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O que a pandemia mudou em sua casa? Saiba como deixá-la mais confortável e segura

Desde março as mudanças estão acontecendo, no entanto, agora já é possível identificar quais são as novas necessidades de cada um

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Do início do ano para cá, muita coisa mudou. A pandemia do novo coronavírus nos impôs adaptações, tanto no lado profissional quanto pessoal. No âmbito pessoal, a nossa casa passou a ser sinônimo de segurança e, consequentemente, a busca pelo conforto e funcionabilidade aumentou.

Desde março as mudanças estão acontecendo, no entanto, agora já é possível identificar quais são as novas necessidades de cada um. “Estou percebendo muita movimentação das pessoas para reformarem as casas. Quem tem condição está fazendo alterações que queria fazer há um tempo e não achava o momento certo. Vejo que as pessoas estão em busca dessa melhora agora, porque todo mundo tem estado mais em casa”, destaca a arquiteta Fernanda Hereda.

A arquiteta pontua também que, por causa da pandemia, as prioridades mudaram. “Vejo pessoas mudando a relação com os espaços e priorizando áreas de lazer mais abertas como varanda e terraços ou ainda transformando um quarto em um home office. Também existe um movimento de melhora das áreas de serviço, após a experiência pessoal de uso desses espaços que geralmente eram utilizados por prestadores de serviço”.

Foto: Gui Gomes / Divulgação

O pensamento é endossado pela também arquiteta Laís Matos, que acredita que a pandemia trouxe a necessidade de olhar de maneira mais crítica e cuidadosa para os nossos hábitos de higiene, nossas relações interpessoais e, consequentemente, para os espaços físicos que habitamos.

“Percebo que o fato das pessoas estarem o tempo inteiro dentro de suas casas tem levado muitas delas a darem mais atenção a detalhes que antes não eram notados, ou que não eram tão incômodos (desde as cores das paredes, à disposição do layout e até mesmo ao excesso/falta de espaços, móveis ou elementos decorativos). Muitos clientes têm nos buscado, arquitetos ou designers de interiores, para fazermos reformas com pequenas ou grandes intervenções, mas também para reorganizarmos os ambientes de maneira mais simples e a baixo custo”, reforça.

O que e como mudar?

Na prática, o que isso significa? O que tem mudado nas casas? É que agora, o que Laís encontra no seu dia a dia com mais frequência, por exemplo, são pedidos de projetos e consultorias que buscam adaptar o espaço de acesso à casa, prezando pela higiene e criação de áreas de lazer mais amplas e confortáveis, como varandas e piscinas. 

Confira mais espaços que se tornaram queridinhos nesta pandemia, de acordo com as arquitetas, e como tê-los em seu atual ou novo lar:

Home office

De início, a principal necessidade da maioria das pessoas foi um espaço dedicado ao home office, ou seja, ao trabalho em casa. Com a rotina de trabalhar fora, poucos se preocupavam com aquele espaço com conforto, privacidade e bom sinal de internet para passar o dia na frente do computador. 

Para quem está em busca de um apartamento novo, é importante analisar se as opções lhe proporcionarão esse espaço. Procurar um imóvel com um quarto extra e transformá-lo em um home office é a opção mais viável, mas é importante ficar atento a alguns pontos. O ambiente precisa ter uma boa iluminação e ter uma boa acústica, por exemplo.

Se a ideia é montar um home office em um canto da casa atual que não era usado, siga esses mesmos critérios e preste também atenção se o espaço é capaz de comportar uma cadeira e uma mesa de escritório.

Espaço de transição

Esse é o nome dado pelo Grupo de Estudos em Arquitetura e Engenharia Hospitalar (GEA-hosp), da UFBA, coordenado pelo professor Antônio Pedro de Carvalho, do qual Laís faz parte, para um espaço de higienização delimitado na entrada da casa ou do apartamento onde o morador deve realizar ações de desinfecção. “Consideramos que o ambiente externo à casa está contaminado, enquanto o interior está limpo, porém vulnerável”, destaca a profissional.

Nesse sentido, é preciso criar uma área onde o morador higienize as mãos, deixe os calçados, chaves, bolsas, celulares e todos os objetos que estiveram com ele no ambiente sujo, externo à sua casa. 

“É curioso perceber que esse conceito leva à criação de uma espécie de hall no acesso domiciliar, que era muito comum em residências mais antigas, e que com o tempo foi deixando de existir, mas agora retorna com muita força devido à pandemia”, observa.

Áreas de lazer

Piscinas, varandas e salas de tvs agora precisam ser mais funcionais. A ideia é que deixem de ser cômodos mais decorativos para serem de fato aproveitado pelos moradores, que agora passam mais tempo em casa. 

A sala de tv pode ganhar uma melhora com um aparelho de tv novo ou até mesmo um sofá, que melhore a experiência de assistir a um filme ou série. 

As varandas, em tempos de pandemia, pode ser o mais próximo com o mundo externo. Por isso, invista em torná-la um ambiente agradável para passar o tempo, seja lendo um livro, fazendo uma refeição ou apenas apreciando a vista. 

Cozinha Americana

Outro cômodo apontado pelas arquitetas é a cozinha. Por conta da pandemia, muitas pessoas aprenderam a cozinhar e aquele passou a ser um momento de união. Por isso, se tornaram frequentes pedidos para integrar a cozinha ao restante da casa, promovendo maior amplitude espacial, iluminação e ventilação, com a possibilidade de maximizar a socialização entre os moradores durante o preparo das refeições. 

Espaços de bem estar

Além da saúde física por conta da covid-19, a saúde mental também precisa de atenção, em um momento que estamos mais reclusos e cheios de privação. Por isso, as arquitetas apontam o aumento da busca por espaços de bem estar.

“São espaços voltados para a espiritualidade, como a criação de pequenos altares ou áreas de meditação, por exemplo. Além da valorização do contato com a natureza através de jardins, cacos de plantas ou pequenas hortas caseira”, destaca Laís. 

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