Santa Casa

Sustentabilidade e inovação: as diferenças e vantagens de um cemitério vertical

Falta de espaço e a consciência ecológica levaram muitos cemitérios a adotar a verticalização

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A ideia de cemitério que a maioria de nós têm em mente é o chamado ‘cemitério horizontal’, onde os corpos são sepultados de forma subterrânea em uma área aberta. No entanto, a falta de espaço e a consciência ecológica levaram muitos desses espaços a adotar a verticalização. É o que acontece com o Campo Santo, o mais antigo em atividade de Salvador.

Mas quais são as diferenças e vantagens deste novo modelo de sepultamento? Neste tipo de sepultamento, os corpos são colocados em espécies de gavetas, que ficam uma sobre a outra. Por isso, o conceito de verticalização. Além disso, os túmulos são padronizados. 

Novos módulos verticais do Cemitério Campo Santo / Foto: Bapress / Divulgação

Sustentabilidade

Nos cemitérios horizontais, os cadáveres são enterrados com os caixões colocados diretamente no solo ou em sepulcos de concreto, de maneira que a decomposição dos corpos gera impacto no meio ambiente. Nos cemitérios parques, além do impacto gerado com a decomposição dos corpos, há o consumo de água para a manutenção das plantas.

 “O processo de decomposição dos corpos gera gases e o necrochorume. E quando o sepultamento não é adequado, o contato desse material com o ambiente em si termina gerando uma contaminação do ar, do solo e dos recursos hídricos subterrâneos, dos mananciais que estão ali, próximos ao cemitério”, explica a engenheira sanitarista e ambiental, Dijara Conceição. 

Inovação

No Campo Santo, a verticalização segue o caminho da modernização adotado pela Santa Casa da Bahia nos últimos anos. As novas gavetas, inauguradas em maio deste ano, possuem um diferencial em relação à maioria utilizada no Brasil.

Os nomes módulos verticais do cemitério contam com um moderno tratamento de gases. O sistema se chama Eco No-Leak, que tem duas tapas de tratamento anteriores ao carvão ativado, a lavagem de gases e a utilização de óxido de ferro, o que reduz em mais de 95% a concentração do gás sulfídrico, que é bastante tóxico e provoca chuva ácida. O resultado é a geração mínima de resíduos sólidos e de contaminação do ar e do solo.

Roberto Taboada, gerente do Campo Santo, explica que, com essa tecnologia, o cemitério dá um passo à frente. “Com o Eco No-Leak, nós, da Santa Casa, demos um passo à frente de toda a concorrência, já estamos realizando adequações de acordo com a nova regulamentação que chegará em 2018 para os cemitérios. Esse modelo já nos dá uma grande vantagem competitiva no mercado, já que é um modelo exclusivo da Santa Casa”, destacou.

"Com as novas gavetas implantadas neste ano, o Campo Santo tornou-se o cemitério com o maior número de ofertas de sepulturas para atender a população baiana", explica Roberto Taboada.

Segundo ele, a construção dos módulos verticais de sepultamento no Cemitério Campo Santo vai continuar. O projeto prevê a implantação de 20.000 novas gavetas, todas seguindo o modelo inaugurado em maio, até 2022.