Nova Concha

Concha Acústica movimenta cultura de Salvador há mais de 50 anos

Diferencial da Concha já começa pela estrutura: a céu aberto e em formato de semi arena, o local proporciona ao público maior proximidade com o artista

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Talvez se for feita uma enquete entre os soteropolitanos, seja difícil encontrar alguém que nunca foi a um show na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Há mais de 50 anos, o local movimenta a cultura - e não só musical - de Salvador. Em maio deste ano, o local comemora um ano de reinaugurado.

O diferencial da Concha já começa pela estrutura: a céu aberto e em formato de semi arena, o local proporciona ao público maior proximidade com o artista e liberdade para transitar entre as arquibancadas, dançar e interagir com os amigos. Ao lado do TCA, A Concha foi tombada pelo IPHAN em 2014, o que reforça a importância do local para a cidade, para o Estado e - por que não? - para o país.

Primeira pausa

A primeira vez que a Concha Acústica precisou dar uma pausa no funcionamento foi em 1980, após um incidente no show da dupla Amelinha e Zé Ramalho, voltando a funcionar apenas no início de 1988. Foram Os Novos Baianos que reabriram o local em 29 de janeiro daquele ano. Em 2013, a Concha novamente deu uma pausa novamente para reformas. A requalificação do espaço ustou R$ 90 milhões, segundo informações do Governo do Estado.

Programação internacional


Em cinco décadas, foram mais de 800 espetáculos e mais de 3 milhões e meio de espectadores que puderam apreciar não só o trabalho de artistas brasileiros, mas também de outros lugares do mundo. A programação musical internacional também faz parte, em menor proporção, da história da Concha e, por consequência, de Salvador. Manu Chao, Youssou N'Dour, o grupo Neville Brothers, Maxi Priest, a cantora Any Di Franco, as cantoras africanas Iza Pereira e Angelique Kidjo, o bluesman norte-americano, J.J. Jackson e a banda inglesa Placebo, são alguns dos artistas de fora, que mostraram seus trabalhos no palco da Concha.


Os shows marcantes


Inaugurada em 1958, a Concha teve seu primeiro show em 59, com Dorival Caymmi acompanhado da Orquestra Sinfônia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Margareth Menezes é a recordista de apresentações. Ao todo, são 40 – a desta sexta será a 41ª. O primeiro show da cantora na Concha foi no dia 11 de dezembro de 1988 no lançamento do seu primeiro LP.

Caetano Veloso é outro artista que marcou a história da Concha: são 24 apresentações, uma delas em 2001, no dia da morte de Jorge Amado. Na ocasião, Caetano emocionou o público ao fazer uma homenagem ao escritor cantando ‘Milagres do Povo’ e ‘Tieta’.João Gilberto e Gerônimo são outros dois artistas que têm uma lista de shows no local. São 20 e 22 apresentações, respectivamente. Djavan cantou na Concha em 16 ocasiões.  Entre os espetáculos com maior público nos últimos anos destaque para os shows de Caetano Veloso, Vanessa da Mata e Los Hermanos, em 2010; Djavan, Paula Fernandes, Banda Eva, Kid Abelha e Roberto Carlos, em 2011; Ivete Sangalo, Ana Carolina, Nando Reis, Maria Rita e Nação Zumbi, em 2012; Caetano Veloso, Saulo, Djavan e o evento “Domingão na Concha”, em 2013. Todos com lotação máxima.

Além deles, artistas como Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Maria Bethânia, Alcione, Elba Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Camisa de Vênus, Titãs, Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi, Novos Baianos, Daniela Mercury, Ilê Ayiê, Edson Gomes e Lazzo fizeram apresentações na Concha.

Reinauguração

A nova Concha Acústica do Teatro Castro Alves foi oficialmente inaugurada em maio de 2016 pelo governador Rui Costa. A cerimônia oficial aconteceu momentos antes do primeiro show do Festival Eu Sou a Concha, que marca a reabertura do espaço cultural em Salvador.