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Localizado no Cabula, Centro Antiveneno da Bahia é referência em todo Nordeste

Ciave foi inaugurado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab)

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O Centro Antiveneno da Bahia (Ciave) é um centro de referência no que se refere a intoxicações exógenas na Bahia, prestando assistência a pacientes e orientação toxicológica especializada em plantões ininterruptos. 

O Ciave foi inaugurado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em 1980 e hoje é uma referência em todo o Nordeste. Ele é responsável pela regulação e controle das atividades ligadas à toxicologia e ao envenenamento no estado. O centro está localizado na Rua Direta do Saboeiro, na Estrada Velha do Saboeiro, no anexo do Hospital Geral Roberto Santos. As orientações para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicação acontecem por meio do telefone 0800 284 4343.

Foto: Divulgação / GOV BA

Sua atuação também acontece por meio de apoio a ações de toxicovigilância. Essas ações, geralmente, são feitas em parceria com instituições de vigilância sanitária e epidemiológica.  Além disso, o centro realiza distribuição de soro antiveneno para hospitais regionais e orientações para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicação para profissionais da saúde e os cidadãos necessitados. 

Histórico

Em 1980, quando foi inaugurado, o Ciave era um setor do Hospital Geral Roberto Santos. Foi apenas em 1997 que ele passou a ser uma unidade gestora, além de Centro de Referência Estadual em Toxicologia. O centro integra a Rede Nacional de Centros de Informações e Assistência Toxicológica – RENACIAT, coordenada pela ANVISA. Ele também promove o aprimoramento científico, ao realizar programas de capacitação, elaborar manuais, monografias e bancos de dados toxicológicos. 

Anualmente, o centro atende uma média de 7,5 mil ocorrências tóxicas, além de registrar uma média de 15 mil notificações de acidentes por animais peçonhentos ocorridos em toda a Bahia. 

Atendimento

O atendimento presencial do centro também acontece na emergência do Hospital Geral Roberto Santos. Em 2016, mais de dez mil pessoas foram vítimas de picadas de escorpião. A atuação do Ciave, porém, conseguiu minimizar o número de mortes. Anualmente, são atendidas em torno de 7,5 mil ocorrências tóxicas, 16 mil acidentes por animais peçonhentos e 3 mil casos de intoxicação em geral. 

- pacientes que foram intoxicados e procuraram assistência especializada ou que foram referenciados por hospitais e outros serviços de saúde, tanto em Salvador quanto no interior do estado. O atendimento presencial acontece apenas nas dependências do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador. 

- profissionais de saúde que precisam de orientação diagnóstica e terapêutica especializada. 

- estudantes e profissionais de saúde que precisam de informações toxicológicas e participam de estágios e pesquisas em Toxicologia ou nas suas diversas áreas. 

- população que busca orientação para situações de emergências tóxicas e medidas preventivas contra envenenamentos. 


Números

Em seus 37 anos de existência, o Ciave já realizou 37 cursos anuais de Toxicologia Básica, capacitando não apenas profissionais como também estudantes. Além disso, quase 1,2 mil estudantes já passaram pelo centro, exercendo estágios com duração de um ano nas mais diversas áreas: Medicina, Medicina Veterinária, Farmácia, Biologia, Psicologia e Enfermagem.

Com o seu projeto de descentralização de atividades de capacitação, o Ciave conseguiu treinar mais de 5,6 mil emergencistas e cerca de 15 mil agentes comunitários de saúde. Essa descentralização aconteceu em 400 municípios baianos. Ao todo, mais de 450 mil unidades de material informativo foram distribuídos entre profissionais de saúde, de educação, estudantes e à população em geral.