Bahia

"Era a pior embarcação possível", diz sobrevivente sobre lancha que virou

Administradora de condomínio Meire Reis, 53 anos, lembrou que por muito pouco não embarcou na lancha

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Sobreviventes do acidente com a Cavalo Marinho I, lancha que fazia a travessia Mar Grande-Salvador na manhã desta quinta-feira (24), chegaram à Salvador ainda abalados com o acontecido. Eles relataram o que aconteceu e lembraram que aquele trajeto diariamente - muitas pessoas trabalham e estudam na capital e residem na Ilha de Itaparica.

Foto: Marina Silva / Correio

A administradora de condomínio Meire Reis, 53 anos, lembrou que por muito pouco não embarcou na lancha. Ela, que está acostumada ao trajeto, disse que esta é a pior embarcação de todas. 

"A embarcação (Cavalo Marinho) é a pior possível que existe.Para você ter uma ideia ela quando está encostada lá no normal ela já fica toda torta. Muita gente teve a sorte que não veio. Eu mesma ia desistir quando eu vi que era a Cavalo Marinho. Eu pensei: não vou. Ficou mais ou menos oito ou nove pessoas que quando viu que era a Cavalo Marinho desistiu porque é a pior embarcação que tem. Tinha salva-vidas e bote para as pessoas. Mas nós ficamos em um bote aonde tinha outro bote amarrado e a gente não conseguiu desamarrar e ficou uns por cima dos outros", narrou ao Correio. 

O acidente 

A lancha da Associação de Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) naufragou por volta das 7h pouco depois de sair do terminal de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, a caminho de Salvador. A lancha Cavalo Marinho I tinha capacidade para transportar 162 passageiros e transportava 129 no momento em que virou.

Três navios da Base Naval de Aratu e três lanchas da Capitania dos Portos foram deslocadas para o local do naufrágio para auxiliar nas buscas. "Nós recebemos um chamado de emergência via rádio por volta das 8h e, em seguida, mandamos três embarcações de resgate imediatamente. Três navios da base com médico a bordo e todo aparato para dar socorro está a caminho. Também acionamos outros órgãos como o Graer, Samu e Bombeiros", disse o capitão-tenente da Marinha, Fernando Jeann Tôrres Araújo.

O Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar e a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Ilha de Vera Cruz) está atuando em apoio às vítimas do naufrágio. Às 9h uma aeronave do Graer transportou uma das vítimas direto para o Hospital do Subúrbio, em Salvador. Em seguida o helicóptero retornou para dar apoio às demais vítimas do acidente. A 5ª CIPM também já prestou socorro a algumas vítimas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mar Grande e ao Hospital Geral de Itaparica.