Nem Te Conto

Vilões do 'BBB' falam da vida pós-rejeição e contam que quase apanharam

Tem ex-BBB que renega tanto a participação no programa que moveu recentemente uma ação para retirar matérias que falam dela da internet

Agência O Globo

Eles são considerados os maiores vilões da história do "Big Brother Brasil". Com o "BBB 18" quebrando novos recordes de rejeição (a cearense Patrícia foi eliminada na última terça-feira com 94,26%), o EXTRA foi atrás dos ex-participantes que deixaram o jogo odiados pelo público, mas que deram a volta por cima (ou não!) e seguiram suas vidas.

'Saí pichadão, mas passa'

Integrantes da sétima edição, o campeão de jiu-jitsu Felipe Cobra e o cantor sertanejo Alberto Cowboy se uniram contra o favorito Diego Alemão e fizeram de tudo para tirá-lo do programa. Quem acabou saindo foram eles, e com uma rejeição altíssima. "Sai pichadão, com 93% e teve um movimento gay para me tirar da casa, porque me tacharam de homofóbico, coisa que nunca fui. Fui mal interpretado numa coisa que falei, mas aqui fora ficou tudo bem e só recebi carinho. Lá dentro, a gente não sabe o poder da palavra", avalia ele, que há dois anos é dono de uma academia de lutas no Leblon. "Conquistei tudo com o meu trabalho, não foi com o programa", afirma.

"Ser o vilão da novela é algo que atrapalha para trabalhos. O vilão não é o cara que faz propaganda, quem faz é o mocinho. Nesse ponto, eu acho que deixei de fazer alguns trabalhos", analisa Alberto, que vive em Belo Horizonte e tem uma hamburgueria e uma consultoria financeira: "Com o tempo, as pessoas vão mudando um pouco de opinião sobre você. Naquele calor do programa, que o telespectador torce por alguém, as pessoas te odeiam, mas tudo passa". 

Aliada de Alberto no reality, Analy foi a responsável pelo veto de imunidade a Iris Stefanelli. A atitude da curitibana acabou resultando no sofrido paredão entre Alemão e Iris, e a eliminação de Siri. O público ficou revoltado. Apesar de ter sido ameaçada até de morte aqui fora, Analy conseguiu alavancar sua carreira como DJ e tocou até fora do país. "Não me afetou na minha vida profissonal, o pessoal aqui fora esquece. Claro que quem torcia muito parao casal no jogo, ficou muito bravo comigo. Até hoje as pessoas lembram desse momento", conta a DJ.

'O BBB me projetou'

A 5ª edição também foi repleta de participantes rejeitados. O público foi implacável com o grupo "do mal", liderado por Dr. Gê e Paulo André, o PA. "Sou até hoje o maior vilão do programa. "Vou ficar chateado quando baterem esse título", festeja o médico, que hoje tem um consultório em São Paulo e cuida de pacientes famosos como Thiaguinho e Fernanda Souza: "A vida é feita de dois pilares: capacidade e oportunidade. Querendo ou não, o 'Big Brother' me projetou".

'Quase apanhei na rua'

Com fama mau, o paulista PA teve a chance de "limpar sua barra" pouco tempo depois, através do programa da Sônia Abrão, que o convidou para ser comentarista dos quatros “BBBs” seguintes. “Logo, todo mundo pôde ver que eu sou do bem, engraçado. No 'BBB', eu joguei, e a edição foi contra o meu grupo. Se eu tivesse sido como sou aqui fora, teria levado o prêmio”, analisa ele, lembrando, com humor: "Recebi muita ameaça. Era tão odiado que quase apanhei na rua uma vez".

A máxima "fale mal mas fale de mim" não se aplica para a "X-9" Aline, a carioca que lidera o ranking de rejeição (com 95% num paredão com Grazi Massafera). Hoje funcionária dos Correios e morando em São Paulo, ela ficou com fama de fofoqueira. Aline chegou a ter sua casa, no subúrbio do Rio, pichada. A ex-BBB renega tanto a participação no programa que moveu recentemente uma ação para retirar matérias que falam dela da internet.

Outro que não quer nem ouvir falar no reality show é Airton. Eliminado após uma briga com o favorito Alemão ("De sunga branca!", lembra?), o designer gráfico não dá entrevistas, alegando que o reality só lhe traz problemas.