Brasil

Após morte de jovem, supermercado rescinde o contrato com empresa de segurança

Delegado que investiga o caso disse que a tipificação do crime pode mudar após a perícia ter comprovado que Davi foi realmente estrangulou e asfixiou o jovem de 19 anos

Agência O Globo

pós a morte do jovem que foi estrangulado pelo segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio no supermercado Extra, na Barra da Tijuca, a empresa anunciou que rescindiu o contrato com a prestadora do serviço, nesta terça-feira. Pedro Henrique Gonzaga, de 19 anos, morreu após sofrer a agressão e ser levado para o hospital, na última quinta-feira.

Foto: Reprodução

Por meio do comunicado, o empresa disse que a medida foi tomada "independentemente da conclusão do processo de investigação."

"A empresa tem total interesse na apuração integral dos fatos e está colaborando plenamente com as investigações, pautando-se pelos princípios da lealdade e busca total da verdade" consta de um trecho da nota, que prossegue:

"O Extra reitera que se solidariza com os familiares de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, já estando inclusive à disposição para um contato no tempo que considerarem adequado".

Nesta terça-feira, a mãe da vítima, Dinalva Oliveira, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DH), responsável pelas investigações. À polícia, ela contou que outro segurança a impedia de se aproximar do filho e que, para intimida-la, ele colocava a mão no coldre que guardava sua arma.

Laudo confirma asfixia

Laudo do IML confirmou à polícia que o rapaz morreu asfixiado por estrangulamento. A Polícia Civil já recebeu o documento.

A investigação também já apurou que o rapaz ainda chegou vivo na Unidade de Pronto Atendimento da Barra. Ele recebeu os primeiros socorros, mas após sofrer três paradas cardiorrespiratórias, acabou não resistindo.

Na segunda-feira (18), o delegado Antônio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que a tipificação do crime pode mudar após a perícia ter comprovado que Davi foi realmente estrangulou e asfixiou o jovem de 19 anos, podendo responder por crime doloso, quando há clara intenção de matar.

No dia da morte do rapaz, ele foi autuado por homicídio culposo, quando não existe intenção.