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Após abertura de inquérito, defesa de Felipe Prior volta a negar acusações de estupro

A Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo (1ªDDM) abriu inquérito para apurar as acusações de estupro, e tentativa, contra Felipe Prior

Agência O Globo

A Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo (1ªDDM) abriu inquérito para apurar as acusações de estupro, e tentativa, contra Felipe Prior. Por meio de seus advogados, o ex-participante do "Big Brother Brasil 20" voltou a declarar inocência e classificou as acusações como falsas.

Foto: reprodução

"Felipe Prior nega todas as falsas acusações disseminadas contra ele e reafirma sua inocência. Felipe Prior jamais cometeu qualquer ato de violência sexual. A equipe jurídica do Felipe Prior está empenhada e tomará todas as medidas cabíveis para refutar todas as acusações. Reiteramos: o crime que existe é cometido por anônimos que o acusam e por aqueles que difundem essas acusações, causando prejuízos à sua integridade e à sua imagem", diz a nota de defesa, que é assinada pelos advogados Carolina Tieppo Pugliese Ribeiro, Rafael Tieppo Pugliese e Celly F. de Mesquita Prior.

Ao EXTRA, Maria Valéria Pereira Novaes de Paula Santos, titular da Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo (1ªDDM), disse que pretende ouvir ainda esta semana as três mulheres que acusam o ex-'BBB20' Felipe Prior.

— O MP encaminhou toda a documentação do caso aqui para a 1ª DDM e nós ouviremos as vítimas, as testemunhas e o suposto autor. Nós estamos tratando um caso de sigilo, e por isso é muito importante preservar a identidade das mulheres. E eu pretendo terminar esse caso o quanto antes para que o Ministério Público se manifeste e a Justiça também.

Entenda o caso:

Em 2014, uma mulher, chamada de Themis pela reportagem, conta que ela e uma amiga aceitaram uma carona de Prior ao sair de um jogo do Interfau, jogos universitários de Arquitetura. Após deixar a outra menina em casa, o ex-BBB teria parado o carro na rua e a estuprado. Segundo o relato, ela chegou a ir ao hospital após o ato e um ano após o ocorrido passou a ter crises de pânico, precisando de apoio para ir e voltar do trabalho.

Outra estudante, chamada na reportagem de Freya, acusa o ex-brother de tentar estuprá-la em 2016, também nos jogos universitários. Prior teria aproveitado seu estado de embriaguez e, dentro de sua barraca, tentou forçar um ato sexual mesmo sem preservativo.

A terceira mulher que acusa o paulista afirma que foi estuprada em 2018. O ato teria acontecido na mesma situação dos outros dois, no Interfau. Inicialmente, Ísis conta que iniciou relações sexuais de maneira consentida, mas o ex-BBB passou a agir de maneira agressiva e não parou quando ela pediu. Duas testemunhas sustentam a versão da jovem.

Após os casos, a comissão da Interfau baniu o arquiteto dos jogos. Apesar das acusações, nenhuma das mulheres prestou queixa contra Prior na época. As advogadas Maira Pinheiro e Juliana de Almeida Valente representam as três acusantes, que se uniram para formar a denúncia.

As advogadas entraram com um pedido de medidas cautelares para que Felipe fosse proibido de manter contato com as vítimas. A solicitação foi acolhida pela Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo e aguarda julgamento. Segundo a reportagem, como os crimes aconteceram em três cidades diferentes, a investigação poderá ser realizada por um grupo do Ministério Público ou se desdobrar em até três inquéritos diferentes.