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Auxílio Brasil: beneficiários enfrentam longas filas em busca recadastramento

No total, 10 pontos fixos fazem a atualização do CadÚnico

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico) estão enfrentando longas filas para fazer o recadastramento para novos benefícios sociais, em Salvador. Por causa da intensa procura desde o mês de outubro, os atendimentos têm começado cerca de duas horas antes do horário regular.


De acordo com o G1 Bahia, as filas desta sexta (12) começaram a se formar na última quinta (11) próximo a sede da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), que fica no bairro do Comércio.

Segundo a gestão, grande parte dos beneficiários que têm procurado o atendimento já estão com o cadastro atualizado e não precisam buscar os postos. No entanto, com a extinção do Bolsa Família e a implementação do Auxílio Brasil, as pessoas estão preocupadas com o recebimento do benefício e têm buscado as unidades para se garantir com antecedência. 

No total, 10 pontos fixos fazem a atualização do CadÚnico. Por causa do crescimento das demandas com a mudança do Bolsa Família, as ações itinerantes têm sido feitas para evitar que o procedimento de atualização, que é obrigatório, gere longas filas.

O iBahia solicitou um posicionamento a Prefeitura de Salvador sobre as filas, mas até o momento não teve retorno. 

Como fazer o cadastro?

Para fazer o cadastro, as pessoas precisam levar os documentos de cada membro da família. Essa atualização deve ser feita a cada dois anos, mesmo que não haja alterações de dados.

Quais documentos levar?

A pessoa que fará o cadastramento da família deve ter pelo menos 16 anos, ter CPF ou título de eleitor e ser, preferencialmente, uma mulher. Essa pessoa será considerada, para o Cadastro Único, a responsável familiar. Além da própria documentação, é preciso levar ao menos um desses documentos para cada pessoa da família:

Certidão de Nascimento;

Certidão de Casamento – somente se a pessoa for casada;

CPF;

Carteira de Identidade (RG);

Carteira de Trabalho;

Título de Eleitor;

Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) – somente se a pessoa for indígena.

Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima.

Pessoas sem documentação ou sem registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária.

Onde fazer o cadastro?

Se a família não está registrada no Cadastro Único, deve verificar onde é feito o Cadastro Único na cidade onde ela mora. Geralmente, as prefeituras fazem o cadastramento nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em um posto de atendimento do Cadastro Único.

No CRAS, é possível se informar sobre onde cadastramento é feito, caso o próprio CRAS não faça a entrevista. Existem casos em que é necessário agendar o atendimento por meio de uma central de atendimento. De toda forma, por meio do CRAS, o cidadão saberá quais os passos ele deverá realizar para fazer a sua entrevista. Veja os locais de atendimento presencial em Salvador:

  • Sede da Sempre;
  • Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Cajazeiras;
  • CRAS Ilha de Maré;
  • CRAS Itapuã;
  • CRAS Nova Esperança (CEASA);
  • CRAS Lagoa da Paixão;
  • CRAS São Cristóvão;
  • Dez prefeituras-bairro: Centro/Brotas, Subúrbio/Ilhas, Cajazeiras, Itapuã, Cidade Baixa, Barra/Pituba, Cabula/Tancredo Neves, Pau da Lima, São Caetano/Liberdade, Valéria;