Novelas

Relembre oito finais emocionantes de tramas escritas por Gloria Perez

A Força do Querer termina nesta sexta-feira (20) e promete muito suspense e emoção para os telespectadores

Agência O Globo

Criadora de muitas histórias da televisão brasileira, Gloria Perez já fez o Brasil parar diversas vezes com os emocionantes finais de suas obras. Não diferente, a atual, "A força do querer", tem sacudido o país desde o primeiro capítulo. Abaixo, relembre desfechos marcantes da trajetória da autora:

(Reprodução: Divuglação)
Barriga de aluguel (1990): A jogadora de vôlei Ana (Cassia Kis) e seu marido Zeca (Victor Fasano), treinador do time em que ela joga, têm um casamento perfeito, mas não conseguem ter filhos, apesar dos vários tratamentos a que Ana se submete. Para realizar o sonho de serem pais, o casal contrata a jovem Clara (Cláudia Abreu) como mãe de aluguel.

As duas mães terminaram a novela compartilhando a guarda da criança As duas mães terminaram a novela compartilhando a guarda da criança Foto: Reprodução

Após o nascimento da criança, Ana e Clara passam a disputar a maternidade, e a questão é levada aos tribunais. Na última cena e após dois julgamentos, as duas mães aparecem de mãos dadas com o filho, dispostas a encontrar uma solução, independentemente da decisão final da Justiça.

Explode coração (1995): As famílias Sbano e Nicolich, seguindo os tradicionais costumes do povo cigano, fizeram um contrato de casamento para seus filhos Dara (Tereza Seiblitz) e Igor (Ricardo Macchi) quando os dois ainda eram crianças. “Explode Coração” tem início com a iminente chegada do noivo, que vem da Espanha para a realização do casamento.

(Reprodução: Divulgação)
Todos aguardam ansiosos pelo enlace, menos Dara, que não quer saber do compromisso assumido. A filha do rico comerciante Jairo (Paulo José) e da passional e alegre Lola (Eliane Giardini) quer mais do que estudar apenas o suficiente para aprender a ler, escrever e fazer contas, destino reservado às mulheres ciganas. Dara inicia uma relação pela internet com o empresário Júlio Falcão (Edson Celulari), de quem engravida.

Após enfrentar muitos problemas, entre eles a solidão, Dara cede aos apelos da família e se casa com Igor, embora grávida de Júlio. Na cultura cigana, no dia do casamento a noiva deve dar uma prova de sua virgindade. Ciente da situação de Dara, Igor promete que, apesar de casados, não a tocará. E, para ajudá-la a forjar a falsa prova diante de sua comunidade, faz um corte no próprio pulso e suja a saia da amada de sangue. Dara permanece casada com Igor até o último capítulo da novela, quando dá à luz o filho. O parto, realizado numa praia, é acompanhado por Igor, que leva Dara e a criança ao encontro de Júlio, e parte para sempre.

(Reprodução: Divulgação)
Hilda furacão (1998): Minissérie adaptada do romance homônimo de Roberto Drummond. Hilda Gualtieri Müller (Ana Paula Arósio), uma bela moça da alta sociedade, desiste do casamento no dia da cerimônia, rompe com a família e vai morar na zona boêmia e de prostituição de Belo Horizonte, tornando-se a mais disputada meretriz da capital mineira. No meio do caminho, ela se apaixona por frei Malthus (Rodrigo Santoro), e os dois vivem uma relação mal resolvida. O tempo passa e eles combinam de se encontrar no Rio de Janeiro. Malthus é preso por subversão e, sem saber do ocorrido, Hilda sente-se abandonada. O desencontro do casal se dá pelos tumultos do dia 1º de abril de 1964 e os inúmeros protestos em função da recém-instalada ditadura militar no país.

Quatro anos depois, os dois se reencontram numa passeata no Rio de Janeiro. Malthus havia se tornado integrante da igreja progressista e lutava por ideais de justiça social.

