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Afinal, quem é Karol Conká e como ela poderá se reconstruir?

Rapper foi eliminada do 'Big Brother Brasil 21' com 99,17% dos votos

Lucas Salles* (lucas.sales@redebahia.com.br)
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A eliminação de Karol Conká na noite desta terça-feira (22) rendeu ao 'Big Brother Brasil' a maior audiência em uma década: 37,7 pontos com pico de 39,9 conforme o Kantar Media Ibope. O episódio também foi mais assistido que todos do 'BBB20', a temporada histórica. Xenofobia contra a paraibana Juliette, assédio contra Arcrebiano, bullying e perseguição incansável contra Lucas Penteado - o que fez o brother pedir para sair do reality show -, são alguns dos pontos que fizeram a rapper alcançar o topo da lista de maior rejeição da história do BBB com 99,17%. Afinal, quem é Karol Conká? 

Foto: Reprodução | TV Globo 

Nascida no dia 1º de janeiro, curiosamente no dia Mundial da Paz, Karoline dos Santos Oliveira, mais conhecida como Karol Conká, é uma rapper, compositora, modelo, apresentadora, empresária e atriz brasileira. A artista começou sua carreira aos 17 anos, se tornou mãe aos 19 e estourou nas paradas de sucesso em 2013, com o hit "Tombei", parceria com o grupo Tropkillaz. Com a notoriedade, a artista se tornou um dos maiores nomes do rap no Brasil. 

Vale destacar que o seu álbum 'Ambulante' foi eleito o 34º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do segundo semestre de 2018 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Anunciada como uma das sisters do 'Big Brother Brasil 21', Conká chegou a ser considerada como uma das favoritas ao prêmio, mas sua passagem pelo programa rendeu controvérsias, cancelamentos e conforme os cálculos da Brunch, agência especializada em influência digital, a artista deve acumular um prejuízo de até R$ 5 milhões, considerando perdas com publicidade no Instagram, shows e programas de TV. 

Por suas atitudes na casa mais vigiada do Brasil, a participação da cantora foi suspensa no Festival Rec-Beat e no Festival Rock The Mountain. O GNT também suspendeu a exibição do programa "Prazer, Feminino", apresentado por ela e pela ex-BBB, Marcela McGowan. 

Ativista pelas causas feministas e raciais, o comportamento da ex-sister na jogo não foi nada parecido com as bandeiras que ela prega aqui fora. Karol, inclusive, entrou no reality com cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram. Nesta quarta (23), sua conta na rede social conta com 1,3 milhão de admiradores. Desde o início do programa, ela perdeu cerca de meio milhão de seguidores, um número bastante expressivo. 

E agora, Karol Conká? 

Será uma missão difícil, dolorosa, mas não impossível. Reconstruir uma reputação arranhada é mais complicada do que levantar uma do zero. Reconhecer seus erros e pedir desculpas são os primeiros passos para que a artista volte a tombar nas telinhas e paradas musicais. 

Foto: Reprodução | TV Globo

"A estratégia de negociar também se caracteriza por trazer elogios e agradecimentos pela descoberta feita, preocupação com as vítimas, além de expressão e consciência de culpa e responsabilidade pela crise, presente em todos fatores contidos no discurso da cantora, que pediu perdão para o Brasil, agradeceu ao programa por conseguir ter enxergado os seus defeitos, assumiu a culpa como uma falha em sua personalidade e disse que buscaria ajuda na terapia para mudar a característica descrita como animosidade", disse Maytê Carvalho, comunicóloga e professora da ESPM (Instituição de ensino superior em São Paulo), em entrevista ao iBahia.

"Sumir por um tempo poderia ser a melhor estratégia para que o público esquecesse um pouco os erros e ela pudesse voltar com algum projeto, arte ou terapia que buscasse promover debates sobre saúde mental, ressignificando a narrativa, aos poucos, e trazendo reflexões que fazem sentido para a sociedade nos tempos atuais", pontuou Maytê. "De toda forma, desde que o cancelamento não seja feito por discursos que promovem pautas anti-direitos humanos - como  xenofobia, racismo ou homofobia -, ele é temporário, podendo ser revertido e não incentivado, a fim de promover menos ódio e mais empatia e compreensão de que somos humanos", finalizou.

Sob supervisão da repórter Isadora Sodré*