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Mulheres empreendedoras superlotam workshop para terem sucesso como empresárias

Sigla B.A.T.O.M ensina as mulheres a terem sucesso nos negócios

Victor Albuquerque | Redação CORREIO (victor.silva@redebahia.com.br)
Publicada em Atualizada em

Atenção, mulheres! Papel e caneta na mão para anotar uma receita. Mousse de maracujá? Não, nada disso. Essa receita é para a mulher moderna, que não só cuida da casa, mas também da carreira. São, digamos, os ingredientes principais para o sucesso profissional. Quem garante é a especialista em empreendedorismo corporativo feminino Fádua Sleiman. Ela ministrou, ontem, a palestra  Mulheres de Negócios, na Feira do Empreendedor, que está sendo realizada no Centro de Convenções da Bahia.


Mas, antes de começar a lista dos ingredientes, primeiro guarde na memória a sigla: B.A.T.O.M. Pareceu familiar? Então, se você está pensando em abrir um negócio ou inovar na carreira,lembre desse item de maquiagem. E aqui vai o porquê: cada letra, segundo Fádua, está relacionada a uma dica para o sucesso da mulher que quer empreender.


“[A fórmula] serve como um norte para elas vencerem na carreira profissional, seja como empreendedora, ou em  qualquer outra área que atuem”, explicou.

A primeira letra - ‘B’ -, explicou a especialista, significa batalha. Se quer empreender, disse, a mulher precisa ser, antes de tudo, uma batalhadora. Nada de fazer corpo mole. “Empreendedora é aquela que vai em busca de suas próprias satisfações”, frisou.


Seguindo com a receita, o próximo ingrediente vem da letra ‘A’, que representa a assertividade. “Ouvi certa vez um homem dizer que não gostava quando mulher chefia uma reunião, porque fala demais. Pior que é verdade”, comentou Fádua. “Não somos assertivas. Mulher é prolixa e objetividade é o caminho”, acrescentou.


Já a letra ‘T’ está relacionada à testosterona. A palestrante acredita que a mulher precisa ter um pouco das características masculinas se quiser conseguir sucesso nos negócios.


Quarta e penúltima letra, ou ingrediente da nossa receita, o ‘O’ significa orientação profissional. É importante, por exemplo, ter um planejamento e saber de fato o que querem os  clientes quando se pensa em abrir uma empresa ou inovar na profissão.


Por último, o ‘M’ vem nos mostrar o que é o marketing de guerrilha. Que nada mais é do que a divulgação da ideia que você está vendendo. São ações rápidas e capazes de conquistar novos clientes.


Enquanto explicava, as mulheres da plateia anotavam cada uma das dicas da especialista. Volta e meia, elas interrompiam a palestra com palpites ou para contar experiências de vida em relação ao mundo dos negócios.


“Criei a receita de bolo de chocolate com tapioca e fez tanto sucesso que eu fui chamada para fazer no programa de Ana Maria Braga”, gabou-se a nutricionista Gislene Novais, que saiu do evento com uma multidão de novos clientes interessados na guloseima.


Depois de acertar uma possível parceria para vender quitutes diets e ligths para a dona de uma loja, ela comemorou. “A palestra foi bastante produtiva”.

Quem também apreciou os ensinamentos foi a autônoma Lucinaide Ferreira. “Aprendi muito e espero poder usar esses conhecimentos para ter um bom negócio”, comentou. Ela  pensa em abrir uma loja de roupas.


De posse de tantas dicas, a cabeleireira Marileide Portela disse que agora só falta mesmo a coragem para abrir a própria empresa. “Tenho um pouco de medo de o negócio não dar certo”, admitiu. “Mas já estou juntando dinheiro e em breve espero poder abrir o meu próprio salão”.


E em meio a centenas de mulheres com espírito empreendedor, eles também marcaram presença. Tímida, diga-se de passagem. Pelo menos cinco homens assistiram ao workshop voltado para elas. O motivo? “Entender um pouco mais do universo feminino”, explicou um dos marmanjos, o publicitário Ricardo Duran.

Ele  pensa em escrever um livro sobre comportamento e acha que a palestra lhe daria subsídios para escrever sobre esse universo. “Tenho intimidade com o tema, porque venho de uma família com muitas mulheres, mas é um assunto interessante e que desperta minha curiosidade”.


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