Bahia

Vídeo íntimo teria motivado morte de pedagoga em Vera Cruz; marido se entregou à polícia

Suspeito falou à polícia que no vídeo a pedagoga aparecia na companhia de um outro homem

Redação do Correio 24 Horas

Um vídeo íntimo teria motivado o assassinato da pedagoga Helem Moreira dos Santos, 28 anos. A vítima foi morta golpes de faca pelo marido, o taxista Ângelo da Silva, 25, anos, na tarde da última sexta-feira (9) no bairro da Conceição, na Ilha de Vera Cruz.

Segundo o delegado Geovane Paranhos, titular da 24ª Delegacia de Vera Cruz, o marido da vítima, que estava foragido desde o crime, se apresentou na manhã desta segunda-feira (12) à polícia, acompanhado de um advogado.

Ainda de acordo com o titular, o taxista relatou que, no dia do crime, ele teria retirado o cartão de memória do celular da esposa e encontrado nele um vídeo íntimo. "Ele teve acesso a esse vídeo depois de colocar o cartão de memória da esposa no celular dele. Nas imagens, segundo ele, era possível ver a pedagoga na companhia de um outro homem. Depois de ter acesso ao conteúdo, ele teria perdido a cabeça e cometido o crime", conta o delegado.


Ainda segundo o delegado, Ângelo chegou à delegacia com um CD contendo as imagens da suposta traição. "No vídeo não é possível ver o rosto do homem, mas ele garantiu que não seria ele. Durante o relato, ele disse que já estava desconfiado da atitude da esposa há algum tempo", afirmou. No depoimento, o suspeito disse também que, durante a confusão, não deu chance da vítima dar maiores explicações sobre o caso. Conforme familiares informaram a polícia, o casal não tinha filhos e estavam juntos há mais de 10 anos.

De acordo com o delegado, o taxista, que não tem passagem pela polícia, vai responder pelo o crime de feminícidio. Ele está detido na 24ª Delegacia de Vera Cruz e o pedido de prisão deve ser solicitada pelo titular ainda nesta segunda.

Caso

O corpo de Helem Moreira dos Santos, que havia concluído o curso de Pedagogia na Universidade Estadual da Bahia (Uneb) neste ano, foi encontrado pelo pai do acusado. No dia do crime, o sogro procurou a polícia para informar que o casal estava brigando e que o filho teria agredido a esposa a facadas. A pedagoga foi encontrada trajando apenas uma calcinha e com três perfurações no pescoço. A faca utilizada no crime não foi encontrada pela polícia.

Segundo o delegado Geovane Paranhos, titular da 24ª Delegacia de Vera Cruz, quando o corpo foi encontrado, o taxista ainda estava no local do crime. O pai do taxista pediu ajuda mas o suspeito fugiu depois de dizer que prestaria socorro à esposa. Policiais do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 5ª Companhia Independente da PM (CIPM/ Vera Cruz) foram até o local, mas a mulher já estava morta.