Salvador

Família e colegas de aluno da Ufba morto em assalto pedem respostas sobre crime

Felipe Doss, 26 anos, levou tiro na cabeça em novembro; ninguém foi preso

Redação Correio 24h

Passados cinco meses do assassinato do universitário Felipe dos Santos Silva, mais conhecido como Felipe Doss, 26 anos, parentes, amigos, colegas de curso e militantes convocaram um ato para cobrar justiça, celeridade e comprometimento nas investigações.

Marcado para o próximo dia 9, quando completam seis meses de sua morte, o ato ocorrera às 9h, com concentração em frente ao prédio da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

  Felipe Doss, 26, foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto 

Assassinado em 9 de novembro de 2017 na região do Parque São Brás, na Federação, em pleno mês de campanha e ativismo sobre a valorização das vidas negras, Doss, que era concluinte do curso de Geografia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), teve uma trajetória de luta e militância dedicada aos negros e negras, LGBTs e estudantes cotistas, atuando em diversas entidades.

As únicas informações relativas ao caso, segundo a Polícia Civil, foi a identificação de um suspeito, que não teve a identidade divulgada, além da localização de um carro abandonado, que teria sido usado no crime.

O Fiat Siena prata (foto abaixo) foi achado por volta das 13h do dia seguinte ao crime, por policiais da 1ª Delegacia (Barris). Na ocasião, o carro foi rebocado para a 7ª Delegacia (Rio Vermelho), que investiga o caso. 

As únicas informações relativas ao caso, segundo a Polícia Civil, foi a identificação de um suspeito, que não teve a identidade divulgada, além da localização de um carro abandonado, que teria sido usado no crime.

O Fiat Siena prata (foto abaixo) foi achado por volta das 13h do dia seguinte ao crime, por policiais da 1ª Delegacia (Barris). Na ocasião, o carro foi rebocado para a 7ª Delegacia (Rio Vermelho), que investiga o caso. 

Foto: Gil Santos/Arquivo CORREIO

De acordo com a polícia, o Siena foi levado em um assalto no dia 1º de novembro, na Avenida Jorge Amado, no Imbuí. Há suspeita de que o carro estava sendo usado em vários assaltos - teria sido usado, inclusive, em assaltos no bairro de Brotas horas antes da morte de Felipe.

Para o delegado Antonio Fernando do Carmo, titular da 7ª Delegacia, isso pode explicar por que algumas testemunhas contaram terem visto um carro similar circulando pelo bairro. 

Segundo os organizadores do ato, a polícia sempre informa que está próxima de concluir as investigações, mas não oferece respostas aos familiares, o que motivou a organização do protesto, marcado para as 9h do dia 9 de maio.