Bahia

Associação descarta nova greve de policiais militares na Bahia

De acordo com membros da Aspra, orientação partiu do vereador Marco Prisco, preso na tarde desta sexta-feira (18)

Redação Correio24h
Após a prisão do vereador Marco Prisco Caldas Machado, a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado da Bahia (Aspra) descartou, na noite desta sexta-feira (18), a possibilidade de uma nova paralisação de policiais militares na Bahia. Dirigentes da associação afirmaram ao jornal Folha de S. Paulo que Prisco orientou os membros da Aspra a não paralisar as atividades.

Diretor-geral da Aspra, Prisco foi preso por policiais federais na tarde desta sexta (18), a pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA). Segundo a Polícia Federal, ele foi localizado em um resort na Costa do Sauípe, no Litoral Norte, e transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O pedido de prisão foi feito dentro da ação penal movida pelo MPF em abril de 2013, que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada entre os dias 31 de janeiro e 10 de fevereiro de 2012. Segundo o MPF, a intenção do pedido de prisão preventiva é garantir a ordem pública.

Prisco está sendo processado pelo MPF por crime político grave. De acordo com o Ministério Público, qualquer recurso contra a prisão poderá ser ajuizado apenas no Supremo Tribunal Federal (STF).



Após o anúncio da prisão do vereador, o coronel Alfredo Braga de Castro, comandante da PM, divulgou um comunicado em que orienta a tropa a "manter seus postos de serviço na proteção do povo baiano".

A Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) também divulgou uma nota de esclarecimento assegurando o cumprimento de todos os itens do acordo firmado com as associações representativas da Polícia Militar, quando do final da greve dos policiais. A SSP ainda afirma que não participou da operação de cumprimento do mandado de prisão de Prisco.

Na tarde de quinta-feira (17), os policiais militares aceitaram uma contra-proposta do Governo do Estado e encerraram a greve deflagrada no início da noite da última terça (15). Nas 43 horas de paralisação, 53 pessoas foram mortas em Salvador.

Matéria original: Correio24h
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