Bahia

Professor de escola particular é preso por assédio a alunas na Bahia

Duas adolescentes denunciaram educador; outras 6 mulheres relataram ataques

Milena Teixeira, do Correio 24h
Duas alunas de uma escola particular em Porto Seguro, no Sul do estado, denunciaram um professor de Educação Física por assédio sexual. As adolescentes de 15 e 16 anos relataram os abusos quando estavam em uma aula prática do professor Antônio Joaquim Ferrão Rodrigues, 51 anos.
De acordo com a titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade, delegada Teronite Bezerra, o suspeito foi preso na escola, na última quinta-feira (22). 
O caso só veio à tona porque a adolescente de 16 anos mandou uma mensagem para o namorado informando sobre o assédio. Segundo Teronite, a jovem disse que o professor teria passado o pênis em suas nádegas, afirmando estar ajudando a menina a fazer o exercício de agachamento.
Foi o namorado que ligou para a Polícia Militar e o Conselho Tutelar para ir até a escola onde ocorreu o crime - Colégio Coriza. A PM prendeu o suspeito em flagrante.
Depois da detenção, durante esta semana, outras seis alunas também registraram queixa de assédio sexual contra Antônio na Deam. Uma delas, de 30 anos, disse que sofria os assédios quando ainda estudava na escola, durante o ensino fundamental 2.
O professor dava aula na escola há pelo menos 18 anos, segundo a delegada, que afirma ainda que a coordenação do colégio chegou a saber dos possíveis assédios.
"O pior de tudo é que a situação estava sendo recorrente, mas só agora a bomba estourou. Por ele ser um professor conceituado, ninguém dizia nada", afirmou Teronite ao CORREIO nesta quarta (28). 
Nas outras denúncias, as vítimas chegaram a contar que o professor tinha táticas para cometer os assédios. Ele mexia no colar das vítimas e, em seguida, tocava nos seios. Além disso, o educador também puxava o sutiãs e cós das calças das estudantes. Para a delegada, esse é o perfil exato de assediador. 
Em nota, a escola disse que o professor está afastado e que a instituição toma medidas administrativas para apuração interna do caso. Veja o comunicado.
Em sua defesa, ainda segundo Teronite, o professor disse que era “brincalhão” e “carinhoso” com as alunas. “Ele nega as informações e diz que sempre brincou com as alunas”, conta a investigadora.
Foto:Reprodução/Facebook
Antônio está preso e será indiciado por assédio sexual (previsto no artigo 216-A do Código Penal) e também por concurso material (artigo 69), quando ocorre a prática de dois ou mais crimes, idênticos ou não.