E. C. Bahia

Fominha, Zé Rafael dá o recado: 'gostaria de jogar todas'

Camisa 10 tricolor também falou sobre as críticas de alguns torcedores por segurar a bola demais

Bruno Queiroz, do Correio 24 horas (bruno.queiroz@redebahia.com.br)

Zé Rafael foi um dos principais destaques do Bahia na temporada passada, ainda que não liderasse as principais estatísticas do futebol que são os gols e as assistências. Suas características mais evidentes são a velocidade, o drible e a força física. Elementos considerados importantes pelo staff tricolor para a consolidação de um estilo de jogo que deu muito certo em 2017. 

Zé Rafael concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (1) (Felipe Oliveira / EC Bahia)

O bom desempenho fez Zé ser um dos jogadores mais cobiçados da janela de transferências e até como estratégia para valorizar ainda mais o seu "produto" a diretoria tricolor o presenteou com a camisa 10. Para o meia, o número é apenas um detalhe e ele garante que isso não eleva a pressão. 

"Para mim hoje em dia isso virou só número. Não se vê mais o 10 clássico como antigamente. Difícil encontrar jogador com essas características. Geralmente não dá muito certo. Você não vê um cara que não marca, que não acompanha, que não preenche a parte tática como tinha antigamente que era o cara que ficava só para resolver o jogo. Eu fico tranquilo com isso.  Não me empolgo por usar essa camisa, não fui eu que escolhi". 

O que Zé de fato se importa é em estar jogando, independente do número, posição ou função em campo. Ao lado de Vinicius e Elber, ele participou dos cinco jogos do Bahia na temporada, quatro deles como titular. Foram 384 minutos em campo até então e ele quer mais. 

"Para mim e maioria dos atletas o mais gostoso é estar jogando. Claro que isso fica a critério do Guto, preparação física, fisiologista e eles definem. Se eu puder jogar todas, gostaria de jogar todas. Já falei ano passado e quase joguei todas", lembrou. Ano passado Zé atuou em 60 partidas das 66 do time no ano.