Carros

Honda faz recall de 86,5 mil unidades no Brasil por causa de airbag

Chamado atinge os modelos Fit e City, além da moto GL 1800 Gold Wing

Agência O Globo

Por causa de airbags defeituosos fornecidos pela fabricante japonesa Takata, a Honda anunciou, em comunicado divulgado nessa segunda-feira, um mega recall no Brasil com mais de 86,6 mil veículos, incluindo 85.516 unidades dos modelos Fit e City, além de 190 motocicletas modelo GL 1800 Gold Wing.

Foto: Divulgação
No caso dos modelos Fit e City, os veículos são do ano/modelo 2013, fabricados entre março de 2012 a julho de 2013. Os proprietários dos veículos citados devem comparecer a uma concessionária da marca para a substituição do insuflador do airbag do passageiro. O mesmo ocorre para os clientes da motocicleta GL 1800 Gold Wing, cujas unidades são do ano/modelo 2013, 2014 e 2015, fabricadas entre fevereiro de 2013 a setembro de 2015.

De acordo com a montadora, o atendimento para ambos os casos, tanto automóveis quanto motocicletas, tem início na próxima segunda-feira, dia 22.

A Honda indica que os clientes devem verificar a necessidade do reparo por meio do link http://www.honda.com.br/recall a partir do número do chassi do veículo. Em caso positivo, o atendimento deve ser agendado no mesmo endereço eletrônico ou pela central no telefone 0800 701 3432.

A Honda ressalta que o recall tem caráter preventivo, a fim de evitar problemas por causa do defeito. Em caso de colisão frontal cuja intensidade aciona o sistema de airbag, o defeito pode causar o rompimento da estrutura do insuflador (bolsa do airbag) o que eventualmente pode ocasionar a projeção violenta de fragmentos metálicos no interior do veículo. Neste caso, além de danos materiais, o defeito pode gerar lesões graves ou até mesmo fatais aos ocupantes e até terceiros.

Os airbags mortais, como ficaram conhecidos os equipamentos fornecidos pela Takata, causou o maior recall global na história da indústria, com diversas montadoras e modelos envolvidos. Em todo o mundo, já foram registradas 20 mortes por causa do problema. Nenhum deles, no entanto, aconteceu no Brasil.