E. C. Vitória

Motivado por ‘final’, Soutto quer Leão tranquilo contra a Ponte

Volante quer que grupo se apegue às "coisas positivas" e esqueça pressão que haverá em Campinas

Gabriel Rodrigues, Redação Correio 24horas (gabriel.rodrigues@redebahia.com.br)
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A semana no Vitória tem sido como se o Leão estivesse prestes a disputar uma final de Copa do Mundo. O motivo? O peso do duelo contra a Ponte Preta, no domingo (26), às 16h (horário da Bahia), no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, interior de São Paulo. 

A duas rodadas do fim do Brasileirão, o time tem um confronto direto na luta contra o rebaixamento. Assim como Sport (18º) e Avaí (19º), a equipe paulista está a apenas um ponto do rubro-negro, primeiro time fora do Z4, e pode ser rebaixada já nesta rodada em caso de derrota.

(Reprodução: Mauricia da Matta/ EC Vitória)

O triunfo fora de casa pode também livrar matematicamente o Vitória da queda. Mas para isso, o Leão terá que torcer por derrotas de Sport e Avaí, que enfrentam Fluminense e Atlético-PR, respectivamente. 

A missão em Campinas não promete ser fácil. Com promoção de ingressos, a Ponte espera contar com o apoio da torcida diante do rubro-negro. Para o volante Fillipe Soutto, o momento é de controlar a ansiedade para conseguir um bom resultado.  

“Nós vamos para vencer, porque é a vitória que nos interessa. Independente dessa questão da ansiedade em fazer uma campanha melhor em casa, acho que isso tem de ficar para depois. Até porque agora são duas finais. Se marcarem um jogo para a China, a gente vai ter que ir e ganhar. Não tem como escolher agora onde jogar e se vai ter o torcedor ao lado ou não. Os poucos que forem a Campinas vão ser importantes, assim como os milhões de torcedores que estiverem em qualquer ponto do mundo, porque vão estar jogando junto com a gente. E é isso que nos faz ser mais fortes”, disse o jogador.

Se o fator casa vai ser o trunfo da Ponte, a campanha fora de casa do Vitória é um alento para o torcedor. Atuando longe de Salvador, o Leão tem a quarta melhor campanha do Brasileirão, atrás apenas do campeão Corinthians, Grêmio e Atlético-MG. Em 18 partidas, foram sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, com 25 gols pró e 25 sofridos. 

“Evidente que, por estar no terreno do adversário, nós temos que juntar forças na delegação, em quem estiver junto, porque temos que guerrear. Fizemos isso em outros momentos e mostramos que somos fortes. Temos que nos apegar nas coisas positivas, porque coisas negativas só nos sugam, nos deixam pensativos e pessimistas. As positivas nos levam além, renovam nossas forças, e é nisso que a gente tem que pensar”, continuou o volante rubro-negro.

Na quarta (22), Mancini começou a esboçar o time que inicia o jogo. Na Toca, o treinador fez testes. A equipe teve Fernando Miguel, Patric, Kanu, Wallace e Geferson; Ramon, Uillian Correia, José Welison e Fillipe Soutto; David e Tréllez.