FLICA

'O racismo é altamente plástico', diz autor em primeira mesa da Flica

Com a mediação de Zulu Araújo, a mesa intitulada "Os reflexos do passado ancestral em nossa pele"

Naiá Braga (naia.braga@redebahia.com.br)
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Com uma plateia predominantemente composta por pessoas negras, os olhares e ouvidos pareciam não somente atentos ao palco, mas sincronizados para ouvir as histórias e discussões do autor cubano Carlos Moore e do escritor paulista Cuti. Com a mediação de Zulu Araújo, a mesa  intitulada "Os reflexos do passado ancestral em nossa pele",  trouxe uma das propostas centrais desta edição da Flica: aprofundar o olhar sobre a literatura negra.

Foto: Naiá Braga
Os autores debateram sobre as marcas do racismo sob perspectivas nacional e internacional, de maneira sutil, desde a infância. " O racismo é plástico. Ele se molda e ainda existe, depois de tanto tempo porque é benéfico para alguém. Para algumas pessoas", enfatizou Cuti.
Com muitas participações do público, o que deixa evidente o interesse nas discussões de cunho racial e suas reverberações, a primeira mesa da sétima edição da Flica marcou a história do evento por um posicionamento social necessário e profundo. Veja o que aconteceu na mesa aqui.