Santa Casa

Funcionários do Campo Santo são preparados para prestar serviço cada vez mais humanizado

Trabalhadores do cemitério passam por treinamentos mensais com psicólogos para auxiliar de forma adequada os clientes que enfrentam um momento de dor

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O uso de palavras de conforto, atenção ou mesmo o ato de oferecer uma água ou café podem fazer a diferença na vida de um parente ou amigo em luto. No Cemitério Campo Santo, em Salvador, por exemplo, os funcionários passam por uma preparação para garantir um atendimento especializado aos clientes.

Para os profissionais que trabalham no local, o grande desafio, atrelado à execução de um trabalho bem feito, é colaborar para atenuar a dor de quem perde um entequerido. Empatia é a palavra que Edmilson Lima Caetano, que trabalha há dois anos como auxiliar administrativo no cemitério, escolhe para definir os momentos em que conversa com os familiares de um falecido. "Precisamos ter empatia e nos colocar no lugar deles [parentes] para realizar um atendimento mais humanizado. Às vezes os clientes chegam aqui desolados, então, o mínimo que podemos fazer é escutá-los e oferecer um carinho", contou ele, que ainda acrescentou dizendo que a cadeira do atendimento "serve em alguns momentos como um divã".

Edmilson Lima fala sobre os cuidados nos atendimentos em cemitério
(Foto: Eli Cruz/ iBahia)
A equipe que trabalha diariamente no local vê como meta fazer com que as pessoas sintam-se em um espaço confortável através do atendimento. "Todo mês aqui tem um treinamento com psicólogos para os funcionários, que visa melhorar o atendimento aos clientes", explicou Lima.

Assim como o auxiliar administrativo, profissionais que trabalham em outras áreas do cemitério atuam com foco em se solidarizar com as pessoas. Coveiros, porteiros, seguranças e zeladores também têm contato com o público e desempenham um importante papel.

Foto: Eli Cruz/ iBahia

Edson da Silva Barreto, 54, é zelador do Campo Santo há 22 anos e guarda muitas histórias que já viveu no local. Sempre com um sorriso no rosto, ele lembra que a atenção é o que eles podem oferecer de melhor para os clientes.

"Não chegamos a falar muito com as famílias, pois entendemos que o momento é de tristeza. Mas estamos sempre preparados para atendê-los bem", afirmou o profissional, que também observou muitas mudanças no cemitério, fundado em 1836 e que, mesmo se modernizando ao longo do tempo, conserva o bom atendimento realizado pelos aproximadamente 70 funcionários.