Bahia

Corpos de baiana de acarajé e filha mortas em Praia do Forte são sepultados

Ex-companheiro de Elaine quis se vingar dela, diz delegado

Redação Correio 24h* (redacao@correio24horas.com.br)
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Os corpos da baiana de acarajé Elaine Brito Lemos, 35 anos, e da filha Manuela Beatriz Lemos Cardoso, 4, foram sepultados no final da tarde deste sábado (10) no Cemitério Campo Santo. As duas foram mortas pelo vigilante Joselito Silva da Encarnação, 36, ex-namorado de Elaine, em um crime passional na noite desta sexta-feira na Praia do Forte, em Mata de São João. O ajudante Edmílson dos Santos Souza, 25, também foi morto. Joselito se suicidou depois de cometer o triplo homicídio.
Enterro de mãe e filha aconteceu no Cemitério Campo Santo (Foto: Betto Jr)
Cerca de 50 pessoas acompanharam o sepultamento. Familiares das vítimas preferiram não falar com a imprensa e se mantiveram em silêncio. A polícia acredita que Joselito não se conformava com o fim do relacionamento.Segundo o delegado Aldacir Ferreira, da Delegacia de Praia do Forte, o ex-companheiro de Elaine quis se vingar dela, mas ainda não há detalhes do que motivou. Eles foram mortos a tiros dentro da casa de Elaine, que fica na Avenida ACM, no centro do vilarejo.“Sabemos que foi um crime passional, mas ainda não temos muitos detalhes de como tudo aconteceu”, disse o delegado. Ainda não há informações se os dois discutiram antes dos disparos. Nesta manhã, vizinhos limpavam o sangue que ficou acumulado na porta da casa.Elaine morava no Engenho Velho de Brotas e teria se mudado para o vilarejo da Praia do Forte há dois meses para fugir das ameaças do ex-namorado. O crime aconteceu por volta das 21h30. Elaine foi atingida na testa, nuca e no punho. Ela chegou a ser socorrida para o posto de saúde, que fica próximo da casa da vítima, mas não resistiu.
Vizinhos limparam sangue da porta de casa (Foto: Luciano Júnior)
Manuela e Edmilson morreram na hora. Outros dois filhos de Elaine estavam em casa no momento do crime, mas conseguiram escapar e não foram baleados. Os corpos de Edmilson e Joselito continuam no Instituto Médico Legal (IML).* Com informações do repórter Amanda Palma e Gil Santos
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