Brasil

Rui Costa vai defender eleições diretas para presidente

Governadores do Nordeste vão se reunir nesta quinta-feira (16) para discutir crise

Redação iBahia
16/05/2016 às 12h27

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O governador Rui Costa (PT) vai se reunir na próxima quinta-feira (19) com oito governadores da região Nordeste. A pauta do encontro é a discussão sobre o que Rui considera uma crise institucional por conta do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Rui antecipou que, na reunião, vai defender a realização de eleições diretas para presidente.

A declaração do governador foi feita durante a entrega de mais de 100 novas viaturas para Salvador e RMS, na manhã desta segunda-feira (16), no estacionamento do jardim dos Namorados. A reunião com os nove governadores vai ocorrer em Maceió.

“Eu vou defender que haja um posicionamento dos governadores a favor das eleições diretas, e que o povo possa escolher um governante que passe a ter a legitimidade das urnas para encaminhar mudanças constitucionais legais que o país precisa para sair da crise”. “Sugeri que a reunião ocorresse aqui, mas, por conta de agendas de outros governadores, ocorrerá em Maceió. Vou defender que os governadores do nordeste se posicionem a favor de eleições diretas para que as pessoas possam escolher nas urnas quem irá representá-los de forma legítima”, disse Rui Costa.

Rui lembrou durante a sua fala que o Nordeste ficou esquecido por muito tempo e que conquistou muitos avanços nos últimos anos.

“O Nordeste foi desprezado durante décadas, e só nos últimos anos nós vimos chegar universidades, investimentos educacionais, empregos, e o Nordeste não quer perder essa posição. E por isso há um sentimento dos governadores que nós devemos caminhar sempre juntos, em posição unificada, e nós vamos discutir essa posição agora, na quinta-feira”

Ele reconheceu que o país vive uma crise institucional e que isso tem afastado investidores para o Brasil e para a Bahia. “Todo o Brasil perde com a retirada de uma presidente eleita. Tenho conversado com empresários de vários países e eles dizem que não tem como investir neste momento de crise institucional”. 

Correio24horas