a escritora nigeriana Minna Salami e a mineira de  Cidinha da Silva. Com o tema "Escrita de resistência contra os que desejam sufocar a nossa voz", o debate entre as  autoras discutiu temas sensíveis da produção literária negra desde o processo de criação até o diálogo com a arte e com o público, através das respostas e olhares.

Foto: Paolo Paes
 Minna, que tem pai nigeriano e mãe finlandesa,  trouxe a sutileza e a sensibilidade como alicerces do processo de inspiração para escrever, como a observação e a escuta. "A criação é um tipo de escuta em que eu consigo ter tenho esse diálogo espiritual comigo mesma. O processo de criação é muito mais relacionado com a  chegada a locais como esse. É falar e ouvir, nós temos diferentes formas de pensar como seres humanos", refletiu.
Foto: Paolo Paes
Com a voz serena e muito tranquila, a autora Cidinha da Silva deixou claro seu discurso. "O que  interessa é promover minha humanidade negra na minha escrita", disse. Confira a transmissão, ao vivo: