E. C. Bahia

Edigar Junio marca aos 43 e Bahia vence último Ba-Vi do ano: 2x1

Tricolor respira aliviado na tabela e piora situação do rubro-negro, que pode entrar no Z4 no desfecho da rodada

Fernada Varela, do Correio 24h
- Atualizada em

Foram mais de 90 minutos de pressão. Bahia e Vitória disputaram o último clássico Ba-Vi do ano neste domingo (22), e quem riu por último foi a torcida tricolor, que viu o Esquadrão derrotar seu maior rival por 2x1, na Fonte Nova.

O resultado põe o Bahia em situação mais confortável no Brasileirão, momentaneamente em 11º lugar, com 38 pontos, e aumenta a preocupação rubro-negra. Com 32 pontos, o Leão precisa que Ponte Preta e Avaí empatem, em jogo que começa às 18h. Do contrário, voltará à zona de rebaixamento.

Foto: Marcelo Malaquias / EC Bahia
O primeiro tempo foi de domínio do Bahia, que controlou a bola, sufocou em alguns momentos, mas criou poucas chances de gol. O Vitória praticamente não incomodou Jean.

Enquanto o tricolor criava, o Leão apertava a marcação. Vigiou Zé Rafael, Edigar Junio e Mendoza, que tiveram boa movimentação na primeira etapa. Com o estádio ocupado só por sua torcida, o Bahia foi mais ousado. Teve cobrança de falta de Allione tirada por Wallace, e de Mendoza, que mandou nas costas de Yago. O Vitória revidou com um chute de Uillian Correia de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo, e em uma arrancada de David, que entrou na área e chutou na rede pelo lado de fora. Um susto. Ainda no primeiro tempo, Mendoza chutou e mandou para escanteio. Intervalo, e 0x0 no placar.

No segundo tempo, mais emoção. Se em 45 minutos, mais os dois de acréscimo, o Bahia não havia sido capaz de mandar a bola no fundo da rede, a história foi diferente na etapa final. Com apenas um minuto de bola rolando, Zé Rafael deu um passe e Wallace, ao tentar cortar, mandou a bola nos pés de Mendoza, que só teve o trabalho de bater colocado e marcar o primeiro gol do clássico.

Apesar do gol sofrido, o Leão não se abateu. Com David, que fazia uma bela partida, armou jogadas perigosas, chegou com velocidade e conseguiu faltas perigosas cobradas por Fred.

Um dos lances mais perigosos aconteceu aos 9 minutos. Após cruzamento de Juninho, Jean raspou na bola, mas conseguiu tirar da cabeça de Tréllez, que estava bem posicionado. Aos 15, David aproveitou vacilo de Edson, chutou forte da entrada da área e carimbou a trave de Jean.

O Vitória passou a dominar o jogo como até então não havia conseguido. Aos 26, Tréllez recebeu pela direita, deslocou Jean e mandou para o gol vazio. A bola passou na frente do gol e por muito pouco não entrou. O Bahia revidou com Eduardo, que bateu forte da entrada da área, a bola desviou em Wallace e, por pouco, não enganou o goleiro Caíque.

De tanto pressionar, o Leão chegou lá. Após cobrança de escanteio de Tréllez, a defesa tricolor cortou mal, Wallace se redimiu da falha no primeiro gol e deixou tudo igual na Fonte. Eram 37 minutos do segundo tempo.

Parecia que o clássico ia terminar empatado, mas surgiu Edigar Junio. Após uma arrancada impressionante de Régis, ele recebeu na cara de Caíque e bateu cruzado, mas o goleiro rubro-negro se esticou e espalmou para escanteio. Na cobrança, olha Edigar novo: ele aproveitou o desvio no primeiro pau e, novamente sozinho diante de Caíque, dessa vez não perdoou. Foi o gol do triunfo tricolor por 2x1.