Salvador

Ravengar e mais cinco traficantes são presos em operação da Polícia Civil

Ex-'dono' do Morro do Águia foi preso em operações do Draco e DHPP

Redação Correio 24 h

Um dos mais famosos traficantes da história da Bahia, Raimundo Alves de Souza, o Ravengar, voltou a ser preso durante uma operação da Polícia Civil, na madrugada desta quinta-feira (16).

A Operação Petros foi deflagrada na Fazenda Grande do Retiro, Pero Vaz e Paripe, além de ter capturado Ravengar, cumpriu mais cinco mandados de prisão.

Os seis presos na operação serão apresentados na tarde desta quinta-feira pela delegada Andréa Ribeiro, coordenadora de Narcóticos, e pelo delegado Alexandre Galvão, do Draco.

Ravengar, em 2009, ao ser conduzido por policiais para prestar depoimento no Ministério Público 
(Foto: Evandro Veiga / Arquivo CORREIO)

Condenação e progressão

Condenado a 25 anos de prisão por tráfico de drogas, Raimundão, como também era conhecido, teve a pena reduzida para 22. Quando já tinha cumprido mais de um sexto da pena, obteve a mudança para o semi-aberto.

Ele ficou preso, em regime fechado, de fevereiro de 2004 a maio de 2012, quando teve a progressão de pena. Na mudança de regime, foi transferido da Penitenciária Lemos Brito, na Mata Escura, para o presídio de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A transferência foi realizada em cumprimento à decisão judicial emitida pela Vara de Execuções Penais, que determinou a progressão da pena do traficante.

Apontado como maior traficante de cocaína da Bahia, Ravengar comandou por muito tempo o tráfico de drogas no Morro do Águia, no Retiro, e foi preso no distrito de Monte Gordo, em Camaçari, no Litoral Norte.

Código de conduta

Em 2009, na Lemos Brito, ele foi acusado de ter criado uma cartilha que ficou conhecida como o Código Ravengar. No material, que foi digitado, impresso, encadernado e distribuído entre os presos, estavam as regras de comportamento e as penas previstas para quem as descumprissem no Pavilhão 1. 

Por conta da cartilha, Ravengar foi punido com 30 dias na solitária. Numa carta de quatro laudas enviada ao CORREIO, o traficante se disse vítima de “infâmia”, garantiu ser um preso de bom comportamento e negou ter feito a cartilha. 

Ainda na penitenciária, ele foi acusado também de cobrar dinheiro e favores em troca de proteção e garantia de vida aos demais presos. Os preços variavam de R$ 200 a R$ 2 mil, segundo relato de presos.

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