O clone (2001): Cultura muçulmana, clonagem humana e dependência química são os principais temas de O Clone, que tem como fio condutor a história de amor vivida pela muçulmana Jade (Giovanna Antonelli) com o brasileiro Lucas (Murilo Benício). Lucas tem um irmão gêmeo, Diogo (Murilo Benício), cuja semelhança com ele se resume à aparência física. Diferentemente do introspectivo Lucas, Diogo é o típico rapaz namorador, alegre e brincalhão, considerado o mais indicado para suceder o pai, Leônidas (Reginaldo Faria). Diogo sofre um acidente de helicóptero e morre nos primeiros capítulos da trama. Diante da tragédia, Lucas volta atrás em seu compromisso de fugir com Jade. Sem alternativa, Jade retorna para sua família e se casa com Said (Dalton Vigh).

(Reprodução: TV Globo)
Abalado pela morte do afilhado, o cientista Albieri (Juca de Oliveira) decide clonar o outro gêmeo, Lucas, como forma de trazer Diogo de volta e realizar um sonho: ser o primeiro a realizar a clonagem de um ser humano. Sem que ninguém tome conhecimento da experiência, Albieri usa as células de Lucas na formação do embrião e o insere em Deusa (Adriana Lessa), que pensa estar fazendo uma inseminação artificial comum.

O clone Leandro (Léo), vive com a mãe e a avó, Dona Mocinha (Ruth de Souza), e tem Albieri como padrinho. Nem o rapaz nem sua família suspeitam de sua verdadeira origem. Em viagem ao Marrocos em companhia do cientista, Léo vê Jade e imediatamente se apaixona, exatamente como aconteceu com Lucas anos atrás. Ao descobrir a verdade sobre sua vida, ele vive uma crise, tentando descobrir seu lugar no mundo. Quando a história da criação do clone vem a público, Deusa – a “mãe de aluguel” – e Leônidas – o “pai biológico” – disputam Léo na Justiça. Gloria Perez recorreu à juíza Ana Maria Scarpezini para dar um veredicto na ficção: Léo é considerado filho de Leônidas e Deusa.

No final da história, Albieri e Léo – criador e criatura – desaparecem nas dunas do deserto do Saara, em cenas gravadas nos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Lucas e Jade terminam juntos.

(Reprodução: TV Globo)
América (2005): Movida pelo desejo de realizar seu grande sonho, uma brasileira atravessa a fronteira do México e chega ilegalmente aos EUA. A novela fala da busca e realização dos sonhos através da história de amor de Sol (Deborah Secco) e Tião (Murilo Benício). Sol teve uma infância miserável no Rio de Janeiro e sonha morar nos Estados Unidos, onde acredita que terá uma vida melhor. Tião Higino, criado no interior do Brasil, quer ser um campeão de rodeios e, com o dinheiro, fazer a casa que seu pai sonhava construir para a família. Sol resolve fazer a travessia ilegal da fronteira do México com os Estados Unidos após ver negado seu visto de entrada no país. Ela viaja para pedir dinheiro emprestado à madrinha, a viúva Neuta (Eliane Giardini), sem contar a verdade sobre o destino do empréstimo. Tampouco revela seu plano aos pais. Lá, conhece Tião, homem honesto, batalhador e cobiçado pelas moças locais. É amor à primeira vista. Mas eles se separam por conta da viagem dela.

Após as desaventuras da vida, novos relacionamentos, o casal de protagonistas não termina juntos. Sol fica com Ed (Caco Ciocler) e Tião com Simone (Gabriela Duarte).

Outra história que movimentou a trama foi a de Júnior (Bruno Gagliasso). Filho único da viúva Neuta, ele é um homossexual não assumido. Foi criado para ser um grande fazendeiro e um homem valente como o pai, o falecido Sinval. Júnior retorna a sua casa após anos de estudo na cidade, mas não se interessa pelas atividades rurais. O que ele gostaria mesmo é de ser estilista, porém não consegue dizer isso à mãe. Júnior se apaixona pelo peão Zeca (Erom Cordeiro), e os dois terminam juntos. O beijo entre os dois acabou não sendo exibido.


Caminho das índias (2009): Primeira novela brasileira a vencer o Prêmio Emmy Internacional, “Caminho das índias” se passava na Índia e no Brasil, com duas tramas centrais em cada país.

