Gastronomia

Hora do chá: casas especializadas e lanchonete apostam em versões diversificadas

Entre um gole e outro da bebida, ainda dá pra saborear várias delícias

Victor Villarpando (victor.villarpando@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Estranho brindar com bebidas quentes no calor do Verão de Salvador? Não em três lugares que abriram de cinco meses para cá: Tong Fong, Tea Shop e Vodoo World. Inclusive porque há opções geladas - mesmo que as quentes continuem sendo campeãs na preferência. Entre um gole e outro, dá pra saborear várias delícias. Conheça.

Vodoo World Café

Difícil passar pela rua e não notar o Vodoo World Café. Cheio de plantas e palets vermelhos no teto, o lugar é lindo. O menu, que muda semanalmente, vem numa capinha de retalhos coloridos. Entre as opções de chás “simples” (R$ 7), tem silver moon (especiarias), vanilla bourbon (baunilha) e o tradicional chá preto inglês.

Versões criadas na hora pela chef Clara Ribeiro podem levar ingredientes como colágeno sabor frutas vermelhas, violetas e pétalas de rosa cristalizadas (R$ 10). Pra beliscar, lanches low carb, veganos, sem glúten e lactose. Artesanias feitas da chef, como agendas e ímãs, também estão à venda.

Endereço: Rua Alagoas, 92, Pituba. Insta: vodooworld.

Tea Shop
São 87 variedades de chás e infusões na primeira franquia baiana da rede de chás espanhola. Duas amostras-grátis, uma gelada e uma quente, recebem os visitantes no quiosque do Salvador Shopping.

Entre as 15 opções que dá pra saborear no local, uma caneca com quase 500 ml sai a R$ 6,50 e um bule pra dois custa R$ 12. Pra acompanhar, delícias como o pastel de nata da confeitaria De Além Mar (R$ 8) e quiche de alho-poró do bufê Mignon (R$ 9).O Rooibos Chai (canela, gengibre, cravo e cardamomo) é ótimo. “Mesmo no Verão, os quentes saem mais”, conta Carlos Otero, franqueado, que trocou a carreira de engenheiro elétrico pelo mundo dos chás.

Dentre os acessórios pra fazer em casa, o mais bonito é o bule japonês de ferro fundido (R$ 497). Os pacotinhos com ervas variam: 50 g de chá preto do Quênia fica R$ 19,50; 100 g de Silver Needles (os brotos mais tenros) saem por R$ 283.

Endereço: Salvador Shopping, L2.


Tong Fong

Na entrada, sobre um móvel enorme de madeira, potes de vidro estilo farmácia de antigamente, permitem cheirar as 32 opções de chás e infusões. Destaque para as mais pedidas: Cheng Chung Ping (chá branco, morango e rosas) e Tong Fong (chá verde, rosas e baunilha). A primeira homenageia o avô da sócia e criadora do menu, a biomédica, acupunturista e fitoterapeuta Yasmin Chung.

“Na década de 60, ele abriu o primeiro restaurante chinês da Bahia, no Campo da Pólvora”, conta ela. A segunda leva o nome do restaurante do avô, que também nomeia o empreendimento da neta e significa vento do oriente em mandarim.

Pra acompanhar os chás (quentes ou gelados, 250 ml por R$ 7,50 e 500 ml por R$ 12,90), tem brigadeiros (R$ 4,20 - o de morango com macadâmia é incrível) e guioza de camarão (R$ 7). Há bules com infusor a partir de R$ 48 e com R$ 32 já dá pra levar pra casa 30 gramas de base para chá, que rende até 12 infusões.

Endereço: Rua Lord Cochrane, 93, térreo do Maria Empresarial, na Barra. Escondidinho, não tem placa. Insta: @tongfongcasadecha.


Para entender os cinco tipos de chás:


Preto

O mais consumido no mundo, é feito com folhas de Camellia sinensis. Tem gosto meio amargo e pelos antioxidantes (theaflavins e tearubiginas) é associado a benefícios cardiovasculares. “Pela grande quantidade de cafeína, é estimulante”, diz Carlos.

Verde
Tem essa cor porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação no processamento. Daí o sabor mais delicado. Tem cerca de metade da cafeína do chá preto. E também é rica em antioxidantes (catequinas), que também são conhecidas por afastar doenças cardíacas.

Oolong

Lembra o chá preto, mas é fermentado por um tempo menor. O resultado é um sabor mais rico e com menos cafeína. A bebida pode ajudar na perda de peso, pois ativa uma enzima responsável pela dissolução de triglicérides.

Branco

Com folhas bem novinhas, daí o sabor mais suave. Tem ainda menos cafeína que os anteriores e mais antioxidantes porque as folhas são menos processadas. Segundo um estudo publicado na revista Phytomedicine, é bom pra diabetes.

Vermelho
Compactado e envelhecido por alguns anos antes de ser consumida. Isso resulta numa pós-fermentação que dá um sabor mineral característico. Suas propriedades são relacionadas à boa digestão e ao controle de colesterol e triglicérides.


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