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BBB 20: Polícia Civil investiga Pyong Lee por assédio sexual dentro do reality

"Quando um homem passa as mãos ou as partes íntimas dele em uma outra mulher, sem que ela tenha consentido, ele pode ser enquadrado na lei de assédio sexual", disse a delegada Catarina Noble

Por Ricardo Rigel, da Agência O Globo

A delegada Catarina Noble, titular da Delegacia de atendimento à mulher (Deam - Jacarepaguá) instaurou um novo inquérito para investigar um possível assédio sexual cometido pelo hipnólogo Pyong Lee com as participantes Flayslane e Marcela Mc Gowan do "Big Brother Brasil 20".

Foto: reprodução / Globoplay
— Nós tomamos conhecimento por meio das redes sociais e da TV de que o Pyong teria tido atitudes durante a última festa que aconteceu dentro do reality que podem ser consideradas como assédio sexual. Não estou afirmando que isso aconteceu, mas vamos apurar tudo. Esse tipo de comportamento de alisar as moças sem o consentimento delas deve ser combatido dentro e fora do programa — diz a delegada.



Ainda de acordo com a delegada, todos os participantes envolvidos no caso serão ouvidos assim que forem eliminados do jogo:

— Nós entendemos que essa espera para ouvir tanto o Pyong como as moças envolvidas não afetará a investigação. Imagino que no prazo de três meses, que é o tempo de terminar o programa, todos sejam ouvidos e a investigação seja concluída.

Catarina Noble aproveitou a entrevista ao EXTRA para fazer um alerta às mulheres:

— Quando um homem passa as mãos ou as partes íntimas dele em uma outra mulher, sem que ela tenha consentido, ele pode ser enquadrado na lei de assédio sexual. Com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão.