Futebol

Messi: 'Neymar ir para o Real Madrid será um golpe duro para todos nós'

Atacante da Argentina deixou a timidez de lado e abriu a casa para TV local

Agência O Globo

Num raro momento de descontração e intimidade, o craque do Barcelona e da Argentina Lionel Messi abriu as portas de casa para a TV TyC Sports e conversou sobre tudo. E, claro, sobre a Copa do Mundo da Rússia, que deve ser o seu último mundial. Ele foi taxativo: o Brasil é o favorito ao título. E lamentou uma possível ida do ex-companheiro Neymar para o rival Real Madrid.

"O Neymar ir para o Real Madrid será um golpe duro para todos nós. Seria terrível por tudo que ele significa para o clube, aqui ganhou títulos como a Liga dos Campeões e o Espanhol", disse.

O amigo já mandou mensagem ao jogador do PSG sobre o assunto. Ele não disse o que exatamente escreveu para Neymar, mas se mostra temeroso com o poderio que o Real Madrid ganharia com a presença do brasileiro. "Ele já sabe o que penso", afirmou.

Apesar do vice-campeonato na Copa de 2014 e nas duas últimas edições da Copa América, Messi é realista. Não lista a Argentina entre os favoritos à conquista da taça. Encabeçando seu top 4 está o Brasil, analisado pelo craque:

"Tem bons jogadores individualmente que funcionam muito bem como grupo. Se fecha bem atrás, tem jogadores fortes e se pegam o contra-ataque te liquida com jogadores rapidíssimos como Ney ou Coutinho. Houve a má sorte de ter o Neymar machucado, mas ainda não sei se isso é bom ou mau, pois ele chega descansado", afirmou.

As outras três seleções que mereceram destaque foram a Espanha, a França e a Alemanha:

- A Espanha pelos jogadores que tem e a maneira de jogar; Alemanha porque sempre está aí; a França porque tem muitos bons jogadores, ainda que a juventude deles possa jogar contra.

Sobre sua relação com a seleção e a torcida argentina, Messi faz algumas reflexões. Admite que mandou a mensagem errada ao afirmar que se aposentaria da seleção após a perda da final da Copa América de 2016 para o Chile.

Considera exagerada a cobrança dos torcedores pelos títulos. Crê que em outros países as campanhas dos últimos anos seriam valorizadas. E evita uma pressão extra pelo troféu:

- Nesta última década, sentimos que temos essa obrigação de ganhar e não é assim. Estivemos em três finais e perdemos. É um peso que temos. Não temos nenhuma obrigação com ninguém.