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Lojas suspendem venda de almofada para bebês após morte de 12 recém-nascidos

Produto prometia facilitar o sono dos bebês, mas se tornou o símbolo de uma tragédia para algumas famílias

Agência O Globo

O produto prometia facilitar o sono dos bebês, mas se tornou o símbolo de uma tragédia para algumas famílias. A Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, emitiu um alerta de segurança sobre travesseiros para posicionar crianças em berços.


Segundo a Agência, de 1997 a 2010, pelos menos 12 óbitos relacionados ao uso desse produto foram contabilizados no país. Nesta quinta-feira, as lojas Tesco e e eBay decidiram retirar a mercadoria de seus catálogos. As informações são do "Daily Mail".

A FDA já emite comunicados sobre esse tipo de travesseiro há, pelo menos, 7 anos, mas o produto contiinuou sendo vendido nas lojas dos EUA e do Reino Unido. Enquanto dormem, as crianças correm o risco de girar o corpo e ficar na posição de bruços. Assim, com o rosto virado para o travesseiro, podem ser asfixiadas.

A novaiorquina Judy Sage é uma das mães que perdeu o filho, Andy, de apenas oito semanas, por conta do uso deste produto, em 2002. Segundo ela, o pediatra recomendou que o bebê fosse colocado de lado no berço, para ajudar no refluxo. Acreditando que o posicionador ajudaria, deixou o bebê dormindo sob o produto. Quando voltou para ver o filho, ele já não respirava mais.

"Andy estaria aqui hoje se eu não tivesse usado um posicionador de sono", disse ela ao "Daily Mail".

O posicionador de bebês é projetado para crianças desde o nascimento até aos 6 meses de idade. O produto inclusive é vendido com um aviso de que não deve ser usado caso os pais percebem que o filho pode se virar por conta própria durante o sono. A FDA recomenda que o melhor ambiente para os bebês é uma superfície firme e vazia.