(Reprodução: TV Globo)
A novela teve como ponto de partida a paixão proibida entre dois jovens indianos de origens distintas: Maya Meetha (Juliana Paes), pertencente a uma tradicional família da casta dos comerciantes, e Bahuan (Márcio Garcia), rapaz que está se formando nos Estados Unidos, é funcionário de uma empresa americana, mas nunca esqueceu as humilhações que sofreu na infância por ser um dalit, um intocável – que, segundo os textos sagrados hindus, é oriundo da “poeira aos pés do deus Brahma”, considerado impuro.

Apesar do amor por Bahuan e grávida dele, Maya se casa com Raj (Rodrigo Lombardi), apaixonado por Duda (Tânia Kalil). Ambos não se conhecem, mas seus pais seguem à risca as tradições, como o costume de casar os filhos com pessoas de sua aprovação.

Após muitos reviravoltas, o fim da trama é marcado Raj e Maya terminam juntos e apaixonados. Bahuan se casa com Shivani (Taila Ayala). A vilã Yvone (Letícia Sabatella) consegue fugir da prisão com a ajuda do carcereiro. Ela sabe que presas que ganharam benefício vão sair para visitar as mães e diz ao funcionário da prisão que queria abraçar sua mãe. Com pena, ele dá cobertura para a vilã ficar duas horas fora para ver a mãe. Só que Yvone sai e não volta mais. No fim, a psicopata acaba se dando bem.

(Reprodução: TV Globo)
Salve Jorge (2012): O tráfico internacional de pessoas é o principal mote da novela, que traz como heroína a jovem Morena (Nanda Costa), moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, um dos principais núcleos da trama. Ela recebe uma proposta para trabalhar na Turquia e, ao chegar ao país, percebe que foi traficada, passando a lutar para livrar-se da máfia do tráfico e ver presa a chefe da gangue no Brasil, Lívia Marine (Claudia Raia). Ao longo de toda a trama, Morena vive um romance de idas e voltas com Theo (Rodrigo Lombardi), capitão da cavalaria do Exército, devoto de São Jorge, que deseja assumir a relação e criar como seu o filho da jovem, Júnior (Luis Felipe Lima).

No fim, após um rompimento, Morena e Theo se reconciliam na Turquia, e ela conta toda a verdade para o capitão, inclusive que ele é o pai de Jéssica, sua filha mais nova. A menina é sequestrada a mando de Lívia e enviada à Turquia para ser vendida, mas Theo consegue resgatá-la. Com a ajuda de Morena, a quadrilha é identificada, todos os traficantes presos e as vítimas, libertadas. Lívia chega algemada no aeroporto do Rio, após vários embates com Morena e a delegada Helô ao longo da trama. Theo e Morena voltam ao Alemão com Jéssica, e são recebidos com festa.


(Reprodução: TV Globo)
Dupla identidade (2014): Na trama, o serial killer Eduardo Borges (Bruno Gagliasso), o Edu, dribla a polícia e está em uma boa fase na vida profissional. O advogado e estudante de psicologia conseguiu um emprego na equipe do senador Oto (Aderbal Freire-Filho), político preocupado com sua reeleição e com os problemas que o assassino em série vem causando para sua campanha. Enquanto isso, o delegado Dias (Marcello Novaes), que almeja o cargo de Secretário de Segurança, chefia uma força-tarefa para desvendar a onda de crimes. Quatro jovens foram mortas em três meses. Além da equipe de policiais, o delegado Dias conta com a ajuda da psicóloga forense, Vera (Luana Piovani), que estagiou no FBI e viveu um romance com ele no passado.

Ao passo que a polícia está engajada na busca do criminoso, Edu conhece a produtora de moda Ray (Débora Falabella). Ela trabalha e cria sozinha a filha, Larissa (Maria Eduarda Miliante), e sofre do transtorno de personalidade borderline. Ray se apaixona pelo “bom moço” e não imagina que ele é um assassino em série.

No fim, Edu foi preso, e Ray estava grávida dele. Porém, a autora deixou o destino final dos personagens em aberto para uma segunda temporada, que acabou não acontecendo.