E. C. Vitória

Lucas pede tranquilidade para espantar 'fantasma' do Barradão

Vitória não vence em casa desde novembro do ano passado e encara o Ferroviário, nesta quinta-feira (1º)

Gabriel Rodrigues, do Correio 24 horas (gabriel.rodrigues@redebahia.com.br)

O início de ano do Vitória tem agradado ao torcedor. Apesar de não ainda ter dado espetáculo em campo, o Leão está invicto em 2018 e lidera o Campeonato Baiano com sete pontos após três rodadas. Mas se tem uma coisa que tira o sono rubro-negro é o retrospecto jogando em casa.

Lucas virou capitão do Vitória após a saída de Wallace (Mauricia da Matta / EC Vitória)

Quando entrar em campo na quinta-feira (1º), diante do Ferroviário, pela segunda rodada da Copa do Nordeste, o Leão terá a oportunidade de manter o bom momento e, de quebra, espantar o fantasma do Barradão. O clube não vence jogando em seus domínios desde o dia 8 de novembro do ano passado, quando derrotou o Palmeiras por 3x1, pela 33ª rodada do Brasileirão.

Em 2017, o estádio se transformou em um vilão para o Vitória, que venceu apenas três partidas em casa durante o Campeonato Brasileiro e terminou a temporada como o pior mandante da competição. No único jogo que fez no Barradão este ano, o time ficou no empate com a Juazeirense por 2x2, na abertura do estadual.

Apesar disso, o lateral-direito Lucas acredita que o momento é de ter tranquilidade para que o Leão volte a rugir alto dentro de casa. "O Vitória é muito forte aqui dentro, mas tem que ser com tranquilidade. Não podemos trazer esse peso para as nossas costas. Temos que ter calma, fazer aquilo que a gente vem trabalhando que as coisas vão acontecer. Aos poucos vamos retomar isso. É algo que vem de fora, que afeta um pouco, mas não podemos deixar isso entrar no nosso grupo porque não é algo da história do clube, pelo contrário. A história do Vitória é que aqui no Barradão ele é muito forte", afirmou.

Liderança 

Capitão no triunfo de 2x1 sobre o Atlântico após a saída do zagueiro Wallace, que deixou a equipe para ir jogar no futebol turco, Lucas comemorou a opção feita por Vagner Mancini. No entanto, o lateral afirma que existem outros jogadores no elenco que também podem carregar a braçadeira. 

“Quando você perde esses jogadores (líderes), automaticamente dentro do elenco você tem que buscar outros. O futebol exige isso e em algumas equipes por onde passei fui capitão, tenho essa característica. Mas dentro do nosso elenco tem outras pessoas também com esse perfil. Fiquei feliz de jogar como capitão, mas a braçadeira é apenas um símbolo, o que você faz no dia a dia é o que mostra a sua liderança”, finalizou Lucas.