Brasil

Manifestantes saem às ruas de Salvador e outras capitais contra Michel Temer

Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e outras capitais brasileiras tiveram manifestações pela renúncia de Michel Temer nesta quinta-feira (18)

Lucy Barreto do Correio 24h (lucy.barreto@redebahia.com.br)

Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e outras capitais brasileiras tiveram manifestações pela renúncia de Michel Temer ontem sob o efeito do pronunciamento em que o presidente afirmou que não entregaria o cargo.

Em Salvador, manifestantes se reuniram na região do Iguatemi, em frente ao Shopping da Bahia no final da tarde. Por volta das 19h, cerca de 300 trabalhadores do Sindicato Nacional dos Servidores Federais (Sinasefe) se juntaram ao grupo e fecharam a via principal da Avenida ACM, provocando engarrafamento também nas regiões do Itaigara e Avenida Juracy Magalhães.

No Rio, houve confronto entre jovens mascarados e policiais militares, pondo fim em um ato até então pacífico na Cinelândia, na região central da cidade. A PM lançou bombas de gás para dispersar os jovens, que tinham incendiado lixo e disparado rojões na direção dos policiais.

Na capital federal, houve um princípio de tumulto na Praça dos Três Poderes entre a Polícia Militar e cerca de 200 manifestantes, que arremessavam objetos contra os policiais e tentavam derrubar uma grade de isolamento. A PM, que contava com pelo menos 20 viaturas, além da Cavalaria, do Batalhão de Choque e de motos da Rocam, dispersou a confusão com spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Em São Paulo, manifestantes se reuniram em frente ao Masp, na Avenida Paulista, no segundo dia consecutivo de protestos. Em Fortaleza, protestos ocorreram no bairro Benfica. Em Brasília, um ato aconteceu nos arredores do Congresso. Foram registrados protestos em várias outras cidades pelo país, como Porto Alegre (na Esquina Democrática) e em Belo Horizonte (na praça Sete de Setembro).

Os atos foram uma amostra do que deve acontecer no próximo domingo, quando grupos ideologicamente rivais estão convocando protestos pelas ruas do país.

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